COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD
ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia
O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.
A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.
Fiocruz Amazônia abre a 22ª Reunião Anual de Iniciação Científica e 3ª Jornada do Provoc com palestra sobre desafios da carreira científica e mostras de trabalhos
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou nesta terça-feira, 10/06, a abertura da 22ª Reunião Anual de Iniciação Científica (Raic) e da 3ª Jornada de Iniciação Científica do Programa de Vocação Científica (Provoc), reunindo os estudantes que integram os programas de Iniciação Científica da instituição, com a presença de representantes das instituições parceiras. A atividade reuniu, no Salão Canoas, sede do ILMD/Fiocruz Amazônia, um total de 71 estudantes, sendo 47 bolsistas do PAIC, PIBIC e PIBITI, e 24 alunos do Provoc, que até dia 13/06 farão apresentações orais e em formato banner com os resultados dos trabalhos realizados ao longo do período de vigência dos programas. A palestra de abertura do evento foi proferida pela diretora de Ensino e Pesquisa da Fundação Centro de Controle Oncológico do Amazonas (FCecon), Dra Kátia Luz Torres Silva, que abordou os desafios da carreira científica na Amazônia, com base nas experiências enquanto pesquisadora da área de Oncologia.
A mesa de abertura contou com a participação da diretora da Fiocruz Amazônia, Dra Stefanie Costa Pinto Lopes; a coordenadora geral do Provoc, Cristiane Nogueira Braga (via remota), da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV); o coordenador do PIC/ILMD, Yury Oliveira Chaves; a vice-coordenadora do Provoc/ILMD, Anízia Aguiar Neta, e a chefe do Departamento de Acompanhamento e Avaliação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Ana Claudia Maquiné Dutra, na oportunidade, representando a presidente da Fapeam, Dra Márcia Perales.
Stefanie Lopes destacou a satisfação em receber, na unidade, mais uma edição da RAIC, este ano em conjunto com a Jornada do Provoc, com o foco no processo formativo de jovens futuros cientistas. “É sempre um prazer para nós, tanto na acolhida quanto neste momento da RAIC, completarmos mais um ciclo do processo formativo profissional de jovens estudantes. Considero o Programa de Iniciação Cientifica como o cerne de tudo, o início de um processo formativo transformador para a vida dos estudantes, sendo, em nosso caso, o programa mais antigo da instituição, que tem 30 anos, a captar possíveis futuros pesquisadores”, afirmou Stefanie, mencionando o orgulho de acompanhar a trajetória de alunos de IC que prosseguem carreira acadêmica científica, na instituição.
A diretora da Fiocruz Amazônia ressaltou a importância da participação nos programas de IC a partir das oportunidades de integração que eles permitem. “Ao longo das 22 edições da RAIC, temos uma trilha formativa de impacto imenso, em especial para os programas de pós-graduação oferecidos na unidade. Quem sai da Iniciação Científica, pode optar por entrar no Mestrado e no Doutorado, num processo contínuo de crescimento e aprendizado”, observou Stefanie, que agradeceu o apoio dos orientadores e da equipe executiva dos programas, que integram uma rede liderada pela Vice-Presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB), da Fiocruz.
A chefe do Departamento de Acompanhamento e Avaliação da Fapeam, Ana Claudia Maquiné Dutra, destacou a satisfação em ver que todos os alunos que iniciaram a edição do PIC há um ano conseguiram construir suas trajetórias com resultados positivos e o apoio da Fapeam. “Conheçam todos os nossos programas, projetos e áreas de atuação. A Fapeam se orgulha do papel de principal agência de fomento à Ciência, Tecnologia e Inovação no Amazonas, com um olhar especial para a Iniciação Científica, desde a Educação Básica”, lembrou Maquiné, citando o Programa Ciência na Escola, que este ano completou 26 anos. “Aproveitem a oportunidade e a grandiosidade de estarem numa instituição com um conjunto de pesquisadores excelentes, como do ILMD”, frisou.
Cristiane Nogueira Braga lembrou os avanços do Provoc nos 39 anos de execução ininterrupta do programa, que conseguiu chegar a todas as unidades regionais da Fiocruz no Brasil. “Todas as unidades regionais hoje possuem programas de vocação científica, o que é motivo de alegria para a instituição, e nada disso seria possível sem o apoio e o empenho dos pesquisadores que atuam nas unidades”, reforçou a coordenadora, lembrando a recente realização, no último mês de maio, no Rio de Janeiro, da Jornada Nacional do Provoc, com a participação de estudantes de todo o País vinculados ao programa.
PROJETOS AVALIADOS
A RAIC é um evento que acontece anualmente em todas as unidades da Fiocruz. Durante a reunião, os bolsistas apresentam os resultados dos projetos desenvolvidos no período de vigência do Programa, por meio da exposição e discussão de seus trabalhos, para avaliação dos projetos e intercâmbio de experiências entre estudantes, pesquisadores e demais profissionais. “Esse é um processo que faz parte do aprendizado e do crescimento dos estudantes, momento de criar redes, desenvolver espírito coletivo e as possibilidades que surgem”, afirmou o coordenador do Programa no ILMD/ Fiocruz Amazônia, Yury Chaves.
Segundo Chaves, o evento representa uma vitrine, que possibilita mostrar as pesquisas desenvolvidas por estes jovens pesquisadores, no âmbito institucional. “A expectativa que a coordenação tem hoje é de termos apresentações de trabalhos com alto nível de relevância, dentro do contexto amazônico, mostrando todo o potencial que a pesquisa da Fiocruz Amazônia vem desenvolvendo, com esses alunos de iniciação científica”, explicou.
INSPIRAÇÃO
Doutora em Doenças Infecciosas e Parasitárias, Katia Luz é servidora concursada do Estado e fez um relato emocionado da sua trajetória enquanto cientista pesquisadora, na palestra de abertura da 22ª RAIC com o tema “Iniciação Científica na Amazônia: Desafios para os Novos Cientistas”. Ela apresentou as linhas de pesquisa em que vem atuando ao longo de sua trajetória, nas áreas de rastreio de câncer de colo de útero, epidemiologia do câncer de colo de útero e do HPV, variantes do HPV em câncer de colo de útero, HPV em câncer de cabeça e pescoço, entre outros. Katia Luz destacou aa importância dos aspectos éticos para quem trabalha com pesquisa, bem como a necessidade de formação de redes de contatos e valorização da vida em família e uma boa saúde mental. “A imagem do pesquisador cientista como um gênio solitário não existe mais. Somos redes de contatos a desenvolver esforços coletivos para atingirmos nossos objetivos, trabalhando junto com profissionais de diversas áreas”, ressaltou.
Entre os desafios da carreira, a pesquisadora citou a dificuldade de acesso a financiamento para o desenvolvimento de projetos, a existência de orçamento vocacionado para pesquisa, burocracia, pressão por resultados, desigualdades regionais e desafios geográficos. Como conselhos para os jovens cientistas, a pesquisadora enfatizou: seja curioso, construa redes, aceite o erro, valorize a ciência feita aqui e crie bons vínculos com sua equipe de estudo. “Fazer ciência na Amazônia é um ato de resistência e de amor ao território”, concluiu.
APRESENTAÇÕES
O primeiro dia da 22ª RAIC e 3ª Jornada do Provoc contou com trabalhos variados, nas áreas de Microbiologia e Entomologia. Apresentaram-se bolsistas do PAIC, PIBIC e PIBITI e cinco estudantes do Provoc da etapa avançada que estão finalizando e puderam fazer apresentação oral. Foram eles: Lara de Aquino Ferreira, Hilze Maria Carvalho Coutinho Viana, Matheus da Conceição Martins, Wendy Lara Ferreira Lima e Dimes Alames Lima Silva, orientados, respectivamente, pelos pesquisadores em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Ani Beatriz Jackich Matsuura, Alessandra Nava, Ormezinda Celeste Cristo Fernandes, Maria Jalene Alves e Luciete Almeida da Silva. Na sequência, se apresentaram Manuela Araújo de Melo Gouveia, Luana Pereira Parente de Araújo, Gabriel Freitas Santiago e Mariana Ayden de Souza, cujos orientadores são os pesquisadores Emanuelle de Souza Frasias, Felipe Arley Costa Pessoa, Deulizangela Serrão Borborema de Medeiros e Stefanie Costa Pinto Lopes.
À tarde, foi a vez das apresentações de Kaiane Vitória Martins Pontes, Gustavo Reis Oran Barros, Rebeca Teixeira Pereira, Jaqueline Almeida de Souza e Manuel Ryan de Freitas Costa, orientados, respectivamente, por Carolina Rebelo Maia, Kemily Nunes da Silva, Luiz André Morais Maríúba, Ormezinda Fernandes e José Joaquim Carvajal.
SOBRE O PIC
O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação; contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa e inovação tecnológica nos Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado para a melhoria das condições sociossanitárias na Amazônia; estimular pesquisadores produtivos a envolverem estudantes de graduação em suas atividades científicas, tecnológicas e profissionais; e proporcionar ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimular o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados ou alvo da pesquisa.
SOBRE O PROVOC
Criado em 1986, o Programa de Vocação Científica (Provoc) é um projeto pioneiro da Fiocruz que tem como objetivo de iniciar estudantes do ensino médio ao mundo da pesquisa científica. A ação, que começou na EPSJV/Fiocruz, se expandiu em 2022, formando a Rede Provoc Luiz Fernando da Rocha Ferreira da Silva, que agora abrange nove unidades fora do Rio de Janeiro. A Rede é composta por estudantes de diversas regiões do Brasil, que inclui os estados do Amazonas, Bahia, Brasília, Ceará, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e Rondônia. O programa é reconhecido por oportunizar jovens a vivenciar o cotidiano de trabalho de pesquisadores, especialmente nas áreas de saúde.
PREMIAÇÃO
Os projetos que se destacarem durante a 22ª Raic, recebem premiação, sendo um em cada categoria. A premiação destaca anualmente projetos desenvolvidos por estudantes que integram o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIC) da Fiocruz Amazônia. Os bolsistas são avaliados por relatórios submetidos a uma banca de especialistas de diversas instituições do Estado e nacionais, de acordo com a temática.
A Reunião Anual de Iniciação Científica (RAIC) é desenvolvida com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O Programa de Vocação Científica (Provoc) é realizado em parceria com a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (Fiocruz) e as escolas estaduais Sant’Ana, Colégio Brasileiro Pedro Silvestre, Colégio Amazonense Dom Pedro II, com apoio do CNPq.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Julio Pedrosa
Processo Seletivo do Doutorado em Saúde Pública na Amazônia recebe pedidos de isenção de taxa de inscrição até terça-feira, dia 10/06
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que oferecem em consórcio o curso de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM), informam que o prazo para o pedido de isenção de pagamento da taxa de inscrição, iniciado neste sábado, 7/06, se estenderá até a próxima terça-feira, 10/06. As inscrições serão abertas a partir do dia 16/06 para ingresso no curso. Confira no edital como fazer para requerer a isenção.
Para esta Chamada Pública estão sendo oferecidas até 26 vagas, para ingresso a partir de setembro de 2025. O curso terá sede em Manaus – AM. Poderão participar do processo de seleção candidatos portadores de diploma de graduação de duração plena, devidamente reconhecido pelo MEC e de diploma de Mestre em Saúde Coletiva ou áreas afins. O curso será ministrado em regime integral, com duração mínima de 24 meses e máxima de 48 meses, incluindo a realização da defesa de tese.
O processo seletivo para admissão ao Curso de Doutorado será composto de 3 (três) etapas: 1ª Etapa – Homologação das inscrições. (Etapa eliminatória em caso da falta ou invalidade de algum documento); 2ª Etapa – Provas de múltipla escolha e discursiva de Saúde Coletiva. (Etapa eliminatória em caso de ausência do candidato ou nota obtida inferior a 7,0 pontos na prova de múltipla escolha); 3ª Etapa – Entrega e pontuação do pré-projeto de pesquisa, avaliação do currículo Lattes documentado e Prova Oral. (Esta etapa também será eliminatória, podendo a eliminação ocorrer em caso de o candidato não alcançar a nota mínima na Prova Oral (7,0 pontos), em caso da não entrega do pré-projeto ou do currículo e documentos comprobatórios, ou em caso de não comparecimento na Prova Oral no dia e horário estipulados no processo seletivo).
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Foto: Júlio Pedrosa
Fiocruz Amazônia recebe certificação internacional para diagnóstico molecular de febre amarela reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS)
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) obteve certificação inédita para diagnóstico molecular da Febre Amarela concedida pelo Quality Control for Molecular Dignostics (QCMD), organização internacional independente e sem fins lucrativos de Avaliação Externa de Qualidade (AQE)/Testes de Proficiência (TP) na área de diagnóstico clínico molecular de doenças infecciosas. A certificação, obtida em maio deste ano, resultou da aprovação do Núcleo de Vigilância de Vírus Emergentes, Reemergentes ou Negligenciados (ViVER), do ILMD/Fiocruz Amazônia, no ensaio de proficiência reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para diagnóstico molecular da doença.
O ViVER é coordenado pelo virologista Felipe Gomes Naveca, pesquisador da Fiocruz Amazônia e chefe do Laboratório de Arbovírus e Vírus Hemorrágicos do Instituto Oswaldo Cruz (IOC). O QCMD é responsável pela gestão e distribuição de mais de 100 programas em mais de 120 países, com mais de 15.000 inscrições de participantes anualmente. “Esse reconhecimento através de um programa da OMS mostra que os esforços que temos desenvolvido no ILMD/Fiocruz Amazônia estão atingindo os objetivos, onde nós cada vez mais nos capacitamos para fazer o diagnóstico das doenças emergentes e reemergentes de importância da região amazônica”, destacou Naveca.
Para o virologista, o trabalho integrado da Fiocruz às demais instituições de vigilância e pesquisa na região é fundamental para a eficiência do trabalho desenvolvido. “Temos sempre trabalhado junto com os órgãos de vigilância em níveis estadual e federal, mas preparados para dar resposta cada vez mais célere diante dos desafios que tem surgido na vigilância de vírus emergentes”, afirma, salientando ainda outras conquistas do ViVER.
“Desenvolvemos o protocolo de diagnóstico de Oropouche e Mayaro, adotado em toda a rede de laboratórios públicos do Brasil, bem como de diversos países da América Latina, EUA e alguns países da Europa, além de fazermos também a descrição da nova linhagem do vírus Oropouche, responsável pelos casos atualmente e que chegou em regiões em que o vírus ainda não tinha sido encontrado”, citou. O ViVER foi responsável também pelo desenvolvimento do protocolo para sequenciamento do SARS-CoV-2, vírus causador da Covid-19, tornando o Amazonas o primeiro Estado da Região Norte a realizar esse sequenciamento, sendo responsável pela descrição da variante de preocupação Gama, no período crítico da pandemia.
Outra conquista do ViVER foi o desenvolvimento dos protocolos de sequenciamento para Oropouche e os quatro sorotipos da Dengue, tendo, inclusive, mais recentemente, junto com o Laboratório Central do Estado de Roraima (Lacem-RR), descrito a reemergência do Sorotipo 3 da doença causada pelo Aedes aegypti. “Alguns anos atrás, fizemos a detecção dos primeiros casos de Chikungunha no Amazonas, em parceria com a Fundação de Vigilância em Saúde Dra Rosemary Costa Pinto (FVSRCP-AM), e, em 2022, fomos, por um tempo, referência para MPOX pelo Ministério da Saúde”, relatou.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa e Ingrid Anne / Arquivo / ILMD/Fiocruz Amazônia
Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia vai abordar “Códigos & Cérebros – IA para cientistas e grupos de pesquisa”
/em Notícias /por Carlos GomesO Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia) apresenta na sexta-feira, 6/6, às 10h (horário Manaus), a palestra “Códigos & Cérebros – IA para cientistas e grupos de pesquisa”, a ser ministrada por Eduardo Jorge Sant´Ana Honorato, Professor Associado, na Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
A palestra será moderada por Flor Ernestina Martinez Espinosa, pesquisadora do Laboratório Instituto de Pesquisa Clínica Carlos Borborema (Lab IPCCB), e será transmitida via Plataforma Zoom, através do link: https://us06web.zoom.us/j/87940919245?pwd=cwSawudcP2W6AeE5Tc3g7M5QNb0DJx.1 , ID da reunião: 879 4091 9245 e, senha de acesso: 343350.
Na oportunidade, o pesquisador irá explorar, como a inteligência artificial generativa pode ser aplicada no cotidiano de cientistas e grupos de pesquisa. Com uma abordagem prática e acessível, a apresentação oferece ainda, ferramentas e estratégias para otimizar tarefas acadêmicas, desde a escrita científica até a análise de dados e construção de protocolos. É o ponto de partida para integrar IA de forma ética, produtiva e personalizada na sua rotina de pesquisa.
SOBRE O PALESTRANTE
Psicólogo há duas décadas, Eduardo Honorato é doutor em Saúde Pública – Saúde da Criança e da Mulher, com ênfase em Sexualidade, Reprodução, Gênero e Saúde, pela Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ). Especialista em: Saúde da Família (UFSC), Docência Superior (UGF), Produção e Uso de Tecnologias Educacionais (UFSCAR), Epidemiologias e Vigilância em Saúde (Unyleya) Saúde Mental (Unyleya), Cinema e Produção Audiovisual (UNINCOR), especialista em DBT – Dialectical Behavior Therapy (CAAESM). Atualmente cursa especialização em Inteligência Artificial (UFSCAR).
Professor Associado na Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), é também professor e orientador no Programa de Mestrado Profissionalizante em Saúde da Família (Abrasco-Fiocruz). Eduardo é também Psicólogo na Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (SEMSA), onde realiza atendimentos clínicos, há 13 anos.
Exerce as funções de Coordenador do Curso de especialização em Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas; Coordenador do Curso de Especialização em Sexualidade, Gênero e Direitos Humanos e Coordenador do Curso de Especialização em Psicologia da Saúde.
SOBRE O CENTRO DE ESTUDOS
O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.
ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento
Fiocruz Amazônia e Cogic visitam CMA para alinhamento do estado da arte do projeto da nova sede
/em Notícias /por Julio OliveiraA Fiocruz Amazônia e a Coordenação Geral de Infraestrutura dos Campi da Fundação Oswaldo Cruz estiveram, em visita à sede do Comando Militar da Amazônia (CMA), na última segunda-feira, 2/06, com a finalidade de promover um alinhamento de informações atualizadas acerca do andamento do projeto de construção da nova sede da Fiocruz Amazônia, que ficará localizada no bairro São Jorge, Zona Oeste, em terreno doado pelo Exército Brasileiro. A coordenadora-geral de Infraestrutura dos Campi da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Ana Beatriz Cuzzatti, apresentou um panorama do estado da arte da obra, ao novo Comando, representado nas pessoas do Chefe do Estado Maior, general Reinaldo Sótão Calderaro, falando em nome, na oportunidade, do Comandante Militar da Amazônia, General de Exército Ricardo Augusto Ferreira Costa Neves, juntamente com o Comandante do 1º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS), coronel Anderson Xavier Neves.
Acompanhada da diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, a coordenadora geral de Infraestrutura dos Campi, Ana Beatriz Cuzzatti, apresentou detalhes da execução da obra, com destaque para os procedimentos iniciais de isolamento do terreno e o necessário fechamento do perímetro para o início dos trabalhos, a abertura frontal, integração com sistemas de esgotamento sanitário, conclusão do licenciamento e a assinatura de um novo termo aditivo com detalhes técnicos das atividades a serem executadas. De acordo com Ana Beatriz, com o término do processo de licenciamento, será dada autorização para o início da licitação propriamente dita da obra.
A comitiva foi formada ainda pelo vice-diretor de Gestão e Desenvolvimento Institucional da Fiocruz Amazônia, Aldemir Maquiné, o chefe de gabinete da Cogic/Fiocruz, Jorge Pessanha, a chefe de gabinete do ILMD/Fiocruz Amazônia, Helena Coutinho, e a chefe do Serviço de Infraestrutura, Marcela Cidade. Jorge Pessanha destacou a importância desse alinhamento das informações a cada mudança de comando na corporação. “Havíamos feito tratativas com o comandante do CMA anterior e buscamos essa aproximação e alinhamento com o novo comando por entendermos ser de extrema importância trazer informações atuais sobre o projeto e não haver descontinuidade”, afirmou Pessanha.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Regional Norte da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente da Fiocruz desenvolve atividade com alunos abordando questão da presença indígena no contexto urbano
/em Notícias /por Julio OliveiraA Coordenação Regional Norte da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (OBSMA), da Fiocruz, em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), desenvolveu ao longo de dois dias, 14 e 15/05, a oficina Alunos em Ação, na Escola Estadual Marcantônio Vilaça, na Zona Norte de Manaus, com rodas de conversa abordando a questão da presença indígena no contexto urbano. A atividade reuniu mulheres indígenas das etnias amazônicas Mura, Kambeba e Baré, convidadas a falar sobre suas experiências enquanto indígenas inseridas no dia a dia da cidade, e o desafio de romper com o silenciamento e a ideia de afastamento num território que também é deles. Além da roda de conversa, os alunos puderam participar da Dinâmica do Mapas, com a cartografia indígena de Manaus, palestras sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), além de receber orientação sobre participar da Obsma, que este ano entra na sua 13ª edição.
“Na dinâmica, buscamos através do mapa da cidade de Manaus, incentivar os alunos a perceberem a presença indígena na cidade e a relação desses territórios com as localidades em que eles moram. Para isso, utilizamos dois mapas de Manaus e pedimos que eles identifiquem num deles as áreas onde residem e no outro indicamos os aldeamentos urbanos existentes na cidade e quais estão mais próximos”, explica o assistente regional da Obsma, André Santos. Segundo André, a atividade estimula uma reflexão sobre a invisibilização dos povos indígenas e desperta nos alunos o interesse em desenvolver trabalhos voltados à discussão acerca dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, com foco no ODS 18, de promoção da igualdade étnico-racial na sociedade brasileira, em específico nas desigualdades que afetam os povos indígenas e a população negra.
Divididas em dois turnos (matutino e vespertino), durante os dois dias, as atividades conseguiram alcançar os 360 alunos da escola. Fabiano Souza, professor de Sociologia da turma do 3º ano, ressaltou a importância da iniciativa da Fiocruz em parceria com as escolas. “É muito importante inserir nossos alunos de nível médio no mundo da pesquisa, tendo uma instituição de grande porte como a Fiocruz na nossa escola, possibilitando alternativas para os jovens produzirem conhecimento científico é muito válido e interessante. Esperamos que todos os alunos e professores participem da Obsma”, afirmou Fabiano. Em paralelo às dinâmicas, os alunos puderam acompanhar o trabalho dos grafiteiros Biels e Alice Ferreira da Sulva, a Alie, que puderam mostrar sua arte inspirada na cultura hip-hop pintando painéis durante as atividades.
“Apresentamos a Fiocruz e explicamos como funciona a Olimpíada, ao mesmo tempo em que propusemos uma dinâmica como se fosse uma cartografia, em que os alunos, divididos em grupos de cinco por cada vez, têm a possibilidade de localizar no mapa a região onde eles vivem e perceber que a identidade indígena está presente nos mesmos territórios urbanos que o deles, que existem indígenas vivendo nos bairros, nas aldeias urbanas e que a cidade também é um espaço de disputa e afirmação da identidade indígena”, comentou o bolsista da Regional Norte da Obsma, Gabriel Lopes.
A roda de conversa sobre o tema “O Indígena em contexto urbano” contou com a participação das indígenas Shirley Tomas Baré, promotora de eventos, fotógrafa e comunicadora indígena; Ana Pinheiro Mura, estudante de História da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e pesquisadora na área indígena; Alyane Munduruku e Eloá Silva, ambas estudantes de História da UFAM e pesquisadores de políticas indígenas e indigenistas, e o pesquisador indigenista da Fiocruz Amazônia Sully Sampaio.
André Santos explica que a intenção em fazer uma dinâmica com esse tema foi também estimular o debate acerca do tema da igualdade étnico racial como estímulo à participação na Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente. “A ideia de proporcionarmos esse diálogo com estudantes e pesquisadoras indígenas foi fazer com que percebam a presença indígena na cidade e a relação dos territórios indígenas urbanos, já que, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 40% da população indígena do Amazonas hoje vive na cidade de Manaus, daí a iniciativa da dinâmica dos mapas e o diálogo dos alunos com as ativistas do movimento indígena”, reforça o assistente.
COMPARTILHAMENTO DE SABERES
Shirley Baré, ativista do movimento indígena, destacou a importância do compartilhamento de saberes com os jovens. “Espero que a Fiocruz continue com essa iniciativa voltada para a transmissão do conhecimento indígena para os jovens. Estamos aqui nessa atividade para falar do movimento indígena porque é um assunto importante para ser tratado nas escolas não somente no dia 19 de abril. Que continuem com essa iniciativa com outras turmas e instituições de ensino”, salientou.
A universitária Eloá Silva, que integra o Grupo de Pesquisa de História Indígena e Indigenista, do curso de História da UFAM, viu na iniciativa da dinâmica uma oportunidade efetiva de aproximação dos jovens alunos com as experiências, inclusive de iniciação científica, ligadas ao tema. “A roda de conversa é um ambiente propício, onde a gente produz ciência, dialoga, extrai dúvidas, se apresenta, se diverte, interage numa dinâmica de ensino/aprendizagem por meio da qual também aprendi muito ao longo da minha trajetória”, pontuou Eloá, cujo foco de pesquisa é a trajetória política e a organização social do povo Kambeba, em Manaus, acompanhando suas lutas e sua inserção na sociedade em busca do resgate dos seus traços étnicos.
Entusiasmados, muitos alunos aproveitaram a atividade para tirar dúvidas e interagir com os convidados. Lucas Andrade da Silva, 16, que está na turma do 1º ano 01, diz ter se identificado com o projeto da Obsma. “Gostei muito da Olimpíada e, para mim, vai ser uma das oportunidades que serão boas para minha vida e de algumas outras pessoas que se identificaram junto conosco”, comemorou. Maria Eduarda Deus De Lima, 17, estudante do 3º ano, agradeceu pela visita e destacou o conhecimento adquirido durante a palestra sobre os ODS. “Gostei muito de conhecer a Obsma, um projeto que incentiva os jovens a criarem metas para construir uma sociedade melhor, principalmente para nós que estamos passando da juventude para a fase adulta”, afirmou.
Para a gestora da Escola Marcantônio Vilaça, Lidiane de Oliveira Lozana, a atividade Alunos em Ação chegou na hora certa. “Estamos desenvolvendo trabalhos sobre os ODS e acredito que todo aprendizado desses dois dias será muito importante para que os alunos possam continuar estimulados a cuidar do ambiente não só da escola como da comunidade em que estão inseridos, e desenvolver seus projetos para participar da olimpíada”, frisou. A atividade contou com o apoio dos professor-doutor Raimundo Nonato Pereira da Silva, do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da UFAM e Israel Santos da Costa, jovem indígena da etnia Saterê Mawé, que atua como liderança juvenil, participando de ativamente de organizações como Wayama, Makira’eta e Rede de Juventude Saterê Mawé. É estudante do 3º ano do Ensino Médio, do turno vespertino. Ao final da dinâmica, os alunos participaram do momento Mãos na Massa, onde anotam nos post-its e colam em cartolinas ideias e propostas para a Obsma a partir do que foi apresentado e discutido.
ETNIAS AMAZÔNICAS
Mura, Munduruku, Kambeba e Baré são três grupos indígenas distintos presentes na região amazônica brasileira, com características próprias e histórias distintas. Os Mura são originários do baixo Amazonas e suas áreas de influência, os Kambeba (também conhecidos como Omágua) são um grupo que se dispersou e parcialmente se incorporou à população não-indígena, e os Baré pertencem à família linguística Aruak, sendo notáveis por sua língua franca, o Nheengatu. São povos com suas próprias culturas, tradições e línguas, e que historicamente têm sido alvo de disputa por terras e recursos naturais.
PRÓXIMA PARADA: PARÁ
A coordenadora da Regional Norte da Obsma, Rita Bacuri, esteve presente à atividade na quinta-feira, 15/08, e informou que pretende intensificar a realização de oficinas pedagógicas e a atividade Alunos em Ação, nos estados que integram a coordenação Regional Norte da Olimpíada. “Já estamos em articulação com o Estado do Pará. A ideia é realizarmos a atividade Alunos em Ação e a Oficina Pedagógica, voltada para os professores, no próximo mês de agosto”, assegurou. A equipe olímpica da Regional Norte já realizou outras duas atividades Alunos em Ação, nas escolas estaduais Professor Antenor Sarmento e Professora Ruth Prestes Gonçalves.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
22ª Reunião Anual de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia destacará “Desafios para os Novos Cientistas”
/em Notícias /por Carlos GomesEntre os dias 10 e 13/6, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizará a 22ª Reunião Anual de Iniciação Científica (Raic), no âmbito do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIC) da Fiocruz Amazônia, com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A abertura do evento acontece na terça-feira, 10/6, às 8h, no Salão Canoas, auditório da Instituição.
A Raic é um evento que acontece anualmente em todas as unidades da Fiocruz. Durante a reunião, os bolsistas do PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia apresentam os resultados dos projetos desenvolvidos no período de vigência do Programa, por meio da exposição e discussão de seus trabalhos, para avaliação dos projetos e intercâmbio de experiências entre estudantes, pesquisadores e demais profissionais.
Para o coordenador do Programa no ILMD/ Fiocruz Amazônia, Yury Chaves, o evento representa uma vitrine, que possibilita mostrar as pesquisas desenvolvidas por estes jovens pesquisadores, no âmbito institucional. “A expectativa que a coordenação tem hoje é de termos apresentações de trabalhos com alto nível de relevância, dentro do contexto amazônico, mostrando todo o potencial que a pesquisa da Fiocruz Amazônia vem desenvolvendo, com esses alunos de iniciação científica”, explica.
Confira AQUI a programação.
Essa experiência reforça a importância da iniciação científica na construção do conhecimento e incentiva os jovens pesquisadores a prosseguirem nas carreiras acadêmicas. Durante os quatro dias de Raic, serão apresentados 47 trabalhos de graduandos de diferentes Instituições de Ensino de Manaus, divididos nas seguintes sessões temáticas: Microbiologia, Bioquímica, Biotecnologia e Bioprospecção, Parasitologia e Imunologia, Entomologia, Saúde Coletiva e Epidemiologia.
Dentro da programação, também será realizada a III Jornada de Iniciação Científica do Programa de Vocação Científica (PROVOC). Nesta edição, os alunos e ex-alunos de iniciação científica que se destacaram Isabele Rodrigues Praxedes, Kamila Pereira de Araujo e Peterson Carvalhal Sousa atuarão como avaliadores dos trabalhos na modalidade PROVOC Avançado. Essa iniciativa reforça o compromisso do programa com a valorização e o reconhecimento dos nossos jovens talentos, destacando o papel essencial dos alunos de iniciação científica como futuros pesquisadores
PAINEL DE ABERTURA
Com o tema “Iniciação Científica na Amazônia: Desafios para os Novos Cientistas”, a palestra de abertura será apresentada pela Professora e Doutora Kátia Luz Torres Silva, Diretora de Ensino e pesquisa da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas (FCECON). O objetivo é promover uma reflexão sobre os caminhos da formação científica em um território de enormes riquezas biológicas e sociais, mas também de profundas desigualdades estruturais.
Na oportunidade, Kátia trará relatos inspiradores de sua atuação como docente, coordenadora de projetos estratégicos e articuladora de redes de pesquisa no Amazonas, além de sua experiência em gestão acadêmica e científica na Fundação CECON e no Conselho Superior da FAPEAM. Serão discutidos os desafios enfrentados por jovens pesquisadores na região – desde o acesso a financiamento, infraestrutura e orientação qualificada, até as exigências de atuação ética, interdisciplinar e voltada para problemas de saúde pública e ambientais locais.
A palestra convidará estudantes e bolsistas a refletirem sobre o papel transformador da iniciação científica, especialmente quando enraizada nas especificidades da Amazônia, e os incentivará a assumir a ciência como instrumento de compromisso social, inovação e resistência.
Kátia é Doutora em Doenças Infecciosas e Parasitárias pela Faculdade de Medicina da (USP-SP), Mestra em Biologia Parasitária pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Especialista em epidemiologia pela Fiocruz, Graduada em Farmácia e habilitação em análises clínicas pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM).
Desde 2011 é Diretora de ensino e pesquisa da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas (CECON) e membro do Comitê de ética em Pesquisa em seres Humanos da Fundação CECON. É docente do programa de pós-graduação em Imunologia básica e aplicada da Universidade Federal do Amazonas. Tem experiência na área de Bioquímica, com ênfase em Biologia Molecular, atuando principalmente nos seguintes temas: tecnologia molecular, epidemiologia molecular do HPV, oncogênese, rastreio do câncer de colo de útero, câncer de pênis, câncer de cavidade oral e orofaringe.
Desde 2019 é membro do Conselho Superior da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas – FAPEAM. É coordenadora de projetos financiados pela FAPEAM: Rede genômica de vigilância em saúde: Otimização da assistência e pesquisa no Estado do Amazonas (PRO-ESTADO), PPSUS, UNIVERSAL, PAIC. É também investigadora local do estudo internacional MARCO (Manejo do risco do câncer de colo de útero: Avaliação de novas estratégias de rastreio.
SOBRE O PIC
O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação; contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa e inovação tecnológica nos Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado para a melhoria das condições sociossanitárias na Amazônia; estimular pesquisadores produtivos a envolverem estudantes de graduação em suas atividades científicas, tecnológicas e profissionais; e proporcionar ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimular o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados ou alvo da pesquisa.
PREMIAÇÃO
Os projetos que se destacarem durante a 22ª Raic, recebem premiação, sendo um em cada categoria. A premiação destaca anualmente projetos desenvolvidos por estudantes que integram o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIC) da Fiocruz Amazônia. Os bolsistas são avaliados por relatórios submetidos a uma banca de especialistas de diversas instituições do Estado e nacionais, de acordo com a temática.
ILMD / Fiocruz Amazônia, Por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento
Delegação da Fiocruz Amazônia embarca para 2° Jornada Nacional de Iniciação Científica da Rede Provoc
/em Notícias /por Carlos GomesA delegação do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), composta por 22 estudantes de ensino médio, da Rede Estadual de Ensino, bolsistas do programa, embarcou nesta segunda-feira, 19/05, no saguão do Aeroporto Internacional de Manaus – Eduardo Gomes, rumo ao Rio de Janeiro (RJ), onde participarão da 2° Jornada Nacional de Iniciação Científica da Rede Provoc – Luiz Fernando da Rocha Ferreira da Silva. O evento teve início nesta terça-feira, 20/05, na Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz).
Emocionada, a coordenadora do Provoc na Fiocruz Amazônia, Ormezinda Fernandes, chefe do Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS), destacou a relevância do momento para a Instituição. “Mais uma vez a Fiocruz firma esse compromisso de formação, de qualificação dos nossos jovens, iniciando com esse programa de vocação científica, que já existe há 30 anos e cada vez mais vem se fortalecendo. Em 125 anos de Fiocruz, a jornada do Provoc da inicio a essa comemoração, reafirmando esse compromisso que a nossa instituição tem com a formação do cidadão, de novos pesquisadores, mostrando para esses o quanto é importante a pesquisa, despertando desde muito cedo a curiosidade pelo conhecimento”, explica.
A 2ª Jornada Nacional de Iniciação Científica da Rede Provoc da Fiocruz acontece em Manguinhos, no Rio de Janeiro, com a participação de estudantes de 30 escolas de 10 estados. O evento visa promover a iniciação científica no ensino médio, debater políticas públicas para a juventude e celebrar o protagonismo juvenil na ciência.
Para a pesquisadora Anízia Neta, vice-coordenadora do Programa no ILMD/Fiocruz Amazônia, a delegação que participará do evento, representa ainda um salto não só na quantidade de participantes, mas também no amadurecimento dos projetos. “No ano passado tivemos a primeira jornada e levamos 16 alunos, e este ano estamos levando 22 alunos, então o Provoc crescer na Fiocruz Amazônia, no sentido de que se fortaleceu mais. Os trabalhos agora estão mais amadurecidos, os alunos estão se inserindo cada vez mais profundamente nos projetos”.
Gustavo Reis, participante da etapa avançada do Programa, destaca a importância do aprendizado adquirido ao longo do processo. É muito gratificante para mim estar participando pela segunda vez dessa experiência, e principalmente pela oportunidade de apresentar meu projeto em outro Estado. Meu projeto já está finalizado, hoje tenho outra mentalidade, resultados mais consistentes. Chegar lá, seguro do que vou fazer, mostrar meu conhecimento para outras pessoas, e passar isso adiante, me deixa muito realizado”, explica.
Pedro Afonso, aluno do programa, vai ao Rio de Janeiro pela primeira vez, e fala sobre suas expectativas. Tô com uma expectativa bem alta para apresentar meu trabalho no Rio de Janeiro. É minha primeira vez, confesso que estou um pouco nervoso. É algo novo, eu espero que dê tudo certo. Hoje tenho mais confiança de falar sobre meu trabalho, afinal de contas, já são dois anos aprendendo sobre a área da entomologia, fazendo parte do Provoc.
SOBRE A JORNADA
A 2ª Jornada Nacional de Iniciação Científica da Rede Provoc reúne autoridades, especialistas e cerca de 250 estudantes de todo o Brasil. O evento destaca o compromisso da Fiocruz com a difusão do conhecimento científico e tecnológico, atuando também como agente de cidadania, e tem como objetivo debater políticas públicas para a juventude e promover a iniciação científica no ensino médio.
Este é o segundo ano que a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV) da Fiocruz reúne jovens de diversas regiões do país para um intercâmbio científico e cultural por meio da Rede Provoc
Além de ser reconhecido na comunidade científica e entre educadores como referência, há mais de 10 anos o Provoc é uma marca registrada da Fiocruz.
SOBRE O PROVOC
Criado em 1986, o Programa de Vocação Científica (Provoc) é um projeto pioneiro da Fiocruz que tem como objetivo de iniciar estudantes do ensino médio ao mundo da pesquisa científica. A ação, que começou na EPSJV/Fiocruz, se expandiu em 2022, formando a Rede Provoc Luiz Fernando da Rocha Ferreira da Silva, que agora abrange nove unidades fora do Rio de Janeiro.
A Rede é composta por estudantes de diversas regiões do Brasil, que inclui os estados do Amazonas, Bahia, Brasília, Ceará, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e Rondônia. O programa é reconhecido por oportunizar jovens a vivenciar o cotidiano de trabalho de pesquisadores, especialmente nas áreas de saúde.
ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.
Fotos: Eduardo Gomes