COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD
ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia
O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.
A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.
Ormezinda Celeste Cristo Fernandes
E-mail – ofernandes@amazonia.fiocruz.br
Endereço para correspondência – Rua Teresina, 476 – Adrianópolis – CEP – 69057-070
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Fiocruz apresenta portfólio de inovação durante 5ª Conferência Internacional de Processos Inovativos na Amazônia
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), esteve presente à 5ª Conferência Internacional de Processos Inovativos, evento realizado em parceria pelas instituições que compõem o Arranjo NIT da Amazônia Ocidental (Arranjo AMOCI), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e Ministério das Ciências, Tecnologia e Inovação (MCTI). O evento teve dois dias de duração (23 e 24/11) e aconteceu no Auditório do Bosque da Ciência do INPA, em Manaus. O ILMD/Fiocruz Amazônia, representado pelo coordenador do NIT-ILMD, Luís André Morais Mariúba, apresentou no evento o portfólio de inovação da unidade, com projetos de tecnologia em saúde, como as proteínas recombinantes, anticorpos óligos e equipamentos desenvolvidos por pesquisadores do ILMD/Fiocruz Amazônia.
Representando a diretora eleita da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, Mariúba participou da abertura da 5ª Conferência Internacinal, na quinta-feira, 23/11, destacando a importância da retomada dos eventos presenciais, como oportunidades de intercâmbio entre as instituições que trabalham com inovação e, também, de negócios. “Tem alguns anos que não participamos, por conta da pandemia, e é muito bom estar de volta presencialmente, nesta edição da conferência, porque é uma boa oportunidade de encontrarmos outras instituições que também trabalham com inovação, nos atualizarmos com a temática e apresentarmos para empresas do setor nossas tecnologias e avanços”, afirmou o pesquisador.
Além de apresentar o portfólio de inovação, o representante da Fiocruz Amazônia participou também como moderador da mesa-redonda “Desenvolvimento do Ecossistema de Inovação: desafios e boas práticas”, que teve como palestrantes Gesil Amarantes, diretor técnico de Arcabouço Legal do Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (FORTEC); Paul Baker, diretor sênior de Pesquisa e Inovação Estratégica do Centro de Comunicações Avançadas (CACP) do Instituto de Tecnologia da Georgia (USA); Vânia Thaumaturgo, presidente do Conselho da Associação Polo Digital de Manaus, e Noélia Falcão, coordenadora de Extensão Tecnológica e Inovação do INPA.
Na palestra, apresentada na sexta-feira, 24/11, Mariúba abordou o tema “Expertises em inovação e empreendedorismo: o caso da Fiocruz Amazônia”, quando falou sobre apresentou os resultados alcançados nos últimos dez anos do Núcleo de Inovação do ILMD, destacando a evolução desde 2013, produção do núcleo e as patentes depositadas pelo instituto.
ARRANJO AMOCI
A 5ª Conferência Internacional de Processos Inovativos na Amazônia é coordenada pelo Arranjo AMOCI, composto por 22 instituições dos Estados do Amazonas, Acre, Roraima e Rondônia, entre Unidades de Pesquisa do MCTI, Instituições de Ensino e Pesquisa públicas e privadas, Fundações e Centros de Incubação que possuam ou estejam em fase de implantação de seus Núcleos de Inovação Tecnológica ou Incubadoras.
O Arranjo AMOCI trabalha com seus integrantes operando em forma de rede colaborativa, com a finalidade de otimizar e compartilhar recursos, disseminar boas práticas de gestão da inovação, proteção à propriedade intelectual, transferência de tecnologia e empreendedorismo. O NIT do ILMD/ Fiocruz Amazônia, faz parte da Rede AMOCI, que atua promovemos interação e expertises que atendam as necessidades de capacitação, disseminação e inovação para as Instituições de Ciência e Tecnologia (ICT) da Amazônia Ocidental.
SOBRE O NIT – ILMD/FIOCRUZ AMAZÔNIA
O Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da Fiocruz Amazônia tem o objetivo de prospectar projetos de pesquisa para identificação de tecnologias e produtos que possam ser patenteados, assim como intermediar o contato entre pesquisadores, tecnologistas e a Coordenação de Gestão Tecnológica (Gestec/Fiocruz) para elaboração de pedidos para depósito de patentes e acompanhamento do processamento das negociações, desde o depósito até a manutenção das patentes.
O NIT atua diretamente com os pesquisadores da Unidade, fornecendo-lhes orientações acerca de assuntos relacionados à propriedade intelectual e inovação em consonância com as políticas de gestão da inovação da Fiocruz e com o Programa de Inovação Tecnológica do ILMD/Fiocruz Amazônia.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Fiocruz Amazônia e Fiotec realizam oficina de integração para avançar na parceria e otimizar a execução de projetos
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e a Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec) realizaram, em Manaus, a 1ª Oficina de Integração Fiotec e ILMD, dentro do Projeto Fiotec Escuta, criado pela nova gestão da Fiotec, empossada em julho deste ano. O objetivo do projeto é alavancar a parceria entre a fundação de apoio e as unidades técnico científicas da Fiocruz em todo o País, visando otimizar a relação de proximidade e aumentar a efetividade na execução compartilhada dos projetos bem como o apoio aos pesquisadores na captação de recursos externos. A diretora técnica da Fiotec, Vanessa Costa e Silva, juntamente com a coordenadora do Escritório da Fiotec em Brasília, Yonara Silva, estiveram reunidas ao longo do dia com a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, bem como representantes da gestão, coordenadores de projetos de pesquisa e a equipe de colaboradores do Escritório de Projetos do ILMD. A oficina, realizada no dia 21/11, foi dividida em dois momentos – pela manhã, com a diretoria, e à tarde, com os coordenadores – para definição de estratégias de operacionalização de processos, identificação de potencialidades e a melhoria da comunicação institucional na área de projetos.
“Assumi a diretoria técnica da Fiotec para um mandato de quatro anos, junto com a Cristiane Sendim, que é a diretora executiva, o Marcelo Amaral, que é o diretor administrativo, e o Mansur Ferreira Campos, que é o diretor financeiro e de integridade, com a perspectiva de produzir mais uma alavancagem na Fiotec para darmos conta do crescimento da própria Fiocruz e poder apoiar mais ainda a adequada execução dos recursos e a logística necessária aos projetos”, afirma Vanessa Costa, explicando que a nova gestão da Fiotec abriu várias frentes de melhorias, tanto de processos internos, projeto Fiotec Avança, como também na relação com a Fiocruz, razão pela qual foi criado o Fiotec Escuta.
“O projeto consiste na abertura de um canal mais regular de proximidade entre as instituições que são parceiras. Estamos realizando uma primeira visita às unidades técnico científicas, para conversas tanto com a direção quanto com os coordenadores de projetos e as equipes dos escritórios de projetos, que não vai se resumir somente a esse encontro. É o início de um processo que vai durar quatro anos”, salienta Vanessa, observando que ao abrir um canal de diálogo está se permitindo reconhecer as especificidades e os interesses de cada unidade em relação aos projetos para um apoio mais efetivo. O ILMD é a segunda unidade regional da Fiocruz visitada pelo Fiotec Escuta. A primeira foi o Instituto Ageu Magalhães, em Pernambuco.
Para os pesquisadores do ILMD, o diálogo com a Fiotec permite uma proximidade maior entre as duas instituições. “A Fiotec é uma instituição importante para quem coordena projetos, tanto projetos de extensão quanto de ensino ou de pesquisa porque dá segurança para o coordenador quanto à correta execução financeira dos recursos, como também presta assistência na questão da prestação de contas com todas as diretrizes legais necessárias”, explica a pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Michele Rocha El Kadri, chefe do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa).
Segundo El Kadri, esse tipo de encontro é importante no sentido de dar voz às demandas dos coordenadores de projetos. “Entendemos que temos que ter organização, mas por outro lado também podemos fazer ver à instituição quais são as necessidades de quem está no campo. Os órgãos da Fiocruz são muito distintos e estão no país inteiro. “Na Amazônia, temos ainda a particularidade de termos muitos serviços que são demandados e executados nas próprias comunidades, onde mutas das vezes não tem mais que um fornecedor, mais que um prestador de serviço para a realização do trabalho que você necessita, seja em comunidades quilombolas, ribeirinhas ou nas próprias aldeias indígenas”, afirma ela, acrescentando que o encontro foi importante também no sentido de ressaltar o papel que a Fiotec tem no sentido de dar todo o apoio e suporte na execução dos projetos nos territórios.
A pesquisadora social Rita Bacuri, do Laboratório Instituto de Pesquisa Clínica Carlos Borborema, da Fiocruz Amazônia, considerou excelente a oportunidade de escuta proporcionada pela Fiotec. “Coordenamos projetos e temos que considerar as particularidades da Região Amazônica, que criam verdadeiros desafios logísticos para serem vencidos, principalmente no que se refere a transporte e altos custos devido às grandes distâncias”, explica Bacuri.
SOBRE A FIOTEC
A Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec) foi instituída como uma fundação privada sem fins lucrativos com o objetivo de prestar apoio às funções de ensino, pesquisa, desenvolvimento institucional, científico e tecnológico, produção de insumos e serviços, informação e gestão implementadas pela Fiocruz, conforme expresso no seu Estatuto elaborado com base no que determina a Lei nº 8.958/1994, regulamentada pelo Decreto nº 7.423/2010.
A relação com a Fiocruz está declarada no documento instituidor da fundação de apoio, tornando claro que a finalidade da Fiotec é contribuir para que a instituição apoiada continue sendo a maior instituição em ciência, tecnologia e inovação em saúde da América Latina, o que representa a possibilidade latente de avanços que beneficiarão a população do Brasil e do mundo.
A sede da Fiotec está localizada no Rio de Janeiro, no campus Maré da Fiocruz, facilitando a interlocução com as equipes dos projetos. Com a intenção de ampliar essa proximidade, há, ainda, um escritório localizado em Brasília.
PPGVIDA divulga resultado das notas do Currículo Lattes, referente ao Processo de seleção de candidatos
/em Notícias /por Carlos GomesO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou o resultado das notas do Currículo Lattes, referente à 3ª Etapa do Processo de seleção de candidatos ao Curso de Mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA).
Confira o resultado em: https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=39959
SOBRE PPGVIDA
O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.
O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.
ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento
Fiocruz Amazônia tem projeto premiado como experiência exitosa pelo Laboratório de Práticas de Participação Social em Saúde da OPAS
/em Notícias /por Julio OliveiraO projeto “Direito a Cidade e a Saúde de Populações Indígenas”, derivado do Projeto Manaós: Saúde Indígena no Contexto Urbano, desenvolvido pela Fiocruz Amazônia, foi premiado como uma das 31 iniciativas promissoras em participação comunitária escolhidas pelo Laboratório de Inovação Latino-Americano de Práticas de Participação Social em Saúde, da Organização Panamericana de Saúde (OPAS). O projeto foi selecionado entre 144 experiências da Região das Américas, submetidas ao laboratório. O anúncio foi feito durante live, aberta ao público, no último dia 14/11, no Canal do Youtube, Portal da Inovação na Gestão do SUS. A iniciativa da OPAS/OMS no Brasil e do Conselho Nacional de Saúde conta com a parceria do Centro de Educação e Assessoramento Popular (CEAP). Além do Amazonas, foram premiados projetos desenvolvidos nos estados do Amapá, Espírito Santo, Santa Catarina, Bahia, São Paulo e Distrito Federal. A iniciativa também contemplou experiências do Chile, Peru, México, Argentina, Bolívia e Panamá.
Coordenador do Projeto Manaós, o pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Rodrigo Tobias, comemorou a premiação como um reconhecimento ao trabalho que demonstrou a experiência de empoderamento comunitário e autonomia da Associação de Indígenas e Moradores do Parque das Tribos (Aimpat), associada à pesquisa participativa de autoria da egressa do Mestrado em Condições de Vida e Situação de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), Raniele Alana Alves, com o apoio da mestranda também do PPGVIDA Mayra Farias. O trabalho comporá um dos capítulos do livro com as experiências exitosas a ser editado pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) e OPAS. “Compartilhamos o prêmio com a equipe que fez parte desse processo e, sobretudo minhas mestrandas e a cacica Lutana Kokama, liderança indígena do Parque das Tribos, que escreveu conosco a experiência”, ressaltouTobias.
O objetivo do LIS CNS Internacional é identificar, sistematizar e reconhecer experiências exitosas de participação e engajamento social em políticas públicas e práticas em saúde, voltadas ao aprimoramento dos serviços e ações de saúde, gerando trocas e aprendizados entre os atores sociais envolvidos que potencializam sua ação local, regional, nacional e internacional. “Maravilha poder compartilhar o resultado construído a muitas mãos e mentes. Muitas vezes, subestimam a capacidade de pessoas que estão na ponta de se organizarem e mobilizarem outras pessoas para conseguirem uma efetiva participação social na saúde e outras áreas; Todos os projetos estão de parabéns, porque entregaram novidades e permitiram a integração de experiências nacionais e internacionais”, destacou o oficial especialista em Sistemas de Saúde da OPAS/OMS no Brasil, Fernando Leles, parabenizando os autores e co-autores das experiências premiadas.
SOBRE O MANAÓS
O Projeto Manaós é desenvolvido há dois anos no Parque das Tribos, primeiro bairro indígena de Manaus. O projeto foi aprovado na Chamada Pública 001/2021 do Edital Inova Fiocruz, com foco no apoio a propostas que dialogam com os objetivos, princípios e pressupostos do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena. Na primeira fase, o projeto realizou o mapeamento dos perfis socioeconômico e da saúde da população que vive na comunidade, identificando os processos de organização sociocultural e política, no acesso aos serviços de saúde. Na segunda etapa, o projeto busca desenvolver linhas específicas de ação voltadas ao empoderamento comunitário, a formação de agentes indígenas de saúde e à investigação de fatores de risco cardiovasculares dos indígenas que vivem em área urbana. Essa investigação, de acordo com Rodrigo Tobias, inaugura no Brasil uma linha de pesquisa específica com indígenas não-aldeados que vivem em contextos urbanos e periféricos das grandes cidades.
Raniele Alves, autora da dissertação intitulada “Redes Vivas na Amazônia Indígena Urbana: cartografia do acesso aos serviços de saúde e produção do cuidado em Manaus/AM“, explica que a pesquisa ocorreu de forma colaborativa e com a participação ativa da comunidade do Parque das Tribos. “É importante ressaltar isso pois nossa intenção ao escrever sobre nossa experiência para a OPAS foi justamente abrir e visibilizar uma temática tão atual na academia, de que não se faz pesquisa sozinho e muito menos de forma neutra, estamos rodeados de questões políticas e sociais, principalmente em nosso contexto Amazônico”, salienta Raniele.
INVISIBILIDADE
A autora ressalta ainda que o trabalho foi escrito a quatro mãos: “Uma mulher indígena Kokoma, liderança da Comunidade Parque das Tribos, e uma mulher afroamazônica que tem suas raízes ancoradas em uma ancestralidade quilombola e indígena”, descreve. “O que escrevemos foi, sobretudo, resultado do que aconteceu no caminhar e na feitura da pesquisa. Como uma boa anfitriã, a cacica Lutana Kokama abriu as portas da sua casa e da Comunidade para juntos realizarmos uma pesquisa-ação sobre a questão da invisibilidade indígena no contexto urbano, principalmente em relação ao acesso aos serviços de saúde”, disse.
Para Raniele, o reconhecimento pela OPAS reverbera de forma significativa. “Nossa intenção é cada vez mais viabilizar e possibilitar que as vozes indígenas sejam reconhecidas nesses espaços e principalmente, no que tange a pesquisa com Povos Indígenas, precisamos assumir uma postura enquanto academia de utilizar metodologias que decolonizem a academia, da escrita e principalmente do modo de ‘reescrever’ principalmente quando voltado para as populações Indígenas”, salientou, acrescentando que “a luta pela saúde indígena em contexto urbano segue firme com a transformação dos estigmas identitários em protagonismo, autonomia e empoderamento”.
Fiocruz Amazônia e OPAS discutem caracterização da Regionalização e das Emergências Sanitárias em Saúde como Funções Essenciais em Saúde Pública no Brasil
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e o Escritório da Organização Panamericana de Saúde (OPAS) no Brasil realizaram em Manaus, no último dia 13/11, o Workshop Funções Essenciais em Saúde Pública: Refletindo a Regionalização em Saúde no Brasil, cujo objetivo foi discutir, planejar e definir o escopo de temas da saúde pública com vistas à criação da função essencial da Regionalização em Saúde para o Brasil. O evento (híbrido) contou com participação de gestores e pesquisadores em Saúde Coletiva da OPAS, Fiocruz Amazônia, por meio do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa), e Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). A discussão é parte do processo de renovação das Funções Essenciais em Saúde Pública (FESP) proposto pela OPAS aos países das Américas, e que vem sendo discutido no Brasil desde 2020.
O grupo deverá definir também a FESP Emergências Sanitárias e Resiliência dos Sistemas de Saúde. Com esse o trabalho, o Brasil passará de 11 para 13 funções essenciais em saúde pública. As atuais 11 funções essenciais dos sistemas de saúde se baseiam na avaliação do estado de saúde da população e dos fatores de saúde precária, e depois no desenvolvimento de políticas para fortalecê-los e abordar os determinantes sociais. “Essa é uma forma de estabelecermos a caracterização de políticas públicas voltadas à melhoria da qualidade da prestação dos serviços, e no caso do Brasil, com o aspecto imprescindível da regionalização devido às diferenças existentes entre os diversos territórios num país de dimensões continentais como o nosso”, explica o pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Rodrigo Tobias, um dos coordenadores do trabalho.
As FESP também têm um papel importante na alocação de recursos necessários e a garantia de acesso a todas as intervenções e serviços de saúde pública. O oficial nacional especialista em Sistemas e Serviços de Saúde da OPAS/PMS, no Brasil, Fernando Leles, explica que a regionalização é um dos instrumentos de gestão do SUS e faz parte de um marco de planejamento em saúde, que tem o objetivo de garantir a saúde de qualidade para todas as pessoas seja no âmbito nacional, estadual, municipal ou das regiões de saúde, considerando as diferenças, disparidades, as desigualdades, as iniquidades regionais. “A regionalização busca garantir a eficiência, a eficácia e a equidade, ou seja, a gente trata no processo de regionalização de identificar princípios de economia de escala e de escopo, visando uma locação eficiente dos recursos de saúde, sejam eles recursos financeiros, humanos, estruturas, insumos, uma eficiência operacional, mas também considerando que alguns recursos de saúde são escassos”, afirma.
Para Leles, o principal desafio da regionalização em saúde é garantir o acesso à saúde para todas as pessoas. “Definirmos como ela (a regionalização) se torna torna um instrumento para redução das desigualdades que são, por um lado, diferenças naturais e por outro iniquidades, que são diferenças estruturais”, ressalta. No caso do Brasil, o oficial da OPAS cita como exemplo as disparidades históricas de investimentos em saúde, muito maiores nas regiões do litoral, nas grandes cidades, nas regiões sudeste e sul, enquanto que nas regiões interioranas, no Sertão, das Regiões Norte e Centro-Oeste ainda carecem muito de investimentos.
“No Brasil, o financiamento do sistema é basicamente pagamento por procedimento, então tende a reforçar a desigualdade estrutural, já que os procedimentos como consultas, exames, internações também se concentram onde existe maior estrutura de saúde. O grande desafio é romper com essa lógica, e fazer com que o sistema de saúde também seja um instrumento para romper com as desigualdades no nosso País”, salienta Leles.
Para o representante da OPAS/OMS, a Fiocruz tem um papel estratégico no Brasil, por atuar em várias frentes, inclusive na gestão. “Esperamos abrir um diálogo sobre os instrumentos de gestão, regionalização inclusive para que que sejam mecanismos efetivos para concretização do direito a saúde para todos e todas em nosso país, em especial no caso do ILMD/Fiocruz Amazônia, as peculiaridades da região amazônica como os doutores Rodrigo Tobias e Júlio César Schweickardt têm publicado, refletido e estudado a respeito.
SOBRE AS FESP
As Funções Essenciais são enquadradas como capacidades institucionais que os países devem fortalecer para uma ação apropriada de saúde pública. A sociedade civil e os principais atores também devem participar do desenvolvimento de políticas e não se limitar a facilitar a prestação de serviços. As intervenções de vários setores para abordar os determinantes sociais da saúde são vistas como cada vez mais relevantes. A renovação das funções essenciais busca ajudar a superar a fragilidade dos sistemas de saúde para responder às necessidades da população.
O workshop realizado em Manaus discutiu o Panorama da Revisão das FESP na América Latina e no Brasil, e Por que atualizá-las, com apresentações feitas por Rodrigo Tobias, Fernando Leles, Carmem Leitão (pesquisadora da Universidade Federal do Ceará e coordenadora da Comissão de Políticas, Planejamento e Gestão da Abrasco) e Juliana Braga de Paula (Universidade Federal do Ceará e integrante da Comissão de Políticas da Abrasco); Marco Histórico-teórico da Regionalização em Saúde no Brasil, por Mayra Farias (mestranda do Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia-PPGVIDA), da Fiocruz Amazônia; Planejando a FESP Regionalização; Apresentação da FESP Emergências Sanitárias e Resiliência dos Sistemas de Saúde, por Lígia da Matta (mestranda do PPGVIDA).
Simpósio Nacional de Geografia da Saúde premia alunos do Mestrado do PPGVIDA da Fiocruz Amazônia
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) teve um trabalho realizado por alunos da disciplina de Geoprocessamento e Análise Espacial em Saúde do Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), premiado como o melhor trabalho apresentado no XI Simpósio Nacional de Geografia da Saúde (Geosaúde), realizado em Manaus, entre os dias 5 e 9/11. O evento, promovido em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Universidade Federal do Amazonas (UFAM), teve como tema central “Amazônia, fronteiras e escalas geográficas na análise da saúde”. Os alunos premiados foram Vitor Guilherme Lima de Souza, Samara Etelvina Rodrigues do Nascimento e Dandara Brandão Maria, orientados pela professores doutores Fernanda Rodrigues Fonseca e Antonio Alcirley da Silva Balieiro, pesquisadores do Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia (LEGEPI), da Fiocruz Amazônia.
O prêmio, intitulado Health Geografhy Award, é considerado o Oscar da Geografia em Saúde, instituído pela International Geographical Union Commission on Health and the Environment (IGU CHE). O trabalho premiado versa sobre o tema “Análise espaço-temporal de lesões autoprovocadas em adolescentes no Amazonas, no período de 2017 a 2022” e é resultado do trabalho avaliativo final da disciplina Geoprocessamento e Análise Espacial em Saúde, ministrada pela pesquisadora da Fiocruz, Fernanda Rodrigues Fonseca. Com uma abordagem inédita, o trabalho tem como foco a questão da violência autoprovocada relacionada às lesões autoinfligidas, que abrangem o comportamento de autoagressão e o comportamento suicida. O primeiro engloba a automutilação que vai desde as formas leves até as severas. O segundo diz respeito à ideação suicida, às tentativas de suicídio e suicídios consumados. O trabalho foi premiado com uma quantia em dinheiro de 200 euros e os autores foram convidados a publicar artigo na Revista Brasileira de Geografia Médica e da Saúde (HYGEA).
No Brasil, essa problemática constitui importante agravo de saúde pública. A pesquisa objetivou analisar a distribuição espaço-temporal de lesões autoprovocadas na faixa etária de 10 a 19 anos. “Os alunos avançaram no estudo após a finalização da disciplina, enriquecendo ainda mais os resultados obtidos”, observou Fernanda Fonseca, acrescentando que o professor doutor Antonio Balieiro auxiliou na análise estatística dos dados. A pesquisa utilizou dados secundários sobre casos de lesões autoprovocadas obtidos junto ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação, do Ministério da Saúde. “Além da associação entre variáveis estudadas , para avaliar a evolução no tempo e espaço das taxas de lesões autoprovocadas e detecção de dependência espacial dos dados entre os municípios, foram utilizados índices de autocorrelação espacial”, resume o projeto.
A pesquisa levantou 1.242 registros de notificação do agravo no período do estudo, com predominância de casos do sexo feminino e raça/cor parda e indígena. O estudo apontou um aumento de taxas nos anos de 2019 e 2022, principalmente na região do Alto Solimões, no Amazonas, dos rios Madeira e Juruá, com destaque para o município de Humaitá, em 2019. O trabalho concluiu que, assim como o suicídio consumado, os casos de lesões autoprovocadas em adolescentes representam um grave problema de saúde pública e o monitoramento espaço-temporal da evolução desses casos pode auxiliar na implementação de políticas públicas mais eficientes voltadas para o enfrentamento a esse agravo.
SOBRE O EVENTO
Os debates realizados tiveram como eixos temáticos a Epistemologia, ensino e abordagens conceituais em Geografia da Saúde; Ciência da Informação Geográfica, Vigilância em Saúde e o uso das Geotecnologias; Políticas de Saúde, Acessibilidades e Segurança Alimentar; Urbanização, Vulnerabilidades e Questões de Gênero; além de Saúde, Diversidade Cultural e os Saberes dos Povos Originários. O evento foi realizado na Escola Normal Superior (ENS) da UEA. O epidemiologista Jesem Orellana, chefe do LEGEPI, destaca que o XI Geosaúde foi uma oportunidade para que estudantes, pesquisadores e sociedade, pudessem refletir acerca de desafios amazônicos. O evento teve não apenas o potencial de fomentar a ampliação das nossas redes de cooperação local, regional, nacional e internacional, como também oportunizar a emergência ou a consolidação do protagonismo de atores locais que conhecem ‘por dentro’ a multifacetada e complexa realidade amazônica.
Fernanda Fonseca é graduada em Sistemas de Informação pela Universidade do Estado de Minas Gerais, mestre em Sensoriamento Remoto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e doutora no Programa de Clima e Ambiente pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e Universidade do Estado do Amazonas. Atualmente é suplente na chefia do LEGEPI, da Fiocruz Amazônia, e tem como áreas de atuação: geoprocessamento, sensoriamento remoto, banco de dados geográfico, sistemas de informação geográfica, saúde coletiva, variabilidade hidroclimática e ambiental.
PREMIADOS
Para os alunos, a premiação está sendo uma experiência gratificante. Além da interação com convidados estrangeiros e do Brasil, o XI Geosaúde oportunizou a eles a participação em minicursos, mesas redondas, apresentações de trabalhos, exposições, premiações, atividades de campo, lançamento de livros. Graduado em Odontologia, Vítor Guilherme Lima de Souza, conta que o tema do trabalho sempre esteve no seu radar. “Era do meu interesse estudar lesões autoprovocadas, um tema sobre o qual sempre gostei de me debruçar. Observamos que o suicídio já era bem estudado, porém as lesões autoprovocadas nem tanto, principalmente na região Norte. Daí a decisão de optarmos pelo Amazonas como recorte geográfico para aprofundarmos o tema”, conta Vítor, se dizendo surpreso e grato com o prêmio.
A bióloga Dandara Brandão pontua que o trabalho contribuirá para acrescentar novas abordagens e dar visibilidade ao tema. “Não temos muitos estudos sobre as lesões autoprovocadas e podemos contribuir com novos dados, o que é motivo de muita satisfação para nós e a nossa instituição. Trata-se de um tema delicado ainda mais quando relacionado a adolescentes”, observa, lembrando a importância de se prestar atenção nos sinais e aos possíveis motivos que levam os jovens a essas ações. Para Dandara, ganhar o prêmio foi algo inesperado, embora soubesse da importância da temática trabalhada.
Para Samara Etelvina Rodrigues do nascimento, que é graduada em Serviço Social, a experiência de submeter o trabalho em um evento científico foi incrível e ganhar o prêmio mais ainda. “O trabalho foi fruto da disciplina de Geoprocessamento ministrada pela professora Fernanda e consistia na escolha de um agravo em saúde para trabalharmos ferramentas de geoprocessamento apresentadas como QGIS e Terra View, por exemplo. Nesse sentido, escolhemos as Lesões Autoprovocadas em adolescentes, tendo como recorte o Estado do Amazonas, considerando sua complexidade, visto que representam um grave problema de saúde pública e a pesquisa desvela esse fenômeno mostrando altas taxas principalmente na região de saúde do Alto Solimões”, salienta Samara.
Festa da Vacinação registrou recorde de público neste sábado na Fiocruz Amazônia
/em Notícias /por Julio OliveiraO evento Fiocruz Pra Você, realizado neste sábado, 18/11, pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILDM/Fiocruz Amazônia), registrou recorde de público e doses de vacinas aplicadas tanto em crianças quanto adultos de grupos prioritários, nesta que foi a primeira edição após a pandemia de Covid-19, com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa-Manaus). O sucesso da atividade demonstra na prática que a alegria em vacinar voltou, trazendo a certeza de que vencemos a pandemia com o esforço das instituições de pesquisa e a confiança da população na Ciência. A “festa da vacinação” aconteceu em todas as unidades da Fiocruz no Brasil, numa verdadeira celebração à vida. Em Manaus, na Fiocruz Amazônia foram disponibilizadas 750 doses de diversas vacinas e a comunidade compareceu em peso, com um fluxo de mais de 800 visitantes na instituição, entre as 8h e 17h.
Além da vacinação, o público prestigiou também as atividades culturais, recreativas e de interação científica, realizadas ao longo do dia. Um dos espaços que mais atraíram a atenção foi o das mostras científicas, com a possibilidade de conhecer e entender algumas das atividades realizadas na rotina da Fiocruz Amazônia. As exposições Metamorfose dos Insetos, Filariose na Amazônia, Estações Disseminadoras de Larvicidas e Vida Invisível dos Microorganismos deram aos visitantes uma pequena amostra dos resultados de pesquisas realizadas pela unidade, com impacto direto sobre a saúde da população.
“É muito importante termos retomado essa ação do Fiocruz Pra Você, suspensa desde 2016, e a parceria essencial da Semsa Manaus, porque nós estamos mostrando as ações da Fiocruz Amazônia enquanto a Semsa está aplicando as vacinas, dentro do calendário vacinal do SUS. Sempre pudemos contar com esse apoio e desta vez não foi diferente, ainda mais com um fato que considero muito positivo que foi a antecipação da vacina da Influenza no nosso Estado e estarmos podendo disponibilizar o imunizante aqui nesse dia”, ressaltou a diretora eleita da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, feliz com a adesão ao evento. “A casa está cheia, o que nos deixa muito alegres”, destacou.
Foram disponibilizadas vacinas contra a Poliomielite (gotinha); DTP – Difteria, Tétano, Coqueluche; DTP/HB/Hib (Penta) – Difteria, Tétano, Coqueluche, Haemophilus influenzae B e Hepatite B; Pneumocócica 10; Meningocócica C; Meningocócica ACWY; Febre Amarela; Tríplice Viral – Sarampo, Caxumba, Rubéola e Varicela; Hepatite A; dT – Difteria e Tétano; HPV; Influenza; Covid-19. Os personagens Oswaldinho, mascote da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente da Fiocruz, e Zé Gotinha, símbolo da vacinação no Brasil, marcaram presença, fazendo a alegria da garotada que compareceu junto com os pais e responsáveis.
Representando a secretária municipal de Saúde, Shadia Fraxe, a diretora de Atenção Primária, da Semsa Manaus, Francisca Sonja Alê Girão, participou da abertura do evento e explicou que a Secretaria Municipal de Saúde de Manaus vem se esforçando no sentido de aproximar cada vez mais a Atenção Primária da sociedade manauara. “É importante que trabalhemos a promoção e a prevenção das ações, e aqui junto com a Fiocruz Amazônia viemos trabalhar exatamente essa visão de que a saúde é para todos. Temos o nosso Sistema Único de Saúde, que disponibiliza os serviços e as ações de imunoprevenção e estarmos aqui desenvolvendo esse trabalho, junto com a Fiocruz, mostrando suas pesquisas, é uma oportunidade mais que especial’, afirmou Francisca Sonja.
Para os pais, a alegria de ver o filho imunizado e feliz não tem preço, como afirma Cláudia Lopes, que aproveitou o Fiocruz Pra Você para atualizar a caderneta de vacinação da filha, de apenas quatro anos. “Os postos de saúde só abrem durante a semana e pra quem trabalha é muito complicado, e agora no final de semana com essa oportunidade da Fiocruz, que fica perto de casa, estamos aproveitando para colocar em dia a vacinação dela”, afirmou. Já para Keila Ferreira da Silva, a distância não impediu de trazer a sobrinha de três anos para se imunizar. “Moro no bairro Alfredo Nascimento e achei ótima a ação da Fiocruz, que aliou atividades recreativas e científicas com a vacinação, que é tão importante”, salientou. As crianças vacinadas, por sua vez, recebiam Certificado de Bravura, por terem tomado a vacina para se proteger contra as doenças.
ILMD/Fiocruz Amazônia. Por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Fiocruz Amazônia irá reunir mais de 120 monitores na “festa da vacinação” que ocorre neste sábado 18/11
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) realizou nesta sexta-feira, 17/11, uma reunião preparatória, do evento “Fiocruz Pra Você”, que acontecerá neste sábado, 18/11, das 8h às 16h30, na sede do Instituto, situado à Rua Teresina, 476, bairro Adrianópolis. O evento que tem como finalidade abrir as portas da instituição para a sociedade, integrando a comunidade e oferecendo serviços, com foco na atualização vacinal infantil obrigatória, reunirá mais de 120 monitores, envolvidos nas atividades ofertadas pela Fiocruz Amazônia, durante o sábado.
Saiba mais sobre o evento
Em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa-Manaus), profissionais da Unidade Básica de Saúde (UBS) São Francisco, estarão na Unidade para realizar a aplicação das seguintes vacinas: Poliomielite (gotinha); DTP – Difteria, Tétano, Coqueluche; DTP/HB/Hib (Penta) – Difteria, Tétano, Coqueluche, Haemophilus influenzae B e Hepatite B; Pneumocócica 10; Meningocócica C; Meningocócica ACWY; Febre Amarela; Tríplice Viral – Sarampo, Caxumba, Rubéola e Varicela; Hepatite A; dT – Difteria e Tétano; HPV; Influenza; Covid-19. O evento contará com a presença dos personagens Oswaldinho, mascote da Fiocruz, e Zé Gotinha, símbolo da vacinação no Brasil, com parceiros e colaboradores voluntários.
Além de aferição de pressão e medição de IMC, haverá atividades recreativas e de interação científica para o público. Durante o evento, a Instituição irá oferecer um dia de programação artístico-cultural, com música, teatro, pintura facial, brincadeiras, além da distribuição de kits de lanches, num espaço lúdico de interação entre a instituição e a sociedade.
A organização do evento alerta para a apresentação obrigatória do Cartão de Vacinação.
FIOCRUZ PRA VOCÊ
O Fiocruz Pra Você é promovido pela Fundação desde 1994, quando mais de 15 mil pessoas estiveram na sede da Fundação Oswaldo Cruz não só para vacinar as crianças, mas também para participar das atividades culturais, de divulgação científica e promoção da saúde. Na Fiocruz Amazônia, o evento foi realizado a partir de 2009, sendo suspenso em 2016, voltando agora com o apoio de parceiros como a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa-Manaus), Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Fundação de Vigilância em Saúde Dra Rosemary Costa Pinto, Fametro, Lar Francisco de Assis, Movimento Comunitário Vida & Esperança, Sorveteria Vaca Lambeu, Glacial, Panificadora Conde do Pão, Real Bebidas, Lavanderia Bonasecco Manaus, Panificadora Lindopan e Panificadora Rio Tinto.