COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD

ILMD/Fiocruz Amazônia

A Coleção Biológica do ILMD

O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.

A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.

A Coleção Biológica do ILMD

PPGBIO-Interação apoia realização de Simpósio Internacional de Imunologia e Hematologia do Amazonas

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) participou na noite desta terça-feira, 4/06, da solenidade de abertura do 8o Simpósio Internacional de Imunologia e Hematologia do Amazonas, reunindo especialistas nacionais e internacionais, junto com docentes e discentes de quatro programas de pós-graduação de instituições do estado do Amazonas. Representando a diretora da Fiocruz Amazonas, Stefanie Lopes, a pesquisadora-doutora Priscila Aquino, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno- Hospedeiro (PPGBIO-Interação), destacou a importância dos programas de pós-graduação na formação de quadros de pesquisadores em áreas de importância fundamental para a Saúde Pública e enfrentamento de agravos na região amazônica.

O PPGBIO-Interação é um dos apoiadores do evento, juntamente com os programas de pós-graduação em Imunologia Básica e Aplicada (PPGIBA), da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), o Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical (PPGMT), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), mais o Programa de Pós-Graduação em Ciências Aplicadas à Hematologia (PPGH) da Fundação de Hemoterapia e Hematologia do Amazonas (Hemoam). Para Priscila Aquino, o 8o Simpósio Internacional de Imunologia e Hematologia do Amazonas é um evento que vem a agregar na difusão do conhecimento de temas de relevância em Imunologia, Hematologia, doenças infecciosas e a interação Patógeno-Hospedeiro.

“Nessa edição, o PPGBIO-Interação vem a somar ao evento com a participação de docentes e discentes do Programa, demonstrando a cooperação entre as diferentes vertentes do conhecimento de relevância para o fortalecimento da pesquisa em nossa região”, ressalta a pesquisadora. Além de pesquisadores-doutores, o evento foi prestigiado pelos discentes do PPGBIO-INTERAÇÂO. “O simpósio é de grande relevância para mim, pois permite absorver e compartilhar conhecimentos com pesquisadores de grande referência, oportunidades de network e atualizações na área de imunologia e hematologia. Vivenciar essa experiência, é enriquecedor e contribui significativamente para meu desenvolvimento profissional”, comentou Rami de Souza Colares, mestranda do programa.

Assim como Rami, Darlgton Maciel de Menezes, também mestrando do PPGBIO-Interação, se diz agradecido pela oportunidade de participar de eventos do porte do 8º Simpósio. “Eventos como esse propiciam uma interação de conhecimentos e discussões que normalmente não teríamos acesso apenas dentro do nosso programa. Diferentes áreas de pesquisa como Hematologia, Imunologia, Medicina Tropical e Interação Patógeno-Hospedeiro, estão intrinsicamente ligadas, no 8o Simpósio teremos a oportunidade de entender mais sobre essas relações e aplicar esses conhecimentos dentro da pesquisa desenvolvida no PPGBIO-Interação, possibilitando um olhar mais abrangente dentro dessa vertente”, avalia Darlgton.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia apresenta estudos sobre rosetas em Plasmodium Vivax durante Simpósio Internacional de Imunologia e Hematologia

Para apresentar descobertas recentes na área da medicina tropical e aspectos da interação patógeno-hospedeiro, Manaus sedia entre os dias 4 e 6/6, o 8ª Simpósio Internacional de Imunologia e Hematologia. O evento é realizado pelo Programa de Pós-Graduação em Imunologia Básica e Aplicada (PPGIBA) do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), Programa de Pós-Graduação em Ciências Aplicadas à Hematologia (PPGH) da Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (HEMOAM), e Programa de Pós-Graduação em Medicina Topical (PPGMT) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em colaboração com a Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD).

A Diretora do ILMD / Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, apresentou durante o Workshop “Resposta Imunológica e Distúrbios Hematológicos na Malária”, a conferência “Insights sobre a formação de Rosettes em Plasmodium Vivax: Avanços e Perspectivas”. “Hoje apresentei os dados sobre rosetas em Plasmodium Vivax, um estudo que venho há alguns anos trabalhando, em parceria com a Fundação de Medicina Tropical, para entender um pouco mais sobre esse fenômeno e, quais são os aspectos que impactam tanto na epidemiologia, quanto na patofisiologia da doença. Esse é um estudo complexo, então fiz um apanhado histórico dos trabalhos quanto a isso, do grupo e de outros grupos, em especial da Tailândia, mostrando os dados e, mais importante, a participação dos alunos de pós-graduação nessa produção de conhecimento, nos trabalhos que estão em desenvolvimento e, que também possuem parceria da UNICAMP e da Fiocruz Paraná”, explica.

O evento reúne pesquisadores, professores, profissionais e acadêmicos a nível de graduação, mestrado e doutorado, com programação científica e social, sendo realizados minicursos, palestras e workshops com representantes nacionais e internacionais da área de imunologia e hematologia. O objetivo é fortalecer a rede multidisciplinar de grupos de pesquisa em Imunologia e Hematologia na Amazônia Brasileira, com pesquisadores abordando descobertas recentes e compartilhando experiências na área da imunologia, hematologia, medicina tropical e aspectos da interação patógeno-hospedeiro.

Representam ainda o PPGBIO-Interação na programação do evento, os pesquisadores, Felipe Gomes Naveca, que abordará estudos sobre “Vigilância molecular de vírus emergentes, reemergentes ou negligenciados na Amazônia; Luís André Morais Mariúba, que apresentará “Novas abordagens para diagnóstico e proteção contra doenças infecciosas”. Juliane Correa Glória, pós-doc pelo PPGBIO-Interação, abordará o “Desenvolvimento de insumos e métodos de diagnóstico para malária”; e Tatiana Amaral, aluna de doutorado do PPGBIO-Interação, apresentará o estudo “O surgimento de um novo vírus Oropouche recombinante impulsiona surtos persistentes na região amazônica brasileira de 2022 a 2024”.

Confira aqui Programação

A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação), Priscila Aquino, falou sobre a importância da participação do ILMD/ Fiocruz Amazônia no simpósio, por meio do PPGBIO-Interação. “Nessa edição o PPGBIO-Interação veio a somar com esse evento, justamente para agregar nas diferentes temáticas que temos em nosso Estado, com relação aos agravos de saúde em relevância no contexto amazônico. Temos quatro programas de pós-graduação participando do evento, com diferentes vertentes sendo abordadas: medicina tropical, doenças infecciosas, biologia da interação Patógeno-Hospedeiro, imunologia e hematologia e, o PPGBIO é um dos apoiadores deste evento”, pontua.

O 8º simpósio também recebe apoio do Governo do Estado do Amazonas, através da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), além da Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI) e Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH).

PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação) tem como objetivo a formação de profissionais em nível de Mestrado e Doutorado na área de Ciências Biológicas III, visando contribuir com o incremento da produção científica regional, ampliar a investigação em subcampos de conhecimento na área de saúde e impactar na redução de agravos de importância sanitária que persistem na região amazônica.

O curso tem como missão formar e capacitar recursos humanos na pós-graduação para o Sistema de Ciência e Tecnologia que atuem no enfrentamento de doenças infecciosas e outros agravos de saúde de importância na Amazônia, contribuindo para o desenvolvimento científico e tecnológico regional, visando formar profissionais com capacidade de desenvolver pesquisas de alta qualidade acadêmica e científica, que atuem na investigação das interações biológicas, ecológicas e fisiopatológicas das endemias de alta relevância no cenário amazônico.

O programa possui uma única área de concentração, Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro, que engloba duas linhas de pesquisa: Eco-epidemiologia das Doenças Transmissíveis e Bioquímica, Biologia Celular e Molecular de Patógenos e seus Vetores.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

21ª RAIC da Fiocruz Amazônia inicia com palestra sobre combate à desinformação na saúde pública

Discutir os impactos negativos da desinformação no campo da saúde pública, além de capacitar estudantes e pesquisadores para identificar, compreender e combater a proliferação de informações falsas e enganosas, especialmente em tempos de crise sanitária, foi um dos objetivos da palestra de abertura, da 21ª edição da Reunião Anual de Iniciação Científica (Raic), no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIC) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

A palestra “Infodemia: Como Combatê-la na Era da Informação?”, foi ministrada pela Dra. Em Ciências da Informação, Cristiane Barbosa, professora do curso de Jornalismo da Faculdade de Informação e Comunicação, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), nesta terça-feira, 4/6, durante a abertura do evento. A 21ª Raic da Fiocruz Amazônia, ocorre até sexta-feira, 7/6, no Salão Canoas, auditório da Instituição, situado à Rua Teresina, 476, Adrianópolis, zona centro-sul de Manaus.

“falar na abertura da 21ª Raic da Fiocruz Amazônia, sobre infodemia para jovens e pesquisadores, que trabalham na perspectiva da iniciação científica é muito importante. Trouxe para ele conceitos sobre infodemia, desinformação, exemplos na sociedade que buscam enganar as pessoas. A Fiocruz promover esse diálogo é essencial e, seria muito importante que outras instituições seguissem nessa linha da comunicação eficaz para promover a saúde e combater a desinformação”, enfatiza Cristiane Barbosa.

Confira AQUI a programação.

Compuseram a mesa de abertura do evento, a Diretora substituta e Vice-Diretora de Pesquisa e Inovação do ILMD/Fiocruz Amazônia, Michele El Kadri; o Coordenador do Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia, Yury Chaves; a representante do Programa Políticas Públicas e Modelos de Atenção e Gestão à Saúde da Vice-Presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas da Fundação Oswaldo Cruz (VPPCB/Fiocruz), Rosane Souza; a Chefe do Departamento de Acompanhamento e Avaliação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (DEAC/Fapeam), Ana Cláudia Maquiné; e a Reitora do Centro Universitário Fametro, Maria do Carmo Seffair.

Na oportunidade, Michele El Kadri, destacou a importância do programa para a instituição e falou sobre a atuação desses estudantes nos laboratórios de pesquisa. “Esse ano a RAIC tem um sentido especial, pois é um ano importante para o ILMD, onde completamos os nossos 30 anos, dos quais a maior parte dele, contamos com a execução do programa de iniciação científica. Muitos dos nossos pesquisadores, bolsistas, ou aqueles que até hoje continuam ligados aos nossos laboratórios de pesquisa foram alunos de iniciação científica não ó do ILMD, mas também espalhados por outras intuições de pesquisa e ensino no Amazonas. Esse é um programa institucional de grande aceitação entre os laboratórios, onde nossos pesquisadores contam com o trabalho da graduação e tem a satisfação de trabalhar na formação de novos cientistas”.

A Raic é um evento que acontece em todas as unidades da Fiocruz. Durante a reunião, os bolsistas do PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia apresentam os resultados dos projetos desenvolvidos no período de vigência do Programa, por meio da exposição e discussão de seus trabalhos, para avaliação dos projetos e intercâmbio de experiências entre estudantes, pesquisadores e demais profissionais. Essa experiência reforça a importância da iniciação científica na construção do conhecimento e incentiva os jovens pesquisadores a prosseguirem nas carreiras acadêmicas.

O coordenador do Programa, Yury Chaves, destacou a qualidade dos trabalhos apresentados no primeiro dia de evento. “É gratificante estar participante, à frente dessa nova coordenação da iniciação científica. Iniciamos o evento com apresentações de ótimo trabalhos, com grande qualidade, tivemos a presença de avaliadores com doutorado nas áreas que a gente estabeleceu. Esperamos que os próximos dias tenhamos ótimas apresentações, mostrando a força científica da nossa Fiocruz Amazônia”, avalia.

O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia, desenvolvido com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), tem o objetivo de despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação, bem como estimular o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados ou alvo da pesquisa.

Representando a Vice-Presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas da Fiocruz, Rosane Souza, falou sobre a satisfação de participar presencialmente da 21ª Raic da Fiocruz Amazônia. “A VPPCB tem um carinho especial por este programa e sempre apoia com a concessão de bolsas tanto de iniciação científica como de outras modalidades, então para a gente é uma satisfação estar aqui. Esse tipo de evento é maravilhoso para quem trabalha com pesquisa e só enriquece o trabalho que já é feito aqui na Fiocruz Amazônia”, pontua.

Participam do programa, estudantes regularmente matriculados em curso de graduação de instituições de ensino superior públicas ou privadas reconhecidas pelo Ministério da Educação. A Iniciação Científica é um instrumento de formação de recursos humanos que permite colocar o estudante de graduação em contato direto com as atividades de pesquisa e o pensar científico.

Durante o evento, a reitora do Centro Universitário Fametro, destacou a relevância do programa, para os alunos que durante a graduação, passam a ter o primeiro contado com o universo da pesquisa científica. “É um orgulho ter os nossos alunos inseridos nos programas de pesquisa, especialmente da Fiocruz, nós precisamos realmente mostrar para esses alunos a importância da iniciação científica e, como isso vai impactar a vida da sociedade, com as descobertas das vacinas, das novas tecnologias, pois é na pesquisa que a gente descobre esse mundo. Entendemos que é preciso investir na pesquisa”, defendeu Maria do Carmo.

Até o último dia de evento, 42 trabalhos de graduandos de diferentes Instituições de Ensino de Manaus, divididos nas sessões temáticas de Microbiologia, Biotecnologia e Bioprospecção, Parasitologia e Imunologia, Entomologia, Saúde Coletiva e Epidemiologia, serão apresentados.

PREMIAÇÃO

Os projetos que se destacarem durante a 21ª Raic, recebem premiação, sendo um em cada categoria. A premiação destaca anualmente projetos desenvolvidos por estudantes que integram o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIC) da Fiocruz Amazônia. Os bolsistas são avaliados por relatórios submetidos a uma banca de especialistas de diversas instituições do Estado e nacionais, de acordo com a temática.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

Fiocruz Amazônia lançará série de podcasts sobre os 10 anos do LAHPSA no próximo dia 20/06

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) disponibilizará a partir do dia 20/06, o primeiro episódio da série de podcasts produzida especialmente para marcar os dez anos de atividades do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazõnia (Lahpsa), comemorados este ano. A série conta, no total, com 12 episódios, divididos por temas e áreas de atuação do laboratório ao longo dos seus primeiros 10 anos de atividades. Os episódios serão publicados semanalmente no Canal do ILMD/Fiocruz Amazônia no You Tube. Os programas proporcionam uma verdadeira “expedição” por alguns dos principais projetos de pesquisa e intervenção, coordenados por pesquisadores que integram o LAHPSA. A produção foi coordenada pelo pesquisador da Fiocruz Amazônia, Júlio César Schweickardt, que é doutor em História das Ciências e um dos responsáveis pela criação do laboratório.

De acordo com Júlio Schweickardt, a ideia principal da série é democratizar o conhecimento sobre os projetos coordenados pelo LAHPSA com o uso de linguagem simples e de fácil acesso para atingir o maior número de profissionais, estudiosos e pesquisadores da saúde da Amazônia. “O lançamento ocorre no mesmo ano em que a Fiocruz Amazônia comemora seus 30 Anos de intensa atuação na região amazônica, contando, na última década, com a contribuição efetiva do LAHPSA nessas atividades”, ressalta o pesquisador. A série tem 12 episódios com média de duração de 25 minutos cada, com a participação de três convidados. As exceções são o episódio 1, de apresentação, que tem seis convidados e cerca de 30 minutos de duração, e o episódio 3, onde o pesquisador âncora dialoga com apenas um convidado.

Os episódios foram gravados pela plataforma Google Meet, que permite conversas em longa distância, necessárias para alcançar convidados nos municípios como Manicoré, Boca do Acre, Parintins, Barreirinha, no Amazonas, e Belém, no Pará. As entrevistas foram conduzidas pela comunicadora Márcia Costa Rosa, roteirista e diretora de documentários. Os podcasts são uma produção do Lahpsa e passam a integrar o acervo de produções literárias e audiovisuais do laboratório disponibilizada gratuitamente pela Fiocruz Amazônia. A série conta também com convidados como o presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM), Manoel Barbosa, o pesquisador da Universidade Federal do Pará, Paulo de Tarso; lideranças indígenas como Putira Sacuena, do povo Baré, e o doutor em Antropologia Social, João Paulo Barreto, do povo Tukano, além de lideranças quilombolas e ribeirinhas do Amazonas.

SURGIMENTO

O episódio 1 da série Lapsa 10 Anos aborda o surgimento do laboratório, desde o debate inicial que definiu o conceito orientador das pesquisas, passando pelos avanços até as conquistas na primeira década de existência do laboratório. As entrevistas foram concedidas pelos pesquisadores Júlio Cesar Schweickardt, a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, a vice-diretora de Pesquisa e Inovação. Michele Rocha El Kadri, Rodrigo Tobias, Kátia Lima e Fabiane Vinente. Em cada relato, um pouco das descobertas e conexões com comunidades e territórios da Amazônia e planos para os próximos passos.

Júlio Cesar Schweickardt ressalta a forte contribuição do pesquisador visitante do ILMD, Alcindo Ferla, para os debates que nortearam a criação do laboratório. “Ele (Alcindo Ferla) provocou o debate sobre a importância de se priorizar a saúde, no lugar da doença, no início dos debates sobre a concepção do LAHPSA”, relembra. O pesquisador destaca, ainda, a decisão política do Lahpsa em trabalhar com a diversidade de populações para a compreensão das potências e, das demandas das muitas Amazônias.

Michele El Kadri conta como a unidade do grupo de pesquisadores marcou a trajetória, desde o início, como um laboratório coeso, com propostas muito bem definidas, mas aberto a novos conhecimentos e possibilidades de pesquisas. Já Rodrigo Tobias destaca o que considera uma das principais marcas do Lahpsa: a capacidade de provocar mudanças nas comunidades da Amazônia, com o protagonismo de suas populações, determinante para conquistas, em especial na área da saúde. Tobias cita a contribuição do médico sanitarista Antônio Levino, também pesquisador do Lahpsa no início do laboratório, para a definição dos caminhos que marcariam a trajetória do laboratório até hoje.

Doutora em Medicina Tropical, Kátia Lima fala sobre as pesquisas coordenadas pelo Lahpsa junto aos territórios indígenas da Amazônia, marcadas pelo diálogo e participação dos moradores de cada comunidade. A doutora em Antropologia Fabiane ressalta o papel do Lahpsa na elaboração de evidências sobre as demandas de cada uma das diversas populações que vivem na Amazônia e da necessidade de respostas, com novas políticas públicas e com ajustes no Sistema Único de Saúde, o SUS.

Por sua vez, a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, doutora em Genética e Biologia Molecular, enfatiza que a importância do Lahpsa vai além do diálogo que o laboratório estabelece com as populações da Amazônia e a produção de evidências sobre as necessidades desses territórios. Para ela, o trabalho desenvolvido nos primeiros 10 anos de trajetória do laboratório ajuda a estabelecer uma imagem mais realista sobre o trabalho de pesquisa e sobre a própria ciência, contribuindo para que mais pessoas se dediquem aos estudos e à compreensão da diversidade biológica, genômica e cultural do imenso território da Amazônia.

SOBRE O LAHPSA 

O Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia – LAHPSA tem como missão ser referência em pesquisa na área da saúde coletiva, atuando no tripé: desenvolvimento da pesquisa; formação de pesquisadores, profissionais e gestores de saúde; divulgação científica em saúde. Seus membros buscam atuar como sujeitos políticos nos espaços de debate das Políticas Públicas de Saúde e de Ciência, Tecnologia e Inovação na Amazônia.

O grupo tem como objetivo discutir, refletir, produzir conhecimento interdisciplinar acerca da saúde coletiva inserido no cenário amazônico. Os estudos e ações buscam contribuir com as instituições e a sociedade na construção de referenciais científicos que influenciam direta e indiretamente na qualidade de vida e da saúde das populações da região amazônica.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Arquivo/Fiocruz Amazônia

Projeto Moetá volta à Colônia Antônio Aleixo para desenvolver ações interdisciplinares em saúde e meio ambiente, na primeira devolutiva em parcerias com instituições  

Os bolsistas do Projeto Moetá, que atuarão como comunicadores populares na difusão de informações científicas e de saúde em comunidades da capital, estiveram no último mês de abril, no bairro da Colônia Antônio Aleixo, Zona Leste de Manaus, percorrendo as unidades de atendimento em saúde da rede básica e de média e alta complexidade, escolas da rede pública e organizações da sociedade civil organizada. Agora, eles se preparam para retornar ao bairro, na próxima quarta-feira, 5/06, Dia Mundial do Meio Ambiente, e desenvolver atividades interdisciplinares abordando o tema Ciência, Saúde e Meio Ambiente, com os alunos da Escola Estadual Manoel Antonio de Souza, na primeira devolutiva do projeto.

Durante a primeira visita, a intenção foi estabelecer contato com dirigentes e profissionais das instituições para dar início um diálogo com vistas à implementação do Projeto Moetá. Além da Colônia Antônio Aleixo, o Moetá prevê intervenções nos bairros Alvorada, Cidade Nova, Compensa, Novo Israel e Jorge Teixeira.

Com uma população estimada atualmente em 19.600 habitantes, a Colônia Antônio Aleixo fica localizada no Distrito Industrial 2, onde diversas áreas deram lugar a ocupações que se constituem em vazios assistenciais e influenciam no dia a dia das unidades de saúde da localidade, a exemplo da Policlínica Clínica Antônio Aleixo, a primeira visitada pelo Moetá, em abril passado. No local, a demanda de serviços é crescente, nas especialidades oferecidas (cardiologia, ortopedia, dermatologia, odontologia e curativo especializado exclusivo para portadores de hanseníase). Segundo o diretor da Policlínica, José César de Carvalho, o aumento da população, nos últimos dez anos, fez crescer a demanda de atendimentos.

Pacientes de hanseníase internados em tratamento, muitos dos quais vítimas de abandono famíliar, são o principal público atendido pelo Hospital Geraldo da Rocha, outra unidade de saúde da Colônia visitada pela equipe do Moetá. A unidade é referência no tratamento de pacientes vasculares sequelados, portadores de hanseníase e diabetes, e enfrenta hoje uma preocupação em relação aos pacientes com transtorno de saúde mental. “O Geraldo da Rocha tem hoje em construção uma ala destinada a pacientes com transtornos de saúde mental, mas que enfrenta problemas na sua concepção, além de não ter quadro de pessoal especializado para atender pacientes em surto psicótico”, alerta Elton Aleme, coordenador do Moetá.

Elton salienta que a metodologia do trabalho de campo desenvolvido pelo projeto consiste em estabelecer o contato com os dirigentes das instituições, diretores, enfermeiros e médicos, e marcar um cronograma de visitas, feitas em dupla por bairro. O Moetá atuará, ao todo, em seis bairros da cidade que receberão devolutivas como palestras, oficinas, cursos, campanhas e eventos de prevenção à saúde, que serão desenvolvidas entre os meses de junho e julho. “A ideia é marcar uma agenda futura pontual com ações envolvendo os parceiros”, explica a pesquisadora social da Fiocruz Amazônia, Rita Bacuri, responsável pela concepção e gestão do projeto.

“Queremos envolver as instituições públicas de saúde e educação, organizações não governamentais e associações comunitárias que compõem o conjunto de equipamentos de serviços sociais no bairro. Todos serão/são parceiros solidários do projeto Moetá para as ações de divulgação científica, na perspectiva da popularização da ciência”, salienta Bacuri, ressaltando que as visitas são ações coordenadas de apresentação do projeto, conhecimento das atividades dos parceiros e o fortalecimento de parcerias.

Rita destaca a importância da escuta durante as visitas. “É importante o trabalho realizado por cada dirigente e servidores dos órgãos que ali atuam. É importante ouví-lo para conhecer como vivem e se movimentam as pessoas que ali residem e são participantes dos serviços”, observa.

ESTRUTURA

Durante a visita à Colônia Antonio Aleixo, os bolsistas puderam conhecer a estrutura da Policlínica Santa Helena, formada por um conjunto de três prédios – a sede, mais o Centro Especializado em Reabilitação (unidade que atende crianças com microcefalia, transtorno do espectro autista e doenças raras) e a Oficina Ortopédica Fixa, responsável pela fabricação artesanal de próteses e órteses para as vítimas sequeladas da hanseníase. As unidades ficam próximas e trabalham de modo integrado.

No Hospital Geraldo da Rocha, ouviram demandas acerca da necessidade de uma busca-ativa de casos de hanseníase mais eficiente por parte da Atenção Básica. “Os agentes de saúde vão às casas dos pacientes quando a doença está instalada e aqui ficamos só recebendo os casos em estágio avançado da doença”, avalia Evanildo Barreto, gerente administrativo do Hospital Geraldo da Rocha.

A diretora da unidade, Ana Belota, considera a parceria com a Fiocruz um ganho para a unidade. “Estamos de braços abertos para somar com o projeto”, afirmou, sugerindo a temática da Saúde Mental como uma das pautas a serem trabalhadas em oficinas e palestras, promovidas pelo Moetá na unidade. “Temos hoje um contingente enorme de pessoas com depressão. Temos casos de pacientes moradores do Geraldo da Rocha que ocupam leitos porque são abandonados pela família, alguns há mais de 30 anos”, exemplifica. Os bolsistas visitaram também o Serviço de Pronto Atendimento (SPA) e Maternidade Chapot Prevost e a sede do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase (MORHAN).

DESAFIO  

Bolsista do projeto, Rejane Magalhaes da Silva, 55 anos, é pedagoga e confessa estar diante de um dos maiores desafios da carreira. “Como pedagoga, acumulei uma vasta experiência de trabalho lidando com pessoas de diferentes faixas etárias no âmbito da Educação, e agora estou, acima de tudo, aprendendo com as vivências proporcionadas pelo Moetá. “Sempre trabalhei com acesso às escolas municipais, com crianças, adolescentes e adultos, conversando com eles, com os pais, com a família. Com o Moetá, ampliamos nosso raio de abrangência, com a temática desafiadora da saúde pública”, afirmou.

Rita Bacuri explica que, na Fiocruz Amazônia, o Projeto Moetá se une a outras iniciativas no âmbito de programas estratégicos de divulgação e popularização da Ciência, a exemplo da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma); o programa Mulheres e Meninas na Ciência e eventos de grande escala como a Semana Nacional de Ciência & Tecnologia, todos com foco no público estudantil. Durante a visita a Colônia Antonio Aleixo, a equipe da Coordenação Regional Norte da Obsma esteve na Escola Estadual Manuel Antonio de Souza, para divulgação da projeto e convidar professores e alunos a participarem da 12ª edição da Obsma.

SOBRE O MOETÁ

O Projeto Moetá tem como objetivo promover a formação de comunicadores populares especializados em saúde (CPES) para atuar na disseminação de informações científicas, garantindo uma linguagem atraente, acessível, utilizando metodologias de comunicação inclusiva e produzindo conteúdo informativo para a população em geral. A ideia é fazer com que as ações dos CPES cheguem até as comunidades, contando com a parceria das unidades de saúde existentes nas localidades. O curso visa formar inicialmente 10 comunicadores populares, que atuarão ao longo de dez meses na divulgação de informações científicas em linguagem acessível e acolhedora, em diversos bairros de Manaus. Moetá, em ‘Nhengatu’ (língua geral amazônica), significa multiplicar, tornar muitos, socializar”.

HANSENÍASE NO AMAZONAS

Nas duas últimas décadas, de acordo com dados oficiais do Sistema de Informação de Agravos de Notificação do Ministério da Saúde, o Amazonas apresenta uma tendência de queda no número de novos casos de hanseníase. Manaus lidera o ranking com o registro de 6.321 dos 15.265 casos novos da doença registrados entre 2001 e 2023, seguido de Itacoatiara, com 698 casos, Humaitá (586) e Parintins (541), ao longo desse período. Os municípios com a menor quantidade de registros são Amaturá e São Paulo de Olivença, com nove casos, cada, nos últimos 22 anos.

SOBRE A DOENÇA

A hanseníase é uma doença infecciosa, contagiosa e de evolução crônica, que afeta os nervos e a pele. Também conhecida como lepra ou mal de Lázaro, é causada pelo bacilo Mycobacterium leprae. Associada a desigualdades sociais, afetando principalmente as regiões mais carentes do mundo, a doença é transmitida através das vias aéreas (secreções nasais, gotículas da fala, tosse, espirro) de pacientes com a forma infectante da doença que não receberam tratamento.

Os principais sintomas da hanseníase são parestesias (dormências), dor nos nervos dos braços, mãos, pernas e pés; presença de lesões de pele, como caroços e placas pelo corpo, com alteração da sensibilidade; e diminuição da força muscular. As lesões de pele provocadas pela hanseníase são bem características. O diagnóstico é baseado em critérios clínicos e epidemiológicos. Na suspeita da doença, é preciso procurar atendimento em uma unidade de saúde o mais rápido possível. O diagnóstico precoce, o tratamento oportuno e a investigação de contatos é fundamental, pois evita a evolução da enfermidade para as incapacidades e deformidades físicas que dela podem surgir, além da contaminação de mais pessoas. A doença tem tratamento e cura.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

PROFSAUDE divulga resultado definitivo da segunda etapa e prova oral dos candidatos classificados

A Comissão de Seleção do Mestrado Profissional em Saúde da Família – PROFSAÚDE, polo Fiocruz Amazônia, torna público o resultado definitivo da segunda etapa – Análise de currículo Lattes e da proposta preliminar de trabalho após análise de pedido de recurso, conforme Edital nº 01/2023, bem como informar o local onde será aplicada a prova oral dos candidatos classificados nas fases anteriores do certame do Processo Seletivo do PROFSAÚDE, a ser realizada no dia 12 de junho de 2024, das 9h às 15h30, horário de Brasília.

Confira aqui o resultado em https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=40580 e https://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=126.

As provas serão aplicadas na Sala 101, primeiro andar do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), situado na Rua Teresina, 476, Adrianópolis, Manaus/AM, conforme disposição de horários estabelecida pela Comissão de Seleção.

SOBRE O PROFSAÚDE

O ProfSaúde/ MPSF é um programa de pós-graduação stricto sensu em Saúde da Família, reconhecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) do Ministério da Educação.

O curso visa formar profissionais aptos a atuarem como preceptores para graduação e residência médica em Saúde da Família, com o intuito de contribuir para a melhoria do atendimento dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), fortalecer as atividades educacionais de produção do conhecimento e de gestão na Saúde da Família nas diversas regiões do país e estabelecer uma relação integradora entre o serviço de saúde, os trabalhadores, os estudantes na área de saúde e os usuários.

O ProfSaúde/MPSF é semipresencial, com oferta nacional, realizado na modalidade de ensino a distância com previsão de 9 encontros presenciais. As instituições de Ensino Superior (IES) que integram a Rede Nacional do ProfSaúde/ MPSF são denominadas Instituições Associadas, e são responsáveis pela execução do curso.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Imagem: Mackesy Nascimento

21ª RAIC da Fiocruz Amazônia destacará “Infodemia” e maneiras de combatê-la na era da informação

Entre os dias 4 e 7/6, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizará a 21ª Reunião Anual de Iniciação Científica (Raic), no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIC) da Fiocruz Amazônia, com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A abertura do evento acontece na próxima terça-feira, às 8h, no Salão Canoas, auditório da Instituição.

A Raic é um evento que acontece anualmente em todas as unidades da Fiocruz. Durante a reunião, os bolsistas do PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia apresentam os resultados dos projetos desenvolvidos no período de vigência do Programa, por meio da exposição e discussão de seus trabalhos, para avaliação dos projetos e intercâmbio de experiências entre estudantes, pesquisadores e demais profissionais.

Para o coordenador do Programa no ILMD/ Fiocruz Amazônia, Yury Chaves, O evento representa um marco na trajetória dos acadêmicos. “A 21ª Reunião Anual de Iniciação Científica constitui um evento de grande relevância na trajetória acadêmica dos alunos de graduação. Esperamos contar com a ampla participação da comunidade do ILMD, a fim de prestigiar as apresentações dos excelentes projetos científicos desenvolvidos por esses alunos, evidenciando a elevada qualidade da produção científica da Amazônia”, destaca.

Confira AQUI a programação.

Essa experiência reforça a importância da iniciação científica na construção do conhecimento e incentiva os jovens pesquisadores a prosseguirem nas carreiras acadêmicas. Durante os quatro dias de Raic, serão apresentados 42 trabalhos de graduandos de diferentes Instituições de Ensino de Manaus, divididos nas seguintes sessões temáticas: Microbiologia, Biotecnologia e Bioprospecção, Parasitologia e Imunologia, Entomologia, Saúde Coletiva e Epidemiologia.

PAINEL DE ABERTURA

Com o tema “Infodemia: Como Combatê-la na Era da Informação?”, a palestra de abertura será apresentada por Cristiane Barbosa, professora do curso de Jornalismo da Faculdade de Informação e Comunicação, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). O objetivo é capacitar os participantes a identificarem, compreender e combater a proliferação de informações falsas e enganosas, especialmente em tempos de crise sanitária.

Durante a apresentação, a palestrante abordará temas cruciais como a definição e características da infodemia, os mecanismos de disseminação de desinformação nas redes sociais e mídias tradicionais, e os impactos negativos dessa desinformação na saúde pública. Além disso, serão discutidas estratégias eficazes de combate, incluindo o papel das instituições de saúde, a importância da educação midiática e digital, e a utilização de ferramentas de verificação de fatos. Casos de estudo reais serão analisados para ilustrar os desafios enfrentados e as melhores práticas desenvolvidas, proporcionando uma compreensão aprofundada e prática do tema.

Cristiane é doutora em Ciências da Informação com especialidade em Jornalismo e Estudos Mediáticos (UFP/Portugal-UFRGS). Graduada em Comunicação Social – Jornalismo (Ufam) e Mestre em Ciências da Comunicação (Ufam). É professora adjunta do curso de Jornalismo da Faculdade de Informação e Comunicação (FIC/Ufam). Vice-líder do Grupo de Pesquisa em Comunicação, Cultura e Amazônia (Trokano/Ufam), coordenadora do projeto de extensão Portal da Ciência (FIC/Ufam). Tem interesse por temas como Divulgação Científica e Tecnológica, Inteligência Artificial e Desinformação.

SOBRE O PIC

O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação; contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa e inovação tecnológica nos Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado para a melhoria das condições sociossanitárias na Amazônia;  estimular pesquisadores produtivos a envolverem estudantes de graduação em suas atividades científicas, tecnológicas e profissionais; e proporcionar ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimular o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados ou alvo da pesquisa.

PREMIAÇÃO

Os projetos que se destacarem durante a 21ª Raic, recebem premiação, sendo um em cada categoria. A premiação destaca anualmente projetos desenvolvidos por estudantes que integram o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIC) da Fiocruz Amazônia. Os bolsistas são avaliados por relatórios submetidos a uma banca de especialistas de diversas instituições do Estado e nacionais, de acordo com a temática.

ILMD / Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia alcança marca de 50 defesas de dissertação realizadas no Mestrado do PPGBIO-Interação

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação), da Fiocruz Amazônia, alcançará, na próxima segunda-feira, 3/06, a marca de 50 defesas de dissertação realizadas ao longo dos sete anos de existência do programa, em nível de mestrado. A dissertação de número 50 é da mestranda Amanda Lima Seixas, que é graduada em Biomedicina pela Uninorte. O trabalho, intitulado “Lesão Renal Aguda em Pacientes com Malária Vivax: revisão sistemática e avaliação clínico laboratorial de pacientes atendidos em unidade de referência de tratamento de doenças infecciosas”, teve como orientadora a doutora em Medicina Tropical pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Djane Clarys Baía da Silva.

“Chegar à 50a defesa de dissertação é uma marca expressiva para o PPGBIO-Interação”, aponta a pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Priscila Ferreira de Aquino, coordenadora do programa. Segundo ela, uma conquista que demonstra também o crescimento e amadurecimento do PPGBIO Interação e da sua missão formativa de recursos humanos desde a sua instalação em 2017, em nível de mestrado. Priscila explica que, em 2021, o programa deu início ao Doutorado, e vem se consolidando ao longo dos últimos anos com seu corpo discente e docente, contando hoje com 30 alunos de Mestrado e 37 de Doutorado matriculados.

Apesar de relativamente jovem, o PPGBIO-Interação já teve sua primeira avaliação quadrienal no último ciclo (2017-2020) obtendo o conceito 4 pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), do Ministério da Educação. Para a coordenadora, a formação de mestres em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro contribui para uma mudança de cenário no âmbito da saúde pública. “O programa foi criado justamente para auxiliar na redução de uma assimetria regional referente ao desenvolvimento científico e tecnológico para o enfrentamento de doenças infecciosas, através da formação e qualificação de pessoas”, salienta Aquino.

E completa: “Chegarmos nessa 50ª defesa é uma demonstração que estamos contribuindo na investigação dessa interação patógeno-hospedeiro frente a diferentes temáticas e agravos de saúde de relevância na Região Amazônica”. A pesquisadora caracteriza os projetos de pesquisa desenvolvidos pelo PPGBIO-Interação como sendo de alto nível e de importância fundamental para a Ciência e Tecnologia do Estado do Amazonas. “São pesquisas que vêm contribuindo para a Saúde Pública, em especial para a compreensão das diferentes interações biológicas, ecológicas e fisiopatológicas de doenças relevantes em nosso cenário amazônico”, ressaltou.

Para a biomédica Amanda Seixas, foi uma surpresa saber que a defesa de Mestrado que fará no próximo dia 3/06 será a de número 50 no PPGBIO-Interação. “Agora, eu fiquei muito mais empolgada para chegar o dia da minha apresentação. O Mestrado foi importante para minha vida porque eu pude evoluir como cientista e, também, representa o fechamento de um ciclo, um sonho que se realizou porque sempre desejei fazer Mestrado na Fiocruz, principalmente na área voltada para diagnóstico de doenças e interação patógeno-hospedeiro em si”, afirmou.

SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO

O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação) tem como objetivo a formação de profissionais em nível de Mestrado e Doutorado na área de Ciências Biológicas III, visando contribuir com o incremento da produção científica regional, ampliar a investigação em subcampos de conhecimento na área de saúde e impactar na redução de agravos de importância sanitária que persistem na região amazônica.

O curso tem como missão formar e capacitar recursos humanos na pós-graduação para o Sistema de Ciência e Tecnologia que atuem no enfrentamento de doenças infecciosas e outros agravos de saúde de importância na Amazônia, contribuindo para o desenvolvimento científico e tecnológico regional; visando formar profissionais com capacidade de desenvolver pesquisas de alta qualidade acadêmica e científica, que atuem na investigação das interações biológicas, ecológicas e fisiopatológicas das endemias de alta relevância no cenário amazônico.

O Programa possui uma única área de concentração, Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro, que englobam duas linhas de pesquisa: Eco-epidemiologia das Doenças Transmissíveis e Bioquímica, Biologia Celular e Molecular de Patógenos e seus Vetores.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Julio Pedrosa

Foto: Arquivo/Fiocruz Amazônia

Dados registrados

Número de registro, nome da espécie, autor, variedade, observação taxonômica, anamorfo, teleomorfo, número da coleção, data de entrada, doador, data e local de isolamento, identificação segundo o doador, nome antigo, coleções onde está depositada, substrato, hospedeiro, categoria do tipo, sexualidade, modo de preservação, fotos e imagens macro e microscópicas, aplicações e outras informações.

Público alvo

Pesquisadores, empresas privadas, instituições de pesquisa e outras coleções de cultura.

Serviços oferecidos

Aquisição, depósito, distribuição, preservação de bactérias, fungos filamentosos, leveduras e plasmídeos;

Caracterização de microrganismos, pesquisa e treinamento;

Realiza cursos sobre sistemática em fungos filamentosos, presta serviço de consultoria, emitindo laudos técnicos a terceiros. Orientação de teses de mestrado, doutorado e pessoal técnico especializado.

Coleção de Bactérias
Coleção de Fungos

Curadora

Ormezinda Celeste Cristo Fernandes

Contato

E-mail – ofernandes@amazonia.fiocruz.br
Endereço para correspondência – Rua Teresina, 476 – Adrianópolis – CEP – 69057-070

Fone: (92) 3621-2337 Fax: (92) 3621-2399