COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD
ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia
O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.
A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.
Ormezinda Celeste Cristo Fernandes
E-mail – ofernandes@amazonia.fiocruz.br
Endereço para correspondência – Rua Teresina, 476 – Adrianópolis – CEP – 69057-070
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Fiocruz Amazônia, OPAS e Ministério da Saúde realizam oficina sobre taxonomia de Culicoides, transmissores da febre Oropouche, para entomólogos de nove países das Américas e do Caribe
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS) e Ministério da Saúde (MS), inicia na próxima segunda-feira, 18/11, em Manaus (AM), um curso de imersão sobre taxonomia do maruim (Culicoides) – principal transmissor da febre oropouche. O curso é destinado a entomólogos de nove países das Américas do Sul e Central e do Caribe, dentro do Programa Regional de Entomologia em Saúde Pública da OPAS/OMS. A capacitação vai enfocar aspectos da biologia, ecologia e vigilância dos insetos do gênero Culicoides, vetores do vírus Oropouche (Orov), capacitando, no total, 18 entomólogos de países como Bolívia, Cuba, Guatemala, Honduras, República Domenicana, Costa Rica, Paraguai e Brasil, com o suporte logístico e financeiro da OPAS. O curso se estenderá até o dia 22/11, ministrado pelo Laboratório de Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA), do ILMD/Fiocruz Amazônia.
“Será um curso de imersão de uma semana, com teoria e atividades práticas de campo e estamos ansiosos para essa troca de experiências com os demais países”, afirma o pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Felipe Arley Costa Pessoa, que ministrará a oficina, juntamente com a pesquisadora-titular do EDTA Cláudia Maria Río Velasquez e a pesquisadora Emanuele Sousa Farias, pertencente à Rede de Compartilhamento de Dados e Informações sobre Diversidade de Arvores na Amazônia. “Na imersão, iremos abordar métodos de vigilância, captura e controle dos Culicoides (maruins), capacitando os participantes, por exemplo, sobre como fazer um estudo entomológico, como coletar de forma correta, quais as armadilhas mais adequadas, como preservar e também sobre a biologia básica, ecoepidemiologia e identificação propriamente dita dos maruins”, explica Felipe Pessoa.
De acordo com a OPAS, o curso tem como propósito atualizar os participantes nas tecnologias existentes e nas formas de realizar e manter a vigilância do vetor, fortalecendo os sistemas de vigilância entomológica, de alerta prévio e respostas para mitigar a transmissão do Oropouche nos países. O vírus foi isolado pela primeira vez em 1955, na Ilha de Trindade e Tobago, no Caribe. No Brasil, foi identificado pela primeira vez em 1960. Ele pode causar febre com sintomas semelhantes aos de outras arboviroses, como Dengue, Chikungunya e Zika. Segundo o pesquisador, a transmissão ocorre em ciclos silvestres e urbanos, com diferentes hospedeiros animais e humanos. A recente expansão de casos para estados do Sudeste e Nordeste do Brasil, incluindo o primeiro registro no Rio Grande do Norte em 2024, destaca a necessidade de mais estudos sobre a biologia dos vetores e a relação patógeno-vetor com vistas à prevenção e controle da doença.
Felipe Pessoa salienta a importância da identificação correta das espécies, no sentido de ajudar os técnicos dos serviços de controle a apontar onde estão os vetores, qual período, quais as espécies são atraídas pelo ambiente modificado pelo homem. “Existem provavelmente duas famílias de dipteros hematófagos que podem transmitir o vírus Oropouche: Culicidae, que são os mosquitos. No Amazonas, encontramos muitos mosquitos silvestres infectados com o vírus oropouche. E a família Ceratopogonidae, onde estão alocados os Culicoides, os maruins. A ecologia, a biologia dessas famílias são distintas. Existem muitas espécies e que possuem características próprias de nicho ecológico”, afirma.
Em setembro, a OPAS emitiu uma nova atualização sobre a febre do Oropouche nas Américas, pedindo aos países que reforcem a vigilância, notifiquem quaisquer eventos incomuns e fortaleçam as medidas de prevenção e controle de vetores. Em 2024, o vírus foi detectado em áreas onde a transmissão não havia sido registrada anteriormente. Além disso, foram notificadas mortes associadas à infecção, bem como casos de transmissão vertical. Desde o último alerta epidemiológico da OPAS, emitido em 1 de agosto de 2024 e até 6 de setembro, foram notificados mais 1.774 casos de Oropouche em seis países, elevando o total para 9.852 casos confirmados. O Brasil continua sendo o país mais afetado, com 7.931 casos e duas mortes.
Os outros países atualmente são Bolívia (356 casos), Colômbia (74 casos), Cuba (506 casos), Peru (930 casos) e, mais recentemente, a República Dominicana (33 casos). Além disso, foram notificados casos importados nos Estados Unidos (21 casos) e no Canadá (1 caso), após viagens a países endêmicos. Também foram documentos 30 casos importados na Europa.
CAPACITAÇÕES
O Laboratório EDTA já realizou outros dois cursos de capacitação em taxonomia de culicoides: um voltado para 20 entomólogos do Amazonas, na Fundação de Vigilância em Saúde Dra Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), e outro em Natal (RN), com agentes de saúde do Estado e estudantes de pós-graduação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. “Estamos em um momento que o interesse em taxonomia de insetos vetores foi diminuído e o reflexo foi de um surto na Região Neotropical e Caribe, com técnicos que não tinham sido familiarizados com essa família. As medidas então de controle ficam confusas. Esse retorno a capacitação para entomólogos em taxonomia auxiliará, principalmente na vigilância e compreensão da biodiversidade desses vetores, que não transmitem só o vírus Oropouche. Várias espécies também são transmissores de filárias, protozoários, outros vírus também de importância veterinária”, enfatiza.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Divulgação
Fiocruz Amazônia divulga resultado final da 1ª etapa do processo seletivo para ingresso no curso de mestrado do PPGVIDA
/em Notícias /por Carlos GomesO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta quinta-feira, 14/11, o resultado final da 1ª Etapa (homologação das inscrições), referentes ao processo seletivo para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós -Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia- PPGVIDA.
Confira AQUI o resultado.
O ingresso ao Curso de Mestrado será realizado mediante processo seletivo, composto das seguintes etapas: 1ª Etapa – Homologação das inscrições; 2ª Etapa – Avaliação de conhecimentos em Saúde Coletiva – Prova de múltipla escolha (prova presencial); 3ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado; 4ª Etapa – Prova Oral – Conhecimento Específico e Carta de Apresentação (prova de forma remota). Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.
O Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia – PPGVIDA possui uma única área de concentração: “Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado na Amazônia” e, esta área, possui duas linhas de Pesquisas: Fatores sócio biológicos no processo saúde -doença na Amazônia; Processo Saúde, Doença e Organização da Atenção a populações indígenas e outros grupos em situações de vulnerabilidade.
A divulgação do resultado final está prevista para o dia 20/12. As aulas iniciam no dia 17 de março de 2025.
SOBRE PPGVIDA
O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.
O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.
ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento
Divulgado resultado dos pedidos de recursos sobre 1ª etapa do processo seletivo do PPGVIDA
/em Notícias /por Carlos GomesO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta quinta-feira, 14/11, o resultado dos pedidos de recursos, referentes ao processo seletivo para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós -Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia- PPGVIDA.
Confira AQUI o resultado.
O ingresso ao Curso de Mestrado será realizado mediante processo seletivo, composto das seguintes etapas: 1ª Etapa – Homologação das inscrições; 2ª Etapa – Avaliação de conhecimentos em Saúde Coletiva – Prova de múltipla escolha (prova presencial); 3ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado; 4ª Etapa – Prova Oral – Conhecimento Específico e Carta de Apresentação (prova de forma remota). Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.
O Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia – PPGVIDA possui uma única área de concentração: “Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado na Amazônia” e, esta área, possui duas linhas de Pesquisas: Fatores sócio biológicos no processo saúde -doença na Amazônia; Processo Saúde, Doença e Organização da Atenção a populações indígenas e outros grupos em situações de vulnerabilidade.
A divulgação do resultado final está prevista para o dia 20/12. As aulas iniciam no dia 17 de março de 2025.
SOBRE PPGVIDA
O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.
O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.
ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento
Fiocruz Amazônia participa de diálogo estratégico para a bioeconomia durante Expo Amazônia Bio&Tic 2024
/em Notícias /por Carlos GomesA incubadora de soluções em saúde (FIOBiz), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) participou no dia 6/11, no Studio 5 Centro de Convenções, da programação do “Pitch Reverso para a Bioeconomia da Amazônia”, evento organizado pelo Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio), idealizado pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), e coordenado pelo Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (IDESAM).
O encontro visa oportunizar a interação de startups com os principais stakeholders de setores comerciais estratégicos da Bioeconomia. A atividade também apresentou as demandas e os critérios para a aquisição de novos produtos/serviços, bem como as potencialidades e a enquadrabilidade de seus negócios para o acesso ao mercado.
O analista de gestão em saúde do ILMD / Fiocruz Amazônia, Carlos Henrique Carvalho, explicou a finalidade do Pitch Reverso. “A ideia é colocar os atores para falarem o que esperam dos empreendedores. Então, hoje temos aqui empresas, setor público, comissão de licitação, falando o que eles procuram quando vão contratar um microempreendedor da bioeconomia ou relacionado a tecnologia. Nós iremos falar também sobre quais são os requisitos, e sobre o que a indústria espera, quando você vai se relacionar com eles, o que há de oportunidades e como podemos vencer essas barreiras”, destaca.
O pitch reverso é o momento em que as empresas mostram suas estratégias e, apresentam seus desafios de inovação, buscando oportunidades de conexão com startups e demais empresas. Geralmente a fala é cronometrada e curta (entre cinco e dez minutos) e, na maioria das vezes, seguida de perguntas e respostas. Após as apresentações, os palestrantes ficaram disponíveis, para conversar com o público, em uma espécie de “sala de negócios”.
EXPO AMAZÔNIA BIO&TIC 2024
O evento contou com palestras, divididas entre as trilhas de bioeconomia, empreendedorismo e tecnologia da informação e comunicação (TIC), além de feira de artesanato e produtos da sociobioeconomia, apresentação de startups, roda de geração de negócios, entre outros. Durante a programação, o ILMD Fiocruz Amazônia também esteve participando de outras atividades.
“Estamos participando de mais uma edição da Expo Amazônia Bio&Tic, esse que é um evento que já entrou no calendário da cidade e que trata sobre bionegócios e tecnologia na região amazônica. Estamos tendo a oportunidade de participar de três painéis. O primeiro foi sobre investimentos em startups de bioeconomia e tecnologia. Estivemos em uma roda de conversa com 27 startups, 27 modelos de negócios diferentes, que foram avaliados. Ontem também podemos participar de um painel explicando sobre fundo patrimonial, como uma ferramenta de investimento em capitalização de negócios da bioeconomia”, relata Carlos Carvalho.
Segundo explica Carvalho, o fundo patrimonial é um conceito novo, que está sendo discutido na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e que se inspira no modelo de financiamento das pesquisas de universidades americanas. Essa modalidade de fundo já está estruturada e em funcionamento, no programa FIEAM 2030, uma iniciativa da Federação das Indústrias do Amazonas, com quem a Fiocruz possui cooperação técnica, com um fundo patrimonial já estruturado e à disposição para auxiliar os empreendimentos da região.
A ExpoAmazônia Bio&TIC não apenas destaca a importância da Bioeconomia e TIC para a Amazônia e o Brasil, mas também facilita a troca de conhecimentos entre os ecossistemas mais ativos do país, impulsionando a inovação e contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico nacional. A realização do evento é da Associação do Polo Digital de Manaus (APDM), Fundação Amazonas Sustentável (FAS), Governo do Amazonas e Fundação Rede Amazônica (FRAM).
ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes
Fiocruz Amazônia tem trabalho de pós-graduação premiado na XVII Reunião Nacional de Pesquisas em Malária, em Belém
/em Notícias /por Julio OliveiraA Fiocruz Amazônia teve trabalho de pós-graduação premiado na XVII Reunião Nacional de Pesquisas em Malária, ocorrida entre os dias 6 e 9/11, na cidade de Belém (PA). O estudo, intitulado “Efeito de uma refeição sanguínea adicional na infectividade de Plasmodium vivax em Anopheles darlingi colonizado”, é de autoria da mestranda Ana Carolina Monteiro, 24, aluna do Programa de Pós-graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-INTERAÇÃO). O pôster ficou em segundo lugar entre os mais de 160 trabalhos expostos. O objetivo da pesquisa, segundo Ana Carolina, é avaliar o efeito de uma refeição sanguínea adicional na taxa e intensidade de infecção de Plasmodium vivax em Anopheles darlingi colonizado.
“O sangue humano oferece grande vantagem para o fitness do mosquito e, por conta disso, autores afirmam que essa dependência de sangue resulta em frequentes episódios de alimentação sanguínea durante seu ciclo. No entanto, apesar dessas informações estarem bem estabelecidas na literatura, poucos estudos levam em conta a influência que diversas alimentações podem ter em seus experimentos”, resume. Ana Carolina é bacharel em Ciências Biológicas pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam).
“A sensação é, primeiramente, de felicidade por ter tido o projeto reconhecido de maneira tão linda. Sinto também gratidão às minhas orientadoras Dra. Stefanie Costa Pinto Lopes e Dra. Camila Fabbri pela confiança e pelos ensinamentos. E por fim, sinto orgulho de representar o ILMD/Fiocruz Amazônia e o curso PPGBIO-INTERAÇÃO nessa premiação. Tudo que aprendi no curso até agora, seja nas disciplinas ou DPs, foi essencial para que eu alcançasse essa premiação”, avalia a mestranda, que participou pela primeira vez da RNPM.
A XVII RNPM acontece há 38 anos. Este ano, sob a coordenação do Instituto Evandro Chagas e presidência de honra do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), teve como tema “Malária nas Américas: Perspectivas Rumo à Eliminação sob o Olhar da Saúde Global”. Contou com diversas sessões científicas, que trouxeram novas abordagens, inclusive mesas-redondas sobre comunicação, inovação em saúde e o impacto das mudanças climáticas na epidemiologia e transmissão da malária numa região endêmica para a doença. Como evento satélite, ocorreu o II Fiocruz NIAID Symposium “Global Health Threats in a Changing Environment”, dias 4 e 5/11, promovido pela Fiocruz.
TROCA DE EXPERIÊNCIAS
A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, que é pesquisadora especialista em malária e coordenou, no evento, a mesa-redonda Malária e Modelos Preditivos, no Simpósio Parceria para Eliminação do Plasmodium Vivax – Sobre Recorrências da Malária por Plasmodium Vivax, explica que a reunião proporcionou uma rica troca de experiências entre os mais diversos atores participantes. “Tínhamos atores da ciência, do serviço e de gestão; Ministério da Saúde, secretarias, pesquisadores, academia, estudantes e, também, ACS (agentes comunitários de saúde), o que proporcionou um rico intercâmbio e discussões sobre os novos achados, as inovações, os conhecimentos produzidos em dois anos e o que há de novas estratégias para eliminação da malária Falciparum até 2030 e a Vivax até 2035”, relata Stefanie.
Segundo a diretora, a Fiocruz Amazônia concorreu também ao Prêmio Jovem Pesquisador Brasileiro de Destaque no Brasil em Malária e à Entrega da Medalha Ruth Nussenzweig, com a pós-doutoranda do ILMD, Camila Fabbri. A Medalha Ruth Nussenzweig é concedida a pesquisadores com até 10 anos de conclusão do doutorado e que estejam desenvolvendo trabalhos com impacto para as pesquisas em diferentes linhas de atuação no campo da malária. “Camila, que é pós-doc no ILMD, concorreu com mais três pesquisadores, tendo a oportunidade de mostrar seu trabalho e mostrar o ILMD/Fiocruz Amazônia para estudantes e pesquisadores em malária do Brasil e exterior”, ressalta. A XVII RNPM contou com representantes de diversos países, em especial, da América Latina (Venezuela Colômbia, Paraguai, Panamá e Equador) e também EUA , Suíça e França
SOBRE RUTH NUSSENZWEIG
Ruth Sonntag Nussenzweig foi uma renomada imunologista, nascida na Áustria em 1931 e falecida em 2018. Reconhecida por suas importantes contribuições no campo da pesquisa em malária, foi uma das principais cientistas que dedicaram sua carreira ao estudo da doença. Entre suas principais contribuições para a pesquisa em malária está o desenvolvimento de uma vacina experimental contra a malária, conhecida como vacina PfSPZ, que serviu de embasamento para o desenvolvimento da vacina RTS,S (Mosquirix), a primeira vacina contra a malária aprovada pela OMS.
Ruth Nussenzweig foi uma das pioneiras no estudo da imunidade adquirida contra o Plasmodium e realizou importantes avanços na compreensão dos mecanismos de resposta imunológica do hospedeiro contra a doença. O legado de Ruth Nussenzweig na pesquisa em malária é marcado pela sua dedicação e paixão pelo estudo da doença, que resultou em importantes avanços científicos e no desenvolvimento de novas estratégias de prevenção e tratamento. Seu trabalho inspirador influenciou gerações de cientistas e continuará a ser uma referência no campo da imunologia e malária.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Divulgação
Fiocruz Amazônia divulga inscrições homologadas para o processo seletivo do PPGVIDA
/em Notícias /por Carlos GomesO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta sexta-feira, 8/11, o resultado da 1ª Etapa (Homologação das Inscrições) do processo Seletivo para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós -Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia- PPGVIDA.
Confira AQUI a lista das inscrições homologadas.
O ingresso ao Curso de Mestrado será realizado mediante processo seletivo, composto das seguintes etapas: 1ª Etapa – Homologação das inscrições; 2ª Etapa – Avaliação de conhecimentos em Saúde Coletiva – Prova de múltipla escolha (prova presencial); 3ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado; 4ª Etapa – Prova Oral – Conhecimento Específico e Carta de Apresentação (prova de forma remota). Todas as etapas do processo seletivo são eliminatórias.
O Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia – PPGVIDA possui uma única área de concentração: “Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado na Amazônia” e, esta área, possui duas linhas de Pesquisas: Fatores sócio biológicos no processo saúde -doença na Amazônia; Processo Saúde, Doença e Organização da Atenção a populações indígenas e outros grupos em situações de vulnerabilidade.
A divulgação do resultado final está prevista para o dia 20/12. As aulas iniciam no dia 17 de março de 2025.
SOBRE PPGVIDA
O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.
O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.
ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento
Fiocruz Amazônia realiza mapeamento de áreas de risco para surtos de raiva no Estado do Amazonas
/em Notícias /por Julio OliveiraA Fiocruz Amazônia trabalha no mapeamento de áreas de risco para surtos de raiva no Estado do Amazonas, a partir da criação de um modelo preditivo – ferramenta analítica que utiliza dados históricos e técnicas estatísticas para prever comportamentos futuros ou eventos – que está sendo construído com a parceria da Fundação de Vigilância em Saúde Dra Rosemary Costa Pinto (FVSRCP) e a Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (ADAF). O estudo, conduzido pela médica veterinária Alessandra Nava e o biólogo José Joaquin Carvajal, ambos pesquisadores do Laboratório Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA) da Fiocruz Amazônia, foi apresentado na última quarta-feira, 6/11, durante a mesa-redonda “Raiva: uma Questão de Saúde Única”, promovida pela ADAF com a finalidade de discutir pontos importantes relacionados à raiva humana/animal e o papel das instituições envolvidas no processo de enfrentamento da doença.
Alessandra Nava destaca que a integração das instituições é um fator de fundamental importância para o êxito da iniciativa. “Esse trabalho em que estamos tentando construir se trata de um modelo preditivo de áreas de risco para surtos de raiva no estado do Amazonas e sem a parceria da FVS e ADA, bem como o apoio da CAPES e Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado do Amazonas), não seria possível realizar”, afirmou Nava. Segundo ela, a invasão de áreas de floresta e o consequente desmatamento ou queimada para a inserção de gado bovino pode influenciar nos padrões de agressão e aumentar as ocorrências de mordeduras e casos de contaminação pelo vírus da raiva, sendo de extrema relevância o acesso ágil à informação qualificada acerca da doença.
O evento da ADAF ocorreu no auditório do Bosque da Ciência, no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), com a participação de estudantes, profissionais da área de saúde animal e humana, pesquisadores e autoridades locais. Atuaram como palestrantes também representantes da FVS e ADAF, que expuseram pontos sensíveis acerca da questão da raiva no Estado e do ponto de vista global, tendo em vista que a doença é responsável por 60 mil mortes/ano em todo o Mundo. Alessandra Nava encerrou o ciclo de palestras abordando a importância do levantamento de dados de mordeduras de morcegos no Amazonas e avaliando o desmatamento como um dos principais fatores que levam ao possível aumento de ocorrências ao influenciar o comportamento dos morcegos hematófagos, um dos vetores da doença.
REDE
A Fiocruz Amazônia integra a Rede de Iniciativa Amazônica para Investigação de Mordeduras Tropicais, um grupo internacional formado por especialistas e pesquisadores que trabalham com a questão das mordeduras tropicais e as diferentes formas de contágio, visando estabelecer parâmetros que permitam identificar o perfil epidemiológico dos casos de mordeduras em humanos e animais em determinada região, bem como prevenir possíveis ocorrências de surtos causados por zoonoses emergentes que possam vir a ser transmitidas pela mordedura de animais como primatas e, sobretudo, morcegos que estejam contaminados com vírus e venham a transmitir para as pessoas. Alessandra Nava representa a Fiocruz no grupo.
SOBRE A RAIVA
Raiva é a doença que acomete todos os mamíferos e é considerada uma das zoonoses de maior importância no mundo, com elevado custo social e econômico. A doença é causada por um vírus que se propaga via sistema nervoso e a infecção se dissemina rapidamente alcançando o sistema nervoso central. O vírus está presente na saliva do mamífero infectado e a transmissão acontece principalmente por meio de mordeduras ou lambeduras. A raiva é letal com raríssimos casos de sobrevivência, acompanhados de sequelas graves.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Divulgação / ADAF
Centro de Estudos vai abordar avanço das políticas públicas de saúde por meio do Programa Saúde na Escola nesta sexta-feira, 8/11
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD//Fiocruz Amazônia) promoverá nesta sexta-feira, 8/11, o Centro de Estudos com a palestra intitulada “O avanço das políticas públicas de saúde por meio do Programa Saúde na Escola”, a ser ministrada pela pedagoga e filósofa Gracielly Alves Delgado, assessora técnica do Ministério da Saúde e especialista em Gestão de Políticas de Saúde pelo Instituto Sírio-Libanês de Ensino e Pesquisa – ISL e em Gestão e Orientação Educacional pelo Instituto de Ciências Sociais e Humanas (ICSH/CESB).
O evento será transmitido via plataforma Zoom, pelo link https://us06web.zoom.us/j/84252360164?pwd=T0h1aHKv0j3aWHwX9rsNezkLDDex5Y.1 (ID: 842 5236 0164, Senha: 700575) e terá como moderadora a pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Amândia Braga, do Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros grupos vulneráveis (SAGESPI) do ILMD/Fiocruz Amazônia.
O Programa Saúde na Escola (PSE) é uma iniciativa intersetorial dos Ministérios da Saúde e da Educação que tem a finalidade de contribuir para o pleno desenvolvimento dos estudantes da rede pública de ensino da educação básica, por meio da articulação entre os profissionais de saúde da Atenção Primária e dos profissionais da educação. Durante a palestra, Gracielly Delgado fará a apresentação dos dados e estratégias do programa.
Gracielly Alves Delgado éi graduada em Filosofia e Pedagogia pelo Instituto de Ciências Sociais e Humanas – ICSH/CESB (2010) e (2016). Tem experiência na área de Saúde Coletiva, com ênfase na atenção integral à saúde de adolescentes e dos jovens, promoção da saúde, saúde sexual e saúde reprodutiva e crianças e adolescentes em situação de violências e violência sexual contra crianças e adolescentes.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Imagem: Mackesy Nascimento