COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD
ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia
O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.
A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.
Ormezinda Celeste Cristo Fernandes
E-mail – ofernandes@amazonia.fiocruz.br
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Fiocruz Amazônia apresenta resultados de pesquisa participativa no III Seminário Acesso à Saúde e Vulnerabilidades de Migrantes internacionais no Contexto da Disseminação da Covid-19
/em Notícias /por Julio OliveiraDesde 2022, o Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) integra a pesquisa nacional em torno do projeto “Acesso à Saúde e Vulnerabilidades de Migrantes Internacionais no contexto da disseminação da Covid-19”, coordenado pelo Grupo de Pesquisa em Processos de Migrações Internacionais e Saúde Coletiva (Promigras), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). No último dia 29/08, os resultados desse esforço participativo foram apresentados, no modo on line, no III Seminário Acesso à Saúde e Vulnerabilidades de Migrantes Internacionais no contexto da disseminação de Covid-19. O projeto contou com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
O objetivo do evento foi o discutir os principais achados da pesquisa interdisciplinar, que contou com a participação de cerca de 33 pesquisadores de diferentes procedências de seis estados (Amazonas, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso, Paraná e Santa Catarina), oito instituições de pesquisa, além de consultores internacionais, e entrevistou 120 pessoas, entre migrantes, gestores e profissionais de saúde.
Representando o ILMD/Fiocruz Amazônia, a técnica de saúde pública do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa), Fabiane Vinente, apresentou dados panorâmicos da migração internacional no Amazonas, em especial na cidade de Manaus, com foco na presença de venezuelanos. Segundo Fabiane, Manaus tem hoje uma população expressiva de migrantes, a partir de um processo deflagrado em 2011, com a chegada dos haitianos. “Mais tarde, veio a imigração venezuelana, que acessa o território brasileiro através da fronteira da cidade de Santa helena do Uairen, na Venezuela, com a cidade de Pacaraima (RR). De lá, a maioria ruma para outras regiões do País, mas parte desse contingente opta por permanecer em Manaus. Sabemos que esse número pode ser bem maior, mas hoje oficialmente temos 44.278 migrantes, sendo 926 do Haiti, 41.893 da Venezuela, 534 do Peru, e 1.420 de nacionalidades diversas”, ressaltou Fabiane, salientando que as mulheres são a maioria (25.703), confirmando o fenômeno da “feminilização” da migração.
“Já estamos no terceiro seminário e somos, agora, provocados a falar um pouco do que aprendemos ao longo desse processo. Seguramente, posso afirmar que o aprendizado sobre o tema vai além da ordem das questões práticas da migração, como a busca de alimento e trabalho, mas também se relaciona com a subjetividade humana inerente ao deslocar sobretudo se pensarmos no fenômeno migratório como fluxos e linhas da vida de um grupo de pessoas que deixam sua marca por onde passam, transformam paisagens e trazem novas demandas de políticas públicas”, analisou. Para Fabiane, o maior desafio está em conhecer esses grupos populacionais e as demandas que apresentam ao Sistema Único de Saúde (SUS) na Amazônia.
“A diversidade do fenômeno migratório é também um desafio epistemológico. A migração é um processo plural. No caso dos haitianos, nas primeiras ondas, tivemos uma predominância masculina entre os migrantes, a maioria jovem. No caso da migração venezuelana, há uma diversidade humana com a presença de meninas e mulheres, população LGBTQIA+, idosos, pessoas com demandas de saúde, a exemplo de transplantados, pessoas vivendo com HIV/Aids e pacientes de hemodiálise”, exemplificou.
Fabiane destacou a importância das pesquisas em rede e quando elas podem contribuir para a melhorias na qualidade de vida das populações migrantes. “Aqui em Manaus há uma dificuldade de acesso do migrante aos serviços públicos, dadas as especificidades geográficas que repercutem nesse atendimento. Quase sempre alocado em funções de subemprego, eles são vendedores de rua, motoristas de carro de aplicativo, entre outras ocupações, e não sempre dispõem de tempo nem condições para o auto-cuidado, especialmente durante a pandemia de Covid-19.. Por essa razão, pesquisas em rede são mais que necessárias porque possibilitam comparações de cenários e políticas públicas, com práticas sociais que impactem positivamente as pessoas, especialmente do âmbito das políticas públicas. especificidades geográficas que repercutem nesse atendimento, nesse acesso à saúde, precariedade social que repercute.
