COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD

ILMD/Fiocruz Amazônia

A Coleção Biológica do ILMD

O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.

A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.

A Coleção Biológica do ILMD

Projeto Diagnóstico das UBS Fluviais visita embarcação adaptada de um iate de luxo para atender ribeirinhos de Santo Antônio do Içá

A UBS Fluvial Maria de Nazaré Magalhães Lasmar é a única em funcionamento no município de Santo Antônio do Içá, no interior do Amazonas, a 1.502 quilômetros de Manaus. Apesar de ainda não ser credenciada pelo Ministério da Saúde e funcionar apenas com recursos municipais, a embarcação atende a mais de 40 comunidades ribeirinhas da região do Alto Solimões e surpreende pelo tamanho – aproximadamente 51,8 metros de comprimento da proa à popa – e sua origem, por tratar-se de um yacht de luxo, fruto de uma apreensão feita no ano de 2017 pela Polícia Federal, em Tabatinga. A embarcação foi adaptada para funcionar com consultórios médico e odontológico fixos, e oferta, durante as expedições, outros serviços de equipes de assistência social do município, como CRAS e CREAS, por exemplo, serviços cartoriais e até de manicure e pedicure, atendendo a uma média de 12 mil pessoas/ano.

Com uma população estimada em 21 mil habitantes, Santo Antônio do Içá é um dos nove municípios a serem visitados pela equipe da Expedição Médio e Alto Solimões, dentro do Projeto Diagnóstico Situacional das Unidades Básicas de Saúde Fluviais na Amazônia Legal e Pantanal, desenvolvido pelos parceiros Projeto Saúde e Alegria, Fiocruz Amazônia, Universidade Federal do Pará (UFPA) e Ministério da Saúde. A equipe permanecerá na região até o dia 3/05. Segundo a coordenadora da Expedição, Marluce Mineiro Pereira, a UBSF Maria de Nazaré Magalhães Lasmar é a maior em funcionamento em todo o Médio e Alto Solimões. “São cerca de 51,8 metros, e chamou a atenção da equipe por desenvolver suas atividades com recurso do próprio município, atendendo mais de 40 comunidades e cerca de 12 mil pessoas ao ano”, explicou.

Segundo Marluce, a embarcação foi repassada em 2020 para a Prefeitura de Santo Antônio do Içá a partir de um diálogo com a PF. “Hoje, ela (a embarcação) tem um papel fundamental na prestação de serviço em Atenção Primária à Saúde do município, mas não recebe recursos do Ministério da Saúde. Para se ter uma ideia, no ano passado, navegou apenas duas vezes por conta de recursos”, conta a coordenadora. Por meio de um termo de doação, a Prefeitura Municipal ficou como fiel depositária da embarcação. “A pendência para o credenciamento como UBSF é o título da embarcação expedido pela autoridade marítima estar fora da vigência”, relata, acrescentando que a documentação se encontra em poder da Capitania Fluvial de Tabatinga.

VISITA

Durante dois dias (3 e 4/04), a equipe da Expedição Médio e Alto Solimões conheceu a embarcação e teve a oportunidade de acompanhar o trabalho de atendimento realizado em comunidades rurais e ribeirinhas, ao longo do Rio Icá. “Fomos muito bem recebidos pela tripulação embarcada e conseguimos cumprir a finalidade prioritária do projeto, que é a realizar um diagnóstico situacional da UBSF e dialogar com gestores, trabalhadores da saúde e usuários assistidos pela embarcação”, comenta Marluce. Junto com ela, atuam na Expedição Lia Josetti Fuenzalida, pesquisadora de saúde; Kleyphide Pereira da Silva, engenheiro naval, e Tales Queiroz Lima de Araújo, assistente de campo.

Segundo a coordenadora, a embarcação é de um layout totalmente diferente do comum pelo fato de ser um yacht , uma embarcação de recreio utilizada para cruzeiros. “Consideramos muito interessante o rearranjo dos espaços para atender a demanda e os objetivos a que se propõe a embarcação, enquanto UBSF, relevante para vida das famílias ribeirinhas, suprindo a demanda da Atenção Básica e possibilitando a execução de programas de acompanhamento periódico. A embarcação é um fator de equidade para a localidade por facilitar o acesso não somente aos programas de saúde como também programas sociais que a eles fazem companhia”, relatou Kleyphide Silva.

A população rural/ribeirinha do município, dispersa ao longo da Rio Içá, aguarda ansiosa pela chegada da equipe, que enfrenta desafios logísticos e sazonais. “Promover saúde na Amazônia, especialmente quando pensamos na logística e nos custos para oferta de serviços à população rural e ribeirinha, que vive em regiões remotas, continua sendo um grande desafio. Percebemos de perto ao visitar a comunidade Monte Tabor, e vimos a importância que a unidade de saúde fluvial possui. Para ter acesso a uma unidade de saúde fixa na sede do município, os usuários levariam ao menos duas horas para o deslocamento, o que despenderia aproximadamente 200 litros de combustível para ida e volta. Colocando na ponta do lápis, o usuário gastaria em torno de R$ 1.600,00 apenas pelo deslocamento a uma consulta”, pontua Marluce Mineiro.

O município oferta atendimento médico e odontológico e conta ainda com apoio da e-Multi. “O que mais me chamou a atenção nessa UBSF foi o seu tamanho e o fato de ser uma embarcação de grande porte, o que permite levar uma gama maior de serviços às comunidades ribeirinhas. Por ser mais robusta, ela consegue transportar uma equipe de saúde ampliada, além de oferecer outros serviços públicos importantes, como agendamento de RG, atendimentos do INSS, CRAS, CREAS e até mesmo serviços cartoriais.”, destaca a sanitarista Lia Fuenzalida. Segundo ela, neste aspecto, a UBSF cumpre um papel fundamental ao aproximar essas comunidades dos serviços da administração pública.

A pesquisa tem possibilitado conhecer de perto a realidade ribeirinha da Amazônia, proporcionando aos integrantes da equipe, a uma rica experiência de campo. “A experiência de trabalho de campo no município de Santo Antônio do Içá foi extremamente enriquecedora e única. A pesquisa foi realizada em uma Unidade Básica de Saúde Fluvial (UBSF), que, de forma inovadora, utiliza um yacht adaptado para oferecer serviços de saúde nas comunidades ribeirinhas. Esse formato, além de ser uma solução criativa para a difícil acessibilidade das localidades, proporcionou uma vivência diferenciada, pois os desafios enfrentados pela equipe e pelos profissionais de saúde no atendimento às populações ribeirinhas são bastante peculiares”, ressaltou o assistente de campo Tales Araújo. A equipe já visitou os municípios de Tabatinga, Benjamin Constant, São Paulo de Olivença e Amaturá. Continuará a expedição pela calha do Solimões visitando os municípios de Tonantins, Fonte Boa, Uarini e Jutaí.

SOBRE A PESQUISA

A pesquisa “Projeto Diagnóstico das Unidades Básicas de Saúde Fluviais” é coordenada pelos pesquisadores do Laboratório de História e Políticas Públicas de Saúde na Amazônia (LAHPSA), da Fiocruz Amazônia, Michele Rocha de Araújo El Kadri e Rodrigo Tobias de Sousa Lima. O projeto deu início às expedições de avaliação das condições de funcionamento das UBS fluviais desde o dia 17/03, contando com nove equipes cobrindo Expedições Marajó, Belém, Rio Tocantins, Pará-Amapá, Médio e Alto Solimões e Rio Negro.

O objetivo do projeto é identificar as condições de funcionamento das UBS fluviais, com a aplicação de questionários que permitirão um diagnóstico completo da situação atual das UBSF. Nesta primeira fase, o projeto abrangerá um total de 51 municípios. Na segunda fase, estão previstos mais 43, de modo a cobrir as 96 embarcações. Com dois anos de duração, a pesquisa visa subsidiar projetos de reativação, ampliação e qualificação das Estratégias de Saúde Fluvial na Amazônia. Após o levantamento das informações pelas equipes de campo, será feita a análise dos dados pela Fiocruz Amazônia e os apontamentos necessários em melhorias que podem ser feitas nas embarcações, tais como relocações, instalação de placas solares, sistema de diminuição de ruído, tratamento de esgotos, entre outras.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa (com informações de Marluce Mineiro, Coordenadora da Expedição Médio e Alto Solimões)

Fotos: Tales Araújo / Especial para Fiocruz Amazônia

Eleição para diretor(a) do ILMD/Fiocruz Amazônia: Candidaturas homologadas

A Comissão Eleitoral do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) informa que, na segunda-feira, 07 de abril de 2025, foi realizada a Reunião Extraordinária do Conselho Deliberativo (CD), conforme previsto no calendário eleitoral, com a seguinte pauta: homologação das inscrições para o cargo de Diretor(a) do ILMD/Fiocruz Amazônia – Quadriênio 2025–2029.

As seguintes inscrições das candidaturas foram homologadas:

A Comissão reforça o compromisso com a transparência e o rigor institucional durante todo o processo eleitoral.

Próximas etapas do processo eleitoral:

  • 08/04/2025 – Prazo para impugnação das candidaturas homologadas
  • 09/04/2025 – Análise dos recursos das candidaturas, divulgação da lista preliminar do colégio eleitoral, resultado dos recursos e lista final de candidatos

Pesquisa sobre impacto das transferências de pacientes de Covid-19 revela necessidade de adoção de medidas para vencer desafios geográficos na Amazônia

Estudo coordenado pela Fiocruz Amazônia, que analisou a disponibilidade de equipamentos e recursos humanos e os deslocamento nos casos de internações por Covid-19 em municípios remotos do Amazonas, no auge da pandemia, é tema de um dos artigos de destaque da edição de 2025 da Hygeia – Revista Brasileira de Geografia Médica e da Saúde, pertencente ao Programa de Pós-Graduação Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador da Universidade Federal de Uberlância (UFU). A pesquisa, intitulada “Deslocamento dos casos graves e recursos de saúde disponíveis em municípios rurais remotos do Amazonas durante a pandemia de Covid-19”, permitiu um mapeamento geográfico das condições de atendimento a vítimas de síndromes respiratórias graves no Estado, num período em que o Mundo vivenciava as trágicas consequências da pandemia, tendo como recorte localidades remotas da Amazônia. A pesquisa apontou que 384 pacientes internados por Covid-19 foram transferidos para outros municípios, com 65% destes tendo como destino a capital Manaus, mesmo oriundo de outras regiões de saúde.

De acordo com a pesquisadora em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Amandia Braga Lima Sousa, além de relembrar a realidade que vivemos no auge da epidemia de Covid-19, o trabalho reforça a importância do fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), que tem como princípio a universalidade e a integralidade como resposta a esses desafios. “Ao demonstrar a concentração de pacientes em Manaus e a falta de infraestrutura nos municípios de referência para as regiões de saúde, a pesquisa reforça a necessidade de descentralizar o atendimento e criar inovações na forma de ofertar serviços na Amazônia”, afirma a pesquisadora.

Segundo Amandia, os achados podem subsidiar gestores e formuladores de políticas na criação de estratégias mais eficazes, como o fortalecimento da atenção primária, que é o nível de cuidado essencial para a realidade de municípios rurais e remotos. “Esse estudo faz uma retrospectiva dos deslocamentos que aconteceram em emergências por Covid-19 nos municípios rurais e remotos do Amazonas e aponta para a necessidade de implantarmos redes de serviços que consigam responder para as realidades desses municípios, muitas vezes, ainda invisíveis em todas as esferas de poder”, assegura.

A pesquisa mostra que, mesmo depois de alguns meses, vivenciando uma grave epidemia, as condições da assistência continuavam iguais. “Constatamos que medidas previstas no planejamento de saúde não tinham sido colocadas em prática e algumas delas necessitam até mesmo ser repensadas e que não são as mais adequadas diante das singularidades de municípios amazônicos”, explica Amandia, que é chefe substituta do Laboratório de Situação da Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros Grupos Vulneráveis (Sagespi) da Fiocruz Amazônia. Para ela, a ampliação do uso da telemedicina e a estruturação de rotas de transferência mais eficientes para os casos de emergência são medidas eficazes e de adoção urgente.

A pesquisadora observa ainda que garantir assistência à saúde em áreas rurais e remotas é um desafio para países com extensões territoriais vastas e populações dispersas. “Este estudo evidencia como a realidade dos municípios da Amazônia exige estratégias específicas, distintas das adotadas em outras regiões do Brasil. Os resultados mostram vulnerabilidades críticas no atendimento a emergências durante a pandemia de Covid-19 em 2021, incluindo a distribuição desigual de médicos, a falta de equipamentos e a concentração de transferências de pacientes para um único município que já estava sobrecarregado no auge da pandemia. Ao diagnosticar esses desafios, a pesquisa quer ajudar os gestores a encontrarem caminhos para a prestação de cuidados de saúde mais adequados a realidades desses municípios e possibilitar que possamos vivenciar de forma mais preparada futuras crises sanitárias”, alerta.

O estudo, exploratório e retrospectivo, envolveu a investigação na literatura e dados secundários sobre a estrutura de atendimento para Covid-19, internações por casos graves e transferências para outros municípios durante 2021. No resumo, os pesquisadores explicam que os dados foram espacializados em mapas e foi realizada a identificação da estrutura e recursos humanos dos municípios rurais e remotos para o enfrentamento da Covid-19. “Os achados revelam limitações na equidade da distribuição dos recursos de saúde no Amazonas e nas estratégias adotadas, apontando para a necessidade de melhorias nas respostas dos serviços de saúde em emergências”, conclui.

Além de Amandia Braga, o artigo é assinado pelos pesquisadores em Saúde Pública da Fiocruz Amazõnia, Rodrigo Tobias Sousa Lima, do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia, e Fernanda Rodrigues Fonseca, do Laboratório de Modelagem em Estatística, Geoprocessamento e Epidemiologia (Legepi); Paulo Henrique dos Santos Morta, professor do Departamento de Política, Gestão e Saúde da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP); Larissa Cristina Cardoso dos Anjos, doutoranda em Geografia pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Mayra Costa Rosa Farias de Lima, mestre em Saúde Coletiva pelo Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) da Fiocruz Amazônia, e  Luiz Silvino Correia, mestrando pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

SOBRE A REVISTA

A Hygeia é uma publicação classificada como Revista Qualis A1 na área de Saúde Coletiva da CAPES (Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior). Destina-se à divulgação da produção acadêmica e científica e tem como foco os temas da Geografia médica e da saúde, em interdisciplinaridade, tanto com as áreas da epidemiologia como da Saúde coletiva. É uma revista eletrônica do Programa de Pós-graduação Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). O formato eletrônico permite o seu acesso rápido e oportunidades de debate acadêmico para pesquisadores, professores e alunos universitários com interesse no tema.  A revista é multilíngue e publica trabalhos em português, espanhol, inglês.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Michell Mello/Especial para Fiocruz Amazônia

Centro de Estudos aborda o tema “Emergência climática e saúde em um contexto de policrises: perspectivas de comunidades vulneráveis”

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promoverá na sexta-feira, 11/04, o primeiro Centro de Estudos de 2025, com a palestra intitulada “Emergência climática e saúde em um contexto de policrises: perspectivas de comunidades vulneráveis”, a ser ministrada pelo biólogo e pesquisador visitante Fiocruz Amazônia, Leandro Giatti, professor associado do Departamento de Saúde Ambiental da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP).

O evento será transmitido via plataforma Zoom, pelo link: https://us06web.zoom.us/j/85193070110?pwd=DOeJ5AblhVZUaHnu9qip9ABPyYMpQZ.1 (ID da Reunião: 851 9307 0110 e Senha de acesso: 088496) e terá como moderadora a psicóloga Priscila Santana, assessora da Vice-Diretoria de Pesquisa e Inovação do ILMD/Fiocruz Amazônia.

De acordo com Giatti, a constatação da emergência climática já se torna reconhecível para grande parte da sociedade diante do que se verifica em termos de frequência e intensidade de eventos extremos. Segundo ele, a crise climática que afeta o planeta já é constatada por muitos estudiosos como capaz de afetar a saúde humana, sobretudo na forma de exacerbar problemas e vulnerabilidades já existentes.

Durante a palestra, o pesquisador pretende contextualizar componentes analíticos atuais sobre policrises, tendo como foco eventos climáticos extremos em interação com suas formas de impacto à saúde, que podem ocorrer de maneira imediata e, também, de forma prolongada e cumulativa. Em análises de situações mais específicas, serão tratados aspectos de comunidades urbanas vulneráveis, em que ocorrem sobreposições e retroalimentação entre componentes de distintas crises.

SOBRE O PALESTRANTE

Leandro Giatti possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade São Judas Tadeu (1996). Cursou Mestrado e Doutorado em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, área de concentração Saúde Ambiental, entre 2000 e 2004. É pesquisador CNPq nível 2, bolsa de produtividade em pesquisa. Pesquisador visitante no Instituto Leônidas Maria Deane – Fiocruz/Amazônia entre 2023 e 205, foi pesquisador visitante na Universidade de Victoria, Canadá (2020). Coordenador e orientador permanente do Programa de Pós-Graduação Mestrado Profissional em Ambiente, Saúde e Sustentabilidade/FSP-USP.

Orientador permanente no Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública/FSP-USP, Giatti foi editor adjunto da revista Ambiente Sociedade de 2015 à 2023. Atua na coordenação de sub-projeto de pesquisa junto ao INCLINE – INterdisciplinary CLimate INvEstigation Center e é membro da Comissão de Cultura e Extensão da Faculdade de Saúde Pública – USP, além de pesquisador colaborador no grupo de pesquisa Meio Ambiente e Sociedade do Instituto de Estudos Avançados/IEA-USP e no Centro de Estudos de Governança Socioambiental – IEE/USP. Tem experiência na área de Saúde Pública e Sustentabilidade, com ênfase em Saúde Ambiental, atuando principalmente nos seguintes temas: nexo água-energia-alimentos, indicadores de sustentabilidade ambiental e de saúde, saneamento, ciência pós-normal, pesquisa-ação, promoção da saúde e governança socioambiental e em saúde.

SOBRE O CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Imagem: Mackesy Nascimento

Simpósio na Fiocruz Amazônia destaca avanços e importância da Rede Genômica de Vigilância em Saúde do Amazonas

O Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) sediou nesta quinta-feira, 3/04, o II Simpósio da Rede Genômica de Vigilância em Saúde do Amazonas (Regesam), evento dedicado ao fortalecimento da Vigilância Genômica em Saúde no Estado do Amazonas, reunindo representantes de órgãos, unidades de saúde e institutos de pesquisa que integram a Rede no Amazonas, em diferentes áreas de atuação, tais como virologia, oncologia, dermatologia, hematologia, imunogenética, entre outras, com avanços comprovados para a saúde pública do Estado.

A Rede, instituída há cinco anos com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), conseguiu consolidar avanços importantes nas áreas de diagnóstico molecular e vigilância genômica, sendo integrada pela Fiocruz Amazônia, Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (Fcecom), Fundação Hospitalar Alfredo da Matta, Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (HEMOAM), Fundação de Medicina Tropical Dr Heitor Vieira Dourado e Fundação de Vigilância em Saúde Dra Rosemary Costa Pinto.

“A Regesam é o resultado da junção de forças de todas as instituições, cada uma com a sua infraestrutura e expertise”, explica o virologista Felipe Naveca, destacando que, para a Fiocruz Amazônia, a Regesam teve um papel fundamental na vigilância do SARS-CoV-2 e na descoberta de variantes de preocupação do vírus da Covid-19 .  “Nossa primeira resposta se deu logo no início de 2020, quando estourou a pandemia e havíamos acabado de receber os recursos, que foram utilizados para a primeira compra de insumos. Isso permitiu nos prepararmos para a resposta à pandemia e fazer o primeiro sequenciamento do vírus da Covid-19 na região Norte do país”, relembrou.

Naveca, que é chefe do Laboratório de Arbovírus e Vírus Hemorrágicos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e coordenador do Núcleo de Vigilância de Vírus Emergentes, Reemergentes ou Negligenciados da Fiocruz Amazônia, afirma que a vigilância genômica no Amazonas é essencial não apenas para nossa região, mas para todo o Brasil, América Latina e o mundo. “O estado, por sua biodiversidade única e posição estratégica, tem sido um dos principais focos de monitoramento de vírus emergentes e reemergentes”, observa.

Por meio dos dados genômicos obtidos no período crítico da pandemia, Naveca afirma ter sito possível criar uma estratégia de PCR em tempo real, capaz de identificar as variantes de preocupação que estavam surgindo na época. “Isso só foi possível por conta da Regesam e do apoio da Fapeam”, reconheceu. Os esforços da rede  fortaleceram também a resposta rápida a surtos epidêmicos, como a COVID-19 e a Febre  Oropouche, com mais de 22 mil casos registrados no País desde 2023.

A Regesam impulsionou estudos sobre o câncer, doenças dermatológicas, doenças hematológicas e genéticas, que permitiram a identificação de alterações genéticas em pacientes com doenças hematológicas, características moleculares do câncer colorretal, por meio de biologia molecular, análise de doadores de medula óssea utilizando sequenciamento genético de alta precisão e relação entre a genética do sistema imunológico e a leishmaniose cutánea. Para a coordenadora-geral da Regesam, Kátia Luz Torres, diretora de Ensino e Pesquisa da Fcecon, a consolidação da Rede permitiu avanços na otimização na assistência e pesquisa no Amazonas.

A coordenadora destacou a importância da interação entre as instituições que compõem a Regesam, enumerando as conquistas. A Rede possui seis instituições envolvidas, 15 pesquisadores membros do Conselho Gestor, 16 bolsas concedidas, 16 bolsas implementadas, 19 bolsistas, 67 equipamentos adquiridos, 70 projetos desenvolvidos ou em desenvolvimento, 42 produtos científicos, cerca de 40 eventos realizados, entre capacitações e reuniões do comitê gestor, 57 alunos (entre graduação, pós-graduação e pós-doutorado) envolvidos e 97,69% dos recursos orçamentários gastos.

De acordo com a Fapeam, em seis anos, foram investidos R$ 5,03 milhões na Regesam, sendo R$ 2,08 milhões em sequenciadores, outros equipamentos de biologia molecular e um servidor de grande porte para o armazenamento de dados gerados pelas análises, e R$ 1,26 milhão em bolsas para os pesquisadores que se integraram à Rede. A diretora-presidente da Fapeam, Márcia Perales, destacou os avanços experimentados em Ciência, Tecnologia e Inovação no Estado, graças aos investimentos realizados pelo Governo do Estado. Sobre a Regesam, Perales ressaltou que os avanços obtidos foram resultado do trabalho coletivo.

“O trabalho coletivo não é uma opção, é condição fundamental para se desenvolver um trabalho melhor. Na Regesam, é muito positivo ver como conseguiram trabalhar como parceiros durante esse processo e como a aquisição de equipamentos e a concepção de múltiplo uso dos mesmos foi fundamental. Equipamentos de ponta que todos podem ter acesso tendo como objetivo melhorar a vida das pessoas. Parabéns a todos. Essa proximidade entre as instiuições fortalece a Rede, a área da saúde e a política pública de Ciência, Tecnologia e Inovação do nosso Estado”, afirmou.

MEMORANDO DE INTENÇÕES

A abertura do II Simpósio da Regesam foi marcada também pela assinatura de um memorando de intenções, pelas diretorias das seis instituições que integram a Rede, reafirmando o compromisso em dar continuidade e fortalecer a Rede Genômica de Vigilância em Saúde do Amazonas. O documento manifesta o interesse das instituições signatárias em atuar de forma integrada, promovendo a redução de custos, o compartilhamento de infraestrutura tecnológica, o fortalecimento de grupos de pesquisa e a formação de recursos humanos qualificados, contribuindo para o desenvolvimento científico e tecnológico do Amazonas.

Por meio do memorando, as instituições formalizam sua intenção de colaboração conjunta pelos próximos cinco anos, consolidando um ambiente cooperativo e estratégico para o crescimento da Regesam. A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, uma das signatárias do documento, ressaltou a importancia da dedicação e da resiliência dos pesquisadores para o êxito da iniciativa. “É importante reconhecermos os resultados obtidos e vermos que conseguiram vencer todos os desafios. Só podemos desejar sucesso na nova página da história da Rede”, salientou, parabenizando a todos os envolvidos.

PALESTRAS

Na parte da tarde, o Simpósio reuniu especialistas para apresentação e troca de experiencias sobre os avanços e desafios na área da vigilância genômica e inovação científica no Mundo. Realizaram apresentações o doutor Jairo Mendes, da Organização Panamericana da Saúde (OPAS), o dr Gonzalo Belo, do IOC/Fiocruz e a dra Jaqueline Oliveira, da OPAS Brasil.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Calendário da eleição ao cargo de diretor(a) do ILMD/Fiocruz Amazônia sofre alteração

A Comissão Eleitoral, no uso de suas atribuições, procedeu a alteração do Calendário Eleitoral para o quadriênio 2025-2029. De acordo com a Comissão Eleitoral, a alteração foi necessária em vitude de um incidente de segurança da informação que levou à restrição de acesso externo ao site do ILMD/Fiocruz Amazônia.

A Comissão Eleitoral reforça que esta ação é necessária para tornar o processo transparente e igualitário. Informamos que a restrição de acesso ao site permanece até que todas as providências necessárias sejam tomadas para o seu restabelecimento. Visando oportunizar o acesso às informações inerentes ao processo eleitoral, foram disponibilizados os documentos na ferramenta digital  Linktree (https://linktr.ee/ilmdfiocruzamazonia), nas redes sociais do ILMD/Fiocruz Amazônia.

Informamos que o acesso externo ao site do ILMD/Fiocruz Amazônia encontra-se restrito desde 11h08 da quinta-feira, 27/03. A Vice-Diretoria de Gestão e Desenvolvimento Institucional (VDGDI), por meio do Serviço de Gestão da Tecnologia da Informação (SeGTI), do ILMD/Fiocruz Amazônia, informa que está atuando junto à Coordenação Geral de Gestão de Tecnologia da Informação (COGETIC), da Fiocruz, para correção das falhas. Tão logo tenhamos mais informações, elas serão comunicadas.

O calendário do processo eleitoral ajustado pela Comissão Eleitoral do ILMD/Fiocruz Amazônia visa uma melhor adequação aos prazos internos de tramitação e análise documental. Confira os ajustes:

Quaisquer dúvidas referentes ao processo eleitoral podem ser encaminhadas ao e-mail comissaoeleitoral.ilmd@fiocruz.br.

Tese de Doutorado do Daspam inova na abordagem das políticas públicas de saúde indígena e identifica fatores que impactam na gestão e assistência aos povos indígenas

Um trabalho de conclusão do curso de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM), oferecido em consórcio pelo Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Universidade Federal do Amazonas e Universidade do Estado do Amazonas (UEA), conseguiu inovar na abordagem das políticas públicas de saúde indígena, identificando fatores que contribuem para a ineficiência do acesso aos serviços por essas populações, no Brasil, a partir do mapeamento etnográfico das instituições públicas responsáveis pela implementação da política de assistência aos povos indígenas. Com o tema “Análise da implementação da Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (PNASPI) no Brasil”, a tese da cientista social Roberta Aguiar Cerri, aprovada no último mês de fevereiro, foi avaliada por uma banca formada por expoentes das áreas de metodologias de pesquisa, administração pública e antropologia no País, resultando na produção de quatro artigos, dois dos quais já publicados e outros dois em fase de publicação.

A defesa da tese foi a terceira aprovada pelo DASPAM, desde sua criação em 2020. Tendo como orientadora a pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Maria Luiza Garnelo, a pesquisa, segundo Cerri, examina como esta política é efetivamente produzida e transformada no cotidiano institucional. “A inovação principal do trabalho está na abordagem etnográfica aplicada ao contexto institucional da saúde indígena, que permite compreender os mecanismos concretos e práticas cotidianas através dos quais a política é interpretada e implementada em diferentes níveis organizacionais, buscando entender a política na prática, para além das cartas de intenções governamentais ou extragovernamentais ou das ações isoladas”, explica.

Para conseguir o objetivo, Roberta relata que “etnografou” o cotidiano das práticas profissionais dentro de um DSEI (Distrito Sanitário Especial Indígena) na Amazônia, trilhando os caminhos das tecnologias (metodologias, protocolos, sistemas de informação etc) e das relações sociais estabelecidas dentro do contexto organizacional. “A pesquisa buscou inovar no sentido de evitar estudos tradicionais que visam a avaliação dos resultados de indicadores ou que se concentram apenas na percepção da participação social, por focar nos processos gerenciais e práticas institucionais que condicionam a implementação da política, ou seja, revelando como as lógicas administrativas e a cultura da performatividade (busca por melhores desempenhos quantitativos condicionados por indicadores estabelecidos a nível central) acabam por distanciar a execução da política de sua agenda ideológica original”, pontua.

Segundo ela, o trabalho pode contribuir com a implementação das políticas públicas de saúde indígena de várias maneiras. Uma delas, ao identificar que 86,7% das normativas institucionais privilegiam orientações administrativas em detrimento de diretrizes assistenciais. “Isso significa dizer que a pesquisa aponta para a necessidade de reequilibrar o foco normativo em favor de orientações que efetivamente melhorem a assistência, além de oferecer um diagnóstico preciso dos fatores que comprometem a implementação de um modelo verdadeiramente diferenciado de atenção à saúde indígena”, afirma Roberta, que possui mestrado em Antropologia pela Universidade de Brasília.

Atuando como analista técnica de Políticas Sociais, Roberta assegura que outra contribuição do estudo é demonstrar como os sistemas de informação foram reduzidos a instrumentos de prestação de contas em vez de ferramentas de suporte à tomada de decisão local. “A pesquisa sugere caminhos para reorientar o uso destas tecnologias e a necessidade de criação de novas”, comenta, acrescentando que a pesquisa ajudou também a identificar que iniciativas potencialmente transformadoras são frequentemente marginalizadas. “A tese aponta para a necessidade de criar mecanismos institucionais que valorizem inovações locais, considerando os desafios, estratégias inovadoras e até mesmo as adaptações que os profissionais de assistência, que estão na linha de frente, implementam no dia a dia, a despeito das expectativas institucionais”, salienta, assegurando ser essa a verdadeira implementação que deve ser olhada pelos gestores.

Para Roberta, a tese contribui ainda “ao propor o desenvolvimento de um sistema mais orgânico que priorize tecnologias em saúde pública sobre as lógicas administrativas, oferecendo reflexões e evidenciais que contribuem para reorganização positiva do modelo atual”. A médica e antropóloga Luiza Garnelo concorda que o estudo permite compreender que “as limitações enxergadas na hora da execução do serviço, têm raízes profundas tanto nas gerências intermediárias como no próprio modelo de contratação de serviços para prestação da atenção à saúde da população indígena como atividade de convênio, de compra de serviço com entidades terceirizadas”, afirma.

Garnelo considera a tese bastante inovadora em termos de abordagem e de significância para o campo das políticas públicas porque tomou como base o trabalho de teóricos que analisam políticas públicas de forma mais densa. “O fato de ser inovadora é porque buscou superar as análises meramente narrativas, uma avaliação do tipo normativa em que você lista o que deveria ser e o que está sendo feito. Essas são avaliações convencionais. Uma das grandes diferenças com o recorte teórico e essa forma de fazer pesquisa adotado por Roberta foi estender a análise aos governos central, gestores intermediários que administram o sistema de saúde no plano local e na execução realizada pelos profissionais da ponta”, admite.

A pesquisadora destaca que a abordagem do tema chamou a atenção dos profissionais que atuaram na banca examinadora de tese que aprovou a defesa do trabalho. “A banca foi muito eclética e ampliada, com a participação da professora Cecília Minayo, expoente dentro da pesquisa qualitativa; o professor Gersem Baniwa, antropólogo, escritor e líder indígena; o professor em Antropologia Antonio Carlos Souza Lima, do Museu Nacional, expert em políticas públicas e em especial políticas indigenistas; a professora em Ciência Política Gabriela Lotta, que trabalha com a etnografia das instituições, e como membro interno do programa, a professora de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia, Samia Feitosa Miguez”.

Para Roberta Cerri, a defesa da tese foi uma experiência extremamente gratificante e, ao mesmo tempo, desafiadora. “Este reconhecimento representou uma validação significativa do trabalho desenvolvido durante todos esses anos, especialmente considerando minha trajetória tanto acadêmica quanto a minha trajetória profissional no Ministério da Saúde”, afirma, acrescentando que o reconhecimento acadêmico deste trabalho etnográfico em contextos institucionais fortalece a relevância desta abordagem metodológica para análise de políticas públicas, abrindo caminho para futuras investigações que possam continuar aprofundando a compreensão sobre como políticas são efetivamente implementadas.

SOBRE O DASPAM

O Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM) é oferecido em associação pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA). O curso tem como objetivos capacitar pesquisadores para exercitar análises críticas, utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais aplicadas à saúde, e de outras áreas conexas; desenvolver modelos analíticos de processos de saúde/doença/cuidados, tomando como referência o quadro epidemiológico, econômico, sócio antropológico, histórico, biológico e ambiental no cenário regional e suas interfaces com os contextos nacional e internacional de globalização da Amazônia; e contribuir, teórica e tecnicamente, para a formulação, implementação e gestão de políticas setoriais, bem como atuar, neste campo, na docência e na pesquisa.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Divulgação / Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia lança edital para seleção de bolsistas de Iniciação Científica

O Instituto Leônidas & Maria Deane – ILMD/Fiocruz Amazônia, em conformidade com a Portaria N. 147/2023 – ILMD/Fiocruz Amazônia e Portaria N. 60/2024 – ILMD/Fiocruz Amazônia que institui o Programa de Iniciação Científica e Tecnológica (PIC ILMD/Fiocruz Amazônia), os Comitês institucional e executivo do PIC – ILMD/Fiocruz Amazônia, e com a Resolução N. 003/2025 do Conselho Diretor da FAPEAM que dispõe sobre as diretrizes do Programa de Apoio à Iniciação Cientifica – PAIC/FAPEAM Edição 2025/2026, torna pública as inscrições e estabelece normas relativas ao processo seletivo de candidatos à bolsa de Iniciação Científica e Tecnológica, nova ou de renovação.

Confira o edital

As inscrições podem ser realizadas de 25/3 a 18/4 de 2025, exclusivamente por e-mail (pic.ilmd@fiocruz.br) à Coordenação do Programa de Iniciação Científica PIC – ILMD/Fiocruz Amazônia pelo pesquisador orientador ou coorientador de projeto. Na Instituição, o PIC – ILMD/Fiocruz Amazônia é desenvolvido em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas – FAPEAM e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq, conforme editais específicos.

O objetivo do programa é despertar a vocação científica e incentivar novos potenciais entre estudantes de graduação. Além disso, o programa visa estimular pesquisadores a envolverem os estudantes de graduação em suas atividades científicas, tecnológicas e profissionais.

SOBRE O PIC

A Iniciação Científica é um instrumento de formação de recursos humanos que permite colocar o estudante de graduação em contato direto com as atividades de pesquisa e o pensar científico. O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação.

O Programa proporciona ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimula o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados durante a realização da pesquisa.

Saiba mais sobre PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia

ILMD Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento, ILMD Fiocruz Amazônia

Dados registrados

Número de registro, nome da espécie, autor, variedade, observação taxonômica, anamorfo, teleomorfo, número da coleção, data de entrada, doador, data e local de isolamento, identificação segundo o doador, nome antigo, coleções onde está depositada, substrato, hospedeiro, categoria do tipo, sexualidade, modo de preservação, fotos e imagens macro e microscópicas, aplicações e outras informações.

Público alvo

Pesquisadores, empresas privadas, instituições de pesquisa e outras coleções de cultura.

Serviços oferecidos

Aquisição, depósito, distribuição, preservação de bactérias, fungos filamentosos, leveduras e plasmídeos;

Caracterização de microrganismos, pesquisa e treinamento;

Realiza cursos sobre sistemática em fungos filamentosos, presta serviço de consultoria, emitindo laudos técnicos a terceiros. Orientação de teses de mestrado, doutorado e pessoal técnico especializado.

Coleção de Bactérias
Coleção de Fungos

Curadora

Ormezinda Celeste Cristo Fernandes

Contato

E-mail – ofernandes@amazonia.fiocruz.br
Endereço para correspondência – Rua Teresina, 476 – Adrianópolis – CEP – 69057-070

Fone: (92) 3621-2337 Fax: (92) 3621-2399