COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD
ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia
O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.
A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.
Ormezinda Celeste Cristo Fernandes
E-mail – ofernandes@amazonia.fiocruz.br
Endereço para correspondência – Rua Teresina, 476 – Adrianópolis – CEP – 69057-070
Fone: (92) 3621-2337 Fax: (92) 3621-2399
Fiocruz Amazônia abre inscrições para processo seletivo para ingresso no curso de mestrado do PPGVIDA
/em Notícias /por Carlos GomesO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), torna público a abertura de inscrições e estabelece as normas para o processo de seleção pública de candidatos para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós -Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia- PPGVIDA. As inscrições iniciam nesta segunda-feira, 7/10, e se estendem até o dia 4/11. O Período para solicitar isenção do pagamento da taxa de inscrição vai até a próxima quarta-feira 9/10.
Confira AQUI o edital.
O ingresso ao Curso de Mestrado será realizado mediante processo seletivo, composto das seguintes etapas: 1ª Etapa – Homologação das inscrições; 2ª Etapa – Avaliação de conhecimentos em Saúde Coletiva – Prova de múltipla escolha (prova presencial); 3ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado; 4ª Etapa – Prova Oral – Conhecimento Específico e Carta de Apresentação (prova de forma remota). Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.
O Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia – PPGVIDA possui uma única área de concentração: “Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado na Amazônia” e, esta área, possui duas linhas de Pesquisas: Fatores sócio biológicos no processo saúde -doença na Amazônia; Processo Saúde, Doença e Organização da Atenção a populações indígenas e outros grupos em situações de vulnerabilidade.
A divulgação do resultado final está prevista para o dia 20/12. As aulas iniciam no dia 17 de março de 2025.
SOBRE PPGVIDA
O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.
O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.
ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento
Etapa Regional Norte seleciona trabalhos de escolas do AM, PA e RO para a 12ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente
/em Notícias /por Julio OliveiraA Fundação Oswaldo Cruz, por meio da Coordenação Nacional da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma), disponibilizou na última sexta-feira, 4/10, a lista geral dos 37 trabalhos selecionados como destaques regionais que estarão concorrendo à premiação nacional da 12ª edição do certame. Ao todo, a Olimpíada da Fiocruz teve 1.012 trabalhos validados, sendo 57 da Regional Centro-Oeste, 106 da Regional Minas-Sul, 254 da Regional Nordeste I, 206 da Regional Nordeste II, 59 da Regional Norte e 330 da Regional Sudeste. Da Etapa Regional Norte, foram selecionados sete trabalhos de escolas de Presidente Figueiredo (AM), Manaus (AM), Manacapuru (AM), Belém (PA), Marituba (PA) e Cacoal (RO).
Os vencedores da etapa regional concorrem na premiação nacional, em novembro próximo, quando um professor e um aluno representantes de cada trabalho premiado participarão da cerimônia de premiação no Rio de Janeiro. A premiação no RJ contará com uma programação de visitas técnicas culturais e pedagógicas, organizadas pela Fiocruz e parceiros. A lista com os nomes dos trabalhos, autores e escolas selecionados está disponível no site da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (www.olimpiada.fiocruz.br).
Cada Regional avaliou trabalhos nas modalidades Produção Textual, Produção Audiovisual e Projeto de Ciências, nas categorias ensino fundamental e ensino médio. A avaliação regional contou com mais de 50 jurados de Norte a Sul, de Leste a Oeste, com trabalhos selecionados das mais diferentes localidades do País. A diversidade de projetos este ano chamou atenção da Coordenação Nacional da Obsma. Foram 37 trabalhos sobre os mais variados temas relacionados à Saúde e Meio Ambiente, de escolas tanto das capitais quanto de municípios do interior dos estados.
Na modalidade Produção de Texto, categoria Ensino Fundamental, da Regional Norte, houve empate na seleção do trabalho ganhador. Foram selecionadas duas escolas da cidade de Marituba (PA), a Dr Alcântara e a Dr Renausto Amanajás, com os trabalhos “Comunidade Hortavili: O Meio Ambiente Pede Ajuda” e “A importância da Horta Escolar para a Saúde e o Meio Ambiente”, respectivamente. As demais ganhadoras foram, em Projeto Audiovisual, o Colégio Militar Municipal de Presidente Figueiredo (Presidente Figueiredo-AM), com o vídeo “Pandemia e Isolamento Social”; e o Instituto Federal do Pará (Belém-PA), com o trabalho “COP 30 em Belém: História, Legado e Importância da Conferência”. Na modalidade Projeto de Ciências, foram selecionadas a Escola Estadual Marechal Hermes (Manaus-AM) , com o projeto “Farmácia da Amazônia na Escola: Empoderando mulheres e meninas através do cultivo da horta medicinal sustentável com plantas amazônicas e reaproveitamento de efluentes” e a Escola Estadual Nossa Senhora de Nazaré (Manacapuru-AM), com o trabalho “Jaci Indicador da Saúde da Mulher”. A Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Cora Coralina (Cacoal- RO), foi selecionada na modalidade com o trabalho “Saúde Mental: Como o estresse afeta a vida dos adolescentes e como pode prejudicar o futuro deles”.
Os trabalhos abordaram variados assuntos, entre os quais estão reciclagem, biopirataria, biomas, recursos hídricos, violência sexual, energia eólica, racismo ambiental, horta medicinal, prevenção à dengue e pandemia de Covid-19. Estão no páreo também cidades como Palmas (TO), Rondonópolis (MT), Caucaia (CE), Cuité (PB), Sobral (CE), Abreu e Lima (PE), Capela (SE), Cachoeira (BA), Baldim (MG), São Leopoldo (RS), Paraíba do Sul (RJ) e Botocatu (SP), além das capitais São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Goiânia e Brasília.
DIVERSIDADE
“Este ano, a diversidade de projetos da 12ª edição da Obsma foi um demonstrativo da capilaridade que a iniciativa vem obtendo junto às escolas da Educação Básica de todo o País, a partir das atividades de divulgação e popularização da Ciência, desenvolvidas pelas coordenações regionais, com o apoio da Coordenação Nacional, por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI)”, afirma a Coordenadora de Divulgação Científica da Fiocruz, Cristina Araripe. São trabalhos desenvolvidos por professores e alunos de escolas de pelo menos 35 cidades diferentes. “Tivemos uma participação significativa de escolas das capitais e também do interior dos estados, mostrando que a Obsma é acima de tudo um projeto que prioriza a inclusão e a diversidade”, salientou.
O alcance regional da Obsma é resultado do trabalho pela Fiocruz em todo o território nacional e da mobilização realizada pelas coordenações regionais, seja por meio de oficinas pedagógicas de saúde e meio ambiente nas escolas, mostras itinerantes de promoção da saúde e educação ambiental, atividades Alunos em Ação, visitas técnicas a escolas e participação em eventos nacionais, como a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia e a Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).
Clique aqui e acesse a lista de selecionados.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos e imagem: Divulgação / Obsma Regional Norte
Fiocruz Amazônia prestigia lançamento de edital da Fapeam para transferência de tecnologias voltadas ao enfrentamento de eventos climáticos extremos
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) marcou presença, na manhã desta quinta-feira, 03/10, na solenidade de lançamento do Edital de Credenciamento de Instituições para Transferência não Onerosa de Tecnologias Voltadas ao Enfrentamento da Estiagem e Eventos Climáticos e Ambientais do Estado do Amazonas. Representando os pesquisadores, a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, integrou a mesa de abertura do evento, que contou com a participação de representantes de órgãos governamentais e instituições de ensino e pesquisa. A iniciativa visa credenciar instituições públicas, privadas e sem fins lucrativos interessadas em atuar na transferência de tecnologias. As instituições credenciadas serão beneficiadas com aporte financeiro de até R$ 50 mil, recurso oriundo do tesouro estadual. O prazo para credenciamento (envio eletrônico) das propostas é dia 18/10.
O edital estima apoiar até 25 propostas de transferência não onerosa de tecnologia perfazendo um total dessa chamada de R$ 1,2 milhão. A chamada é uma iniciativa do Governo do Amazonas, por meio do Comitê de Enfrentamento à Estiagem e Eventos Climáticos e Ambientais e Comitê Técnico-Científico, coordenado pela Fapeam. Na oportunidade, a diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, destacou o empenho do Governo do Estado em apoiar o desenvolvimento de pesquisas no Amazonas e agora investir, de forma inédita, em propostas voltadas para mitigar eventos climáticos extremos, a exemplo da estiagem que ocasiona a cada ano a seca severa dos rios amazonenses.
A diretora da Fiocruz Amazônia, que é pesquisadora especialista em malária, destacou a importância da iniciativa e agradeceu a oportunidade de se pronunciar em nome dos seus pares. “Ações como essa são de extrema importância não só por incentivar ações de produção de conhecimento, mas também proporcionar que esse conhecimento produzido possa ter impacto para essa população que ainda atravessa e sofre muito mais com os eventos climáticos extremos”, afirmou Stefanie, salientando que é preciso a união de esforços para enfrentar as situações decorrentes de ações antrópicas que tanto afetam as populações mais vulnerabilizadas na Amazónia.
Além da ajuda humanitária, Márcia Perales destacou o Governo do Amazonas tomou um conjunto de providências voltadas para a mitigação dos problemas decorrentes dos eventos climáticos extremos causados pelas mudanças climáticas. “Dentre os decretos lançados pelo governador, quero citar dois, ambos de 5 de julho de 2024, que cria o Comitê de Estigaem e Enfrentamento das Mudanças Climáticas e o Comitê Técnico Científico, assinando um protocolo de intenções com várias instituições de ensino e pesquisa para tentar fazer a junção entre Estado e academia nesse diálogo. Dessa iniciativa, derivou uma série de ações estratégicas e estruturantes que já estão sendo colocadas em prática”, afirmou a diretora-presidente da Fapeam, destacando a excelência do trabalho dos pesquisadores do Amazonas.
De acordo com a Defesa Civil do Amazonas, já passa de 770 mil o número de pessoas atingidas diretamente pela estiagem no Estado. “Esses estudos e essas tecnologias sendo transferidas para que possamos ultrapassar essas dificuldades ocasionadas pelas condições climáticas extremas, vão trazer ganho significativo. Pela primeira vez, testemunhamos iniciativa e empenho tão grandes para trazer a ciência e a tecnologia para o atendimento da população e certamente ultrapassar as gerações e atender as gerações futuras”, ressaltou o secretário executivo da Defesa Civil, coronel Clóvis Araújo Pinto Júnior.
HOMENAGEM
Além do edital, a Fapeam lançou na ocasião o Prêmio Fapeam de Ciência, Tecnologia e Inovação – Ennio Candotti – Edição 2024. A premiação reconhece os pesquisadores, professores ciência na escola e profissionais de comunicação do estado, que estimulam a popularização e disseminação do conhecimento científico no Amazonas. Com investimentos de mais de R$b301.860,00, o prêmio tem valores que vão de R$ 2.900 a R$ 5.720. Além disso, os ganhadores serão indicados para a etapa nacional, o Prêmio Confap de Ciência, Tecnologia e Inovação – “Ennio Candotti” – Edição 2024, que este ano leva o nome do pesquisador Ennio Candotti, importante líder da comunidade científica. Na oportunidade, foi prestada uma homenagem à professora da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Marilene Correia. As inscrições vão até o dia 30/10.
Mais informações sobre o edital e o prêmio em www.fapeam.am.gov.br.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Livro de poesia sobre a Pandemia de Covid-19 é lançado na Fiocruz Amazônia
/em Notícias /por Julio OliveiraPoesias e poemas que revelam o quanto difícil foi a travessia turbulenta do período crítico da pandemia de Covid-19 no Amazonas compõem a obra PanPoéticaDemia, do escritor paraense José Seráfico, lançada na noite desta segunda-feira, 30/09, com uma sessão de autógrafos na sede do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em Manaus. Com 150 páginas, editado pelo Grupo Scortecci, o livro é um relato poético feito num momento de flagelo e incertezas vivido pela população em decorrência da falta de oxigênio nos hospitais da cidade. Vigésima obra da carreira de Seráfico, o livro revela a inquietação característica do autor, verdadeiro “arquivo vivo da Amazônia Brasileira”, como o define o médico infectologista Marcus Vinícius Guimarães de Lacerda, pesquisador especialista da Fiocruz Amazônia, que assina o prefácio do livro.
Em sua apresentação, Lacerda destaca: “(…) mesmo ouvindo sobre os horrores do vírus, Seráfico não conseguiu parar de escrever. Nenhum agente biológico de alta virulência foi capaz de interceptar os dedos ágeis e contundentes do meu amigo (…)”. Com a mesma convicção que tem sobre temas políticos e humanos em geral, ele passou a escrever com a alma desnuda, propriedade de todos os que viveram aqueles tempos. Sucede que Seráfico mostrou, em sua nudez d’alma, que mesmo diante da morte e do desconhecido, as palavras são a adaga afiada de um homem”, exalta.
A sessão de autógrafos, realizada no Salão Canoas, contou com a presença de familiares e amigos do autor, entre os quais a pesquisadora social Rita Bacuri, servidora da Fiocruz, e o advogado George Tasso, ex-aluno de Seráfico. “Professor Seráfico é uma figura admirável, uma pessoa por quem nutro um enorme bem querer. Conheço-o desde o final do século 20 na militância política acadêmica; ele como professor e eu como estudante, membro do movimento estudantil. Ele dono de uma carreira límpida, clara, de um intelectual até hoje inquieto e de atitudes. Essa obra completa o espectro das ações literárias do Professor Seráfico, cronista, articulista, escritor completo porque transitou da prosa para poesia”, definiu.
Também presente ao lançamento, a professora universitária Ilsa Valois descreveu Seráfico como uma figura inspiradora. “Ele faz poesia em todos os momentos, até fazendo política, é uma pessoa da maior competência em todos os níveis”, comentou. Representando a diretoria da Fiocruz Amazônia, o vice-diretor de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Aldemir Maquiné, destacou a importância da realização do lançamento do livro do Professor Seráfico na instituição. “Para a Fiocruz Amazônia, é uma imensa satisfação recebermos o Professor Seráfico para o lançamento de uma obra que retrata um momento tão simbólico para todos nós que fazemos o ILMD/Fiocruz Amazônia”, relembrou.
Seráfico conta que a pandemia é o fio condutor da obra. O autor explica que escolheu a Fiocruz Amazônia como local para o lançamento por três motivos: o período em que foi escrito, a importância estratégica da Fiocruz no contexto da Pandemia de Covid-19 e em homenagem ao médico infectologista Marcus Vinicius Guimarães Lacerda. “A escolha do local é uma homenagem à Fiocruz cujos esforços eu posso testemunhar no sentido de produção científica e o fato de o livro ter sido prefaciado, por uma escolha especialmente minha, pelo infectologista Marcus Lacerda, pesquisador dos mais respeitados da Fiocruz e também um discípulo e fiel amigo de um amigo irmão que hoje dá nome à Fundação de Medicina Tropical do Amazonas, Heitor Vieira Dourado”, resumiu.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Novo canal para profissionais que atendem pacientes com malária é disponibilizado pela Saúde
/em Notícias /por Julio OliveiraO Ministério da Saúde disponibiliza um canal de telessaúde, denominado de Telemal, voltado para profissionais de saúde que atendem pacientes com malária e outras doenças febris agudas. Este serviço inovador é resultado da colaboração entre a pasta e especialistas do Instituto Leônidas e Maria Deane (Fiocruz Amazônia), da Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Drª Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP).
O Telemal permite que especialistas compartilhem seus conhecimentos e ofereçam um suporte para diagnóstico, tratamento e manejo clínico de casos de malária e outras doenças febris agudas a profissionais de saúde, tais como médicos, enfermeiros, farmacêuticos, bioquímicos, agentes de saúde, microscopistas, gestores de saúde, entre outros. Por isso, para ampliar o acesso a essas informações, será criada uma seção específica sobre o canal, no portal Saúde de A a Z, dentro da área dedicada à malária.
O lançamento da plataforma representa um avanço significativo na luta para a eliminação da malária do Brasil e outras doenças febris agudas com o uso da saúde digital. Esse tipo de serviço busca melhorar a qualidade da assistência prestada em localidades remotas, além de reduzir os custos com tratamento fora do domicílio, facilitar a jornada de atendimento dos usuários do SUS, reduzir tempo de espera e aumentar a resolutividade dos atendimentos, particularmente para a Amazônia brasileira.
Desta forma, o canal oferece uma oportunidade para implementar esta experiência e conduzir uma pesquisa que avalie seu impacto na vida dessas populações, permitindo uma análise robusta e realista do custo-benefício da estratégia.
Funcionalidades
As ações ofertadas pelo Telemal são realizadas de forma virtual, exclusivamente para profissionais de saúde envolvidos no manejo clínico da malária e de outras doenças febris agudas, permitindo que estes profissionais recebam orientações especializadas remotamente, reafirmando o compromisso de manter a excelência na assistência prestada aos usuários do SUS.
Atendimento
Na rotina clínica assistencial, quando o paciente estiver com suspeita ou diagnóstico confirmado para malária e o profissional de saúde apresentar dúvidas referente ao manejo terapêutico indicado, e tanto o Guia de Tratamento da Malária quanto o aplicativo Malariatrat não as esclarecerem, este profissional poderá entrar em contato com o novo canal que fornecerá apoio às ações indicadas para cada situação. O Telemal está disponível 24 horas por dia via mensagens de WhatsApp pelos números (92) 98853-1392 e (92) 99193-2649. As ligações podem ser feitas de segunda a sexta-feira no horário comercial. O contato por e-mail pode ser realizado pelo endereço: telemalbrasil@gmail.com
Acolhida aos novos alunos de Iniciação Científica conta com palestra e treinamentos na Fiocruz Amazônia
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebeu uma nova turma de alunos do Programa de Iniciação Científica (PIC), formada por 43 graduandos de áreas diversas, que participaram ao longo de dois dias, 17 e 18/09, de uma série de atividades na sede do ILMD/Fiocruz Amazônia, dentro da edição 2024-2025 do programa. A acolhida contou com uma programação especial que incluiu palestras de pesquisadores do Núcleo de Inovação Tecnológica, abordando inovações na pesquisa científica, Laboratório Ecologia de Doenças Transmissíveis da Amazônia (EDTA) e do Núcleo de Apoio Técnico à Pesquisa, destacando aspectos importantes do trabalho da instituição.
Os alunos tiveram a oportunidade de assistir à palestra da médica veterinária e pesquisadora da Fiocruz Amazônia Alessandra Nava sobre “O papel do pesquisador no Antropoceno”, que abordou o impacto da ação do homem sobre a natureza como marco de uma nova época geológica na Terra. Ao final, participaram de um passeio guiado pelas instalações da Fiocruz Amazônia. No segundo dia, os alunos receberam treinamento em biossegurança ministrado pela Comissão Interna de Biossegurança do CIBio/ILMD representado pelo pesquisador-doutor Pritesh Jaychand Lalwani e a servidora Giovana Pinheiro da Conceição.
Coordenado pelo pesquisador-doutor do laboratório de Diagnóstico e Controle e Doenças Infecciosas da Amazônia (DCDIA), Yuri Chaves, o Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia visa a formação de recursos humanos para a pesquisa em saúde e o desenvolvimento científico de jovens estudantes de graduação de Instituições de Ensino Superior (IES) públicas e privadas reconhecidas pelo Ministério da Educação. O programa foi instituído pela Fiocruz Amazônia, em 1999, como um instrumento de formação de recursos humanos que permite colocar o estudante de graduação em contato direto com as atividades de pesquisa e o pensar científico, despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.
“É uma grande satisfação iniciarmos uma nova edição do Programa de Iniciação Científica, com novos alunos ingressantes e até mesmo aqueles que permaneceram de outras edições. Para o ILMD/Fiocruz Amazônia, a Iniciação Científica é um marco importante pois alimenta o desenvolvimento de pesquisas, principalmente pesquisa regional, além de fortalecer a capacitação e formação de novos pesquisadores que vão atuar na Saúde Pública no Amazonas e ou outros estados do Brasil. Esperamos, para este ano, muitas atividades, principalmente aquelas voltadas para divulgação científica, que possam contribuir ainda mais para a formação desses profissionais na Ciência”, afirmou Yury Chaves.
Estudante do 8º período do curso de Farmácia, da Estácio, Isabele Praxedes, 20, participou da acolhida aos calouros, como aluna de Iniciação Científica há um ano e meio. “Estou partindo agora para o meu segundo ano de Iniciação Científica e posso assegurar que foi uma oportunidade única em que tive a experiência de discutir e realizar ciência na região amazônica, e com meu trabalho recebi um prêmio ao participar da Raic (Reunião Anual de Iniciação Científica). A Fiocruz Amazônia é uma instituição que, por meio do programa, nos abraça e acolhe e sou muito grata por todas as oportunidades que recebi”, afirmou Isabele.
Para Evelyn Soledade, 21, estudante do 8º período de Biologia da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), a experiência da Iniciação Científica na Fiocruz vai agregar na sua formação acadêmica. “Estou feliz e com bastante expectativas de estar participando do Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia pois ele vem abrir perspectivas para o meu futuro acadêmico e a possibilidade de ver quais os rumos vou tomando para os meus projetos e futuramente participar de algum programa de pós-graduação”, salientou Evelyn.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Fiocruz Amazônia promove ações de popularização científica sobre saúde entre estudantes da rede municipal de ensino
/em Notícias /por Carlos GomesO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), promoveu na última terça-feira, 24/9, a roda de conversa intitulada “Fiocruz Amazônia vai à escola”. A atividade destinada à estudantes da educação básica, que antecede a programação da 21ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), visa propiciar aos estudantes, o contato com temas de saúde de relevância social, científica e tecnológica, por meio de atividades lúdicas e criativas.
Realizada no Parque das Tribos, maior bairro indígena do Brasil em homologação, localizado no bairro Tarumã Açu, a atividade reuniu alunos e professores das Escolas Municipais Prof. Waldir Garcia, e Santa Rosa II, visando promover maior integração entre a Fiocruz Amazônia e a comunidade. Durante a ação, os alunos tiveram de representar, através de desenhos, e outras atividades lúdicas, quais conceitos de saúde eles compreendem dentro suas respectivas realidades.
Segundo a assessora em gestão da Vice-Diretoria de Pesquisa e Inovação (VDPI – ILMD / Fiocruz Amazônia), Priscila Santana, a atividade proporciona uma reflexão sobre quais conceitos de saúde os alunos conseguem compreender. “Inicialmente, nosso objetivo principal é partir da compreensão da subjetividade de cada adolescente e criança sobre o conceito de saúde, partindo da ideia dos determinantes de saúde, como que vem essa compreensão subjetiva, relacionada ao que eles estão compreendendo o conceito de saúde. Por isso fizemos essa atividade, colocando-os para pensar, partindo dentro desses conceitos da própria realidade”, explica.
Para o professor Rivelino Bastos, a ação possibilita a evolução e desenvolvimento dos estudantes, através da troca de vivências em um novo ambiente. “É muito importante esse momento, pois os alunos vão para um ambiente diferente, podendo interagir com outros alunos de outras escolas. Essa aproximação é importante para que eles possam conviver com outro grupo, trazendo para eles a oportunidade de crescimento”, pontua.
Já a professora, Cleice Costa, destacou a importância do tema pautado pela atividade, diante do cenário de crises climáticas e ambientais enfrentados especialmente pela população amazonense, durante as últimas semanas. “Esse é um tema bem abrangente, que é pauta do nosso dia-a-dia, principalmente nas circunstâncias que a gente vive hoje, diante desse quadro de muitas queimadas, fumaça, doenças respiratórias e outras. Abordar esse tema de forma lúdica é extremamente importante, pois coloca cada uma dessas crianças diante de um questionamento. Diante de todas essas perspectivas, fica bem claro o quanto a gente precisa pautar nas nossas salas de aula, ou em todos os aspectos da sociedade, o que vai resguardar atualmente a nossa saúde”, avalia.
A atividade “Fiocruz Amazônia vai à escola” faz parte de um plano de ações da Instituição, que comtemplam os projetos “CiênciaPop: Fiocruz Amazônia na SNCT 2024”, “Fiocruz Amazônia: Três décadas de história reveladas através das experiências e contribuições inspiradoras das mulheres” e, “CiênciaPop ILMD/Fiocruz Amazônia: popularizando a ciência em saúde por meio de ferramentas digitais – Especial 30 anos”, com apoio da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) – Edital de Apoio às Unidades Técnico-Científicas e aos Escritórios Regionais da Fundação, e da Fundação de Amparo à Pesquisa no Amazonas (Fapeam) – Edital N. 003/2024 – POP C,T&I.
ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes
Fiocruz Amazônia realiza Centro de Estudos sobre “Hesitáncia vacinal entre mães venezuelanas em Manaus-AM”
/em Notícias /por Julio OliveiraO Centro de Estudos do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promoverá nesta sexta-feira, 27/09, a palestra intitulada “Entre o corpo e o afeto: Hesitância vacinal entre mâes venezuelanas em Manaus-AM”, a ser ministrada pela técnica em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Fabiane Vinente dos Santos, membro do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa), responsável por esta edição do Centro de Estudos.
O evento será transmitido via plataforma Zoom, pelo link https://us06web.zoom.us/j/81727977106?pwd=hANeYMZMOTNQd7NxIHbvDk1JHjvH5T.1 (ID 817 2797 7106 e senha de acesso 818460), e terá como pesquisador moderador a pesquisadora do Lahpsa Katia Maria Lima de Menezes.
Doutora em Antropologia Social pela Universidade Estadual de Campinas, Fabiane Vinente explica que a hesitância vacinal, descrita como relutância ou recusa à imunização contra uma doença imunoprevenível, constitui-se em um problema de saúde pública mundial, de causas complexas e multifatoriais. “No caso de pessoas atravessadas pela imigração, a hesitância vacinal é um dos fatores relacionados às baixas coberturas vacinais e à maior suscetibilidade a doenças preveníveis por imunizantes que caracterizam esta população”, afirma.
A palestra terá como foco um estudo de base etnográfica, parte de uma pesquisa comparativa desenvolvida em cidades de seis estados brasileiros e que explorou aspectos da hesitância vacinal entre mulheres venezuelanas em Manaus, Amazonas, no contexto do COVID-19, enfocando as subjetividades envolvidas nas justificativas para a não-vacinação e a noção de cuidado em sentido amplo.
SOBRE A PALESTRANTE
Técnica em Saúde Pública na Fundação Oswaldo Cruz, Fabiane Vinente é membro do Laboratório de História Políticas Públicas em Saúde na Amazônia (LAHPSA), professora titular do Programa de Pós-Graduação em Saúde da Família – Profsaúde. Tem experiência na área de Etnologia Indígena, Estudos de Gênero, Saúde e Migração Internacional e Saúde Indígena.
SOBRE O CENTRO DE ESTUDOS
O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Imagem: Mackesy Nascimento