O seminário está disponível no You Tube no endereço: https://www.youtube.com/live/nN3lEomLroI?si=EoqoQmbXX7bH9hfi
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Julio Pedrosa
Fiocruz Amazônia tem Regulamento da Pesquisa e Inovação aprovado pelo Conselho Deliberativo da instituição
/em Notícias /por Julio OliveiraO Conselho Deliberativo do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) aprovou, durante reunião ordinária realizada no último dia 27/08, a Resolução No 11/2024, que institui o Regulamento da Pesquisa e Inovação. O documento passa a reger as atividades de pesquisa desenvolvidas na instituição, bem como estabelece os critérios e procedimentos para ampliação da estrutura laboratorial da Unidade, entre outras orientações. O trabalho, coordenado pela Vice-Diretora de Pesquisa e Inovação do ILMD/Fiocruz Amazônia, Michele Rocha El Kadri, é, segundo ela, resultado de um processo de construção coletiva iniciado em 2016 e concluído na atual gestão. Para a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, a aprovação do documento é uma conquista histórica, “que confere robustez ao processo de consolidação da estrutura administrativa dos laboratórios da instituição”.
“O Regulamento da Pesquisa foi aprovado após ser discutido e revisado ao longo dos últimos anos, em várias instâncias, facilitando para o gestor e para os usuários entenderem e terem claras as regras de como vão se dar os processos de administração dos laboratórios, considerando a dinâmica desse tipo de estrutura”, explica Stefanie Lopes. A vice-diretora de Pesquisa e Inovação, Michele El Kadri destaca o apoio fundamental do Grupo de Trabalho que se debruçou sobre o documento e o compromisso dos pesquisadores que participaram ativamente das reuniões extraordinárias da Câmara Técnica de Pesquisa e Inovação. “A equipe mostrou maturidade no diálogo e necessidade de ter ações de pesquisa no ILMD devidamente ordenadas”, comentou.
O regulamento estabelece, entre outros critérios, como se dará os processos de troca de coordenadores e chefes de laboratórios, bem como os processos de credenciamento e recredenciamento, obedecendo a dinâmica da pesquisa no que tange às expectativas de criação de novos espaços de pesquisa. “Muitas vezes as pessoas vão fazer sua formação e voltam com uma intencionalidade de criar novos espaços de pesquisa. O Instituto é criado para crescer e é natural que nesse processo de crescimento haja criação de novos laboratórios e rearranjos de antigos laboratórios. A ciência existe para atender a demanda da sociedade e o laboratório é um dos espaços em que se faz a ciência na Fiocruz para atender as demandas sociais”, salientou Stefanie.
Além de legitimar o modelo dos laboratórios, o documento consolida outras estruturas administrativas da pesquisa no instituto, como os Serviços, Seções, Plataformas e Coleções. O Regulamento, ainda, traz definições norteadoras sobre as linhas, projetos e grupos de pesquisa , bem como sobre os programas institucionais de pesquisa da unidade. Também podem ser encontradas, no documento, orientações para afastamento de pesquisadores e instruções para uso dos espaços de pesquisa disponibilizados pelo instituto, dentre outras normativas.
O Regulamento da Pesquisa e Inovação se tornará documento público ao ser publicado, em breve, na página do ILMD/Fiocruz Amazônia.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Fiocruz Amazônia e Queen Mary University desenvolvem projeto sobre segurança alimentar em comunidades ribeirinha e de favela no Amazonas e Rio de Janeiro
/em Notícias /por Julio OliveiraA Fundação Oswaldo Cruz, por meio do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, a Queen Mary University e a Fundação Getúlio Vargas estarão atuando juntas, ao longo de um ano, na execução do projeto “Futuro das Populações Amazônicas: Segurança alimentar e saúde em um cenário de mudanças que impactam seus modos de vida e o ambiente em que vivem”. A iniciativa, que reúne pesquisadores das três instituições, está voltada para a compreensão da segurança alimentar no Brasil, focando em territórios que vivenciam vulnerabilidades – área rural ribeirinha de Manaus e o maior conjunto de favelas do Rio de Janeiro, o Complexo da Maré, – o que permitirá a construção futura de um projeto robusto que buscará compreender os fatores que impactam a segurança alimentar nesses territórios e prevenir problemas que impactam diretamente a saúde destas populações.
A pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Amandia Braga Lima Sousa, do Laboratório Situações de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros Grupos Vulnerávais (Sagespi), uma das proponentes do projeto, explica que a intenção é reunir subsídios que permitam um levantamento acerca dos possíveis impactos sobre a segurança alimentar nos diferentes territórios. “A idéia é conseguimos ouvir as pessoas para construir um projeto de pesquisa partindo do território para não ser uma iniciativa deslocada e diferente do que eles precisam”, explicou Amandia. No último dia 25/07, como parte das atividades do projeto, uma equipe de pesquisadores da Queen Mary University, Escola Politécnica Joaquim Venâncio e da Rede Maré esteve presente na Comunidade Santa Maria, localizada na área rural ribeirinha de Manaus. Com acesso somente pela via fluvial e situada a três horas e meia de barco, partindo da área urbana, Santa Maria faz parte das localidades que têm sido objeto de pesquisas pelo Sagespi.
“Ao longo desse projeto foram feitas diversas parcerias de pesquisa, com representações de todas as instituições envolvidas e, tanto no Amazonas quanto no Rio de Janeiro, já conseguimos congregar mais pesquisadores de ouras instituições com a intenção de montar um grande projeto guarda-chuva que tenha as necessidades da população como foco e nos possibilite conseguir um financiamento robusto para a execução da proposta”, afirma a pesquisadora. A visita de campo integrou um cronograma de atividades que incluiu a realização de uma oficina de fotografia para os comunitários. A oficina contou com um total de 15 participantes e resultou numa exposição cujo tema foram os alimentos que fazem parte do dia a dia da comunidade. “O objetivo da iniciativa foi reconhecer as percepções de moradores de áreas rurais ribeirinhas de Manaus sobre o acesso ao alimento e as ameaças à segurança alimentar nestas localidades para promover a partir disso discussão sobre o tema com pesquisadores, profissionais de saúde e outros atores interessados”, explica o pesquisador da Fiocruz Amazônia, Fernando Herkrath, coordenador do Sagespi.
A oficina, ministrada pela fotógrafa profissional Cristiana Ferreira, permitiu aos moradores da comunidade a experiência inusitada de fotografar o alimento que comem, assim como o local onde produzem e coletam alimentos (no caso da alimentação oriunda da natureza) e onde adquirem (alimentos industrializados). A oficina teve três dias de duração e, a partir das 44 fotos feitas pelos participantes, com os próprios celulares, foi possível montar a exposição que funcionou como uma estratégia facilitadora para o reconhecimento das percepções dos moradores e para a discussão em grupo. Dispostas em um varal, as fotos trouxeram registros reveladores através de imagens diversificadas, desde o tradicional peixe frito – que vem perdendo espaço para o frango que chega congelado da área urbana de Manaus à comunidade – ao tucumã, à macaxeira, à farinha de mandioca; frutas como o açaí, jambo, banana, a tradicional carne de animais silvestres, a exemplo do tatu, tracajá e do jacaré; o urucum, utilizado como condimento natural; o prato feito, com feijão, arroz, macarrão e os ultraprocessados como a salsicha e linguiça calabresa. Morador da Santa Maria, Ricardo Cavalcanti, 19 anos, explica que está cada vez mais difícil se manter a tradição da alimentação natural na localidade, devido à dificuldade na obtenção do peixe e das carnes de caça. “Hábitos antigos estão sendo esquecidos pelos mais jovens. Antes a gente comia mais peixe e caça, agora é ovo, salsicha e calabresa”, revelou.
Além de pesquisadores das três instituições que compõem o projeto, a comitiva que visitou a comunidade foi composta também por representantes da Rede Maré, Secretaria Municipal de Saúde (Semsa-Manaus), Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas-Manaus) e o Conselho Consultivo do Mosaico de Áreas Protegidas do Baixo Rio Negro, tendo em vista que a comunidade está situada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Puranga Conquista. Santa Maria possui hoje um total de 47 famílias e uma população estimada em 142 habitantes, a grande maioria (aproximadamente 80%) com idade abaixo dos 60 anos.
A agente comunitária de saúde Maria Tereza Silva Rocha trabalha na comunidade Santa Maria há 28 anos e há dois meses assumiu a gestão da Unidade de Saúde Rural, que funciona no local. Segundo ela, a iniciativa de melhorar a qualidade dos alimentos consumidos pelos moradores, somada à prática de atividades físicas, é uma forma de contribuir efetivamente para a melhoria da saúde dos comunitários. “Temos um grupo de caminhada aqui, um grupo de exercício. Desde que a Fiocruz chegou aqui falando sobre saúde e qualidade de vida, intensificamos essa prática sobretudo com os idosos. Montamos grupos de mulheres, o futebol das crianças e o vôlei, e temos uma sede social que utilizamos para fazer nossas atividades”, reforçou.
ALIMENTOS INDUSTRIALIZADOS
A nutricionista do Distrito Rural de Manaus Karoline Campos, que acompanhou a visita à Santa Maria, explica que é alto o consumo de alimentos industrializados na maioria das comunidades ribeirinhas do município. “Quando cheguei aqui imaginava que havia plantação, alimentação com produtos oriundos da natureza e me deparei com uma situação totalmente diferente: alimentação rica em industrializados, salgadinhos ricos em sódio, alimentos ricos em açúcar, refrigerantes, pouca ingesta de frutas e legumes”, afirma Karoline.
A nutricionista enfatiza que a alimentação baseada em alimentos não-processados seria muito mais barata e impactaria muito menos na saúde da população, reduzindo o índice de doenças crônicas não transmissíveis, como obesidade, diabetes, hipertensão. “Hoje, são comuns casos de crianças e jovens com essas doenças, daí a importância de iniciativas como essa da Fiocruz e Queen Mary University. Fernando Herkrath endossa as palavras da nutricionista e revela que o perfil das doenças tem mudado, dentre diversos outros motivos, por conta dessa mudança de comportamento em relação aos hábitos alimentares.
Karoline aponta a dificuldade de acesso a essas comunidades e a necessidade de uma equipe com mais profissionais nutricionistas para a realização de um trabalho de sensibilização nas localidades. “A área de abrangência do Disa Rural é muito grande e o acesso é difícil, vez ou outra tenho que ir em campo para fazer atendimento e pego barco, pego estrada, são geralmente áreas bem distantes e bem difíceis de se chegar”, afirma. O Disa Rural conta com quatro unidades terrestres e duas unidades de saúde fluviais.
SEGURANÇA ALIMENTAR
Três instituições concorreram ao edital Fund Acceleration 2, com recursos da Queen Mary, da Fiocruz e da FGV para a execução do projeto voltado para a compreensão da segurança alimentar no Brasil, focando em dois territórios – área ribeirinha em Manaus (AM) e área de favela no Complexo da Maré (RJ). “Nossa proposta foi aprovada no ano passado e estamos no encerramento dessa etapa que teve como finalidade integrar os pesquisadores para elaborar um projeto de pesquisa, partindo do território“, explica Amandia.
Segundo a pesquisadora, após a visita à comunidade Santa Maria, o grupo irá também ao Complexo da Maré para levantar com a população daquele território as questões que estão impactando a segurança alimentar, considerando que estamos vivendo tempos de mudanças na forma de se alimentar e, também, no impacto do clima na vida dessas populações.
IMIGRAÇÃO NORDESTINA
Para a pesquisadora da Fiocruz Mariana Aleixo, moradora do Complexo da Maré e integrante da Rede da Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro, o território composto por 15 favelas, numa área de quatro quilômetros quadrados, tem uma especificidade peculiar aos territórios de favela da Região Sudeste brasileira, que é o recorte cultural e de ancestralidade nordestina, bastante relacionado à questão da alimentação. “Pelo menos, 25% da população do Complexo da Maré é nordestina, uma população que vem do espaço rural e ocupa o espaço urbano, com essa forte conexão ancestral”, explica, lembrando que a Rede da Maré é uma organização da sociedade civil que atua no Complexo da Maré há mais de 30 anos.
“No Rio de Janeiro, mantemos essas tradições alimentares, de referência. Eu nasci na Maré, mas meus pais são paraibanos, do Sertão do Cariri, o que diz muito acerca da realidade da migração muito específica desses territórios de favela”, comentou. Mariana salienta também a facilidade de acesso para os moradores das favelas aos alimentos ultraprocessados, cujo consumo é pautado pelo “sistema”. “Vemos aqui (comunidade Santa Maria) experiências que podem ser adaptadas para pequenos espaços, como o cultivo de hortas nas lajes das favelas. As lajes são o grande espaço de sociabilidade da favela privada e que podem servir também para a produção de alimentos em pequena escala, possibilitando acesso a uma alimentação saudável. Temos um aprendizado aqui que poderemos replicar nesses espaços de favela e que vão ser conectadas com moradores a partir dessa ancestralidade, sem a menor dúvida”, salientou Mariana. O grupo focal deverá visitar o Complexo da Maré, reunindo lideranças comunitárias e representantes de unidades de saúde existentes no conjunto de favelas.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Fiocruz Amazônia realiza Centro de Estudos sobre o tema “Hemoparasitos de Herpetofauna: revelando componentes ocultos da biodiversidade”
/em Notícias /por Julio OliveiraO Centro de Estudos do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promoverá nesta sexta-feira, 30/08, a partir das 10h, a palestra intitulada “Hemoparasitos da Herpetofauna: revelando componentes ocultos da biodiversidade”, a ser ministrada pela pesquisadora doutora em Zoologia, Amanda M. Picelli. A palestrante tem experiência nas áreas Zoologia e Parasitologia, atuando principalmente nos seguintes temas: herpetologia; protozoologia; diversidade; sistemática e taxonomia; e relações ecológicas e evolutivas entre parasitos e seus hospedeiros.
Esta edição do Centro de Estudos é organizada pelo Laboratório Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA), com moderação feita pelo pesquisador doutor Felipe Arley Costa Pessoa, responsável pelo laboratório. O evento será transmitido via Plataforma Zoom, pelo link https://us06web.zoom.us/j/84994356005?pwd=tCwfu3moDwbqAYwztADxtD9b4FDOVl.1 (ID da Reunião: 849 9435 6005 e senha de acesso: 194488).
A palestrante destaca a existência de grande diversidade revelada de hemoparasitos da herpetofauna através de uma extensa amostragem realizada na região Norte do Brasil e na África Subsaariana. “A inclusão de parasitos nos inventários pode fornecer informações substancialmente relevantes sobre o conhecimento da biodiversidade”, explica. Segundo a pesquisadora, a integração da identidade das espécies de hospedeiros e parasitos pode resultar em informações valiosas sobre as relações evolutivas, distribuição geográfica e dinâmica da associação. Entretanto, estudos sobre parasitismo em populações silvestres ainda são relativamente escassos, principalmente sobre comunidades de parasitos associadas a anfíbios e répteis.
Amanda Picelli é graduada em Ciências Biológicas (Bacharelado e Licenciatura) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho em 2011, possui mestrado em Ciências do Ambiente pela Universidade Federal do Tocantins em 2015 e doutorado em Zoologia pela Universidade Federal do Amazonas em 2020.
A herpetologia é o ramo da zoologia que estuda os répteis e anfíbios, incluindo a sua classificação, ecologia, comportamento, fisiologia e paleontologia. A palavra “herpetologia” vem do grego “Herpeton”, que significa “rastejar” ou “animal rastejante”.
Os estudos sobre a herpetofauna podem trazer grandes benefícios para a humanidade, pois os anfíbios são muito sensíveis às mudanças ambientais e podem servir como um alerta para os seres humanos sobre mudanças significativas que estão a ocorrer. Além disso, várias espécies de répteis também têm importância socioeconômica, como os quelônios, que servem de alimento para as populações humanas, e as serpentes venenosas, cujos venenos são utilizados na produção de medicamentos
SOBRE O CENTRO DE ESTUDOS
O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Imagem: Mackesy Nascimento
Fiocruz Amazônia inaugura Espaço Saúde e Bem-Estar para comunidade
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) inaugurou nesta quarta-feira, 28/08, o Espaço Saúde e Bem-Estar, voltado a oferecer um ambiente agradável de descanso e descompressão a toda a comunidade ILMD/Fiocruz Amazônia. A conquista, comemorada por servidores, colaboradores, estudantes, bolsistas e prestadores de serviço que poderão fazer uso do espaço, foi anunciada pela diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, juntamente com o vice-diretor de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Aldemir Maquiné, e a chefe do Serviço de Gestão do Trabalho e do Núcleo de Saúde do Trabalhador (Nust), Luciene Pereira de Araújo. O espaço funcionará com regras para otimização dos serviços oferecidos, ficando disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. A sala é equipada com 20 colchonetes, 20 almofadas, quatro pufes, duas poltronas de massagem, duas poltronas de conforto, TV e climatização.
“É um prazer poder realizar esta inauguração tão esperada e ter esse espaço que possibilita cuidarmos da saúde mental, nesse dia a dia de trabalho tão intenso como é o nosso. Esse é um espaço para descanso, uma opção para a sesta após o almoço, relaxar e poder cuidar um pouquinho do nosso bem-estar“, afirmou Stefanie Lopes, agradecendo o empenho de todos os setores direta e indiretamente envolvidos com a implantação do espaço, a exemplo do Serviço de Gestão do Trabalho, Núcleo de Saúde do Trabalhador e Setor de Administração de Compras. Luciene Pereira destacou a trajetória vivenciada desde 2021 para chegar ao hoje Espaço Saúde e Bem-Estar. “Foi um momento desafiador quando nos pediram para pensarmos em atividades a serem desenvolvidas junto à comunidade e pensamos nesse espaço que já teve diversos outros usos pela instituição até conseguirmos chegar à Sala Bem-Estar, como um espaço pensado para trabalhadores e discentes”, afirmou.
Aldemir Maquiné salientou que a inauguração é um marco importante e um sonho coletivo transformado em realidade. “Sonhamos juntos e fazer essa entrega hoje é motivo de uma alegria ímpar, foi um aprendizado conjunto, destacando a disposição e o olhar humano da diretoria do ILMD/Fiocruz Amazônia que nos deu as condições para inauguramos o espaço pensado como um local aconchegante, e sobretudo de reacolhimento dos trabalhadores, nesse processo de retorno da convivência pós-pandemia”, observou o vice-diretor. O espaço fica localizado no térreo do ILMD/Fiocruz Amazônia, setor Rio Solimões.
O espaço possui critérios de utilização referentes à organização, manutenção da limpeza, respeito ao silêncio, proibição da entrada de alimentos, uso dos equipamentos, sustentabilidade, entre outras, todos afixadas em um aviso no local. Os interessados em agendar a utilização das cadeiras de massagem, podem fazê-lo por meio dos QR Codes afixados nos murais da instituição.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Fiocruz Amazônia e Universidade Nacional da Colômbia dão prosseguimento às tratativas para acordo de cooperação em pesquisa, ensino e mobilidade de estudantes e pesquisadores
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e a Universidade Nacional da Colômbia, com sede em Letícia, na região da Tríplice Fronteira (Brasil, Peru e Colômbia), deram prosseguimento às tratativas para a formalização de acordo de cooperação em pesquisa e mobilidade de pesquisadores e estudantes, com a finalidade de desenvolver esforços conjuntos que possibilitem avançar em ações nas áreas de pesquisa, formação e intercâmbio de conhecimentos, além de mobilidade acadêmica para professores e estudantes, organização de eventos de saúde e ambiente na Amazônia, popularização da Ciência e publicações de documentos científicos, principalmente na Tríplice Fronteira.
“A finalidade é trabalhar em um programa concreto em conjunto nas áreas de Saúde Pública, Interculturalidade, Antropologia e Biodiversidade, com foco nas linhas de pesquisa dos programas de pós-graduação oferecidos pelas duas instituições”, ressaltou a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes. No último dia 12/08, representantes da diretoria da UNAL-Letícia estiveram reunidos na sede da Fiocruz Amazônia para darem os últimos passos na direção do acordo que prevê a execução de um plano de trabalho, que já vem sendo construído desde 2021, envolvendo a UNAL, Fiocruz Amazônia e Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
“Foi uma visita de cortesia da diretoria da UNAL, sede Amazônia, que cumpriu uma programação de idas a instituições de ensino e pesquisa em Manaus, entre as quais a Fiocruz Amazônia, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa), Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Instituto Federal do Amazonas (IFAM). Motivo de orgulho para nós por ser uma universidade localizada na região amazônica e que tem mantido relações com instituições brasileiras a partir de acordos de cooperação para desenvolvimento de pesquisas em Saúde Pública, projetos de investigação, eventos internacionais de extrema importância para os três países”, afirmou Stefanie
Segundo a diretora, a UNAL já possui um memorando de entendimento com a Fiocruz. “No próximo mês de outubro, deveremos ir até Letícia, para que possamos oficializar a assinatura do plano de trabalho a ser executado ao longo dos próximos cinco anos”, adiantou. A comitiva da UNAL foi composta pela diretora da sede amazônica da UNAL, em Letícia, Eliana Jimenez Rojas, e a coordenadora para Relações Internacionais, Patricia Marin Lujan. “O foco da cooperação serão as linhas de pesquisa dos programas de pós-graduação tanto do ILMD/Fiocruz Amazônia quanto da UNAL, com a perspectiva de trabalharmos em conjunto em projetos de investigação, programas de pós-graduação, seminários internacionais sobre saúde e educação intercultural e esperamos ter trabalhos muito necessários para a Amazônia nos próximos anos”, afirmou Rojas.
Esse é o primeiro plano de trabalho que se está realizando dentro do Memorando de Entendimento assinado entre a UNAL e a Fiocruz. “O memorando é resultado de inúmeras reuniões realizadas entre as duas instituições desde 2019, a exemplo do 1º Simpósio de Pesquisadores em Saúde da Tríplice Fronteira, que resultou de debates promovidos durante encontro de pesquisadores da UNAL, IOC, ILMD/Fiocruz Amazônia, Institut de Recherche Pour le Développement, em Letícia, no mesmo ano”, afirma o pesquisador da Fiocruz Amazônia, Jose Joaquin Carvajal Cortés, que participou da elaboração do plano desde o início com o pesquisador Sergio Luz. “Em resumo, o plano que construímos consiste na internacionalização dos PPGs (Programas de Pós-Graduação do ILMD/Fiocruz Amazônia) e do PPG de Estudos Amazônicos da UNAL Sede Amazônia; construção de estratégias de mobilidade acadêmica entre estudantes e docentes (pesquisa e ensino); apoio aos projetos em parceria que se estão desenvolvendo entre as duas instituições e a realização de seminários internacionais em saúde e ambiente na Amazônia”, destacou Joaquin.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Arquivo / Fiocruz Amazônia
Matrícula institucional para Curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia ocorre até hoje, 27/8
/em Notícias /por Carlos GomesO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Instituições associadas que compõem o curso de Doutorado Acadêmico Em Saúde Pública na Amazônia, por intermédio da Diretora do ILMD/Fiocruz Amazônia, Instituição gestora da Associação, convocam os aprovados no processo seletivo, para matrícula institucional até esta terça-feira, 27/8, conforme Chamada Pública nº 008/2024 – DASPAM.
Confira AQUI a Chamada Pública.
Para este processo seletivo foram oferecidas até 15 vagas, para ingresso a partir de setembro de 2024. O Curso será ministrado em regime integral, com duração mínima de 24 meses, e máxima de 48 meses, incluindo a realização da defesa de tese.
O Curso possui área de concentração em Estudos de Processo Saúde/Doença/Cuidado na Amazônia, e duas linhas de pesquisas: Linha 1- Dinâmica, diagnóstico, cuidado clínico e controle de doenças infecciosas endêmicas na Amazônia; Linha 2: Vulnerabilidade, Situações de Saúde, Gestão, Organização e Avaliação de Serviços e Cuidados de APS na Amazônia.
SOBRE O DASPAM
O curso tem como objetivo capacitar pesquisadores para exercitar análises críticas, utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais aplicadas à saúde, e de outras áreas conexas; Desenvolver modelos analíticos de processos de saúde/doença/cuidados, tomando como referência o quadro epidemiológico, econômico, sócio antropológico, histórico, biológico e ambiental no cenário regional e suas interfaces com os contextos nacional e internacional de globalização da Amazônia; contribuir, teórica e tecnicamente, para a formulação, implementação e gestão de políticas setoriais, bem como atuar, neste campo, na docência e na pesquisa.
ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.
Imagem: Mackesy Nascimento.
Fiocruz Amazônia prestigia solenidades de troca de comando na Chefia do Estado Maior do Comando Militar da Amazônia e 2º Grupamento de Engenharia
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) prestigiou as solenidades de troca de comando ocorridas na Chefia do Estado Maior do Comando Militar da Amazônia e do 2º Grupamento de Engenharia (Grupamento Rodrigo Octávio), respectivamente na noite da última quinta-feira, 22/08, e na manhã desta sexta-feira, 23/08, nas sedes das duas corporações. Presente aos dois atos, a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, agradeceu a parceria dos generais de brigada Washington Rocha Triani e Luiz Claudio Brion Cardoso, que deixam as corporações, e cumprimentou os novos comandantes, general de brigada Reinaldo Calderaro e Renato Farias Bazi, desejando êxito na trajetória frente à Chefia do Estado Maior do CMA e ao 2º GpE.
O General Triani, em seu discurso, destacou o aprendizado contínuo e o apoio do Comando Militar da Amazônia, na pessoa do General de Exército Ricardo Augusto Ferreira Costa Neves, comandante militar da Amazônia, para o efetivo cumprimento de sua missão à frente da Chefia do Estado Maior. “Agradeço a Deus por ter me abençoado, aos generais do Exército Costa Neves e Furlan pelo apoio irrestrito e por confiar missões que me possibilitam engrandecer nosso Comando Militar de área em toda as suas vocações estratégicas de defesa da Pátria, combate aos ilícitos transfronteiriços e ambientais, proteção ao meio ambiente, o respeito e apoio aos povos originários e à população amazônida”, ressaltou, agradecendo também aos órgãos parceiros Governo do Estado, Prefeitura de Manaus, Corpo de Bombeiros, Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e as instituições de ensino e pesquisa da Amazônia.
O General Costa Neves destacou o elevado espírito de cumprimento de missão, capacidade de gestão e conhecimento institucional do General Triani. Com arraigada formação moral, sempre assessorou o comandante de maneira leal para que expressivos resultados fossem alcançados na elaboração de planejamentos estratégicos, defesa e proteção da Amazônia. “Ciente de que a defesa e proteção da Amazônia não se limita apenas ao emprego das Forças Armadas, o General Triani trabalhou para que a discussão sobre essa temática englobasse outros setores da sociedade. Com profundo conhecimento da sociedade manauara, contribuiu decisivamente para a reimplantação do Núcleo de Estudos Estratégicos do CMA, incrementando a integração da academia, instituições científicas e tecnológica e de inovação e o setor industrial”, destacou.
Antes de assumir a Chefia do Estado Maior do CMA, o General Reinaldo Sótão Calderaro exercia o cargo de Adido do Exército junto à Representação Diplomática do Brasil na República Francesa e no Reino da Bélgica, tendo sido promovido em 31 de julho de 2024. Carioca, ingressou na Escola Preparatória de Cadetes do Exército em 1991, tendo servido em organizações militares em Belém (PA), Rezende (RJ), Rio de Janeiro (RJ), Teresina (PI) e em Brasília (DF). Como oficial superior, atuou sob a égide das Nações Unidas por dois anos, no Sudão, como observador militar, e no Haiti, como chefe do Centro de Operações Militares, tendo sido também Comandante do 62º Batalhão de Infantaria, em Joinville (SC).
GRUPAMENTO RODRIGO OCTÁVIO
Sob o comando do General Brion, o 2º Grupamento de Engenharia (Grupamento Rodrigo Otávio) dedicou especial atenção à realização de obras militares, visando sobretudo melhorar a infraestrutura das obras militares do Exército na região. A atuação do General Brion permitiu, de acordo com o General Costa Neves, comandante Militar da Amazônia, o aperfeiçoamento do preparo e emprego das tropas, assim como melhores condições para militares e seus familiares, com destaque para implantação da infraestrutura do Centro de Formação de Reservistas do CMA, a construção de apartamentos residenciais na área do Comando, a recuperação de pistas de pouso, operações na terra indígena yanomami, entre outros serviços prestados. O General Bazi, que passa a exercer o Comando do 2º GpE., esteve à frente do Curso de Engenharia Militar da Academia das Agulhas Negras em Resende (RJ) e da Companhia de Engenharia do Exército Brasileiro no Haiti, tendo sido também comandante do 3º Batalhão de Engenharia de Combate, em Cachoeira do Sul (RS) e oficial do Gabinete do Comandante do Exército, em Brasília (DF).
PROTOCOLO DE INTENÇÕES
Além das tratativas visando a construção da nova sede do ILMD/Fiocruz Amazônia, em terreno cedido pelo Exército, a Fiocruz Amazônia e o Comando Militar da Amazônia (CMA) oficializaram também em abril deste ano a assinatura do protocolo de intenções com o objetivo de viabilizar a realização de atividades nas áreas de ensino, pesquisa e extensão, bem como a formação e capacitação de recursos humanos, em parceria, envolvendo civis, militares e servidores púbicos das duas instituições. Pelo protocolo, será possível à Fiocruz Amazônia a realização de pesquisas científicas em áreas de atuação do Exército Brasileiro nos Estados da Amazônia Ocidental.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa