COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD

ILMD/Fiocruz Amazônia

A Coleção Biológica do ILMD

O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.

A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.

A Coleção Biológica do ILMD

Centro de Estudos desta sexta-feira, 27/10, abordará impactos das mudanças climáticas na hidrologia da Amazônia

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) apresenta, nesta sexta-feira, 27/10, a partir das 10h, a palestra “Rios comandam a vida na Amazônia?”, a ser ministrada pelo geólogo Naziano Pantoja Filizola Júnior, professor do Departamento de Geociências (Graduação e Pós-Graduação) da Universidade Federal do Amazonas. A palestra abordará os rios na Amazônia, explorando suas origens, sazonalidade, bases de dados históricas, efeitos das mudanças climáticas na hidrologia e a importância de sua compreensão para avaliar impactos em doenças e agravos à saúde.

Naziano Filizola atua como docente também no Programa de Pós-Graduação em Clima e Ambiente do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e Universidade do Estado do Amazonas (CLIAMB/INPA-UEA). A palestra será transmitida via plataforma Zoom, através do link: https://us06web.zoom.us/j/83563721778?pwd=RzFCVjI4K3RLQ3RJTWk1OXFXVmxPUT09 , utilizando o ID da reunião: 835 6372 1778 e senha de acesso: 181395

SOBRE O PALESTRANTE

Filizola é líder do Grupo de Pesquisas Hidrossistemas e o Homem na Amazônia (H2A/UFAM-CNPq). Doutor em Hidrologia & Geologia pela Universidade Paul Sabatier – Toulouse III, França (UPS, 2003), Mestre em Geologia Regional (1997) e Geólogo (1992) pela Universidade de Brasília, ele atua principalmente na temática da Dinâmica & Geomorfologia Fluvial e da Gestão de Recursos Hídricos na Amazônia desde os anos 90. É membro do Comitê Científico do Programa Governamental de Cooperação Internacional LBA, da Coordenação Internacional do Observatório da Geodinâmica e Hidrologia da Bacia Amazônica (HYBAM) e membro Titular do Conselho Consultivo do Parque Nacional de Anavilhanas no Rio Negro-AM.

SOBRE O CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

Fiocruz Amazônia encerra programação da 20ª SNCT com divulgação científica para alunos de escola estadual em Presidente Figueiredo

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) encerrou a programação da 20ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT-2023), levando as atividades do Projeto Ciência Pop-ILMD/Fiocruz Amazônia: popularizando a ciência em saúde por meio de ferramentas digitais, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), aos alunos da Escola Estadual Presidente Figueiredo, no bairro Aida Nascimento, município de Presidente Figueiredo, Região Metropolitana de Manaus. As atividades ocorreram ao longo do dia, na última sexta-feira, 20/10, envolvendo os alunos das turmas do Ensino Fundamental 2 e Ensino Médio, com a participação dos professores.

A 20ª SNCT da Fiocruz Amazônia levou atividades também para o município de Tabatinga, no Alto Solimões, e para o Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS) e Escola Estadual Castelo Branco, em Manaus, abordando diferentes aspectos da produção cientifica da Fiocruz Amazônia, com palestras, rodas de conversas, jogos educativos e mostra de vídeos e podcasts das Oficinas DigiCiência e OuvirCiência, desenvolvidas pelo Ciência Pop. A organização da SNCT envolveu diversos setores e laboratórios da Fiocruz Amazônia para desenvolver as atividades, entre os dias 16 e 20/10.

Na Escola Estadual Presidente Figueiredo, foram realizadas as Mostras de Vídeo “Ciência e Saúde na Amazônia”, “Ciência Pop” e “Inova POP”; além das rodas-de-conversa sobre os temas “Vacinas”, com a Doutora em Biotecnologia pelo Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia da Universidade Federal do Amazonas Kessia Caroline Alves; “Utilização de Modelos Animais na Ciência”, com o Mestre em Biotecnologia, Caio Coutinho de Souza, e “Tecnologia e Inovação na Ciência Básica”, com a administradora Danielle de Souza Farias, do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT). A diretora interina da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, participou das rodas-de-conversa, enaltecendo a importância das pesquisas científicas e da SNCT como meio de popularização da divulgação cientifica no País.

“A ciência está em tudo, e em diferentes profissões, na física, na biologia, na saúde, na computação, mas ao mesmo tempo está muito distante, daí a importância da iniciativa de se criar a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, exatamente para tirar o cientista do laboratório e fazer com que ele vá para as ruas, para as escolas,  falar com a população e dizer por que a Ciência é importante. Precisamos que vocês entendam isso, para que projetos de pesquisa se tornem políticas públicas e tenham recursos para financiamento”, explicou Stefanie, falando aos alunos.

