Fiocruz Amazônia amplia participação de programas de pós-graduação da instituição no Programa VigiFronteiras-Brasil 2

A Fiocruz Amazônia participou na manhã desta segunda-feira, 30/03, da cerimônia remota de recepção aos novos alunos do Programa Educacional em Vigilância em Saúde nas Fronteiras (VigiFronteiras Brasil), da Fiocruz, que este ano entra na sua segunda edição. Com dois pólos de atuação no Amazonas – um em Manaus e outro em Tabatinga, na região da Tríplice Fronteira (Brasil, Peru e Colômbia) – a Fiocruz Amazônia integra o grupo de instituições consorciadas ao VigiFronteiras Brasil agora com a oferta de vagas nos cursos de Mestrado em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) e Doutorado em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM). Nesta segunda edição, 17 alunos, sendo nove de mestrado e oito de doutorado, do PPGVIDA e DASPAM, conseguiram se matricular. Ao todo, o processo seletivo contou com um total de 593 inscritos.

O VigiFronteiras-Brasil é uma iniciativa da Fiocruz em parceria com a Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério das Saúde e com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), cujo objetivo é formar mestres e doutores para contribuir com o fortalecimento das ações e serviços de vigilância em saúde nas regiões da faixa de fronteira do Brasil e nos países vizinhos (Argentina, Bolívia, Colômbia, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela, e uma Região Ultramarina da França, a Guiana Francesa).

A expectativa é que esta segunda turma contribua para o fortalecimento, aprimoramento e qualificação dos profissionais e das ações e serviços de vigilância em saúde, a formação e/ou fortalecimento de Redes de Colaboração para atuar nas respostas às ações de vigilância em saúde e nas emergências de saúde pública de importância nacional e internacional.

Na cerimônia remota desta segunda-feira, participaram representantes da instituição e convidados nacionais e internacionais, entre os quais a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Marly Cruz; a vice-presidente Adjunta de Educação, Informação e Comunicação e coordenadora do Programa VigiFronteiras-Brasil, Eduarda Cesse; a coordenadora Acadêmica, Andréa Sobral; representante do Ministério da Saúde e o Coordenador de Emergências, Arbovírus e Inteligência em Saúde da Opas/OMS, Alexander Rosewell, juntamente com vice-diretores de Ensino das unidades envolvidas no programa.

Representando o vice-diretor de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz Amazônia, Cláudio Peixoto, o secretário acadêmico Eduardo Lima Garcia saudou os demais membros da mesa é destacou o orgulho que é para a Fiocruz Amazônia fazer parte desta segunda edição do VigiFronteiras Brasil. “Parabenizamos a todos os alunos pelo ingresso no curso e damos boas-vindas aos novos discentes. Gostaríamos de dizer que é um privilégio e um orgulho poder fazer parte da 2ª edição do VigiFronteiras, depois da nossa exitosa participação na primeira edição com um total de 11 egressos no Mestrado, e agora com a oferta de mais uma turma de Doutorado, o que demonstra o nosso empenho em fortalecer a função institucional de formação da Fiocruz, inclusive com egressos que já estão atuando profissionalmente nas áreas de fronteira do Amazonas”, mencionou.

Para o vice-diretor de Educação, Informação e Comunicação, da Fiocruz Amazônia, Cláudio Peixoto, o Programa VigiFronteiras amplia o raio de atuação e abrangência das ações de educação da Fiocruz na Amazônia. “A internacionalização da Fiocruz Amazônia, em consonância com o Programa VigiFronteira-Brasil, fortalece a pesquisa e a formação de profissionais que atuam na vigilância em saúde, promovendo o intercâmbio de conhecimentos e experiências, o que contribui para soluções inovadoras para a saúde em regiões de fronteira e o desenvolvimento sustentável na região amazônica”, afirma.

A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, ressalta a importância do VigiFronteiras Brasil 2 dentro do processo de consolidação da Fiocruz Amazônia como um polo do programa. “O programa ampliou a quantidade de pólos, o que demonstra a sua potência e presença em vários estados, com a capacidade de agregar novos atore. Para nós, que estamos na região amazônica, a formação de profissionais que atuam na vigilância em área de fronteira tem um papel fundamental diante não só dos desafios característicos do território, mas também os que resultam das mudanças climáticas”, frisou.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Divulgação / Fiocruz Amazônia