COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD

ILMD/Fiocruz Amazônia

A Coleção Biológica do ILMD

O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.

A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.

A Coleção Biológica do ILMD

Aplicações avançadas de Bioinformática na pesquisa e saúde regional são tema do Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) apresenta nesta sexta-feira, 22/9, a partir das 10h, a palestra “Desvendando a Biodiversidade da Amazônia: Aplicações Avançadas de Bioinformática na Pesquisa e Saúde Regional”, a ser ministrada pelo matemático e pesquisador Ph.D. em Genômica e Bioinformática  Diego Lisboa Rios, atualmente professor EBTT de Informática do Instituto Federal do Amazonas – IFAM, Campus São Gabriel da Cachoeira.

A palestra abordará as aplicações de bioinformática na região da Amazônia, destacando análises como metataxonomia 16S, montagem de genomas, transcriptoma, metagenoma, metatranscriptoma e docking molecular. Segundo o pesquisador, estas técnicas fornecem insights fundamentais para a compreensão da diversidade microbiana, adaptações genéticas, respostas ambientais, funcionalidade dos ecossistemas e pesquisa de medicamentos na Amazônia, contribuindo assim para a pesquisa, conservação da biodiversidade e saúde regional.

O debate terá como moderadora a pesquisadora Camila Fabbri, do Laboratório de Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas na Amazônia (DCDIA), responsável pela organização desta edição do Centro de Estudos. A palestra será transmitida via plataforma Zoom, através do link: https://us06web.zoom.us/j/82112293326?pwd=S2NGNUZ3ck94Y2NnUGUzTGRxZXVFQT09, utilizando ID da Reunião: 821 1229 3326 e Senha de acesso: 482790

SOBRE O PALESTRANTE

Diego é Graduado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Matemática, Ciências Biológicas e Zootecnia, com formação complementar em Administração e Marketing, pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. Pós-graduação lato sensu em Gestão e Docência no Ensino Superior pela Faculdade de Teologia e Ciências Humanas – FATECH. Possui Mestrado em Biologia Molecular no curso de Pós-graduação em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal de São João del Rei – UFSJ, onde desenvolveu projetos relacionados a síntese translesão do DNA, expressão e purificação de proteínas recombinantes, docking de proteínas e dinâmica molecular.

Doutor em Bioinformática – Genética e Genômica pela Pós-graduação de Genética, Área de Concentração: Genômica e Bioinformática, na Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, Diego desenvolveu software para montagem e análise de dados de metatranscriptoma livre de quimeras, técnicas avançadas de Biologia Molecular e Sequenciamento de Nova Geração. Também fez Pós-doutorado pelo Laboratório de Interação Microrganismo-Hospedeiro na Virologia – UFMG.

SOBRE O CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa / Imagem: Mackesy Nasciment

Programa de Vocação Científica avança na Fiocruz Amazônia e registra aumento no número de estudantes do Ensino Médio contemplados com bolsas

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou a acolhida aos novos alunos do Ensino Médio de escolas da rede pública estadual de ensino do Amazonas, contemplados com bolsas do Programa de Vocação Científica (Provoc), edição 2023-2024. Em seu segundo ano de execução pelo ILMD/Fiocruz Amazonas, o programa já registrou um aumento significativo no número de participantes, passando de 12 na etapa de Iniciação do ano passado para 23 este ano e oito que seguem para a etapa Avançado, totalizando 31 alunos contemplados pelo Provoc no Amazonas. O número de estabelecimentos de ensino que aderiram ao programa também cresceu de uma para quatro escolas estaduais (Angelo Ramazzotti, Amazonense Dom Pedro II, Brasileiro Pedro Silvestre e Sant’Anna).

O Provoc é desenvolvido pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV), da Fiocruz, e tem a proposta educacional de Iniciação Científica (IC) na área da saúde para jovens que cursam o nível médio. O objetivo é estimular a aprendizagem dos conhecimentos técnicos e científicos a partir da experimentação de práticas de pesquisa. Durante a acolhida, realizada na última sexta-feira, 15/09, os estudantes foram saudados pela diretora da Fiocruz Amazônia, Adele Schwartz Benzaken, e pela coordenadora local do Provoc, Ormezinda Fernandes. De modo virtual, receberam as boas-vindas da coordenadora geral do Programa, Cristiane Braga, juntamente com a pesquisadora da EPSJV Rosa Neves e a coordenadora executiva da Etapa Iniciação do Provoc Rio, Telma Frutuoso.

Na acolhida, os estudantes foram apresentados aos pesquisadores da Fiocruz Amazônia que serão seus orientadores e co-orientadores, e convidados a participar da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente da Fiocruz, pela coordenadora da Regional Norte da OBSMA, Rita Bacuri. Em seu pronunciamento, a diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Adele Benzaken, destacou a importância da parceria com a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), que permitiu a adesão de novas escolas ao programa e, consequentemente, um maior número de jovens estudantes participando.

“Gostaria de agradecer imensamente à Seduc por todo o apoio que nos tem dado e dizer que espero que a jornada de aproximação com a pesquisa, e com pessoas que já têm um determinado lastro, coloque em vocês uma sementinha que depois, obviamente, terá que ser regada no sentido do despertar para esse mundo da pesquisa e da Ciência. Iniciamos o Provoc em 2022, com a Escola Ângelo Ramazzotti e para nossa satisfação hoje já são quatro escolas e 31 alunos, a maioria da etapa Iniciação e que esperamos que se sintam estimulados a cursar a segunda etapa que irá complementar essa iniciação que agora começa”, salientou Benzaken.

Cristiane Braga destacou que atualmente o Provoc está presente em nove unidades regionais da Fiocruz, consolidando a iniciativa de constituição de uma rede Provoc, planejada a partir de 2018, “A rede foi pensada e começou a se concretizar em 2020, um ano dramático para a humanidade, em que se enfrentou a pandemia de Covid-19, num momento em que a comunidade científica ao mesmo tempo em que sofreu forte ataque, mostrou também a sua importância histórica com milhões de pessoas salvas pela vacina. A Fiocruz contribuiu para superar os desafios da pandemia”, ressaltou.

A coordenadora local do Provoc, Ormezinda Fernandes, chefe do Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS), lembrou que o programa iniciou em 2022 com a intenção de contemplar escolas que estivessem localizadas próximo da sede do ILMD/Fiocruz Amazônia. “Esse ano, a parceria com a Seduc-AM permitiu que quatro escolas participassem do projeto, o que para nós é motivo de muita satisfação e orgulho”, comentou, salientando que dos 12 alunos da etapa inicial, oito seguirão para o Avançado. Entre eles, a estudante Anabel Seabra Rodrigues, 15, aluna do Angelo Ramazzotti. “No meu primeiro ano, tudo parecia estranho porque era um mundo novo, com termos novos até então desconhecidos, mas foi acima de tudo um ano de muito aprendizado que nos proporciona a experiência de colocar em prática na nova etapa que se inicia este ano quando esperamos ter nossos projetos aprovados”, afirmou.

SAIBA MAIS SOBRE O PROVOC

O Programa de Vocação Científica (Provoc) foi criado em março de 1986 no campus da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Manguinhos e sempre foi coordenado pela EPSJV. O programa é dividido em duas etapas: Iniciação e Avançado. Na etapa Iniciação, cuja duração é de 12 meses (agosto a julho), os alunos se familiarizam com as principais técnicas e objetos de pesquisa de Ciência e Tecnologia em saúde. No Avançado, com duração de 22 meses (contados a partir do segundo semestre), o aluno desenvolve todas as etapas de execução de um projeto de pesquisa em Ciência e Tecnologia em Saúde. O horário de participação do estudante é definido pelo seu turno escolar e pode ser ampliado em função dos interesses e da disponibilidade do orientador, da equipe e do aluno.

Na Etapa Iniciação, o estudante recebe um formulário de frequência que deve ser preenchido, assinado por seu orientador e entregue à coordenação da etapa Iniciação, ao final de cada mês A ausência deve ser justificada e informada ao orientador previamente. É permitido até quatro faltas consecutivas. No caso de três faltas consecutivas é obrigatório também apresentar justificativas ao profissional responsável pelo Provoc na instituição de origem e a coordenação da etapa Iniciação. Caso contrário, estará sujeito ao desligamento do Programa.

No Provoc Avançado, a carga horária pode variar de acordo com o interesse e disponibilidade do orientador, da equipe e do estudante. O período previsto é de 12 horas semanais (manhã e tarde). O aluno deverá elaborar, mensalmente, resumo de atividades, a ser revisado e assinado pelo orientador e encaminhado à coordenação do Provoc. O estudante tem 30 dias de férias acordado previamente com o orientador e posteriormente comunicado à coordenação do Provoc (nas duas etapas).

Projetos Manaós e Iguatu realizam 1º Puxirum Ambiental no leito de igarapé no Parque das Tribos em comemoração ao Dia Mundial da Limpeza

O Projeto Manaós: Saúde Indígena no Contexto Urbano, desenvolvido pela Fiocruz Amazônia, em parceria com o Projeto Iguatu, realizaram na manhã deste sábado, 16/09, uma grande ação de limpeza num trecho de aproximadamente 880 metros do leito do igarapé da Anaconda, um dos afluentes do Tarumã Açú, que corta a comunidade Parque das Tribos, no Tarumã, Zona Oeste de Manaus. A ação socioambiental, alusiva ao Dia Mundial da Limpeza, comemorado neste domingo, 17/09, faz parte das atividades de sensibilização desenvolvidas pelos dois projetos junto aos moradores da comunidade, onde convivem 35 etnias do Amazonas, reunidas num só território, já oficializado como o primeiro bairro indígena de Manaus. Denominado Puxirum, termo de origem indígena que significa ajuda mútua, o mutirão de limpeza foi o primeiro realizado pela comunidade, por meio da Associação Indígena e de Moradores do Parque das Tribos (Aimpat).

O pesquisador da Fiocruz Amazônia, Rodrigo Tobias de Souza Lima, coordenador do Projeto Manaós, explica que a ideia do 1º Puxirum Ambiental foi a de trazer a cosmologia dos povos indígenas, que associam o cuidado com a saúde ao cuidado com o território, para uma ação socioambiental de sensibilização, reunindo diversos atores, entre voluntários, moradores, estudantes e representantes de órgãos públicos do município. “Enxergamos na parceria com o Projeto Iguatu e a Aimpat essa possibilidade de promover saúde a partir da visão dos povos indígenas, segundo a qual cuidar do território significa cuidar da saúde, ou seja, uma ação socioambiental que tem a pegada de promoção da saúde e promoção da vida no contexto urbano para os indígenas. Aprendemos todos com essa experiência”, afirmou Tobias.

A ação ocorreu ao longo da manhã, com mais de 40 participantes, divididos em dois grupos: um que percorreu as ruas do bairro, no trecho mais próximo das margens do igarapé, e o outro que realizou a coleta de resíduos no próprio leito do curso d’água, que se encontra totalmente seco, em virtude da vazante severa. Guiados por indígenas moradores da área, os participantes desse grupo coletaram todo tipo de resíduo, principalmente plástico, isopor, restos de eletrodomésticos, como geladeira e televisão, malhadeiras de pesca, fios de arames, entre outros, descartados nos diferentes cursos d’água da cidade. O grupo percorreu cerca de um quilômetro de margens até finalizar a ação com o resultado da coleta. Todo o lixo retirado seguiu para o aterro controlado de Manaus, por meio do Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp), que também enviou uma equipe de educação ambiental para sensibilizar os moradores.

“O igarapé é fonte de vida para a comunidade, utilizamos para o nosso lazer, pesca, mas infelizmente a poluição e a contaminação das águas vêm tirando esse direito do nosso povo. Estamos aqui hoje mobilizando o Parque das Tribos, por meio da parceria com os projetos Manaós e Iguatu sobre a importância de manter o rio limpo, preservarmos as nascentes de onde ainda podemos beber e retirar o nosso peixe, sem isso não podemos mais contar com as águas do rio”, afirmou a liderança indígena Lutana Kokama (Lucenilda Ribeiro Albuquerque), presidente da Aimpat. Segundo ela, as nascentes do Igarapé da Anaconda estão sob ameaça de assoreamento em virtude de uma obra que está sendo realizada na área.

