COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD
ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia
O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.
A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.
Ormezinda Celeste Cristo Fernandes
E-mail – ofernandes@amazonia.fiocruz.br
Endereço para correspondência – Rua Teresina, 476 – Adrianópolis – CEP – 69057-070
Fone: (92) 3621-2337 Fax: (92) 3621-2399
Centro de Estudos abordará Acesso e Organização da Atenção Primária à Saúde em municípios rurais remotos da Amazônia
/em Notícias /por Julio OliveiraO Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) apresenta, nesta sexta-feira, 17/11, a partir das 10h (horário Manaus), a palestra Acesso e Organização da Atenção Primária à Saúde em Municípios Rurais Remotos da Amazônia, a ser ministrada pela professora-doutora Juliana Gagno Lima, do Instituto de Saúde Coletiva (ISCO), da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA). Doutora em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz), Juliana abordará a temática do acesso aos serviços de saúde e da organização do processo de trabalho na Atenção Primária à Saúde (APS) em municípios rurais remotos do Oeste do Pará, discutindo barreiras e desafios de acesso, além das estratégias de cuidado das equipes de APS relacionadas às especificidades dos territórios amazônicos.
Os dados a serem apresentados são referentes à pesquisa Atenção Primária em municípios rurais remotos do Brasil, coordenada pela FIOCRUZ, de abordagem qualitativa cujo recorte abrangeu cinco municípios amazônicos com lógicas espaciais distintas, assentadas em rios ou estradas. Foram realizadas entrevistas com gestores, profissionais da saúde (médicos, enfermeiros e agentes comunitários de saúde) e usuários, além de visitas a unidades básicas de saúde, ao longo do ano de 2019.
A palestra será moderada pela pesquisadora em Saúde Pública Amandia Braga, do Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros grupos Vulneráveis (SAGESPI) da Fiocruz Amazônia. e transmitida via plataforma Zoom, através do link: https://us06web.zoom.us/j/81814119316?pwd=ZVV5M1pmRmZ4T0tsTEhubHRXdVZ4dz09, utilizando o ID da Reunião 818 1411 9316 e a Senha 441035
SOBRE A PALESTRANTE
Juliana Gagno Lima é Mestre em Saúde Pública pela ENSP/FIOCRUZ (2016), na área de concentração Políticas, planejamento, gestão e práticas em saúde. É docente do Instituto de Saúde Coletiva (ISCO) na UFOPA), desde 2016. Especialista em Gestão da Atenção Básica (2013) e especialista em Saúde da Família pelo Programa de Residência Multiprofissional em Saúde da Família pela ENSP/FIOCRUZ (2012). Graduada em Nutrição pela Universidade Federal Fluminense (2008), ela participou da coordenação de campo do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica – PMAQ, no grupo ENSP/FIOCRUZ. Atualmente, participa do grupo de pesquisa “Atenção Primária em territórios rurais e remotos no Brasil”.
SOBRE O CENTRO DE ESTUDOS
O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.
Conselho Deliberativo homologa eleição da nova diretoria da Fiocruz Amazônia para o biênio 2023-2025
/em Notícias /por Julio OliveiraO Conselho Deliberativo do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em reunião extraordinária, realizada nesta terça-feira, 14/11, homologou o resultado das eleições à nova diretoria da unidade, para o biênio 2023-2025. O pleito teve como vencedora a candidata única, Stefanie Lopes, pesquisadora em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia. Ela foi eleita com 93,12% dos votos válidos, passando a ocupar a direção do instituto. No total, o pleito teve 48 servidores e 55 alunos/pesquisadores visitantes como votantes, o equivalente a um percentual de comparecimento de 96% dos servidores e 52,8% dos alunos. A homologação ocorreu um dia após a realização da eleição e segue agora para a oficialização pela Presidência da Fiocruz junto ao Ministério da Saúde.
