COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD
ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia
O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.
A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.
Fiocruz Amazônia divulga homologação das inscrições após período de Análise de Recursos para seleção de bolsistas de pesquisa do projeto Diagnóstico Situacional das UBSF
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou nesta terça-feira, 27/01, a Ata de Homologação das Inscrições após Análise de Recursos do Processo Seletivo para Seleção de Pesquisadores(as) do Projeto Diagnóstico Situacional das Unidades Básicas de Saúde Fluviais. O projeto é realizado pelo Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa), em parceria com o Ministério da Saúde (MS). O objetivo da seleção será a formação de equipes de campo que atuarão no mapeamento dos desafios e potencialidades para o pleno funcionamento das UBS Fluviais em operação nos estados do Amazonas, Pará e Amapá. Inicialmente, serão oferecidas 15 vagas de pesquisador e assistente de pesquisa para os estados do Amazonas e Pará, com um total de cinco expedições previstas para acontecer entre os meses de abril e junho de 2026.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Imagem: Mackesy Nascimento / Fiocruz Amazônia
Fiocruz Amazônia apoia condução do processo de implantação da minuta de uma política estadual de promoção da saúde do Estado do Amazonas
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) é uma das instituições envolvidas na consolidação do processo de construção participativa de uma Política Estadual de Promoção da Saúde (POEPS) para o Amazonas, o primeiro dos 27 estados brasileiros a apoiar a validação desse método de discussão e elaboração de política visando a promoção da saúde à luz das necessidades e características do próprio território. Nos últimos dias 22 e 23/01, Manaus sediou a oficina estadual de consolidação da Política Estadual de Promoção da Saúde, com a participação de gestores da Secretaria de Estado da Saúde (SES-AM), Secretaria de Estado de Justiça e Cidadania (Sejusc-AM), Secretaria de Estado de Educação (Seduc-AM) e Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM), sociedade civil organizada, representantes do controle social em saúde e trabalhadores da saúde das nove regionais de saúde do Estado, juntamente com membros do Departamento de Promoção da Saúde do Ministério da Saúde (MS), Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e instituições acadêmicas e de pesquisa do País, a exemplo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), PUC-Rio de Janeiro, Universidade de Brasília (UnB), PUC Paraná, Universidade Federal do Vale do Acaraú (CE) e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
A oficina de consolidação foi a etapa final de um processo iniciado em setembro do ano passado, no âmbito do projeto de pesquisa “Construção de Metodologias de Implementação e Implantação de Políticas Estaduais de Promoção à Saúde”, coordenado nacionalmente pela professora doutora Ivonete Terezinha Schuller Buss Heidemann, da UFSC, em cinco estados. “Esse é um momento em que consolidamos todas as percepções e reivindicações de gestores, trabalhadores e agentes de controle social, resultantes das oficinas realizadas nas nove regionais de saúde do Amazonas, para entregarmos uma minuta de uma política estadual de promoção da saúde. A oficina final congrega ciência e gestão em saúde pública. Estamos satisfeitos em conduzir e validar a metodologia de construção de políticas públicas de forma colaborativa e ascendente, ou seja, que de fato se encontre com as necessidades do território em parceria com a equipe gestora da SES-AM”, explica o pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Rodrigo Tobias de Sousa Lima, responsável pela coordenação da etapa do Amazonas.
Financiado pelo Ministério, por meio de edital do CNPq, o projeto tem por base a Política Nacional de Promoção à Saúde, criada em março de 2006, por meio de portaria do Ministério da Saúde e a partir da qual os atores que fazem o sistema de saúde na ponta refletem e ressignificam os valores, princípios, eixos norteadores, objetivos, indicadores de monitoramento e avaliação e até financiamento, à luz das necessidades das secretarias municipais de saúde e gestão. “É um projeto concebido pelo GT de Promoção da Saúde da Abrasco, liderado pela Universidade Federal de Santa Catarina. Trouxemos para o Amazonas a discussão com dois grandes benefícios diretos: primeiro, pensar numa política nacional com base no território e segundo trazer uma discussão de política nacional para o Norte do País, onde não se tem protagonismo na construção dessas políticas públicas”, enfatiza Tobias.
