COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD
ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia
O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.
A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.
Fiocruz define corredores de tecnologias sociais como um dos marcos da COP 30 e legado da Amazônia para o Mundo
/em Notícias /por Julio OliveiraA Fundação Oswaldo Cruz, por meio da Vice-Presidência de Ambiente, Atenção e Promoção à Saúde (VPAAPS) e o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), reuniu diversas instituições, em Manaus, no último mês de maio, para definir os Corredores de Tecnologias Sociais em Saúde – conjunto de estratégias de Atenção Básica oferecidas na região – como um dos marcos da Amazônia a serem apresentados na COP 30, em novembro, na cidade de Belém, entre outras propostas para enfrentamento dos desafios decorrentes das mudanças climáticas na região. De acordo com o pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Rodrigo Tobias, as Tecnologias Sociais (TS) emergem como respostas inovadoras e integradas – desenvolvidas de forma colaborativa entre comunidades tradicionais, pesquisadores, e instituições governamentais e não governamentais – para enfrentar problemas estruturais de sustentabilidade, inclusão social e justiça climática.
Entre as Tecnologias Sociais existentes, estão as Unidades Básicas de Saúde Fluviais (UBSF), diretamente relacionadas ao cuidado em saúde nas áreas ribeirinhas. “A Amazônia, maior sociobiodiversidade mundial, é um ecossistema vital que congrega uma multiplicidade de culturas, saberes e práticas ancestrais. Nesse vasto território, enfrentamos desafios decorrentes do desmatamento, da degradação ambiental e das pressões socioeconômicas que ameaçam tanto o equilíbrio ecológico quanto a identidade dos povos que ali vivem”, observa o pesquisador, destacando, nesse cenário, as Tecnologias Sociais (TS) das UBSF como um arranjo tecno-assistencial que produz tecnologias relacionais de cuidado em saúde nas áreas ribeirinhas.
Além dos Corredores de Tecnologias Sociais, de Manaus/Santarém/Belém, a Fiocruz apresentará também o Centro de Pesquisa em Saúde e Clima, a ser instalado na sede da Fiocruz Rondônia, em Porto Velho, e o Centro de Síntese em Saúde para Mudança do Clima, Biodiversidade e Poluição, no Rio de Janeiro, que funcionará como um elo entre a produção científica e a formulação de políticas públicas brasileiras, com inovações metodológicas, reforçando a resposta brasileira frente à crise ambiental e seus impactos na saúde pública.
ATIVO ESTRATÉGICO
De acordo com Rodrigo Tobias, a iniciativa de criação do corredor de tecnologias sociais em saúde busca, primeiramente, reconhecer e valorizar as práticas inovadoras que já estão em curso na região, transformando o conhecimento local em um ativo estratégico para a construção de um futuro sustentável. “O Corredor(rios) visa estabelecer uma ponte entre as realidades locais e as demandas globais, promovendo a integração das TS na agenda da COP 30 e conectando-as aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e à justiça climática”, explica Tobias, citando essa articulação como fundamental para que políticas públicas passem a contemplar as especificidades e os desafios da Amazônia.
“O termo Corredor(rios), inserido nesta proposta, faz justiça a metáfora dos rios e que requer deflexão dos sentidos e tentativa de constituir sentido e significado dos rios como fluxo/movimento, caminho/viagem, correnteza/adaptação, integração/conexão, ritmo e ciclo natural como condição de revelar as tecnologias sociais em diversos lugares da Amazônia. O termo transmite a ideia de movimento constante, dinamismo e transição. Essa metáfora reforça o conceito de que as Tecnologias Sociais são processos em constante evolução e circulação, capazes de transformar realidades por meio do fluxo de conhecimentos e práticas do interesse público e da COP 30”, esclarece o pesquisador.
ENTRELAÇAMENTO
Para o coordenador de Saúde e Ambiente da VPAAPPS, Guilherme Franco Neto, presente ao encontro em Manaus, a estratégia marca a consolidação do enlace entre o trabalho realizado no Delta do Tapajós, pela ONG Saúde e Alegria e a Fiocruz. “Esse momento tem um significado importante porque começamos a fazer os enlaces em torno das relações do trabalho no Delta do Tapajós, o que gerou uma oficina de trabalho que realizamos aqui, na Fiocruz Amazônia, em maio de 2024, como um primeiro momento de um contato mais orgânico da Vice-Presidência com todos os pesquisadores e a direção do instituto e, obviamente, nossa relação com o Projeto Saúde e Alegria”, explica Guilherme, ressaltando a importância do Projeto Diagnóstico Situacional das UBS Fluviais na Amazônia e Pantanal, desenvolvido pela Fiocruz, com apoio do Ministério da Saúde, um resultado desse entrelaçamento.
“Estamos hoje fazendo um balanço de como se encontra o diagnóstico das UBS Fluviais na Amazônia como um todo e vamos entrar numa segunda fase do projeto a partir do reconhecimento do Ministério da Saúde do nosso trabalho e da formalização de uma cooperação com a Fiocruz. Além da implementação da 2ª fase do projeto, estamos fazendo também um debate importante envolvendo o terceiro setor, no contexto da COP 30, para que construamos um caminho virtuoso para expressar as tecnologias sociais que têm relação estreita entre clima e saúde, tanto para a COP 30 quanto para a Cúpula da Terra”, afirmou o coordenador de Saúde e Ambiente da VPAAPS.
Rodrigo Tobias, coordenador geral da 2ª fase do projeto Diagnóstico Situacional das UBS Fluviais, explica que a intenção é fazer do corredor de tecnologias sociais uma vitrine de experiências exitosas e espaço de diálogo e aprendizado coletivo, capaz de impulsionar a transformação socioambiental e influenciar decisões em âmbito global durante a COP 30. “São pilares da estrutura das tecnologias sociais na Amazônia a justiça social, conhecimento tradicional, sustentabilidade ambiental e colaboração comunitária”, reforça Tobias. Segundo ele, a proposta será realizar eventos com essa temática seguindo o fluxo dos rios até a COP 30, em Belém. “Tal expedição de levantamento de tecnologias sociais pelos rios amazônicos visa proporcionar a integração das práticas, projetos locais e visibilidade para iniciativas comunitárias de forma a inspirar políticas públicas e oferecer soluções concretas para os desaio globais no território amazônico”, confirma Tobias.
Presente ao encontro, o presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Rômulo Paes de Souza, aprovou a iniciativa e ressaltou que a estratégia integra a Amazônia ao conhecimento global sobre como lidar com os desafios do planeta. “A Abrasco visita Manaus para se integrar nessa iniciativa da Fiocruz e de outras instituições que têm uma participação efetiva na produção de ciência na Amazônia e, também, fora. A Amazônia tem seus próprios desafios, mas também tem um ensinamento muito grande a oferecer para todas as gerações que estão vivendo esses grandes momentos de desafios climáticos, sociais e políticos. Recuperemos isso a partir dessa tradição das expedições e conhecimento construídos através do caminho das águas. A Abrasco deseja participar dessa iniciativa”, destacou.
O médico sanitarista Eugênio Scannavino Netto, um dos fundadores da ONG Projeto Saúde e Alegria, de Santarém (PA), responsável pela implementação do modelo de atendimento itinerante em saúde que originou a Estratégia de Saúde Fluvial, que financia hoje o funcionamento das UBS Fluviais, ressaltou a importância das tecnologias sociais na Amazônia como marco da COP 30. “Estamos aqui no sentido de pensar corredores de tecnologias sociais na Amazônia. Sabemos que existem muitas propostas, muitas tecnologias fragmentadas, e que, se aplicadas em larga escala, poderiam ser adotadas como soluções não só para a Amazônia. A intenção é trazer à discussão, fazer um corredor onde as pessoas possam visitar soluções práticas”, observou. A pesquisa Diagnóstico Situacional das UBS Fluviais na Amazônia e Pantanal é desenvolvida pelos parceiros ONG Projeto Saúde e Alegria, Universidade Federal do Pará (UFPA) e Instituto de Estudos Para Políticas de Saúde (IEPS). O encontro contou também com a presença de representante do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA).
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Fiocruz Amazônia avança nas pesquisas para desenvolvimento de testes para detecção do vírus H5N1 causador da gripe aviária
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio do Laboratório de Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas na Amazônia (DCDIA), vem trabalhando nas pesquisas para o desenvolvimento de testes destinados à detecção do vírus H5N1, causador da gripe aviária, utilizando abordagens moleculares e imunológicas. O estudo, financiado pelo CNPq pela Chamada CNPQ/MCTI Nºi 17/2023 – Pesquisas para Enfrentamento da Gripe Aviária H5N1 – já se encontra em fase de testes, inicialmente com genes sintéticos e extrações de isolados de cultura, visando a padronização do ensaio.
“Buscamos deixar o ensaio pronto para padronização com amostras reais, a ser realizada em laboratórios com o nível de segurança biológica apropriado, caso venha a se tornar necessário”, explica o pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Luis André Morais Mariúba, membro do grupo DCDIA e coordenador do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da unidade. Ele explica a importância do avanço das pesquisas nessa área, citando o risco cada vez maior de surgimento de emergências sanitárias mundiais a partir dos surtos já registrados da gripe aviária em várias partes do mundo, incluindo o Brasil, onde foram relatados casos em aves.
“A situação já preocupa as autoridades sanitárias de diversos países e o momento atual é de monitoramento e controle da doença. A proposta é de que os testes sejam utilizados por agentes de saúde durante emergências sanitárias”, afirma Maríúba. Segundo ele, os novos testes podem chegar a um tempo de espera pelo resultado inferior a 20 minutos. O pesquisador salienta que as pesquisas poderão avançar ainda mais. “Os ensaios até o momento já realizados são promissores, já estamos programando novos testes em colaboração com a Universidade de São Paulo (junto à Profa. Dra. Helena Laje) e do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), junto ao Prof. Dr. Felipe Naveca). Participam deste estudo alunos do Programa de Pós-graduação em Biologia da Interação Patógeno-hospedeiro, mestrandas Alice Alencar e Darleide Braga, Dra. Juliane Glória (ILMD-FIOCRUZ) e empresa EZscience”, observou.
RESUMO
O projeto de pesquisa visa o desenvolvimento de insumos para o diagnóstico de H5N1 utilizando anticorpos de galinha e ensaios moleculares. “A equipe do laboratório trabalha em três frentes: produção de anticorpos extraídos de gemas de ovos de galinha (IgY); produção de anticorpos recombinantes scFv de origem galinácea; desenvolvimento de teste molecular rápido com detecção em fita com anticorpos scFv de origem galinácea”, afirma Mariúba. Segundo o pesquisador, os anticorpos IgY foram produzidos com sucesso utilizando peptídeos baseados no antígeno H5. “Iniciamos os ensaios em fitas imunocromatográficas; os anticorpos scfv foram desenvolvidos contra os antígenos H5 e N1, e estão atualmente em análise quanto a sua especificidade à estes antígenos; os ensaios moleculares rápidos foram padronizados com sucesso, sondas específicas para a detecção do gene H5 foram desenvolvidas. Novas sondas também serão testadas, assim como buscaremos desenvolver fitas de origem nacional”, enumera.
Mariúba afirma que, em todas as frentes de trabalho (1, 2 e 3), são aguardados padrões a serem enviados por instituto internacional parceiro para melhor verificação da sensibilidade e especificidade dos insumos produzidos. Com contribuição dos resultados do projeto para o enfrentamento da H5N1, ele considera que, para uso imediato, é possível testar em campo o ensaio molecular rápido, por enquanto, utilizando as fitas imunocromatográficas internacionais. “Estes ensaios permitem a detecção do vírus entre 15 e 20 minutos. A aplicação deste em amostras frescas poderá ser de grande contribuição para o enfrentamento atual da doença em granjas”, observa.
SOBRE O NIT-ILMD
Implantado em 2007, o Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), tem como objetivo prospectar projetos de pesquisa para identificação de tecnologias e produtos que possam ser patenteados, assim como intermediar o contato entre pesquisadores, tecnologistas e a Coordenação de Gestão Tecnológica (Gestec/Fiocruz) para elaboração de pedidos para depósito de patentes e acompanhamento do processamento das negociações, desde o depósito até a manutenção das patentes.
O Sistema Fiocruz de Gestão Tecnológica e Inovação foi criado em 2006 com a missão de promover a inovação em saúde, por meio da gestão da Propriedade Intelectual e da Transferência de Tecnologia, de forma integrada e articulada com as Unidades da Fiocruz. Através de sua atuação, tornou-se referência na gestão de Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia no Brasil.
O NIT/ILMD está ligado à diretoria e atua diretamente com os pesquisadores da Unidade, fornecendo-lhes orientações acerca de assuntos relacionados à propriedade intelectual e inovação em consonância com as políticas de gestão da inovação da Fiocruz e com o Programa de Inovação Tecnológica do ILMD/Fiocruz Amazônia.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
22ª RAIC da Fiocruz Amazônia premia trabalhos de alunos de Iniciação Científica
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) encerrou a 22ª Reunião de Iniciação Científica (RAIC) premiando trabalhos que foram destaque na mostra que reuniu alunos bolsistas do Programa de Iniciação Científica (PIC), da Fiocruz Amazônia, que durante três dias apresentaram os resultados dos projetos desenvolvidos no período de vigência do Programa, por meio da exposição e discussão de seus trabalhos, que foram avaliados por uma banca formada por especialistas de diferentes instituições para avaliação dos projetos e intercâmbio de experiências entre estudantes, pesquisadores e demais profissionais. No total, foram premiados oito trabalhos, do total de 47 participantes, sendo um concedido pelo Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) e os demais pela RAIC.
O Prêmio Projeto Inovador foi para a aluna Raimunda Bianka da Silva Batalha, que teve como orientadora a pesquisadora em Saúde Pública Juliane Corrêa Glória, pós-doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação). O título do projeto é Padronização de Seleção de Clones de Anticorpos Recombinantes scFv Direcionados ao Diagnóstico da Malária. A aluna recebeu o certificado das mãos do pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz, Luis André Maríuba
Os demais premiados como destaques foram: na categoria Entomologia, a aluna Manuela Araújo de Melo Gouveia, com o Projeto Estudos integrativos de Leptoconops sp (Diptera: Ceratopogonidae) de diferentes regiões da Amazônia Brasileira, tendo como orientadora a bióloga-doutora em Biodiversidade e Saúde, Emanuelle de Souza Farias, integrante do grupo de pesquisa do Laboratório de Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA) da Fiocruz Amazônia.
Na categoria Microbiologia, a ganhadora foi a aluna Wendy Lara Ferreira Lima, com o Projeto Avaliação da susceptibilidade de isolados humanos e animais de Sporothrix brasiliense à antifungicos azólicos e anfotericina B, com orientação da pesquisadora-doutora Marla Jalene Alves. Na área de Bioquímica, o reconhecimento foi para o projeto da aluna Giovanna Melo Marques, intitulado Projeto Integração das ciências ômicas para o rastreio de lesões pré-cancerígenas: uma estratégia para discriminar as lesões de alto grau do câncer de colo de útero, orientado pela pesquisadora em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Priscila Ferreira de Aquino
Em Biotecnologia e Bioprospecção, a aluna Manuelle Cavalcante do Nascimento levou o prêmio de destaque, com o Projeto Avaliação de atividade antibacteriana e citotóxica de nanopartícula (Np’s) de molibdato de prata (Ag2MoO4), tendo como orientadora a pesquisadora em Saúde Pública Stefanie Costa Pinto Lopes, diretora da Fiocruz Amazônia. Na categoria Imunologia e Parasitologia, ganhou a aluna Isabele Rodrigues Praxedes, orientanda do pesquisador Yury Oliveira Chaves, coordenador do Programa de Iniciação Científica do ILMD/Fiocruz Amazônia, com o Projeto Impacto da disfunção mineral óssea na exaustão celular de linfócitos T em pessoas vivendo com HIV/AIDS sob tratamento antirretroviral.
Na categoria Saúde Coletiva, a aluna Emilly Vitória Vieira dos Santos, também com orientação do pesquisador Yury Oliveira Chaves, ganhou destaque com o Projeto Análise do suporte Social e a relação com distúrbios neurocognitivos associados ao HIV no Amazonas. Em Epidemiologia, venceu a aluna Ana Grazieli Pinheiro de Lima, com orientação do professor-doutor em Ciências Antonio Alcirley da Silva Balieiro, com o Projeto Análise de sobrevivência de indivíduos com dengue grave no Brasil no período de 2023 a 2024
A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, enalteceu o papel do Programa de Iniciação Científica (PIC), que entra na sua 22ª edição este ano, como importante incentivador na formação de jovens cientistas no Amazonas. “Temos certeza de que fizemos certo, por causa da força do coletivo. Temos aqui todas as gerações, alunos, docentes, pesquisadores, avaliadores, todos juntos para fazer Ciência. São olhares e propósitos diferentes, mas todos unidos em torno de um só objetivo: fazer Ciência de qualidade. Sintam-se premiados e que tenham carreiras de sucesso”, desejou Stefanie, elogiando o trabalho da coordenação do PIC, que inovou no formato da edição deste ano, com a inclusão da Jornada do Programa de Vocação Científica (Provoc), permitindo um intercâmbio e troca de saberes entre as turmas dos alunos do Ensino Médio e da Iniciação Científica propriamente dita.
Nesta edição, os alunos e ex-alunos de iniciação científica que se destacaram Isabele Rodrigues Praxedes, Kamila Pereira de Araujo e Peterson Carvalhal Sousa atuarão como avaliadores dos trabalhos na modalidade PROVOC Avançado. Essa iniciativa reforça o compromisso do programa com a valorização e o reconhecimento dos nossos jovens talentos, destacando o papel essencial dos alunos de iniciação científica como futuros pesquisadores
SOBRE A RAIC
A Raic é um evento que acontece anualmente em todas as unidades da Fiocruz. Durante a reunião, os bolsistas do PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia apresentam os resultados dos projetos desenvolvidos no período de vigência do Programa, por meio da exposição e discussão de seus trabalhos, para avaliação dos projetos e intercâmbio de experiências entre estudantes, pesquisadores e demais profissionais.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
PPGVIDA e DASPAM tem docentes selecionados para o 1º Curso de Fortalecimento da Pós-Graduação em Saúde Coletiva na Fiocruz Brasília
/em Notícias /por Julio OliveiraDocentes dos cursos do Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) e Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM), oferecidos respectivamente pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e em associação com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), estarão participando do 1º Curso de Fortalecimento da Pós-Graduação em Saúde Coletiva Brasileira, promovido pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) entre os dias 28/07 e 1º de agosto, na sede da Fiocruz Brasília, com carga horária de 40 horas.
Os professores-doutores Antonio Arciley Balieiro e Tiótrefes Gomes Fernandes estão entre os 45 representantes de Programas de Pós-Graduação em Saúde Coletiva das cinco regiões do País selecionados para a formação, liderada pela Diretoria da Abrasco, juntamente com os representantes da área de Saúde Coletiva na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), do Ministério da Educação. O objetivo é contribuir para o desenvolvimento e a qualificação dos programas de pós-graduação em Saúde Coletiva, promovendo a troca de experiências, a articulação entre instituições e o fortalecimento da área como campo acadêmico e político.
A Abrasco divulgou no último dia 10/06 o resultado da seleção de participantes. Como previsto no edital, a formação priorizou programas que estão em acompanhamento (A) ou que obtiveram conceitos 3 e 4 na última Avaliação Quadrienal da CAPES. A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Abrasco, a Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde (SEGETS/MS) e a Diretoria de Avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (DAV/CAPES). As atividades serão realizadas presencialmente, na sede da Fiocruz Brasília. O curso resultou da Chamada Pública Nº 02/2025.
Antonio Balieiro possui graduação em Estatística pela Universidade Federal do Amazonas (2004), mestrado em Estatística Aplicada e Biometria pela Universidade Federal de Viçosa (2008) e Doutorado em Ciências pelo Programa de Biologia Parasitária no Instituto Oswaldo Cruz – IOC/Fiocruz (2021). Atualmente é servidor público do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), com o cargo de tecnologista em Saúde Pública atuando na área de estatística. Têm experiência na área de estatística aplicada, com ênfase em técnicas de estatística espacial, ensaios clínicos, métodos linkage e Bioestatística. Tem interesse em modelos matemáticos e estatísticos aplicados em malária vivax, data science, inferência bayesiana, misturas de distribuição, modelagem de inflação de zeros, modelos mistos e análises de sobrevivência.
Tiótrefis Gomes Fernandes é graduado em Fisioterapia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. È Doutor em Ciências Médicas pela USP. Docente da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), com experiência em ensino, pesquisa, extensão e gestão. Atualmente leciona e orienta nos cursos de: Graduação em Fisioterapia (FEFF-Ufam); Mestrado em Ciências do Movimento Humano (PPGCiMH, FEFF-Ufam), Mestrado em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA, Fiocruz), e Doutorado em Saúde Pública na Amazônia – Daspam (associação entre Fiocruz, Ufam e UEA). Principais áreas de estudo e atuação: epidemiologia em saúde de populações amazônicas, epidemiologia de doenças crônicas e fisioterapia na saúde coletiva.
O vice-diretor de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz Amazônia, Cláudio Peixoto, avalia como positiva a oportunidade obtida pelos docentes dos programas de pós-graduação da Fiocruz Amazônia. “Esta participação representa um passo importante para nossos programas de pós-graduação. A formação oferecida pela Abrasco proporcionará aos nossos docentes ferramentas para o aprimoramento contínuo dos programas PPGVIDA e DASPAM. Ter representantes da Fiocruz Amazônia entre os 45 selecionados de todo o país reforça nosso compromisso com a excelência acadêmica e a relevância das pesquisas em Saúde Coletiva na região. Certamente, a troca de experiências com outros programas nacionais contribuirá para o fortalecimento de nossa pós-graduação e para a consolidação da Saúde Coletiva na Amazônia. Parabenizamos os docentes Antonio Balieiro e Tiótrefis Fernandes, e o trabalho de docentes, coordenadores e de toda nossa equipe acadêmica”, destacou o vice-diretor.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Divulgado resultado da análise dos pedidos de isenção da taxa de inscrição ao processo seletivo do Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), instituições associadas que compõem o curso de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia, divulgam o resultado da análise dos pedidos de isenção de pagamento da taxa de inscrição para concorrer ao Processo Seletivo da Chamada Pública N.º 004/2025. O prazo para inscrições ao processo seletivo será de 16/06 a 7/07/2025.
Confira AQUI o resultado da análise
O prazo para matrículas será de 18 a 22/08/2025. O início das atividades acadêmicas acontece em setembro deste ano. Para esta Chamada Pública estão sendo oferecidas até 26 vagas, para ingresso a partir de setembro de 2025. O curso terá sede em Manaus – AM. Poderão participar do processo de seleção candidatos portadores de diploma de graduação de duração plena, devidamente reconhecido pelo MEC e de diploma de Mestre em Saúde Coletiva ou áreas afins. O curso será ministrado em regime integral, com duração mínima de 24 meses e máxima de 48 meses, incluindo a realização da defesa de tese.
O processo seletivo para admissão ao Curso de Doutorado será composto de 3 (três) etapas: 1ª Etapa – Homologação das inscrições. (Etapa eliminatória em caso da falta ou invalidade de algum documento); 2ª Etapa – Provas de múltipla escolha e discursiva de Saúde Coletiva. (Etapa eliminatória em caso de ausência do candidato ou nota obtida inferior a 7,0 pontos na prova de múltipla escolha); 3ª Etapa – Avaliação do currículo Lattes documentado e Prova Oral. (Esta etapa também será eliminatória, podendo a eliminação ocorrer em caso de o candidato não alcançar a nota mínima na Prova Oral (7,0 pontos) ou em caso de não comparecimento na Prova Oral no dia e horário estipulados no processo seletivo).
SOBRE O DASPAM
O curso tem como objetivo capacitar pesquisadores para exercitar análises críticas, utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais aplicadas à saúde, e de outras áreas conexas; Desenvolver modelos analíticos de processos de saúde/doença/cuidados, tomando como referência o quadro epidemiológico, econômico, sócio antropológico, histórico, biológico e ambiental no cenário regional e suas interfaces com os contextos nacional e internacional de globalização da Amazônia; contribuir, teórica e tecnicamente, para a formulação, implementação e gestão de políticas setoriais, bem como atuar, neste campo, na docência e na pesquisa.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Imagem: Mackesy Nascimento
Fiocruz Amazônia e UNFPA realizam formação profissional em urgências e emergências obstétricas no Amazonas e em Roraima
/em Notícias /por Julio OliveiraO Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizam até o próximo sábado, 14/06, em Boa Vista (RR), as aulas práticas do curso Planejamento Reprodutivo para Profissionais de APS (Atenção Primária à Saúde). O curso é uma das três formações que estão sendo oferecidas na área de Urgências e Emergências Obstétricas, dentro do Programa de Formação Profissional em Obstetrícia: Contracepção, Pré-natal e Manejo Clínico em Emergências, projeto coordenado pela pesquisadora em Saúde Pública e vice-diretora de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, Dra. Michele El Kadri, com aulas teóricas (disponibilizadas no Campus Virtual da Fiocruz) e práticas programadas para ocorrer em maternidades e unidades básicas de saúde (UBS) de Manaus, Parintins (AM) e Boa Vista (RR).
Além de Planejamento Reprodutivo, estão sendo oferecidas formações em “Manejo Clínico em Urgências e Emergências Obstétricas” para profissionais de saúde (médicos, enfermeiros e técnicos) e “Aconselhamento pré-natal de qualidade e prevenção da gravidez na adolescência”, este último destinado a Agentes Comunitários de Saúde (ACS) oferecido apenas no formato EaD, por meio da Plataforma Campus Virtual Fiocruz. Estão programadas aulas práticas em maternidades de Manaus e Boa Vista, entre julho e agosto próximos. A primeira turma é composta por profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) da rede SUS de Boa Vista, em Roraima, e as formações estão acontecendo nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) Mariano de Andrade e Olenka Macelaro. Em Parintins (AM), as aulas práticas deverão ocorrer de 21 a 25 de julho.
O Programa de Formação Profissional em Obstetrícia: Contracepção, Pré-natal e Manejo Clínico em Emergências visa qualificar profissionais de saúde dos estados do Amazonas e Roraima, oferecendo capacitação em áreas críticas da atenção obstétrica. De acordo com a pesquisadora em Saúde Pública Michele El Kadri, a parceria com o UNFPA na oferta de cursos de formação tem sido estratégica. “Esse projeto atual é importante para a Região Norte, tendo em vista os indicadores preocupantes tanto de mortalidade materna quanto de gravidez na adolescência, que são dois pontos sensíveis dessa formação, sobretudo para Manaus e Boa Vista”, afirmou El Kadri.
“É um curso bastante amplo, destinado tanto a profissionais médicos e enfermeiros quanto a Agentes Comunitários de Saúde, esses últimos com uma formação importante no que se refere ao aconselhamento de qualidade no pré-natal bem como prevenção à gravidez não planejada, tema bem caro para nossa instituição e para a região amazônica”, explica a pesquisadora. “Já tivemos um curso realizado em parceria com o UNFPA durante o período da pandemia e foi um sucesso, sendo exclusivamente virtual. Agora, trazemos essa inovação de termos a parte prática da formação realizada em serviços de atendimento”, destacou.
A chefe do Escritório do UNFPA em Roraima, Patrícia Ludmila Melo, reconhece que a qualificação de profissionais de saúde sexual e reprodutiva, com ênfase na área obstétrica, é fundamental para garantir uma atenção humanizada, segura, resolutiva, integral, equitativa e baseada em evidências para gestantes, puérperas e recém-nascidos. “Na região amazônica, onde os desafios de acesso, infraestrutura e desigualdades em saúde são mais acentuados, investir na formação desses profissionais é uma estratégia essencial para reduzir a mortalidade materna e neonatal evitável, promover os direitos reprodutivos e fortalecer os sistemas de saúde locais, respeitando as especificidades regionais e culturais”, explicou.
Segundo Patrícia, o UNFPA atua com foco em três Resultados Transformadores: zerar as mortes maternas evitáveis, atender todas as necessidades de contracepção e eliminar a violência de gênero e práticas nocivas contra mulheres e meninas. “Esta capacitação, que inclui uma etapa prática, contribui diretamente para esses objetivos ao ampliar o acesso das usuárias do SUS a métodos contraceptivos de longa duração (LARCs), como o DIU e o implante subdérmico. Isso é especialmente relevante para adolescentes e mulheres que desejam evitar uma gravidez neste momento, ajudando a prevenir complicações e salvar vidas. Além disso, a formação fortalece o empoderamento das equipes da Atenção Primária à Saúde (APS) e melhora a qualidade dos serviços oferecidos às populações mais vulneráveis”, salientou.
PARCERIA ESTRATÉGICA
Para a chefe do Escritório do UNFPA em Roraima, a parceria com a Fiocruz Amazônia é estratégica e reforça o compromisso com a saúde pública brasileira, promovendo a equidade no acesso a serviços e contribuindo diretamente para o desenvolvimento sustentável da região amazônica. “A instituição reúne sólido conhecimento técnico-científico e uma trajetória consolidada de atuação na região, o que fortalece a implementação de ações alinhadas às realidades locais. Trabalhar em conjunto com uma instituição de ensino, pesquisa e extensão como a Fiocruz possibilita a soma de expertises, a ampliação do alcance das capacitações e a garantia de que as iniciativas estejam baseadas em evidências e tenham atenção às especificidades culturais, geográficas e os saberes das comunidades amazônicas”, reforçou.
LINK NOS PORTAIS
Em breve, será lançada uma segunda turma da formação em Planejamento Reprodutivo para Profissionais de APS (Atenção Primária à Saúde), com inscrições abertas ao público da rede SUS em geral, na modalidade virtual. O link para inscrição será divulgado nos portais oficiais da Fiocruz, do UNFPA e nas redes sociais de ambas as instituições. É fundamental acompanhar os canais oficiais para atualizações sobre prazos, critérios de seleção e demais informações relevantes. Também está prevista uma terceira turma presencial, direcionada aos profissionais da APS de Parintins (AM).
GOVERNO DA FRANÇA
O Projeto Podereosas da Amazônia é uma parceria entre a UNFPA e a Embaixada da França, que tem como objetivo fortalecer as respostas dos governos locais em relação à saúde e à promoção do planejamento familiar. O projeto também visa reduzir a violência baseada no gênero no Amazonas e Roraima.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: @UNFPA Brasil/Yare Rivas e Michell Mello / Arquivo / Fiocruz Amazônia
Fiocruz Amazônia divulga 1ª Republicação da Chamada Pública referente ao Doutorado em Saúde Pública na Amazônia
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou nesta terça-feira, 10/06, a 1ª Republicação da Chamada Pública Nº 004/2025, referente ao processo de seleção pública para ingresso no Curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia, oferecido em consórcio pela Fiocruz Amazônia, Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA). A republicação apresenta correção na data da prova oral e mudança de área temática de orientador. O prazo para inscrições ao processo seletivo será de 16/06 a 7/07/2025.
O prazo para matrículas será de 18 a 22/08/2025. O início das atividades acadêmicas acontece em setembro deste ano. Para esta Chamada Pública estão sendo oferecidas até 26 vagas, para ingresso a partir de setembro de 2025. O curso terá sede em Manaus – AM. Poderão participar do processo de seleção candidatos portadores de diploma de graduação de duração plena, devidamente reconhecido pelo MEC e de diploma de Mestre em Saúde Coletiva ou áreas afins. O curso será ministrado em regime integral, com duração mínima de 24 meses e máxima de 48 meses, incluindo a realização da defesa de tese.
O processo seletivo para admissão ao Curso de Doutorado será composto de 3 (três) etapas: 1ª Etapa – Homologação das inscrições. (Etapa eliminatória em caso da falta ou invalidade de algum documento); 2ª Etapa – Provas de múltipla escolha e discursiva de Saúde Coletiva. (Etapa eliminatória em caso de ausência do candidato ou nota obtida inferior a 7,0 pontos na prova de múltipla escolha); 3ª Etapa – Entrega e pontuação do pré-projeto de pesquisa, avaliação do currículo Lattes documentado e Prova Oral. (Esta etapa também será eliminatória, podendo a eliminação ocorrer em caso de o candidato não alcançar a nota mínima na Prova Oral (7,0 pontos), em caso da não entrega do pré-projeto ou do currículo e documentos comprobatórios, ou em caso de não comparecimento na Prova Oral no dia e horário estipulados no processo seletivo).
Confira as etapas do cronograma no edital.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Imagem: Mackesy Nascimento
Fiocruz Amazônia abre a 22ª Reunião Anual de Iniciação Científica e 3ª Jornada do Provoc com palestra sobre desafios da carreira científica e mostras de trabalhos
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou nesta terça-feira, 10/06, a abertura da 22ª Reunião Anual de Iniciação Científica (Raic) e da 3ª Jornada de Iniciação Científica do Programa de Vocação Científica (Provoc), reunindo os estudantes que integram os programas de Iniciação Científica da instituição, com a presença de representantes das instituições parceiras. A atividade reuniu, no Salão Canoas, sede do ILMD/Fiocruz Amazônia, um total de 71 estudantes, sendo 47 bolsistas do PAIC, PIBIC e PIBITI, e 24 alunos do Provoc, que até dia 13/06 farão apresentações orais e em formato banner com os resultados dos trabalhos realizados ao longo do período de vigência dos programas. A palestra de abertura do evento foi proferida pela diretora de Ensino e Pesquisa da Fundação Centro de Controle Oncológico do Amazonas (FCecon), Dra Kátia Luz Torres Silva, que abordou os desafios da carreira científica na Amazônia, com base nas experiências enquanto pesquisadora da área de Oncologia.
A mesa de abertura contou com a participação da diretora da Fiocruz Amazônia, Dra Stefanie Costa Pinto Lopes; a coordenadora geral do Provoc, Cristiane Nogueira Braga (via remota), da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV); o coordenador do PIC/ILMD, Yury Oliveira Chaves; a vice-coordenadora do Provoc/ILMD, Anízia Aguiar Neta, e a chefe do Departamento de Acompanhamento e Avaliação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Ana Claudia Maquiné Dutra, na oportunidade, representando a presidente da Fapeam, Dra Márcia Perales.
Stefanie Lopes destacou a satisfação em receber, na unidade, mais uma edição da RAIC, este ano em conjunto com a Jornada do Provoc, com o foco no processo formativo de jovens futuros cientistas. “É sempre um prazer para nós, tanto na acolhida quanto neste momento da RAIC, completarmos mais um ciclo do processo formativo profissional de jovens estudantes. Considero o Programa de Iniciação Cientifica como o cerne de tudo, o início de um processo formativo transformador para a vida dos estudantes, sendo, em nosso caso, o programa mais antigo da instituição, que tem 30 anos, a captar possíveis futuros pesquisadores”, afirmou Stefanie, mencionando o orgulho de acompanhar a trajetória de alunos de IC que prosseguem carreira acadêmica científica, na instituição.
A diretora da Fiocruz Amazônia ressaltou a importância da participação nos programas de IC a partir das oportunidades de integração que eles permitem. “Ao longo das 22 edições da RAIC, temos uma trilha formativa de impacto imenso, em especial para os programas de pós-graduação oferecidos na unidade. Quem sai da Iniciação Científica, pode optar por entrar no Mestrado e no Doutorado, num processo contínuo de crescimento e aprendizado”, observou Stefanie, que agradeceu o apoio dos orientadores e da equipe executiva dos programas, que integram uma rede liderada pela Vice-Presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB), da Fiocruz.
A chefe do Departamento de Acompanhamento e Avaliação da Fapeam, Ana Claudia Maquiné Dutra, destacou a satisfação em ver que todos os alunos que iniciaram a edição do PIC há um ano conseguiram construir suas trajetórias com resultados positivos e o apoio da Fapeam. “Conheçam todos os nossos programas, projetos e áreas de atuação. A Fapeam se orgulha do papel de principal agência de fomento à Ciência, Tecnologia e Inovação no Amazonas, com um olhar especial para a Iniciação Científica, desde a Educação Básica”, lembrou Maquiné, citando o Programa Ciência na Escola, que este ano completou 26 anos. “Aproveitem a oportunidade e a grandiosidade de estarem numa instituição com um conjunto de pesquisadores excelentes, como do ILMD”, frisou.
Cristiane Nogueira Braga lembrou os avanços do Provoc nos 39 anos de execução ininterrupta do programa, que conseguiu chegar a todas as unidades regionais da Fiocruz no Brasil. “Todas as unidades regionais hoje possuem programas de vocação científica, o que é motivo de alegria para a instituição, e nada disso seria possível sem o apoio e o empenho dos pesquisadores que atuam nas unidades”, reforçou a coordenadora, lembrando a recente realização, no último mês de maio, no Rio de Janeiro, da Jornada Nacional do Provoc, com a participação de estudantes de todo o País vinculados ao programa.
PROJETOS AVALIADOS
A RAIC é um evento que acontece anualmente em todas as unidades da Fiocruz. Durante a reunião, os bolsistas apresentam os resultados dos projetos desenvolvidos no período de vigência do Programa, por meio da exposição e discussão de seus trabalhos, para avaliação dos projetos e intercâmbio de experiências entre estudantes, pesquisadores e demais profissionais. “Esse é um processo que faz parte do aprendizado e do crescimento dos estudantes, momento de criar redes, desenvolver espírito coletivo e as possibilidades que surgem”, afirmou o coordenador do Programa no ILMD/ Fiocruz Amazônia, Yury Chaves.
Segundo Chaves, o evento representa uma vitrine, que possibilita mostrar as pesquisas desenvolvidas por estes jovens pesquisadores, no âmbito institucional. “A expectativa que a coordenação tem hoje é de termos apresentações de trabalhos com alto nível de relevância, dentro do contexto amazônico, mostrando todo o potencial que a pesquisa da Fiocruz Amazônia vem desenvolvendo, com esses alunos de iniciação científica”, explicou.
INSPIRAÇÃO
Doutora em Doenças Infecciosas e Parasitárias, Katia Luz é servidora concursada do Estado e fez um relato emocionado da sua trajetória enquanto cientista pesquisadora, na palestra de abertura da 22ª RAIC com o tema “Iniciação Científica na Amazônia: Desafios para os Novos Cientistas”. Ela apresentou as linhas de pesquisa em que vem atuando ao longo de sua trajetória, nas áreas de rastreio de câncer de colo de útero, epidemiologia do câncer de colo de útero e do HPV, variantes do HPV em câncer de colo de útero, HPV em câncer de cabeça e pescoço, entre outros. Katia Luz destacou aa importância dos aspectos éticos para quem trabalha com pesquisa, bem como a necessidade de formação de redes de contatos e valorização da vida em família e uma boa saúde mental. “A imagem do pesquisador cientista como um gênio solitário não existe mais. Somos redes de contatos a desenvolver esforços coletivos para atingirmos nossos objetivos, trabalhando junto com profissionais de diversas áreas”, ressaltou.
Entre os desafios da carreira, a pesquisadora citou a dificuldade de acesso a financiamento para o desenvolvimento de projetos, a existência de orçamento vocacionado para pesquisa, burocracia, pressão por resultados, desigualdades regionais e desafios geográficos. Como conselhos para os jovens cientistas, a pesquisadora enfatizou: seja curioso, construa redes, aceite o erro, valorize a ciência feita aqui e crie bons vínculos com sua equipe de estudo. “Fazer ciência na Amazônia é um ato de resistência e de amor ao território”, concluiu.
APRESENTAÇÕES
O primeiro dia da 22ª RAIC e 3ª Jornada do Provoc contou com trabalhos variados, nas áreas de Microbiologia e Entomologia. Apresentaram-se bolsistas do PAIC, PIBIC e PIBITI e cinco estudantes do Provoc da etapa avançada que estão finalizando e puderam fazer apresentação oral. Foram eles: Lara de Aquino Ferreira, Hilze Maria Carvalho Coutinho Viana, Matheus da Conceição Martins, Wendy Lara Ferreira Lima e Dimes Alames Lima Silva, orientados, respectivamente, pelos pesquisadores em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Ani Beatriz Jackich Matsuura, Alessandra Nava, Ormezinda Celeste Cristo Fernandes, Maria Jalene Alves e Luciete Almeida da Silva. Na sequência, se apresentaram Manuela Araújo de Melo Gouveia, Luana Pereira Parente de Araújo, Gabriel Freitas Santiago e Mariana Ayden de Souza, cujos orientadores são os pesquisadores Emanuelle de Souza Frasias, Felipe Arley Costa Pessoa, Deulizangela Serrão Borborema de Medeiros e Stefanie Costa Pinto Lopes.
À tarde, foi a vez das apresentações de Kaiane Vitória Martins Pontes, Gustavo Reis Oran Barros, Rebeca Teixeira Pereira, Jaqueline Almeida de Souza e Manuel Ryan de Freitas Costa, orientados, respectivamente, por Carolina Rebelo Maia, Kemily Nunes da Silva, Luiz André Morais Maríúba, Ormezinda Fernandes e José Joaquim Carvajal.
SOBRE O PIC
O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação; contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa e inovação tecnológica nos Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado para a melhoria das condições sociossanitárias na Amazônia; estimular pesquisadores produtivos a envolverem estudantes de graduação em suas atividades científicas, tecnológicas e profissionais; e proporcionar ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimular o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados ou alvo da pesquisa.
SOBRE O PROVOC
Criado em 1986, o Programa de Vocação Científica (Provoc) é um projeto pioneiro da Fiocruz que tem como objetivo de iniciar estudantes do ensino médio ao mundo da pesquisa científica. A ação, que começou na EPSJV/Fiocruz, se expandiu em 2022, formando a Rede Provoc Luiz Fernando da Rocha Ferreira da Silva, que agora abrange nove unidades fora do Rio de Janeiro. A Rede é composta por estudantes de diversas regiões do Brasil, que inclui os estados do Amazonas, Bahia, Brasília, Ceará, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e Rondônia. O programa é reconhecido por oportunizar jovens a vivenciar o cotidiano de trabalho de pesquisadores, especialmente nas áreas de saúde.
PREMIAÇÃO
Os projetos que se destacarem durante a 22ª Raic, recebem premiação, sendo um em cada categoria. A premiação destaca anualmente projetos desenvolvidos por estudantes que integram o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIC) da Fiocruz Amazônia. Os bolsistas são avaliados por relatórios submetidos a uma banca de especialistas de diversas instituições do Estado e nacionais, de acordo com a temática.
A Reunião Anual de Iniciação Científica (RAIC) é desenvolvida com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O Programa de Vocação Científica (Provoc) é realizado em parceria com a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (Fiocruz) e as escolas estaduais Sant’Ana, Colégio Brasileiro Pedro Silvestre, Colégio Amazonense Dom Pedro II, com apoio do CNPq.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Julio Pedrosa