COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD
ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia
O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.
A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.
Ormezinda Celeste Cristo Fernandes
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Expedição do Projeto Diagnóstico Situacional das UBS Fluviais visita embarcações que atendem a zona ribeirinha de Manaus
/em Notícias /por Julio OliveiraO Projeto Diagnóstico Situacional das UBS Fluviais, desenvolvido pelos parceiros Projeto Saúde e Alegria, Fiocruz Amazônia, Universidade Federal do Pará (UFPA) e Ministério da Saúde, deu início às expedições de avaliação das condições de funcionamento das UBS fluviais que atendem as comunidades rurais ribeirinhas na Amazônia. O trabalho de campo nesta primeira fase iniciou no último dia 17/03, contando com nove equipes cobrindo Expedições Marajó, Belém, Rio Tocantins, Pará-Amapá, Médio e Alto Solimões e Rio Negro. A equipe responsável pela calha do Rio Negro realizou o trabalho nos dias 17 e 18/03, em Manaus, com visitas às Unidades Básicas de Saúde Fluviais Antonio Levino e Ney Larcerda, mantidas pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa-Manaus). A atividade, coordenada pelo cirurgião dentista Claudivan Mello, incluiu aplicação de questionários, avaliação estrutural das condições de atendimento e de navegação das embarcações, além de entrevistas aos profissionais de saúde e usuários dos serviços oferecidos pelas duas UBS Fluviais.
Para Claudivan Mello, a primeira experiência foi bastante positiva. “Encontramos uma equipe superqualificada e empenhada com os objetivos da Estratégia de Saúde Fluvial e, também, com a finalidade do projeto. Estamos todos entusiasmados com a pesquisa e, como equipe, unidos para superar os desafios que virão”, afirmou o coordenador. Segundo ele, a equipe se saiu muito bem na aplicação dos instrumentos de pesquisa (questionários no sistema REDCap), fechando o primeiro módulo de avaliação no município de Manaus. A equipe é formada pela nutricionista e especialista em Estratégia de Saúde na Família, Ingrid Tomé de Souza, que atua como pesquisadora em saúde; o tecnólogo naval Alberto Coelho (pesquisador naval) e a sanitarista Fernanda Fernandes (assistente de campo).
Como resultado do trabalho, será produzido um relatório de ambiência e avaliação estrutural das embarcações. Claudivan explica que, para cada expedição realizada, será necessário um planejamento prévio que inclui agendamento das entrevistas com os coordenadores de saúde, bem como com os profissionais que atuam no atendimento às comunidades. “Nesta primeira atividade, tivemos que avaliar duas embarcações utilizadas na implementação da estratégia de saúde na família, e para aplicar as entrevistas com usuários e ACS das duas equipes, foi preciso articular a vinda de um usuário ao ponto de embarque (Porto do São Raimundo) e aproveitarmos a reunião de alinhamento da viagem para entrevistar os ACS”, relata.
A expedição Manaus/Madeira vai visitar 12 municípios das calhas dos rios Amazonas, Negro, Solimões, Purus e Madeira. “Estamos entrando em contato com os secretários municipais de Saúde, para articular cada atividade, que terá um total de três dias para cada município, e buscando agendar as entrevistas em momentos diferentes para não sobrecarregar as equipes, uma vez que a avaliação da parte estrutural das embarcações tem que ser criteriosa”, explica o coordenador.
A expedição começou pela UBSF Dr Antonio Levino, que tem 30 metros de comprimento, da rampa à popa, e é equipada com consultórios, laboratório de análises clínicas, sala de vacina, farmácia e instalações para alojamento da equipe, com capacidade para 22 pessoas. O gerente de Atenção à Saúde do Distrito de Saúde Rural da Semsa-Manaus, Francisco Santiago de Souza, destacou a importância da Estratégia de Saúde Fluvial no acompanhamento das comunidades ribeirinhas rurais. “O território do município é mais de 95% áreas rurais e esse trabalho das equipes de saúde é muito importante, porque possibilita o acesso dos ribeirinhos aos serviços de saúde oferecidos nas unidades urbanas”, explica Santiago.
Segundo ele, além das comunidades, o serviço oferece atendimento a localidades dispersas ao longo do trajeto. “Existe uma dispersão de população muito grande. Às vezes, entre um morador e outro, são quilômetros de distância e as unidades usam botes pequenos para poder chegar a pontos que a estrutura fluvial não consegue atingir”, explica, acrescentando que as duas UBSF cumprem rotas diferentes com datas alternadas e equipes de saúde próprias, sendo sempre a mesma tripulação. “A UBSF Dr Antonio Levino cobre a área do Rio Amazonas e a unidade Dr Ney Lacerda, a área do Rio Negro, com viagens mensais, que duram, em média, 10 dias. No total, atendemos 19 comunidades, entre as duas calhas (Rio Amazonas e Rio Negro), e mais cerca de 70 pequenas localidades espalhadas nesses percursos”, afirmou.
As duas embarcações possuem a mesma estrutura de consultórios para as consultas médicas, de enfermagem e odontológicas, além de laboratório e farmácia, com a carteira de medicamentos similares às oferecidas pelas unidades urbanas. Independentemente das condições do clima, as UBSF cumprem rigorosamente os cronogramas de viagens, até mesmo em período de estiagem, exigindo o uso dos botes para chegar aos locais de atendimento. A expedição foi recebida também pelo comandante das embarcações, Antônio Nascimento Tavares, e o diretor da UBSF Antonio Levino, Deronilson Silva da Cunha.
SOBRE O PROJETO
O objetivo do Projeto Diagnóstico Situacional das UBSF é identificar as condições de funcionamento das UBS fluviais que recebem financiamento do Governo Federal. O trabalho será realizado por meio de expedições às calhas dos rios nos Estados do Amazonas, Acre, Pará, Amapá e Roraima, com a aplicação de questionários que permitirão um diagnóstico completo da situação atual das UBSF. Nesta primeira fase, o projeto abrangerá um total de 51 municípios, com as expedições ao Marajó, Belém/Rio Tocantins, Pará/Amapá, Médio/Alto Solimões, Rio Negro, Parintins, Manaus, Madeira e Acre. Na segunda fase, estão previstos mais 43 municíipos de modo a cobrir as 96 embarcações. Com dois anos de duração, a pesquisa visa subsidiar projetos de reativação, ampliação e qualificação das Estratégias de Saúde Fluvial na Amazônia.
As atividades de campo foram iniciadas no dia 17/03 e deverão se estender até o mês de maio. Serão avaliadas no total 53 embarcações, ao longo das seis expedições. Após o levantamento das informações pelas equipes de campo, será feita a análise dos dados pela Fiocruz Amazônia e os apontamentos necessários em melhorias que podem ser feitas nas embarcações, tais como relocações, instalação de placas solares, sistema de diminuição de ruído, tratamento de esgotos, entre outras.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Michell Mello / Especial para Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia disponibiliza banco de currículo para alunos de Iniciação Científica
/em Notícias /por Carlos GomesO Programa de Iniciação Científica (PIC), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), visando aproximar estudantes à Instituição, através de uma rede de contatos, disponibilizou nesta segunda-feira, 24/3, o novo formulário de cadastro de currículo lattes, para alunos de graduação externos, que tiverem interesse em fazer Iniciação Científica no ILMD/Fiocruz Amazônia. O prazo para preenchimento vai de 24/3 a 7/4.
Coordenador do Programa de Iniciação Científica, no ILMD Fiocruz Amazônia, Yury Chaves, fala sobre a importância do Banco de Currículos para a visibilidade dos estudantes de graduação, visando a inserção na carreira científica. “Para os alunos de graduação, participar do programa de iniciação científica pode ser um divisor de águas na futura carreira acadêmica e profissional, isto porque cria a visibilidade profissional que pode resultar no desenvolvimento de parcerias para a pesquisa cientifica. Pensando estrategicamente em facilitar a seleção dos candidatos, a coordenação de iniciação científica da Fiocruz/Amazônia disponibilizou um banco de currículos para ser preenchido pelos estudantes, evitando o envio excessivo de e-mails aos pesquisadores”, explica chaves.
Yury complementa, ressaltando que a estratégia é boa também para que os pesquisadores possam receber informações mais precisas sobre o perfil dos graduandos. “Muitos alunos enfrentam dificuldades ao se apresentar, redigir um e-mail e anexar documentos essenciais para análise. Em um cenário onde os pesquisadores recebem uma grande demanda de informações, o banco de currículos surge como um facilitador, tornando o processo de seleção mais eficiente e acessível para ambos os lados”, pontua.
Acesse AQUI o banco de currículo.
A ferramenta pretende auxiliar tanto o pesquisador em selecionar bolsistas para uma possível entrevista ou projeto, como também alunos que tenham interesse em se candidatar a uma vaga de iniciação científica, para trabalhar em projetos da Instituição.
Por meio do formulário, o aluno consegue selecionar áreas de interesse, durante o cadastro, o que facilita o melhor direcionamento de estudantes, dentre as diversas linhas de pesquisa existentes entre os laboratórios de pesquisa do ILMD/Fiocruz Amazônia. Após preencher o formulário, os dados do candidato serão disponibilizados aos pesquisadores e, assim que surgir uma oportunidade, o aluno será contactado.
SOBRE O PIC
O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação; contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa e inovação tecnológica nos Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado para a melhoria das condições sociossanitárias na Amazônia; estimular pesquisadores produtivos a envolverem estudantes de graduação em suas atividades científicas, tecnológicas e profissionais; e proporcionar ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimular o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados ou alvo da pesquisa.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento
Fiocruz Amazônia reúne em Manaus para formação do Projeto Começo Meio Começo 140 agentes comunitários de saúde de 11 municípios do Amazonas
/em Notícias /por Julio OliveiraO Projeto Começo, Meio e Começo, de Formação de Trabalhadores e Trabalhadoras que atuam no Cuidado em Saúde das populações do Campo, Floresta e Águas, desenvolvido pela Fiocruz Amazônia com o apoio do Ministério da Saúde, prossegue com as formações dos profissionais de saúde que atuam nos territórios, desta vez reunindo em Manaus 140 trabalhadores e trabalhadoras de Atenção Primária de 11 municípios do Estado do Amazonas. Estão presentes ACS de Barcelos, Canutama, Carauari, Manaquiri, Manacapuru, Presidente Figueiredo, Tapauá, Iranduba, Lábrea, Rio Preto da Eva e Manaus. O treinamento terá três dias de duração, encerrando-se nesta sexta-feira, 21/03, acontecendo no Tropical Business, na Ponta Negra.
O evento foi aberto na quarta-feira, 19/03, com a presença da diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, juntamente com o pesquisador sanitarista da Fiocruz Amazônia, Júlio César Schweickardt, que é coordenador geral do projeto; a secretária de Direitos Humanos do Conselho Nacional de Populações Extrativistas, Silvia Elena Moreira Batista, representante do Grupo da Terra; e da chefe do Núcleo de Promoção do Respeito à Diversidade da Semsa-Manaus, Liege Franco de Sá.
O objetivo da formação é contribuir com a implementação da Política Nacional da Saúde Integral das Populações do Campo, Floresta e Águas”, criada em 2011 pelo Governo Federal, visando melhorar o nível de saúde dessas populações por meio de ações que busquem a qualificação do acesso aos serviços de saúde bem como a redução de riscos à saúde, decorrentes dos processos de trabalho e das inovações.
Stefanie Lopes agradeceu o empenho de todos os participantes para estarem presentes à formação. “É sempre uma alegria ter a oportunidade de estar numa atividade com a presença dos profissionais do SUS que atuam na ponta. Quero agradecer a cada um de vocês pelo esforço de estarem aqui participando deste projeto que é um grande desafio para todos os envolvidos”, afirmou a diretora, observando que as formações estão acontecendo com quase 70% das turmas formadas.
Ao todo, os facilitadores do Projeto Começo Meio Começo atuarão em 33 polos educacionais, nos Estados do Tocantins, Maranhão, Acre, Amapá, Rondônia, Roraima, Pará e Amazonas, em encontros com duração mínima de três dias, trabalhando temáticas diversas, ligadas ao cotidiano dos lugares, a exemplo das questões de violência, injustiça e racismo ambiental e situações de intoxicação causadas pelo uso de agrotóxicos e mercúrio. O projeto pretende atingir até 3.500 trabalhadores e trabalhadoras da Saúde.
“Estamos aqui em Manaus e paralelamente estão acontecendo formações em Belém (PA), São Luiz (MA), Porto Velho (RO) e Tefé (AM). Já realizamos atividades também no Tocantins, Parintins e Abaetetuba, numa verdadeira força tarefa para conseguir reunir as equipes, com o apoio das secretarias municipais de Saúde, por meio do Conselho de Secretários de Saúde dos Estados envolvidos”, explica Júlio Schweickardt.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Aberto processo eleitoral para cargo de diretor(a) do ILMD/ Fiocruz Amazônia
/em Notícias /por Carlos GomesA Comissão Eleitoral, instituída pela Resolução nº 001/2025 – GAB/ILMD/Fiocruz Amazônia, de 19/02/2025, torna pública nesta quinta-feira, 20/03, a abertura do processo eleitoral de escolha para o cargo de Diretor(a) do Instituto Leônidas & Maria Deane – ILMD / Fiocruz Amazônia – quadriênio 2025/2029, de acordo com o Regulamento Eleitoral aprovado pelo Conselho Deliberativo – CD em 19/03/2025.
O regulamento estabelece as normas para a organização, realização e apuração da Eleição para Diretor(a) do Instituto. A eleição será conduzida pela Comissão Eleitoral e ocorrerá por meio de votação eletrônica, segura e auditável, assegurando a acessibilidade e participação de todos os eleitores.
A votação será realizada em turno único, na data de 28/04/2025, no horário entre as 8h e 16h (horário de Manaus), conforme o calendário eleitoral aprovado pelo CD-ILMD/Fiocruz Amazônia.
SOBRE AS CANDIDATURAS
Poderão se candidatar profissionais de reconhecida competência técnico-científica, pertencentes ou não ao quadro de servidores da Fiocruz, desde que atendam aos critérios estabelecidos pelo Estatuto da Fiocruz, Regimento Interno do ILMD/Fiocruz Amazônia e este Regulamento Eleitoral.
As candidaturas serão individuais, sendo vedada a inscrição por chapas. Os candidatos que assim desejarem poderão anunciar, durante a campanha, os nomes que comporão suas vice-diretorias e demais funções.
A Comissão Eleitoral do ILMD/Fiocruz Amazônia atende pelo e-mail: comissaoeleitoral.ilmd@fiocruz.br
Confira os documentos do processo eleitoral e clique em cima do documento para fazer download:
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Foto: Michell Mello
Projeto Moetá inicia segunda fase de atuação com atividades de educação em saúde na Zona Leste de Manaus
/em Notícias /por Julio OliveiraO Projeto Moetá, que integra o Programa Fortalece SUS, desenvolvido pela Fiocruz Amazônia, promove ao longo desta semana atividades com seus comunicadores populares especializados em saúde (CPES) na Casa Mamãe Margarida, abrigo para crianças e adolescentes do gênero feminino em situação de vulnerabilidade social, situado no bairro São José, na Zona Leste de Manaus. A atividade dá prosseguimento ao trabalho, iniciado em 2024 pelo Moetá, de disseminação de informações científicas, de orientação em saúde e sobre importância do autocuidado e dos serviços de assistência em saúde da Atenção Primária, oferecida pelo SUS. Na última sexta-feira, 14/03, a equipe do projeto realizou a abertura simbólica das atividades, que contam com o Trailer da Saúde, unidade móvel da Fiocruz Amazônia, equipado com laboratório e utilizado de modo itinerante para atendimentos e pesquisas de campo em Manaus e Região Metropolitana. O trailer fica na Casa Mamãe Margarida até sexta-feira, 21/03.
“Nesta nova fase do Moetá retomamos o processo de divulgação da informação científica em saúde, rompendo a fronteira da cidade de Manaus e desenvolvendo ações em municípios do entorno, a exemplo de Manacapuru, Iranduba, Careiro da Várzea, Autazes, entre outros, contando com parceiros como o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), secretarias municipais de Saúde, instituições sociais, associações comunitárias e cooperativas”, explica o coordenador executivo do Moetá, Elton Aleme. Segundo ele, nessa nova fase, o projeto pretende fortalecer ainda mais o processo de educação em saúde e a importância do SUS no processo preventivo contra doenças, reunindo com grupos locais, permanecendo por mais tempo nas áreas atendidas e abordando temas como saúde bucal, prevenção, importância da higienização e lavagem das mãos para evitar o adoecimento, saúde da mulher, problemáticas da gravidez na adolescência, saúde nutricional, alimentação saudável, vacina e combate à violência contra a mulher.
Na Casa Mamãe Margarida, foram realizadas palestras sobre saúde da mulher, com foco na prevenção ao câncer de colo de útero e de mama, atendimento a gestantes, informações sobre métodos contraceptivos, a exemplo do dispositivo intrauterino de cobre (DIU), benefícios das boas práticas em atividades físicas, com o apoio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa-Manaus), por meio do Departamento de Saúde da Mulher, Conselho Regional de Enfermagem (Coren) e Conselho Tutelar da Zona Leste. O Projeto Moetá conta, nesta nova fase, com seis bolsistas, todos profissionais da área da saúde, entre os quais enfermeiros, técnico de enfermagem, nutricionista, odontóloga e uma fisioterapeuta (voluntária). Foram coletados dados antropométricos das crianças e adolescentes do abrigo e feitas análises microbiológicas e demonstração sobre lavagem correta das mãos, com o apoio do Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS), da Fiocruz Amazônia.
A Casa Mamãe Margarida é uma instituição não-governamental, vinculada à Inspetoria Laura Vicunã. Fundada em 1986, a entidade abriga atualmente 210 crianças e adolescentes do gênero feminino, mas tem capacidade para até 300 meninas em situação de vulnerabilidade social, com projetos de fortalecimento de vínculos familiares e o acolhimento para crianças e adolescentes que tiveram direitos violados e com medida protetiva vigente. Atualmente, a instituição se mantém por meio de doações e conta com fomento público (Prefeitura de Manaus e Governo do Estado). Para a assistente social da Casa, Roselande de Souza Vieira, a presença da Fiocruz na instituição é uma oportunidade para a oferta de serviços para as crianças e adolescentes assistidos, bem como suas famílias.
SOBRE A CASA
A Casa Mamãe Margarida nasceu para responder às questões sociais que atingiam a dignidade, cidadania e a individualidade de crianças, adolescentes, jovens e famílias desta região. A situação de crianças, adolescentes na periferia da cidade de Manaus, vitimados pelas várias formas de violência, sendo as principais tráfico e o uso de drogas, abuso e violência sexual e a violência doméstica, negligência, situação e rua afetam diretamente as famílias sendo os motivos mais frequentes da desestruturação familiar. Esta realidade foi determinante para o empenho e investimento institucional na busca de parceiros, para suprir tanto o aspecto econômico como também em dispensar recursos humanos qualificados para responder aos anseios e necessidades da comunidade. Entre as violações de diretos das quais as crianças e adolescentes da Casa são vítimas, estão abandono, negligência, exploração sexual, violência juvenil, visível nas ruas.
FORTALECENDO O SUS
O Projeto Moetá é um dos três subprojetos do Programa Fortalece SUS, desenvolvido pela Fiocruz Amazônia, com a finalidade de promover a formação de comunicadores populares especializados em saúde (CPES) para atuar na disseminação de informações científicas, garantindo uma linguagem atraente, acessível, utilizando metodologias de comunicação inclusiva e produzindo conteúdo informativo para a população em geral. No ano passado, o Moetá conseguiu realizar um total de 398 oficinas em 67 instituições de diferentes localidades e zonas de Manaus, alcançando aproximadamente 3,5 mil pessoas, a maioria estudantes da rede pública estadual com repasse de informações em saúde, atividades lúdicas, palestras e serviços de orientação e cuidados em saúde e meio ambiente.
A coordenadora geral do Programa Fortalece SUS, Rita Bacuri, que é pesquisadora social da Fiocruz Amazônia, explica que ao Moetá somam-se as atividades de outros dois projetos – Ágape (voltado para mulheres migrantes) e o Mestrado Profissional em Epidemiologia e Saúde da Mulher e da Criança (para profissionais da área da saúde). “Investir em ações de Educação em Saúde é fundamental para a promoção do SUS e sobretudo a popularização da Ciência. A Fiocruz, como produtora de conhecimento científico, tem o compromisso de fazer valer a máxima de que é preciso ir onde o povo está”, avalia Rita Bacuri. A abertura contou com a presença do boneco Oswaldinho, mascote da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma), da Fiocruz.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Aula inaugural abre ano letivo da Fiocruz Amazônia com palestra sobre os desafios da formação em Saúde Coletiva
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou, na manhã desta terça-feira, 18/03, a solenidade de abertura do ano letivo 2025 dos cursos de pós-graduação Stricto sensu com as boas-vindas aos novos alunos da instituição – um total de 36 – feita pela Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), Coordenação Geral do Stricto Sensu da Fiocruz, diretoria do ILMD/Fiocruz Amazônia, coordenadores e docentes do programas de pós-graduação da unidade e representantes de instituições parcerias, como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Com o tema “Complexidade e desafios emergentes: formação, ciência e prática da saúde”, foi dado início ao ano letivo institucional com uma aula inaugural para os cursos de mestrado e doutorado dos programas de Pos-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) e Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação).
Em formato virtual, a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Vieira Machado, destacou o papel estratégico da Fiocruz Amazônia no cumprimento do seu papel enquanto instituto de pesquisa e de ensino. “Caminhamos sempre em parceria com a Fiocruz Amazônia, que é uma unidade regional da Fiocruz muito especial para nós por desenvolver pesquisas voltadas para a região amazônica, de importância nacional e global, além de fazer ensino, da Iniciação Cientifica ao Mestrado, Doutorado e Pós-Doutorado. Somos muito gratos ao apoio recebido dessa instituição e desejamos aos novos alunos que aproveitem todas as oportunidades de crescimento acadêmico”, afirmou Cristiani, cumprimentando a diretora Stefanie Lopes, a vice-diretora de Educação, Informação e Comunicação, Rosana Parente, coordenadores de PPGs, trabalhadores e parceiros presentes.
Também de modo on lne, a coordenadora geral adjunta do Stricto Sensu da Fiocruz, Isabela Delgado, ressaltou as possiblidades de construção coletiva que se apresentam para os novos discentes a partir das parcerias e oportunidades oferecidas pela Fiocruz. “Mais do que isso, desenvolvam o olhar, o cuidar e o estar bem com o que lhe é próximo”, aconselhou Isabela, dirigindo-se tanto para estudantes que ingressam na unidade quanto aos já matriculados. “Ao longo do curso, conheçam a fundo e entendam a Fiocruz na sua totalidade. Há diversos editais de mobilidade oferecidos para pesquisadores e estudantes, além das oportunidades de espaços coletivos de debates, fóruns e espaços de discussão para todos os níveis de formação”, reforçou, destacando a importância da Associação dos Pós-Graduandos (APG) enquanto espaço de engajamento.
Aberta ao público, que lotou o Salão Canoas, na sede do ILMD/Fiocruz Amazônia, a solenidade foi transmitida via Zoom, contando com a participação da chefe do Departamento de Acompanhamento e Avaliação da Fapeam, Ana Cláudia Maquiné Dutra, e da diretora do Departamento de Acompanhamento e Avaliação da Pós-Graduação da UFAM, Carla de Jesus, representando respectivamente a diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, e o reitor da UFAM Sílvio Puga. A palestra da aula inaugural foi proferida pela pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP-Fiocruz), Enirtes Caetano Prates Melo, que abordou, entre outros pontos, aspectos da desigualdade no acesso e na produção de ciência, tecnologia e inovação, tendência de estabilização da taxa de crescimento da população brasileira, desigualdades sociais, impacto das mudanças climáticas, a relação com o ambiente e a criação de sistemas resilientes de governabilidade em situações de fenômenos climatológicos extremos.
“Esse é um momento muito promissor. De um lado temos problemas já conhecidos que permanecem, temos novas versões dos problemas conhecidos e temos desafios que se apontam”, resumiu Enirtes, que é epidemiologista e pesquisadora visitante sênior da Fiocruz Amazônia. Segundo ela, existe um conjunto de desafios que podem ser enfrentados na área de saúde coletiva e a existência dos programas de pós-graduação do ILMD/Fiocruz Amazônia é fundamental por estarem situados na Região Norte. “Um deles (DASPAM) representa um consórcio de programas e instituições que se juntam num desafio comum, o que é da maior importância”, salientou, lembrando que a parceria ENSP/Fiocruz Amazônia será ainda mais fortalecida com a vinda de pesquisadores visitantes sêniores para a unidade.
RECORDE DE ALUNOS
Na saudação aos presentes, a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, destacou o número recorde de alunos matriculados da instituição – atualmente são 193 – e a importância desse momento de apresentação da unidade aos novos estudantes. “É superimportante que todos cheguem motivados, com empolgação e que se mantenham assim para enfrentar os desafios que se seguem. A pós-graduação é um espaço de aprofundamento do conhecimento, inovação e produção científica de excelência e estamos felizes em ter 193 alunos matriculados hoje no ILMD/Fiocruz Amazônia, algo inimaginável anos atrás, e quatro programas de pós-graduação, sendo o mais antigo com dez anos, resultado de uma construção histórica de formação de pessoas na Amazônia”, mencionou a diretora, destacando o empenho da equipe da Vice-Diretoria de Educação, Informação e Comunicação para esse avanço.
Stefanie ressaltou também a importância das parcerias. “A Fiocruz Amazônia é a segunda unidade da Fiocruz, com mais acordos de cooperação firmados, perdendo apenas para o Instituto Oswaldo Cruz (IOC). Temos cooperação com todas as secretarias municipais de Saúde do Estado do Amazonas, e já estamos renovando”, frisou. “A parceria com a Fapeam continua firme e forte na concessão de cotas de bolsas de auxílio e apoio técnico”, assegurou a chefe do Departamento de Acompanhamento e Avaliação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas, Ana Cláudia Maquiné. Segundo ela, em sua trajetória de 21 anos, a Fapeam tem investido fortemente em pesquisa básica e pesquisa aplicada, demonstrando a disposição do Governo do Amazonas em investir na formação de Recursos Humanos qualificados no Amazonas.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Estudo alerta para o problema da dupla carga de má nutrição em crianças de zonas remotas da Amazônia
/em Notícias /por Julio OliveiraUm estudo coordenado pela Fiocruz Amazônia sobre o problema da dupla carga de má nutrição em crianças das zonas rural e urbana de municípios com difícil acesso do Amazonas, acende um alerta para a situação de crianças menores de cinco anos, especialmente das mais vulneráveis em contexto de crise climática, pois são esperados impactos diretos sobre o crescimento e desenvolvimento dessas crianças, além de efeitos negativos tardios na vida adulta. O estudo, publicado recentemente pela revista científica Frontiers Public Health, foi realizado por pesquisadores de diversas instituições, a exemplo da Universidade de Lancaster (Reino Unido), Universidade de Ciência e Tecnologia Rei Abdullah (Arábia Saudita), Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e Universidade de São Paulo (USP).
De acordo com o epidemiologista e pesquisador da Fiocruz Amazônia, Jesem Orellana, o trabalho teve como foco, de um lado, a avaliação da dupla carga de má nutrição em crianças menores de cinco anos de zonas remotas da Amazônia brasileira, bem como a aplicação de um método para estimar problemas de saúde de baixa ocorrência (prevalência) e em populações relativamente pequenas, tal como recorrentemente observado, na realidade de municípios do interior do estado do Amazonas – Jutaí, Ipixuna, Maués e Caapiranga – e em dezenas de comunidades rurais.
“O foco do artigo foi no conceito de dupla carga de má nutrição, ou seja, quando uma criança tem, ao mesmo tempo, excesso de peso e baixa estatura para a idade. Em outras palavras, gordinha e baixinha, ao mesmo tempo. Além do diagnóstico nutricional inédito do problema, inovamos na análise dos dados, pois usamos modelos que ajudaram a superar um conhecido problema em populações de menor porte, o de estimar eventos cuja ocorrência populacional é baixa em termos proporcionais”, explica Jesem Orellana, que é chefe do Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia (LEGEPI), da Fiocruz Amazônia, com sede em Manaus.
De acordo com o artigo científico, a dupla carga latente de má nutrição (DCLMN) no mesmo indivíduo é uma preocupação de saúde pública negligenciada, especialmente em países de baixa e média renda (LMICs) e que tende ao agravamento com o aprofundamento da crise climática e da mudança de estilo de vida das crianças, especialmente sobre os mais vulneráveis. “A DCLMN está associada a riscos aumentados de doenças não transmissíveis, complicações no parto e custos de saúde relacionados à obesidade na idade adulta. No entanto, avaliar desfechos (problemas/condições de saúde) de baixa prevalência em populações relativamente pequenas segue sendo um desafio difícil de superar, usando estatísticas frequentistas convencionais. Por este motivo, nosso estudo usou modelos bayesianos latentes para estimar a prevalência de DCLMN em pequenas populações de cidades remotas e comunidades rurais na Amazônia brasileira”, evidencia o estudo.
CRIANÇAS DE 6 A 59 MESES
A pesquisa se constituiu em um abrangente estudo transversal, realizado com crianças urbanas e rurais de 6 a 59 meses de municípios remotos e geograficamente distantes entre eles, “iniciativa não tão comum na Amazônia brasileira, devido, sobretudo, aos seus elevados custos operacionais, de financiamento e, mais recentemente, de segurança das equipes de pesquisa, devido à presença cada vez mais intensa de criminosos, como piratas de rio, grileiros e garimpeiros ilegais, por exemplo”, observa o pesquisador. Foram avaliados quatro municípios dependentes de rios, recrutando crianças em domicílios selecionados aleatoriamente em cada cidade e um total de 60 comunidades ribeirinhas nos municípios selecionados. “Por meio da modelagem bayesiana, estimamos a prevalência de dupla carga latente de má desnutrição (DCLMN) e seus intervalos de credibilidade (IC), bem como probabilidades de excedência para certos valores de DCLMN”, pontua a publicação.
Como resultado, a pesquisa apontou que a prevalência rural de DCLMN foi significativamente maior em Jutai (3,3%; IC: 1,5% a 6,7%), em comparação com Maués e Caapiranga. A probabilidade de a prevalência rural de DCLMN exceder 1% foi muito alta em Jutai (99,7%) e alta em Ipixuna (63,2%). As probabilidades de a DCLMN superar o valor de 1% variaram amplamente entre as subpopulações urbanas, com valores indo de 6,7% em Maués a 41,2% em Caapiranga. Por outro lado, a probabilidade de a DCLMN superar os 3,0% foi alta na zona rural de Jutaí (59,7%).
Segundo Orellana, a abordagem inovadora usada no artigo tem implicações importantes, entre elas a possibilidade de permitir estimativas mais precisas sobre problemas de saúde diversos com baixa prevalência e em populações relativamente reduzidas, além de fortalecer o monitoramento da DCLMN, especialmente onde a saúde e o estado nutricional são frequentemente mais precários, e os esforços de saúde pública costumam focar na desnutrição.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Arquivo
Abertura do ano letivo da Fiocruz Amazônia contará com aula inaugural sobre Saúde Coletiva e VI Workshop Estratégico da Educação
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) marcará a Abertura do Ano Letivo da Pós-Graduação da instituição com a realização da Aula Inaugural e o VI Workshop Estratégico da Educação, ao longo de dois dias, 18 e 19/03. A aula inaugural do ano acadêmico abordará, na manhã da terça-feira,18/03, o tema “Complexidade e desafios emergentes: formação, ciência e prática da saúde coletiva”, com palestra presencial proferida pela pesquisadora da Fiocruz, Enirtes Caetano Prates Melo, vice-diretora de Educação da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, a partir das 9h, no Salão Canoas. À tarde, terá início o VI Encontro Estratégico da Educação, para apresentação dos serviços e estrutura da Vice-Diretoria de Educação, Informação e Comunicação, se estendendo até o dia 19/03.
A solenidade de Abertura do Ano Letivo contará com a presença da diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, que fará a saudação aos novos alunos e à palestrante Enirtes Caetano, que é pesquisadora do Departamento de Epidemiologia e Métodos Quantitativos em Saúde e docente permanente dos Programas de Pós-graduação Epidemiologia em Saúde Pública, acadêmico e profissional, da ENSP/Fiocruz. Enirtes possui Mestrado e Doutorado em Saúde Pública (concluídos em 1996 e 2004) e pós-doutorado em Epidemiologia (2010-2011) pela Fundação Oswaldo Cruz e atua principalmente nos temas: estudos longitudinais, epidemiologia ambiental (métodos de análise espacial), de avaliação em saúde, acesso e utilização de serviços de saúde.
A vice-diretora de Educação, Informação e Comunicação, Rosana Parente, destaca a importância da participação dos discentes, principalmente os novos alunos matriculados nos programas de pós-graduação PPGVIDA e PPGBIO-Interação, nas atividades. “A abertura do ano letivo é um momento simbólico por representar o início de um novo ciclo de descobertas, aprendizados e colaborações que fortalecerão a trajetória acadêmica e profissional de cada um dos ingressantes nos cursos. É um momento de acolhida e integração onde são apresentadas as diretrizes institucionais, os recursos disponíveis e as oportunidades que enriquecerão a jornada dos novos estudantes”, afirma Parente. A Aula Inaugural será transmitida pelo You Tube do ILMD/Fiocruz Amazónia.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Imagem: Mackesy Nascimento