COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD

ILMD/Fiocruz Amazônia

A Coleção Biológica do ILMD

O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.

A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.

A Coleção Biológica do ILMD

Projeto de formação de trabalhadores da Saúde no cuidado das populações do Campo, Floresta e Águas reúne em Manaus equipe de facilitadores e articuladores que atuarão nos territórios

O Projeto de Formação de Trabalhadores e Trabalhadoras que atuam no Cuidado em Saúde das populações do Campo, Floresta e Águas, fruto de parceria entre o Ministério da Saúde, Fiocruz Amazônia e Rede Unida, realizou entre os dias 17 e 21/06, na Fiocruz Amazônia, em Manaus, a primeira oficina de formação destinada aos articuladores e facilitadores que ficarão responsáveis pela atuação junto aos profissionais de saúde nos territórios em questão. O projeto pretende beneficiar 3,5 mil profissionais de Saúde Primária em municípios de oito estados da Amazônia Legal, representando um importante passo para a execução da Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo, das Florestas e das Águas, criada em 2011 e que o Governo Federal começa a implementar com a iniciativa. Participaram, no total, desta primeira formação, 69 pessoas, sendo 31 facilitadores, oito articuladores, seis coordenadores e quatro conteudistas, dos Estados do Pará, Amapá, Maranhão, Acre e Amazonas, além de convidados de secretárias estaduais e municipais, Cosems-PA, Cosems-AC, Cosems-AM e Ministério da Saúde.

A atividade foi aberta pelo coordenador do projeto, o pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Júlio Cesar Schweickardt, do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa). Ele destacou a importância da presença do Ministério da Saúde no processo de construção das estratégias de execução do projeto. “A formação é feita em conjunto e nessa primeira, realizada em Manaus, contamos com o compromisso dos facilitadores e articuladores dos Estados, que aceitaram o desafio da construção de conteúdos, metodologias e abordagens a serem aplicadas pelo projeto. Saímos muito felizes com esse processo e, sobretudo, com o entusiasmo de todos que participaram desse momento”, explica o pesquisador. O projeto ganhou o nome Começo Meio Começo, inspirado no pensador quilombola Nego Bispo e como símbolo da busca constante por conhecimento e aprendizado na existência humana.

A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, agradeceu a confiança do Ministério da Saúde e se disse confiante no êxito da execução do projeto, dado o potencial do trabalho em rede da equipe montada pelo Lahpsa. “Receber esse projeto na Fiocruz Amazônia não é difícil quando se trata de uma articulação em rede, com capacidade de integrar e trazer vários parceiros, típico desafio que o Júlio (Schweickardt) nos apresenta e, de pronto, aceitamos, porque sabemos o quanto é importante formar pessoas na busca por melhorias para o sistema de saúde, sendo uma honra para nós atuarmos como protagonistas neste processo”, frisou Stefanie.

Também presente à abertura da formação, a coordenadora de Acesso e Equidade da Coordenação Geral de Saúde da Família e Comunidade da Secretaria de Atenção Primária à Saúde, do Ministério da Saúde, Lilian Gonçalves, destacou a importância do projeto como um vetor para o avanço das políticas públicas do Governo Federal no combate à desigualdade, principalmente na região amazônica. “Temos que agradecer pela existência do nosso presidente Lula e por temos a ministra Nísia Trindade à frente do Ministério da Saúde, o que demonstra uma intencionalidade de governo para este processo formativo. O projeto retoma o protagonismo do Governo Federal na condução das políticas públicas de saúde no âmbito nacional e traz o protagonismo de intencionalidade também para as instituições que já estavam fazendo educação permanente, mesmo num período do governo fascista, para o nosso país”, afirmou Lilian.

Ela destacou ainda a expertise da Fiocruz Amazônia, especificamente do Lahpsa e da Rede Unida, no processo formativo de saúde no território amazônico, com a diversidade de opiniões e de movimentos sociais organizados, e a parceria do Grupo da Terra, instituído pela ministra da Saúde, Nísia Trindade, em 13 de agosto de 2023,  Trindade, composto por mais de 20 movimentos sociais populares com a finalidade de rediscutir a política nacional de atenção integral à população do campo, da floresta e das águas. “Estamos agora com o compromisso de iniciar esse trabalho, junto com a vigilância e a educação permanente na formação de gestores e profissionais de saúde da Fiocruz Amazônia”, afirmou Lilian.

Coordenadora estadual do projeto, Ana Lúcia Nunes, gestora da Escola de Saúde Pública da Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão, agradeceu a oportunidade de parceria e destacou que o projeto possibilita o crescimento da atuação da ESAP-MA na educação permanente em saúde. “O cuidado com o trabalhador e a trabalhadora do SUS é a missão da escola, mesmo estando na Região Nordeste nós somos Norte e agradecemos estar participando desse processo, com pessoas da Escola de Saúde Pública, da saúde primária e facilitadores do Amazonas que estarão conosco no Maranhão”, afirmou.

Entre as facilitadoras citadas por Ana Lúcia, estão as pesquisadoras Denise Amorim, da Escola de Saúde Pública de Manaus, e Sônia Lemos, docente da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Para Denise, é grande a expectativa de atuação no projeto numa região com peculiaridades diferentes da realidade amazônica. “Participar da formação de facilitadores para o cuidado em saúde das populações do campo, floresta e águas é ter a oportunidade de dialogar com realidades singulares e plurais, na perspectiva de uma ecologia dos saberes que combina conhecimentos científicos e populares. É participar da possibilidade de dar visibilidade a essas populações e contribuir com a justiça social e os direitos à saúde e à vida”, afirmou.

Sônia Lemos ressalta que, ao facilitador, caberá o acompanhamento e a construção de aprendizagens com as turmas por meio dos conteúdos e estratégias pedagógicas propostas para a formação. “As expectativas são as melhores. Estar com as trabalhadoras e trabalhadores é uma grande oportunidade de compartilhar experiências e realizar aprendizagens que visam melhorar e consolidar a política nacional das populações do campo, floresta e águas”, comenta, destacando a importância do Lahpsa na sua atuação acadêmica, como docente e pesquisadora. “São os projetos desenvolvidos pelo Lahpsa que oportunizam o fazer com as pessoas e os territórios. Possibilitam construir conhecimento e cuidado, coletivos. Ampliam a visão sobre a vida e a importância de estar com nossas gentes”, frisou.

Julio Schweickardt destaca a importância da contribuição dada pelo Grupo da Terra no processo de concepção das formações. “O Grupo da Terra é formado por movimentos sociais que elaboraram a Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo, das Florestas e das Águas. Em março, apresentamos proposta da formação em uma consulta ao Grupo da Terra e fizemos uma consulta aos movimentos sociais acerca dos temas que seriam importantes para fazerem parte da formação”, relembra Schweickardt, afirmando que os integrantes contribuíram com conceitos, preocupações, ideias e experiências, na busca pela qualificação do cuidado com essas populações.

O pesquisador Alcindo Ferla, docente do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e coordenador geral da Rede Unida, enfatiza a contribuição da Fiocruz Amazônia, por meio da expertise do Lahpsa,  na acolhida do projeto pelos movimentos sociais. “A apresentação do projeto pelo dr Júlio Schweickardt teve uma acolhida muito grande pelos movimentos, sempre tão invisibilizados. O desafio do projeto é torná-los visíveis para que as equipes que organizam pontos de atenção nos territórios consigam enxergar esses movimentos, que pleiteam do Governo Federal iniciativas dessa natureza para que possam ter cada vez mais participação.

“Depois dessa escuta, convidamos as pessoas que estão ajudando na elaboração dos materiais e conteúdos e fomos construindo um percurso formativo, que chamamos de trilhas, movimento coletivo de construção, da formação, não trabalhamos com a ideia segmentação por módulos e sim de algo transversal, iremos trabalhar mais de 20 turmas espalhadas por toda a Amazônia”, observa Júlio Schweickardt.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Seminário discute Amazônia no contexto dos eventos climáticos extremos

O Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGSC) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e o curso de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM), desenvolvido em parceria com o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), promoveram nos dias 20 e 21/6, o seminário “Saúde Coletiva e Sustentabilidade: Amazônia no Contexto dos Eventos Climáticos Extremos”. O evento reuniu especialistas de diversas instituições para discutir os desafios socioambientais e de saúde na Amazônia.

Compuseram a mesa de abertura do seminário, o Coordenador da ESA, Antônio Eduardo Martinez; o Pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação da UEA, Roberto Sanches Mubarac; o Coordenador do PPGSC, André Luiz Machado das Neves; a Coordenadora do evento, Samia Feitoza Miguez; o Coordenador de Extensão da UEA, Wagner Ferreira Monteiro, e a pesquisadora, Luiza Garnelo, Docente do DASPAM e, Coordenadora do Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros grupos vulneráveis (SAGESPI – ILMD / Fiocruz Amazônia).

Representando a Vice-Diretora de Pesquisa e Inovação do ILMD/ Fiocruz Amazônia, a pesquisadora Luiza Garnelo, avalia o seminário de forma positiva, em especial para o estabelecimento de uma agenda que possibilite a discussão das questões climáticas, dado o atual momento de transição climática. “É um evento super importante, pois nós estamos vivendo essa grande transição climática, absolutamente negativa, mas a gente precisa superar essa unidisciplinaridade que a saúde muitas vezes adota, e o sanitarismo é um ambiente propício para isso, e abrir essa agenda de discussão, da questão climática, do socioambientalismo, da sociodiversidade e das desigualdades socias, gerando perfis endêmicos diversos, e para além disso, olharmos um pouco a sociedade civil amazônica e essas desigualdades socias que são o pano de fundo”, destaca Garnelo.

Coordenadora do evento, Samia Feitoza Miguez, destacou a importância do envolvimento dos profissionais que atuam na saúde coletiva, neste debate. “A saúde coletiva tem um papel fundamental nessa discussão, não só dos nossos futuros sanitaristas perceberem e problematizarem isso dentro das suas pesquisas como um tema transversal, mas abordarem diretamente os efeitos e consequências sanitárias que esse cenário de mudanças climáticas tem produzido, principalmente num contexto marcado por desigualdades sociais e econômicas. Não temos mais como pensar em adentrar esses múltiplos territórios amazônicos de unidades de conservação, de terras indígenas, de assentamentos, de áreas de várzea, sem pensar nessa problemática, sem pensar que ela é o nosso pano de fundo”, explica.

Segundo Samia, o atual momento climático, reafirma a necessidade de novos olhares e discussões sobre novos quadros sanitários. “Em outro momento, pensávamos que a sustentabilidade era o nosso pano de fundo, era preciso discutir o desenvolvimento sustentável, os objetivos do milênio, a agenda 2030. Agora, a gente chegou no momento, que precisamos discutir também as dinâmicas e atividades de regeneração dessas áreas que estão sendo impactadas. A gente já precisa pensar em problematizar esses novos quadros sanitários, e pensar nos efeitos que isso tem ocasionado na produção de doenças, de agravos emergentes, reemergentes, dentro dessas situações todas”, enfatiza.

Roberto Sanches Mubarac, avaliou de forma positiva a realização do evento. “Os dois programas tiveram muita felicidade em fazer essa articulação entre a saúde e a sustentabilidade, fazendo essa transversalidade extremamente importante, não focando apenas no público da pós-graduação, mas trazer também os alunos da graduação para fazer essa discussão. A gente precisa formar essas novas gerações para lidar com problemas tão sérios que a nossa geração deixou. Esse evento é essencial para que a gente possa aprender com os povos indígenas, com as novas gerações, para que a gente possa lutar por perspectivas melhores para nossa sociedade”, destaca.

SOBRE O PPGSC

O curso estrutura-se em torno de uma única área de concentração, SAÚDE COLETIVA. A área produz saberes e conhecimentos acerca do objeto “saúde”, articulando distintas disciplinas (epidemiologia; ciências sociais e humanas em saúde; políticas, planejamento e gestão de sistemas e serviços de saúde) que o contemplam sob vários ângulos; e um âmbito de práticas, onde se realizam ações em diferentes contextos por diversos atores, dentro e fora do espaço convencionalmente reconhecido como “setor saúde”.

Como campo de conhecimento, a Saúde Coletiva estuda o fenômeno saúde-doença enquanto processo social em populações; investiga a produção e distribuição das doenças na sociedade como resultado de processos de produção e reprodução social; analisa as práticas de saúde na sua articulação com as demais práticas sociais; procura compreender as formas pelas quais a sociedade identifica suas necessidades e problemas de saúde, busca sua explicação e se organiza para enfrentá-los. O programa se propõe a aprofundar o conhecimento técnico e acadêmico na saúde coletiva no contexto amazônico, aliado ao desenvolvimento de competências e habilidades na condução de estudos na área de Saúde Coletiva.

SOBRE O DASPAM

O curso tem como objetivos: Capacitar pesquisadores para exercitar análises críticas, utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais aplicadas à saúde, e de outras áreas conexas; Desenvolver modelos analíticos de processos de saúde/doença/cuidados, tomando como referência o quadro epidemiológico, econômico, sócio antropológico, histórico, biológico e ambiental no cenário regional e suas interfaces com os contextos nacional e internacional de globalização da Amazônia; Contribuir, teórica e tecnicamente, para a formulação, implementação e gestão de políticas setoriais, bem como atuar, neste campo, na docência e na pesquisa.

ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes

PROFSAUDE divulga resultado da terceira etapa – Prova Oral do processo de seleção para o Mestrado

A Comissão de Seleção do Mestrado Profissional em Saúde da Família – PROFSAÚDE, polo Fiocruz Amazônia, torna público o resultado da terceira etapa – Prova Oral, conforme Edital nº 01/2023. Confira aqui o resultado.

As provas foram aplicadas na Sala 101, primeiro andar do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), situado na Rua Teresina, 476, Adrianópolis, Manaus/AM, conforme disposição de horários estabelecida pela Comissão de Seleção.

SOBRE O PROFSAÚDE

O ProfSaúde/ MPSF é um programa de pós-graduação stricto sensu em Saúde da Família, reconhecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) do Ministério da Educação.

O curso visa formar profissionais aptos a atuarem como preceptores para graduação e residência médica em Saúde da Família, com o intuito de contribuir para a melhoria do atendimento dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), fortalecer as atividades educacionais de produção do conhecimento e de gestão na Saúde da Família nas diversas regiões do país e estabelecer uma relação integradora entre o serviço de saúde, os trabalhadores, os estudantes na área de saúde e os usuários.

O ProfSaúde/MPSF é semipresencial, com oferta nacional, realizado na modalidade de ensino a distância com previsão de 9 encontros presenciais. As instituições de Ensino Superior (IES) que integram a Rede Nacional do ProfSaúde/ MPSF são denominadas Instituições Associadas, e são responsáveis pela execução do curso.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia passa a integrar Conselho Estadual de Recursos Hídricos do Amazonas

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) passou a integrar, desde o último dia 13/06, o Conselho Estadual de Recursos Hídricos, órgão consultivo, deliberativo e normativo ligado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) do Amazonas, responsável pela criação de instrumentos de gestão integrada e participativa das águas subterrâneas e superficiais no Estado. Representando a Fiocruz Amazônia, a bióloga Luciete Almeida, chefe do Núcleo de Bacteriologia do Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS), fez a defesa da participação da Fiocruz Amazônia no colegiado, realizando uma apresentação acerca do trabalho desenvolvido pela instituição no monitoramento da qualidade da água em comunidades ribeirinhas no interior do Estado, por meio de projeto financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

As pesquisas de monitoramento da qualidade da água são objeto de estudo da pesquisadora Luciete Almeida, que também trabalha a questão da educação ambiental junto aos ribeirinhos. Com base nessa experiência, o ILMD/ Fiocruz Amazônia passou a tomar assento no CERH, como convidado fixo. O pedido de inserção foi feito durante a 57ª Reunião Ordinária, ocorrida em 13 de setembro de 2023. O pedido foi aprovado por unanimidade pela plenária. A apresentação institucional foi realizada no auditório da Sema. Para Luciete Almeida, a participação no Conselho abre a possibilidade de participação efetiva da Fiocruz Amazônia na discussão e aprovação de políticas públicas de recursos hídricos, com ênfase na questão da potabilidade.

O Projeto de Educação Ambiental em Comunidades Rurais do Estado do Amazonas: Uma proposta de pesquisa-ação para o monitoramento da qualidade da água”, desenvolvido por Luciete Almeida, foi apresentado no workshop “Água e Clima: Saberes da Amazônia”, promovido pela Sema, em março deste ano, destacando o compromisso da Fiocruz Amazônia em conscientizar as comunidades tradicionais amazônicas, sobre o consumo da água potável e os riscos oferecidos pela contaminação hídrica.

“A Fiocruz Amazônia, além de pesquisar também tem por responsabilidade levar o conhecimento às comunidades, e trabalhar para que elas se conscientizem quanto ao consumo correto da água, a importância de ações simples e pontuais que amenizam o impacto da contaminação hídrica, além de orientar as prefeituras quanto à adoção de políticas públicas, que solucionem ou reduzam o consumo de água contaminada por estas comunidades”, explica Luciete.

O projeto já foi executado em comunidades rurais de 12 municípios amazonenses. Como forma de orientar os moradores, são realizadas oficinas nas quais a equipe explica a importância do consumo da água potável, os impactos da contaminação hídrica, além de realizar a coleta e análise da água consumida pela comunidade. Os moradores também recebem cartilhas do projeto contendo orientações sobre a importância do consumo da água potável e dicas simples de como lavar as mãos, higienizar os vasilhames, a utilização correta do hipoclorito, entre outras.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Arquivo/Fiocruz Amazônia

Prorrogadas as inscrições ao processo de seleção de candidatos ao Doutorado em Saúde Pública na Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que oferecem em associação o Programa de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia, informam que as inscrições ao processo de seleção de candidatos, que se encerrariam nesta quinta-feira, 20/06, serão prorrogadas até as 16h da próxima segunda-feira, 24/06. Os interessados devem acessar o edital da Chamada Pública e encaminharem a documentação exigida dentro do prazo estipulado. O edital estabelece as normas para o processo de seleção pública de candidatos, oferecendo um total de 15 vagas, para ingresso a partir de setembro de 2024.

O curso terá sede em Manaus. Poderão participar do processo de seleção, candidatos portadores de diploma de graduação de duração plena, devidamente reconhecido pelo MEC e de diploma de Mestre em Saúde Coletiva ou áreas afins. O Curso será ministrado em regime integral, com duração mínima de 24 (vinte e quatro) meses e máxima de 48 (quarenta e oito) meses, incluindo a realização da defesa de tese. É de inteira responsabilidade do candidato o acompanhamento de todas as etapas do processo seletivo, bem como avisos de alterações ou divulgação de informações.

O coordenador do Daspam, o pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Júlio Schweickardt, destaca a importância do programa “na” e “para” a Amazônia, especialmente na formação de pesquisadores que possam interpretar, atuar e produzir conhecimento na região. “Importante ressaltar que o Daspam é o único Doutorado em Saúde Pública, oferecido em rede, na Amazônia, voltado para o público de todas as áreas do conhecimento, com destaque para a saúde coletiva”, salienta, reforçando a contribuição do programa aos sistemas de Ciência, Tecnologia e Inovação na região, de saúde que integram o Sistema Único de Saúde (SUS), as instituições de ensino e pesquisa e os movimentos sociais na região.

Para o presidente da Comissão de Seleção e docente permanente do Daspam, André Machado, o Doutorado em Saúde Pública na Amazônia representa uma oportunidade para profissionais interessados em compreender e enfrentar os desafios complexos e específicos da saúde pública na região amazônica. “Esta região, caracterizada por sua vasta diversidade biológica, cultural e social, enfrenta problemas de saúde singulares que demandam abordagens inovadoras e contextualizadas”, explica.

Machado enfatiza que, no contexto da Amazônia, a saúde pública vai além das questões convencionais de doenças e serviços de saúde. Abrange a interação entre as comunidades locais, o meio ambiente e as políticas de desenvolvimento sustentável. “O Doutorado em Saúde Pública na Amazônia prepara os estudantes para abordar essas questões de maneira holística e integrada, promovendo a saúde e o bem-estar das populações locais”, ressaltou.

E complementa: “O doutorado oferece uma formação robusta, de alto nível, que enriquece a trajetória profissional dos participantes, preparando-os para uma gama de oportunidades em organizações governamentais, não governamentais e no setor acadêmico”. O docente salienta ainda que os egressos do programa estão bem posicionados para contribuir com a pesquisa, o desenvolvimento de políticas públicas e a prática em saúde pública, “impactando positivamente a qualidade de vida das populações amazônicas e promovendo a equidade em saúde”, frisa.

O processo seletivo é composto de três etapas: Homologação das inscrições. Etapa eliminatória em caso da falta ou invalidade de algum documento; Prova de Saúde Coletiva. Etapa eliminatória em caso de ausência do candidato ou nota obtida inferior a 6,0 pontos; entrega e pontuação do pré-projeto de pesquisa, avaliação do currículo Lattes documentado e entrevista.

SOBRE O DASPAM

O Programa de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia tem como objetivo capacitar pesquisadores para exercitar análises críticas, utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais aplicadas à saúde, e de outras áreas conexas; Desenvolver modelos analíticos de processos de saúde/doença/cuidados, tomando como referência o quadro epidemiológico, econômico, sócio antropológico, histórico, biológico e ambiental no cenário regional e suas interfaces com os contextos nacional e internacional de globalização da Amazônia; contribuir, teórica e tecnicamente, para a formulação, implementação e gestão de políticas setoriais, bem como atuar, neste campo, na docência e na pesquisa.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Imagem: Mackesy Nascimento

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia realiza Centro de Estudos sobre o tema “Insegurança alimentar entre povos e comunidades tradicionais” nesta sexta-feira, 21/06

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promoverá nesta sexta-feira, 21/06, a partir das 10h, a palestra intitulada “Insegurança alimentar entre povos e comunidades tradicionais”, a ser ministrada pela nutricionista Amanda Forster Lopes, doutora em Ciências e professora do curso de Nutrição da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). O evento é uma iniciativa do Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros Grupos Vulneráveis (Sagespi), da Fiocruz Amazônia.

A palestrante destaca que, no Brasil, a Escala Brasileira de Segurança Alimentar (EBIA) é tida como o principal instrumento para avaliação da insegurança alimentar (IA). O enfoque, porém, é centrado na renda para acesso aos alimentos, não contempla os PCTs, que são grupos culturalmente diferenciados e altamente vulneráveis à insegurança alimentar (IA) enfrentada por povos e comunidades tradicionais (PCTs).

Na palestra, a pesquisadora trará aspectos de uma análise crítico-reflexiva sobre a aplicabilidade da EBIA no contexto das particularidades de PCTs como passo inicial de uma proposta de instrumento adaptado que possa trazer resultados de IA mais fidedignos a fim de subsidiar políticas públicas adequadas para atender as necessidades de saúde desse segmento da sociedade. A palestra ocorrerá em formato on line e pode ser acompanhada pelo link: https://us06web.zoom.us/j/84607021678?pwd=pUgRi0BP7XypvD9Fa3lxmr43zR6tZW.1 (ID 84607021678 e senha de acesso 973067), tendo, como moderadora, a pesquisadora em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia Amândia Braga.

SOBRE A PALESTRANTE

Professora do curso de Nutrição da UFAM. Amanda ForsterLopes é membro da equipe de pesquisadores do projeto “Avaliação psicométrica de instrumento de aferição de autonomia culinária: validade dimensional”, financiado por meio da Chamada CNPq/MCTI/FNDCT número 18/2021 – Universal. Coordenadora do projeto “Insegurança Alimentar e Nutricional e as dimensões do ambiente. Coordenadora da Liga Acadêmica de Nutrição e Saúde Coletiva (LANSC) desde 2022, Amanda Lopes é Doutora (2018) e Mestre (2015) em Ciências, área de concentração: Saúde, Ciclos de Vida e Sociedade (FSP/USP), especialista pelo Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Criança e do Adolescente – Área de Concentração Oncologia Pediátrica (GRAACC/IOP/UNIFESP, 2013) e graduada em Nutrição (UNESP, 2010).

Em sua atuação como pesquisadora, articula nutrição, saúde materno-infantil e saúde coletiva, especificamente nos temas estado nutricional na infância e fatores de risco relacionados, segurança alimentar e nutricional e políticas públicas em alimentação e nutrição.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Imagem: Mackesy Nascimento

Seminário de Avaliação e Acompanhamento do PROEP-LABS é realizado pela Fiocruz Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou, nos dias 13 e 14/06, o Seminário de Avaliação e Acompanhamento do Programa de Excelência em Pesquisa Básica e Aplicada em Saúde dos Laboratórios (PROEP-LABS/ILMD/Fiocruz Amazônia). O evento é o segundo reunindo representantes dos sete laboratórios de pesquisa com a finalidade de apresentar os resultados parciais e prestação de contas dos projetos que contam com financiamento do programa. O PROEP-LABS/ILMD Fiocruz Amazônia visa a promoção da excelência na pesquisa, inovação e o desenvolvimento tecnológico em saúde nos Laboratórios de Pesquisa do Instituto e conta com a colaboração de um Comitê de Seleção e Acompanhamento, formado por pesquisadores sêniores de outras unidades da Fiocruz e de instituições de pesquisa do Amazonas e do país.

Desta vez, o seminário teve como finalidade promover o acompanhamento dos projetos aprovados na Chamada N. 025/2022 – PROEP-LABS/ILMD FIOCRUZ AMAZÔNIA – Edição 2023/2025. O PROEP-LABS atende as Teses e Diretrizes estabelecidas no IX Congresso Interno da Fiocruz, que teve Relatório Final aprovado em 31/03/2022. Na Fiocruz Amazônia, a atividade é coordenada pela Vice-Diretoria de Pesquisa e Inovação. Para a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, o evento reflete o esforço institucional desenvolvido pela Fiocruz Amazônia no sentido de disponibilizar recursos para alavancar os laboratórios da unidade, sobretudo os mais novos e em fase de estruturação básica, potencializando a capacidade de captação de recursos dos mesmos junto às agências nacionais e internacionais.

“Estamos no segundo seminário e na quarta chamada pública do programa, num esforço importante para essa edição onde todos os laboratórios apresentaram propostas de projetos selecionadas pelo comitê e em implementação. Este seminário serve para demonstrar a diversidade de formas de ação dos laboratórios que se complementam, impactando a sociedade, desde a produção do conhecimento e tecnologia, como também na captação de ideias e promoção de políticas públicas adequadas para determinados grupos vulneráveis, como por exemplo, indígenas, ribeirinhos e quilombolas”, afirmou Stefanie.

A vice-diretora de Pesquisa e Inovação, Michele Rocha El Kadri, destaca como ponto positivo da iniciativa a possibilidade de troca de conhecimentos e informações entre os laboratórios. Ela relembra que, no início da atual gestão, durante uma oficina, realizada no mês de janeiro, visando a preparação para COP30, um dos pontos levantados pelos pesquisadores foi a necessidade de conhecer melhor o que outros grupos desenvolvem. “Esses momentos de encontros servem não somente para que identifiquemos potenciais pontos de convergência de interesses e pesquisas, mas para que o próprio laboratório também acompanhe o trabalho desenvolvido por colegas”, enfatizou.

Segundo El Kadri, durante o seminário de acompanhamento, todos os laboratórios, em suas apresentações, destacaram a importância desse investimento institucional tanto no apoio para funcionamento cotidiano do laboratório, quanto reforço na equipe de trabalho, destacando também a importância do PROEP para prospectar e captar novos recursos em fontes externas. “Outro ponto evidente foi o fortalecimento na formação de pessoas não só na pós-graduação, mas também na Iniciação Científica e no Provoc (Programa de Vocação Científica), da Fiocruz”, afirma Michele, salientando a excelência na contribuição do Comitê de Acompanhamento, formado pelos membros externos Bernardo Horta, pesquisador sênior visitante do ILMD/Fiocruz Amazônia;  Leandro Giatti, professor doutor do Programa de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) e Fábio Trindade Maranhão Costa, coordenador de Ações Internacionais do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Durante o seminário, cada representante de laboratório apresentou informações básicas do projeto, objetivos propostos e alcançados, metas e atividades realizadas, resultados alcançados, dificuldades encontradas, sugestões e conclusões. Um dos projetos, “Morbimortalidade por doenças e agravos transmissíveis e não transmissíveis na Amazônia brasileira: aspectos hidro-climáticos, socio-sanitários, espaço-temporais e terapêuticos”, foi apresentado pelo pesquisador da Fiocruz Amazônia, Jesem Orellana, chefe do Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia (Legepi). O projeto tem como objetivo avaliar padrões, fatores associados e prognósticos da morbimortalidade por doenças e agravos transmissíveis e não transmissíveis na Amazônia brasileira, com enfoque em aspectos hidro-climáticos, socio-sanitários, espaço-temporais, alimentares e terapêuticos.

Para Orellana, a oportunidade de apresentar resultados parciais e prestação de contas dos projetos de pesquisa demonstra a forma transparente com que é feito o investimento dos recursos no fomento aos laboratórios. “A degradação da Amazônia e as mudanças no clima podem produzir impactos diretos ou indiretos na saúde da população. Doenças e agravos à saúde tropicais conhecidos, alguns imunopreveníveis, como a dengue e outras arboviroses, a malária, a tuberculose, as hepatites virais, a leptospirose, a leishmaniose e a febre amarela, assim como doenças emergentes como a Covid-19, doenças reemergentes como a Monkeypox ou ainda doenças e agravos à saúde considerados “não-transmissíveis” como o excesso de peso, a desnutrição, as neoplasias e as diferentes formas de violência interpessoal e auto infligidas, seguem constituindo como desafios sociosanitários permanentes na região”, ressalta Orellana.

SOBRE O PROEP-LABS

O Programa objetiva apoiar projetos de pesquisa que visem à promoção da excelência na pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico em saúde do ILMD/Fiocruz Amazônia. A iniciativa está alinhada à Resolução n. 003/2022, do Conselho Deliberativo, de 16 de novembro de 2022 e, às diretrizes de planejamento da Fiocruz.

O PROEP-LABS possui ainda o intuito de fortalecer a estrutura e o desenvolvimento de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação nos Laboratórios de Pesquisa e pesquisadores da Instituição, garantindo a sustentabilidade, incentivando a produtividade e a avaliação contínua de desempenho, contribuindo com o compromisso de excelência em pesquisa do ILMD/Fiocruz Amazônia. O programa visa à promoção da excelência na pesquisa, inovação e o desenvolvimento tecnológico em saúde nos Laboratórios de Pesquisa do ILMD/Fiocruz Amazônia.

A partir do êxito alcançado ao longo de suas edições, hoje se constitui como um Programa Institucional Estratégico, compondo o portifólio de programas perenes estruturantes, juntamente com o Programa de Iniciação Científica, Programa Visitante Sênior. Com os investimentos do PROEP, tem sido fortalecida a estrutura de pesquisa nos Laboratórios da Instituição, garantindo sustentabilidade de projetos de longo prazo, incentivando a produtividade, a captação de novos recursos e a avaliação contínua de desempenho, contribuindo com o compromisso de excelência em pesquisa do Instituto.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Fiocruz Amazônia recebe equipe do Cogig para a primeira manutenção preventiva e corretiva de 2024

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebeu, ao longo das duas últimas semanas, entre os dias 2 e 14/06, a equipe multidisciplinar do Departamento de Manutenção e Equipamentos Científicos (Demeq), da Coordenação Geral de Infraestrutura dos Campi (Cogic), da Fiocruz (RJ), com o objetivo de promover inspeções preventivas e corretivas, além de qualificações de performance, nos equipamentos dos laboratórios da unidade, bem como nos instalados nas unidades descentralizadas localizadas na sede da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Fundação de Medicina Tropical Dr Heitor Vieira Dourado (FMT-AM) e Universidade Federal do Amazonas (Ufam). A finalidade é manter os equipamentos funcionando em condições normais de uso, segurança e qualidade, contribuindo para o bom andamento das pesquisas desenvolvidas.

De acordo com o coordenador da equipe, Hilne Arndt Cabral, nesta visita foram atendidos 378 equipamentos, entre manutenção preventiva, inspeções, manutenção corretiva e qualificação de cabines. “Recuperamos 13 equipamentos, que estavam fora de uso há algum tempo, e identificamos e listamos, junto com o Serviço de Infraestrutura (Seinfra), do ILMD/Fiocruz Amazônia, as peças de reposição para atender a demanda de manutenção corretiva em oito equipamentos”, destacou Hilne, enfatizando a importância da parceria dos servidores da unidade para o êxito da atividade. “O profissionalismo, a atenção e o carinho de todos os envolvidos nessa visita, desde a direção até o pessoal da infraestrutura, apoio administrativo e dos laboratórios, foi fundamental para o balanço positivo da ação”, ressaltou.

A equipe técnica da Cogic/Demeq que visitou Manaus é composta por seis técnicos: Hilne Arndt Cabral (microscopia e supervisão), Sérgio Paulo Silveira (refrigeração fina), Luis Cláudio Guimarães (balanças e medidores de pH), Rafael Farias e Filipe Barreto (equipamentos de laboratório) e Rodrigo Santos (qualificação de cabines). Para a assessora de Gestão de Qualidade, da Fiocruz Amazônia, Ângela Alves da Silva, a gestão do parque de equipamentos faz parte do atendimento às normativas de um Sistema de Gestão da Qualidade, incluindo o controle de manutenções corretivas, preventivas e qualificações. “Além de preservar o funcionamento do ativo, evitar desgastes e aumentar sua vida útil, a conformidade com a ISO 9001 pode garantir que os processos de gestão desses equipamentos estejam alinhados com padrões reconhecidos internacionalmente para garantir a qualidade dos resultados dos testes e análises realizados”, explica Ângela.

A assessora informa que os resultados dos trabalhos realizados pela equipe da COGIC/Fiocruz irão compor o registro dos equipamentos laboratoriais do ILMD, bem como o Plano de Manutenções Preventivas da área da pesquisa. “As atividades de pesquisas na área de saúde pública requerem a utilização de equipamentos e instrumentos com alta confiabilidade e operacionalização eficiente, uma vez que os volumes de amostras e substâncias manuseadas possuem requisitos de precisão e pureza”, observa Ãngela.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Dados registrados

Número de registro, nome da espécie, autor, variedade, observação taxonômica, anamorfo, teleomorfo, número da coleção, data de entrada, doador, data e local de isolamento, identificação segundo o doador, nome antigo, coleções onde está depositada, substrato, hospedeiro, categoria do tipo, sexualidade, modo de preservação, fotos e imagens macro e microscópicas, aplicações e outras informações.

Público alvo

Pesquisadores, empresas privadas, instituições de pesquisa e outras coleções de cultura.

Serviços oferecidos

Aquisição, depósito, distribuição, preservação de bactérias, fungos filamentosos, leveduras e plasmídeos;

Caracterização de microrganismos, pesquisa e treinamento;

Realiza cursos sobre sistemática em fungos filamentosos, presta serviço de consultoria, emitindo laudos técnicos a terceiros. Orientação de teses de mestrado, doutorado e pessoal técnico especializado.

Coleção de Bactérias
Coleção de Fungos

Curadora

Ormezinda Celeste Cristo Fernandes

Contato

E-mail – ofernandes@amazonia.fiocruz.br
Endereço para correspondência – Rua Teresina, 476 – Adrianópolis – CEP – 69057-070

Fone: (92) 3621-2337 Fax: (92) 3621-2399