COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD
ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia
O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.
A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.
Cadernos do Curso “Formação de Trabalhadores e Trabalhadoras em Saúde das Populações do Campo, Floresta e Águas” ganham versão impressa
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) lançou a versão impressa dos cadernos do curso “Formação de Trabalhadores e Trabalhadoras que Atuam no Cuidado em Saúde da População do Campo, da Floresta e das Águas”, desenvolvido em parceria com o projeto Começo Meio Começo, do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde (Lahpsa). Os cadernos oferecem uma abordagem inovadora para a formação de profissionais de saúde que atuam nas áreas rurais e florestais da Amazônia. Eles abordam temas como a saúde integral das populações do campo, floresta e águas, a atenção primária em saúde e a importância da compreensão das especificidades territoriais e culturais da região.
O pesquisador em Saúde Publica da Fiocruz Amazônia, Júlio César Schweickardt, coordenador do projeto, explica que o conteúdo dos cadernos é resultado de uma pesquisa aprofundada e de um processo de escuta de profissionais da saúde que atuam nos territórios, além de técnicos do Ministério da Saúde, representantes de movimentos sociais que integram o Grupo da Terra e pesquisadores de diversas instituições do País. “Os cadernos auxiliam as atividades de formação nas oficinas realizadas pelo projeto. Eles foram elaborados por uma equipe de pesquisadores e primeiramente hospedados no Campus Virtual da Fiocruz, para consulta pelos estudantes durante as atividades de formação. Agora, eles (os cadernos) foram impressos para que fiquem como referência do trabalho junto às novas equipes de trabalhadores e trabalhadores em saúde em novas formações nos territórios”, explica o pesquisador.
A intenção é fazer com que os cadernos impressos possam ser utilizados para uma formação mais ampliada das equipes. Cada cursista que participou das oficinas nos 240 municípios dos oito estados contemplados pelo Projeto Começo Meio Começo receberá um kit com seis cadernos. Neles estão contidas as cinco trilhas que integram a formação. “São mais de 2 mil profissionais de saúde, que atuam junto a quilombos, comunidades ribeirinhas, assentamentos e áreas de extrativismo na Região Norte, razão pela qual produzimos uma quantidade grande de kits”, afirma Júlio Schweickardt. Foram produzidos 3 mil kits, cada um com seis cadernos, totalizando 18 mil exemplares. As publicações também estão disponíveis no site da Rede Unida.
O material será entregue também às secretarias municipais de saúde, coordenações de Atenção Básica dos municípios e à Secretaria de Atenção Primária do Ministério da Saúde para que sejam referência para novas formações a serem realizadas pela Fiocruz, por meio da Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção à Saúde (VPAAPS), nas regiões Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. O coordenador salienta a importância da escuta dos diferentes territórios para a construção dos cadernos, incluindo aí os coordenadores e facilitadores que trabalharam ao longo da execução do projeto. “Por essa razão, os cadernos impressos só ficaram prontos no final, porque foram sendo construídos absorvendo elementos do curso em andamento, a exemplo de depoimentos de alunos e facilitadores, num processo coletivo e participativo”, complementa.
A coordenação editorial da publicação é do sanitarista Júlio Schweickardt, juntamente com o coordenador geral da Rede Unida, Alcindo Antonio Ferla, e as coordenadoras pedagógicas territoriais do Começo Meio Começo Ana Lúcia Nunes, Thalita Renata de Oliveira das Neves Guedes, Adriana Lopes Elias, Viviane Lima Verçosa e Fabiana Manica. As artes da capa e as que ilustram as páginas dos cadernos tiveram como inspiração o material produzido na primeira oficina de formação dos facilitadores. “As ilustrações resultaram da produção dos facilitadores, não são artes aleatórias e sim produzidas pela formação, o que valoriza ainda mais as publicações, como ferramentas valiosas para os trabalhadores e trabalhadoras da saúde que buscam melhorar a Atenção Primária em Saúde nas comunidades rurais e florestais”, avalia Schweickardt.
POLÍTICA NACIONAL
Os cadernos são parte de um esforço maior para fortalecer a execução da Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo, das Florestas e das Águas. Eles são uma contribuição importante para a formação de profissionais de saúde que possam atender às necessidades específicas das populações da Amazônia. Para a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, o lançamento da versão impressa dos cadernos reafirma o compromisso da Fiocruz Amazônia com a promoção da saúde integral e equitativa das populações mais vulneráveis da região. “Os cadernos são uma ferramenta importante para a formação de profissionais de saúde que atuam nesses territórios contemplados pela Política de Saúde das Populações do Campo, Florestas e Águas e podem ser utilizados como referência para outras iniciativas de formação em saúde”, enfatizou a diretora.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Projeto Futuras Cientistas abre inscrições para imersão na Fiocruz Amazônia voltada para alunas e professoras do Ensino Médio da rede pública
/em Notícias /por Julio OliveiraEstão abertas as inscrições para alunas do 2º ano do Ensino Médio e professoras de escolas da rede pública estadual interessadas em participar dos projetos de imersão científica do Programa Futuras Cientistas 2026, promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Um dos projetos oferecidos é o “Da Célula à Bancada: Experimentando Ciência com o Estudo da Biologia e da Química Aplicada”, do Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS), do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), que vai proporcionar o contato de estudantes e professores com as áreas da Biologia Molecular e Química, despertando o interesse feminino pela Ciência. As alunas interessadas têm até o dia 6/10 para se inscrever e participar da imersão, que acontecerá ao longo do mês de janeiro de 2026, com aulas e práticas em laboratório na sede da Fiocruz Amazônia, em Manaus. Cada participante cadastrada selecionada ganhará uma bolsa no valor de R$ 300,00.
As inscrições podem ser feitas no site do projeto (www.futurascientistas.com.br). Para se inscrever, são necessários o preenchimento de formulário de inscrição, documento de identidade e CPF, boletim escolar de 2025 ou documento eletrônico assinado/ reconhecido pela escola e Currículo Lattes. O Futuras Cientistas é um programa que estimula o contato de alunas do 2o ano do Ensino Médio e professoras da rede pública de ensino com as áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática com o objetivo de contribuir com a equidade de gênero no mercado profissional. Durante o mês de janeiro, as alunas participam de Projetos de Pesquisa dentro de universidades, laboratórios, institutos e empresas.
Além da Fiocruz Amazônia, outras instituições de ensino e pesquisa, em Manaus, a exemplo da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), também estão oferecendo oportunidade de participação em projetos aprovados pelo CNPq. O Projeto “Da Célula à Bancada: Experimentando Ciência com o Estudo da Biologia e da Química Aplicada” é coordenado pela pesquisadora em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Priscila Aquino. Segundo ela, a ideia é proporcionar uma experiência de imersão científica interdisciplinar, integrando os conteúdos curriculares de Biologia e Química por meio de práticas laboratoriais com fungos filamentosos, a fim de possibilitar que alunas e professoras do ensino médio compreendam a aplicação desses conhecimentos no contexto da pesquisa biomédica desenvolvida na Fiocruz Amazônia.
SOBRE O PROGRAMA
O Futuras Cientistas é um programa do Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene) e visa contribuir com a equidade de gênero no mercado profissional. Com o desenvolvimento do pensamento e de atividades científicas transdisciplinares, o projeto pretende reduzir barreiras para o acesso e permanência de meninas e mulheres nos espaços científicos. Em 10 anos, 70% das participantes do programa foram aprovadas no vestibular. Destas, 80% escolheram cursos nas áreas de Ciência e Tecnologia. As frentes de atuação têm início no ensino médio, entretanto seguem até o ensino superior. São frentes de ação do programa: Imersão Científica, Banca de Estudos, Mentoria e Estágios.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Imagem ilustrativa: Projeto Futuras Cientistas
Fiocruz Amazônia realiza acolhida e promove integração dos novos servidores concursados com os setores de Gestão, Pesquisa e Ensino
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou nesta segunda-feira, 1/09, a acolhida aos novos servidores concursados da instituição, promovendo a integração entre eles e os setores que integram os três pilares da instituição (Gestão, Pesquisa e Ensino), além de um apanhando histórico sobre a criação da unidade, seu papel estratégico na Amazônia brasileira e internacional e as perspectivas para o futuro. No total, 11 servidores assumiram o exercício efetivo de seus cargos, oriundos do último concurso realizado pela Fiocruz, e foram apresentados oficialmente, sendo cinco pesquisadores em saúde pública (Alessandra Ferreira Dales Nava, Elerson Matos Rocha José Joaquin Carvajal Cortes, Jordana Herzog Siqueira e Lucas Manoel da Silva Cabral), três tecnologistas de gestão em saúde pública (Djane Clarys Baia da Silva, Hallison Mota Santana e Simone Silveira) e três analistas de gestão em saúde pública (Giselle Carvalho Farias Marinho, Lina Augusta Serrão Aguiar e Karine Nunes Lima). Dos 11, oito estão locados em laboratórios de pesquisa da unidade.
A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, que também é pesquisadora em Saúde Pública, vinculada ao Laboratório de Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas na Amazônia (DCDIA), apresentou a estrutura atual da unidade e destacou a importância desse novo momento para a instituição. “Estávamos ansiosos pela chegada de vocês. Éramos 47 e agora somos 58 estatutários, gerando um incremento no número de servidores e elevando a nossa potência de entrega. E a expectativa é de que tenhamos excedentes para agregar ainda mais à nossa instituição”, enfatizou a diretora, destacando a necessidade de envolvimento de todos em torno da mobilização pela nova sede da Fiocruz Amazônia, a ser construída no bairro São Jorge, Zona Centro-Oeste de Manaus, em terreno doado pelo Exército Brasileiro.
Os novos servidores puderam se apresentar através da dinâmica “nós da rede” ou “dinâmica da teia”, um exercício de integração que utiliza um rolo de barbante para criar uma teia de conexões entre os participantes, mostrando visualmente a interdependência e o alcance de cada pessoa dentro do grupo. Participaram da atividade servidores veteranos e representantes dos colaboradores terceirizados que integram a estrutura da unidade, que hoje conta com um total de 450 pessoas, entre pesquisadores, bolsistas, estudantes e corpo administrativo. “A ideia foi fazer com que cada um pudesse se apresentar e falar um pouco das expectativas em relação à instituição e do sentimento de passar a integrar o corpo de servidores da Fiocruz”, explica a vice-diretora de Pesquisa e Inovação, Michele Rocha El Kadri.
Stefanie Lopes apresentou a estrutura da Fiocruz nacional, ressaltando a importância da instituição, com atuação na pesquisa, desenvolvimento tecnológico e ensino de saúde pública, colaborando diretamente com as políticas e diretrizes do Ministério da Saúde para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde do País. A diretora mencionou também o papel estratégico do Congresso Interno, que acontece a cada quatro anos na instituição, com a proposta de discutir os próximos passos da Fiocruz no sentido de manter-se como instituição estratégica de Estado para a saúde, vislumbrando as possibilidades jurídico-administrativas que podem dar à Fiocruz melhor capacidade institucional de resposta aos desafios da saúde e possíveis mudanças no modelo de gestão de pessoas visando a valorização profissional, atração de novos servidores e o fomento ao desenvolvimento e evolução profissional.
Na sequência, a diretora ressaltou a relevância da criação da Fiocruz Amazônia para formação de um polo de infraestrutura estrategicamente voltado ao avanço da pesquisa, ao fomento da inovação e ao fortalecimento da capacitação de recursos humanos na região amazônica, com sua estrutura hoje composta por sete laboratórios e um organograma formado por órgãos colegiados, direção e órgãos de assistência e assessoramento, baseados nos princípios da ética e compromisso social, diversidade e inclusão, colaboração e colegialidade, cuidado com as pessoas e formação e aprendizado contínuo.
A vice-diretora de Pesquisa e Inovação, Michele El Kadri, fez um apanhado sobre os laboratórios de pesquisa da unidade, apresentando suas composições, áreas de atuação e programas institucionais, a exemplo do Proep, Programa de Iniciação Científica e Tecnológica e Programa de Vocação Científica. Já o vice-diretor de Educação, Comunicação e Informação, Claúdio Peixoto, pontuou historicamente a criação dos programas de pós-graduação da instituição, entre 2005 e 2023, destacando os cursos oferecidos. Por fim, foram apresentadas as áreas de atuação da Vice-Diretoria de Gestão e Desenvolvimento Institucional, pelo vice-diretor Aldemir Maquiné, e aspectos da Lei nº 8.112/1990, que instituiu o Regime Jurídico Único (RJU) para os servidores públicos no âmbito federal, além dos sistemas de avaliação de desempenho, frequencia e estágio probatório, temas abordados pela chefe do Serviço de Gestão do Trabalho (SEGET), Luciene Araújo.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Fiocruz Amazônia e UNFPA realizam formações para módulo prático do curso sobre “Assistência ao parto: emergências obstétricas” com profissionais de maternidades de Manaus
/em Notícias /por Julio OliveiraA Fiocruz Amazônia e Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), em parceria com a Secretarias de Estado da Saúde do Amazonas e as secretarias municipais de Saúde de Boa Vista e Parintins, têm realizado ações estruturadas para promoção da saúde reprodutiva e o parto seguro junto aos profissionais de saúde da Atenção Primária e maternidades. Em Manaus, nos dias 21 e 22/08, ocorreu o último módulo prático do curso de “Manejo Clínico em Urgências e Emergências Obstétricas”, destinado a médicos obstetras e enfermeiros que atuam em maternidades da rede pública, dentro do Programa de Formação Profissional em Obstetrícia: Contracepção, Pré-natal e Manejo Clínico em Emergências. O programa é coordenado pela pesquisadora em Saúde Pública, vice-diretora de Pesquisa e Inovação e diretora adjunta da Fiocruz Amazônia, Michele Rocha de Araújo El Kadri. A formação foi direcionada para profissionais das maternidades Balbina Mestrinho, no bairro da Cachoeirinha, e Azilda Marreiro, localizada na Cidade Nova. Foram realizadas também aulas práticas no Hospital Materno Infantil de Roraima, em Boa Vista (RR).
O curso é um dos eixos do Projeto Poderosas da Amazônia, iniciativa realizada pela UNFPA e a Embaixada da França, que visa fortalecer a identidade e as capacidades locais de mulheres no que se refere ao acesso à saúde. Bem-recebido pelos participantes, o curso, de acordo com Michele El Kadri, tem como finalidade qualificar profissionais e ampliar o acesso a serviços de saúde sexual e reprodutiva, contribuindo para a redução da mortalidade materna e da gravidez não planejada nos estados da Amazônia Legal. Os cursos autoinstrucionais estão disponíveis na plataforma do Campus Virtual Fiocruz. Abertos ao público em geral, os cursos estão disponíveis on line e gratuitos, especialmente voltados a profissionais de saúde que atuam com a temática Assistência ao parto e Planejamento Reprodutivo para Profissionais da Atenção Primária à Saúde.
Michele El Kadri destaca os resultados alcançados com a realização dos módulos práticos do curso em Boa Vista e Parintins, para exemplificar o êxito da iniciativa. “No total, 673 mulheres foram atendidas em planejamento reprodutivo (com inserção de DIU e Implanon), em seis dias de atividades; 180 profissionais capacitados, sendo 142 médicos e 38 enfermeiros obstetras de maternidades e profissionais da Atenção Primária. A atividade permitiu um incremento de 300% de ampliação da oferta de serviços de planejamento reprodutivo da rede de Atenção Primária à Saúde em Parintins e Boa Vista”, ressalta.
No Brasil, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, os indicadores mostram-se desfavoráveis em relação à mortalidade materna. A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), aponta que 9 em cada 10 mortes entre gestantes e puérperas são evitáveis quando medidas eficazes são implementadas, reforçando a necessidade de equipes cada vez mais qualificadas.
O curso possui carga horária de 60h e tem como objetivo sensibilizar e atualizar sobre temas críticos como distocias, hemorragias, infecções e síndromes hipertensivas, visando contribuir para a melhoria da qualidade do cuidado obstétrico e para a proteção da vida de mulheres e recém-nascidos, especialmente em contextos com indicadores de saúde desfavoráveis.
O Brasil tem avançado na redução da morbimortalidade materna, mas os índices permanecem elevados, especialmente em regiões mais vulneráveis, como a amazônica, com os desafios da diversidade cultural e as dificuldades de acesso e entre mulheres em situação de maior fragilidade social, apesar de muitas causas serem evitáveis com tecnologias já disponíveis, disse a coordenadora pedagógica do curso e pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Maria do Carmo Leal, que há décadas estuda a temática e é considerada uma das maiores especialistas do país no que se refere à saúde materno infantil. Ela aponta que a formação qualificada de profissionais que atuam na assistência ao parto e assistência à saúde da mulher é considerada uma estratégia essencial, “sendo essa uma das mais importantes para reduzir esses indicadores, contribuindo para seu enfrentamento e salvando vidas de mães e bebês”.
De acordo com El Kadri, a região amazônica concentra uma das maiores taxas de mortalidade materna do País. “Enquanto a média nacional é de 49,1 mortes cada 100 mil habitantes, na Amazônia esse número é de 72 por cada 100 mil. No total, oito capitais da região possuem taxas acima da média nacional”, explica, reforçando a importância das formações na área. O curso de Emergências Obstétricas é de formação teórico-prática com para profissionais de três maternidades, em Boa Vista e Manaus; o de Planejamento Reprodutivo destina-se a profissionais da Atenção Primária em duas UBS, em Boa Vista e Parintins; e o de Pré-natal de qualidade e gravidez é voltado para a formação de agentes comunitários de saúde (ACS) em aconselhamento pré-natal e prevenção da gravidez na adolescência.
A coordenadora ressalta o impacto social do projeto. “A ONU estima que para cada dólar investido em planejamento familiar, os governos economizam até seis dólares, que podem ser investidos em outros serviços públicos”, afirmou, salientando que a gravidez não planejada mata mulheres e consome recursos. No Brasil, 55,4% das gestações não são planejadas.
PLATAFORMA
Médico obstetra e ginecologista, Álvaro Luiz Lage Alves foi um dos especialistas envolvidos na preparação do conteúdo teórico da formação para o Campus Viritual da Fiocruz e instrutor do curso prático. “Estamos muito felizes com a oportunidade que a Fiocruz nos deu de poder construir essa plataforma. Adaptamos protocolos nacionais e estamos na Comissão Nacional de Urgências Obstétricas, razão pela qual a parceria deu certo uma vez que é um tema que estamos estudando constantemente e somos profissionais que ainda atuam nos serviços de atendimento. Estamos muito felizes com a qualidade da plataforma”, afirmou.
O médico explica que o curso é dinâmico e a parte teórica está concentrada na plataforma com cinco módulos: Evolução da obstetrícia e as etapas de assistência ao parto; Tipos de parto: o papel das distocias na morbimortalidade materna; Hemorragia obstétrica; Infecções no ciclo gravídico-puerperal; e Síndromes hipertensivas na gestação. Cada módulo possui um sistema de avaliação do aluno.
A diretora da Maternidade Balbina Mestrinho, Rafaela Faria, agradeceu a oportunidade oferecida pela parceria UNFPA/Fiocruz Amazônia. “É uma honra poder participar desse evento de suma importância promovido pela Fiocruz Amazônia. Falar sobre emergência obstétrica é falar sobre algo essencial. A Maternidade Balbina Mestrinho vem nos últimos anos aprimorando cada vez mais a qualidade dos seus serviços, buscando cursos, buscando melhorias, se inserindo em projetos do Ministério da Saúde. Agradecemos ao financiador do curso, à Fiocruz, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) por estar nos dando mais uma oportunidade de capacitação e aperfeiçoamento para os trabalhadores”, avaliou.
SOBRE O UNFPA
O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) é a agência de desenvolvimento internacional da Organização das Nações Unidas (ONU) que trata de questões populacionais, sendo responsável por ampliar as possibilidades de mulheres e jovens levarem uma vida sexual e reprodutiva saudável, incluindo o planejamento familiar voluntário e a maternidade segura; e busca a efetivação dos direitos e oportunidades para as pessoas jovens.
O UNFPA está presente em mais de 150 países e atua por meio de alianças e parcerias com governos, outras agências da ONU, sociedade civil e setor privado. A agência também apoia a formulação de políticas e a construção de capacidades nacionais, assegurando que a saúde reprodutiva e os direitos das mulheres e pessoas jovens permaneçam como questões centrais na agenda do desenvolvimento.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Fiocruz Amazônia realiza VII Workshop Estratégico da Educação e acolhida da 5ª turma do Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia
/em Notícias /por Carlos GomesO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) por meio de sua Vice-Diretoria de Educação, Informação e Comunicação (VDEIC), realiza na próxima quarta-feira, 3/9, a partir de 9h30, no Salão Canoas, auditório da Instituição, o VII Workshop Estratégico da Educação. Em sua 7ª edição, o tradicional evento de acolhida aos discentes, irá receber a 5ª turma do curso de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM), ofertado em associação com a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
O encontro potencializa o processo de integração dos discentes que ingressaram neste ano. Na ocasião, será feita uma apresentação da equipe de Ensino e, uma breve exposição dos serviços e fluxos, no intuito de auxiliar na inserção dos discentes, no contexto da pós-graduação e no acompanhamento de sua vida acadêmica. O evento tem como objetivo servir como acolhida neste contato inicial dos novos discentes com a Instituição.
O vice-diretor de Educação, Comunicação e Informação da Fiocruz Amazônia, Claudio Peixoto, falou sobre a importância do momento para os discentes. “É com grande satisfação que damos as boas-vindas aos novos alunos do Doutorado em Saúde Pública, fruto da parceria entre a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e a Universidade Federal do Amazonas (UFAM). O Workshop marca o início de uma jornada acadêmica desafiadora e enriquecedora, fundamentada na busca por conhecimentos e práticas inovadoras em Saúde Pública. A acolhida que oferecemos vai além de uma simples recepção; representa o começo de uma relação de apoio, crescimento acadêmico-profissional e compartilhamento de experiências e saberes”, fala.
Em cada edição são abordados temas específicos, relacionados ao funcionamento, missão, formas de apoio ao estudante, visando oportunizar que o novo estudante perceba a instituição de forma holística e, se insira de maneira mais apropriada, podendo usufruir de todas as assessorias e benefícios e, ao mesmo tempo melhor contribuir, a partir de suas pesquisas, com o propósito de promover melhorias na saúde e no fortalecimento do SUS.
“Aqui, os novos discentes terão a oportunidade de se aprofundar em temas relevantes e atuais da Saúde Pública, desenvolver pesquisas científicas inovadoras e contribuir para a melhoria da saúde da população amazônica. Nossa equipe está comprometida em proporcionar todo o suporte necessário para o êxito dos seus objetivos acadêmicos, profissionais e compartilhar essa jornada de aprendizado, crescimento e desenvolvimento. Sejam bem-vindos! Estamos aqui para apoiá-los em cada etapa dessa importante jornada, oferecendo um ambiente acadêmico inclusivo, estimulante e de sucesso”, destaca Cláudio Peixoto.
O DASPAM foi instituído com a missão de formar docentes e pesquisadores altamente qualificados para produção de conhecimento científico, acadêmico e tecnológico, comprometidos com a busca de soluções que possam contribuir com transformações sociais e as melhorias das condições de saúde e vida de populações na Amazônia. O curso tem como objetivo, capacitar pesquisadores para exercitar análises críticas, utilizando de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais aplicadas à saúde, e de outras áreas conexas
Além disso, o DASPAM visa desenvolver modelos analíticos de processos de saúde/doença/cuidados, tomando como referência o quadro epidemiológico, econômico, socioantropológico, histórico, biológico e ambiental no cenário regional e suas interfaces com os contextos nacional e internacional de globalização da Amazônia, bem como contribuir, teórica e tecnicamente, para a formulação, implementação e gestão de políticas setoriais, bem como atuar, neste campo, na docência e na pesquisa.
“A participação dos discentes é vital para o início dos estudos neste doutorado. É de suma importância conhecer os regulamentos que irão reger os próximos anos de estudos. Vale ressaltar, que fazer um doutorado não se limita a meramente cursar as disciplinas e desenvolver uma tese. Viver o dia a dia de uma instituição como a Fiocruz, que todos os dias oferece oportunidades de desenvolvimento e conhecimento, é aproveitar uma chance de ouro e poder proporcionar a si mesmo uma jornada acadêmica extremamente rica”, explica Eduardo Garcia, Chefe do Serviço de Secretaria Acadêmica (SECA).
CONFIRA A PROGRAMAÇÃO:
09H30 – Apresentação do Vice-diretor de Educação, Informação e Comunicação (VDEIC) do ILMD/Fiocruz Amazônia
10h – Apresentação da Secretaria Acadêmica – SECA
10H30 – Apresentação da Pós-Graduação – POSGRAD
11h – Apresentação da Biblioteca – BTCA
*Intervalo para almoço
14h – Apresentação da Comissão de Biossegurança – CiBio
15h – Apresentação do Núcleo de Inovação Tecnológica – NIT
16h – Apresentação da Associação de Pós-Graduandos – APG Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento.
Pesquisa alerta para surgimento de casos de encefalite equina venezuelana em humanos na região do Alto Solimões (AM)
/em Notícias /por Julio OliveiraUma pesquisa da Fiocruz alerta para a detecção de casos humanos de encefalite equina venezuelana no Amazonas. A doença é endêmica no norte da América do Sul e na América Central, com raros casos nos Estados Unidos. Três pessoas (dois homens e uma mulher) foram diagnosticadas na região do Alto Solimões, no Amazonas, em 2025. A descoberta foi feita a partir da detecção do material genético do vírus da encefalite equina venezuelana (VEEV) pela equipe do estudo FrontFever. No último dia 21, um artigo relatando as pesquisas que resultaram no diagnóstico foi publicado como pré-print para a comunidade científica. O monitoramento dos casos está sento feito no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).
O virologista Felipe Gomes Naveca, do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), explica que se trata da primeira detecção do vírus da encefalite equina venezuelana em residentes de Tabatinga (AM), região de tríplice fronteira com a Colômbia e o Peru. Os casos foram identificados por meio da tecnologia de PCR em tempo real, desenvolvida na Fiocruz, seguida da confirmação por sequenciamento genético. “Nossos achados identificam o VEEV como uma causa sub diagnosticada de doença febril aguda na Amazônia brasileira”, explica. A pesquisa é financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio da Iniciativa Amazônia +10, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pela Chamada Universal e do Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT-VER).
Por conta do compromisso da Fiocruz com a saúde pública, a informação sobre a detecção dos casos foi dada às autoridades de saúde em 31 de julho, sendo posteriormente emitido um alerta de risco pelas autoridades do município de Tabatinga. No último dia 14, durante o II Encontro da Rede Genômica da Fiocruz, o virologista citou a descoberta dos casos para reforçar a importância da vigilância genômica no enfrentamento de arbovírus e de outros vírus emergentes, reemergentes, ou negligenciados, que podem surgir especialmente nas regiões como a Amazônia.
A encefalite equina venezuelana é uma doença viral causada por um alphavirus transmitido por mosquitos que afeta humanos e equinos. A encefalite, uma inflamação do cérebro, pode deixar sequelas variadas, dependendo da gravidade da infecção e da área cerebral afetada. As sequelas podem ser motoras, cognitivas, comportamentais e emocionais, afetando a qualidade de vida do indivíduo. No entanto, felizmente, a maior parte dos casos transcorre como uma doença febril sem consequências graves. O genoma parcial do VEEV encontrado no estudo está disponível desde o dia 18 no GenBank.
Naveca, que é chefe do Laboratório de Arbovírus e Vírus Hemorrágicos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e coordenador do Núcleo de Vigilância de Vírus Emergentes, Reemergentes ou Negligenciados da Fiocruz Amazônia, integra a Rede Genômica da Fundação. “A Rede foi criada inicialmente com o objetivo de liderar um esforço nacional de pesquisa buscando decodificar o genoma do Sars-CoV-2, causador da Covid-19, e acompanhar suas linhagens e mutações genéticas, ampliando agora sua atuação para outros vírus, como o da dengue, zika, chikungunya, oropouche, mayaro, entre outros”, explica. Por meio da Rede Genômica Fiocruz, especialistas de todas as unidades da Fundação no país e de institutos parceiros se empenham diariamente em gerar dados mais robustos sobre o comportamento dos vírus e contribuir para um melhor preparo do país no enfrentamento da pandemia em termos de diagnóstico mais precisos e vacinas eficazes.
O FRONTFEVER
A detecção foi possível graças à atuação do projeto FrontFever, uma iniciativa voltada à vigilância de doenças febris agudas em regiões amazônicas de fronteira, que se caracterizam por intensa circulação de agentes infecciosos e alto risco de introdução de patógenos emergentes e negligenciados. O projeto desempenhou um papel central na investigação epidemiológica, realizando a coleta e análise laboratorial de amostras de pacientes com síndrome febril aguda inespecífica. O estudo contou com a participação de pesquisadores da Fundação de Medicina Tropical Dr Heitor Vieira Dourado e Programa VigiFronteiras-Brasil/Fiocruz, Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), Fundação de Vigilância em Saúde Dra Rosemary Costa Pinto, Fiocruz Rondônia e Laboratório Central do Amazonas (Lacen-AM).
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Durante campanha agosto lilás, Fiocruz Amazônia promove palestra pelo fim da violência contra a mulher
/em Notícias /por Carlos GomesCom o intuito de alertar a comunidade sobre a urgência de erradicar a violência doméstica e familiar contra a mulher, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia) promoveu por meio da campanha “Agosto Lilás”, a palestra “Mês de conscientização pelo fim da violência contra a mulher”, proferida pela Capitã da Polícia Militar do Amazonas, Viviane dos Santos Farias, subcomandante do projeto “Ronda Maria da Penha”. O evento reuniu no Salão Canoas, Auditório da Instituição, servidoras, bolsistas, estagiárias e colaboradoras para esclarecer os direitos das mulheres e os dispositivos legais existentes, como a Lei Maria da Penha.
A abertura do evento foi realizada pela Vice Diretora de Pesquisa e Inovação do ILMD/Fiocruz Amazônia, Michele El Kadri e pela chefe do Serviço de Gestão de Pessoas, Luciene Araújo. O Projeto Ronda Maria da Penha atua como mecanismo de defesa no combate à violência doméstica e familiar contra a mulher. Dentre as ações garante o cumprimento das Medidas Protetivas de Urgência que são providências garantidas pela Lei 11.340/06. O acompanhamento às vítimas tem a finalidade de garantir a sua proteção e de sua família, dissuadindo e reprimindo o descumprimento de Ordem Judicial e procedendo aos encaminhamentos das vítimas à Rede de Atendimento à Mulher Vítima de Violência Doméstica.
O projeto também realiza palestras em escolas, igrejas e qualquer outro espaço de interlocução para divulgar o trabalho da Ronda Maria da Penha e sanar dúvidas de mulheres que passam pela situação de violência doméstica, e abre espaço para todos aqueles que têm dúvida sobre a lei Maria da Penha e gostariam de ajudar alguma mulher que passa por esta situação.
“Esse é o mês de aniversário da Lei Maria da Penha, eu esse ano completa 19 anos, é um mês de enfrentamento e combate à violência contra mulheres e meninas e ao feminicídio. Essa atividade é voltada para esclarecer, levar conhecimento e falarmos sobre a Lei Maria da Penha, que apesar de muito jovem é uma leia que já fez muita diferença. Através dela, a gente consegue compreender as diversas formas de violência, seja física, moral, sexual, patrimonial ou até mesmo psicológica. Essas mulheres não se enxergam como vítima, são mulheres que estão há bastante tempo nesse ciclo de violência, por isso é importante que elas conheçam as formas de violência e os canais de denúncia”, esclarece Viviane dos Santos Farias.
SOBRE A PALESTRANTE
Viviane é bacharel em direito pela Universidade Cidade de São Paulo, graduada em Licenciatura em Pedagogia (Uninilton lins). Atualmente é Capitã QOPM – Polícia Militar Do Amazonas. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Educação. É ainda especialista em enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra mulher.
AGOSTO LILÁS
O Agosto Lilás é a campanha de conscientização sobre a violência doméstica contra a mulher, com o objetivo de combater a agressão e promover a proteção, em alusão à sanção da Lei Maria da Penha em 7 de agosto de 2006. A campanha busca informar sobre os diversos tipos de violência (física, psicológica, sexual, moral e patrimonial), os direitos das vítimas e os canais de denúncia, como o Disque 180.
ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes.
Palestra discute sobre Produções Tecnológicas e impacto social das pesquisas acadêmicas
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), promove no próximo dia 29/08, às 9h (horário Manaus), a palestra intitulada Produções Tecnológicas e Impacto Social das Pesquisas Acadêmicas, a ser proferida pela professora doutora Rejane Maria Tommasini Grotto, atualmente coordenadora do Laboratório de Biotecnologia Aplicada (LBA) do Núcleo de Pesquisa do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (SP). A iniciativa visa promover o compartilhamento da expertise da professora Rejane Grotto sobre trabalhos científicos desenvolvidos em Programas de Pós-Graduação com aplicação direta (imediata) no setor público e/ou privado, abordando também os reais impactos que as pesquisas podem/devem gerar junto à sociedade. A palestra acontecerá de modo on line e gratuito, com acesso pelo link https://shre.ink/tIy6.
Rejane Grotto tem experiência na área de Bioprocessos e Biotecnologia aplicada à área da Saúde, com ênfase em Biologia Celular e Molecular aplicada a microbiologia; virologia (pesquisa aplicada e assistencial) e Imunologia aplicada, atuando principalmente nos seguintes temas: Pesquisa aplicada ao Sistema Único de Saúde (SUS) na área de virologia, HIV, HCV, HBV, ZIKA Vírus, SARS-CoV-2: aspectos virológicos e do hospedeiro. De acordo com a pesquisadora, a palestra abordará de forma comparativa a produção científica e tecnológica, mostrando o valor de ambas e, dando ênfase ao impacto social das pesquisas desenvolvidas nas instituições.
A palestra terá uma hora de duração e 30 minutos subsequentes para perguntas dos participantes. O objetivo é despertar o olhar para tecnologias que talvez não estejam no radar, porém com potencial tangível. A realização de palestras com temática voltada para Inovação é uma das atividades desenvolvidas pelo NIT.
SOBRE O NIT/FIOCRUZ AMAZÔNIA
O Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da Fiocruz Amazônia tem o objetivo de prospectar projetos de pesquisa para identificação de tecnologias e produtos que possam ser patenteados, assim como intermediar o contato entre pesquisadores, tecnologistas e a Coordenação de Gestão Tecnológica (Gestec/Fiocruz) para elaboração de pedidos para depósito de patentes e acompanhamento do processamento das negociações, desde o depósito até a manutenção das patentes.
O NIT atua diretamente com os pesquisadores da Unidade, fornecendo-lhes orientações acerca de assuntos relacionados à propriedade intelectual e inovação em consonância com as políticas de gestão da inovação da Fiocruz e com o Programa de Inovação Tecnológica do ILMD/Fiocruz Amazônia.
SOBRE A PALESTRANTE
Rejane Maria Tommasini Grotto possui graduação em Farmácia pela Universidade do Oeste Paulista (1996), Habilitação em Análises Clínicas, Modalidade: Saúde Pública (1997), Mestrado em Ciências Biológicas (Biologia Celular e Molecular) [Rio Claro] pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2002), Doutorado em Fisiopatologia em Clínica Médica [Botucatu] pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2006) com tese versando na área de Biologia Molecular aplicada à Microbiologia; subárea: Virologia e, Pós-Doutorado pela Universidade Estadual Paulista, Campus de Botucatu (2011). Atua como docente na graduação desde 1999; e na pós-graduação desde 2004.
Atualmente, a pesquisadora é vinculada à Universidade Estadual Paulista “Julio de Mesquita Filho” atuando no Curso de Graduação em Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia da Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA), Unesp, campus de Botucatu e nos Programas de Pós-Graduação em Pesquisa e Desenvolvimento, Biotecnologia Médica e Patologia da Faculdade de Medicina de Botucatu, Unesp.
Com linha de pesquisa em Biologia Celular e Molecular aplicada à Microbiologia (Subárea: Virologia), Rejane Grotto atua no ensino e pesquisa na graduação e pós-graduação e é responsável, desde 2020, pela implementação do diagnóstico molecular para o SARS-CoV-2 no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Imagem: Mackesy Nascimento