COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD
ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia
O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.
A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.
Fiocruz Amazônia sedia oficinas do 13º Congresso Internacional da Rede Unida
/em Notícias /por Carlos GomesIniciaram nesta quarta-feira, 30/5, as oficinas do 13º Congresso Internacional da Rede Unida. O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), co-organizador do Congresso, sediou as oficinas “Determinantes sociais da saúde na Amazônia: explorando uma abordagem territorial” e “Dança Circular: uma poderosa prática de bem-estar e desenvolvimento pessoal”, reunindo gestores, trabalhadores, movimentos sociais, estudantes de graduação e pós-graduação.
A oficina sobre determinantes sociais da saúde na Amazônia, foi proposta pelos pesquisadores Patrícia Tavares Ribeiro, Alexandre San Pedro Siqueira, Paulo Henrique Barbosa Andrade, do Centro de Estudos, Políticas e Informação sobre Determinantes Sociais da Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública, da Fundação Oswaldo Cruz (CEPIDSS/ENSP/FIOCRUZ), e também por Rodrigo Tobias, pesquisador do ILMD/Fiocruz Amazônia, presidente desta edição do Congresso.
A atividade apresentou e discutiu questões desenvolvidas no processo de realização do seminário intitulado “Desenvolvimento, Governança Territorial e Saúde: Determinantes Sociais da Saúde na Região Norte”, e objetiva apresentar uma perspectiva teórico-metodológica sobre abordagem territorial aos Determinantes Sociais da Saúde (DSS), uma síntese de estudos exploratórios sobre temas específicos relacionados à Região Norte, bem como uma síntese dos resultados alcançados no referido seminário.
Segundo Patrícia Tavares, coordenadora do CEPIDSS/ENSP/FIOCRUZ, a oficina visa contribuir para a reflexão e aprofundamento sobre temáticas relevantes referentes aos determinantes sociais da saúde em geral, e especificamente na Região Norte, na perspectiva do desenvolvimento de uma abordagem territorial para governança da saúde no SUS. “A partir de uma atualização dessas dinâmicas mais recentes, que se introduziram pela globalização, estamos buscando olhar novamente para o processo saúde-doença como um processo socialmente determinado na configuração atual dessas relações no mundo”, destacou.
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DANÇA CIRCULAR
A oficina sobre dança circular, teve o intuito de possibilitar uma comunicação sem palavras e mais comunhão, integração, união e amorosidade entre as pessoas. A atividade foi proposta pela Presidente da seção DF da Associação Brasileira de Enfermagem e Técnico de Assistência de Saúde, da Secretaria de Estado De Saúde Do Distrito Federal (SES/DF), Zulmira Maria Barroso da Costa.
De acordo com Zulmira, especialista em Enfermagem Ortopédica e Reabilitação Física, a dança circular, atua como canal para transformação, em diversos planos e níveis da existência individual e grupal através de uma vivência, viabilizada pela cooperação e sintonização em frequências vibratórias canalizadas pelas danças.
A ação visou promover os seguintes benefícios aos participantes: harmonia entre corpo-mente-espírito; elevação da auto-estima; consciência corporal; aprendizagem criativa com inteligência integral e expansão de habilidades; ampliação do potencial humano com a vivência da arte, do lúdico, do belo, do prazer e da alegria; reconhecer, valorizar e fortalecer as identidades culturais Brasileiras (locais/regionais/nacionais), para o encontro criativo e harmônico com os outros povos; sensibilização para a vivência de valores humanos e princípios éticos universais; aprender a conhecer, fazer, conviver, ser, pilares básicos da educação sustentável.
ABERTURA
A abertura oficial do evento será realizada nesta quarta-feira, 30/5, às 18h, no auditório Eulálio Chaves, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), e as demais atividades distribuídas entre os auditórios do Setor Sul do Campus Universitário Arthur Virgílio Filho. Entre os destaques da programação está o Encontro Nacional das parteiras tradicionais e a Conferência do Conselho Nacional de Saúde (CNS).
SOBRE O CONGRESSO
O Congresso acontece entre os dias 30/5 e 2/6 de 2018. Realizado pela primeira vez na Região Norte e na Cidade de Manaus, o congresso pretende propor o debate em torno da saúde, educação, arte e cultura, da participação cidadã, da gestão e do trabalho em saúde na perspectiva do fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
Com o tema “Faz escuro, mas cantamos: redes em re-existência nos encontros das águas”, o 13ª Congresso Internacional da Rede Unida reunirá trabalhadores da saúde, usuários do SUS, pesquisadores, estudantes, professores, gestores e representantes de movimentos sociais.
São parceiros desta edição a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), Conselho Nacional de Saúde (CNS), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ministério da Saúde (MS), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), Secretaria de Estado da Cultura (SEC), Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Secretaria Municipal de Educação (Semed), Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM) e ILMD/Fiocruz Amazônia, co-organizador do Congresso.
Agência Rede Unida de Comunicação, por Eduardo Gomes (Ascom/ILMD Fiocruz Amazônia)
Fotos: Eduardo Gomes
Estudo publicado na Nature Microbiology é apresentado no Centro de Estudos do ILMD
/em Notícias /por Carlos GomesO Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebeu nesta terça-feira, 29/5, o pesquisador Fabiano Oliveira, do National Institute of Health (NIH), para a presentar o estudo “Leishmania goes retro”, recentemente publicado na revista Nature Microbiology, no qual Fabiano é co-autor.
A pesquisa apresentada foi capa da Nature Microbiology, em maio de 2018. Segundo o palestrante, “esse estudo ajuda a entender um pouco mais o que está acontecendo no campo, pois incorpora a dinâmica do vetor, um flebótomo, que se alimenta várias vezes de sangue. Ninguém tinha olhado ainda para o que está acontecendo quando ele está infectado e se alimenta várias vezes”, destacou.
De acordo com Fabiano Oliveira, o estudo revelou que existe uma amplificação na quantidade de parasitas dentro desse inseto. “Isso leva a acarretar que esse inseto está mais infeccioso e pode transmitir mais doença. Esse é um fato novo, onde ninguém tinha olhado nesse aspecto, referente ao que acontece com o patógeno que está dentro do mosquito quando ele continua se alimentando”, explicou
Confira o artigo
O pesquisador já esteve na Fiocruz Amazônia em outra oportunidade, onde apresentou seu estudo sobre a descoberta de uma proteína, presente na saliva, que consegue proteger macacos Rhesus da leishmaniose cutânea.
SOBRE A LEISHMANIOSE
As leishmanioses compõem um conjunto de doenças infecciosas, não contagiosas, causadas por parasitas do gênero leishmania, se dividem em leishmaniose tegumentar americana, que ataca a pele e as mucosas, e leishmaniose visceral (ou calazar), que ataca órgãos internos. A leishmânia é transmitida ao homem e a outras espécies de mamíferos por insetos vetores ou transmissores, conhecidos como flebotomíneos.
Para mais informações sobre a doença acesse.
SOBRE O PALESTRANTE
Fabiano Oliveira é mestre em patologia experimental, doutor em patologia humana pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e pós-doutor pela National Institues of Health.
Possui experiência na área de medicina, com ênfase em anatomia patológica e patologia clínica. Atua principalmente nos seguintes temas: leishmaniasis, imunologia celular, lutzomyia longipalpis, Lutzomyia intermedia, Saliva e Phlebotomus.
CENTRO DE ESTUDOS
O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.
Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.
ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Castelo da Fundação Oswaldo Cruz completa 100 anos
/em Notícias /por Carlos GomesO maior símbolo da Fundação Oswaldo Cruz está completando 100 anos em 2018. Idealizado pelo próprio cientista Oswaldo Cruz, que desenhou seus primeiros esboços, e projetado pelo arquiteto português Luiz Moraes Júnior, o Castelo Mourisco chega ao seu centenário tendo cumprido a missão desejada pelo patrono da Fiocruz, de ser o ícone do desenvolvimento da ciência e da saúde pública no Brasil.
Para a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, além de ser um símbolo da ciência brasileira, o Pavilhão Mourisco é um monumento para expressar o caráter permanente que deve ter a atividade de pesquisa voltada para a resolução dos problemas de saúde. “O Castelo é um símbolo da maior importância contemporânea, quando afirmamos que os recursos aplicados em ciência, tecnologia e inovação não devem ser vistos como gasto e sim como investimento no futuro do país como nação autônoma e inclusiva. É também um símbolo reconhecido pelos diferentes países com os quais a Fiocruz estabelece cooperação; um símbolo de uma ciência voltada para a saúde global, a justiça e a paz”, afirma Nísia.
“Por sua arquitetura singular, nos convida a uma reflexão sobre as relações entre arte, cultura e ciência, um encontro que enriquece a experiência de todos os que trabalham ou estudam na instituição, em suas diversas sedes no Rio de Janeiro e em outras cidades brasileiras, e de todos que levam consigo um pouco dela, seja por meio de resultados de pesquisa, cursos, vacinas, serviços, enfim, um pouco deste rico mosaico chamado Fiocruz”, completa a presidente.
Diretor da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), unidade técnico-científica responsável pela preservação e da restauração do patrimônio arquitetônico, ambiental e urbanístico da Fundação, Paulo Elian reafirma a importância do monumento. “O Castelo Mourisco é o maior símbolo da Fiocruz e representa o êxito da ciência brasileira, desta instituição científica centenária e reconhecida por suas grandes contribuições para o país. A comunidade da Fiocruz e a sociedade reconhecem esse símbolo, seu valor científico e cultural. Nós da Casa temos sobre esse patrimônio enorme responsabilidade na sua preservação, pesquisa e uso social”, destaca.
PALÁCIO DAS CIÊNCIAS
Construído entre 1905 e 1918, o Pavilhão Mourisco foi erguido em uma colina na antiga fazenda de Manguinhos, de frente para a Baía de Guanabara, para substituir as antigas e improvisadas instalações do Instituto Soroterápico Federal, criado em 25 de maio de 1900. Principal edificação do Núcleo Arquitetônico Histórico (NAHM) de Manguinhos – também composto hoje pelo prédio do Quinino ou Pavilhão Figueiredo Vasconcellos, Cavalariça, Pavilhão do Relógio ou da Peste, Pombal ou Biotério para Pequenos Animais, Hospital Evandro Chagas e a Casa de Chá – o “Palácio das Ciências” foi imaginado por Oswaldo Cruz para ser a sede do novo instituto, criado à imagem do Instituto Pasteur, de Paris, reunindo a produção de vacinas e remédios, a pesquisa científica e demais atividades ligadas à saúde pública.
“A ideia era marcar a gestão dele à frente da Saúde Pública e a própria presença da Saúde Pública nas ações do Brasil novo, republicano, com um Palácio das Ciências. Uma edificação suntuosa, não pelo luxo, mas pela sua expressão. Uma construção sólida e monumental para ser importante e durar no tempo”, afirma o arquiteto, urbanista e pesquisador do Departamento de Patrimônio Histórico (DPH) da Casa de Oswaldo Cruz, Renato Gama-Rosa, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Preservação e Gestão do Patrimônio Cultural das Ciências e da Saúde da COC.
De acordo com Renato Gama-Rosa, o estilo eclético que define o Pavilhão Mourisco teve três influências principais, ao longo de seus anos de construção. A primeira foi o Palácio de Montsouris, em Paris, que Oswaldo Cruz conheceu quando estudou na França. Ali já estava marcada a presença da linguagem neo-mourisca, que vivia um momento de valorização no final do século 19 na Europa. A segunda influência foi justamente o Castelo de Alhambra, em Granada, Espanha. “Na biblioteca particular de Oswaldo Cruz tem um livro sobre a Alhambra, que ele comprou e provavelmente mostrou ao Luiz Moraes Jr. O arquiteto copiou os seus desenhos. Depois do livro de Alhambra, as obras do Castelo ganharam outra dimensão”, explica Renato.
A terceira principal influência, revelada mais recentemente, foi a sinagoga de Berlim, que inspirou outras sinagogas mundo afora e também as torres do Castelo do então Instituto Oswaldo Cruz. “As torres do Castelo são cópias fiéis das torres dessas sinagogas”, diz Renato. Entre outras influências, Renato também destaca a presença da arquitetura de saúde da época. “As construções de saúde dessa época obedeciam à planta em formato H para permitir a ventilação cruzada dos ambientes”.
A CONSTRUÇÃO
Para a construção do Pavilhão Mourisco foram utilizados vidros, telhas, revestimentos, mármores, ferros e luminárias importados da Europa. A maior parte do material chegava de barco, por meio de um cais instalado na Baía de Guanabara, cujas águas chegavam até onde hoje está a Avenida Brasil, inaugurada apenas em 1947. Ainda na primeira década do século 20, o primeiro e o segundo pavimentos do Pavilhão Mourisco foram ocupados por laboratórios, enquanto seguiam as obras nos pavimentos superiores.
O terceiro, quarto e quinto pavimentos do Castelo, incluindo seu terraço e suas torres, foram finalizados a partir de 1910. Em 1918, o museu e a biblioteca já estavam funcionando no terceiro andar e os trabalhos de ornamentação do hall e do salão nobre da biblioteca foram concluídos. Os equipamentos de laboratório e as instalações elétricas, térmicas, telefônicas e telegráficas também já haviam sido implementadas, caracterizando o Pavilhão Mourisco como um dos edifícios de maior sofisticação tecnológica do país, incluindo um elevador que funciona até os dias de hoje.
“O fato de o Instituto Oswaldo Cruz ter uma sede tão robusta e tão sólida ajudou na própria perenidade da instituição, com impacto para o desenvolvimento da ciência e da saúde no país. Se não houvesse uma obra de maior vulto nas antigas instalações da fazenda de Manguinhos, talvez a instituição não tivesse tido o progresso que teve. Era como se desde o início o Castelo simbolizasse a instituição”, comenta Renato Gama-Rosa.
USOS E CONSERVAÇÃO
Morto precocemente em 11 de fevereiro de 1917, Oswaldo Cruz não conseguiu ver o seu projeto concluído, mas o sonho de um “Palácio das Ciências” permaneceu vivo para as próximas gerações. O Núcleo Arquitetônico Histórico de Manguinhos foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico em 1981. Desde a criação da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), em 1986, o patrimônio histórico e cultural da Fiocruz está sob a sua guarda e responsabilidade. Segundo o arquiteto e pesquisador do Departamento de Patrimônio Histórico (DPH) da Casa de Oswaldo Cruz, a solidez do Castelo contribuiu para que não fossem necessárias muitas obras de manutenção ao longo dos anos. O maior esforço foi justamente para rever algumas reformas que descaracterizaram o projeto original.
“As maiores intervenções foram feitas para descaracterizá-lo internamente, no período dos militares, nos anos 1970. Quando a Casa de Oswaldo Cruz surgiu foi para desfazer uma série de intervenções mal feitas pelos militares na parte interna do Castelo, como fechamento de portas e vãos”, afirma Renato, que aponta os terraços e as torres como as áreas mais frágeis do Pavilhão Mourisco.
Atualmente, o Castelo Mourisco é ocupado pela Presidência da Fiocruz e seus setores administrativos, pelo Departamento de Patrimônio Histórico (DPH) da COC e pelo Instituto Oswaldo Cruz, unidade técnico-científica da Fiocruz. Além disso, o Castelo também abriga a Biblioteca de Obras Raras (imagem), sob a guarda do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnologia em Saúde (Icict/Fiocruz), e três salas de memórias, em homenagem aos cientistas Oswaldo Cruz, Carlos Chagas e Costa Lima, que fazem parte do roteiro de visitação do Museu da Vida em Manguinhos. “São alguns usos que a gente fez questão de preservar. Tem que ter usos simbólicos, mas compatíveis com um monumento centenário deste porte”, diz Renato.
Para manter os setores em funcionamento, com dezenas de pessoas ocupando diariamente o Pavilhão Mourisco, a Casa de Oswaldo Cruz investiu, desde a sua criação, no setor de Educação Patrimonial. O objetivo era incentivar os trabalhadores da Fiocruz a respeitar o patrimônio da instituição. “O nosso desafio, desde a criação da Casa de Oswaldo Cruz, é justamente conciliar o uso com a questão patrimonial. Por um lado o uso ajuda na conservação e na manutenção do edifício, mas por outro lado impõe uma série de medidas que não afetem os seus materiais originais. A gente teve que adotar o ar condicionado, por exemplo, para permitir o uso e o conforto de quem trabalha no Castelo. A gente faz um planejamento para que o uso seja possível, com o menor impacto possível”, explica Renato.
César Guerra Chevrand (COC/Fiocruz)
Fiocruz Amazônia promove edição especial do Centro de Estudos dia 29/5, terça-feira
/em Notícias /por Carlos GomesO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove na próxima terça-feira, 29/5, a partir de 9h, na Sala 101 da Unidade, edição especial do Centro de Estudos, com a palestra “Leishmania goes retro”, a ser ministrada pelo pesquisador Fabiano Oliveira, do National Institute of Health (NIH),
A pesquisa a ser apresentada foi capa da revista Nature Microbiology, em maio de 2018, na qual Fabiano é co-autor. O pesquisador já esteve na Fiocruz Amazônia, e na oportunidade apresentou seu estudo sobre a descoberta de uma proteína, presente na saliva, que consegue proteger macacos Rhesus da leishmaniose cutânea.
SOBRE O PALESTRANTE
Fabiano Oliveira é mestre em patologia experimental, doutor em patologia humana pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e pós-doutor pela National Institues of Health.
Possui experiência na área de medicina, com ênfase em anatomia patológica e patologia clínica. Atua principalmente nos seguintes temas: leishmaniasis, imunologia celular, lutzomyia longipalpis, Lutzomyia intermedia, Saliva e Phlebotomus.
CENTRO DE ESTUDOS
O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.
Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.
ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento
Fiocruz Amazônia informa que as inscrições para a iniciação científica foram prorrogadas
/em Notícias /por Marlucia AlmeidaA coordenação do Programa de Iniciação Científica (PIC) informa que foram prorrogadas para quarta-feira, 30/5, as inscrições de estudantes de graduação interessados em desenvolver projetos de iniciação científica no Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia)
Estão aptos a participar do PIC/Fiocruz Amazônia estudantes de graduação de instituições de ensino superior públicas ou privadas reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC). O candidato deve estar regularmente matriculado e ter Coeficiente de Rendimento Acumulado (CRA) com valor igual ou maior que 7,0 (no caso de bolsa nova) e não ter reprovação em disciplinas afins às atividades do projeto de pesquisa que pretende desenvolver, além de outras condições, conforme edital.
Os interessados devem verificar no site www.amazonia.fiocruz.br as linhas de pesquisa de interesse e seus orientadores. Depois, entrar em contato com o próprio pesquisador ou com a secretaria do PIC, através do e-mail pic.ilmd@fiocruz , para saber da disponibilidade de vaga.
Acesse aqui o edital do PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia ou na página Chamadas Públicas.
As bolsas serão concedidas por um período de 12 meses, de 1º. de agosto de 2018 até 30 julho de 2019, com possibilidades de renovação.
O PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia é desenvolvido em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e com Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec/Fiocruz).
SOBRE O PIC
O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação; contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa e inovação tecnológica nos Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado para a melhoria das condições sociossanitárias na Amazônia; estimular pesquisadores produtivos a envolverem estudantes de graduação em suas atividades científicas, tecnológicas e profissionais; e proporcionar ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimular o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados ou alvo da pesquisa.
Na edição de 2017/2018 o PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia beneficiou 35 bolsistas, estudantes dos cursos de Biotecnologia, Biomedicina, Farmácia, Medicina, Ciências Biológicas e Ciências Sociais de instituições de ensino superior públicas e privadas de Manaus.
ILMD/Fiocruz Amazônia por Marlúcia Seixas
Foto: Eduardo Gomes
Fiocruz Amazônia participa da 1ª Jornada Científica do Hospital de Guarnição de Tabatinga (AM)
/em Notícias /por Carlos GomesEncerrou na última quinta-feira, 24/5, a 1ª Jornada Científica do Hospital de Guarnição de Tabatinga (HGuT). A atividade realizada no município de Tabatinga (AM), distante 1.108 km da capital, faz parte da Semana da Saúde e contou com a participação do pesquisador Felipe Gomes Naveca, Vice-Diretor de Pesquisa do Instituo Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia).
Após a abertura do evento, o pesquisador da Fiocruz Amazônia apresentou ao corpo de saúde do Hospital, as pesquisas mais recentes sobre Arboviroses Emergentes (Chikungunya, Dengue, Zika, Mayaro, Febre Amarela, dentre outras).
Naveca destacou a importância de apresentar os estudos e pesquisas desenvolvidos pela Fiocruz Amazônia, além de estreitar relações com o Hospital de Guarnição de Tabatinga. “Nós temos um projeto de pesquisa em Tabatinga, e como o Hospital do Exército é uma unidade de complexidade média no município, é importante envolver esses profissionais, para que eles possam conhecer o que estamos fazendo, e com isso estreitar a colaboração com o exército”, pontuou.
A Jornada Científica contou ainda com outras palestras e apresentação de Banners, onde os setores diretamente ligados ao atendimento em saúde, produziram banner apresentando relatos de casos clínicos e rotina do seu trabalho. Nesta sexta-feira, está previsto como encerramento das atividades uma Corrida de Aventura e um Baile da Saúde.
SOBRE A FIOCRUZ AMAZÔNIA
O ILMD/Fiocruz Amazônia é a unidade técnico-científica da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Amazonas. Sediado em Manaus, sua missão é contribuir para a melhoria das condições de vida e saúde das populações amazônicas e para o desenvolvimento científico e tecnológico regional e do País, integrando a pesquisa, a educação e ações de saúde pública.
Para o desenvolvimento de suas ações conta com instituições parceiras que apoiam projetos de caráter multidisciplinar e interinstitucional, gerando conhecimentos essenciais para a criação de políticas públicas, que contribuam para a melhoria da qualidade de vida da sociedade.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: 2º Ten Pedro Henrique
Centro de Estudos abordará combinação de citocinas inflamatórias em pacientes com hepatite C crônica
/em Notícias /por Carlos GomesO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove nesta sexta-feira, 25/5, a partir de 9h, no Salão Canoas, auditório do Instituto, a palestra “Impacto combinado do genótipo 1 do vírus da hepatite C e polimorfismos nas citocinas IL-6 e TNF-α nos níveis séricos de citocinas pró-inflamatórias em pacientes infectados pelo VHC”, a ser ministrada por Andrea Monteiro Tarragô, doutoranda do Programa de Pós-graduação em Imunologia Básica e Aplicada, da Universidade Federal do Amazonas (UFAM).
De acordo com a palestrante, existem substâncias em nosso organismo que são produzidas pelas nossas células de defesa, na tentativa de eliminar o agente causador da infecção, no caso o HCV, contudo nesse processo há um agravamento da doença no fígado. A palestra irá abordar aspectos epidemiológicos, principal via de transmissão, tratamento e aspectos imunogenéticos relacionados ao desenvolvimento da hepatite C crônica.
A pesquisadora destacou também a importância do impacto dessas combinações. “Quantos aos impactos pode-se dizer que as alterações imunológicas podem contribuir com o desfecho da doença hepática causada pelo HCV”
SOBRE A PALESTRANTE
Andrea Tarragô é graduada em Farmácia e Bioquímica pela Universidade Paulista (UNIP), Especialista em Hematologia Laboratorial pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Mestre em Imunologia Básica e Aplicada pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Atualmente é Doutoranda em Imunologia Básica e Aplicada pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM).
Possui experiência na área de Imunologia, Genética e Células-tronco, com ênfase em Imunogenética, Genética Humana e Médica. Desenvolve pesquisas na área de Imunogenética, Imunidade Celular e Resposta imune ao HCV/ HBV, atuando em específico aos polimorfismos dos genes de citocinas e quantificação de Citocinas.
CENTRO DE ESTUDOS
O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.
Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.
ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento
Fiocruz Amazônia lança duas novas publicações disponíveis para download
/em Notícias /por Carlos GomesEstão disponíveis no site do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), duas novas publicações da Instituição para download: o periódico Cadernos Técnicos da Fiocruz Amazônia com o tema Diagnóstico Situacional em Saúde do Trabalhador de autoria do Dr. Rafael Petersen, Tecnologista em Saúde Pública e o Manual do Estagiário coordenado por Luciene Araújo, Chefe do Serviço de Gestão do Trabalho .As publicações foram elaboradas no âmbito do Projeto de Gestão e Desenvolvimento Institucional (PGDI/ILMD/FIOTEC – Projeto Nº CPqLMD001 – FIO 15 – PDI.
O periódico Cadernos Técnicos da Fiocruz Amazônia, editado pela Vice-diretoria de Pesquisa e Inovação do ILMD, aborda assuntos relacionados a boas práticas de gestão, diagnósticos técnicos, relatórios e outros produtos associados ao funcionamento de instituições de pesquisa e formação de recursos humanos na área de ciência, tecnologia & inovação em saúde.
Para o Diretor da Fiocruz Amazônia, Sérgio Luiz Bessa Luz, o material possibilitará maior reflexão sobre novas práticas e políticas de interesse da sociedade. “Espero que este material informativo incentive a reflexão de profissionais e gestores na formulação de novas práticas e políticas de interesse público, baseadas em evidências e novos conhecimentos”, destacou.
O conteúdo da publicação é resultado da produção técnica e didática de tecnologistas, profissionais de gestão, professores, alunos, pesquisadores e outros técnicos de ciências da saúde e áreas afins. Todas os tópicos abordados são rigorosamente revisados e apresentados de forma concisa e acessível.
Segundo Maria Olívia Simão, da comissão de elaboração da publicação, a ideia é que o periódico possa futuramente nortear ações de melhoria em outros ambientes. “São formas de implantarmos boas práticas, que estão associadas ao fazer do cotidiano do gestor, do técnico, da melhoria da gestão, que podem ser colocadas como boas práticas para que outros possam ver o que foi realizado, e posteriormente reproduzir isso em outros espaços”, disse.
MANUAL DO ESTAGIÁRIO
Pensando no bem-estar dos estagiários, um manual foi lançado com a finalidade de orientar e transmitir informações que o ajudem no desempenho de suas atividades. Na publicação, é possível encontrar informações importantes e úteis para a atuação na Instituição.
Para Luciene Araújo, chefe do Serviço de Gestão do Trabalho da Fiocruz Amazônia, a publicação representa uma ação de grande relevância para os estagiários da instituição. “Esse é um instrumento muito importante para o estagiário, tem o objetivo de orientar e ajudar no desempenho de suas atividades, além de levar conhecimento sobre seus direitos e deveres”, disse.
O Manual aborda principalmente as especificidades do Programa de Estágio Curricular (PEC) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE). No ILMD/ Fiocruz Amazônia, o PEC é coordenado pelo Serviço de Gestão do Trabalho (SEGET).
Para facilitar a distribuição e o acesso e minimizar custos, em breve, serão lançados cartões impressos com QR code dos produtos.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes