COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD
ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia
O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.
A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.
Fiocruz Amazônia divulga Resultado Preliminar da 4ª Etapa referente à Análise do Currículo Lattes do Mestrado PPGBIO-Interação (Turma 2026)
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou nesta segunda-feira, 15/12, o Resultado Preliminar da 4ª Etapa referente à análise do Currículo Lattes do Processo Seletivo ao curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação), objeto da Chamada Pública nº 010/2025.
Confira AQUI o resultado
O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 17 vagas, nas seguintes linhas de pesquisa: Linha de pesquisa 1: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; Linha de pesquisa 2: Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores. Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Mestre em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro.
SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO
O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.
O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.
Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Imagem: Mackesy Nascimento / Fiocruz Amazônia
PPGBIO-Interação divulga 3ª Republicação referente ao processo de seleção da turma 2026 do Doutorado
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou na última sexta-feira, 12/12, a 3ª Republicação da Chamada Pública número 011/2025, referente à alteração no Anexo I – Cronograma do Processo de Seleção do Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PGBIO-Interação), turma 2026.
Confira aqui as alterações divulgadas na republicação.
SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO
O Programa tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.
O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.
Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Imagem: Mackesy Nascimento / Fiocruz Amazônia
Fiocruz Amazônia divulga resultado definitivo da prova oral do processo seletivo para ingresso no curso de Mestrado do PPGBIO-Interação
/em Imagens, Notícias /por Carlos GomesO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou o resultado definitivo da prova oral (3ª Etapa), do processo de seleção pública de candidatos para ingresso no Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação), referente à Chamada Pública nº 010/2025.
O processo de seleção é realizado em três etapas. 1ª Etapa: Homologação da inscrição; b) 2ª Etapa: Prova oral – Projeto de Pesquisa e Entrevista (prova online); c) 3ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado.
Acesse aqui o resultado
O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 20 vagas, nas seguintes linhas de pesquisa: Linha de pesquisa 1: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; Linha de pesquisa 2: Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores. Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Mestre em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro. As aulas estão previstas para iniciar em março de 2026.
SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO
O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.
O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.
Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento / Fiocruz Amazônia
Alunos testam o PH da água do rio, da chuva e da torneira durante experiências na 22ª SNCT em Parintins
/em Notícias /por Julio OliveiraTestes para verificar o PH de diferentes tipos de água a partir do uso de reagentes alternativos e de laboratório foram algumas das experiências inovadoras e curiosas vivenciadas pelos estudantes de Ensino Fundamental e Médio que tiveram a oportunidade de visitar a exposição Aventura Molecular, organizada pela Fiocruz Amazônia para a 22ª Semana de Ciência e Tecnologia (SNCT), promovida pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (IFAM) Campus Parintins, nos dias 23 e 23/10. A mostra foi uma das atrações oferecidas pela Fiocruz, que contou com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado do Amazonas (Fapeam), através do Programa de Apoio à Popularização da Ciência, Tecnologia e Inovação no Amazonas, para levar a iniciativa das mostras científicas ao interior do Amazonas.
Junto com o experimento envolvendo a água, os alunos puderam também ter uma visão microscópica do parasita causador da malária e conhecer os seus diferentes ciclos de vida, por meio da exposição “Desvendando o Ciclo de Vida do Parasita da Malária”, que, entre outras curiosidades, revela como o protozoário do gênero Plasmodium – agente causador da doença – sobrevive e age tanto no corpo humano quanto no do mosquito Anopheles, agente transmissor. A exposição chamou a atenção de alunos e professores, com muita interação e troca de informações, com a equipe formada por alunas de Iniciação Científica e egressas da pós-graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro do ILMD/Fiocruz Amazônia.
Maria Gabriela Santos Vasconcelos, Mestre em Hematologia pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e doutoranda do PPGBIO-Interação, ministrou a oficina “Aventura Molecular: Comparando Métodos de Análises do PH da Água”. Ela explica que se baseou no tema da SNCT deste ano – “Planeta Água: a cultura oceânica para enfrentar as mudanças climáticas no meu território” – para compor a oficina.
“Montamos um protocolo simplificado para avaliar diferentes métodos de medição de PH, comparando técnicas caseiras e comerciais, como solução de “água de repolho” e fitas de ph de laboratório. A partir disso, simulamos um ambiente com ‘alterações climáticas’, expondo diferentes tipos de água (água mineral, do rio e da chuva) a calor e frio intenso e observar as mudanças no pH e como elas podem influenciar na qualidade da água de forma diferente”, explica.
A expectativa, segundo Gabriela, era de que a água da chuva e a água do rio apresentassem um pH mais ácido, entre 4 e 6, enquanto a água salgada deveria ser mais alcalina, com valores superiores a 8. “Foi o que constatamos. No que diz respeito à água da torneira e à água mineral, observamos que elas estavam com um pH entre 7,5 e 8. Isso é bastante positivo, já que o ideal varia de 7 a 9,5, embora o pH neutro seja o mais recomendado comercialmente”, afirma.
A pesquisadora destaca que a atividade incluiu uma simulação de “alterações climáticas”, onde foi possível observar como o aumento da temperatura impacta na qualidade da água. “O aumento da temperatura pode acidificar a água, enquanto o frio extremo pode torná-la mais alcalina, resultando em um desequilíbrio químico significativo, o que determina o fim da vida de um lago, um rio, por exemplo e até mesmo da vida marinha em regiões que estão ficando muito quentes, como os corais.
Interessante”, enfatiza. Aluna do curso técnico de Recursos Pesqueiros, do IFAM Parintins, Karoline Batalha de Souza, 36, acompanhou atentamente o passo a passo dos experimentos. “Achei a exposição muito interessante e didática. No nosso modulo atual do curso, estudaremos essa parte da química, que é o controle do PH dos viveiros, do rio, das lagoas, uma vez que atuamos na produção de recursos pesqueiros. E pudemos verificar que, com as experiências, que quando o clima muda, a água também muda,”, avalia a estudante.
De forma interativa também, a SNCT permitiu aos alunos participarem da uma oficina de vídeos digitais voltados para a divulgação da ciência. A oficina, denominada Digiciência, está na sua sexta edição e trabalha todo o processo de produção de vídeos sobre Ciência com os participantes. “São jovens que estão entendendo como superar obstáculos como a timidez, aprendendo a conversar com as pessoas, pegar uma entrevista, fazer uma imagem e facilitar a produção do conhecimento científico, produzir a divulgação científica e proporcionar que as pessoas saibam lá fora o que se produz em termos de conhecimento científico e a contribuição da Fiocruz Amazônia para a comunidade”, afirma o jornalista e mestre em Ciências da Comunicação, Helder Mourão, instrutor da oficina.
Matheus Almeida Farias, 16, aluno do primeiro ano do curso de Informática Integrada do IFAM Campus Parintins, foi um dos participantes da oficina de vídeos digitais. Habituado a receber conteúdos, pelas redes sociais, ele conta que pela primeira vez iria produzir um vídeo de forma completa, com roteiro, entrevistas e captação de imagens de apoio. Com o acompanhamento do professor, Matheus se disse empolgado em percorrer as exposições e depois ter os vídeos postados nas redes sociais da instituição.
A bióloga Dandara Brandão, mestre em Saúde Pública e bolsista de apoio técnico da Coleção de Bactérias da Amazônia do ILMD/Fiocruz Amazônia, conduziu as rodas de conversas “Educação Ambiental, Doenças de Veiculação Hídrica e Importância da Qualidade da Água”, enfocando as doenças de veiculação hídrica, suas formas de contaminação e a importância da higiene para evitá-las. “Além da roda de conversa, exibíamos também um vídeo bastante esclarecedor sobre a importância da água nas nossas vidas, os malefícios da água não-potável e o que acontece com o nosso organismo quando a ingerimos”, relata Dandara, que contou com o apoio da assistente Daniele Freitas. Em Manaus, no Espaço ECAM, a mesma atividade foi coordenada pela bióloga e pesquisadora-tecnóloga da Fiocruz Amazônia, Luciete Almeida, responsável pelo Núcleo de Bacteriologia do Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS).
Outro espaço bastante visitado foi o da exposição “Pesquisa Participativa: Integrações entre Saberes Amazônicos”, que levou para os estudantes a “Mandala dos Cuidados”, com plantas, sementes de árvores nativas é um dos pontos altos da 5ª trilha do Projeto Começo Meio Começo. O objetivo da dinâmica é promover uma reflexão sobre a interdependência entre saúde humana, natureza e comunidade, reforçando a potência do cuidado no território. São trazidos pelos cursistas sementes variadas de árvores nativas (castanha, açaí, jatobá, frutas), de plantas medicinais, alimentos, artesanato, folhas, flores e elementos naturais coletados previamente pelo grupo (folhas verdes, secas, flores do campo, pequenos galhos e cascas de árvores e plantas utilizadas para remédios.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Fiocruz Amazônia divulga resultado preliminar da prova oral do processo seletivo à turma 2026 do Doutorado do PPGBIO-Interação
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou nesta terça-feira, 09/12, a ata do resultado preliminar da prova oral, do processo de seleção pública de candidatos para ingresso no Curso de Doutorado Acadêmico do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação), referente à Chamada Pública nº 011/2025.
O processo de seleção é realizado em três etapas. 1ª Etapa: Homologação da inscrição; b) 2ª Etapa: Prova oral – Projeto de Pesquisa e Entrevista (prova online); c) 3ª Etapa: Avaliação do Currículo Lattes documentado.
Acesse aqui o resultado
O curso, cujas vagas são oferecidas na presente Chamada Pública, terá sede em Manaus. Para esta Chamada Pública, estão sendo oferecidas 20 vagas, nas seguintes linhas de pesquisa: Linha de pesquisa 1: Eco epidemiologia das doenças transmissíveis; Linha de pesquisa 2: Bioquímica, biologia celular e molecular de patógenos e seus vetores. Ao egresso desse curso será outorgado o Diploma de Mestre em Ciências com área de concentração em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro. As aulas estão previstas para iniciar em março de 2026.
SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO
O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.
O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.
Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Imagem: Mackesy Nascimento / Fiocruz Amazônia
Fiocruz Amazônia divulga resultado da 4ª etapa, e resultado definitivo do processo seletivo para curso de mestrado do PPGVIDA, turma 2026
/em Notícias /por Carlos GomesO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou, nesta quarta-feira, 10/12, o Resultado da 4ª Etapa (Prova Oral) e o Resultado definitivo da Chamada Pública nº 009/2025 – PS PPGVIDA, referente ao Processo Seletivo para ingresso no curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PGVIDA), turma 2026.
Confira AQUI o resultado.
SOBRE PPGVIDA
O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.
O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento
Projeto Moetá, da Fiocruz Amazônia, é apresentado no 75º Congresso Brasileiro de Enfermagem
/em Notícias /por Julio OliveiraO Projeto Moetá/Fortalece SUS, desenvolvido pela Fiocruz Amazônia, esteve presente no 75º Congresso Brasileiro de Enfermagem (75º CBEN) ocorrido entre os dias 22 e 26/11, na cidade de Porto Alegre (RS). O evento realizado na PUC/RS reuniu mais de 1.500 profissionais de enfermagem e da saúde de todo o Brasil, com o tema “Enfermagem e os desafios políticos, ambientais e sanitários”. O Projeto Moetá é parte integrante do Programa Fortalece SUS. No congresso, o projeto submeteu o relato de experiência denominado “Enfermagem e Educação Popular na Amazônia – Práticas Territoriais para o Fortalecimento da APS Integral e Resolutiva”, tendo como autores Francisco Elton Aleme Viana, Kamila Prentes Guedes, Liliane Printes Dantas, Joaquim Benigno Barreto Monteiro, Adrya Nicolle Moura e Rita Suely Bacuri de Queiroz.
O relato de experiência abordou o papel dos profissionais de enfermagem atuantes no Projeto Moetá no contexto da Educação Popular em Saúde durante o desenvolvimento do projeto. O Moetá foi realizado entre os anos de 2024 e 2025 na Região Metropolitana de Manaus, com intuito de popularizar a ciência em saúde, por meio da informação, comunicação e divulgação científica.
O Projeto realizou mais de 300 oficinas com um público participante que superou a marca de 5.000 pessoas entre estudantes, professores, abrigados, idosos, comunitários, agricultores, crianças e adolescentes. O MOETÁ capacitou 14 Comunicadores Populares em Saúde para atuar como multiplicadores da saúde nos diversos territórios. Em Porto Alegre, o projeto foi representado pelo enfermeiro Elton Aleme, coordenador executivo do projeto, o qual participou das mesas de debate voltadas à Atenção Primária em Saúde, além da exposição em stand dos projetos: ÁGAPE, OBSMA e MOETÁ, apresentando aos participantes os detalhes das ações desenvolvidas na Amazônia.
Elton Aleme destaca que o Congresso de Enfermagem foi importante para destacarmos a atuação da Fiocruz Amazônia nas políticas de popularização da saúde, tendo a enfermagem se destacado nas ações de multiplicação e condução dos projetos. O Projeto Moetá embasado na metodologia de Paulo Freire da Educação Popular atua em consonância com a Política Nacional de Educação Popular em Saúde (MS, 2013).
ILMD/Fiocruz Amazônia
Fotos: Divulgação / Fiocruz Amazônia
Fiocruz Amazônia participa de audiência pública em apoio à luta pela promoção da saúde da população negra e destaca papel do Observatório de Saúde da População Negra Fiocruz
/em Notícias /por Julio OliveiraA diretora do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Stefanie Lopes, participou na última sexta-feira, 5/12, da audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEAM) com o objetivo de debater a adoção de providências para a saúde da população negra do Amazonas. Na oportunidade, Stefanie prestou solidariedade à luta em favor da defesa da população negra e destacou a importância do Observatório de Saúde da População Negra, criado no último mês de novembro pela Fundação Oswaldo Cruz, como um instrumento de promoção e avaliação da saúde integral da população negra no Brasil. A audiência pública teve como principal finalidade chamar atenção para a questão do atraso na efetiva implementação da Lei 12.288/2010 que instituiu o Estatuto da Igualdade Racial, destinado a garantir à população negra a efetivação da igualdade de oportunidades, a defesa dos direitos étnicos individuais, coletivos e difusos, o acesso à saúde e o combate à discriminação e às demais formas de intolerância étnica.
Em seu pronunciamento, Stefanie Lopes ressaltou a amplitude do problema e a importância do olhar diferenciado para o recorte territorial do Amazonas, com suas diversas peculiaridades. “Temos uma grande população negra e parda, que merece um olhar diferenciado, mas que tem particularidades nos seus territórios que precisam de diferentes políticas caminhando juntas”, enfatizou. Segundo ela, nesses territórios, é necessário que haja integração de políticas de saúde voltadas para as populações dos campos, florestas e águas e para as populações indígenas. “Dessa forma, teremos os pilares do SUS sendo cumpridos. Nossa missão, enquanto Fiocruz, é entender, através da pesquisa, da ciência e da investigação, se as políticas estão sendo de fato implementadas e caminhar junto com os movimentos sociais para que essa implementação seja efetiva”, pontuou, salientando outro papel fundamental da Fiocruz, que é o da formação/qualificação de profissionais de saúde que atuam na assistência.
“A formação profissional é uma contribuição efetiva para o combate ao racismo estrutural para que aquele profissional entenda o que é a aplicação da política, como a gente pode apoiar nesses processos formativos, trabalhar nessa integração e nesse novo olhar”, salientou a diretora, lembrando que a maioria dos profissionais não enxerga a política na sua realidade diária e não acredita que na sua unidade de saúde seja possível fazer diferente. A audiência pública, proposta pelo deputado estadual Sinésio Campos (PT), atendeu solicitação do Comitê Técnico de Saúde da População Negra e contou com a participação virtual da coordenadora-geral nacional de Atenção à Saúde da População Negra, do Ministério da Saúde, Rose Santos, além de representantes da Fundação de Vigilância em Saúde Dra Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), representando a Secretaria de Estado da Saúde (SES), e da Superintendência do Ministério da Saúde no Amazonas.
No último dia 19/11, a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, recebeu a visita de representantes da Aratrama- Articulação Amazônica dos Povos e Comunidades Tradicionais de Terreiros de Matriz Africana, para oficializar o convite à audiência pública. Estiveram presentes o coordenador geral da Aratrana, Alberto Jorge da Silva (Heviosonon oba meji Fatadabenono), o presidente da Associação de Desenvolvimento Socio Cultural Toy Badé, Johnathan Azevedo de Souza (Lissanon Fadamilarê) e a presidente do Instituto Eruexim, Ekedy Carla de Oyá. As três entidades integram o Comitê Técnico de Saúde da População Negra.
Segundo Alberto Jorge, a audiência tem o intuito de chamar a atenção para o significativo atraso do decolar da saúde integral da população negra. “Desde que foi criada, a política vem sendo trabalhada mas com avanços pequenos, em se considerando que a maior parte da população brasileira é composta por pretos e pardos. No Amazonas, se consideramos que estamos trabalhando com 30% da população, segundo o IBGE, somos um grande quantitativo”, explica Alberto, apontando a diabetes e a hipertensão como os maiores problemas da saúde integral da população negra.
Para o coordenador da Aratrama, os governos Federal, estaduais e municipais falham na oferta de medicamentos e terapias mais eficazes para o enfrentamento a essas duas doenças crônicas, que levam, na maioria dos casos, à amputação dos membros inferiores dos pacientes e à morte. “A equidade do SUS não tem permitido que os bons remédios para hipertensão estejam sendo distribuídos. O SUS prefere fragmentar a oferta com medicações diferentes que nem sempre têm a eficácia de um medicamento bem elaborado”, enfatizou.
Aberto Jorge citou, como exemplo, o tratamento dispensado aos casos de pacientes com pé diabético, que muitas das vezes têm a amputação como única indicação de tratamento, e ao diagnóstico do câncer de colo de útero. “Uma boa estruturação da rede primária, com a adoção de câmaras hiperbáricas e o uso de água ionizada que comprovadamente ajuda nesse processo de recuperação do pé diabético, já mudaria a realidade dessa assistência. No caso do câncer do colo de útero, a adoção de técnicas mais modernas de detecção, tendo em vista que o Amazonas ocupa o terceiro lugar no Brasil em câncer de colo uterino”, declarou, salientando que a maior parte da população negra, que compreende pretos e pardos, encontra-se em situação de vulnerabilidade social.
SOBRE O OBSERVATÓRIO
O Observatório de Saúde da População Negra nasce alinhado às diretrizes da 17ª Conferência Nacional de Saúde, como um avanço estratégico na consolidação de políticas públicas comprometidas com a promoção da equidade em saúde no Brasil. Lançado no dia 18/11, o Observatório emerge como um recurso fundamental para o monitoramento e avaliação das iniciativas direcionadas a essa população, fortalecendo o acesso e a qualidade da atenção à saúde, apoiado em evidências e orientado pelos princípios da justiça social. Parceria da Fiocruz com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Ministério da Saúde, a iniciativa é uma tecnologia social, informacional e comunicacional voltada para monitorar e avaliar, de forma decolonial, como a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN) vem sendo vivenciada nos territórios.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa