COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD
ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia
O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.
A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.
Fiocruz Amazônia divulga resultado preliminar da 4ª etapa, e resultado preliminar do processo seletivo para curso de mestrado do PPGVIDA, turma 2026
/em Notícias /por Carlos GomesO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou, nesta quarta-feira, 3/12, o Resultado Preliminar da 4ª Etapa (Prova Oral) e o Resultado Preliminar da Chamada Pública nº 009/2025 – PS PPGVIDA, referente ao Processo Seletivo para ingresso no curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PGVIDA), turma 2026.
Confira AQUI o resultado.
SOBRE PPGVIDA
O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.
O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento
Fiocruz Amazônia divulga alterações no cronograma do processo seletivo para curso de mestrado do PPGVIDA, turma 2026
/em Notícias /por Carlos GomesO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou, a 2ª Republicação da Chamada Pública nº 009/2025 – PS PPGVIDA, com alterações no cronograma, referente ao Processo Seletivo para o curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PGVIDA), turma 2026.
Confira AQUI a republicação.
SOBRE PPGVIDA
O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.
O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento
Divulgado cronograma da 2ª etapa do processo seletivo para curso de doutorado do PPGBIO-Interação
/em Notícias /por Carlos GomesO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia), divulgou o cronograma da 2ª Etapa (Prova Escrita) da Chamada Pública nº 011/2025, referente ao Processo Seletivo, para ingresso no curso de doutorado do Programa de Pós-Graduação Strictu Sensu em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro PPGBIO-Interação Doutorado (Turma 2026).
Confira AQUI o cronograma.
SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO
O Programa tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.
O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.
Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento
Fiocruz Amazônia apresenta desafios da estratégia de saúde em territórios líquidos por meio das UBS Fluviais no 14o Abrascão
/em Notícias /por Julio OliveiraBRASÍLIA (DF) – A Fiocruz Amazônia coordenou nesta terça-feira, no Auditório Solon Magalhães Vianna, a Mesa Redonda “UBS Fluviais na Amazônia: Cuidado ribeirinho, sustentabilidade e inovação nos territórios das águas”, no penúltimo dia de atividades do 14o Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva (Abrascão), em Brasília. O evento teve como coordenador o pesquisador em Saúde Pública Rodrigo Tobias e como expositores a pesquisadora em Saúde Pública Michele Rocha El Kadri, da Fiocruz Amazônia, o professor Helder Costa Pinheiro, da Universidade Federal do Pará (UFPA), e a coordenadora geral de Acesso e Equidade da Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Lilian Gonçalves.
A coordenação do evento entende que a atuação das Unidades Básicas de Saúde Fluviais (UBSF) configura-se como estratégia essencial para a garantia do direito à saúde em territórios de áreas remotas, sobretudo em uma região como a amazônica, marcada por distâncias medidas em horas de barco, sazonalidades do clima e das águas e diversidade sociocultural.
A mesa teve como objetivo aprofundar o diálogo entre governo, academia e sociedade civil acerca das UBSF como política pública estruturante para a equidade em saúde na região amazônica e sua dimensão continental. O encontro debateu experiências, desafios e inovações em torno das UBSF como estratégia de fortalecimento do cuidado em saúde na Amazônia após 10 anos desse novo arranjo na PNAB.
A mesa foi constituída por três apresentações. A primeira sobre o modelo de atenção das águas, refletindo sobre a atuação das equipes de saúde como estratégia de cuidado contínuo e territorializado, a partir de evidências empíricas e da experiência de campo. A segunda conduzida pela representante do Ministério da Saúde, que apresentou os avanços das políticas de Atenção Primária à Saúde em áreas rurais e ribeirinhas a partir da Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo, da Floresta e das Águas (PNSIPCFA), com destaque para a nova estrutura de UBSF, mais eficiente e sustentável, bem como, a proposta de novos instrumentos que se alinhem às realidades da região.
A última apresentação trouxe um panorama do processo de trabalho das equipes de Saúde Bucal que atuam nas UBSF, discutindo os desafios e estratégias da odontologia em contexto fluvial, as estratégias de cuidado com os ribeirinhos e a construção de práticas integradas em saúde bucal.
“Esta mesa visa ampliar o debate sociopolítico e acadêmico sobre as UBSF como expressão concreta de um SUS equânime e integral que reinventa o acesso à saúde pelas margens dos rios, fortalecendo práticas de cuidado tradicionais, integradas, sustentáveis e culturalmente adequadas, para fins de se reestruturar as políticas públicas e transver o território e suas necessidades de saúde”, destaca o pesquisador Rodrigo Tobias.
O pesquisador destaca a potência das UBS Fluviais. “Elas têm capacidade de levar serviços básicos e especializados (odontologia, enfermagem, pré-natal, vacinação, pequenas urgências), com atuação multiprofissional e longitudinal, contribuindo para o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde em regiões de difícil acesso, além de permitir ser utilizada como ferramenta de educação em saúde em formato intercultural”, explicou.
A Mesa Redonda é produto de TED do Ministério da saúde coordenado pela Fiocruz Amazônia sobre diagnóstico das UBS Fluviais na Amazônia e Pantanal.
ILMD/Fiocruz Amazônia
Fotos: Divulgação / Fiocruz Amazônia
Fiocruz Amazônia sedia curso internacional de micologia médica, realizado pela primeira vez no Norte do Brasil
/em Notícias /por Carlos GomesIniciou na última segunda-feira, 1/12, no Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia), em Manaus, o Curso Internacional de Micologia Médica, organizado pela Atlas Foundation, em parceria com instituições locais de saúde e pesquisa. Normalmente ministrado em diferentes países, e já realizado em instituições como a Mayo Clinic (EUA), First People’s Hospital em Jining (China) e Universidade Federal do Paraná (Curitiba, Brasil), o curso acontece pela primeira vez no Amazonas (AM), em parceria com o Programa de Pós Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA – ILMD / Fiocruz Amazônia), o Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (LDMAIS), e o INCT CERBC (Conservação e Exploração dos Recursos Biológicos de Coleções em Rede).
Sob a liderança do Prof. Sybren de Hoog, fundador da revista “One health Mycology”, o curso tem como objetivo promover o entendimento dos fungos clinicamente relevantes, apresentando sua classificação, estratégias de dispersão, padrões de resistência antifúngica e riscos à saúde pública. O conteúdo é estruturado de acordo com o Atlas of Clinical Fungi, com aulas teóricas em inglês e atividades práticas em português (microscopia e técnicas moleculares).
Compuseram a mesa de abertura do evento, Ani Beatriz Jackisch Matsuura, pesquisadora do ILMD / Fiocruz Amazônia e representante da comissão organizadora local; Vânia Aparecida Vicente, professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e representante do comité organizador nacional; Sybren de Hoog, presidente do Atlas de Fungos Clínicos; e Stefanie Costa Pinto Lopes, diretora da Fiocruz Amazônia.
Stefanie Lopes, Diretora do ILMD / Fiocruz Amazônia, destacou a satisfação de receber esta edição do curso, na unidade. “Essa semana no ILMD, vai acontecer o curso internacional de micologia, voltado para a identificação taxonômica de diversos fungos de importância médica. Curso esse, que está pela primeira vez, sendo oferecido na Região Norte do país, aqui na Fiocruz Amazônia. É muito importante para nós, recebermos este curso, podermos qualificar os profissionais de saúde, os pesquisadores, nesse tema de suma importância para a nossa região, e para a Fiocruz”, explica Lopes.
Palestras, discussões de casos e atividades práticas em microscopia, biologia molecular e bioinformática, devem movimentar as atividades do curso, ofertado até o dia 8 de dezembro de 2025. As atividades do curso foram oficialmente abertas, com a palestra do pesquisador, Sybren de Hoog, intitulada: Taxonomia Geral e ciclos de vida sexuais.
Para Sybren de Hoog, promover a edição 2025 do curso na Amazônia, é de extrema relevância e significado. “Muito feliz por estar aqui, para o curso em micologia médica, em Manaus. É muito significativo fazer este curso aqui, pois é realmente uma área de pesquisa em expansão, onde precisamos saber mais sobre a Amazônia, a vida, as mudanças na biodiversidade e todas as doenças que estão ligadas aos animais. A Amazônia é uma área fantástica para fazer estas pesquisas, entender melhor a diversidade e a evolução da dinâmica em fungos potencialmente patogênicos e os riscos para o homo sapiens”, destaca Hoog.
Além de reconhecer e classificar fungos de importância médica, o curso visa também, capacitar os participantes, através de técnicas de microscopia e biologia molecular no diagnóstico micológico, discutindo aspectos epidemiológicos e terapêuticos das micoses, e utilizando ferramentas de bioinformática para análise de dados micológicos.
Pesquisadora do LDMAIS e coordenadora do PPGVIDA, Ani Beatriz Matsuura, destacou pontos positivos do curso para os participantes. “Estamos muito felizes em receber o Curso Internacional de Micologia de 2025, aqui na Fiocruz Amazônia. É a primeira vez que o curso vem para o Norte. Um curso muito importante, para quem atua na área da micologia, que aborda todos os fungos de importância médica. Nós estamos recebendo diversos profissionais, que certamente vão conseguir aproveitar bastante esse curso, pois além das aulas teóricas, teremos as práticas. Esperamos que realmente seja um curso com bom aproveitamento para todos nós da Região”, disse.
Durante os oito dias de evento,as manhãs serão dedicadas a palestras ministradas por especialistas internacionais e nacionais, cobrindo: Taxonomia e identificação de fungos de importância médica; Micoses endêmicas e oportunistas; Infecções fúngicas em pacientes imunocomprometidos; Novas ferramentas diagnósticas, moleculares e bioinformáticas; e Terapias antifúngicas e resistência.
As tardes são voltadas para atividades práticas em: Microscopia de fungos (leveduras, dermatófitos, fungos dimórficos e pretos); Técnicas de identificação molecular (extração de DNA, PCR, sequenciamento, análise bioinformática); e Discussão de casos clínicos.
Vânia Aparecida Vicente, professora da UFPR, elencou alguns dos objetivos do curso. “Esse curso representa uma integração de vários pesquisadores, que trabalham desde a identificação, taxonomia, filogenia, até a elucidação de doenças epidemiológicas causadas por fungos. Nesse contexto, esse curso é fundamental para o treinamento das equipes, os pesquisadores envolvidos, divulgação do que tem sido feito, e consequentemente, trazer visibilidade, principalmente no campo da micologia clínica”, esclarece.
RESISTÊNCIA ANTIMICROBIANA
Nesta terça-feira, durante agenda na Instituição, a equipe executora (gestores de grupos focais nacional) do projeto “Monitoramento e detecção de padrões de resistência antimicrobiana e diversidade genética entre isolados clínicos e ambientais de diversos biomas brasileiros”se reuniu para dialogar sobre o andamento do projeto, que visa estabelecer uma rede de monitoramento e detecção de padrões de resistência antimicrobiana (RAM) em agentes causais de doenças infecto-parasitárias, preservados em acervos de coleções de referência e em amostras ambientais de diversos biomas brasileiros, por meio de abordagem metagenômica e sequenciamento NGS, propondo o desenvolvimento de um painel de ampla acessibilidade, com aplicação de notificação da circulação de genes e espécies RAM nas macrorregiões brasileiras.
O ILMD faz parte do projeto, através das atividades, desenvolvidas especialmente do Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia (DMAIS). As ações do laboratório, se alinham com os objetivos de monitorar padrões de resistência antimicrobiana e diversidade genética em isolados clínicos e ambientais da Amazônia. A atuação do ILMD / Fiocruz Amazônia contribui diretamente para a pesquisa e o monitoramento desses padrões, que é o cerne do projeto.
ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes (ILMD / Fiocruz Amazônia)
Foto: Júlio Pedrosa (Última foto)
PPGBIO-Interação divulga resultado da 2ª Etapa do processo seletivo
/em Notícias /por Carlos GomesO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou o resultado da 2ª Etapa – Prova Escrita, da Chamada Pública nº 010/2025, referente ao Processo Seletivo, para ingresso no curso de mestrado do Programa de Pós-graduação Stricto sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação), Turma 2026.
Confira AQUI o resultado
A admissão ao curso de Mestrado será feita através de Processo Seletivo composto das seguintes etapas: 1ª Etapa – Homologação das inscrições, 2ª Etapa – Prova Escrita (Prova presencial), 3ª Etapa: Prova oral – Projeto de Pesquisa e Entrevista (prova online), 4ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado.
As etapas 1ª, 2ª e 3ª são eliminatórias; sendo que a nota mínima de aprovação para as etapas 2ª e 3ª é 6,0 (seis). A 4ª etapa é classificatória.
A lista final, com o nome dos candidatos selecionados, será publicada no dia 17/12, no site do ILMD / Fiocruz Amazônia. O Início das aulas está previsto para o dia 9/3/2026.
SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO
O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.
O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.
Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento
Fiocruz Amazônia sedia curso de abrangência internacional sobre comunicação de risco de eventos climáticos extremos
/em Notícias /por Carlos GomesO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia) em parceria com a Escola Nacional de Saúde Pública, sediou entre os dias 24 e 28 de novembro, o curso Comunicação de Riscos de Eventos Climáticos Extremos, ministrado pela professora Ana Rosa Moreno Sánchez, especialista em saúde ambiental e comunicação de riscos, com ampla atuação na Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para as Américas, e laureada com Prêmio Nobel de Paz, como membro do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) em 2007
Para a pesquisadora em saúde pública e docente do PPGVIDA, Dra. Michele Rocha El Kadri, o curso é uma oportunidade muito especial para que a comunidade científica do ILMD conheça as estratégias adequadas no enfrentamento aos eventos extremos. “Não vivemos mais em um tempo de “falar” desses eventos, mas o cenário que a ciência vem alertando desde século passado não é um assunto de futuro. Nós na Amazônia sentimos literalmente na pele o quanto essa demanda é real e presente. As ações de mitigação dos efeitos é um problema a ser tratado pela saúde”, reforça El Kadri sobre a importância desse curso na Amazônia.
O curso, que teve como público-alvo, discentes dos programas de pós-graduação do ILMD/Fiocruz Amazônia, bolsistas e pesquisadores, e contemplou temas como: Identificação de eventos hidrometeorológicos associados às mudanças climáticas, comunicação de riscos ambientais; promoção de medidas preventivas de saúde e ambiente; , formas, etapas, elementos e atores envolvidos na comunicação de riscos; sistemas de alerta precoce para que as mensagens de risco cheguem a todas as populações vulneráveis em tempo hábil.
“A importância de abordar a comunicação de riscos é compreender que a atividade humana está causando inúmeros impactos no meio ambiente, particularmente as mudanças climáticas, que afetam a região amazônica. Isso, por sua vez, está causando problemas de saúde. Então, a ideia deste curso de comunicação de riscos é que os participantes, aprendam a identificar esses riscos. Além disso, é crucial que esses riscos sejam compreendidos pelas comunidades. O aspecto mais importante é proteger a saúde das pessoas que vivem na região amazônica, que enfrentam muitos riscos relacionados a questões como escassez de água, qualidade da água, incêndios florestais ou qualquer situação ambiental associada às mudanças climáticas e que terão sérias repercussões para a população amazônica”, explica Sánchez.
PESQUISA
O Brasil tem registado um aumento significativo nas temperaturas e na frequência de ondas de calor, assim como o aumento da intensidade das chuvas, tempestades, descargas elétricas, ciclone extratropical dentre outras. Nas últimas décadas, os efeitos ligados às mudanças climáticas globais, tem se manifestado através de ondas de extremo calor mais intensas e frequentes, seca severas e chuvas muito intensas. Este fenómeno tem impactos na saúde, com aumento de desidratação e casos de insolação, que agravam as condições crónicas de pessoas com comorbidades, assim como de grupos mais vulneráveis biologicamente e socialmente, além de ter impacto importante na produção de alimentos, acesso a água de qualidade e, portanto, um risco para segurança alimentar.
Segundo a professora, Ana Rosa Moreno Sánchez, o Brasil tem produzido algumas pesquisas que já evidenciam cenários de eventos extremos e seus impactos sobre a saúde. Mas, as lacunas entre o conhecimento gerado com o desenvolvimento de pesquisas e a comunicação para a sociedade, ainda é precária e limitada. “Os profissionais de saúde devem desempenhar um papel fundamental na informação e na formulação de uma resposta centrada na saúde às mudanças climáticas, desde a participação em planos de prevenção, preparação e adaptação, passando pela identificação de populações vulneráveis em nível local, até a prestação direta de cuidados de saúde às pessoas afetadas por eventos climáticos extremos”, explica.
Na oportunidade, os participantes puderam debater sobre o quão importante é, que as autoridades e o público em geral compreendam e identifiquem antecipadamente os fatores e condições ambientais, comunitários e individuais que representam riscos potenciais, seja ambiental ou resultando em lesões e morte. A interação e a comunicação claras e confiáveis entre autoridades, influenciadores, mídia, empresas, cientistas e o público são necessárias para alcançar caminhos de desenvolvimento resilientes ao clima e sociedades com maior segurança diante das mudanças climáticas atuais e impactos futuros.
ALCANCE INTERNACIONAL
O curso foi realizado através da chamada da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que apoia a criação de cursos de curta duração com alcance internacional, no período de 13 de outubro de 2025 a 28 de fevereiro de 2026, de acordo com as informações de diversas fontes, como a do Campus Virtual Fiocruz.
A iniciativa, é promovida no âmbito do Programa de Excelência no Ensino e do Programa Institucional de Internacionalização da Fiocruz, visando apoiar os cursos internacionais dos Programas dos Pós-Graduação (PPGs) stricto sensu da Fiocruz com instituições estrangeiras, a Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação, por meio da Coordenação Geral de Educação da Fiocruz.
O curso integra as ações de qualificação institucional e tem como objetivo fortalecer competências relacionadas à comunicação de risco em cenários de eventos climáticos, preparando profissionais para atuar de forma estratégica em situações de emergência ambiental. A chamada objetiva atrair professores de renome, atuantes e residentes no exterior, para ministrar cursos de curta duração, com abrangência internacional no âmbito dos PPGs stricto sensu, transformando a carga horária do curso em créditos para os alunos.
A iniciativa é conjunta com a Escola Nacional de Saúde Pública, com a profa. Dra. Sandra Hacon. No ILMD / Fiocruz Amazônia, o curso está sendo organizado pela pesquisadora, Michele El Kadri, docente do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), e também Vice-diretora de Pesquisa e Inovação da Institutição.
SOBRE
Ana Rosa Moreno Sánchez é uma pesquisadora mexicana, bióloga, especializada em saúde ambiental e mudanças climáticas. Ela é professora do Departamento de Saúde Pública da Faculdade de Medicina da Universidade Nacional Autónoma do México (UNAM) e uma autoridade internacional em sua área. Possui mestrado em Ciências em Ecologia Humana pela Escola de Saúde Pública da Universidade do Texas, EUA.
Atuou como consultora para a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) em saúde ambiental, mudança climática e comunicação de riscos. É autora e coautora de inúmeras publicações nacionais e internacionais, incluindo capítulos em relatórios globais do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e vários relatórios de avaliação do IPCC.
ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes
Fiocruz Amazônia recebe visita técnica de estudantes do curso de ciências naturais, da UFAM
/em Notícias /por Carlos GomesO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia) recebeu na tarde desta sexta-feira, 28/11, a visita técnica dos estudantes do curso de ciências naturais da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Sob orientação da professora, Aldeniza Cardoso de Lima, 17 estudantes participaram da atividade, vinculada à disciplina Prática de Ensino em Ciências. A atividade foi organizada pela Vice-Diretoria de Pesquisa e Inovação (VDPI – ILMD / Fiocruz Amazônia), com articulação do Núcleo Técnico de Suporte à Pesquisa (NUTP).
A visita proporcionou aos estudantes um contato direto com ambientes reais de pesquisa, promovendo a integração entre ensino, ciência e práticas laboratoriais, e fortalecendo a relação institucional entre a UFAM e a Fiocruz Amazônia. Na oportunidade, Bruna Campos, Gerente de Laboratórios, conduziu o acolhimento, realizando as boas-vindas aos visitantes e acompanhando os estudantes, durante a visita ao Laboratório Multiusuário, os alunos também puderam conhecer os diferentes ambientes, equipamentos, rotinas e aspectos essenciais das atividades de pesquisa desenvolvidas no ILMD.
Aldeniza Cardoso, explicou que nem todos os alunos conheciam a instituição e que a experiência foi essencial para aproximar os estudantes ao universo científico. “É importante para os alunos, principalmente pois a maioria deles não conhecem as instituições, embora morem em Manaus, mas pouco tem conhecimento sobre o que essas instituições fazem, suas pesquisas, seus pesquisadores, e as oportunidades que essas instituições como a Fiocruz podem oferecer para o aprendizado deles. Certamente, muitos deles saíram satisfeitos e agradecidos pela oportunidade que tiveram ao conhecer a Fiocruz”, explica.
DURANTE A PROGRAMAÇÃO
Na ocasião, os visitantes assistiram ainda uma apresentação institucional sobre a Fiocruz Amazônia, seu papel na pesquisa e as áreas estratégicas de atuação. Coordenadora do Programa de Iniciação Científica (PIC) da Instituição, Ormezinda Fernandes, apresentou as informações gerais sobre o Programa de IC, suas etapas e oportunidades de participação estudantil.
O Programa de Iniciação Científica (PIC) da Fiocruz Amazônia visa despertar a vocação científica em estudantes de graduação, incentivando-os a desenvolver habilidades de pesquisa e a contribuir para a melhoria das condições sociossanitárias na região amazônica. Os objetivos incluem a formação de recursos humanos para pesquisa, o incentivo ao envolvimento de estudantes em projetos e o desenvolvimento do pensamento científico através da aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa.
Para Maurício Gomes, estudante do 4º período do curso de ciências naturais da UFAM, a ajudou a esclarecer a relação entre a Fiocruz Amazônia e seu papel na sociedade. “A visita foi muito importante para fomentarmos assuntos sobre saúde. Entendemos que a Fiocruz é muito importante para unir pesquisa, e ciência em prol de um bem maior, a saúde integral das pessoas. Na visita, nós conseguimos compreender que a Fiocruz Amazônia é muito importante para a sociedade, pois a partir dos estudos gerados, é possível pensa maneiras de prevenção para determinados tipos de doenças endêmicas. Além de ser um instituto de pesquisa, é também de educação, e acredito que isso precisa ser enfatizado”, pontua.
O Vice-Diretor de Ensino, Informação e Comunicação, Cláudio Peixoto, apresentou os Programas de Pós-Graduação do ILMD, destacando linhas de pesquisa, estrutura formativa e perspectivas de entrada na pós-graduação.
A Fiocruz Amazônia oferece pós-graduação em modalidades stricto sensu (mestrado e doutorado), com foco nas realidades da região amazônica. Os programas incluem o mestrado acadêmico em “Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia” (PPGVIDA) e o mestrado e doutorado em “Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro” (PPGBIO-Interação).
SOBRE A FIOCRUZ AMAZÕNIA
O ILMD/Fiocruz Amazônia é a unidade técnico-científica da Fundação Oswaldo Cruz no Amazonas. Sediado em Manaus, sua missão é contribuir para a melhoria das condições de vida e saúde das populações amazônicas e para o desenvolvimento científico e tecnológico regional e do País, integrando a pesquisa, a educação e ações de saúde pública.
Para o desenvolvimento de suas ações conta com instituições parceiras que apoiam projetos de caráter multidisciplinar e interinstitucional, gerando conhecimentos essenciais para a criação de políticas públicas, que contribuam para a melhoria da qualidade de vida da sociedade.
ILMD / FIOCRUZ AMAZÔNIA, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes