COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD
ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia
O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.
A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.
Fiocruz Amazônia e Abrasco realizam, em Manaus, o lançamento do 5o Plano Diretor para o Desenvolvimento da Epidemiologia no Brasil
/em Notícias /por Julio OliveiraA Fiocruz Amazônia e a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) realizaram nesta quinta-feira, 7/05, em Manaus, o lançamento do 5o Plano Diretor para o Desenvolvimento da Epidemiologia no Brasil 2025-2029. O documento consolida as diretrizes e aspectos norteadores para implementação de políticas públicas de saúde, com a finalidade de contribuir diretamente para o fomento às pesquisas, orientar a formação acadêmica na área e fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS). Manaus é a quarta cidade brasileira a receber o lançamento do plano, encerrando o ciclo de apresentações do documento em diferentes regiões do Brasil. O último lançamento ocorreu em Brasília (DF). O plano foi construído ao longo de dois anos e resultou de um processo coletivo e democrático, que contou com a participação de epidemiologistas de todo o País, após um período de quase duas décadas sem revisão. O trabalho contou com o apoio da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, do Ministério da Saúde.
O presidente da Abrasco, Rômulo Paes de Souza, destacou a importância de mais um momento de lançamento do 5º Plano Diretor. “Este é um momento de continuidade, de lançamento do Plano Diretor, importante porque estamos fazendo a divulgação de todo um processo de planejamento e organização das ações na área para os próximos cinco anos, para que possamos fazer não só intervenções de pesquisa e ensino como também atividades de epidemiologia ligadas a serviços de saúde. Este ponto é de extrema importância porque sofremos várias transformações e temos tido ações bem-sucedidas, apesar dos vários desafios que enfrentamos num período recente como foi o caso da pandemia. Agora é olhar para frente, justar a nossa direção e continuar crescendo e agregando qualidade às ações de epidemiologia no Brasil”, frisou.
A vice-diretora de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, Michele Rocha El Kadri, enalteceu a iniciativa da Abrasco de trazer para Manaus o lançamento da publicação. “Este lançamento acontecer na Região Norte e em Manaus é importante porque na Amazônia a Saúde Coletiva é pulsante e ainda muito jovem. O plano, em si, é ousado mas necessário quando aborda questões como a das construções participativas, da importância de se ter a educação permanente em saúde no processo de formação dos profissionais do Serviço, entre outras. A Fiocruz Amazônia tem o compromisso não só da pesquisa na área de epidemiologia, mas também na formação de profissionais para a Saúde Pública. É uma alegria muito grande e é muito importante para a Fiocruz Amazônia ser parte da construção desse Plano Diretor, tão importante para a redução das iniquidades da saúde pública na região amazônica”, declarou.
Integrante da Comissão de Epidemiologia da Abrasco, Tânia Araújo, do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Estadual de Feira de Santana (BA), coordenou a elaboração do 5º Plano Diretor para o Desenvolvimento da Epidemiologia no Brasil e explica que o trabalho teve início em abril de 2022, com a criação do GT Plano Diretor da Abrasco. “Desde então, começamos um processo amplo, participativo e plural, fizemos uma primeira oficina em Brasília, em 2023, para discutir os problemas prioritários, em seguida uma oficina para discutir ações estratégicas e conduzimos vários inquéritos on line para termos uma visão abrangente do campo da epidemiologia, suas forças e seus desafios. No ano passado, definimos a apresentação para todas as regiões do país e estamos aqui para finalizar o trabalho, na Região Norte, que contou com a participação de representantes na Comissão de Epidemiologia da Abrasco”, explicou.
Nesta sexta-feira, 8/05, acontece uma oficina destinada a discutir ações estratégicas, voltadas ao desenvolvimento da Epidemiologia na região Norte. “Estamos vivenciando o fechamento de um ciclo. Em primeiro lugar, este é um grande feito por se tratar de uma reedição do Plano Diretor que estava há mais de dez anos sem ser revisada e sem ser implementada. Foi uma construção bastante trabalhosa, feita a várias mãos, com dezenas instituições ligadas à Abrasco e sociedade civil organizada participando dessa construção em diversas oficinas e diversos momentos que acabam agora e se concretizam com o nosso 5º Plano lançado, revisado e atualizado para o século 21 e às políticas públicas do Sistema Único de Saúde”, ressaltou Jesem Orellana, epidemiologista e pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, integrante da Comissão de Epidemiologia da Abrasco. “Nossa expectativa agora é de que encerremos esse ciclo de comemorações e passemos a implementação do plano”, frisou.
