COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD
ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia
O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.
A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.
Fiocruz articula novas estratégias para o enfrentamento do coronavírus
/em Notícias /por Carlos GomesApós a confirmação do primeiro caso do novo coronavírus (Covid-19) no Brasil, a Presidência da Fiocruz realizou uma reunião extraordinária nesta quinta-feira (27/2). No encontro, foram discutidas estratégias adicionais nas áreas de diagnóstico laboratorial, desenvolvimento tecnológico, produção e cooperação internacional no enfrentamento do Covid-19.
“A Fiocruz reafirma o compromisso com o Sistema Único de Saúde (SUS) na busca de soluções e respostas rápidas para a população brasileira frente a essa emergência sanitária, a exemplo do que já fizemos em outros momentos críticos para a saúde pública, como no enfretamento de H1N1, zika, chikungunya, febre amarela e até mesmo casos suspeitos de ebola”, destacou a presidente Nísia Trindade Lima.
A iniciativa faz parte das frentes de atuação da Fiocruz, que, desde o início deste ano, vem se articulando internamente e junto ao Ministério da Saúde para contribuir na preparação do país não apenas para a entrada do vírus em território nacional, mas também para a possibilidade de dar respostas rápidas a uma epidemia em larga escala.
“Temos ampla capacidade de resposta na instituição e estamos trabalhando em diversas frentes, tanto na articulação de iniciativas já em curso, como a produção de kits diagnósticos e a capacitação de laboratórios públicos para o diagnóstico laboratorial, mas também em ações prospectivas voltadas para a pesquisa e produção de fármacos e vacinas”, explicou a vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde, Marco Krieger.
Além de manter uma articulação permanente entre pesquisadores, gestores e técnicos da instituição, por meio da Sala de Situação em Saúde, criada em 24 de janeiro pela Coordenação de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência da Fundação, a Fiocruz participa do Centro de Operações de Emergências (COE), e foi convidada esta semana a integrar um comitê de especialistas, criado pelo Ministério da Saúde. A primeira reunião desse comitê acontecerá na próxima quinta-feira (5/3).
No âmbito interno, foi destacada a importância de permanente diálogo dos diretores e especialistas das unidades e escritórios regionais com os gestores municipais, garantindo a ampla mobilização da Fiocruz junto a todas as esferas do SUS no enfrentamento da emergência.
O campo da comunicação e da disseminação de informação de qualidade para a população também foi tema do encontro. Segundo a coordenadora de Comunicação Social da Fiocruz, Elisa Andries, o engajamento dos nossos especialistas no esclarecimento à população e, em especial, aos trabalhadores da saúde, é fundamental, mas deve ser feito de maneira responsável e sempre articulada com os profissionais de comunicação, seja da unidade ou da Presidência, para que, em tempos de fake news, a instituição possa contribuir com informações claras no entendimento dessa nova enfermidade.
Ao longo dos meses de janeiro e fevereiro, a Fiocruz conduziu uma série de iniciativas na área: capacitação de profissionais do Instituto Evandro Chagas, no Pará, e do Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, para o diagnóstico laboratorial do novo vírus, bem como de representantes técnicos de nove países da América Latina (Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai); participação de reunião da Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra, que reuniu centenas de cientistas de todo mundo para discutir estratégias de enfrentamento e definir prioridades de uma agenda de pesquisa global; realização de uma oficina para jornalistas; e participação no diagnóstico de repatriados da China.
A Fiocruz tem uma experiência de quase 60 anos com vírus respiratórios e é designada pelo Ministério da Saúde como referência para o diagnóstico laboratorial do novo coronavírus, por meio do Laboratório de Vírus Respiratórios e Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), e para o atendimento a pacientes, por meio do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz).
Fonte: CCS/Fiocruz
Aula inaugural dos cursos PPGBIO-Interação e PPGVIDA será na segunda, 2/3
/em Notícias /por Marlucia AlmeidaNa segunda-feira, 2/3, às 9h, inicia o ano letivo para os cursos de mestrado dos programas de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação) e de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia). “Imunopatogênese da Infecção pelo HIV-1” será o tema da aula inaugural, a ser ministrada por Fernanda Heloise Côrtes, pesquisadora do Instituto Oswaldo Cruz (IOC).
O evento é aberto ao público e reunirá alunos, professores e demais interessados no Salão Canoas, na sede da Fiocruz Amazônia, à Rua Teresina, 476, Adrianópolis – Manaus -AM.
O quê? Abertura do Ano Letivo na Fiocruz Amazônia com a palestra Imunopatogênese da Infecção pelo HIV-1
Quando? 2/3/2020, segunda-feira
Onde? Salão Canoas, na sede da Fiocruz Amazônia, à Rua Teresina, 476, Adrianópolis – Manaus -AM.
Palestrante: Fernanda Heloise Côrtes, pesquisadora do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).
Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia
Imagem: Mackesy Nascimento
Fiocruz Amazônia divulga resultado de seleção para aluno especial nos programas PPGBIO-Interação e PPGVIDA
/em Notícias, Outras /por Carlos GomesO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou nesta quinta-feira, 20/2, o resultado da Seleção para vagas de aluno especial em disciplinas dos Programas de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) e em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação), para o 1° semestre de 2020.
Confira o resultado para o PPGBIO-Interação
Confira o resultado para o PPGVIDA
SOBRE O PPGVIDA
O curso de mestrado em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos, capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.
O PPGVIDA também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.
SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO
O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.
O curso se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.
Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fiocruz Amazônia articula a realização de atividades de formação para o SUS em Uarini (AM)
/em Notícias /por Marlucia AlmeidaA direção do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebeu no dia 14/2, Orivane Cordovil Lopes, secretária de Saúde do município de Uarini (AM) para tratar de atividades de formação para o Sistema Único de Saúde (SUS) na região, iniciando com uma oficina a ser realizada nos dias 17 e 18 de março, na comunidade flutuante de São Raimundo do Jarauá – Setor Jarauá, em Uarini.
O encontro foi articulado pelo pesquisador da Fiocruz Amazônia, Marcílio Medeiros, membro do Laboratório Território, Ambiente, Saúde e Sustentabilidade (TASS), que irá ministrar a oficina. Segundo ele, a atividade proposta integra o projeto de pesquisa “Atenção à saúde das populações do campo, da floresta e das águas: perspectivas de um sistema de garantias de direitos para as populações ribeirinhas das unidades de conservação ambiental”, amparado pelo edital Novos Talentos da Fiocruz.
Marcílio explica que a articulação com as comunidades dos municípios de Alvarães, Fonte Boa, Japurá, Jutaí, Maraã, Tonantins e Uarini que compõem a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (RDSM) são feitas desde o ano passado, com a devolutiva de sua pesquisa.
“Na oportunidade, lá fizemos o Curso de Conselheiros Municipais de Saúde e ministramos palestra na Conferência Municipal de Saúde. Em agosto de 2019, nós realizamos em Fonte Boa a Oficina de Trabalho de Apresentação dessa estruturação do Sistema de Garantia de Direitos, reunimos todos os setores dos governos municipais e tivemos a participação do Ministério Público, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS) e da Secretaria de Saúde do Amazonas (Susam), no sentido de apresentar e corresponsabilizar todos os atores para a construção desse sistema”.
Para o diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz, trabalhar de forma articulada com as instituições e organizações sociais nos municípios é imprescindível para o conhecimento da realidade local e para a realização de um trabalho efetivo nas comunidades, o que impacta favoravelmente para o bom desempenho dos trabalhadores do SUS. Neste sentido ela falou sobre o Projeto QualifacaSUS, da Fiocruz Amazônia.
“O projeto QualificaSUS é uma outra oportunidade de estarmos contribuindo para a qualidade do serviço e efetividade aos usuários do SUS, pois essa iniciativa tem como objetivo qualificar o corpo de trabalhadores que atua na gestão e no atendimento das Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Amazonas e em órgãos parceiros”, comentou.
Orivane Lopes manifestou estar muito otimista e esperançosa em relação à parceria do município de Uarini com a Fiocruz Amazônia.
“A gente sabe o quanto é importante a parceria dos municípios com a Fiocruz, especialmente pela facilidade de que as pessoas, profissionais, tanto do nível superior, quanto do médio, podem aproveitar e aprender para melhorar os atendimentos da saúde, tanto nas comunidades ribeirinhas, quanto na própria sede do município. Então, a gente almeja o melhor para a população, nesse quesito”, disse.
Marcilio informou ainda que a referida formação no Jarauá antecederá as atividades da XXVIII Assembleia Geral da RDSM que reunirá moradores(as), trabalhadores(as) e lideranças das associações das 200 comunidades da Reserva, além de técnicos e gestores das secretarias municipais e estaduais. A Assembleia acontecerá no período de 19 a 22 de março de 2020, no município de Uarini/AM
Sérgio Luz adiantou que outras iniciativas de saúde podem acontecer nesse período, e que para isso buscará parcerias com outras instituições, para a realização de serviços de saúde durante a Assembleia Geral da RDSM.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Marlúcia Seixas
Fiocruz Amazônia abre inscrições para especialização em Gestão das Organizações Públicas de Saúde em Manaus
/em Notícias /por Marlucia AlmeidaO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) lançou processo seletivo para o curso de especialização em Gestão das Organizações Públicas de Saúde, a ser realizado em Manaus(AM). As inscrições são online e podem ser feitas no período de 13 a 28 de fevereiro.
O curso se destina a profissionais com nível superior que atuam na área de gestão da Atenção Básica. Para o processo seletivo estão sendo ofertadas 50 vagas.
A especialização acontece no âmbito do Projeto QualificaSUS, que é apoiado por emenda parlamentar da bancada do Amazonas. Para esta atividade, a Fiocruz Amazônia conta com parceria do Conselho dos Secretários Municipais de Saúde (Cosems-AM).
Confira o edital AQUI
O processo seletivo simplificado para o curso se dará em duas etapas eliminatórias: homologação das inscrições e análise documental para efeito de pontuação.
Esclarecimentos sobre os documentos e envio da inscrição podem ser solicitados somente através do endereço eletrônico duvidaslato.ilmd@fiocruz.br
Para se inscrever, o candidato deve apresentar a documentação solicitada no edital. Para efetivar a inscrição, o candidato deve enviar toda documentação exigida, digitalizada em um único arquivo, no formato “pdf”, de até 10MB, para o endereço eletrônico inscricaolato.ilmd@fiocruz.br
Acesse o edital.
SOBRE O QUALIFICASUS
O Projeto QualificaSUS é uma iniciativa do ILMD/Fiocruz Amazônia, que tem como objetivo qualificar o corpo de trabalhadores que atuam na gestão e no atendimento das Secretarias Municipais de Saúde do Estado do Amazonas e em órgãos parceiros, a fim de proporcionar um serviço de melhor qualidade e efetividade aos usuários do SUS.
São cursos de atualização, especialização e mestrado que adotam modelo pedagógico pautado na integração ensino-serviço, na problematização da realidade local, na valorização do conhecimento e experiência do trabalhador, entendido como sujeito das práticas desenvolvidas nas unidades de saúde.
Os cursos estão sendo ofertados em todos os 61 municípios, além da capital Manaus. A iniciativa conta com recursos oriundos de emenda parlamentar da bancada do Amazonas e com parceria do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM).
Atualmente, a Fiocruz Amazônia, por meio do Projeto QualificaSUS, realiza um curso de mestrado profissional, em Manaus; mais 4 cursos de pós-graduação lato sensu, que acontecem nos municípios de Tabatinga, Itacoatiara, Tefé e Maués; e 33 cursos de atualização para profissionais que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS) no Amazonas.
O edital e demais chamadas públicas da Fiocruz Amazônia estão disponíveis em https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=28031
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Nascimento
Projeto da Fiocruz Amazônia estimula vocações científicas entre meninas e mulheres
/em Notícias /por Carlos GomesEm celebração ao Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio do Laboratório Território, Ambiente, Saúde e Sustentabilidade na Amazônia (TASS), recebeu nesta terça-feira, 11/2, meninas entre 7 e 14 anos, oriundas do movimento popular de moradia urbana, e de ações de assistência aos imigrantes venezuelanos em Manaus, para um ciclo de atividades promovidas pelo projeto “Numiô-Momôro: Meninas cientistas da Amazônia”.
As atividades promovidas pelo projeto do ILMD/Fiocruz Amazônia, possuem como foco central a promoção de atividades educativas e a aproximação das meninas ao universo científico. Durante o evento, as meninas puderam participar de dinâmicas, jogos e rodas de conversas, além de conhecer a trajetória de pesquisadoras que atuam na área de ciência, tecnologia e inovação, visando fomentar vocações científicas entre meninas e adolescentes através do conhecimento.
O projeto “Numiô-Momôro: Meninas cientistas da Amazônia” foi aprovado na chamada interna da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz): ”Mais meninas na Fiocruz”, que tem por objetivo incentivar e fortalecer o papel fundamental que mulheres desempenham nas áreas de pesquisas científicas e tecnológicas.
Tais ações reafirmam o empenho da Instituição e a importância da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável (ONU / 2015), que tem como estratégia principal a adoção de objetivos e metas universais para “proteger os direitos humanos e promover a igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres e meninas em todos os níveis”.
Sérgio Luz, diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia destacou a importância da promoção de diversas atividades fomentadas pela Fiocruz em todo o país. “Hoje, todas as unidades da Fiocruz no Brasil estão promovendo ações de reflexão, de conversa, para que possamos falar sobre isso. É importante que essas meninas e mulheres possam se apropriar, prestar atenção e crescer com esse orgulho de serem mulheres que podem atuar na área científica, fazendo uma ciência ainda melhor para o cuidado da nossa população”, ressaltou.
O PROJETO NUMIÔ-MOMÔRO
Numiô-Momôro é uma expressão do idioma indígena Ye’pâ Masa (conhecido na literatura como Tukano, falado pelo povo de mesmo nome, habitante da região do Alto Rio Negro, no noroeste da Amazônia) e significa “Menina -Borboleta”. As palavras remetem a ideia de transformação que o projeto busca fomentar, proporcionando o estímulo de vocações científicas entre meninas e adolescentes.
“A ideia principal é estimular meninas e mulheres a terem esse contato com o mundo científico. Houve um esforço da Instituição, para desta vez trazermos crianças que possuem uma série de dificuldades em acessar esse universo. A Fiocruz assumiu isso como um compromisso institucional nacionalmente, esperamos que futuras ações do projeto tenham uma acolhida ainda maior por parte dos pesquisadores e novos apoiadores”, destacou Fabiane Vinente, coordenadora do projeto.
MULHERES E MENINAS NA CIÊNCIA
O Dia foi instituído pela Assembleia das Nações Unidas, em 22 de dezembro de 2015, com objetivo de propiciar ações que possam vir a contribuir para a promoção do acesso integral e igualitário da participação de mulheres e meninas na ciência, tecnologia e inovação.
A data é um movimento liderado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e pela Organização das Nações Unidas (ONU Mulheres). Outras atividades também serão promovidas em diversas unidades da Fiocruz, celebrando a data e confirmando o compromisso da Fundação em propiciar espaços para a discussão sobre gênero, ciência e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que compõem a Agenda 2030.
Rayssa Lima da Rocha, 14, avaliou a experiência de maneira positiva. “Achei muito legal a conversas com as pesquisadoras, até me senti mais estimulada a estudar mais e quem sabe me tornar uma cientista. Achei muito curioso as apresentações sobre os mosquitos, o que eles transmitem, eu nem fazia ideia. Acho que serei uma cientista”, disse.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes e Diovana Rodrigues
Reunião na Fiocruz Amazônia aborda fortalecimento da rede laboratorial de saúde pública no país
/em Notícias, Outras /por Carlos GomesO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) recebeu, na última sexta-feira (7/2), a visita de uma comitiva do projeto “Fortalecimento da Rede de Laboratórios de Saúde Pública para Atendimento às Emergências em Vigilância em Saúde”, formada por representantes da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) Brasília e do representante do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), órgão americano responsável por investigar doenças infecciosas.
O projeto tem como objetivo o fortalecimento da rede laboratorial de saúde pública no país, com o foco para atendimento às emergências. A comitiva formada pelos técnicos da Fiocruz-Brasília, Mariana Verotti, Thais Minuzzi e Maria Helena Cunha e do CDC, Leonard Peruski, visitou outros dez laboratórios de saúde pública espalhados no Brasil.
O Vice-Diretor de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, Felipe Naveca, apresentou as atribuições do Instituto, a produção, e pesquisas desenvolvidas. Os consultores também puderam visitar os laboratórios para conhecerem os processos e infraestrutura do Instituto. Durante uma visita guiada, a comitiva conheceu ainda futuras instalações onde serão desenvolvidos estudos realizados por pesquisadores da instituição.
SOBRE O ILMD/FIOCRUZ AMAZÔNIA
O ILMD/Fiocruz Amazônia é a unidade técnico-científica da Fundação Oswaldo Cruz no Amazonas, que visa contribuir para a melhoria das condições de vida e saúde das populações amazônicas, integrando pesquisa, educação e ações de saúde pública. Para o desenvolvimento de suas ações conta com instituições parceiras que apoiam projetos de caráter multidisciplinar e interinstitucional, gerando conhecimentos essenciais para a criação de políticas públicas, que contribuam para a melhoria da qualidade de vida da sociedade.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes
Fiocruz Amazônia inicia especialização em Gestão das Organizações Públicas de Saúde em Maués (AM), por meio do Projeto QualificaSUS
/em Notícias /por Marlucia AlmeidaO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) iniciou na segunda-feira, 10/2, a segunda turma do curso de especialização em Gestão das Organizações Públicas de Saúde, pelo Projeto QualificaSUS . A nova turma acontece em Maués, e vai atender a profissionais de saúde daquela cidade e de municípios do entorno.
A abertura do curso aconteceu no auditório do Hospital Raimunda Francisca Dinelly “Dona Mundiquinha” e contou com a presença de autoridades locais e alunos do curso. As aulas estão sendo realizadas em sala da unidade da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) no município.
Durante o evento, o secretário de Saúde de Maués, Franmartony Firmo, destacou a importância do curso para os profissionais de saúde que atuam no Sistema Único de Saúde (SUS), para que possam compreender e colaborar para a melhoria da gestão das unidades de saúde da região.
“É uma grande oportunidade para os profissionais de saúde e para a população de Maués, um curso desse nível oferecido pela Fiocruz Amazônia, aqui. Acho que é um grande ganho para o município, para os profissionais e para as pessoas. Só temos a agradecer à Fiocruz Amazônia, agradecer ao Cosems Amazonas, à Susam e à a Prefeitura de Maués”, comentou Franmartony.
Na oportunidade, o coordenador do curso, Riter Lucas Garcia, falou sobre a metodologia do curso e da importância da participação dos alunos, uma vez que o curso é modular, com aulas que acontecem uma vez por mês durante uma semana.
Giovana Brandão Farias, aluna do curso.
Para a aluna do curso, Giovana Brandão Farias, que atua como coordenadora da Atenção Básica em Saúde, a oportunidade de fazer uma especialização nessa área em Maués, é única. “Eu vi essa oportunidade como única, pois eu tenho a facilidade de fazer a pós-graduação no município onde eu trabalho, sem ter a dificuldade de deslocamento, de gastos e é uma especialização que está na minha rotina de trabalho. Então, eu acredito que não só para mim, como para os meus colegas, temos conhecimento a aprender e colocar em prática”, disse.
Também aluno do curso, José Eduardo Bragança dos Santos, farmacêutico e bioquímico, concursado do estado e do município disse estar motivado para as aulas. “É uma satisfação muito grande participar do curso, é o segundo que eu participo, ministrado pela Fiocruz, e isso engrandece o nosso currículo e a gestão. A gestão, que é algo muito importante, que a gente precisa estar se qualificando e repassando essas informações para a população”, comentou.
SOBRE O QUALIFICASUS
O Projeto QualificaSUS é uma iniciativa do ILMD/Fiocruz Amazônia que tem como objetivo qualificar o corpo de trabalhadores no nível da gestão e do serviço das Secretarias Municipais de Saúde do Amazonas e órgãos parceiros, a fim de proporcionar um serviço de melhor qualidade e efetividade aos usuários do SUS.
São cursos de atualização, especialização e mestrado profissional que adotam modelo pedagógico pautado na integração ensino-serviço, na problematização da realidade local, na valorização do conhecimento e experiência do aluno trabalhador, entendido como sujeito das práticas de gestão e sanitárias desenvolvidas nas unidades de saúde.
Os cursos são ofertados em todos os 61 municípios, além da capital Manaus. A iniciativa conta com apoio de emenda da bancada parlamentar do Amazonas e com parceria do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM).
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Marlúcia Seixas