Para o enfermeiro Dário Aguiar, gerente de Gestão da Atenção Primária da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus, a construção da política estadual de forma coletiva e territorial nas regiões de saúde do Estado representa um grande avanço. “Trata-se de um movimento amplo de construção coletiva e um marco para o Brasil. É extremamente positivo ver todos os 62 municípios do Estado envolvidos nessa construção a partir de diretrizes, valores, objetivos, princípios que vão compor essa política estadual de promoção da saúde, e termos o Amazonas sendo o norteador da construção de políticas públicas nos municípios”, afirmou.
A coordenadora do projeto, Ivonete Heidemann, destaca a importância da implantação de uma minuta de uma política estadual de promoção da saúde no Estado como um avanço para a Saúde do Amazonas. “A iniciativa é muito importante no sentido de alavancar uma forma de trabalhar a saúde com o conceito ampliado, olhando os determinantes e a determinação social, olhando o território do Amazonas com suas especificidades, o que se reflete nos serviços de saúde, no SUS. Será um grande avanço para o Sistema Único de Saúde, possibilitar um modelo de saúde que atenda todas as necessidades no sentido de trabalhar o contexto como ele é realmente, não só a doença. È um marco histórico que vai possibilitar um novo modelo de atenção a saúde para o povo amazonense”, ressaltou.
Rodrigo Tobias ressalta que a Fiocruz Amazônia, por meio do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa), integra a comissão executiva nacional do projeto e foi responsável pela articulação junto à Secretaria de Estado da Saúde (SES) e Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM), favorecendo essa discussão e criando knowhow necessário para a construção de políticas públicas com implicação direta no território. “Estamos numa fase de entender e pensar projetos de desenvolvimento do SUS que tenham de fato uma conversa com vários cientistas, mas sobretudo que tenham implicação em mudanças no território”, salientou.
A Política Nacional de Promoção da Saúde tem por objetivo promover a qualidade de vida e reduzir a vulnerabilidade e os riscos à saúde relacionados aos seus determinantes e condicionantes – modos de viver, condições de trabalho, habitação, ambiente, educação, lazer, cultura, acesso a bens e serviços essenciais.No Amazonas, a etapa foi conduzida pela Fiocruz Amazônia, reunindo gestores da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), apoiadores do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Amazonas (COSEMS-AM), técnicos das regiões de saúde, representantes da sociedade civil organizada e pesquisadores. O objetivo inicial foi o de experimentar e validar a proposta metodológica, para em seguida avançar na escuta regionalizada e, por fim, consolidar uma minuta de política pública para o Estado.
A minuta contempla, entre outros pontos, a questão da interatividade dos sistemas de informação em saúde indígena com os dos municípios, ações voltadas para o bem viver, integração do sistema de regionalização nos territórios líquidos, ações que contemplem o meio ambiente e a segurança alimentar regionalizada, a saúde do idoso, saúde da mulher, atividades físicas como política de saúde dos trabalhadores, promoção da saúde bucal, medicina indígena, controle e vigilância das arboviroses. O documento está disponível em https://amazonia.fiocruz.br/wp-content/uploads/2026/01/MINUTA-OFICIAL-Politica-Estadual-Promocao-da-Saude-Amazonas-1.pdf
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Michell Mello / Divulgação
Fiocruz Amazônia divulga homologação das inscrições e início do período de interposição de recursos no processo seletivo para bolsistas de pesquisa do projeto Diagnóstico Situacional das UBSF
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou nesta quarta-feira, 21/01, a homologação das inscrições do processo seletivo referente à seleção de pesquisadores para atuarem na segunda fase do Projeto Diagnóstico Situacional das Unidades Básicas de Saúde Fluviais (UBSF), realizado pelo Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa), em parceria com o Ministério da Saúde (MS). O objetivo da seleção será a formação de equipes de campo que atuarão no mapeamento dos desafios e potencialidades para o pleno funcionamento das UBS Fluviais em operação nos estados do Amazonas, Pará e Amapá. Inicialmente, serão oferecidas 15 vagas de pesquisador e assistente de pesquisa para os estados do Amazonas e Pará, com um total de cinco expedições previstas para acontecer entre os meses de abril e junho de 2026. As inscrições se encerraram no dia 20/01.
Confira AQUI o edital
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Imagem: Mackesy Nascimento / Fiocruz Amazônia
Em parceira com a Fuham, Fiocruz Amazônia promove ação em alusão mês de conscientização e combate à hanseníase
/em Notícias /por Carlos GomesO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD / Fiocruz Amazônia), em parceria com a Fundação Hospitalar Alfredo da Matta: Fuham, realizou nesta quarta-feira, 21/1, uma ação importante em alusão ao Janeiro Roxo, mês de conscientização e combate à hanseníase. A atividade, coordenada pelo Núcleo de Saúde do Trabalhador (NUST) do Instituto, ofereceu aos colaboradores e familiares, consultas dermatológicas e uma busca ativa de casos de hanseníase.
Além do atendimento, a ação teve como objetivo informar e conscientizar os colaboradores sobre os sinais e sintomas da doença, como manchas na pele com perda de sensibilidade, dormência e fraqueza muscular. A iniciativa visa ainda combater o estigma e a discriminação associados à hanseníase, promovendo a inclusão e o cuidado com as pessoas afetadas.
Segundo a Diretora do ILMD / Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, a atividade de prevenção e acompanhamento médico, possibilita o diagnóstico precoce da hanseníase e também de outras doenças de pele. “Estamos aqui, no Janeiro Roxo, mês de conscientização sobre hanseníase e, fazendo mais uma ação do Núcleo de Saúde do Trabalhador aqui no ILMD. Desta vez, focada não somente para os colaboradores, mas também aberta a possibilidade de trazer um familiar. Em parceria com a FUHAM, aqui do Amazonas, estamos fazendo atendimento médico e técnico para avaliação de lesões de pele que possam ser característicos de hanseníase, mas também uma análise preliminar de outras doenças de pele. Uma ação super importante de prevenção, detecção precoce, e acompanhamento médico, que se identificado, vai ser feito por toda a equipe do Alfredo da Matta, através do nosso Sistema Único de Saúde, que sabemos que é tão importante para o controle dessa endemia”, explica.
A Fuham, em Manaus, é considerada referência no atendimento, diagnóstico e tratamento de hanseníase, discutindo a situação epidemiológica e o monitoramento da hanseníase no Estado. A Fundação realiza também ações de monitoramento e combate à hanseníase no interior do Amazonas, incluindo visitas técnicas e, mais recentemente, o uso de telemedicina para diagnóstico e controle.
Epidemiologista da Fuham e, coordenadora do Programa Estadual de Hanseníase, Valderiza Lourenço Pedrosa, alertou para a importância do exame dermatológico anualmente. “A campanha é uma maneira da gente chamar atenção para a problemática da hanseníase e, para a importância de a população procurar o serviço de saúde, realizar o exame dermatológico, ao menos uma vez por ano. As vezes a gente não dá a devida relevância para a nossa pele, que é um órgão importante do nosso corpo. Ficar atento aos sinais e sintomas é de extrema necessidade para um diagnóstico precoce”, enfatiza.
SOBRE A HANSENÍASE
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele, os nervos periféricos e os olhos. Se não tratada precocemente, pode levar a incapacidades físicas permanentes. O Brasil é o segundo país com mais casos de hanseníase no mundo, atrás apenas da Índia.
Segundo dado da Fuham, o Amazonas avançou na luta contra a doença, deixando de ocupar a liderança nacional e, hoje, está na 17ª posição no ranking brasileiro de casos registrados. Em 2025 foram notificados 319 casos novos de hanseníase. Desses, 106 (33,4%) ocorreram em Manaus e 211 (66,6%) em outros 49 municípios do interior.
A hanseníase tem cura, e o tratamento gratuito está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS), em unidades básicas de saúde e unidades de referência, como a Fundação Alfredo da Matta (Fuham), no Amazonas. O tratamento elimina o agente transmissor logo no início, permitindo que o paciente conviva normalmente com familiares e amigos, sem necessidade de isolamento, além de evitar sequelas físicas.
ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.
Fotos: Eduardo Gomes / Teka Prado.
Fiocruz Amazônia prorroga inscrições e divulga nova programação do processo seletivo para curso de formação de trabalhadores que atuam no cuidado da saúde da população nos campos, floresta e águas
/em Notícias /por Carlos GomesO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio do Ministério da Saúde e Associação Rede Unida, prorrogou o prazo para as inscrições ao Curso de Aperfeiçoamento aos Trabalhadores e Trabalhadoras que Atuam no Cuidado das Populações do Campo, Floresta e Águas, oferecido no âmbito do Projeto Começo Meio Começo, desenvolvido pelo ILMD/Fiocruz Amazônia, por meio do Campus Virtual Fiocruz. A divulgação da 2ª republicação da chamada pública nº 012/2025, apresenta alterações no anexo I (cronograma do processo de seleção) e anexo III (programação do curso de formação).
No total, estão sendo oferecidas 800 vagas distribuídas nos cinco pólos educacionais do projeto (Manaus-AM, Belém-PA, Santarém-PA, Porto Velho-RO e Cruzeiro do Sul-AC). O público-alvo são trabalhadores, trabalhadoras e integrantes dos movimentos sociais populares que atuam no cuidado da população nos territórios de campos, floresta e águas nos quatro estados. As inscrições poderão ser feitas até o dia 29/01.
Confira AQUI o edital
O curso será oferecido na modalidade híbrida e o objetivo é promover a qualificação dos trabalhadores e trabalhadoras da Atenção Primária à Saúde que atuam no cuidado das populações do campo, floresta e águas, fortalecendo práticas situadas, dialogadas e integradas aos territórios. A coordenação do curso é do pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Júlio Schweickardt.
O processo de seleção será feito pela Comissão de Seleção nomeada para este fim, por meio da avaliação dos documentos e classificação dos candidatos. Podem se inscrever profissionais de saúde com formação técnica (técnicos, agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias), vinculados às equipes de atenção primária à saúde dos territórios selecionados.
Também podem se candidatar ao processo seletivo profissionais de saúde com formação superior de Equipe de Estratégia da Saúde da Família – ESF que atendam populações ribeirinhas, quilombolas, assentados, extrativistas, pesqueiras, costeiras e demais povos ou comunidades tradicionais do campo, das florestas e das águas; e lideranças comunitárias dos movimentos sociais do campo, da floresta e das águas.
Entre os objetivos específicos da formação, estão discutir processos de cuidado em saúde nos territórios; promover estratégias de intervenção que ampliem a integralidade da atenção e qualificar trabalhadores e trabalhadoras da APS que atuam em consonância com a Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo, da Floresta e das Águas (PNSIPCFA).
O curso tem carga horária total de 180 (cento e oitenta) horas, estruturado em trilhas formativas e ofertado com atividades síncronas, assíncronas e presenciais, com duração total de até 6 (seis) meses. As vagas estão distribuídas por estados – Belém (PA) 250, Santarém (PA) 100, Manaus (AM) 300, Cruzeiro do Sul (AC) 50 e Porto Velho (RO) 100.
ILMD/Fiocruz Amazônia
Imagem: Mackesy Nascimento / Fiocruz Amazônia
Fiocruz Amazônia divulga Calendário Acadêmico 2026 com atividades dos cursos de pós-graduação oferecidos pela unidade
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio da Vice-Diretoria de Educação, Informação e Comunicação (VDEIC), divulga o Calendário Acadêmico 2026, disponibilizado-o em duas versões, resumida e expandida, com as datas importantes relacionadas aos cursos, eventos e atividades acadêmicas, a exemplo das data-limite para agendamento/prorrogação de defesa e qualificação, datalimite para entrega de relatório de bolsista Fapeam, publicação de Chamada Pública (matricula, aluno especial e processo seletivo), matricula institucional e em disciplinas, entre outros. Nas duas versões, é possível verificar todas as datas. O Calendário Acadêmico está disponível para consulta em formato PDF, no site do ILMD/Fiocruz Amazônia, facilitando o acesso e o planejamento das atividades.
Clique AQUI para acessar o Calendário, faça o download ou adicione à sua agenda digital para se manter atualizado com as atividades.
Fiocruz Amazônia comemora aumento da nota do PPGVIDA e manutenção da avaliação quadrienal da CAPES do PPGBIO-Interação, DASPAM e PROFSAÚDE
/em Notícias /por Julio OliveiraO Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), oferecido há dez anos pelo Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), obteve êxito na Avaliação Quadrienal da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), do Ministério da Educação, aumentando de 3 para 4 a nota do curso de Mestrado. Com esta nova avaliação, o Programa já pode passar a oferecer também a pós-graduação na modalidade Doutorado. O anúncio do resultado parcial da avaliação quadrienal para o ciclo 2021-2024 foi divulgado pela CAPES na última segunda-feira, 12/01. O PPGVIDA foi um dos 14 programas de pós-graduação da Fiocruz que obtiveram aumento de nota na avaliação.
A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, comemora a conquista ressaltando a importância do trabalho coletivo de todos os envolvidos no Programa, discentes, docentes, coordenador e equipe de suporte da Educação. “O reconhecimento do esforço institucional na formação de Mestres em Saúde Coletiva na Amazônia, materializado no avanço do conceito CAPES do PPGVIDA de 3 para 4, nos enche de orgulho e reforça a relevância e a qualidade do percurso formativo construído ao longo desses dez anos de Programa”, enfatizou a diretora. No total, a Fiocruz possui 47 programas de pós-graduação, destes quatro são oferecidos pelo ILMD/Fiocruz Amazônia. Além do PPGVIDA, o Programa de Pós-graduação em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro-PPGBIO-Interação (PPGBIO-Interação), o Programa de Pós-graduação em Saúde Pública na Amazônia (DASPAM) e o Mestrado Profissional em Saúde da Família (PROFSAUDE) mantiveram a nota na avaliação quadrienal (4), juntamente com outros 32 PPG’s oferecidos pela Fiocruz.
Coordenado pela pesquisadora em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Ani Beatriz Jackisch Matsuura, o PPGVIDA tem como objetivo qualificar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia. Em outubro do ano passado, o programa comemorou 10 anos de existência. oportunidade em que foram homenageados egressos da primeira turma do programa, além de docentes, ex-gestores e colaboradores em reconhecimento às contribuições ao primeiro Mestrado em Saúde Coletiva da Fiocruz na região amazônica.
O PPGVIDA visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica. Ao completar dez anos, o programa já havia formado 126 mestres em Saúde Coletiva, tendo contribuído diretamente para o fortalecimento da Ciência e do Sistema Único de Saúde (SUS) na região amazônica. Desse total de egressos, 65% são oriundos de instituições públicas e hoje atuam no setor público (SUS) e instituições públicas de ensino superior.
O PPGBIO-Interação, coordenado pela pesquisadora em Saúde Pública, Priscila Ferreira de Aquino, é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial. O programa se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.
O DASPAM, coordenado pelo pesquisador em Saúde Pública Júlio Cesar Schweickardt, é oferecido em associação pela Fiocruz Amazônia, Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA). O programa tem como objetivo capacitar pesquisadores para exercitar análises críticas, utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais aplicadas à saúde, e de outras áreas conexas, além de desenvolver modelos analíticos de processos de saúde/doença/cuidados, tomando como referência o quadro epidemiológico, econômico, sócio antropológico, histórico, biológico e ambiental no cenário regional e suas interfaces com os contextos nacional e internacional de globalização da Amazônia, contribuindo teórica e tecnicamente para a formulação, implementação e gestão de políticas setoriais, bem como atuar, neste campo, na docência e na pesquisa.
Já o Mestrado Profissional em Saúde da Família, também coordenado pelo sanitarista Júlio César Schweickardt, visa formar profissionais aptos a atuarem como preceptores para graduação e residência médica em Saúde da Família, com o intuito de contribuir para a melhoria do atendimento dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), fortalecer as atividades educacionais de produção do conhecimento e de gestão na Saúde da Família nas diversas regiões do país e estabelecer uma relação integradora entre o serviço de saúde, os trabalhadores, os estudantes na área de saúde e os usuários.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Imagem: Mackesy Nascimento / Fiocruz Amazônia
Marcus Lacerda é nomeado diretor de Programa Especial para Pesquisas e Treinamento em Doenças Tropicais da OMS
/em Notícias /por Julio OliveiraMédico infectologista da Fiocruz, Marcus Vinicius Guimarães Lacerda é o novo diretor do Programa Especial para Pesquisa e Treinamento em Doenças Tropicais (TDR) da Organização Mundial de Saúde (OMS). A nomeação foi feita pelo diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, durante painel de seleção com a chancela dos membros do Conselho Coordenador Conjunto (JCB) e dos co-patrocinadores do TDR, entre os quais o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Banco Mundial e a OMS. Marcus Lacerda assumirá oficialmente o programa no início de março deste ano. É a segunda vez que um brasileiro dirige o TDR. O primeiro foi o médico e biofísico Carlos Morel, ex-presidente da Fiocruz.
Pesquisador especialista em Saúde Pública da Fiocruz, Lacerda coordena o Laboratório Instituto de Pesquisas Clínicas Carlos Borborema (IPCCB), vinculado à Fiocruz Amazônia, em Manaus. Médico brasileiro com vasta experiência em pesquisas na área de Medicina Tropical, com ênfase em doenças infecciosas, Lacerda influenciou direta e profundamente as estratégias de eliminação da malária e o campo mais amplo da Saúde Global. Nascido em Taguatinga, próximo a Brasília (DF), graduou-se em Medicina pela Universidade de Brasília (Unb), especializando-se em Infectologia pela Fundação de Medicina Tropical Dr Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), no Amazonas, período em que começou o trabalho com comunidades remotas da Amazônia, enfrentando a malária e outras doenças tropicais. Lacerda é ex-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (SBMT) e tornou-se um líder internacional em pesquisa sobre malária, especialmente no manejo e eliminação do Plasmodium vivax.
“Marcus Lacerda é um gigante global da saúde do século 21, que dedicou sua vida profissional a dar visibilidade aos problemas de saúde da região amazônica brasileira e além”, afirmou a diretor-geral do Instituto de Salud Global (ISGlobal) de Barcelona, Quique Bassat, em um recente perfil na publicação The Lancet. “Sua pesquisa fundamental sobre o manejo e eliminação da malária por vivax, seu trabalho incrivelmente rigoroso com a Covid-19 durante as dificuldades da pandemia e seu compromisso em destacar doenças tropicais ainda muito negligenciadas, são todos testemunhos de sua determinação e lealdade em atender às necessidades de seus pacientes e comunidades, além de oferecer soluções concretas”, enfatizou.
Marcus Lacerda tem como principais focos de pesquisa: malária, HIV, histoplasmose, arboviroses, acidentes ofídicos, Covid-19 e outras doenças emergentes. Suas contribuições mais recentes à inovação em saúde pública foram a implementação de profilaxia pré-exposição (Prep) oral e injetável para HIV, a implementação de tafenoquina em dose única para a cura radical de malária vivax, e a implementação da coleta de tecidos post mortem (MITS) para estudo de causas de morte, todos pioneiros na Amazônia brasileira.
É professor do Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical da Universidade do Estado do Amazonas e professor adjunto da University of Texas Medical Branch (UTMB). Ex-professor adjunto da Kent State University e da Tulane University. Tem mais de 460 publicações científicas. Presta consultoria e é parte de comitês e grupos de trabalho no Programa Global de Malária da OMS e consultor no Grupo de Desenvolvimento de Diretrizes da OMS (GDG) para Quimioterapia contra Malária. Lacerda é pesquisador 1B do CNPq na área da Medicina e editor da Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical e da Frontiers Tropical Medicine.
Como defensor da pesquisa de implementação, a OMS destaca que Marcus Lacerda colaborou com diversas instituições nacionais e internacionais para ajudar a desenvolver e implementar a tafenoquina, a primeira cura radical de dose única para a malária causada pelo Plasmodium vivax, aprovada em 40 anos, atualmente integrando as diretrizes de tratamento da Organização. Seu grupo de pesquisa em Manaus estabeleceu um dos centros de pesquisa clínica mais avançados da Amazônia, reunindo ciência laboratorial, ensaios clínicos e pesquisa de implementação para orientar políticas de saúde. Atualmente, coordena o projeto Telemal, que usa tecnologia para encurtar distâncias e garantir acesso a diagnósticos mais rápidos e tratamento eficaz contra malária para quem vive em localidades remotas no Amazonas.
Lacerda ressaltou sentir-se honrado e animado em ingressar no TDR como diretor. “Estou ansioso para avançar com a Estratégia TDR 2024-2029 e apoiar esforços para traduzir evidências em impacto, especialmente onde as necessidades são maiores. Estou ansioso para fazer parcerias com países e comunidades para fortalecer a capacidade, apoiar a liderança local e construir sistemas sustentáveis que perdurem”, salientou.
TDR
Criado em 1975, o Programa Especial para Pesquisa e Treinamento em Doenças Tropicais (TDR) da OMS é uma colaboração científica global entre parceiros como a Fiocruz, a Unicef e o Banco Mundial, para desenvolver soluções inovadoras e fortalecer a capacidade de pesquisa local, visando melhorar a Saúde Global. A iniciativa financia e apoia a pesquisa para combater doenças infecciosas que afetam os mais pobres, utilizando uma abordagem de Saúde Única (One Health), com foco em doenças negligenciadas como a doença de Chagas, a dengue, a leishmaniose, a oncocercose e a doença do sono. Também tem como objetivo fortalecer centros de pesquisa e formar cientistas em países de baixa e média renda.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Michell Mello / Fiocruz Amazônia Revista