IGUATU

O Projeto Iguatu é uma iniciativa selecionada pelo Programa Laboratório Ambiental Brasil Jovem (Labjovem), que conta com o apoio da Embaixada da França no Brasil para realizar o trabalho de sensibilização ambiental junto à comunidade do Parque das Tribos. Eles utilizam, entre outros recursos, o teatro como ferramenta de conscientização, além de realizarem oficinas sobre separação de resíduos e compostagem com moradores (sobretudo crianças e jovens), residentes nas proximidades das margens dos igarapés. O projeto tem parceria ainda com o grupo Casa Teatro Tauá Caa, que realiza esquetes teatrais sobre temas relacionados à problemática ambiental. No Puxirum, o grupo apresentou a esquete “O Gigante”, retratando as alegrias e os dramas de quem vive às margens dos cursos d’água em Manaus.

“O Puxirum é momento de sensibilizar a comunidade, os próprios indígenas para que se juntem a nós. Convidamos parceiros, amigos, mas o ponto principal é a comunidade, pensando em soluções adequadas para o Parque das Tribos”, explica Almira Neta, mentora do Projeto Iguatu. Moradora da comunidade há três anos, Ana Paula Macena, da etnia mura, se disse satisfeita com a ação. “Defendo a causa do meio ambiente e estou disposta a ajudar no processo de proteção das águas dos rios na comunidade. Não basta apenas defender, temos que agir. Essa é uma área importante para todos nós, fazemos eventos, cultos e usamos como lazer também, tanto aqui quanto na área mais à frente. A vazante mudou o ritmo da cheia dos rios e não temos mais uma data certa para saber quando vai voltar a encher, por isso precisamos cuidar e não deixar que o lixo jogado nas ruas seja levado para o leito do igarapé”, lamentou ela.

SOBRE O MANAÓS

O Projeto Manaós é vinculado ao Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa/Fiocruz Amazônia) e foi aprovado no edital 2021 do Programa Inova Fiocruz – Saúde Indígena, que “incentiva a transferência do conhecimento gerado em todas as áreas de atuação da Fundação Oswaldo Cruz para a sociedade, e conta com financiamento do Fundo de Inovação da Fiocruz e do Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos (SCTIE)”, explica o pesquisador  Rodrigo Tobias Lima, coordenador do Projeto.

O objetivo principal do Projeto é avaliar as condições de saúde da população indígena residente na Comunidade do Parque das Tribos, localizada na zona oeste de Manaus, e analisar sua capacidade de acesso à rede de serviços de saúde na capital. São também parceiras institucionais do Manaós: a Coordenação dos Povos Indígenas de Manaus e Entorno (Copime), Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (Semsa-Manaus), Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai-AM), Universidade Federal do Amazonas (Ufam-AM), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Fiocruz Brasília e Fiocruz Ceará.

Fiocruz Amazônia apresenta resultados dos programas de pós-graduação apoiados pela CAPES

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) marcou presença no 2º Seminário de Acompanhamento do Programa de Desenvolvimento da Pós-Graduação na Amazônia Legal (PDPG Amazônia Legal) e no Seminário de Encerramento do Programa Nacional de Cooperação Acadêmica na Amazônia (Procad Amazônia), ambos promovidos pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), do Ministério da Educação, nos dias 13 e 15 /09, na cidade de São Luiz (MA). Os dois eventos aconteceram simultaneamente, permitindo que instituições de ensino e pesquisa da região amazônica contempladas pudessem apresentar resultados parciais e avanços obtidos pelos programas a partir do apoio da CAPES.

Pelo PDPG, o ILMD/Fiocruz Amazônia possui dois projetos contemplados, um em doenças infecciosas, pelo Programa de Pós-Graduação Strictu Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-INTERAÇÃO) e outro em Saúde Coletiva, reunindo os três programas de pós-graduação no Amazonas, credenciados na área de saúde coletiva: o Programa de Pós-graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA). Doutorado em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM) e o Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Representando o ILMD/Fiocruz Amazônia nos eventos, estavam a vice-diretora de Ensino, Informação e Comunicação, Rosana Parente, e os pesquisadores em Saúde Pública Priscila Aquino, Fernando Herkrath e Júlio César Schweickardt.