Os Planos Diretores para o Desenvolvimento da Epidemiologia no Brasil vêm sendo elaborados desde 1989. O último Plano Diretor, o quarto, foi lançado foi em 2006. Os planos nascem com a proposta de apresentar diretrizes e proposições fundamentais que, quando implementadas, contribuem de forma decisiva para a consolidação, a expansão e a qualificação da epidemiologia como campo estratégico da Saúde Coletiva brasileira. Fernando Herkrath, pesquisador da Fiocruz Amazônia e atual coordenador da Comissão de Epidemiologia da Abrasco, explica que participou do processo de construção do documento atual e espera que o Plano, consolidado e robusto como está, fortaleça o diálogo regional em torno do desenvolvimento da epidemiologia no Brasil.
“Agradeço a todos que contribuíram e se emprenharam para atender os princípios da diversidade, pluralidade e inclusão, na condução democrática do Plano, num processo que contou com a participação ativa de epidemiologistas de todas as regiões brasileiras, representando diferentes gerações de pesquisadores, docentes e trabalhadores do SUS, fortalecendo as perspectivas de condução coletiva, democrática, sustentada no compromisso da Epidemiologia brasileira com o combate às desigualdades sociais”, afirmou, aproveitando para convidar os presentes para estarem em Manaus, em setembro deste ano, no próximo Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde, que será o primeiro da Abrasco na Região Norte.
Acesse o 5º Plano Diretor em: https://www.scielo.br/j/rbepid/a/dL9q87Fr5pyR5bXLCzvmgzx/?format=pdf&lang=p
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa / Fiocruz Amazônia
Fiocruz Amazônia inclui orientações sobre riscos da esporotricose nas formações do Projeto Educa Saúde Ambiental visando orientar sobre a doença no interior do Amazonas
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) vem contribuindo com ações de educação em saúde para a redução do risco de transmissão da Esporotricose no interior do Amazonas. O avanço silencioso da doença em todas as regiões do Estado levou o Projeto Educa Saúde Ambiental, desenvolvido pela Fiocruz Amazônia, com apoio da J&J Foundation, a incluir orientações sobre a doença, aos agentes de saúde que integram as turmas dos cursos de formação oferecidos pelo projeto. As formações são destinadas aos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), Agentes de Controles de Endemias e de Controle de Zoonoses que atuam na estratégia de Saúde da Família dos municípios. A finalidade é trabalhar as noções básicas sobre monitoramento da qualidade da água, doenças de veiculação hídrica e os cuidados em relação ao risco de transmissão da Esporotricose (espécie de micose que tem os animais mamíferos domésticos, principalmente os gatos, como principais hospedeiros do agente causador da doença).
De acordo com a pesquisadora da Fiocruz Amazônia, Ani Beatriz Matsuura, coordenadora do Educa Saúde Ambiental, o objetivo foi somar às atividades já desenvolvidas pelo projeto informações referentes aos cuidados a serem tomados em relação à Esporotricose, tais como a observação dos animais, por parte dos tutores e cuidadores, ao se depararem com casos suspeitos de animais debilitados nas ruas, apresentando feridas cutâneas. A orientação é comunicar imediatamente ao setor de zoonoses das secretarias municipais de Saúde. A doença acomete animais mamíferos como gatos, cães, macacos, e pode contaminar seres humanos, por meio do contato com as feridas e locais onde o animal contaminado teve acesso. O contato com feridas, arranhões ou mordidas de animais doentes, especialmente gatos, que transportam o fungo na boca e unhas, é uma das formas mais frequentes.
Lesões traumáticas com espinhos, madeira ou solo contaminado também podem ocasionar a contaminação humana. Há também registros de casos da doença entre profissionais da área de medicina veterinária, o que vem levando as autoridades de saúde a reconhecerem a Esporotricose como uma doença ocupacional. “No curso de formação oferecido pelo Projeto Educa Saúde Ambiental, visamos combater a desinformação acerca dos processos de adoecimento e reforçar a importância dos cuidados com a qualidade da água e a consciência sanitária na região amazônica. Neste sentido, nada mais oportuno do que incluir os cuidados em relação à Esporotricose, numa formação continuada em saúde e ambiente na Amazônia”, observou Ani Matsuura.
Na formação oferecida recentemente, pelo Educa Saúde Ambiental, no município de Parintins – localizado na Bacia do Rio Amazonas, a 369 quilômetros de Manaus –, houve a participação de mais de 300 agentes de saúde, entre ACS das zonas urbana (147) e rural (141), 31 Agentes de Combate a Endemias (ACE) e 11 Agentes de Zoonoses. Os alunos foram divididos em dez turmas, sendo cinco entre os dias 6 e 8/04, e outras cinco turmas entre os dias 8 e 10/04, na sede da Fametro-Parintins. “Foi de extrema importância a parceria com a Fiocruz Amazônia, que permitiu a Secretaria de Saúde da Prefeitura de Parintins realizar essa qualificação técnica para os agentes comunitários de saúde, de controle de endemias e de combate a zoonoses, no sentido de reforçar a vigilância em saúde do município de Parintins”, avalia a coordenadora municipal de Vigilância em Saúde de Parintins, Elaine Pires Soares.
Segundo Elaine, apesar de não ter ainda nenhum registro de caso da doença, a integração de informações proporcionada à turma de agentes sobre doenças zoonóticas reforça o plano de vigilância ativa desenvolvido pelo município. “Até o momento não temos casos de esporotricose, mas é importante receber essas informações e fazer com que elas cheguem aos domicílios por meio dos agentes de saúde, com orientações sobre formas de contágio, transmissibilidade, quais os locais a serem procurados em casos suspeitos para possível coleta de material e encaminhamento ao Lacen para verificação de diagnóstico, além de informações sobre a destinação correta de animais positivos em caso de óbito”, afirmou.
O curso é oferecido com carga horária de 20 horas e aborda o monitoramento da qualidade da água utilizada em comunidades rurais ribeirinhas, localizadas em áreas remotas do Estado. Desde o lançamento do projeto, no último mês de fevereiro, até agora, já foram realizadas formações em oito municípios. O projeto conta com a parceria do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM), Fundação de Vigilância em Saúde Dra Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) e Escola de Saúde Pública da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa-Manaus). O curso já capacitou mais de 1.000 agentes de saúde dos municípios do Careiro Castanho, Manacapuru, Manaus, Borba, Anamã, Autazes, Tefé e Parintins. No mês de maio, as capacitações ocorrerão em Tabatinga, Benjamin Constant, Atalia do Norte e Maués.
Estruturado em cinco módulos, o curso é presencial, e está previsto para abranger, inicialmente, 22 municípios do Amazonas. São eles: Autazes, Atalaia do Norte, Benjamim Constant, Borba, Careiro Castanho, Careiro da Várzea, Coari, Humaitá, Iranduba, Itacoatiara, Lábrea, Manacapuru, Manaus, Manicoré, Maués, Nova Olinda do Norte, Parintins, Rio Preto da Eva, Santo Antonio do Içá, São Paulo de Olivença, Tabatinga, Tefé. O material didático utilizado foi produzido exclusivamente para o projeto, levando em consideração a vivência dos agentes nos seus territórios.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa/ Fiocruz Amazônia e Divulgação / Fiocruz Amazônia
Palestra do Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia vai abordar terapêutica da Leishmaniose Tegumentar no Amazonas
/em Notícias /por Carlos GomesA leishmaniose tegumentar permanece como um importante desafio de saúde pública na região Amazônica, com limitações significativas associadas às terapias convencionais, incluindo toxicidade, via de administração e baixa adesão ao tratamento. Pensando nisso, o Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia), promove na próxima sexta-feira, 8/5, às 10h, a palestra “Terapêutica da Leishmaniose Tegumentar no Amazonas: Desafios Atuais e Inovações do LLDC/INPA”, a ser ministrada pelo pesquisador, Bruno Bezerra Jensen, pesquisador adjunto da Coordenação de Sociedade, Ambiente e Saúde (COSAS) e Laboratório de Leishmaniose e Doença de Chagas (LLDC) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA).
A palestra abordará o panorama atual da terapêutica da doença no Amazonas, destacando os principais desafios clínicos e operacionais enfrentados na prática. Adicionalmente, serão discutidas abordagens inovadoras desenvolvidas no âmbito do Laboratório de Leishmaniose e Doença de Chagas, incluindo prospecção de compostos bioativos, estratégias de reposicionamento de fármacos, uso de inteligência artificial na triagem de candidatos e desenvolvimento de formulações farmacêuticas alternativas.
A proposta é integrar evidências pré-clínicas recentes com perspectivas translacionais voltadas ao fortalecimento de novas estratégias terapêuticas para doenças tropicais negligenciadas. A apresentação ocorrerá via Reunião, por meio da platafomra Microsoft Teams, através do link: https://teams.microsoft.com/meet/26085369626892?p=HiErBn6nhUsH3p3yTf utilizando (ID da Reunião: 260 853 696 268 92) e (Senha: TH9Ay99).
SOBRE O PALESTRANTE
Bruno é Pesquisador Adjunto da Coordenação de Sociedade, Ambiente e Saúde do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (COSAS/INPA). Farmacêutico graduado pela Faculdade Estácio do Amazonas, com especialização em Análises Clínicas (Universidade Paulista/UNIP) e em Farmacologia Clínica (Centro Universitário Maurício de Nassau/UNINASSAU). Possui Mestrado em Biotecnologia Aplicada à Saúde e Doutorado em Inovação Farmacêutica (área de concentração em Fármacos e Medicamentos) pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM).
Realizou estágio de Pós-Doutorado na COSAS/INPA, em colaboração com a University of Florida (UF/EUA), na área de Ensaios Farmacológicos, e no Laboratório de Avaliação e Síntese de Substâncias Bioativas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LASSBio/UFRJ). Atuou como Pesquisador Visitante (Bolsista PCI-DB/CNPq) no INPA (2022-2024) e como Professor Universitário no Instituto Metropolitano de Manaus – FAMETRO (2018-2020) e no Grupo Ser Educacional (UNINASSAU e UNINORTE, 2018-2023), ministrando disciplinas do ciclo básico e específico. Na área de gestão acadêmica e científica, exerceu as funções de Coordenador do Curso de Farmácia (UNINASSAU) e de Coordenador de Gestão Científica do Laboratório de Leishmaniose e Doença de Chagas (LLDC/INPA).
É Docente permanente dos programas de pós-graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação/ILMD-Fiocruz) e em Imunologia Básica e Aplicada (PPGIBA/UFAM). Atualmente, é membro do Comitê do Programa Institucional de Iniciação Científica do INPA (Subárea: Saúde) e Vice-líder do grupo de pesquisa ”Pesquisas Integradas em Leishmaniose e Doença de Chagas na Região Amazônica” (LLDC/INPA). Desenvolve pesquisas em cultura de células, imunomodulação, seleção de novos hits, bioprospecção de produtos naturais e desenvolvimento de formulações farmacêuticas para o tratamento alternativo e/ou complementar de Doenças Tropicais Negligenciadas, com ênfase na leishmaniose tegumentar, utilizando abordagens pré-clínicas (in silico, in vitro e in vivo).
SOBRE O CENTRO DE ESTUDOS
O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento / Fiocruz Amazônia
Fiocruz Amazônia articula com DSEI Parintins realização de nova oficina de capacitação para conselheiros indígenas
/em Notícias /por Julio OliveiraDepois de realizar o primeiro encontro em Manaus, no último mês de fevereiro, com a participação de diversas lideranças indígenas, a Fiocruz Amazônia, por meio do Laboratório de História e Políticas Públicas de Saúde na Amazônia (LAHPSA), se prepara para promover, ainda este ano, mais uma oficina – a segunda em 2026 – no âmbito do Projeto Controle Social e Saúde Indígena, de formação de conselheiros distritais de saúde indígena no Amazonas. Desta vez, a formação acontecerá no município de Parintins – situado na margem direita do Rio Amazonas, distante 369 quilômetros de Manaus – prevista para outubro deste ano. O projeto é coordenado pela pesquisadora tecnologista em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Kátia Lima, e se propõe a realizar oficinas de formação nos sete Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIS) do Estado do Amazonas, com o apoio dos conselhos distritais de saúde indígena, que integram o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena do Sistema Único de Saúde (SasiSUS).
Kátia Lima conta que esteve no município de Parintins, entre os dias 27 e 30/04, participando de reuniões com o coordenador do DSEI Parintins, Jecinaldo Barbosa Cabral, da etnia Sateré-mawé, visando, além da implementação do curso de formação dos conselheiros, uma parceria, a convite do DSEI Parintins, para uma formação específica de Agentes Indígenas de Saúde naquele DSEI, onde atuam como elo entre o sistema de saúde oficial e as tradições locais, promovendo saúde e prevenindo doenças nas aldeias. O DSEI-Parintins atende atualmente cerca de 13 mil indígenas (das etnias Sateré-Mawé e Hixkaryana) em 12 polos-base nos municípios de Parintins, Maués, Barreirinha e Nhamundá. “O Conselho Distrital de Saúde Indígena (CONDISI) é composto por lideranças locais de cada polo e os conselheiros indígenas têm um papel importante no acompanhamento e controle da implementação das políticas de saúde indígena”, explica Kátia Lima, reforçando a importância do apoio interinstitucional para a realização das oficinas.
Ao todo, o Amazonas possui sete DSEIS: Alto Rio Negro, Alto Rio Solimões, Manaus, Médio Rio Purus, Médio Rio Solimões, Parintins e Vale do Rio Javari. “O projeto pretende ir a todos eles”, explica a pesquisadora, destacando que para cada um existem desafios logísticos específicos a serem vencidos. “As formações têm, em média, dois dias de duração e demandam esforço e investimentos no sentido de conseguir reunir todos os conselheiros, garantindo transporte para buscar e levar de volta às aldeias, geralmente situadas em localidades remotas, daí a necessidade de nos articularmos com certa antecedência e fecharmos a garantia do apoio das coordenações”, explicou. Além de Jecinaldo Sateré, Kátia Lima esteve reunida com o presidente do CONDISI/DSEI-Parintins, Eudes Lopes Batista.
“Fazemos visitas prévias a todas as sedes dos municípios onde estão situados os DSEIS exatamente para fazer a articulação em nível local e definir a estratégia de atuação do projeto quanto à logística necessária para levar professores/facilitadores, material didático e de apoio para as localidades. Ficamos felizes com a receptividade do atual coordenador do DSEI, Jecinaldo Sateré, e do presidente do CONDISI Parintins, que nos garantiram o apoio logístico necessário. O CONDISI é o órgão colegiado responsável por fiscalizar, debater e aprovar políticas públicas de saúde, além de avaliar as contas dos DSEIs.
De acordo com Kátia Lima, estes conselhos desempenham um papel fundamental na garantia da participação dos povos indígenas na formulação, acompanhamento e avaliação das políticas públicas de saúde. “Eles também têm a responsabilidade de fiscalizar, debater e apresentar propostas para o fortalecimento da saúde nos territórios indígenas. Apesar da importância dos CONDISI, como espaços institucionais de controle social no âmbito do SasiSUS, ainda são escassos os estudos que sistematizam as percepções e experiências de seus próprios membros indígenas, profissionais de saúde e gestores”, enfatiza o projeto.
Durante a visita a Parintins, Kátia Lima foi convidada, a convite do CONDISI, a realizar uma apresentação aos alunos que particpavam do curso de Agentes Indígenas de Saneamento Ambiental (AISAN), onde falou sobre o papel da Fiocruz enquanto instituição de pesquisa e ensino, com contribuição singiticativa na educação em saúde indígena.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Divulgação / Fiocruz Amazônia
Manaus sediará 1ª Conferência Estadual dos ODS do Amazonas reunindo instituições públicas, sociedade civil e comunidade científica
/em Notícias /por Julio OliveiraManaus sediará, no próximo dia 20 de maio, a 1ª Conferência Amazonas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), iniciativa que reunirá representantes de instituições públicas, sociedade civil, setor privado e comunidade científica para debater estratégias voltadas ao desenvolvimento sustentável no Estado. O evento acontecerá das 8h30 às 17h, no Auditório Sumaúma, da Faculdade de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). As inscrições já estão abertas. Clique AQUI para se inscrever.
Coordenada pelo Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a conferência integra o processo preparatório da 1ª Conferência Nacional dos ODS, prevista para ocorrer em Brasília entre os dias 29 de junho e 3 de julho. A proposta é promover um debate qualificado sobre a Agenda 2030 no território amazonense, identificar desafios e potencialidades locais e formular propostas que contribuam para o desenvolvimento sustentável e inclusivo.
A etapa estadual constitui um espaço estratégico de participação social e governança colaborativa, permitindo a articulação entre instituições acadêmicas, gestores públicos e organizações sociais em torno de agendas prioritárias, como redução das desigualdades, sustentabilidade ambiental e inovação para o desenvolvimento. Além de construir propostas relacionadas aos eixos temáticos da Agenda 2030, a conferência também elegerá a delegação estadual que representará o Amazonas na etapa nacional.
De acordo com o pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Rodrigo Tobias, a conferência consolida um processo já iniciado em diferentes territórios do Amazonas. “Tivemos pelo menos 25 conferências livres realizadas no Estado, em uma etapa importante de discussão sobre os ODS em nosso território. Agora, buscamos reunir diferentes atores para ampliar essa contribuição em âmbito estadual. Estimamos a participação de aproximadamente 150 pessoas, entre representantes da sociedade civil, instituições governamentais, setor privado e comunidade científica”, destacou.
Para a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, coordenar a realização da Conferência Estadual dos ODS representa uma oportunidade de fortalecer a integração entre ciência, gestão pública e participação social. “A conferência representa um espaço estratégico para construir, de forma coletiva, propostas que dialoguem com as especificidades e desafios da Amazônia. Reunir instituições, gestores, pesquisadores e movimentos sociais em torno dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável reforça o compromisso com políticas públicas mais inclusivas, sustentáveis e alinhadas às necessidades do território amazonense”, afirmou.
No último dia 26 de abril, representantes das instituições envolvidas na organização do evento estiveram reunidos na sede da Fiocruz Amazônia para alinhar aspectos da programação, definir equipes de trabalho e avançar na elaboração dos documentos orientadores da conferência.
Presente à reunião preparatória, a diretora de Avaliação e Acompanhamento das Ações de Extensão da Pró-Reitoria de Extensão da UFAM, Andreza Weil, ressaltou a importância da participação institucional ampliada para o fortalecimento do debate sobre os ODS. “Trata-se de um evento grandioso, cuja representatividade institucional é essencial para qualificar as discussões em torno dos ODS. Não se realiza uma conferência com uma ou duas instituições, mas com uma rede comprometida com a implementação dos objetivos e com a construção coletiva de propostas capazes de representar o Amazonas na etapa nacional. A Universidade Federal do Amazonas se sente honrada em sediar esse encontro”, afirmou.
O secretário executivo de Ciência, Tecnologia e Inovação da SEDECTI, Jeibe Medeiros da Costa, também destacou a relevância da articulação entre diferentes instituições para o êxito da conferência. “A SEDECTI se soma à Fiocruz, à UFAM e às demais instituições envolvidas com a convicção de que essa união fortalece o processo de construção coletiva. A reunião preparatória já demonstrou a força dessa parceria, o que nos dá segurança de que a conferência será um importante marco para o Amazonas”, declarou.
A conferência é realizada em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (SEDECTI), Rede de Trabalho Amazônico (GTA), Comissão Nacional para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (CNODS) e Secretaria Geral da Presidência da República. Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável constituem um apelo global à ação para erradicar a pobreza, proteger o meio ambiente e enfrentar as mudanças climáticas, garantindo melhores condições de vida para as populações. A Agenda 2030 reúne metas relacionadas a áreas como saúde, educação, igualdade de gênero, trabalho digno, redução das desigualdades, cidades sustentáveis, consumo responsável, preservação ambiental e fortalecimento das instituições democráticas. No Brasil, foi incorporado ainda o 18º ODS, voltado à promoção da igualdade étnico-racial.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Eduardo Gomes / Fiocruz Amazônia
Fiocruz Amazônia divulga 1ª republicação da Chamada Pública referente à seleção ao Doutorado em Saúde Pública na Amazônia contemplando ações afirmativas e mudança no método de aplicação da prova oral
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou nesta quarta-feira, 29/04, a 1ª Republicação da Chamada Pública Nº 005/2026, referente ao processo de seleção pública para ingresso no Curso de Doutorado em Saúde Pública na Amazônia, oferecido em consórcio pela Fiocruz Amazônia, Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA). A republicação apresenta inclusão dos itens relativos às ações afirmativas do processo seletivo e alterações referentes ao local de inserção sobre o uso ou não de ferramentas de inteligência artificial e o método de aplicação da prova oral. O prazo para inscrições se encerrará às 16h do dia 15/05/2026.
Confira AQUI a 1ª Republicação
Entre as mudanças, está a que altera o método de aplicação da prova oral, etapa que acontecerá entre os dias 15 e 19/06/2026. Antes aplicada apenas de forma presencial, a prova poderá ser feita também de modo remoto, se o candidato assim optar. Os aprovados na 2ª etapa do processo seletivo serão contatados para que indiquem a opção pela realização da prova de forma síncrona (remota) ou presencial.
A prova oral presencial ocorrerá na sede do ILMD/Fiocruz Amazônia, com duração máxima de 30 (trinta) minutos por candidato. O candidato deverá se apresentar no dia e horário programado para a prova oral, munido de documento de identificação com foto.
Já a prova oral síncrona (remota) será feita por videoconferência, pela banca examinadora, em caráter fechado, com duração máxima de 30 (trinta) minutos por candidato. O candidato receberá informações referentes à plataforma virtual e o link de acesso com antecedência mínima de 48 (quarenta e oito) horas da data da prova.
O edital informa que o candidato aprovado para esta etapa receberá, via e-mail cadastrado no sistema de inscrição (SIEF), o Termo de Autorização de Voz e Imagem (para fins de análise e revisão em caso de recurso). O candidato que optar por realizar a prova de forma síncrona (remota) deverá acessar a plataforma com antecedência mínima de 15 (quinze) minutos, utilizando equipamento com câmera, microfone e conexão de internet compatível.
O documento reforça que é de inteira responsabilidade do candidato optante por esta modalidade garantir equipamentos e conexão de internet necessários para a realização da prova. Em caso de problemas de acesso no ambiente virtual, estes devem ser imediatamente comunicados via e-mail drsaudepub.ilmd@fiocruz.br. A republicação também estabelece a necessidade de declaração sobre o uso ou não de ferramentas de Inteligência Artificial, devidamente preenchida e assinada, na elaboração da súmula curricular e do projeto preliminar de pesquisa.
Como parte do compromisso com a promoção da equidade e inclusão, a Chamada Pública contempla políticas de ações afirmativas. Em caráter excepcional, devido às limitações técnicas do sistema de inscrição, candidatos autodeclarados pessoas trans e travestis, mães de crianças na primeira infância e imigrantes refugiados deverão selecionar a categoria disponível no sistema “Pessoas autodeclaradas quilombolas” apenas para viabilizar a inscrição, sendo obrigatório preencher e encaminhar o formulário correspondente à sua própria categoria.
A instituição ressalta que a medida não prejudica o reconhecimento da autodeclaração original. Para fins de classificação e preenchimento das vagas, será considerada a opção informada no formulário correspondente.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Imagem: Mackesy Nascimento / Fiocruz Amazônia
Fiocruz Amazônia participa do lançamento da 1ª Caravana Interfederativa da Superintendência do Ministério da Saúde no Amazonas
/em Notícias /por Julio OliveiraA Fiocruz Amazônia participou nesta terça-feira, 28/04, do lançamento da 1a Caravana Interfederativa da Superintendência do Ministério da Saúde no Estado do Amazonas (SMSA). A iniciativa tem como finalidade fortalecer o diálogo com gestores locais, proporcionar o acolhimento e resolutividade às principais demandas nas regiões de saúde do Estado, bem como fomentar as discussões em torno da regionalização da saúde no território amazônico, por meio de caravanas às diversas microrregiões do Estado reunindo os órgãos do Ministério da Saúde e Governo do Amazonas. O lançamento ocorreu na sede da SMSA-AM e contou com a presença de representantes do poder público estadual, prefeituras e secretarias municipais de Saúde. Representando a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, a vice-diretora de Pesquisa e Inovação, Michele Rocha El Kadri, destacou a complexidade do território amazônico e suas diferentes realidades como as principais características do Estado a serem reconhecidas no cumprimento desse desafio.
“Temos realidades distintas entre as regiões do Estado e esse esforço da Superintendência do Ministério da Saúde no Amazonas é louvável no sentido de reforçar e de fazer também chegar ao Ministério da Saúde a mensagem de que não dá para termos a mesma política, as mesmas métricas e o mesmo financiamento da saúde, que os lugares que são urbano centrados, que tem localização acessível por estradas e sofrem com os mesmos problemas e desafios, a exemplo da violência que impacta os indicadores da saúde. É importante pensar nos diversos territórios para que sejamos capazes de construir políticas e orientações específicas, pensando em desenvolver soluções e parcerias para essa região que é tão importante não só para o nosso Estado e para o Brasil, mas para o mundo inteiro”, afirmou El Kadri.
O superintendente do MS no Amazonas, Geraldo Henrique Medeiros, explicou que a finalidade principal da caravana interfederativa é garantir o amplo acesso a programas e serviços do SUS em todas as microrregiões do Estado. “A caravana vai levar conhecimento e estruturação para os municípios, permitindo o acesso a tudo que o SUS oferece, inaugurando um novo momento com o apoio de todos os órgãos”, reforçou. Com a iniciativa, a SMSA-AM pretende ampliar a resolutividade de encaminhamentos e demandas prioritárias apresentadas pelos gestores locais, ampliar o acesso aos municípis a programas, recursos e políticas públicas de saúde do Governo Federal, fortalecer a governança interfederativa e do relacionamento institucional entre os entes e consolidar a caravana como espaço estratégico de apoio, integração e qualificação da gestão em saúde no Estado do Amazonas.
A mesa de abertura do evento contou com a presença de representantes da Secretaria de Estado da Saúde (SES-AM), Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas Dra Rosemary Costa Pinto (FVSRCP-AM), Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems-AM), Associação Amazonense de Municípios (AAM), Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AgSUS) no Amazonas, Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS), Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) do Ministério da Saúde.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa / Fiocruz Amazônia
Fiocruz Amazônia abre processo de seleção para ingresso no Mestrado do PPGBIO-Interação
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) abriu o processo de seleção pública de candidatos para o ingresso no curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação). O processo integra a Chamada Pública Número 006/2026 e oferece dez vagas, para ingresso em agosto de 2026, devendo o candidato, quando do preenchimento do Formulário de Inscrição Complementar (ANEXO III), escolher uma das duas linhas de pesquisa do Programa. As inscrições começam no dia 4/05/2026, estendendo-se até 25/05/2026. O período para solicitar isenção da taxa de inscrição vai de 28 a 30/04. Das dez vagas ofertadas, 50% serão destinadas à ampla concorrência e 50% às ações afirmativas, para pessoas negras, pessoas com deficiência, indígenas, quilombolas, trans e travestis.
O pedido de isenção do pagamento da taxa de inscrição deve ser encaminhado para o e-mail mestradoppgbio@fiocruz.br . O envio da solicitação deve anteceder o da documentação de inscrição. O benefício contempla o candidato amparado pelo Decreto Federal nº 11.016, de 29 de março de 2022, que preencham pelo menos uma das seguintes condições: a) Candidato inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), ou que comprove ser dependente de membro familiar beneficiário do CadÚnico; b) Candidato que for membro de família de baixa renda, nos termos do Decreto Federal nº 11.016, de 29 de março de 2022, com renda familiar per capita de até meio salário-mínimo (Comprovante do mês anterior ao da data da inscrição). c) Ter realizado doação de medula óssea em entidade reconhecida pelo Ministério da Saúde, nos termos da Lei nº 13.656/2018 e da Lei nº 6.759/2024; d) Ter realizado doação de sangue, nos termos da Lei nº 6.759/2024;
As vagas disponibilizadas estão distribuídas entre as duas linhas de pesquisa: Eco-epidemiologia das doenças transmissíveis; e Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus hospedeiros. Para se inscrever, o candidato deverá apresentar a documentação solicitada no Edital.
SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO
O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.
O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.
Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Imagem: Mackesy Nascimento / Fiocruz Amazônoia