COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD
ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia
O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.
A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.
Ormezinda Celeste Cristo Fernandes
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Projeto Comunitário de Saúde Santa Maria elege práticas esportivas como estratégia indutora da melhoria da qualidade de vida na comunidade
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio do Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros Grupos Vulnerávais (Sagespi), realizou uma solenidade simbólica de encerramento do Projeto Comunitário de Saúde de Santa Maria, reunindo comunitários, representantes do poder público municipal e a equipe executora do projeto, em um dia inteiro de atividades para apresentar as ações desenvolvidas na comunidade e os resultados práticos obtidos pelo projeto, ao longo dos dois anos de implementação na localidade, situada na zona rural de Manaus, na margem esquerda do Rio Negro. De acordo com o coordenador do projeto, o pesquisador da Fiocruz Amazônia Fernando Herkrath, chefe do Sagespi, os resultados demonstraram ser possível a reorientação do modelo do cuidado em saúde, a partir de um trabalho desenvolvido em conjunto com a comunidade.
“O projeto se mostrou de extrema importância, uma vez que os resultados apontaram para a possiblidade de se promover uma reorientação do modelo do cuidado, atualmente muito centrado no serviço, a partir de uma construção coletiva, de forma a se obter uma maior resolutividade na promoção da saúde e prevenção de doenças na população”, explica Herkrath. A participação comunitária no processo de planejamento, organização e oferta dos serviços de saúde mostrou-se uma estratégia eficaz para se construir modelos participativos de atenção à saúde, nos quais a comunidade tem protagonismo, junto com os diversos atores que atuam no território, especialmente em se tratando de localidades rurais, como é o caso de Santa Maria, onde os resultados já são perceptíveis. “É nítida a contribuição e a mudança na forma de lidar com o processo saúde/doença no território e a participação ativa que a comunidade tem hoje no cuidado em saúde, atuando em conjunto”, destaca.
Ao longo de dois anos, o projeto se baseou na metodologia de Impacto Coletivo, que tem como proposta encontrar soluções para problemas complexos de forma coletiva e articulada com vários atores. O trabalho foi dividido em fases, sempre em construção conjunta com a comunidade, destacando sete processos ligados ao cuidado em saúde, reconhecendo as especificidades do território, como forma de lidar com os determinantes associados ao adoecimento da população, especialmente em se tratando das doenças crônicas não transmissíveis, fortemente relacionadas aos determinantes sociais e aos modos de vida dessas populações. “A comunidade Santa Maria aceitou o desafio e foi desenvolvido um trabalho exitoso, em que a prática de atividades físicas, tema escolhido como eixo prioritário condutor pela comunidade, passou a ser integrado às suas rotinas, o que contribuiu na melhoria da qualidade de vida da população, afirma a psicóloga e bolsista do Sagespi, Ane Nunes.
Na prática, as ações estabelecidas pela comunidade foram: acompanhamento do projeto, rodas de conversa, divulgação das ações junto à comunidade, grupos de caminhada, gincana para as crianças, implementação da prática de vôlei e torneios de futebol, natação e crossfit, com capacitação de comunitários para o treinamento das modalidades esportivas, em parceria com o Instituto Mulheres que Brilham. Essas atividades passaram a fazer parte da rotina diária dos comunitários. “O serviço de saúde que não conseguir considerar a participação comunitária certamente terá ações menos eficazes, porque vão depender apenas do próprio serviço assistencial, em geral centrado na doença, e que, no caso, tem característica itinerante por se tratar de um território rural remoto”, explica Fernando Herkrath.
A participação da comunidade aproxima os profissionais de saúde da Atenção Primária e ajuda no enfrentamento aos determinantes que causam o adoecimento da população, especialmente no que se refere às doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes e hipertensão. “São doenças que têm relação com os modos de vida dessa população, daí a importância do trabalho em conjunto, respeitando as especificidades de cada território par se ter uma maior adequação e resolutividade do cuidado”, ponderou Herkrath.
Para o pesquisador, o apoio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa-Manaus) também foi fundamental para o êxito do projeto. “A Semsa Manaus abraçou a iniciativa e foi uma parceira importante, estando junto em diversos momentos, ao longo do projeto, para além desse momento simbólico de finalização por entender a importância de abordagens ampliadas em saúde para esses territórios, ainda mais com a rápida mudança do perfil epidemiológico. Esperamos que esse modelo agora possa ser ampliado e replicado nas demais comunidades cobertas pelas equipes fluviais e ribeirinhas”, comentou Fernando.
COMPROMISSO
Presente à reunião, a subsecretária de Gestão de Saúde da Semsa, Aldeniza Araújo, avaliou a iniciativa como um reforço ao compromisso da secretaria de aprimorar cada vez mais a qualidade dos seus serviços, indo ao encontro das demandas do território e estimulando a participação dos usuários na construção de soluções. “Agradecemos a parceria da Fiocruz e, principalmente, a participação efetiva da comunidade na elaboração de um plano de saúde baseado na sua realidade. Observamos que a prática de atividades físicas é uma prioridade para a promoção da saúde nesse território, o que mostra que os usuários já se sensibilizam sobre a importância do autocuidado para evitar doenças e controlar determinadas condições, o que vai ao encontro do que nós reforçamos no cotidiano das nossas unidades”, reforçou Aldeniza Araújo.
Da Semsa, estiveram presentes também a diretora da Atenção Primária, Sonja Ale Farias; a diretora do Departamento de Gestão da Educação na Saúde, da Escola de Saúde Pública (Esap), Ivamar Moura; a chefe do Núcleo de Pesquisa, Extensão e Inovação em Saúde da Esap, Maria Poinho Encarnação de Morais; o diretor do Distrito de Saúde Rural (Disa Rural), Rubens dos Santos Souza; o diretor da Unidade de Saúde da Família Fluvial Dr. Ney Lacerda, Assis Cavalcante da Silva; o dretor da Unidade de Saúde da Família do Pau Rosa, Alef Lopes da Silva; a gerente de Vigilância em Saúde, Ana Lúcia Serrão Pereira Nabero; a Gerente de Administração, Ana Carla da Silva Queiroz, e a agente comunitária de saúde Maria Tereza Silva Rocha , responsável pela unidade de saúde na comunidade.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Divulgação/Fiocruz Amazônia
Bosquinho e Oswaldinho comemoram os 70 anos de instalação do INPA em Manaus
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) prestigiou na manhã deste sábado, 27/07, a comemoração dos 70 anos de instalação do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), levando para o Bosque da Ciência, em Manaus, o boneco Oswaldinho, mascote da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma), e o jogo interativo do Tapetão dos ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável), que chama a atenção de crianças, jovens e adultos para as metas da Agenda 2030 estabelecidas pela ONU. Desta vez, o Oswaldinho teve como anfitrião o novo mascote do Bosque da Ciência, o Bosquinho, que interage com a garotada que visita o local, nos finais de semana.
“O INPA passou a existir concretamente há 70 anos atrás e resolvemos celebrar aqui no Bosque da Ciência, entre os servidores, colaboradores e o nosso público visitante, a quem queremos agradecer neste e em todos os dias pela presença, desejando que todos tenham momentos agradáveis e de conhecimento, porque o Bosque existe para que tenham momentos agradáveis e de aprendizagem”, destacou o diretor do INPA, Henrique Pereira, convidando a todos para o “Parabéns pra você”. O diretor agradeceu também a parceria com a Fiocruz.
A comemoração contou também com diversas atividades educativas e interativas voltadas para todas as idades, promovidas pelos Laboratórios e grupos de pesquisa, que integram o INPA, a exemplo do Mundo dos Insetos, Insetos Aquáticos, Invertebrados Terrestres, Quelônios da Amazônia (Cequa), Malária e Dengue e Vida de Gavião Real. Além disso, a atividade O que eu vejo no Bosque e o Jogo Ecoethos da Amazônia do Laboratório de Psicologia e Educação Ambiental (Lapsea).
“Cada dia que convivemos aqui dentro é um dia especial de comemorar com a sociedade esse novo olhar do INPA para com o Bosque da Ciência e a sua interface com a sociedade”, afirmou o gestor do Bosque, Jorge Lobato, agradecendo a comunidade e a equipe que atua na unidade.
HISTÓRICO
O Inpa foi criado em 29 de outubro de 1952, mas só foi instalado em 27 de julho de 1954. A definição de Manaus para sede do Inpa foi sugerida pelo botânico Adolfo Ducke que indicou a cidade como local para instalação do Instituto, porque, em sua opinião, representava a síntese da flora e fauna amazônicas. O presidente Getúlio Vargas aceitou a sugestão, e em 29/10/1952, baixou o Decreto 31.672 de criação do Inpa.
No início, o Inpa funcionou por quase duas décadas em sedes alugadas, no Centro de Manaus. A consolidação ocorreu quase duas décadas depois com a construção da sede própria, no bairro do Aleixo, e uma maior contratação de recursos humanos.
O Instituto tornou-se modelo no mundo nos estudos de biologia tropical, sendo um grande gerador de conhecimento sobre a biodiversidade, os ecossistemas e o papel da floresta amazônica na mudança climática. Desde o fim da década de 1990, é sede de uma das maiores redes internacionais de estudos sobre as interações da biosfera amazônica com a atmosfera.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa (Com informação da Ascom/INPA)
Fotos: Julio Pedrosa
Fiocruz Amazônia prestigia formatura em homenagem aos 54 anos do 2º Grupamento de Engenharia do Exército Brasileiro
/em Notícias /por Julio OliveiraA diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, compareceu nesta sexta-feira, 26/07, à solenidade de formatura de oficiais do 2º Grupamento de Engenharia Rodrigo Octávio, com sede em Manaus. O evento, alusivo ao aniversário de 54 anos do 2ºGptE, foi marcado pela reinauguração do Memorial Rodrigo Octávio, espaço dedicado à exposição de acervo contando a história do Grupamento e seu patrono, general Rodrigo Octávio. Na oportunidade, o comandante do 2º Grupamento de Engenharia, o General de Brigada Luís Cláudio Brion Cardoso, saudou a todos os presentes, enaltecendo o papel estratégico do Exército Brasileiro para a Amazônia e agradecendo às instituições parceiras que apoiaram as missões do 2º GptE na região, com a entrega do Certificado de Amigo do Batalhão a personalidades e autoridades.
“Desde o final da década de 60, a Engenharia do Exército está aqui trabalhando para integrar a Amazônia ao Brasil e fazer com que essa região seja brasileira”, afirmou o General Brion. O 2º GptE está organizado com um Quartel General, uma Companhia de Comando e tem atualmente sete Organizações Militares Diretamente Subordinadas – 5º Batalhão de Engenharia de Construção (5º BEC), 6º Batalhão de Engenharia de Construção (6º BEC), 7º Batalhão de Engenharia de Construção (7º BEC), 8º Batalhão de Engenharia de Construção (8º BEC), 21ª Companhia de Engenharia e Construção (21ª Cia E Cnst), Comissão Regional de Obras da 12ª Região Militar (CRO 12) e Companhia de Comando do 2º Grupamento de Engenharia (Cia C/2º Gpt E), abrangendo os estados do Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia e Pará.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Fiocruz realiza cerimônia de assinatura do Termo de Doação do Imóvel, sede do ILMD
/em Notícias /por Carlos GomesPesquisadores, bolsistas e colaboradores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) participaram da cerimônia de assinatura do Termo de Doação do Imóvel da Sede da Instituição. A iniciativa foi fruto de parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Fundação Nacional de Saúde/Superintendência Estadual no Amazonas (Funasa/Suest), a Superintendência do Patrimônio da União no Estado do Amazonas (SPU-AM) e o ILMD/Fiocruz Amazônia.
A ação é um marco histórico para a Unidade, que oficializa a doação do imóvel de forma definitiva, no mesmo ano em que completa 30 anos de existência. Compuseram a mesa diretiva da solenidade, o Superintendente do Patrimônio da União no Amazonas, Mauro Leno Rodrigues de Souza; a Superintendente da Fundação Nacional de Saúde/Superintendência Estadual no Amazonas, Leudes Pereira Ajuricaba; a Diretora Executiva Adjunta da Fundação Oswaldo Cruz, Priscila Ferraz Soares; o chefe de gabinete da Coordenação Geral de Infraestrutura dos Campi – Cogic/Fiocruz, Jorge Pessanha; a Diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Stefanie Costa Pinto Lopes; o ex-diretor e pesquisador do ILMD, Sérgio Luiz Bessa Luz, e a ex-diretora e pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Maria Luiza Pereira Garnelo.
A Diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, celebrou o importante passo, ao lado de ex-diretores da instituição. “Estou há sete meses como Diretora do Instituto. Convocar os ex-diretores para esta cerimônia é a segurança de um ato histórico. A Fiocruz, aqui, virou algo gigantesco, ao longo do tempo só cresce e se fortalece. Com isso, precisa de mais espaço, mais pessoas para lidar com os desafios que são muito importantes na saúde pública desse Estado e da Amazônia. Tenho o prazer e orgulho de celebrar e fazer parte dessa história”, destaca.
A Fiocruz ocupou o imóvel da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), a partir do ano de 2002, por meio de um Termo de Comodato, transformado em um Termo de Cessão de Uso. Devido aos investimentos feitos no imóvel e às consequentes transformações pelas quais passou, após 2010, iniciaram as tentativas junto à Funasa para conseguir a doação definitiva. Já em 2017, o então Diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia, Dr. Sérgio Luz, solicitou o apoio da Presidência da Fiocruz para interceder junto à Funasa, no intuito de avançar com o pedido de doação do imóvel. Ao ser acionada, a Presidência buscou apoio junto à Presidência da Funasa, em Brasília, que acolheu o pleito e, iniciou um novo processo com autorização e parecer jurídico favorável, enviado à Superintendência de Manaus.
Na oportunidade, Sérgio Luz falou sobre os desafios enfrentados até que a regularização fosse concretizada. “Quando entrei na direção, em 2013, nós começamos a estabelecer os contatos com a Funasa, na tentativa de fazer a transferência do terreno, para fazer a regularização do imóvel, e, de lá em diante, em 2017, quando a gente começou as negociações com o exército brasileiro para a sessão do terreno, onde vai ser nossa futura sede, aproveitei o trabalho que estávamos desenvolvendo junto ao patrimônio, para pedir ajuda, pensando em resolver a situação da transferência do imóvel”, explicou Luz.
O chefe de gabinete da Cogic/Fiocruz, Jorge Pessanha, destacou o empenho da Fiocruz em concluir o processo de doação do imóvel. “Foi com grande satisfação e empenho que a gente conseguiu chegar nesse momento. Superamos todas as dificuldades, que foram muitas, cada vez que estávamos chegando perto de finalizar o processo, enfrentávamos uma dificuldade, mas hoje finalmente conseguimos fechar esse processo e acredito que todos estejam felizes com mais essa entrega que está sendo feita pela Dirac, pela presidência da Fiocruz, apoiando todas as unidades regionais”, destacou Jorge Pessanha.
A Diretora Executiva Adjunta da Fiocruz, Priscila Ferraz Soares, relatou sobre a felicidade de concretizar este momento de suma importância para o desenvolvimento institucional, no ano em que a Fiocruz Amazônia completa 30 anos de existência, com a missão de contribuir para a melhoria das condições de vida e saúde das populações amazônicas e para o desenvolvimento científico e tecnológico regional, integrando a pesquisa, a educação e ações de saúde pública. “É um prazer enorme estar aqui, representando nosso presidente Mario Moreira, que estará aqui em breve, na comemoração dos 30 anos, assim como é uma satisfação pra mim pessoalmente, especialmente por estar aqui em um dia em que se celebra um marco de uma história longa e complicada, que foi a gente formar essa doação dessa sede, que compõe a história da Fiocruz”, pontua.
A Funasa cedeu o imóvel à SPU por meio do Termo de Comodato nº 337/98 e convênio nº 2417/98. No dia 09/04/2024, a Advocacia Geral da União (AGU) emitiu um relatório no qual se demonstrou favorável à doação do imóvel da SPU para a Fiocruz. O contrato foi assinado pelo Presidente da Fiocruz, Dr. Mário Santos Moreira, e pelo Superintendente do Patrimônio da União no Amazonas, Dr. Mauro Leno Rodrigues de Souza, no dia 13/06/2024.
ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes
Fiocruz Amazônia realiza encontro para discutir direitos à saúde para mulheres migrantes
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realiza até a próxima sexta-feira, 26/07, na Escola de Enfermagem de Manaus, o Encontro sobre Direitos Sexuais e Reprodutivos de Mulheres Migrantes, evento promovido pelo Projeto Ágape Manaus, no âmbito do Fortalece SUS, projeto desenvolvido pela Fiocruz Amazônia, tendo o ReGHID (Necessidades e Desafios Relacionados à Saúde Sexual e Reprodutiva de Mulheres Adultas e Adolescentes Migrantes), consórcio liderado pela Universidade de Southampton, na Inglaterra, como referencial. O objetivo do encontro é o de promover a troca de experiências entre profissionais do SUS, nas diferentes esferas, e mulheres migrantes, no contexto amazônico. O evento visa aprofundar também as discussões em torno da elaboração de propostas ou adequação de políticas públicas voltadas para melhoria da qualidade do atendimento em saúde para essa população em condição de vulnerabilidade social.
A pesquisadora social da Fiocruz e coordenadora do Projeto Fortalece SUS, Rita Bacuri, explica que o objetivo foi o de proporcionar uma discussão ampliada sobre a situação das mulheres migrantes, de um modo geral, junto com pesquisadores e especialistas da Fiocruz, Universidade de Southampton, Universidade de Brasília (UNB), Faculdade de Medicina da Universidade de Los Andes (Colômbia), Secretaria Municipal de Saúde (Semsa/Manaus), Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) e representantes do ReGHID em atuação nos demais países onde a pesquisa foi aplicada, a exemplo da Colômbia. “Mais importante foi termos conseguido a adesão de um número significativo de mulheres migrantes para participar do encontro e podermos proporcionar as condições ideais para que pudessem estar presentes, como espaço para os seus filhos, alimentação e transporte”, afirma Bacuri. No total, o encontro conta com a participação de 18 mulheres migrantes inscritas, entre venezuelanas e haitianas.
O evento foi aberto na segunda-feira, 22/07, com a participação da diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, que agradeceu o empenho da equipe do Projeto Fortalece SUS na proposição do debate acerca da equidade no acesso à Saúde. “Essa é uma população invisibilizada que merece toda a nossa dedicação, respeito e atenção. O trabalho em prol da saúde e da equidade é desafiador em se tratando da população migrante e toda ação de mobilização é superimportante. Toda minha admiração e orgulho por esse trabalho e, em especial, à nossa agente de transformação, Rita Bacuri, por ter aceitado essa empreitada. Isso é fazer junto, é inclusão de verdade, não só no discurso, mas na prática a partir de evidências que proporcionam mudanças e melhorias na qualidade de vida da população refugiada e migrante”, argumentou.
A pesquisadora Pia Riggirozzi, PhD da Universidade de Southampton, coordenadora do ReGHID, abriu a programação de paineis. Ela abordou o tema A migração Sul-Sul e Sul-Norte, focando na migração entre os países da América Latina e o fluxo migratório entre as américas do Sul e do Norte. “A pesquisa ouviu um universo de 2 mil mulheres migrantes, vítimas de violência sexual e discriminação, revelando dados alarmantes referentes à saúde, como falta de acesso a medicamentos, alimentação, anticontraceptivos, apoio psicológico para superar os traumas das violações sofridas”, explicou Pia.
A médica Maria do Carmo Leal, pesquisadora visitante da Fiocruz Amazônia, coordenou a parte do ReGHID no Brasil, em parceria com a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), e destaca a importância da realização do encontro. “Esse trabalho é de fundamental significância para entendermos o contexto em que se encontram essas mulheres. Continuar com os eventos para mostrar aos gestores públicos as dificuldades que as mulheres enfrentam é de suma importância”, afirmou a médica.
A programação contou ainda com palestras sobre a Frente Nacional pela Saúde de Migrantes como prática emancipatória, pelo pesquisador da UNB Alexandre Branco Pereira; Boas práticas em saúde de acolhimento à população migrante de Manaus, pelo sociólogo Celso de Souza Cabral, chefe da Divisão de Promoção da Equidade às Populações Vulneráveis da Semsa-Manaus; e Relato de experiência: atenção a pessoas migrantes em situação de rua em Manaus, com a psicóloga Raquel Lira de Oliveira Targino, da Semsa-Manaus. Entre as atividades e dinâmicas desenvolvidas com as participantes, foram feitas aplicações de testes de conhecimento, autocuidado, quebra-gelo: a viagem de Martina, saúde mental, luto migratório, rotas de apoio e orientação a mulheres migrantes, equidade de gênero, anticoncepção, cuidados durante a gravidez, entre outras.
Representando o secretário municipal de Saúde de Manaus, Djalma Coelho, a coordenadora municipal da Saúde da Mulher, Lucia Freitas, participou da abertura do evento fazendo um apanhado dos serviços prestados à população migrante e os avanços obtidos ao longo dos últimos anos. “A Semsa-Manaus vem trabalhando diversas ações desde o início da intensificação do fluxo migratório de venezuelanas para o Brasil, muitas vindas em busca de ajuda para problemas de saúde. Com a ajuda de parceiros, como a Fiocruz, a Unfpa (Fundo de População das Nações Unidas) e a Escola de Saúde Pública do município de Manaus, conseguimos vencer os principais desafios, a começar pela comunicação. Muitas chegavam sem intérpretes para retirada de implantes contraceptivos subdérmicos. Não tínhamos esse serviço e foi preciso nos adaptarmos, hoje temos cinco ambulatórios que fazem a retirada desses implantes na porta de entrada do SUS”, exemplificou.
A coordenadora executiva do Ágape Manaus, Paula Fonseca, pesquisadora-bolsista da Fiocruz Amazônia, explica que o encontro deverá resultar em propostas de intervenções educacionais ou de atendimento em saúde planejadas em conjunto com as instituições parceiras, visando atender as lacunas decorrentes da falta de conhecimento acerca dos fluxos de atendimento e itinerários terapêuticos do SUS. “Observamos nas falas das mulheres migrantes que ainda precisamos difundir informações sobre o funcionamento do nosso Sistema Único de Saúde, como por exemplo, a hierarquia entre os diferentes níveis de atenção: primário (atenção básica), secundário (média complexidade) e terciário (alta complexidade), quando e como procurá-los”, avaliou a coordenadora.
RENASCIMENTO
Para a assistente social venezuelana Geise Sulamita Barroso Rodrigues, 39, o Encontro sobre Direitos Sexuais e Reprodutivos de Mulheres Migrantes demonstra, de fato, para a população refugiada e migrante a importância da participação nos processos de desenvolvimento das políticas públicas e de acesso a direitos humanos. “Além de importante, esse tipo de evento promove em nós, mulheres migrantes, um fortalecimento interno de reconhecimento de que o território se importa conosco, em especial a Fiocruz mantendo a atenção desse estudo sobre a saúde sexual e reprodutiva, fomos tomadas em consideração, fomos vistas no processo em meio de muitas mulheres. Isso fortalece nosso direito de ser mulher, esteja no meu território de pertencimento ou não, nos dá oportunidade de contribuir para a melhoria do atendimento para todas as mulheres, inclusive as brasileiras que se deslocam internamente, de um Estado para outro e as filhas de migrantes que nasceram aqui”, explica.
Morando há 19 anos no Brasil, Geise relata o sofrimento da comunidade venezuelana, originária de um contexto de vulnerabilidade em razão do regime ditatorial vivido no seu país. “Meninas e mulheres que se desenvolveram num processo de não acessar a saúde, de não se cuidarem enquanto mulher, cresceram nessa vulnerabilidade, aqui no Brasil se deparam com um contexto onde você é ouvida, você é vista, você é atendida e tem direito a vida e de gerar vidas, para nós é uma verdadeira explosão mental, um renascimento”, explica a assistente social, que é casada e mãe de duas filhas brasileiras.
A Escola de Enfermagem de Manaus fica localizada na Rua Teresina, 495, no Adrianópolis. O evento se estenderá até a sexta-feira, 26/07.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Fiocruz Amazônia assina protocolo de intenções com Governo do Estado para cooperação em atividades de ciência, tecnologia e inovação visando o enfrentamento às mudanças climáticas
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) será uma das instituições de pesquisa em atuação no Amazonas que irá colaborar com a formulação de estratégias de enfrentamento e mitigação dos efeitos causados pelas mudanças climáticas. Um protocolo de intenções foi assinado nesta terça-feira, 23/07, na sede do Governo do Amazonas, por instituições de pesquisa e ensino, estabelecendo cooperação recíproca em atividades de Ciência, Tecnologia e Inovação relacionadas aos fenômenos climáticos extremos e seus impactos no Estado, reunindo gestores de diversas instituições. A Fiocruz Amazônia assina o documento, juntamente com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Instituto Federal do Amazonas (IFAM). O evento aconteceu em alusão ao Dia Nacional da Ciência e do Pesquisador Científico, comemorado no mês de julho.
Um desses efeitos climáticos extremos é o causado pela estiagem que causa problemas graves de desabastecimento, mortandade de peixes, doenças de veiculação hídrica, em razão do consumo de água contaminada pelas populações ribeirinhas isoladas, além da insegurança alimentar. A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, destacou a importância da ação conjunta reunindo as instituições a partir da expertise de cada uma para contribuição e assessoramento ao trabalho do Comitê de Enfrentamento à Estiagem, criada pelo Governo do Estado. Na oportunidade, o governador Wilson Lima fez o lançamento de editais da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado do Amazonas (Fapeam), de apoio a projetos na área de CTI no valor de R$ 12 milhões, voltados tanto na capital quanto no interior. Entre eles, o Programa de Fixação de Recursos Humanos para o Interior do Estado (Mestres e Doutores) por Calha de Rio, Programa de Apoio à Pesquisa e Ações Estratégicas em Bioeconomia, Programa Inova Social – Soluções Inovadoras e Sustentáveis em Áreas Prioritárias e Programa de Apoio à Inovação e Tecnologias Emergentes.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Programa de Mobilidade Acadêmica da Fiocruz seleciona alunos do PPGBIO-Interação, do ILMD/Fiocruz Amazônia
/em Notícias /por Carlos GomesTrês alunos dos cursos de mestrado e doutorado do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) foram aprovados no Programa de Mobilidade Acadêmica 2024, ofertado pela Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A chamada disponibiliza apoio financeiro para até 10 discentes, regularmente matriculados em programas de pós-graduação stricto sensu de mestrado (acadêmico ou profissional) ou doutorado (acadêmico ou profissional) da Fiocruz.
Confira o resultado da Chamada de Seleção Interna
Os doutorandos Emmily Mourão e Rafael Miranda tiveram as candidaturas aprovadas, em conformidade com as vagas ofertadas na Chamada de Seleção Interna da VPEIC. O PPGBIO-Interação teve também o mestrando Victor Calebe, classificado em lista de espera. Visando comtemplar mais pessoas, a Coordenação-Geral de Educação (CGE) comtemplou Calebe com um auxílio parcial, o beneficiando com passagens para o deslocamento, enquanto as diárias serão fornecidas pelo PPGBIO-Interação e recurso de seu orientador.
O objetivo do Programa de Mobilidade Acadêmica é selecionar discentes que tenham interesse em desenvolver projetos de pesquisa em unidades ou escritórios da Fiocruz, distintas daquelas nas quais estão regularmente associados, ampliando a possibilidade de capacitação técnico-cientifica dos pós-graduandos, induzindo uma formação mais ampla e diversificada de profissionais da saúde, além de amplificar as oportunidades de interdisciplinaridade. O período de realização das atividades deve ter no máximo 3 meses, sendo o início da mobilidade entre 1º de julho e 30 setembro de 2024.
Orientada na Fiocruz Amazônia, pelo pesquisador Luis André Mariúba, a doutoranda Emmily Mourão, falou sobre a oportunidade de realizar mobilidade em outra Unidade da Fiocruz, bem como destacou a importância dessa aprovação para o cumprimento de uma das etapas necessárias para a realização de sua tese. “Estou indo para a Fiocruz Ceará, desenvolver o primeiro objetivo da minha tese de doutorado, que consiste em capsular uma proteína do antígeno malárico, para uma avaliação vacinal”, conta.
Rafael Miranda, relata que o programa de mobilidade é também uma oportunidade para quem deseja trilhar novos caminhos na carreira acadêmica. “Estou indo para a Fiocruz Mata Atlântica, no Rio de Janeiro, onde irei desenvolver parte do meu projeto, que consiste em identificar ectoparasitas que foram coletados na Amazônia legal, dos morcegos que ficam circulando essa região. Nós esperamos encontrar nesses ectoparasitas, possíveis patógenos que podem ser transmitidos para a população. Esse programa de mobilidade acadêmica, oferecido pela Fiocruz, traz muitas oportunidades para nós, alunos da pós-graduação, eu sou um exemplo vivo disso. Em 2018, eu era da Unidade de Minas Gerais, e fui selecionado para vir realizar mobilidade em Manaus. Graças ao programa, criei laços profissionais aqui, e que quatro anos depois me fizeram passar no processo seletivo para o curso de doutorado”.
Victor Calebe, vê na oportunidade não só a possibilidade de executar etapas de sua dissertação, mas também uma chance de conhecer novos pesquisadores, estudos e projetos que possam contribuir com seu futuro profissional. “Estou indo para o Instituto Aggeu Magalhães (Fiocruz Pernambuco), realizar o desenvolvimento de uma nova tecnologia para compor minha dissertação de mestrado. Ser comtemplado pela CGE com a mobilidade, é uma grande oportunidade para conhecer um novo grupo de pesquisa, novos pesquisadores e fazer essa network para futuros projetos na carreira acadêmica”.
A pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Priscila Aquino, coordenadora do PPGBIO-Interação, avalia que a aprovação dos estudantes no Programa de Mobilidade Acadêmica vem agregar à formação acadêmica do aluno e ao projeto que desenvolve. “É algo que vem acrescentar muito no trabalho dos alunos, a gente vê isso refletido nas suas teses e dissertações, ao passo de que para os alunos a gente vê o tanto que essa experiência vem agregar à formação científica e profissional deles. Mais uma vez, termos alunos dessa edição, inclusive do mestrado como também do doutorado, tendo essa oportunidade, nos deixa muito felizes, pois a gente observa que esses momentos de experiência nesses outros laboratórios pode acrescentar na realização e obtenção dos resultados de cada um desses projetos”, destaca.
ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes
Divulgado cronograma de entrevistas do processo seletivo para curso de doutorado acadêmico em Saúde Pública na Amazônia
/em Notícias /por Carlos GomesO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Instituições associadas que compõem o curso de Doutorado Acadêmico Em Saúde Pública na Amazônia, por intermédio da Diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Instituição gestora da Associação, divulgaram o cronograma de entrevistas do processo seletivo, referente a Chamada Pública N.º 005/2024.
Confira AQUI o cronograma
A admissão ao Curso de Doutorado, objeto desta Chamada Pública, será efetuada através de processo seletivo composto de 3 (três) etapas: 1ª Etapa – Homologação das inscrições. (Etapa eliminatória em caso da falta ou invalidade de algum documento); 2ª Etapa – Provas de múltipla escolha e discursiva de Saúde Coletiva. (Etapa eliminatória em caso de ausência do candidato ou nota obtida inferior a 7,0 pontos na prova de múltipla escolha); 3ª Etapa – Entrega e pontuação do pré-projeto de pesquisa, avaliação do currículo Lattes documentado e Prova Oral. (Esta etapa também será eliminatória, podendo a eliminação ocorrer em caso de o candidato não alcançar a nota mínima na Prova Oral (7,0 pontos), em caso da não entrega do pré-projeto ou do currículo e documentos comprobatórios, ou em caso de não comparecimento na Prova Oral no dia e horário estipulados no processo seletivo).
Para esta Chamada Pública estão sendo oferecidas até 15 vagas, para ingresso a partir de setembro de 2024. Poderão participar do processo de seleção, candidatos portadores de diploma de graduação de duração plena, devidamente reconhecido pelo MEC e de diploma de Mestre em Saúde Coletiva ou áreas afins. O Curso será ministrado em regime integral, com duração mínima de 24 meses, e máxima de 48 meses, incluindo a realização da defesa de tese.
O Curso possui área de concentração em Estudos de Processo Saúde/Doença/Cuidado na Amazônia, e duas linhas de pesquisas: Linha 1- Dinâmica, diagnóstico, cuidado clínico e controle de doenças infecciosas endêmicas na Amazônia; Linha 2: Vulnerabilidade, Situações de Saúde, Gestão, Organização e Avaliação de Serviços e Cuidados de APS na Amazônia.
SOBRE O DASPAM
O curso tem como objetivo capacitar pesquisadores para exercitar análises críticas, utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais aplicadas à saúde, e de outras áreas conexas; Desenvolver modelos analíticos de processos de saúde/doença/cuidados, tomando como referência o quadro epidemiológico, econômico, sócio antropológico, histórico, biológico e ambiental no cenário regional e suas interfaces com os contextos nacional e internacional de globalização da Amazônia; contribuir, teórica e tecnicamente, para a formulação, implementação e gestão de políticas setoriais, bem como atuar, neste campo, na docência e na pesquisa.
ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.
Imagem: Mackesy Nascimento.