“Tivemos a oportunidade de apresentar a consolidação da Pós-Graduação na Amazônia Ocidental no âmbito da pesquisa em doenças infecciosas com ênfase no estudo da biologia de patógenos, hospedeiros, vetores e suas interações, trazendo o que nos auxiliou no crescimento do programa e apresentando possíveis melhorias a serem realizadas”, afirmou Priscila Aquino. Segundo ela, o programa concedeu bolsas de pós-doutorado, duas bolsas de mestrado e duas de doutorado. “É um importante auxílio da CAPES que veio para fortalecer os dois programas, nos ajudando com mobilidade, produção de artigos, entre outros benefícios”, complementou.

Segundo Fernando Herkrath, que apresentou as ações desenvolvidas no subprojeto Saúde Coletiva do PDPG Amazônia Legal, “o seminário representou também uma oportunidade de compartilhar entre os participantes experiências exitosas para a superação dos diversos desafios impostos para o desenvolvimento da pós-graduação na região”. Júlio César Schweickardt, afirmou que, no âmbito do Programa Nacional de Cooperação Acadêmica na Amazônia, foram apresentados os relatórios do projeto, que tem como objetivo promover o fortalecimento do PPGVIDA e foi desenvolvido em parceria com a Universidade de Brasília (UnB) e a Universidade de São Paulo (USP). “Apresentamos junto com instituições de toda a Amazônia Legal as melhorias das publicações, projetos de inserção social, parcerias nacionais e internacionais, num momento importante para a consolidação interinstitucional de programas de pós-graduação para a Amazônia Brasileira”, salientou Schweickardt.

Rosana Parente destacou que as ações da CAPES têm sido de importante relevância para a consolidação dos cursos stricto sensu do ILMD/Fiocruz Amazônia. “Tratando-se de cursos novos, a consolidação ocorre de forma mais célere a partir de parcerias com instituições que possuem cursos, com nota entre 6 e 7”, afirmou.

Alunos de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia recebem informações importantes durante Semana de Adaptação ao programa institucional

Um total de 44 novos bolsistas do Programa de Iniciação Científica (PIC) do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), participou entre os dias 12 e 14/09, da 1ª Semana de Adaptação promovida pela Coordenação do PIC. O objetivo foi o de incorporar os alunos de graduação à iniciação científica, abordando temáticas importantes e que são a base para o desenvolvimento das atividades científicas a serem realizadas no ILMD, ao longo do programa, cuja formação tem duração de dois anos. O PIC conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado do Amazonas (Fepaeam) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O coordenador do PIC, Yury Oliveira Chaves, pesquisador do Laboratório de Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas da Amazônia (DCDIA), considerou a semana um sucesso tanto do ponto de vista da participação dos alunos, bem como do envolvimento do comitê executivo, formado por pesquisadores de diferentes laboratórios da Fiocruz Amazônia, que foram responsáveis pela promoção de palestras, organização e acompanhamento das atividades propostas aos estudantes.

A Semana de Adaptação acontece duas semanas após a realização da solenidade de acolhida aos novos bolsistas e veteranos do programa, ocorrida no último dia 17/08. Na ocasião, Yury Chaves foi apresentado como o novo Coordenador do PIC, que este ano completa 24 anos de execução pelo ILMD/Fiocruz Amazônia. O programa foi instituído em 1999 e tem como objetivos a formação de recursos humanos para a pesquisa em saúde e o desenvolvimento científico de jovens estudantes de graduação de Instituições de Ensino Superior (IES) públicas e privadas, reconhecidas pelo Ministério da Educação, instaladas em Manaus.

“A Semana de Adaptação foi de extrema importância, pois abordou temáticas fundamentais para o embasamento científico dos alunos antes do início do desenvolvimento dos seus respectivos projetos. Entre os temas abordados, a missão, visão e ações em prol da saúde da Fiocruz, o papel dos alunos no Programa de Iniciação Científica, a importância do Núcleo de Inovação e Tecnologia da instituição, as normas da biossegurança com o Comitê de Biossegurança institucional e a importância do Sistema Único de Saúde (SUS) na propagação da saúde no País”, afirmou Yury, considerando a iniciativa bastante produtiva, a partir do feedback positivo dos participantes.

Durante os três dias de evento, foram apresentadas palestras sobre ILMD/PIC; Conhecendo um pouco mais sobre o Núcleo de Inovação Tecnológica; Conhecendo a biblioteca; Introdução a Biossegurança; Introdução ao SUS, tendo como palestrantes as pesquisadoras em Saúde Pública Amândia Braga, que preside o comitê executivo do PIC; Claudia Maria Rios Velasquez, vice-coordenadora do PIC; os pesquisadores da Fiocruz Amazônia Pritesh Lawani e Ani Beatriz Jackisch Matsuura, a analista de Gestão em Saúde, Giovana Pinheiro, o bibliotecário Ycaro Verçosa dos Santos, e a assistente Débora da Silva, do ILMD/Fiocruz Amazônia. O comitê é composto ainda por Andrea Beber, Marla Alves, Ketlen Ohse, Jordam William, Fabiane Vinente, Marizete Duarte e Edilson Soares.

SOBRE O PIC

A Iniciação científica tem como objetivo contribuir para o avanço do conhecimento em diversas áreas de estudo, conduzindo pequenos projetos de pesquisa que podem levar a descobertas significativas, promovendo aos estudantes habilidades essenciais, como pesquisa bibliográfica, coleta de dados, análise de dados, redação acadêmica e comunicação científica. O programa de iniciação científica desempenha um papel crucial na formação acadêmica, incentivando a promoção da pesquisa, preparando os estudantes para carreiras acadêmicas e científicas e contribuindo para o avanço do conhecimento em diversas áreas do saber.

Fiocruz Amazônia realiza acolhida a alunos da rede pública no Programa de Vocação Científica

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realiza nesta sexta-feira, 15/09, a acolhida aos alunos de escolas da rede pública estadual de ensino do Amazonas, contemplados com bolsas do Programa de Vocação Científica (Provoc), Esse é o segundo ano de execução do programa pelo ILMD/Fiocruz Amazônia, com alunos da etapas de Iniciação e Avançada. O Provoc é desenvolvido pela Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, da Fiocruz, e tem a proposta educacional de Iniciação Científica (IC) na área da saúde para jovens que cursam o nível médio e visa estimular a aprendizagem dos conhecimentos técnicos e científicos a partir da experimentação de práticas de pesquisa. Durante a acolhida, que acontecerá a partir das 9h, na Sala 101, nas dependências do ILMD/Fiocruz Amazônia, os estudantes serão saudados pela diretora da unidade, Adele Benzaken, e pela coordenadora local do Provoc, Ormezinda Fernandes, e apresentados aos orientadores e co-orientadores. Também ouvirão palestra sobre a Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (OBSMA), da Fiocruz.

O Programa de Vocação Científica (Provoc) foi criado em março de 1986 no campus da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Manguinhos e sempre foi coordenado pela EPSJV. O programa é dividido em duas etapas: Iniciação e Avançado. Na etapa Iniciação, cuja duração é de 12 meses (agosto a julho), os alunos se familiarizam com as principais técnicas e objetos de pesquisa de Ciência e Tecnologia em saúde. No Avançado, com duração de 22 meses (contados a partir do segundo semestre), o aluno desenvolve todas as etapas de execução de um projeto de pesquisa em Ciência e Tecnologia em Saúde. O horário de participação do estudante é definido pelo seu turno escolar e pode ser ampliado em função dos interesses e da disponibilidade do orientador, da equipe e do aluno.

Na Etapa Iniciação, o estudante recebe um formulário de frequência que deve ser preenchido, assinado por seu orientador e entregue à coordenação da etapa Iniciação, ao final de cada mês A ausência deve ser justificada e informada ao orientador previamente. É permitido até quatro faltas consecutivas. No caso de três faltas consecutivas é obrigatório também apresentar justificativas ao profissional responsável pelo Provoc na instituição de origem e a coordenação da etapa Iniciação. Caso contrário, estará sujeito ao desligamento do Programa.

No Provoc Avançado, a carga horária pode variar de acordo com o interesse e disponibilidade do orientador, da equipe e do estudante. O período previsto é de 12 horas semanais (manhã e tarde). O aluno deverá elaborar, mensalmente, resumo de atividades, a ser revisado e assinado pelo orientador e encaminhado à coordenação do Provoc. O estudante tem 30 dias de férias acordado previamente com o orientador e posteriormente comunicado à coordenação do Provoc (nas duas etapas).

ILMD/Fiocruz Amazônia – Imagem: Mackesy Nascimento

Aplicações avançadas de Bioinformática na pesquisa e saúde regional são tema do Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia

O Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) apresenta nesta sexta-feira, 15/9, a partir das 10h, a palestra “Desvendando a Biodiversidade da Amazônia: Aplicações Avançadas de Bioinformática na Pesquisa e Saúde Regional”, a ser ministrada pelo matemático e pesquisador Ph.D. em Genômica e Bioinformática  Diego Lisboa Rios, atualmente professor EBTT de Informática do Instituto Federal do Amazonas – IFAM, Campus São Gabriel da Cachoeira.

A palestra abordará as aplicações de bioinformática na região da Amazônia, destacando análises como metataxonomia 16S, montagem de genomas, transcriptoma, metagenoma, metatranscriptoma e docking molecular. Segundo o pesquisador, estas técnicas fornecem insights fundamentais para a compreensão da diversidade microbiana, adaptações genéticas, respostas ambientais, funcionalidade dos ecossistemas e pesquisa de medicamentos na Amazônia, contribuindo assim para a pesquisa, conservação da biodiversidade e saúde regional.

O debate terá como moderadora a pesquisadora Camila Fabbri, do Laboratório de Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas na Amazônia (DCDIA), responsável pela organização desta edição do Centro de Estudos. A palestra será transmitida via plataforma Zoom, através do link: https://us06web.zoom.us/j/82112293326?pwd=S2NGNUZ3ck94Y2NnUGUzTGRxZXVFQT09, utilizando ID da Reunião: 821 1229 3326 e Senha de acesso: 482790

SOBRE O PALESTRANTE

Diego é Graduado em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Matemática, Ciências Biológicas e Zootecnia, com formação complementar em Administração e Marketing, pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG. Pós-graduação lato sensu em Gestão e Docência no Ensino Superior pela Faculdade de Teologia e Ciências Humanas – FATECH. Possui Mestrado em Biologia Molecular no curso de Pós-graduação em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal de São João del Rei – UFSJ, onde desenvolveu projetos relacionados a síntese translesão do DNA, expressão e purificação de proteínas recombinantes, docking de proteínas e dinâmica molecular.

Doutor em Bioinformática – Genética e Genômica pela Pós-graduação de Genética, Área de Concentração: Genômica e Bioinformática, na Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, Diego desenvolveu software para montagem e análise de dados de metatranscriptoma livre de quimeras, técnicas avançadas de Biologia Molecular e Sequenciamento de Nova Geração. Também fez Pós-doutorado pelo Laboratório de Interação Microrganismo-Hospedeiro na Virologia – UFMG.

SOBRE O CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa / Imagem: Mackesy Nascimento

Fiocruz Amazônia realiza oficina sobre Orientação de Indígenas em programas de Pós-graduação

Objetivo foi sistematizar metodologias e processos de formação voltados para o Mestrado Acadêmico em Saúde Coletiva oferecido para indígenas do Alto Solimões

Dados registrados

Número de registro, nome da espécie, autor, variedade, observação taxonômica, anamorfo, teleomorfo, número da coleção, data de entrada, doador, data e local de isolamento, identificação segundo o doador, nome antigo, coleções onde está depositada, substrato, hospedeiro, categoria do tipo, sexualidade, modo de preservação, fotos e imagens macro e microscópicas, aplicações e outras informações.

Público alvo

Pesquisadores, empresas privadas, instituições de pesquisa e outras coleções de cultura.

Serviços oferecidos

Aquisição, depósito, distribuição, preservação de bactérias, fungos filamentosos, leveduras e plasmídeos;

Caracterização de microrganismos, pesquisa e treinamento;

Realiza cursos sobre sistemática em fungos filamentosos, presta serviço de consultoria, emitindo laudos técnicos a terceiros. Orientação de teses de mestrado, doutorado e pessoal técnico especializado.

Coleção de Bactérias
Coleção de Fungos

Curadora

Ormezinda Celeste Cristo Fernandes

Contato

E-mail – ofernandes@amazonia.fiocruz.br
Endereço para correspondência – Rua Teresina, 476 – Adrianópolis – CEP – 69057-070

Fone: (92) 3621-2337 Fax: (92) 3621-2399