COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD
ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia
O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.
A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.
Ormezinda Celeste Cristo Fernandes
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Incubadora de soluções em saúde da Fiocruz Amazônia promove jornada de inovação tecnológica
/em Notícias /por Carlos GomesVisando promover a cultura da inovação dentro do ambiente institucional, a FIOBiz, incubadora de soluções em saúde, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia), promove entre os dias 16 e 18/9, a 1ª Jornada de Inovação Tecnológica Aplicada à Saúde, em parceria com o projeto Samsung Ocean, programa de capacitação tecnológica da Samsung, desenvolvido em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
A ação faz parte das atividades de disseminação da inovação, promovida pela FIOBiz. “Uma das vertentes da FIOBiz, é promover a cultura da inovação dentro da instituição, e para que a gente possa promover essa cultura, a precisa falar sobre algumas ferramentas, estratégias de inovação, e principalmente conectar a Fiocruz ao ecossistema de inovação local”, explica Carlos Henrique Carvalho, analista de gestão em saúde do ILMD / Fiocruz Amazônia e coordenador executivo (FIOBiz).
A atividade visa conectar os profissionais de instituições do Sistema Único de Saúde, para pensar projetos conjuntos, transversais e multidisciplinares, unindo a expertise dos formadores, com a competência que os participantes possuem, criando sinergia para apresentar projetos mais estruturados, que de fato respondam as necessidades do sistema único de saúde. “Esse foi uma ação que desenvolvemos em conjunto com a UEA, mais especificamente o projeto Samsung Ocean, que é um projeto da Universidade voltado para capacitação tecnológica, o mais exitoso do Brasil, onde estão os principais professores, mentores e instrutores da área de tecnologias. Queremos aplicar isso à saúde”, destaca Carvalho.
Durante os três dias de capacitação, os formadores irão abordar os seguintes temas: Design Thinking – Ideação para PD&I; Metodologias Ágeis; Elaboração de Projetos de Inovação. A jornada tem como formadores, Carlos Henrique Carvalho, engenheiro de produção e administrador formado pela UEA, mestre em Administração (EBAPE/FGV) e doutor em administração (FEA/USP); Michella Lima Lasmar, professora associada da ESA/UEA, bacharel em odontologia e mestre em Biotecnologia (UFAM), Doutora em Patologia Bucal (USP) com pesquisas na área de biossensores e inovação; Larissa Pires da Silveira, engenheira de produção, especialista em gestão de projetos e mestranda em propriedade intelectual e transferência de tecnologia para inovação/UEA.
Participam da capacitação colaboradores do ILMD/ Fiocruz Amazônia, Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), Fundação Hospitalar Alfredo da Matta (FUHAM) e da Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA/UEA).
INOVAÇÃO NA GESTÃO
A Escola Corporativa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), realizou entre os dias 21 e 22 de agosto, Encontro de Inovação na Gestão, no Rio de Janeiro (RJ). A atividade buscou inspirar e valorizar os trabalhadores da área de gestão, com espaços para refletirem sobre as práticas na instituição e propor mudanças para fortalecer a Fiocruz no Sistema Único de Saúde (SUS) e no Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. A programação contou com mesas, painéis e oficinas com especialistas, apresentação de casos de sucesso, exposição e feira de soluções inovadoras.
“A presidência da Fiocruz promoveu, a cerca de duas semanas, o encontro de inovação na gestão, sinalizando que isso é uma das suas prioridades, que a inovação não está somente no campo da pesquisa, mas permeia todas as áreas dentro da Fiocruz, sendo necessária para que a instituição possa continuar crescendo de forma sustentável. O que queremos fazer, é estimular e mostrar que a inovação não é apenas coisa de pesquisador, ela premia a educação, gestão, todos os serviços de apoio e, todas as atividades que complementam a função da Fiocruz dentro do Sistema Único de Saúde”, destaca Carlos Carvalho.
No Encontro, foram lançados o II Edital Inova Gestão, que vai destinar até R$ 4,75 milhões a 25 projetos voltados a temas como transformação digital, trabalho em rede, diversidade, inclusão, sustentabilidade e economicidade. O edital já está disponível na página do Programa Inova. As inscrições vão até 23 de setembro.
ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes
Fiocruz Amazônia faz a entrega dos alimentos arrecadados em campanha solidária no aniversário de 30 anos da unidade
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou na tarde desta segunda-feira, 16/09, a entrega dos alimentos não perecíveis arrecadados na troca dos ingressos para o espetáculo Folguedos, do Balé Folclórico do Amazonas, que encerrou a programação de atividades comemorativas aos 30 anos da Fiocruz Amazônia. Os donativos foram entregues à Casa dos Filhos, entidade filantrópica que atende a crianças em situação de risco e vulnerabilidade social e que funciona no contraturno escolar, oferecendo atividades educativas e recreativas, atendimento psicossocial e alimentação saudável a 60 crianças, com idades entre três e 11 anos. No total, a campanha arrecadou 143 kg de alimentos como arroz, feijão, macarrão, fubá, açúcar, farinha, entre outros itens, que irão ajudar na alimentação da garotada que frequenta a entidade. A campanha contou com a solidariedade dos servidores e colaboradores da Fiocruz Amazônia, que fizeram as doações.
“Estamos entregando os alimentos que foram arrecadados na troca dos ingressos para o espetáculo cultural do Teatro Amazonas, onde ocorreu uma das comemorações pelo aniversário de 30 anos da Fiocruz Amazonas aqui na Casa dos Filhos, que já é uma parceira de outras atividades, tendo aceitado nosso convite de participar do Fiocruz Pra Você e fazer o reforço vacinal e atualização das cadernetas das crianças e percebemos a alegria delas em participar do evento e de estarem nesse espaço. Hoje entregamos esses alimentos satisfeitos em poder contribuir com a refeição que elas fazem aqui”, salientou a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, presente à entrega dos alimentos.
A diretora executiva da Casa dos Filhos, Valéria Brito, agradeceu a parceria e afirmou que o quantitativo de alimentos doados certamente contribuirá com as refeições oferecidas às crianças até o final deste ano. “Ficamos muito felizes de estar recebendo essa doação e desejamos realmente que essa parceria venha a se firmar ainda mais, pois tudo que recebemos de vidas como as que fazem a Fiocruz são bençãos que chegam a nossa entidade e podem contar conosco para as próximas atividades. Nossas crianças saíram muito felizes de lá e com as cadernetas de vacina atualizadas. Agradecemos de coração em nome da Casa dos Filhos”, disse, emocionada.
A Casa dos Filhos é uma entidade sem fins lucrativos, fundada há oitos anos, e que funciona por meio de doações de parceiros. Fica localizada na Rua 70, Quadra 147, na Cidade Nova, Zona Norte de Manaus. Os interessados em contribuir podem entrar em contato pelo celular (92) 99176-4615.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Encerramento do V Encontro de Pós-Graduação premia trabalhos científicos submetidos e enaltece importância dos discentes para a instituição
/em Notícias /por Julio OliveiraA sessão de encerramento do V Encontro de Pós-Graduação do Instituto Leônidas e Maria Deane foi marcada pelo anúncio dos ganhadores do Prêmio de Honra ao Mérito, com a entrega dos certificados de Honra ao Mérito Científico aos autores dos trabalhos submetidos nas categorias Saúde Coletiva, Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro e Relato de Experiência. O encontro se encerrou na quinta-feira, 12/09, com a realização, pela manhã, da sessão científica “Realidades da Vigilância em Saúde na Amazônia” e, à tarde, a roda de conversa “Desafios, percursos e perspectivas dos pós-graduandos no mercado de trabalho”.
Os trabalhos ganhadores foram: “Resguardo e Restrições Mundurukus em Mordidas de Cobras”, de autoria de Gisele Reis Dias, Jacqueline de Almeida Gonçalves Sachett e Wuelton Marcelo Monteiro, premiado com o 1º lugar na categoria Saúde Coletiva; em segundo lugar, “Perfil Clínico-Epidemiológico de Travestis e Transexuais no Ambulatório Especializado da Policlínica Codajás, Manaus”, de autoria de Dária Barroso Serrão das Neves, André Luiz Machado das Neves, Denison Melo de Aguiar, Brenda Chayná do Nascimento Pereira , Lilian Maramaldo Oliveira, Gelder Brandão Goes; em terceito lugar, “Saúde Bucal de Pessoas Idosas de uma Comunidade Rural do Médio Amazonas”, de autoria de Rita Dariene da Silva Pinheiro e Fernando José Herkrath.
O primeiro lugar na categoria Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro, ficou com o trabalho “Diversidade e Detecção de Tripanossomatídeos em Flebotomíneos, de Duas Localidades da Região Amazônica Brasileira”, de autoria de Rebeca Cristina de Souza Guimarães, Keilen Monick, Martins Campos, Emanuele de Souza Farias, Victória Amanda de Barreto Arruda, Eric Fabrício Marialva dos Santos, Gabriela Marques Peixoto, Jordam William Pereira Junior, Lina Maria Pelaez Cortes, Adria Maria Matos Teles, Claudia Maria Ríos Velasquez, Felipe Arley Costa Pessoa; em segundo lugar, “Impacto da Disfunção Mineral Óssea na Exaustão Celular de Linfócitos T em Pessoas Vivendo com HIV/Aids sob Tratemtno Antiretroviral”, de autoria de Isabele Rodrigues Praxedes , Paulo Afonso Nogueira, Rebeca de Souza Pinheiro, Thaíssy dos Santos Xavier , Yury Oliveira Chaves; em terceiro lugar, “Primeiro Registro de Trichomonas spp. em Fígado de Ameiva ameiva (Reptilia) no Município de Presidente Figueiredo, Amazonas, Brasil”, de autoria de Cortes, Lina; Bonono, Rhagner; Ascenção, Julia; Pereira, Sheila; Silva-Pereira Jordam; Peixoto, Gabriela; Arruda, Victoria; Marialva Eric; Pessoa, Felipe AC; Rios-Velásquez, Claudia M; Santos, Helena.
Na categoria Relato de Experiência, o primeiro lugar foi para o trabalho intitulado “Estudo Epidemiológico com Crianças de Localidades Rurais Ribeirinhas Amazônicas do Médio Solimões: Limitações e Potencialidades”, de autoria de Fabíola Macedo de Abreu, Luzinae de Lima Pereira, Fernando José Herkrath e Jordana Herzog Siqueira; em segundo lugar, “Roda de Saberes: Redução do Risco de Quedas em Idosos”, de autoria de Franci Rodrigues Lima, Vinícius Azevedo Machado, Ana Karoline Maia Moreira Pinto, Fernanda Sindeaux Camelo, Jéssica Albuquerque Araújo, Nathália das Neves Bruno e Victória Villar Viana Queiroz; em terceiro lugar, “Ruptura com os Silenciamentos Históricos das Pessoas com Transtornos Mentais”, de autoria de Mirlene Dantas Caldas e Denise Machado Duran Gutierrez.
A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, parabenizou os participantes do V Encontro de Pós-Graduação, em especial os premiados, pela força e determinação em fazer com que o evento acontecesse de forma organizada e produtiva. “Fico superfeliz com o evento, toda vez que ele começa, amadurece e aparece. O primeiro foi o embrião e depois vieram os remotos, que foram grandiosos pela oportunidade de termos participantes de todo o Mundo, mas sem a conversa olho no olho do evento presencial, com uma integração dos programas e o reconhecimento dos trabalhos dos pós-graduandos”, destacou Stefanie, reafirmando a importância dos alunos para a instituição. “Sem vocês não seria possível e esperamos ter um evento cada vez maior e melhor, promovendo conhecimento, evidências, ciência e saúde na Amazônia”, salientou.
O diretor da Associação dos Pós-Graduandos da Fiocruz Amazônia, Caio Bonates, também destacou a importância dos alunos no processo de concepção e execução da Semana de Pós-Graduação, exaltando ainda a relevância da presença dos discentes na instituição. “Queremos agradecer a todos os pós-graduandos da Fiocruz Amazônia nesse contexto e exaltar a importância de todos que estão na bancada dos laboratórios e dizer como vocês são importantes para a pós-graduação e a pesquisa na Amazônia”, ressaltou.
Coordenadora do evento, a pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Ani Beatriz Matsuura, enalteceu o trabalho e a participação de todos para o sucesso do evento. “Foi uma semana muito legal porque todos abraçaram esse encontro desde o início, quando montamos a comissão organizadora e sentamos para falar sobre a programação, as ideias foram surgindo, resultando num evento com diversidade de experiências e vivências”, afirmou Matssura, salientando a importância do apoio da direção da Fiocruz Amazônia e dos membros da comissão. A vice-diretora da Educação, Informação e Ensino, Rosana Parente, fez um retrospecto da história dos eventos de pós-graduação e ratificou a importância deles como oportunidade de aproximar pessoas. “Para além do que aprendemos aqui, estarmos juntos, podendo compartilhar conhecimentos e experiências. Essa é a ideia da Semana da Pós-Graduação”, finalizou.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Fiocruz Amazônia realiza acolhida aos alunos da edição 2024-2025 do Programa de Iniciação Científica
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realiza nesta terça e quarta-feira, 17 e 18/09, a acolhida dos novos alunos do Programa de Iniciação Científica (PIC), edição 2024-2025. No primeiro dia, o evento contará com uma programação especial que inclui palestras de representantes do Núcleo de Inovação Tecnológica, abordando inovações na pesquisa científica, e do Núcleo de Apoio Técnico à Pesquisa, que destacará aspectos importantes do trabalho da instituição. Os participantes terão oportunidade também de assistir à palestra da pesquisadora-da Fiocruz Amazônia Alessandra Nava sobre “O papel do pesquisador no antropoceno”. Ao final, os alunos participarão de um passeio guiado pelas instalações da Fiocruz Amazônia. No dia 18, os alunos participarão do treinamento em biossegurança ministrado pela Comissão Interna de Biossegurança do Instituto – CIBio/ILMD representados pelo pesquisador-doutor Pritesh Jaychand Lalwani e Giovana Pinheiro da Conceição.
O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia é coordenado pelo pesquisador-doutor Yuri Chaves, do laboratório de Diagnóstico e Controle e Doenças Infecciosas da Amazônia (DCDIA). O PIC visa a formação de recursos humanos para a pesquisa em saúde e o desenvolvimento científico de jovens estudantes de graduação de Instituições de Ensino Superior (IES) públicas e privadas reconhecidas pelo Ministério da Educação. O programa foi instituído pela Fiocruz Amazônia em 1999 como um instrumento de formação de recursos humanos que permite colocar o estudante de graduação em contato direto com as atividades de pesquisa e o pensar científico, despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.
Cada edição anual do PIC, inicia por meio de uma seleção de projetos, mediante o atendimento a editais lançados pelo ILMD/Fiocruz Amazônia. Os projetos apresentados passam por avaliação de mérito realizada por um Comitê de Especialistas, conforme normas e critérios estabelecidos no edital.
A cada edição é realizada a Reunião Anual de Iniciação Científica (RAIC), onde os resultados dos projetos desenvolvidos no período anterior são apresentados para uma avaliação de desempenho do bolsista no período vigente, por meio da exposição e discussão dos trabalhos de pesquisa desenvolvidos, com vistas à avaliação do desenvolvimento dos projetos e ao intercâmbio de experiências entre estudantes, pesquisadores e demais profissionais do ILMD Fiocruz Amazônia.
Esta integração reforça a importância da iniciação científica na construção do conhecimento e fortalece a sua inserção na própria Instituição, incentivando-o a prosseguir nas carreiras acadêmicas. O PIC atende prioritariamente a formação científica de alunos dos cursos da área de saúde, a exemplo de Biomedicina, Ciências Biológicas, Enfermagem, Farmácia, Biotecnologia, Medicina, entre outros. No entanto, alunos de cursos como Matemática, Engenharias, Ciências Sociais também são atendidos pelo PIC-ILMD Fiocruz Amazônia, de acordo com o interesse dos orientadores.
ILMD/Fiocruz Amazônia
Fotos: Júlio Pedrosa / Michell Mello
Pesquisador da Fiocruz Amazônia recebe homenagem por contribuições nos estudos sobre suicídio no Brasil
/em Notícias /por Julio OliveiraO epidemiologista e pesquisador da Fiocruz Amazônia Jesem Orellana recebeu homenagem na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas pela contribuição dada para a compreensão e enfrentamento do fenômeno do suicídio, em suas diversas nuances, por meio de pesquisas, palestras e artigos científicos, realizados ao longo de sua trajetória como pesquisador e chefe do Laboratorio de Modelagem em Geoprocessamento e Epidemiologia (Legepi), da Fiocruz Amazônia. A entrega do diploma de reconhecimento, realizada na última quarta-feira, 11/09, decorreu de propositura do deputado estadual Jose Luiz, que é presidente da Frente Parlamentar de Cuidados e Prevenção à Depressão, Suicídio e Drogas do Poder Legislativo e Comissão de Prevenção à Depressão e Drogas da União dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale).
“Fiquei feliz e motivado com o honroso reconhecimento, pois reflete parte do nosso empenho de aproximadamente 12 anos investigando o suicídio no Amazonas e em nível nacional. É realmente gratificante saber que, de alguma maneira, a Fiocruz Amazônia está contribuindo para a compreensão e enfrentamento de tão complexo problema de saúde pública”, destacou Orellana, em seu pronunciamento na ALE- AM. Para o pesquisador, o Setembro Amarelo, é sem dúvida um período do ano que passou a fazer parte do cotidiano do brasileiro na luta contra o suicídio. “No entanto, sabemos que precisamos ir além, não apenas com ações estruturantes no campo da saúde mental e do bem-estar da população, mas também com reflexões sobre a necessidade de mais ações individuais oportunas, empáticas e acolhedoras com as pessoas que estão em sofrimento, seja ele discreto ou mais nítido”, comentou.
Num recado direto às autoridades e ao público presente, Jesem Orellana salientou que o primeiro e mais importante ponto em relação ao suicídio é que se trata de uma causa de morte evitável, sobretudo em adolescentes e adultos jovens. “No Brasil, em particular, o suicídio tem apresentado preocupante tendência de aumento nos últimos anos, tanto na população geral, como em indígenas. Para se ter uma ideia, somente entre 2020 e 2023 foram registrados cerca de 62 mil suicídios no Brasil, em maiores de nove (9) anos, um número 50% maior do que o total de Palestinos mortos no desleal conflito com Israel”, informou.
E continuou: “Em 2022, o Brasil alcançou a sua maior taxa histórica de mortalidade por suicídio em maiores de nove (9) anos (9,3 por 100 mil hab.), o que evidencia a necessidade de mais progressos em termos de políticas públicas ao seu enfrentamento e prevenção, sendo o risco de suicídio entre indígenas no Amazonas, por exemplo, um dos mais desafiadores das Américas”, observou, em consonância com as falas dos especialistas, parlamentares e a titular da Secretaria Estadual de Saúde, Nayara Maksoud, presente à solenidade. “Esse evento serviu não apenas para reunir e evidenciar o esforço e o compromisso de diferentes atores no que tange à prevenção do suicídio no Amazonas, como também para quem sabe germinar uma agenda multisetorial e favorável à rede de atenção psicossocial no Estado, como destacado pelo Deputado João Luiz e pela Secretária de Saúde do Amazonas, Nayara Maksoud”, agradeceu Orellana.
MINIBIO
Pesquisador e Epidemiologista da Fiocruz Amazônia, membro da Coordenação colegiada da Comissão de Epidemiologia da Abrasco e coordena o Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia (Legepi). Colabora em projetos relacionados à COVID-19, à saúde e nutrição de populações vulneráveis, suicídio e outros tipos de violências e projetos relacionados aos efeitos negativos da emergência climática sobre a saúde humana. Além de suas contribuições acadêmicas, Orellana presta consultorias técnico-científicas à imprensa, sociedade civil organizada e órgãos de controle como o Ministério Público e Defensoria Pública, bem como legisladores de diferentes níveis.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Divulgação / ALE-AM
Fiocruz Amazônia destaca o papel da formação do VigiFronteiras na promoção de soluções para agravos na região
/em Notícias /por Julio OliveiraA diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, participou na manhã da última segunda-feira, 9/08, da abertura do Workshop “Simulação de Saúde na Fronteira: Estudo de Caso sobre Malária”, que acontece em Manaus até a sexta-feira, 13/09, promovido pelo Programa Educacional VigiFronteiras-Brasil da Fundação Oswaldo Cruz. A abertura aconteceu no Auditório da Escola de Enfermagem da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e as demais atividades da programação seguem ocorrendo na sede do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), com aulas ministradas por professores da Fiocruz em parceria com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, com quem a instituição já tem uma parceria consolidada de mais de 20 anos para o enfrentamento de diversos agravos.
“Oportunidades como a do workshop nos fazem crescer e melhorar como profissionais e nos possibilitam produzir soluções na prática. Os desafios são tremendos na região amazônica e, para além dos desafios, as mudanças climáticas geram uma instabilidade ainda maior, porque não sabemos o que esperar”, observou a diretora da Fiocruz Amazônia, ao agradecer a realização dessa etapa do curso em Manaus, com a participação dos diversos atores que integram a produção científica e acadêmica no Estado e de países vizinhos. “O Vigifronteiras oferece uma oportunidade única de discussão, numa proposta inovadora de promover um curso de vigilância em fronteiras, multissede, mostrando a potência nacional que é a Fiocruz, presente em vários estados, e a capacidade de agregar novos atores, o que é superimportante”, declarou Stefanie.
A diretora destacou ainda o esforço da Fiocruz no sentido de fortalecer ações afirmativas e de trazer um olhar diferenciado para as regiões onde está presente. A coordenadora geral de Educação da Fiocruz e coordenadora geral do Vigifronteira, Eduarda Cesse, representando a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Machado, ressaltou que o programa é parte dessas políticas afirmativas e de acessibilidade para aqueles que desejam fazer uma pós-graduação. “Procuramos fazer com essa formação fosse a mais diversificada possível”, afirmou, agradecendo a acolhida da unidade.
O ILMD/Fiocruz Amazônia é um dos pólos de formação do VigiFronteiras, juntamente com Tabatinga e a Fiocruz Mato Grosso do Sul. Segundo Eduarda Cesse, o número de pólos deverá crescer em breve com a adoção de pólos físicos em outras unidades da Fiocruz situadas em regiões de fronteira com países sul-americanos. “O VigiFronteiras tem o objetivo de formar mestres e doutores para contribuir com o fortalecimento das ações de serviço de vigilância em saúde nas regiões das faixas de fronteira do Brasil e países vizinhos”, salientou Cesse.
O simulado é uma parceria entre a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o CDC e a Fiocruz, que atua como organizadora, formuladora e facilitadora da formação dos alunos de doutorado. A disciplina também envolve a participação das secretarias de Vigilância em Saúde e Ambiente do Brasil, da Colômbia e do Peru, e do Departamento de Saúde Global da Universidade de Washington. Articulada por meio de uma colaboração entre a coordenação do programa e instituições internacionais, as aulas contam com palestras teóricas, estudos de caso, simulações por computador e discussões práticas.
Participam dos cinco dias de atividades Eduarda Cesse e Andréa Sobral, coordenadora geral e coordenadora acadêmica do Programa, Evelyn Roldan, Dana Schneider e Sadie Ward, Ana Carla Pecego (CDC) e Fernanda Freistadt, da Universidade de Washington, além dos professores e pesquisadores Reinaldo Souza-Santos (PPGEPI/ENSP/Fiocruz), André Périssé (PPGSPMA/ENSP/Fiocruz), Zoraida Fernandez (Fiocruz Mato Grosso do Sul) e José Joaquim Carvajal (Fiocruz Amazônia).
Com a disciplina, espera-se que os participantes não só ampliem seu entendimento sobre os desafios das regiões de fronteira, mas também fortaleçam a resposta regional à malária e a outras emergências de saúde pública. A presença ativa do CDC e de outras instituições internacionais abre portas para futuras colaborações, aumentando o alcance e o impacto das iniciativas do Programa VigiFronteiras-Brasil/Fiocruz.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa / Bruna Cruz, Ascom VigiFronteiras
Fotos: Júlio Pedrosa
Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia irá abordar “Biobancos e Biorrepositórios”
/em Notícias /por Carlos GomesO Centro de Estudos do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promoverá nesta sexta-feira, 13/9, a partir das 10h, a palestra intitulada “Biobancos e Biorrepositórios: Aspectos Éticos e Regulatórios”, a ser ministrada pelo pesquisador, Paulo Henrique Condeixa de França, professor titular na Universidade da Região de Joinville (Univille).
Esta edição do Centro de Estudos é organizada pelo Laboratório Instituto de Pesquisa Clínica Carlos Borborema (LAB-IPCCB) da Fiocruz Amazônia. O evento será transmitido via Plataforma Zoom, pelo link: https://us06web.zoom.us/j/84322049954?pwd=x5DWZm7lDk41mqwNVoDs9FhSqdWhRm.1 (ID: 843 2204 9954) e (Senha: 911507).
SOBRE O PALESTRANTE
Paulo Henrique é graduado pela Universidade Federal do Paraná, com Mestrado em Biologia Celular e Molecular na Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) e Doutorado em Ciências (Microbiologia) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É professor titular na Universidade da Região de Joinville (Univille), atualmente atuando como docente na graduação em Medicina e, como Docente Permanente, pesquisador no Mestrado e Doutorado em Saúde e Meio Ambiente (PPGSMA) na mesma universidade.
Paulo coordena uma equipe de pesquisa no Laboratório de Biologia Molecular da Univille, com foco em Genética Humana, Microbiologia Médica e Ambiental e Epidemiologia, tanto em Doenças Infecciosas, como em Doenças Crônicas não Transmissíveis. O pesquisador é Membro Titular da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep/CNS/MS).
SOBRE O CENTRO DE ESTUDOS
O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento
Fiocruz Amazônia realiza abertura oficial do V Encontro de Pós-Graduação da Instituição
/em Notícias /por Carlos GomesO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou na tarde desta terça-feira, 10/9, a solenidade de abertura do V Encontro de Pós-Graduação da Instituição. Com o tema “Saúde e Meio Ambiente na Amazônia: Papel dos pós-graduando nos desafios globais”, o encontro se propõe a discutir e divulgar avanços nas pesquisas científicas realizadas pelos pós-graduandos dos programas de pós-graduação do ILMD/Fiocruz Amazônia, promovendo maior integração entre docentes e discentes, incluindo alunos de Iniciação Científica.
Compuseram a mesa de abertura do evento, a Coordenadora Geral de Educação – Adjunta da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Eduarda Cesse; a Vice-diretora de Educação, Informação e Comunicação do ILMD/Fiocruz Amazônia, Rosana Parente; a Coordenadora do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) e coordenadora do evento, Ani Matsuura; o Coordenador geral da Associação de Pós-graduandos da Fiocruz Amazônia (APG), Caio Bonates.
Através de um vídeo, a Diretora do ILMD Amazônia, Stefanie Lopes, falou sobre a importância do evento e dos pós-graduandos para a instituição. “Esse é um evento que já está em sua quinta edição, e agora acontece a cada dois anos, que visa integrar os alunos de pós-graduação do Instituto, discutir temas de suma importância. Como sempre digo, a nossa instituição existe e faz uma ciência de qualidade, por causa desses estudantes. Nós temos mais de 120 alunos matriculados do ILMD, o que é muito superior ao número de servidores que temos. É uma força enorme de trabalho que a gente tem, que são esses estudantes, que desenvolvem pesquisa, promovem conhecimentos, e até evidências para mudar a saúde pública da nossa população amazônica”, destaca.
Confira a programação AQUI.
Ani Matsuura, coordenadora do encontro destacou a relevância do evento para os alunos de pós-graduação que participam da atividade. “Serão dias intensos de muita atividade, muito debate e bastante participação dos pós-graduandos. Hoje realizamos nossa abertura, contemplada por uma palestra que apresentou uma temática focada em saúde e ambiente, bem como os desafios que os pós-graduando enfrentam”, explica Matsuura.
Eduarda Cesse, avaliou os impactos positivos do evento. “O primeiro impacto positivo foi chegar e encontrar um auditório completamente lotado e bem diverso. Isso nos dá a certeza de que a presença do alunos, com os professores e coordenadores, torna o ambiente crítico, coletivo, e assim conseguimos contribuir melhor com as produções de conhecimento que nós fazemos. Esse evento possui um diferencial muito rico, que é a execução feita pelos próprios estudantes que organizam, escolhem os temas, e convidados”, destaca.
Para Rosana Parente, é necessário pontuar a relevância da interação promovida no encontro, entre os alunos dos programas de pós-graduação da sede, juntamente aos da primeira turma de Mestrado em Saúde Coletiva, do PPGVIDA, na modalidade fora da sede, formada exclusivamente por indígenas do Alto Solimões. “É de suma importância esse momento de congregação. Nós ficamos todo o período da pandemia sem nos encontrar. As reuniões aconteciam virtualmente, essa é a primeira que acontece após a pandemia. Estar aqui com nossos alunos de pós-graduação da sede e, também de Tabatinga, reveste-se de uma importância fenomenal para os cursos, e mais ainda para os alunos do interior, que não possuem toda hora a oportunidade de participar de conversas, debates da importância dos que estamos oferecendo aqui”, enfatiza.
Caio Bonates, frisou a relevância dos debates para a realização de estudos e pesquisas que contribuem para o desenvolvimento da região. “Hoje estamos vivendo um dia muito importante, que é estar aqui no encontro dos pós-graduandos, momento de congregarmos, estarmos juntos, discutindo e trazendo à plenária várias pautas que são de suma importância para o desenvolvimento das pesquisas e, como elas podem trazer contribuições significantes para a nossa Amazônia. Falar em nome dos pós-graduandos, enquanto APG, é uma enorme alegria, tenho a certeza de que o evento será maravilhoso”, avalia.
MUDANÇAS CLIMÁTICAS E IMPACTOS NA SAÚDE
Com o tema “Ocupação da Amazônia, mudanças climáticas e impactos na Saúde: Desafios, Alternativas e Atendimento em Saúde”, Diego Ricardo Xavier, pesquisador do Observatório de Clima e Saúde do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica (ICICT) da Fiocruz, apresentou a palestra magna do evento, que reuniu alunos do ILMD/Fiocruz Amazônia, do Programa de Saúde Coletiva da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e do Programa de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM) – oferecido em consórcio pelo ILMD/Fiocruz Amazônia, UFAM e UEA.
Segundo o pesquisador, Diego Xavier, o diálogo com esse público potencializa a construção de políticas públicas, que possam atender as demandas da região de maneira mais especial. “Esse encontro é fundamental, pois estamos formando pessoas da região que trazem um olhar diferente. Estar falando com essa comunidade é bastante satisfatório e, a gente espera que eles se interessem cada vez mais pelo tema, estudem e contribuam trazendo um olhar regional, mais sensível, mais especializado, refinado, para conseguir construir políticas e intervenções que atendam a região de forma mais adequada”, disse.
MESTRADO INDÍGENA
Participam do evento, alunos da primeira turma de Mestrado em Saúde Coletiva, do PPGVIDA, na modalidade fora da sede, formada exclusivamente por indígenas do Alto Solimões. “Esse evento é extremamente importante para minha vida acadêmica. O conhecimento científico que está sendo compartilhado aqui em Manaus, é muito importante para que eu possa levar para o interior”, relata Gilberto Marubo, discente do PPGVIDA.
O Encontro da Pós-Graduação do ILMD/Fiocruz Amazônia é realizado desde 2019 (inicialmente de forma anual e atualmente bienal) e nesta quinta edição, haverá entre dias 10 e 12 de setembro, atividades com palestrantes da Região Norte e de outros estados do Brasil, com a inclusão de discentes Egressos dos Programas de Pós-Graduação como palestrantes.
“Para a Fiocruz isso possui uma contribuição muito importante, pois temos 19 unidades técnico-científicas espalhadas nesse Brasil de dimensões continentais, e o ILMD com seus 30 anos, cumpre um papel social de extrema importância nessa região, que possui características próprias culturais, grande padrões de desigualdade, e que juntos, do ponto de vista das articulações nacionais e internacionais, a gente consegue subsidiar gestão para o enfrentamento desses desafios”, pontua Eduarda Cesse.
Por meio de palestras e debates, o evento pretende articular iniciativas de produção de conhecimento nas diversas subáreas da Pós-graduação em Saúde Pública, Saúde Coletiva e Ciências Biológicas, além de contribuir para a criação e/ou fortalecimento de redes/grupos de pesquisa interinstitucionais, proporcionando reflexão e diálogos entre a comunidade técnica e científica, com ênfase aos desafios globais em relação as mudanças climáticas e desigualdades na realidade amazônica com impacto na saúde.
OFICINA
Pela manhã, a coordenação do encontro promoveu como atividade de Pré-evento, a Oficina “Como promover a cooperação para os desafios da saúde única e inserção das pesquisas de pós-graduandos nos debates atuais voltados à COP30?”, mediada por Leandro Giatti, Pesquisador Sênior Visitante do ILMD/ Fiocruz Amazônia.
“Nós estamos convidando pesquisadores e pós-graduandos para trabalhar, interagir e refletir sobre como suas pesquisas tem uma relação com a COP 30, que vai acontecer no Brasil, no ano que vem, e que traz esse amplo debate planetário das mudanças climáticas. Tudo o que nós dialogamos aqui, que envolve a saúde nesse encontro de pós-graduação, tem a ver com com a Amazônia, com as pessoas da Amazônia, com a preservação do bioma amazônico e, com o planeta. Preservar o povo da Amazônia e promover a saúde deles, significa também promover a saúde do planeta”, explica Giatti.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Foto: Arquivo / Fiocruz Amazônia