COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD
ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia
O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.
A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.
Fiocruz Amazônia capacita profissionais do Ministério da Saúde de Angola em técnicas de virologia aplicadas para a vigilância entomológica no país africano
/em Notícias /por Julio OliveiraDurante uma semana, a Fiocruz Amazônia recebeu a visita de profissionais especialistas do Ministério da Saúde de Angola para a realização de capacitação em técnicas de virologia voltadas ao isolamento e sequenciamento nucleotídico (DNA ou RNA) de vírus, a partir de insetos transmissores de doenças como dengue, zika, Chikungunya, febre amarela, entre outras. O treinamento foi ministrado pela equipe do Núcleo de Vigilância de Vírus Emergentes, Reemergentes ou Negligenciados, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) e fez parte do Curso Internacional sobre Técnicas de Detecção Molecular de Patógenos em Artrópodes, realizado no Brasil pelo Projeto de Melhoria dos Sistemas de Vigilância Regional (Redisse IV), desenvolvido pelo Governo de Angola, em parceria com a Fiocruz, tendo como objetivo promover a atualização do mapa entomológico daquele país, além de fortalecer o sistema de vigilância de vírus nos países pertencentes à Comunidade Econômica dos Estados da África Central.
A iniciativa, coordenada pelo Centro de Relações Internacionais em Saúde (CRIS), da Fiocruz, visa o aprimoramento das estratégias de detecção e respostas rápidas a surtos de doenças e ameaças à saúde pública. O curso, segundo a bióloga Genimar Rebouças Julião, pesquisadora da Fiocruz Rondônia e coordenadora técnica do projeto, é parte de um trabalho que já vem sendo realizado em parceria, entre os dois países, com foco na formação de recursos humanos, avanço na taxonomia de vetores de Angola e no estabelecimento de cooperação internacional com vistas a colaboração em pesquisas cientificas futuras. A formação oferecida aos profissionais do Ministério da Saúde angolano foi realizada em dois módulos. O primeiro, no Laboratório de Virologia Molecular da Fiocruz Rondônia, entre os dias 7 e 11/07. E o segundo, em Manaus, de 14 a 18/07.
Genimar explica que o Redisse IV é um programa regional que apoia países da África Central no enfrentamento de doenças e epidemias, e, no Brasil, na atual fase do projeto, envolve pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), no Rio de Janeiro, do ILMD/Fiocruz Amazônia, em Manaus, e da Fiocruz Rondônia, em Porto Velho. A iniciativa é financiada pelo Banco Mundial e conta também com apoio da Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec), da Fiocruz. “O projeto de ampliação do mapa entomológico de Angola vem de uma iniciativa anterior do governo angolano, de 2023, com a finalidade de elaborar uma lista das principais espécies de vetores e mapear onde elas ocorrem. Agora, nós da Fiocruz estamos participando da atualização desse mapeamento, numa prestação de serviço da Fiocruz para o Ministério da Saúde de Angola”, enfatiza a pesquisadora.
O intercâmbio com Angola vem permitindo à Fiocruz realizar também coletas entomológicas em diferentes províncias daquele país, estabelecendo relações de cooperação. Em abril deste ano, um grupo de especialistas da Fiocruz embarcou para Angola a fim de participar de uma missão visando a atualização do mapa entomológico do país africano, necessidade reforçada após o primeiro registro do mosquito “tigre-asiático” (Aedes albopictus) no território angolano em 2025. “O objetivo do trabalho é levantar novos dados sobre a situação epidemiológica das doenças transmitidas por vetores na região. Pretendemos voltar a Angola para um segundo treinamento e formação dos profissionais nas principais técnicas entomológicas, triagem, armazenamento, conservação de amostras entomológicas para transporte e remessa”, observa Genimar. A próxima expedição será em agosto, com a participação de 19 pesquisadores.
Felipe Naveca explica que a cooperação tem como principal objetivo fortalecer o sistema de vigilância de Angola. Chegamos ao final do treinamento e foi uma semana muito proveitosa onde repassamos diversos aspectos relacionadas à vigilância dos arbovírus. Eles tiveram experiencia de executar desde tratativas de isolamento de vírus em cultura de células, depois o preparo do material para o sequenciamento genético e agora as análises do sequenciamento. Passaram por todas as etapas para que possam fazer o mesmo uma vez chegando em Angola, melhorando a sua vigilância para que possam caminhar sozinhos, identificando possíveis vírus que estejam surgindo”, afirma Naveca..
O curso incluiu técnicas para isolamento viral e efeito citopático, produção de cDNA, PCR convencional, sequenciamento na Plataforma Illumina, Introdução à Bioinformática para análise de genomas virais e ferramentas de bioinformática para montagem de genomas e inferência filogenética. O biomédico angolano Pedro Afonso faz parte do Instituto Nacional de Investigação em Saúde, laboratório de referência nacional do Ministério da Saúde daquele país. Segundo ele, a experiência da formação foi bastante proveitosa em termos de aprendizado. “Estamos muito agradecidos pela acolhida e pelos conhecimentos repassados na área laboratorial. Aprendemos vários temas, cultura de células, extração, DNA, RNA, sequenciamento de genomas, análise bioinformática. Está sendo uma experiência agradável e que superou as nossas expectativas”, afirmou Pedro, que espera colocar em prática um sistema de vigilância mais robusto e ativo em Angola após a formação.
O biólogo Rafael Dimbu, atua no Programa Nacional de Controle da Malária de Angola e considerou a oportunidade de capacitação um passo decisivo no processo de fortalecimento da vigilância entomológica no país africano. “Viemos ter uma formação no âmbito de atenção de patógenos e treinamos aspectos como extração do DNA dos artrópodes, PCR em tempo real, amplificação dos genes, e agora dando segmento às áreas relacionadas ao sequenciamento do genoma. Encontramos uma equipe qualificada e que sabe transmitir conhecimento, tanto na Fiocruz em Manaus quanto em Rondônia, e temos outra equipe no Rio de Janeiro, se aperfeiçoando na resistência dos vetores a inseticidas”, detalhou, destacando as semelhanças existentes entre os dois países no controle das doenças. “São dois países tropicais que enfrentam os mesmos fenômenos, sendo o Brasil mais avançado do ponto de vista tecnológico, razão pela qual estamos gratos por essa cooperação”, reforçou.
SOBRE O CURSO
Com carga horária de 40 horas, o Curso Internacional sobre Técnicas de Detecção Molecular de Patógenos em Artrópodes visa apresentar técnicas e metodologias para caracterização molecular dos principais arbovírus circulantes em Angola, treinar a análise de diagnóstico molecular diferencial para outras arboviroses emergentes/reemergentes e/ou negligenciadas; e realizar a caracterização genética e inferência filogenética dos agentes virais identificados no estudo. Além de Angola, pertencem à Comunidade Econômica dos Estados da África Central a República Centro-Africana, Chade, República do Congo e República Democrática do Congo.
O objetivo é promover melhorias nos sistemas de saúde e na capacidade diagnóstica, de detecção e de prevenção, que permitam respostas mais rápidas e eficientes às ameaças de Saúde Pública regional e global. O projeto prevê a formação de técnicos angolanos e a criação de capacidade local para garantir a continuidade destes procedimentos em períodos mais curtos. Segundo Genimar Rebouças, o projeto prioriza investimentos em recursos humanos, principalmente os profissionais de “linha de frente”, que executam as ações de vigilância e controle no país. “O fortalecimento da capacidade diagnóstica, com ampliação do acesso a técnicas moleculares para a identificação de patógenos e a caracterização dos vetores envolvidos, é essencial para a detecção precoce e a implementação de medidas de contenção mais eficazes”, confirma Genimar.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Fiocruz Amazônia tem projeto de imersão científica aprovado na Chamada Pública do CNPq para o Programa Futuras Cientistas
/em Notícias /por Julio OliveiraO Projeto “Da Célula à Bancada: Experimentando Ciência com o Estudo da Biologia e da Química Aplicada”, do Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS), da Fiocruz Amazônia, foi uma das propostas aprovadas na Chamada Pública de Projetos de Imersão Científica do Programa Futuras Cientistas 2026, promovido pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio do Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene). O objetivo foi selecionar projetos de trabalhos e instituições parceiras de todos o País para a realização das atividades de Imersão Científica de modo a permitir a participação de pesquisadores de vários Estados. O projeto ocorrerá no mês de janeiro de 2026, com aulas e prática em laboratório, na sede da Fiocruz Amazônia, em Manaus.
O projeto se destina a estudantes do 2º ano do Ensino Médio e professores da rede pública de ensino. A Chamada do CNPq visa ampliar a oferta de laboratórios disponíveis para escolha pelas participantes em todo o país. A pesquisadora em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Priscila Aquino, comemora a conquista e explica que o Projeto Da Célula à Bancada visa proporcionar uma experiência de imersão científica interdisciplinar, integrando os conteúdos curriculares de Biologia e Química por meio de práticas laboratoriais com fungos filamentosos, a fim de possibilitar que alunas e professoras do ensino médio compreendam a aplicação desses conhecimentos no contexto da pesquisa biomédica desenvolvida na Fiocruz Amazônia.
Para Priscila, a experiência da imersão científica é de fundamental importância na formação acadêmico-cientifica de futuras pesquisadoras. “Esses projetos de imersão científica são, particularmente, importantes para despertar o interesse de meninas pelas áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM), fortalecendo o protagonismo feminino na ciência e promovendo a equidade de gênero, em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030”, enfatiza a pesquisadora, ressaltando que o Programa Futuras Cientistas valoriza também o papel das professoras como mediadoras e multiplicadoras do conhecimento científico.
“É a primeira vez que temos um projeto aprovado no edital Futuras Cientistas – Imersão Científica e acho fundamental estimularmos a participação tanto em termos institucionais quanto sociais e científicos”, observa Priscila. Ela salienta ainda que a participação no programa reforça o compromisso da Fiocruz Amazônia com a promoção da equidade de gênero na ciência e vem a somar a outros esforços da unidade junto a esse público, ampliando o alcance, a diversidade e a efetividade das atividades voltadas para a formação de jovens cientistas.
SOBRE O FUTURAS CIENTISTAS
O Futuras Cientistas é um programa do Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene) que estimula o contato de alunas e professoras da rede pública de ensino com as áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, a fim de contribuir com a equidade de gênero no mercado profissional. Com o desenvolvimento do pensamento e de atividades científicas transdisciplinares, reduzimos barreiras para o acesso e permanência de meninas e mulheres nos espaços científicos. Em 10 anos, 70% das participantes do programa foram aprovadas no vestibular. Destas, 80% escolheram cursos nas áreas de Ciência e Tecnologia. As frentes de atuação têm início no ensino médio, entretanto seguem até o ensino superior. O objetivo do programa é estimular o interesse e promover a participação de mulheres professoras e estudantes do ensino médio, nas áreas de Ciência e Tecnologia, através de sua aproximação a centros tecnológicos e instituições de ensino e pesquisa. São frentes de ação do programa: Imersão Científica, Banca de Estudos, Mentoria e Estágios.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa e Michell Mello
Divulgados resultados da análise de recursos das inscrições não homologadas e o resultado definitivo da 1ª etapa da Chamada Pública 004/2025 do Doutorado em Saúde Pública na Amazônia
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) tornaram públicos os resultados da análise de recursos impetrados por candidatos que não tiveram as inscrições homologadas no Processo Seletivo da Chamada Pública 004/2025, do curso de Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM). A análise foi realizada pela Comissão de Recursos da CP nº 004/2025, composta por Júlio Cesar Schweickardt (ILMD/Fiocruz Amazônia), Tiótrefis Gomes Fernandes (Universidade Federal do Amazonas) e Sâmia Feitosa Miguez (Universidade do Estado do Amazonas).
A Comissão de Seleção analisou a solicitação do candidato Francisco Lourenço Duarte Arce Junior e decidiu pelo deferimento do recurso, por tratar-se de uma alteração de orientação, enquanto que as solicitações das candidatas Ana Galdina dos Reis Mendes, Graziela da Silva Moura e Kaellen Almeida Scantbelruy, foram indeferidas.
Confira AQUI o resultado da análise
O prazo para matrículas será de 18 a 22/08/2025. O início das atividades acadêmicas acontece em setembro deste ano. Para esta Chamada Pública estão sendo oferecidas até 26 vagas, para ingresso a partir de setembro de 2025. O curso terá sede em Manaus – AM. Poderão participar do processo de seleção candidatos portadores de diploma de graduação de duração plena, devidamente reconhecido pelo MEC e de diploma de Mestre em Saúde Coletiva ou áreas afins. O curso será ministrado em regime integral, com duração mínima de 24 meses e máxima de 48 meses, incluindo a realização da defesa de tese.
O processo seletivo para admissão ao Curso de Doutorado será composto de 3 (três) etapas: 1ª Etapa – Homologação das inscrições. (Etapa eliminatória em caso da falta ou invalidade de algum documento); 2ª Etapa – Provas de múltipla escolha e discursiva de Saúde Coletiva. (Etapa eliminatória em caso de ausência do candidato ou nota obtida inferior a 7,0 pontos na prova de múltipla escolha); 3ª Etapa – Avaliação do currículo Lattes documentado e Prova Oral. (Esta etapa também será eliminatória, podendo a eliminação ocorrer em caso de o candidato não alcançar a nota mínima na Prova Oral (7,0 pontos) ou em caso de não comparecimento na Prova Oral no dia e horário estipulados no processo seletivo).
SOBRE O DASPAM
O curso tem como objetivo capacitar pesquisadores para exercitar análises críticas, utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais aplicadas à saúde, e de outras áreas conexas; Desenvolver modelos analíticos de processos de saúde/doença/cuidados, tomando como referência o quadro epidemiológico, econômico, sócio antropológico, histórico, biológico e ambiental no cenário regional e suas interfaces com os contextos nacional e internacional de globalização da Amazônia; contribuir, teórica e tecnicamente, para a formulação, implementação e gestão de políticas setoriais, bem como atuar, neste campo, na docência e na pesquisa.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Imagem: Mackesy Nascimento
Projeto Ágape Manaus fortalece articulação com a instituição Acompañadas, de apoio a mulheres migrantes, no bairro Mauazinho
/em Notícias /por Julio OliveiraEm mais uma etapa do processo de escuta e mobilização comunitária, a equipe do Projeto Ágape Manaus, que faz parte do Programa Fortalece SUS, desenvolvido pela Fiocruz Amazônia, realizou uma atividade estratégica com a instituição Acompañadas, que atua diretamente no atendimento e fortalecimento de mulheres migrantes e refugiadas na capital amazonense. O encontro aconteceu no bairro Mauazinho, na Zona Leste, território com presença significativa de famílias migrantes, e teve como objetivo ampliar o diálogo interinstitucional e levantar informações essenciais para o planejamento das próximas ações do projeto.
Durante a atividade, a presidente da Acompañadas, Lis Carolina Martínez, apresentou o portfólio de projetos da instituição, destacando os impactos sociais gerados e as parcerias desenvolvidas ao longo de sua trajetória. Martinez reforçou o compromisso da organização com a promoção da cidadania, o acesso à saúde e a valorização da diversidade cultural das mulheres migrantes.
De acordo com Paula Fonseca, da equipe de coordenação do Fortalece SUS, o momento também foi dedicado ao alinhamento de agendas entre as ações da Acompañadas e o Projeto Agape Manaus, evidenciando as sinergias existentes nas áreas de saúde sexual e reprodutiva, formação de lideranças comunitárias e mobilização social. “Essa integração visa potencializar o alcance das atividades, fortalecer os vínculos com as comunidades atendidas e construir respostas mais sensíveis às realidades locais”, explicou.
Ao final da reunião, foi formalizado o convite à Instituição Acompañadas para compor a programação do Encontro Agape Manaus 2025, com foco na promoção dos direitos sexuais e reprodutivos de mulheres migrantes. A participação da Acompañadas será fundamental para enriquecer o debate, ampliar o alcance das ações formativas e fortalecer as redes de apoio e cuidado nos territórios.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Moara Tuane / Projeto Ágape
Fotos: Divulgação / Projeto Ágape
Projeto Moetá leva informação em saúde para comunidades rurais e urbanas na Região Metropolitana de Manaus
/em Notícias /por Julio OliveiraO Projeto Moetá, no seu segundo ano de atividades, vem cumprindo a finalidade de levar comunicação, informação e divulgação científica para diversas comunidades da zona urbana e rural de Manaus, além de municípios da Região Metropolitana. Os bolsistas do projeto estiveram recentemente atuando no município de Autazes, a 267 quilômetros da capital, e no Assentamento Rural Tarumã-Mirim, no Ramal do Pau Rosa, Km 20, da BR-174, visitando o grupo de mulheres agricultoras da Cooperativa Mista dos Produtores Rurais do Projeto de Assentamento, as Divas da Copasa. As duas ações integram o cronograma de atividades previstas para acontecer ao longo do segundo semestre deste ano, com a participação da equipe de bolsistas do projeto, formada por profissionais de enfermagem, fisioterapia, odontologia e nutrição.
O Moetá é desenvolvido pela Fiocruz Amazônia e integra o Programa Fortalece SUS, reunindo comunicadores populares especializados em saúde (CPES) para o repasse de informações científicas, orientação em saúde, autocuidado e a importância dos serviços de assistência da Atenção Primária em Saúde, oferecidos pelo SUS. “Estamos, desde março, cumprindo uma agenda intensa de atividades, visitando comunidades rurais, associações de mulheres, abrigos para jovens vítimas de violência, casas de repouso para idosos, entre outros locais, com um excelente retorno por parte dos grupos atendidos. Percebemos a gratidão das pessoas a partir das falas delas, expressando a alegria e satisfação de ter a Fiocruz com eles”, explica o coordenador executivo do Moetá, o enfermeiro Elton Aleme.
Segundo Elton, o Moetá é um projeto que tem público diversificado e consegue dialogar com várias faixas etárias, sejam homens, mulheres, jovens e crianças. O projeto promove oficinas sobre lavagem das mãos, dados antropométricos, saúde nutricional amazônica, saúde da mulher, saúde bucal, prevenção ao câncer de colo uterino, infecções sexualmente transmissíveis, com a realização de testagem rápida para hepatite A, hepatite B, sífiflis e HIV, além de consultas de enfermagem com testagem de glicemia, aferição de pressão arterial, palestra sobre a importância das vacinas e dinâmicas para crianças sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Agenda 2030, da ONU.
“Estamos avançando nas fronteiras do Amazonas, vencendo as dificuldades logísticas existentes para conversar e levar educação em saúde para essas áreas. Fazer saúde em nossa região é um desafio, tendo em vista a complexidade de rios e estradas que precisamos enfrentar para alcançarmos as localidades mais distantes”, enfatiza Aleme, citando o exemplo da comunidade do Jatuá, no município de Autazes, que recebeu a equipe do Moetá, no último mês de maio, com participação efetiva dos comunitários. Lá, a ação aconteceu numa igreja e contou com o apoio da equipe de agentes comunitários de saúde, da Secretaria Municipal de Saúde, além da médica cubana do Programa Mais Médicos, do Governo Federal, que atende na localidade.
A comunidade possui, ao todo, 337 moradores e faz parte do grupo de 10 microáreas de saúde atendidas pelos 127 ACS do município de Autazes. A Unidade Básica de Saúde, situada no Monte Sinai, é a UBS polo da área, situada a cerca de 40 quilômetros da sede de Autazes. Para os moradores, a ação foi de grande utilidade. Doracy Alves de Souza, que mora há mais de 30 anos no Jatuá, aproveitou a oportunidade para tomar vacina e verificar como estava sua pressão arterial e a glicemia. “É muito importante a participação da população nesse tipo de ação porque são todos serviços oferecidos somente na UBS, que fica distante daqui, e hoje estamos tendo a oportunidade de fazer aqui perto de casa”, afirmou Doracy.
No Ramal do Pau Rosa, o Moetá utilizou a sede das futuras instalações da Agroindústria Artesanal das Divas da Copasa para montar as estruturas de atendimento. Atualmente 47 mulheres formam o grupo “Divas”, que existe há pouco mais de dois anos e foi responsável pela organização e profissionalização do trabalho das mulheres na comunidade. Juntas, elas trabalham na produção de hortaliças, ervas aromáticas utilizadas no preparo de temperos da Amazônia, além do beneficiamento de frutos para produção de cocadas saborizadas e geléias.
Para a agricultora Marinete França, coordenadora do Departamento Social da Copasa e uma das lideranças femininas da comunidade, a ação do Moetá foi, sobretudo, uma oportunidade de aprendizado não só para as mulheres, como também para os homens, jovens e crianças do assentamento. “Essa ação social fortalece o aprendizado sobre saúde num dia proveitoso para todos, porque vamos adquirir bastante conhecimento e esclarecer dúvidas. Quero agradecer à equipe da Fiocruz e do Projeto Moetá pelo privilégio da visita”, afirmou Marinete.
Outra moradora presente à ação do Moetá foi a agricultora Sheila de Souza Rodrigues, 55, produtora de cupuaçu. Ela levou os netos para participarem das atividades e disse que não falta às oficinas e cursos promovidos pelo Divas da Copasa, apesar de ainda não integrar o grupo oficialmente. “A entrada das mulheres mudou a história da Copasa”, admite o agricultor Joao Santana, que procurou os serviços de saúde oferecidos pelo projeto. Até o final do ano, o Moetá pretende visitar as cidades de Manacapuru, Presidente Figueiredo, Careiro Castanho e Rio Preto da Eva.
FORTALECENDO O SUS
O Projeto Moetá é um dos três subprojetos do Programa Fortalece SUS, desenvolvido pela Fiocruz Amazônia, com a finalidade de promover a formação de comunicadores populares especializados em saúde (CPES) para atuar na disseminação de informações científicas, garantindo uma linguagem atraente, acessível, utilizando metodologias de comunicação inclusiva e produzindo conteúdo informativo para a população em geral. No ano passado, o Moetá conseguiu realizar um total de 398 oficinas em 67 instituições de diferentes localidades e zonas de Manaus, alcançando aproximadamente 3,5 mil pessoas, a maioria estudantes da rede pública estadual com repasse de informações em saúde, atividades lúdicas, palestras e serviços de orientação e cuidados em saúde e meio ambiente.Ao Moetá somam-se as atividades de outros dois projetos – Ágape (voltado para mulheres migrantes) e o Mestrado Profissional em Epidemiologia e Saúde da Mulher e da Criança (para profissionais da área da saúde).
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Inscrições abertas para seleção de vagas de aluno especial para o PPGVIDA da Fiocruz Amazônia
/em Notícias /por Julio OliveiraO Programa de Pós -Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), do Instituto Leônidas & Maria Deane, por meio da Vice-Diretoria de Educação, Informação e Comunicação (VDEIC), está com inscrições abertas a partir desta sexta-feira, 11/07, para candidatos externos interessados nas disciplinas oferecidas para o segundo semestre de 2025. As inscrições ocorrerão de 11 a 14/07/25. A lista dos candidatos será divulgada no dia 23/07 e será disponibilizado em https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=42573.
Acesse aqui o edital
Podem se inscrever no processo de seleção: Alunos de outros cursos de pós -graduação stricto sensu da Fiocruz; Alunos de outros cursos de pós -graduação stricto sensu de outras instituições públicas e/ou privadas; Alunos de curso de pós-graduação lato sensu da Fiocruz; Alunos de outros cursos de pós -graduação lato sensu de outras instituições públicas e/ou privadas; Candidatos com curso de pós -graduação lato sensu concluído, que não estejam no momento da inscrição fazendo outro curso de lato sensu ou cursando stricto sensu.
SOBRE O PPGVIDA
O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.
O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Imagem: Mackesy Nascimento
Fiocruz Amazônia abre inscrições para seleção de vagas de aluno especial do DASPAM 2025/2
/em Notícias /por Julio OliveiraO Doutorado Acadêmico em Saúde Pública da Amazônia, oferecido em consórcio pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA), está com inscrições abertas, a partir desta sexta-feira, 11/07, para candidatos externos interessados nas disciplinas oferecidas para o segundo semestre de 2025. As inscrições ocorrerão no período de 11 a 14 de julho de 2025.
Acesse aqui o edital
Podem se inscrever no processo de seleção: Alunos de outros cursos de pós -graduação stricto sensu da Fiocruz; Alunos de outros cursos de pós -graduação stricto sensu de outras instituições públicas e/ou privadas; Alunos de curso de pós-graduação lato sensu da Fiocruz; Alunos de outros cursos de pós -graduação lato sensu de outras instituições públicas e/ou privadas; Candidatos com curso de pós -graduação lato sensu concluído, que não estejam no momento da inscrição fazendo outro curso de lato sensu ou cursando stricto sensu.
A Divulgação da lista dos candidatos selecionados ocorrerá no dia 23 de julho de 2025 e será disponibilizado em https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=42573. As disciplinas serão ministradas na sede do ILMD/Fiocruz Amazônia, situado à Rua Teresina, 476. Adrianópolis. Manaus – AM.
SOBRE O DASPAM
O curso tem como objetivo capacitar pesquisadores para exercitar análises críticas, utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais aplicadas à saúde, e de outras áreas conexas; Desenvolver modelos analíticos de processos de saúde/doença/cuidados, tomando como referência o quadro epidemiológico, econômico, sócio antropológico, histórico, biológico e ambiental no cenário regional e suas interfaces com os contextos nacional e internacional de globalização da Amazônia; contribuir, teórica e tecnicamente, para a formulação, implementação e gestão de políticas setoriais, bem como atuar, neste campo, na docência e na pesquisa.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Imagem: Mackesy Nascimento
Fiocruz Amazônia abre inscrições para seleção de vagas de aluno especial do PPGBIO-Interação no segundo semestre de 2025
/em Notícias /por Julio OliveiraO Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO Interação), do Instituto Leônidas & Maria Deane, através da Vice-Diretoria de Educação, Informação e Comunicação, está com inscrições abertas, a partir desta sexta-feira, 11/07, para candidatos externos interessados nas disciplinas oferecidas para o segundo semestre de 2025. As inscrições ocorrerão no período de 11 a 14 de julho de 2025.
Acesse aqui o edital.
Podem se inscrever no processo de seleção: Alunos de outros cursos de pós -graduação stricto sensu da Fiocruz; Alunos de outros cursos de pós -graduação stricto sensu de outras instituições públicas e/ou privadas; Alunos de curso de pós-graduação lato sensu da Fiocruz; Alunos de outros cursos de pós -graduação lato sensu de outras instituições públicas e/ou privadas; Candidatos com curso de pós -graduação lato sensu concluído, que não estejam no momento da inscrição fazendo outro curso de lato sensu ou cursando stricto sensu.
A Divulgação da lista dos candidatos selecionados ocorrerá no dia 23 de julho de 2025 e será disponibilizado no site https://amazonia.fiocruz.br/ As disciplinas serão ministradas na sede do ILMD/Fiocruz Amazônia, situado à Rua Teresina, 476. Adrianópolis. Manaus – AM.
SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO
O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.
O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.
Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Imagem: Mackesy Nascimento