Na roda de conversa sobre vacinas, os estudantes puderam conferir como os imunizantes funcionam e a importância para a saúde da sociedade em geral. Na palestra, foram abordados os diferentes tipos de vacinas disponíveis e a importância da atualização da caderneta de vacinação para as pessoas de todas as faixas etárias. Entre os alunos, as dúvidas mais recorrentes eram em relação à eficiência das vacinas e sobre algumas doenças imunopreveníveis, como Covid-19, sarampo e meningite.

Na palestra sobre Modelos Animais na Ciência, foram apresentados aspectos históricos, da prática, o estado atual e as perspectivas futuras da utilização de animais na Ciência, e como os modelos têm sido fundamentais para avanços científicos, desde a compreensão de doenças até o desenvolvimento de tratamentos inovadores. Na conversa sobre Inovação Tecnológica, o tema foi abordado com ênfase na Ciência Básica, conceitos sobre patentes para despertar o interesse de alunos pelo tema, presente no dia a dia. Os estudantes participaram também dos Jogos dos ODS: Tapetão da Saúde e Sustentabilidade, que consistem em conhecer as metas dos Objetivos do Milênio da Agenda 2030, relacionando-os com a realidade da escola ou comunidade; e do Jogo Heliana Quer Ser uma Cientista, no estilo monopoly, onde os participantes vão descobrindo o mundo da Ciência, percorrendo o trajeto, jogando o dado e pulando as casas que representam as diferentes fases de formação do cientista.

“A Heliana do jogo foi pensada para ser uma menina Amazônica que aprende as primeiras lições sobre ciência na roça da avó dela, depois ela vai tendo a curiosidade como motor para as descobertas sobre o mundo da ciência. Essa é a história de muitas de mossas alunas da iniciação científica, mestrado, doutorado”, explica a pesquisadora do Laboratório de História e Políticas Públicas de Saúde (LAHPSA), da Fiocruz Amazônia, Fabiane Vinente, que acompanhou os alunos na dinâmica.

Para o gestor da Escola Estadual Presidente Figueiredo, Ronald Oliveira, as atividades desenvolvidas pela Fiocruz Amazônia foram de suma importância para os alunos. “É fato que o nosso País é carente de atividades que despertem a aptidão científica nos estudantes. Receber a Fiocruz Amazônia na nossa escola é uma honra e uma oportunidade e tanto para os alunos terem contato com essas temáticas através das exposições e palestras”, ressaltou. A pedagoga Camila da Cruz Henrique salientou que a SNCT proporcionou a oportunidade de atividades fora da rotina da escola. “O que a Fiocruz Amazônia nos trouxe é novidade para os alunos. Eles entenderem a importância que tem a ciência pode levá-los a começar a pesquisar e a ter mais curiosidade, desenvolvendo novos aspectos comportamentais e aptidões”, afirmou.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia prorroga até 27/10 prazo para inscrições ao Mestrado em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) prorrogou até o próximo dia 27/10 o prazo para as inscrições ao Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), que concede aos egressos o título de Mestre em Saúde Pública. O PPGVIDA é o mais antigo dos cursos de pós-graduação oferecidos pelo ILMD/Fiocruz Amazônia, com a primeira turma formada em 2015. A coordenadora do PPGVIDA, a pesquisadora em Saúde Pública Ani Matssura, do Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS), explica que graduados de qualquer área do conhecimento, que tenham interesse em desenvolver pesquisas acadêmicas voltadas para saúde pública, podem concorrer.

“Já providenciamos a republicação do edital com novo prazo”, explica Matsuura, observando que o PPGVIDA tem hoje um total de 60 alunos, com turma regular e turmas especiais da fronteira e indígenas. “Estamos num processo de retomada dos nossos programas de pós-graduação e buscamos aprimorar cada vez mais o processo seletivo, abrindo a possibilidade de um número cada vez maior de inscritos”, explica. A Chamada Publica com o novo prazo já está disponível no site do ILMD/Fiocruz Amazônia. O processo de seleção será realizado em 4 etapas e sua realização ficará a cargo da Comissão de Seleção nomeada para este fim. O curso terá sede em Manaus e será ministrado em regime integral, com duração mínima de 12 (doze) meses e máxima de 24 (vinte e quatro) meses, incluindo a realização da defesa de dissertação.

Ao se inscrever para uma vaga nessa Chamada Pública, o candidato concorda que para obtenção do diploma, no final do mestrado, deverá atender a todos os requisitos exigidos no regimento do Curso de Mestrado do PPGVIDA. Ani Matsuura ressalta que as pesquisas desenvolvidas no Mestrado devem contribuir para melhoria da saúde da população amazônica, podendo ser essas pesquisas no sentido mais biológico do processo saúde-doença ou em organização das políticas de saúde. “O PPGVIDA é reconhecido pela CAPES como um programa que tem um impacto social relevante na Amazônia e no contexto nacional pelos trabalhos desenvolvidos pelos mestrandos junto com seus orientadores”, lembrou.

É de inteira responsabilidade do candidato o acompanhamento de todas as etapas do processo seletivo e avisos de alterações/divulgações de informações sobre ele. A inscrição do candidato implica na tácita aceitação de todas as normas e instruções definidas para o processo de seleção nesta Chamada Pública (https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=40160), e nos comunicados tornados públicos, sem exceção. Poderão participar do processo de seleção, candidatos que até a data da matrícula, possuírem diploma de graduação de duração plena em qualquer área do conhecimento, devidamente reconhecido pelo MEC

SOBRE O PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

Fiocruz Amazônia participa de oficina que debate cadeias estratégicas para a Amazônia Legal

A diretora em exercício do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), Stefanie Lopes, participou nesta quinta-feira, 19/10, de uma oficina que aborda cadeias estratégicas para a Amazônia Legal, promovida pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti) e o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE).

A Oficina visa apoiar o desenho, preparação e gestão de agendas estaduais e plataforma eletrônica de projetos estratégicos em temas selecionados, capazes de gerar impactos robustos ao desenvolvimento econômico, social e ambiental da Amazônia. O debate pretende contribuir com a definição e priorização de cadeias estratégicas, no âmbito da Iniciativa Amazônia +10.

A diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales Mendes Silva, ressaltou ser fundamental ouvir as demandas dos amazônidas em relação à área de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), para diagnóstico e criação de uma plataforma, abastecida com um conjunto de informações robustas, que vão colaborar com o desenvolvimento sustentável do estado. “Aqui estão reunidas em torno de 40 instituições que vão colaborar para que possamos identificar as cadeias estratégicas prioritárias para desenvolvimento sustentável e inclusivo da Amazônia Legal, por meio da área de CT&I”, acrescentou Márcia Perales.

A atividade contou com a participação e colaboração de atores locais, de diversos setores e segmentos, que compõem o ecossistema de ciência, tecnologia e inovação do Amazonas para contribuir com a formulação de eixos temáticos que vão nortear o Programa Iniciativa Amazônia +10.

Para a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, participar da oficina foi de suma importância para contribuir com a construção e afunilamento para a decisão dos eixos prioritários. “Essa questão foi colocada nas discussões e foi bem aceita pelos participantes do grupo, pensando em diferentes áreas que devemos estimular, como a produção de testes diagnósticos, os fitoterápicos, a descoberta de novos insumos farmacêuticos de microorganismos de plantas amazônicas e também a saúde no contexto global”, pontuou Lopes.

Essa Oficina já foi realizada em quatro estados da Amazônia Legal que fazem parte da Iniciativa Amazônia + 10, entre eles: Amazonas, Amapá, Mato Grosso e Roraima. O projeto ainda vai alcançar os estados do Tocantins, Acre, Pará, Rondônia e Maranhão.

EXPEDIÇÕES CIENTÍFICAS

Na oportunidade Márcia Perales falou das expectativas em torno do segundo edital do Programa Iniciativa Amazônia+10, que traz um tema novo: “Expedições Científica”, que será lançado em breve. Para ela, é importante que os grupos de pesquisadores consigam trabalhar de forma colaborativa para que possam trazer novos conhecimentos sobre a Amazônia.

“Serão expedições que terão total apoio para que os produtos, insumos e novos conhecimentos possam ser trabalhados e, claro, seguindo a legislação brasileira em relação a isso. O Amazonas no primeiro edital apoia 16 projetos, um investimento de R$ 7 milhões”, comentou a diretora.

Na ocasião, o diretor do CGEE, Ary Mergulhão, disse que o apoio do estado para a ciência, tecnologia e inovação, por meio da Fapeam e da Sedecti, foi fundamental para a organização dos atores locais e debates ocorridos. “O sucesso de uma oficina como essa depende da representatividade que o próprio estado  consegue colocar em um sala para discutir o futuro do Amazonas”, destacou o diretor.

O secretário executivo de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti/Sedecti), Jeibi Medeiros da Costa, destacou a importância do evento para a construção de um plano que auxilie na Iniciativa Amazônia +10. “O estado, por meio da parceria entre Fapeam, Sedecti e CGEE, está incluído nesta tarefa de facilitar esse trabalho, para termos subsídios para poder promover trabalhos futuros, para o desenvolvimento do estado”, acrescentou Jeibi.

METODOLOGIA

A dinâmica da oficina foi conduzida pela líder do projeto Subsídios da Iniciativa Amazônia ­+ 10 do CGEE, Adriana Badaró, pela especialista em Inovação Denise Terrér, e o consultor especialista em Desenvolvimento de Cadeias de Pesquisa e Produção, Luis Henrique Lima, que apresentaram aos participantes a definição de área de cada grupo, a definição das cadeias de Produção e Pesquisa (P&P), apresentação das narrativas e priorização das cadeias de P&P.

Durante o trabalho, as equipes foram divididas para debates, contribuições de ideias e discussões orientadas por perguntas rodadas.  Cada equipe pôde definir mais de uma cadeia de Pesquisa e Produção, e cada cadeia escolhida foi acompanhada de sua narrativa.

AMAZÔNIA + 10

O Programa Amazônia + 10 é uma iniciativa  para o desenvolvimento de ciência, tecnologia e inovação, realizado em parceria com as Fundações de Amparo à Pesquisa dos Estados,  por meio do Conselho Nacional da Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I (Consecti), e na sua nova edição com o Ministério de Ciência Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e CGEE.

  • Com informações de Valdete Araújo/Decon Fapeam
Fotos: Nathalie Brasil/ Decon Fapeam

Fiocruz Amazônia promove ciclo de atividades de popularização científica na 20ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou nesta quarta-feira, 18/10, na OCA do Conhecimento Ambiental Dr. Adalberto Carim, localizada no Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), a abertura das atividades da 20ª Semana Nacional de Ciência & Tecnologia (SNCT), promovidas pela Instituição, em Manaus.

Participaram da solenidade, a Diretora em exercício da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes; o coordenador-geral das Ocas do Conhecimento da Secretaria Municipal de Educação (Semed), Renato Lima Júnior; o Gestor da Oca do Conhecimento Ambiental Dr. Adalberto Carim, Marzílio Pereira; a pesquisadora do ILMD, Priscila Aquino, coordenadora do Projeto CiênciaPop – ILMD/Fiocruz Amazônia: popularizando a ciência em saúde por meio de ferramentas digitais, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM).

No período da manhã a atividade recebeu os alunos do Ensino Médio da Escola Estadual Sant’Anna, situada à Av Andre Araujo, 2290- Petropolis, Manaus – Amazonas. Após abertura do evento, os estudantes puderam conferir a exposição do curta metragem “Heliana, a menina que virou cientista” produto do projeto “Menina hoje, cientista amanhã: na trilha da carreira científica na Amazônia” coordenado pela Dra Stefanie Lopes e financiado pela Fapeam (Edital POP CT&I) e pela Fiocruz através do Programa Meninas e Mulheres na Ciência (Chamada para as unidades regionais)   No filme, a personagem principal representa os desafios de crescer e estudar em um ambiente remoto na amazônia, ser jovem e mulher.

Com palavras de estímulo, a Diretora em exercício, Stefanie Lopes, falou sobre as ações realizadas pela instituição durante o evento, e destacou o relevante trabalho desenvolvido pela Fiocruz, através do Programa Mulheres e Meninas na Ciência, que incentiva a inserção de mais mulheres no universo científico. “A Fiocruz está comprometida com a promoção da equidade de gênero na Ciência, em consonância com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos na Agenda 2030”, disse.

A visitação contou com exposições simultâneas. A mostra “Aqui tem ciência, Aqui tem Fiocruz” contou com duas exposições que foram preparadas por bolsistas , estudantes de Pós-graduação e pesquisadores da Instituição. A exposição “Metamorfose dos insetos”, que apresentou o ciclo de vida do mosquito Anopheles, flebotomíneos (mosquito palha, tatuquira, cangalhinha e birigui) e Culicoides (maruim).

Já a exposição “Vida invisível: conhecendo os microrganismos”, teve como objetivo, ofertar conhecimento aos jovens e adultos sobre uma das áreas da biologia que estuda todos os aspectos dos microrganismos, ou seja, a microbiologia. Nessa exposição, os monitores falaram sobre o modo de vida, a fisiologia, o metabolismo, e as relações com o meio ambiente dos microrganismos causadores das enteroparasitoses ou doenças parasitarias acometidas por parasitas intestinais, que compreendem os grupos dos helmintos e protozoários.

Para o coordenador do Setor Ocas da SEMED, Renato Lima, a atividade ofertada pela Fiocruz Amazônia atendeu as expectativas e coincidiu com os objetivos do espaço. “A Oca é um espaço de educação ambiental e a Fiocruz é uma parceira antiga nossa, tanto do CIGS como da SEMED. Esse momento casou bem, pois já tínhamos uma exposição entomológica acontecendo e, isso faz com que o trabalho que a Fiocruz está desenvolvendo nesse momento, traga ainda mais valorização para esse espaço. Esperamos que isso também seja uma semente de conhecimento para os alunos que estão aqui presentes”, pontua.

Entre as curiosidades que chamaram atenção dos alunos, a explanação sobre a importância das bactérias e dos fungos na saúde humana como causadoras de doenças, suas características macro e micro morfológica, bem como a grande importância no ecossistema, na economia e biotecnologia foi o destaque. As características desses microrganismos foram expostas através de placas com culturas vivas, antibiogramas, lâminas, fotos e banner.

Sucesso em diversas ações da Fiocruz Amazônia, o Jogo das ODS: Tapetão da Saúde e Sustentabilidade promoveu a interação entre os estudantes que puderam mostrar seus conhecimentos sobre as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS – da agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). O jogo consiste em uma dinâmica de perguntas e trocas de ideias acerca das metas e sua importância, de forma que os estudantes façam interações e reflexões sobre seu próprio contexto escolar.

A ideia da dinâmica é trazer os temas discutidos em cada meta dos ODS para o mais próximo da realidade escolar, e que o estudante possa refletir sobre as formas de alcançá-los. Na ocasião, dá-se início ao jogo com um grande dado, no qual os números são descritos também com a linguagem de libras. Nos grupos formados, o estudante deverá responder ou colocar a sua ideia sobre a meta dada pelos números do grande dado ao ser lançado dentro do tapetão. Os estudantes que responderem irão sendo incluídos no jogo, adentrando ao tapetão, no intuito de que o jogo seja de inclusão e não de competição

As atividades seguem até sexta-feira (20), em três municípios do estado: Tabatinga, Presidente Figueiredo (1.108 Km e 117Km distantes da capital, respectivamente) e Manaus.

Pop CT&I

O Pop CT&I visa incentivar e apoiar a realização de eventos de popularização da ciência, nas modalidades presencial, virtual ou híbrida, prioritariamente no interior do Amazonas, por meio do financiamento da produção e distribuição de materiais educativos para democratizar a produção do conhecimento em Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I), fortalecer a Semana Estadual de Ciência e Tecnologia/2023 e a própria Política Pública de CT&I do Amazonas.

Os projetos devem propor a organização e execução de atividades que abordem as diversas áreas do conhecimento, como também o tema central da SNCT/2023, a serem desenvolvidas ao longo do mês de outubro e novembro de 2023, especialmente durante a Semana Estadual de CT&I no Amazonas.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

Inscrições para processo seletivo do Curso de Mestrado Acadêmico em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia encerram nesta sexta-feira, 20/10

O Instituto Leônidas & Maria Deane – ILMD/Fiocruz Amazônia, recebe até sexta-feira, 20/10, as inscrições para Chamada Pública nº 009/2023, que estabelece as normas para o processo seletivo do Curso de Mestrado Acadêmico, do Programa de Pós -Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia – PPGVIDA – Turma 2024.

Podem participar do processo de seleção, candidatos que até a data da matrícula, possuírem diploma de graduação de duração plena em qualquer área do conhecimento, devidamente reconhecido pelo MEC. O curso, ocorrerá de forma presencial, e terá sede em Manaus – AM, sendo ministrado em regime integral, com duração mínima de 12 (doze) meses e máxima de 24 (vinte e quatro) meses, incluindo a realização da defesa de dissertação.

Confira AQUI a Chamada Pública.

O Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia – PPGVIDA possui uma única área de concentração: “Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado na Amazônia” e, esta área, possui duas linhas de Pesquisas. Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 19 (dezenove) vagas para ingresso no ano de 2024.

A admissão ao curso de Mestrado será feita através de Processo Seletivo composto das seguintes etapas: 1ª Etapa: Homologação das inscrições; 2ª Etapa: Avaliação de conhecimentos em Saúde Coletiva – Prova de múltipla escolha (prova presencial); 3ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado; 4ª Etapa: Prova Oral – Conhecimento Específico e Carta de Apresentação (prova de forma remota). Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.

A lista final dos candidatos com matrícula confirmada será divulgada no endereço acesso.fiocruz.br > Serviços Fiocruz > Ensino > Minhas Inscrições > Editais e Documentos, no dia 29/02/2024.

SOBRE PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.

Imagem: Mackesy Nascimento.

Fiocruz Amazônia leva atividades práticas para estudantes do Campus Tabatinga do IFAM na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) desenvolveu, durante dois dias, uma série de atividades, como oficinas, rodas de conversa, jogos, mostras de vídeos e podcast sobre Ciência, para os estudantes dos cursos do Ensino Técnico Integrado do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnológica do Amazonas (IFAM) – Campus Tabatinga, na Região do Alto Solimões. As atividades integraram a programação da 20ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, da Fiocruz Amazônia, que este ano teve como objetivo interiorizar as ações de popularização da Ciência, por meio de parcerias com instituições de ensino e pesquisa do Estado, a exemplo do IFAM – Campus Tabatinga, que hoje possui atualmente 430 alunos matriculados nos quatro cursos técnicos, vinculados ao Ensino Médio oferecidos pela instituição (Meio Ambiente, Informática, Administração e Agropecuária).

A programação teve início na segunda-feira, 16/10, com a solenidade de abertura do Encontro de Pesquisa e Extensão do IFAM, que acontece junto com a SNCT 2023. Representando a Fiocruz Amazônia, a pós-doutoranda em Biotecnologia do ILMD/Fiocruz Amazônia, Juliane Glória Correia, que é natural de Tabatinga, destacou a importância da parceria entre a Fiocruz e o IFAM na missão de levar conhecimento científico e inspiração para jovens estudantes, que, como ela almejou um dia, sonham em ser cientistas. Juliane fez um relato emocionado sobre a sua trajetória e recebeu homenagens pela atuação destacada na pesquisa científica, que já lhe rendeu dois prêmios nacionais.

Em mensagem gravada em vídeo, a diretora interina da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, saudou os presentes, ressaltando a importância da SNCT para o Brasil, em especial para a Amazônia. “O tema deste ano é ‘Ciências Básicas para o Desenvolvimento Sustentável’ e desejamos a todos vocês que façam bom proveito das atividades oferecidas neste evento, que é preconizado pelo Ministério das Ciências e Tecnologia. Este ano, estamos tendo a oportunidade de apresentar diversas atividades com a marca da nossa instituição em três municípios do Estado (Manaus, Tabatinga e Presidente Figueiredo). Esperamos que todos os alunos que tenham a oportunidade de vivenciar essas atividades consigam aprender e entender a importância da ciência para o desenvolvimento sustentável e da saúde da população”, afirmou.

Um vídeo de animação, produzido pela Fiocruz Amazônia com o título Heliana – A menina que quer ser cientista, foi exibido aos presentes. Ele narra a história da pequena Heliana, uma garota observadora e apaixonada pela natureza, que vive no interior da Amazônia e sonha em ser cientista. Na animação, a jovem realiza o sonho de voltar para a sua cidade como cientista e compartilhar seus conhecimentos. “Cientistas como Heliana, existem de verdade e lembro a vocês que Juliane é uma cientista, de Tabatinga e premiada e, assim como ela, existem outras tantas que vocês verão a seguir”, lembrou a diretora do ILMD, numa homenagem às mulheres que fazem Ciência na Amazônia.

Junto com Juliane, que tem 29 anos, duas outras jovens cientistas marcaram presença na 20ª SNCT, em Tabatinga. A mestranda em Hematologia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) Maria Gabriella Santos Vasconcelos, 23 anos, e a graduanda em Biotecnologia da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) Eliza Raquel Duarte Silva, 22. Na terça-feira, 17/10, elas participaram do Circuito de Palestras que reuniu estudantes e professores, no turno da manhã, no auditório. Gabriella fez um apanhado histórico sobre a presença feminina na Ciência, referenciando nomes como Tortula de Salerno, primeira professora da Escola de Salerno, na Itália; Marie Curie, primeira mulher no Mundo a ganhar dois prêmios Nobel; Hady Lamar, que desenvolveu o princípio para a comunicação sem fio, inspirando a telecomunicação; e as brasileiras Marta Lutz, cientista e bióloga especializada em anfíbios, que se tornou referência na luta pela igualdade de gênero; Elisa Frota Pessoa, uma das primeiras mulheres físicas brasileiras, e Vivian Miranda, primeira física brasileira a atuar em um projeto da Nasa.

A mestranda ressaltou também a importância da presença feminina na divulgação científica e na popularização da Ciência, citando nomes como Nina da Hora, cientista da computação e referência no combate ao racismo; Laura Marise e Ana Bonassa, que apresentam histórias e pesquisas de cientistas brasileiras em um podcast sobre Ciência, e Jaqueline Goes de Jesus, biomédica que coordenou equipe que mapeou o genoma do Coronavírus. Eliza Raquel abordou a importância da Biotecnologia e suas áreas de atuação, forma de ingresso na carreira acadêmica e os projetos na área. Ambas as palestras chamaram a atenção dos estudantes. Um deles, Leon de Souza Lins, 16 anos, aluno do primeiro ano do curso de Meio Ambiente, classificou os temas como apropriados para o ambiente escolar, onde estão os futuros cientistas.

“Mulheres na ciência normalmente são muito esquecidas, principalmente no Brasil, que esquece dos cientistas no geral, sobretudo as mulheres, por conta do machismo, e de não serem vistas da forma que é necessário que elas sejam vistas. As palestras foram muito boas porque trouxeram várias informações legais e considero muito necessário que num ambiente como esse tenha esse tipo de palestra’, afirmou o estudante. Aluna de Informática, Eloá Vitória Cardoso, 14, quis saber um pouco mais sobre Biomedicina e Biotecnologia. “Aproveitei a oportunidade para me informar sobre as alternativas de cursos de graduação, especialização que existem na área porque acho que a Biotecnologia hoje se aplica a todas as áreas do conhecimento, daí meu interesse em me aprofundar”, disse Eloá.

Os alunos puderam participar também de atividades práticas nas oficinas “Extração DNA do Morango” e “Tipagem Sanguínea”, além do Jogos dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (OBSMA), da Fiocruz. Eliza Duarte explica que, na primeira oficina, o objetivo é buscar elucidar de forma demonstrativa os conceitos, função e a localização do DNA, utilizando processos químicos para desnaturação da membrana celular e visualização do DNA a olho nu. Na Tipagem Sanguínea, Maria Gabriella fez uma explanação sobre a importância do banco de sangue e as aplicações do conhecimento do tipo sanguíneo das pessoas.

“A maioria sai daqui com brilho nos olhos”, comenta Eliza, referindo aos participantes da oficina. “Além da extração do morango, abordamos também sobre DNA Recombinante (moléculas de DNA que possuem parte de DNA derivados de duas ou mais fontes), de forma bem direta e bem simples, para que eles entendam como é e também demonstro o GFP (Green Fluorescent Protein), proteína fluorescente que brilha quando em luz ultravioleta. Eles (os alunos) ficam bem encantados quando descobrem na prática o que é a Biotecnologia e qual a função, conceito do DNA e aplicação dele no dia a dia”, afirma.

“Muito interessante poder ter essa experiência de observar o DNA de um morango e conseguir ver a olho nu”, avaliou Giovana Queiroz Murasse, 15 anos, aluna de Administração. “Gosto de outra área de conhecimento, mas é muito válido aprender sobre Ciência”, menciona. Gabriele Tokuta Saturnino de Souza, 16 anos, aluna de Informática, fez questão de participar das duas oficinas. “Foi um aprendizado a mais porque mais à frente teremos aulas sobre esses e outros assuntos. Acredito que vai ajudar muito no aprendizado porque fazendo a parte prática do sangue e achei a palestra interessante, deu pra compreender o que os professores estavam falando. Consegui absorver bastante da prática”, avaliou, referindo-se à oficina de Tipagem Sanguínea.

Paralelamente ocorreram as mostras de Vídeos e Podcasts do DigiCiência e OuvirCiência, do Projeto InovaPop – ILMD/Fiocruz Amazônia: popularizando a inovação tecnológica com tecnologias digitais, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). Além dos vídeos exibidos em sala de aula, os alunos puderam ouvir também os podcasts sobre Ciência na Amazônia disponibilizados no sistema de alto-falantes do IFAM-Tabatinga. O material também foi disponibilizado para transmissão no Campus Avançado da UFAM, no município de Benjamim Constant, no Alto Solimões.

O coordenador de Pesquisa e Inovação da IFAM, Guilherme Balieiro Gomes, salientou que a presença da Fiocruz Amazônia no Campus Tabatinga do IFAM é uma oportunidade de estreitamento de relações entre as duas instituições. “Agradeço muito a presença da Fiocruz Amazônia aqui porque se tratam de duas instituições importantes para o Amazonas, Estado cuja distribuição geográfica é desafiante para as instituições. Portanto, estreitar essas parcerias para que uma instituição possa ofertar a sua expertise e colaborar com a outra, só fortalece nossa missão de fornecer ensino, pesquisa e extensão para a população do Amazonas, o que é muito positivo”, admitiu Guilherme, que é Doutor em Ciências pela Unicamp e professor de Física no Campus Tabatinga do IFAM.

O coordenador explicou que o ENPET, este ano, reuniu as atividades da mostra de extensão com as da SNCT. “Junto com as oficinas da Fiocruz, ocorreram também as oficinas ministradas por servidores do nosso campus”, citou. As atividades foram distribuídas nas salas de aula onde os alunos puderam se revezar entre as oficinas, com o acompanhamento dos professores do IFAM. “Esperamos que essa parceria se repita nos próximos anos”, frisou Guilherme.

MENINA HOJE, CIENTISTA AMANHÃ

Nesta quarta-feira, 18/10, ocorreu a Roda de Conversa “Menina Hoje, Cientista Amanhã: na trilha da carreira científica na Amazônia”, com as presenças de Juliane Glória, Eliza Duarte e Maria Gabriella. As três jovens cientistas se reuniram para um bate-papo infomal com um grupo de 30 estudantes inscritos para a atividade. “Cada uma contou um pouco da sua trajetória e os desafios e medos superados para alcançar seus objetivos como alunas de graduação e pós-graduação, e as oportunidades advindas dessas experiências”, explica Juliane, que é pós-doutoranda em Biotecnologia pela Fiocruz Amazônia. A conversa despertou a curiosidade dos alunos, que fizeram várias perguntas e ganharam brindes pela participação. A dinâmica com os Jogos dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, com a coordenação da técnica especializada do ILMD/Fiocruz Amazônia, Rejane Marques da Silva, e mais duas sessões de oficinas e mostra de vídeos, e podcasts encerraram a programação na tarde desta quarta-feira, 18/10.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Em Manaus, Ministra da Saúde autoriza portarias que liberam R$ 110,4 milhões para emergências em saúde no AM

Nísia Trindade, Ministra da Saúde e ex-presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) esteve em Manaus, na última segunda-feira, 16/10, para assinar portarias que devem liberar mais de R$ 110 milhões a serviços de saúde emergenciais no Amazonas por conta da severa estiagem e das queimadas.  Os aportes emergenciais foram anunciados em coletiva de imprensa na sede da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), localizada no Distrito Industrial, Zona Sul de Manaus.

Dos recursos, pagos em parcela única, R$ 102.327.635 serão destinados a média e alta complexidade em 59 localidade e R$ 8.090,000 milhões a saúde primária dos municípios de Lábrea, São Gabriel da Cachoeira e Tabatinga. Segundo a titular da Saúde, o governo federal ainda vai investir R$ 122.793.162 mensalmente, a partir de novembro deste ano, para dar continuidade à recuperação permanente dos programas de saúde no Estado.

Na oportunidade, Nísia cumprimentou a diretora em exercício da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, bem como parabenizou o trabalho desenvolvido pelos pesquisadores do ILMD, que não mediram esforços para apresentar respostas rápidas e enfrentar a pandemia de Covid-19, em especial o pesquisador Felipe Naveca, que coordenou o sequenciamento do genoma do novo coronavírus na Amazônia.

Durante sua fala, Nísia relembrou o momento em que esteve na Fiocruz Amazônia, para tratar de assuntos relacionados a pandemia. “Naquele Instituto da Fiocruz, não havia uma pessoa que não tivesse perdido um parente durante a pandemia de covid-19, inclusive o pesquisador que liderou a grande identificação da variante Gama e perdeu o pai no curso da pandemia e me disse: tive que adiar o luto. Isso foi muito comovente para mim. Esse reconhecimento precisa ser feito”, relatou a Ministra.

Nísia pontuou o momento crítico que o país vivenciou, e destacou as consequências geradas pela negação ao conhecimento científico. Os erros que ocorreram na gestão passada foram muitos, e falo de uma questão que atingiu o Amazonas, mas atingiu a todo Brasil. É o desprezo pela ciência, o negacionismo sim, mas é o descuido pelas questões maiores da vida e do cuidado com a nossa população.

Presente na reunião, Stefanie Lopes, que também é Vice-Diretora de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, falou sobre a importância das portarias assinadas em prol das populações amazônicas. “A ministra veio reiterar o compromisso dela com a saúde da população amazônica. Claro que ela veio em uma situação de emergência, assinando uma portaria que vai destinar recursos financeiros para tratar desse problema da estiagem e das queimadas, que prejudicam tanto a saúde da nossa população, com o desabastecimento, de acesso a água potável e com isso as doenças hídricas inerentes, mas ela também veio assinar uma portaria sobre atenção especializada que é de suma importância para os municípios que hoje sofrem com a desassistência”, destacou.

Quanto ao atendimento à saúde indígena no Estado, Nísia Trindade ainda afirmou que, na próxima semana, o secretário de Saúde Indígena Ricardo Weibe Tapeba estará no Amazonas para alinhar um plano específico para os povos originários afetados pela crise climática. O ministério também vai enviar reforço médico para as comunidades indígenas.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

Dados registrados

Número de registro, nome da espécie, autor, variedade, observação taxonômica, anamorfo, teleomorfo, número da coleção, data de entrada, doador, data e local de isolamento, identificação segundo o doador, nome antigo, coleções onde está depositada, substrato, hospedeiro, categoria do tipo, sexualidade, modo de preservação, fotos e imagens macro e microscópicas, aplicações e outras informações.

Público alvo

Pesquisadores, empresas privadas, instituições de pesquisa e outras coleções de cultura.

Serviços oferecidos

Aquisição, depósito, distribuição, preservação de bactérias, fungos filamentosos, leveduras e plasmídeos;

Caracterização de microrganismos, pesquisa e treinamento;

Realiza cursos sobre sistemática em fungos filamentosos, presta serviço de consultoria, emitindo laudos técnicos a terceiros. Orientação de teses de mestrado, doutorado e pessoal técnico especializado.

Coleção de Bactérias
Coleção de Fungos

Curadora

Ormezinda Celeste Cristo Fernandes

Contato

E-mail – ofernandes@amazonia.fiocruz.br
Endereço para correspondência – Rua Teresina, 476 – Adrianópolis – CEP – 69057-070

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