A servidora Helena Coutinho, chefe do Serviço de Infraestrutura da Fiocruz Amazônia e presidente da Comissão Eleitoral, destacou a parceria dos setores diretamente envolvidos com a condução do pleito, ao informar oficialmente o resultado da eleição, cujo andamento, segundo ela, foi tranquilo e conduzido de forma criteriosa, com o rígido cumprimento do passo a passo processual. A comissão eleitoral foi composta também pelos servidores Luciene Pereira de Araújo, chefe do Serviço de Gestão do Trabalho (SEGET), o bibliotecário Ycaro Verçosa dos Santos e a pesquisadora do Laboratório de História e Políticas Públicas de Saúde (LAHPSA), Fabiane Vinente dos Santos.
“Tivemos a participação em massa dos servidores e a apuração dos votos se deu sem nenhuma intercorrência”, comentou a presidente da comissão. A eleição foi gerenciada pelo Serviço de Gestão da Tecnologia da Informação (SEGTI) e utilizou o sistema Helios Volting para a votação responsáveis pela sua realização.
A reunião do Conselho Deliberativo contou com a presença da presidente do CD, Stefanie Lopes (Diretora), Aldemir Lima Maquiné (Vice-Diretor de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Helena Maria Maués Guedes Coutinho (SEINFRA), Eduardo Lima Garcia (Secretaria Acadêmica), Cláudia Maria Ríos Velásquez (Laboratório Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia), Carlos Aberto Vieira Duarte (Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Oswaldo Cruz – ASFOC), Ycaro Verçosa dos Santos (VDEIC-Biblioteca), Kátia Maria Braga da Silva Lima (LAHPSA), Amandia Braga Lima Souza (Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros grupos vulneráveis – SAGESPI) e Ormezinda Celeste Cristo Fernandes (Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde- DMAIS).
PERFIL
Stefanie Lopes é pesquisadora em Saúde Pública no Instituto Leônidas e Maria Deane – Fiocruz Amazônia. Formou-se em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Campinas, Brasil (2002), onde realizou Mestrado (2008) e Doutorado (2012) em Genética e Biologia Molecular. Sua principal área de pesquisa é a biologia de Plasmodium vivax, com foco na compreensão do significado biológico de fenótipos citoadesivos desta espécie de Plasmodium. Foi coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO), de 2018 a 2022. Ocupou a Vice-Diretoria de Pesquisa e Inovação do ILMD/Fiocruz Amazônia, nos últimos dois anos.
Fiocruz Amazônia abre as portas para a “festa da vacinação” no próximo sábado (18/11)
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), unidade Regional da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em Manaus, retoma no próximo sábado, dia 18/11, das 8h às 16h30, o ‘Fiocruz Pra Você’, evento que tem por finalidade abrir as portas da instituição para a sociedade, integrando a comunidade e oferecendo serviços, com foco na atualização vacinal infantil obrigatória, principalmente as de baixa cobertura, além de exames de glicemia e aferição de pressão, atividades recreativas e de interação científica para o público. A atividade acontece na sede principal no Rio de Janeiro e em todas as unidades regionais da Fiocruz, no Brasil.
Em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa-Manaus), profissionais da Unidade Básica de Saúde (UBS) São Francisco, estarão na Unidade para realizar a aplicação das seguintes vacinas: Poliomielite (gotinha); DTP – Difteria, Tétano, Coqueluche; DTP/HB/Hib (Penta) – Difteria, Tétano, Coqueluche, Haemophilus influenzae B e Hepatite B; Pneumocócica 10; Meningocócica C; Meningocócica ACWY; Febre Amarela; Tríplice Viral – Sarampo, Caxumba, Rubéola e Varicela; Hepatite A; dT – Difteria e Tétano; HPV; Influenza; Covid-19. O evento contará com a presença dos personagens Oswaldinho, mascote da Fiocruz, e Zé Gotinha, símbolo da vacinação no Brasil, com parceiros e colaboradores voluntários.
Segundo explica a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, o evento é uma oportunidade de atualizar a caderneta vacinal dos pequenos e também dos acompanhantes. “O Fiocruz Pra Você é um evento de portas abertas, onde a Fiocruz Amazônia abre suas portas para uma ação muito importante que é a atualização da caderneta vacinal das crianças de 0 a 5 anos. Além da vacinação, as crianças que vierem, irão participar de diversas atividades, tanto recreativas, quanto educativas. Além disso, teremos exposições científicas com microscópio, vendo microrganismos, insetos, um pouco do trabalho que é desenvolvido aqui na Fiocruz Amazônia. Para os acompanhantes, também teremos atualização da vacina para Covid, e, também, de Influenza aos grupos prioritários”, destaca.
Durante a ação, além da campanha de vacinação, a Instituição irá oferecer um dia de programação artístico-cultural, com música, teatro, pintura facial, brincadeiras, além da distribuição de kits de lanches, num espaço lúdico de interação entre a instituição e a sociedade. A organização do evento alerta para a apresentação obrigatória do Cartão de Vacinação. A sede da Fiocruz Amazônia, fica situada à Rua Teresina, 476, bairro Adrianópolis.
FIOCRUZ PRA VOCÊ
O Fiocruz Pra Você é promovido pela Fundação desde 1994, quando mais de 15 mil pessoas estiveram na Fundação não só para vacinar as crianças, mas também para participar das atividades culturais, de divulgação científica e promoção da saúde. Ao longo de suas edições, a festa da vacina na Fiocruz (RJ) já foi prestigiada por artistas, como Renato Aragão, Xuxa, Sandra de Sá, Angélica, Letícia Sabatella e Maitê Proença; atletas, como Ronaldo Fenômeno, Oscar e Daniele Hypólito; e até por Heloísa Sabin, viúva de Albert Sabin, cientista que desenvolveu as famosas gotinhas contra a poliomielite.
Trabalhos de Mestrado e Doutorado orientados pela Fiocruz Amazônia são premiados na Universidade Federal do Amazonas
/em Notícias /por Julio OliveiraA Premiação Melhores Teses e Dissertações 2022, da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), realizada no último dia 6/11, escolheu como destaques dois trabalhos desenvolvidos sob orientação do professor doutor Luiz André Morais Mariúba, pesquisador do Laboratório de Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas na Amazônia (DCDIA), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). O prêmio de Melhor Tese foi para a pós-doutoranda Juliane Correia Glória, com o título “Novas Abordagens para o Desenvolvimento de Insumos e Métodos para o Diagnóstico de Malária“, trabalho vencedor também do Prêmio CAPES de Tese 2023. Já a premiação de Melhor Dissertação de Mestrado foi para o doutorando em Biotecnologia Caio Coutinho de Souza, com o título “Análise do Uso do Bacillus Subtilis como Hospedeiro para Expressão de VHH Anti-fosfolipase de Bothrops Jararacussu”.
O evento da premiação acontece anualmente como parte do Programa de Acompanhamento e Avaliação da Pós-Graduação, da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da UFAM, como estímulo ao desenvolvimento científico da pós-graduação. Na oportunidade, foram prestadas homenagens póstumas à professora doutora Selma Suelly Baçal de Oliveira, em agradecimento a sua contribuição para a pesquisa e pós-graduação da Universidade Federal do Amazonas e anunciados dez novos programas de pós-graduação aprovados pela CAPES – sendo seis de mestrado e quatro doutorados – que passarão a ser oferecidos pela instituição em 2024.
Presente à solenidade de premiação, a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, ressaltou a importância da parceria entre a Fiocruz e as instituições para o processo de consolidação e fortalecimento dos programas de pós-graduação e a formação acadêmica, enaltecendo o papel de discentes e docentes. “Parabenizamos a todos os trabalhos, em especial ao dos representantes da nossa instituição, num momento importante de reconhecimento do mérito científico e do esforço desenvolvido para a realização das suas pesquisas”, observou Stefanie.
Pesquisador da Fiocruz Amazônia, Luiz André Morais Mariuba é graduado em Ciências Biologicas pela Faculdade São Lucas, mestre em Biologia Experimental pela Universidade Federal de Rondônia e doutor em Biotecnologia pela Universidade Federal do Amazonas. Atualmente, trabalha com biologia molecular, mais especificamente com a produção de proteínas recombinantes e Imunologia aplicada como tecnologista no ILMD/Fiocruz Amazônia. Possui colaboração com diferentes institutos de pesquisa dentro e fora do Estado/País, nas áreas de desenvolvimentos de OGM e de testes para diagnóstico rápido de doenças infecciosas. Realiza estudos com foco no desenvolvimento de novos veículos vacinais e diagnóstico para malária, e desenvolvimento de anticorpos IgY para tratamento e controle de doenças. Mariuba é colaborador em projetos que buscam desenvolver ferramentas moleculares e metodologia para estudo em nanocristais de celulose, piscicultura, hepatite, entomologia, microbiologia, dentre outros.
Felipe Naveca recebe homenagem durante 17a ExpoEpi
/em Notícias /por Julio OliveiraO virologista Felipe Gomes Naveca, pesquisador da Fiocruz, chefe do Laboratório de Arbovírus e Vírus Hemorrágicos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e coordenador do Núcleo de Vigilãncia de Vírus Emergentes, Reemergentes ou Negligenciados do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), foi homenageado na 17ª edição da Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (ExpoEpi).
A honraria entregue pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde reconheceu as contribuições de Naveca para o desenvolvimento das ações de epidemiologia, prevenção e controle de doenças no Brasil. A homenagem foi realizada durante a cerimônia de abertura da 17ª ExpoEpi, no último dia 7/11, no Centro Internacional de Convenções do Brasil, no Distrito Federal.
Pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz desde 2008, Felipe Naveca atua no IOC e no ILMD/Fiocruz Amazônia, onde também foi vice-diretor de Pesquisa e diretor substituto entre 2012 e 2021. Na Rede de Plataformas Tecnológicas Fiocruz, gerencia as subunidades de PCR em Tempo Real (RPT09G) e Genômica (RPT01H). Naveca também é membro da Rede Genômica Fiocruz e da Rede Genômica de Vigilância em Saúde do Amazonas.
Por Comunicação/Instituto Oswaldo Cruz
PPGVIDA divulga resultado definitivo das inscrições, após análise dos pedidos de recurso
/em Notícias /por Carlos GomesO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou resultado das inscrições, após análise dos pedidos de recurso, referentes ao processo de seleção de candidatos ao Curso de Mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA).
Confira o resultado em: https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=39959
SOBRE PPGVIDA
O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.
O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.
ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento
Divulgada 1ª republicação para processo seletivo do Curso de Mestrado do PPGBIO-Interação
/em Notícias /por Carlos GomesO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulga a 1ª REPUBLICAÇÃO DA CHAMADA PÚBLICA Nº 010/2023, referente ao processo seletivo do Curso de Mestrado Acadêmico, do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação), com alteração no Anexo I e no Anexo XI.
Confira a republicação: https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=40160
O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Mestre em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro. Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 30 vagas.
SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO
O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.
O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.
Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.
ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagens: Mackesy Nascimento
Fiocruz Amazônia alerta para a necessidade do protagonismo amazônico no XI Simpósio Nacional de Geografia da Saúde
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) participou na noite do último domingo, 5/11, da abertura do XI Simpósio Nacional de Geografia da Saúde (Geosaúde), que acontece no auditório da Escola Superior de Tecnologia (EST/UEA) até a próxima quinta-feira, 9/11, alertando para a necessidade de se estabelecer o protagonismo amazônico nas discussões acerca das políticas públicas relacionadas à saúde e ao meio ambiente, nos mais diferentes territórios da Amazônia. O epidemiologista Jesem Orellana, chefe do Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia (LEGEPI), da Fiocruz Amazônia, classificou o simpósio como o momento ideal para esse despertar. “Precisamos sair do engessamento da discussão sobre a região amazônica, a partir da ótica dos ministérios e os mais diferentes atores falando por nós, sem que sejamos ouvidos sobre as nossas necessidades, nossa realidade, nossos desejos e o que entendemos sobre crise climática e seus impactos negativos sobre a saúde, assim como sobre o desmatamento, o avanço desregrado da atividade agropecuária na Amazônia, mineração ilegal, entre outros problemas, para que possamos avançar de uma forma mais contundente”, afirmou Jesem.
Para o epidemiologista, o simpósio deve discutir temas estruturais e não apenas questões acadêmicas restritas a círculos de comunicação fechados. “Não conseguimos conversar com as populações tradicionais, ribeirinhos, indígenas, pescadores, quilombolas e tantas outras denominações e grupos étnico-raciais da Amazônia. Se não conseguimos tecer essas conexões, articulando ensino, pesquisa, serviços de saúde e movimentos sociais, nós vamos continuar agindo da mesma forma passiva que fomos acostumados ao longo dos últimos 500 ou quase 600 anos. Infelizmente, deixamos de ser protagonistas como foram nossos ancestrais e passamos a ser apenas pessoas que fazem parte da geografia amazônica, sem capacidade prática para decidir ou arbitrar”, observou.
O pesquisador lembrou também que 2023 vem sendo um ano crítico, que comprova a tese de que estamos numa crise climática sem precedentes e precisamos entender isso. “Não há mais caminho de volta. No máximo, o que podemos fazer é minimizar esses impactos a partir de agora. E não adianta contratar profissional de saúde para atender nos postos e unidades de saúde. Será preciso atacar a raiz do problema que é a ausência do Estado brasileiro na fiscalização de unidades de conservação e áreas de proteção ambiental, por exemplo. Esse é que tem que ser o caminho”, frisou.
Representando o Ministério do Meio Ambiente, a secretária Nacional de Populações Tradicionais e Desenvolvimento Rural Sustentável, do MMA, Edel Moraes, que é amazônida da região do Arquipélago do Marajó, no Pará, participou do evento de modo remoto e afirmou que o debate do XI Geosaúde deve ir além da geografia, das fronteiras e do isolamento. “O simpósio é uma oportunidade de darmos visibilidade a questões como a negação de direitos de políticas públicas de acesso aos cuidados da saúde nos mais diferentes rincões que se assemelham muito na Amazônia”, ressaltou, acrescentando que falar de Amazônia é falar dos 180 povos indígenas viventes na região, sobre a diversidade de povos quilombolas, das quebradeiras de coco babaçu, dos ribeirinhos, extrativistas, marisqueiros, das pescadoras, homens e mulheres que irão padecer com os fatos que estamos vivenciando desde o início do ano.
Edel recomendou que o simpósio abrigue discussões que visem promover a saúde e suas especificidades de gerações, raça, etnias, gêneros, temáticas que visem o acesso aos serviços de saúde, a redução dos riscos de agravo dos processos de trabalho, discussão sobre a saúde mental, valorização do serviço público, do trabalho dos agentes comunitários de saúde, os saberes das parteiras e dos doutores da floresta, como são chamados os pajés, falarmos de acesso com as populações da amazonia e os povos tradicionais, colocarmos na nossa conta a resolutividade da questão da malária que afeta a região amazônica, não avance em resolutividade para uma doença que não cabe mais dizer que não tem solução, pandemia mostra que quando se quer se faz pesquisa e se busca soluções, trazer para essa reflexão, cuidado da saúde, é cuidar da floresta e dos povos que cuidam e defendem a floresta.
O XI Simpósio Nacional de Geografia da Saúde teve início na tarde deste domingo (5/11), em Manaus, ao som do Tubones Coral, grupo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). A mesa de abertura foi presidida pelo pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação da UEA, Roberto Mubarac, representando o reitor da UEA, André Zogahib. Também compuseram a mesa ao coordenador do XI-Geosaúde, Isaque Souza Santos e Natacha Aleixo, do Departamento de Geografia e Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). A conferência de abertura foi realizada pelo Prof. Dr. Jorge Amancio Pickenhayn, da Universidade Nacional de San Juan (ARG). Após o encerramento da solenidade, os participantes assistiram à apresentação da cantora Lucilene Castro e do violonista Dudu Brasil. O simpósio deste ano tem como tema “Amazônia, fronteiras e escalas geográficas na análise da saúde”
Confira a programação completa e como participar no site do evento: https://www.simposiogeosaude.com/