COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD

ILMD/Fiocruz Amazônia

A Coleção Biológica do ILMD

O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.

A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.

A Coleção Biológica do ILMD

Cogic detalha projeto da nova sede da Fiocruz Amazônia a analistas patrimoniais do 2º Grupamento de Engenharia do Exército

A coordenadora-geral de Infraestrutura dos Campi da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Ana Beatriz Cuzzatti, e o arquiteto Rodrigo das Neves Costa, do Departamento de Arquitetura e Engenharia da Cogic, participaram em Manaus, no último dia 31/10, de uma reunião na sede do 2º Grupamento de Engenharia do Exército, para a apresentação detalhada do projeto de construção da nova sede do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), que ficará localizada na Estrada do São Jorge, Zona Oeste de Manaus, em terreno cedido pelo Exército. Participaram do encontro a diretora em exercício da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes; o vice-diretor de Gestão e Desenvolvimento Institucional do ILMD, Aldemir Maquiné; o chefe da Seção de Patrimônio e Meio Ambiente do 2º GE, coronel Cláudio José dos Santos Menezes e os capitães do Exército Elomar da Costa Carvalheiro e Gilvan da Silva Medeiros, analistas patrimoniais do grupamento.

O objetivo da reunião foi o de estabelecer um diálogo dentro do processo de execução do projeto que permita o compartilhamento de conceitos e premissas estabelecidas para a construção da nova sede, que ficará situada ao lado da sede do 1º Batalhão de Infantaria de Selva (BIS), no São Jorge.  Ana Beatriz Cuzzatti destaca a importância do alinhamento de informações no que se refere ao status do projeto e os conceitos utilizados para a sua elaboração, diferentes dos empreendimentos do Exército, dadas as características e premissas para os ambientes de saúde característicos de uma unidade regional da Fiocruz.

“Nossa finalidade, com esse encontro, foi qualificar o diálogo a partir do que são essas premissas e promover um alinhamento de execução, importante para retornar e alinhar os processos iniciais da execução, sem necessariamente entrar em detalhes dos sistemas de engenharia, mas permitindo uma panorâmica para compreensão do empreendimento”, explicou Ana Beatriz. Segundo ela, a Fiocruz possui consolidado um padrão de premissas adotadas em vários dos empreendimentos da Fundação que levam em conta flexibilidade, adaptabilidade, modulação, setorização, integração, colaboração e compartilhamento, sustentabilidade e capacidade de manutenção.

A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, destacou que, enquanto instituição de ensino e pesquisa em saúde, a Fiocruz Amazônia tem como uma das principais características a circulação permanente de pessoas, entre servidores, bolsistas, alunos participantes de projetos de pesquisa e eventos realizados pelo instituto, e amostras biológicas,  “daí a necessidade de alinhamento de informações referentes ao empreendimento, bem como de todas as etapas que compreenderão o processo de construção e as premissas de segurança para o ambiente”, destacou.

O prédio, de seis pavimentos, apresenta como premissas soluções flexíveis, considerando mudanças futuras; setorização; criação de pavimentos técnicos nos edifícios de laboratórios; ambientes com nível de biossegurança 3; modelagem BIM e escalonamento para expansão. Contará com setores de pesquisa, laboratórios, apoio laboratorial, setor de gestão, restaurante, ambulatório, salas de aula, biblioteca, área de estudo e galeria de ciências, com setorização de funções, com o objetivo de proporcionar maior eficiência energética, espaços colaborativos buscando integração entre os trabalhadores, e adoção de medidas buscando a sustentabilidade ambiental, criação de pavimentos técnicos nos edifícios de laboratórios.

O arquiteto Rodrigo Costa, que fez a apresentação da planta arquitetônica do prédio, explicou também que, do ponto de vista de Segurança biológica, a sede contará com regime de contenção, para evitar risco de contaminação saindo dos laboratórios, seja no sistema de ar condicionados com dois filtros absolutos para captar microorganismos e damper de fechamento – tendo em vista que a principal via de contaminação é a aérea –, controle de acesso, intertravamento de portas (quando houver manipulação de um elemento perigoso), tratamento de efluentes, entre outras medidas.

Após a reunião no 2º GE, os representantes da Cogic conheceram o terreno onde será construída a nova sede da Fiocruz Amazônia. No último dia 21/09, o diretor executivo da Fiocruz, Julinao de Carvalho Lima, juntamente com a diretora em exercício da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, e comitiva, estiveram reunidos na sede do Comando do 2º GE para tratar sobre o projeto e o fortalecimento da parceria entre Exército e a Fiocruz Amazônia.

SOBRE A COGIC

A Coordenação-Geral de Infraestrutura dos Campi (Cogic) é responsável pelo gerenciamento do espaço físico da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). São mais de 800 mil m2 de área, no bairro de Manguinhos, subúrbio do Rio de Janeiro. A Cogic está presente em todas as atividades da instituição, prestando desde serviços básicos, como jardinagem, limpeza, controle de pragas e vetores, até executando obras, manutenção de civil e equipamentos, e segurança. Cerca de dois mil e seiscentos profissionais especializados trabalham para oferecer as condições necessárias para o desenvolvimento das atividades. Além do campus de Manguinhos, a Cogic atua em todos os campi da Fundação no Rio de Janeiro, em Brasília, Mato Grosso do Sul e Ceará, Minas, Amazonas, Pernambuco, Bahia, Paraná e Rondônia, sendo  responsável pela área de projetos de engenharia e segurança eletrônica.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa

Fotos: Júlio Pedrosa

Curso de Atualização em Manejo Clínico da Violência Sexual terá aula inaugural na próxima quarta-feira, dia 8/11

A Aula Inaugural do Curso de Atualização em Manejo Clínico da Violência Sexual acontecerá na próxima quarta-feira, 8/11, a partir das 10h (horário Brasília, 9h horário de Manaus) com as boas-vindas do pesquisador em Saúde Pública do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Júlio César Schweickardt, da chefe do Escritório da Fundo das Populações das Nações Unidas (UNFPA) em Manaus, Débora Rodrigues, e da diretora em exercício da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, aos mais de 1.000 participantes inscritos. A aula será transmitida por meio do Canal da Fiocruz Amazônia no You Tube (https://www.youtube.com), tendo duas horas de duração. O curso será remoto e autoinstrucional, com carga horária de 40 horas e se destina aos profissionais de saúde da Região Norte, com a participação também de profissionais do SUS e do setor de saúde privado de outras regiões. Às pessoas que concluírem no mínimo 75% do curso, será concedido certificado pela Fiocruz Amazônia.

O curso é oferecido por meio do projeto “Fortalecimento dos Serviços de Violência Baseada no Gênero que Salvam Vidas”, implementado pelo UNFPA com o apoio financeiro da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID). O objetivo do projeto é fortalecer as capacidades das redes locais de prevenção e enfrentamento à violência baseada no gênero no Amazonas e em Roraima. Implementado desde 2021, o projeto atua com base em três eixos: o acesso à informação e prevenção à violência baseada no gênero, o fortalecimento dos serviços de proteção especializados, e a construção de capacidades e advocacy. Desde o início do projeto, mais de 60 mil pessoas foram alcançadas. As inscrições poderão ser feitas até a próxima sexta-feira, 3/11. O formulário de inscrição está disponível no link https://bit.ly/cursomanejoviolencia2023. O curso será realizado de novembro deste ano a fevereiro de 2024.

Entre os temas abordados durante o curso, estão tópicos sobre a violência baseada no gênero, bases legais, diretrizes e princípios do atendimento às pessoas em situação de violência sexual e apoio de primeira linha, manejo clínico da violência sexual. Um dos destaques do curso serão os módulos “Consideração para crianças e adolescentes em situação de violência sexual” e “Considerações para a assistência de homens sobreviventes de violência sexual”, temas pouco abordados em formações técnicas. A formação dá ênfase para profissionais que trabalham em serviços de saúde especializados no atendimento de sobreviventes, cuidados pré-natais, planejamento familiar, ginecologia, cuidados pós-aborto, saúde mental, atenção a pessoas vivendo com HIV, parteiras, obstetras, obstetrizes, bem como prestadores de saúde da Atenção Básica e de Urgência e Emergência.

Fiocruz Amazônia divulga resultado preliminar do processo seletivo de candidatos ao Mestrado do PPGVIDA

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou nesta terça-feira, 31/10, o resultado preliminar da homologação das inscrições referentes ao processo de seleção de candidatos ao Curso de Mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA).  A ata do processo pode ser consultada no site da Fiocruz Amazônia. O prazo para a interposição de recursos se inicia nesta quarta-feira, 1º de novembro, seguindo até o dia 3/11.

A Comissão de Seleção do Processo Seletivo do PPGVIDA, responsável pela avaliação das inscrições dos candidatos para efeitos de homologação, após análise dos documentos dos 97 inscritos, decidiu pela homologação de 60 candidatos e pela não homologação de 37 candidatos.

SOBRE PPGVIDA

O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

Confira o resultado em:  https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=39959

Fiocruz Amazônia e Rede Unida na Itália promovem Projeto Sonhação pelo reconhecimento da Medicina Indígena no Brasil

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), a Associação Rede Unida e a Rede Unida Itália encabeçam, no Brasil, um movimento nacional pelo reconhecimento da Medicina Indígena como um sistema de saúde, que há milênios atende e cura povos indígenas. As diferentes medicinas indígenas ainda permanecem vivas e ativas em diferentes territórios brasileiros, sem muito apoio das políticas públicas. A proposta do movimento que envolve especialistas, pesquisadores indígenas e não-indígenas, movimentos sociais é que as medicinas indígenas, como parte dos conhecimentos e saberes dos povos tradicionais indígenas sejam reconhecidas como efetivamente uma Medicina e façam parte da rede de cuidados do Sistema Único de Saúde (SUS), não só para povos indígenas como também aos “brancos”, que precisarem de cuidados para diversos tipos de doenças.

O Projeto Sonhação, como é chamada a iniciativa desenvolvida em parceria pela Fiocruz, a Rede Unida e outras instituições do Brasil e da Itália, trouxe para Manaus um grupo de pajés, conhecidos como especialistas da Medicina Indígena, para participar do Fórum de Medicina Indígena dentro do 6º Encontro da Regional Norte da Rede Unida, que ocorreu entre os dias 18 e 21/10, em Manaus. Um grupo do projeto vindo da Itália também participou do fórum, juntamente com representantes dos Estados do Amazonas, Pará, Maranhão, Espírito Santo e Rio Grande do Norte. Durante dois dias, no Centro de Medicina Indígena Bahserikowi, localizado no Centro de Manaus, foram realizadas discussões em torno dos métodos utilizados pela Medicina Indígena. Há um diálogo com a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), do Ministério da Saúde, para que as medicinas indígenas façam parte das práticas de saúde nos territórios indígenas do País.

“Entendemos a Medicina Indígena como a arte da cura e quando falamos de arte de cura reconhecemos que todos os povos têm suas práticas de cuidado com a saúde e cura. O que queremos é mudar o conceito. Ao invés de medicina tradicional ou medicina alternativa ou milenar, termos a Medicina Indígena, porque ela é um sistema, tem instituição de ensino, que submete o especialista a passar por um processo próprio de formação e aprendizagem, tem as suas tecnologias, então não tem como dizer que não é Medicina”, explica o antropólogo João Paulo de Lima Barreto, da etnia Tukano, fundador do Centro de Medicina Indígena, em 2009.

Autor de tese premiada pela CAPES em 2022, Paulo observa que a partir das vivências de cuidados prestados por especialistas indígenas nos seus territórios é possível fazer a conexão com a medicina ocidental. No Centro de Medicina Indígena, fundado em 2009, já foram atendidas mais de 12 mil pessoas, a maioria não indígena, tendo como carro-chefe o atendimento com o pajé, chamado de Kumu. “O atendimento é feito de imediato e muita gente vem de fora. A consulta é seguida de tratamento, sem distinção de gênero nem idade”, afirma Potira Sakuena, da etnia Baré.

“Estamos recebendo nesta oportunidade todas as pessoas que compõem o projeto Sonhação, que é um termo de cooperação entre Brasil e Italia, que permite um intercâmbio entre os dois países. Nós estivemos na Itália para conhecer o sistema de saúde em cidades italianas e agora o grupo, tanto do Brasil, quanto da Itália, veio para Manaus para essa discussão acerca das medicinas indígenas”, explica Potira. Segundo ela, as medicinas indígenas são discutidas a partir das vivências de cada território e dos especialistas “que nos ensinam e são nossos doutores e doutoras”, comenta. “Nos dois dias do evento, trabalhamos diferentes conceitos, começando pela comida que para nós também é parte do sistema de saúde, também é um cuidado de saúde. Trouxemos os especialistas e as especialistas de vários lugares, tikunas de Tabatinga, yanomamis de São Gabriel da Cachoeira e os Arautés de Altamira (PA), pela primeira vez, além de parteiras do Baixo Tapajós, para esse diálogo e para que a pudéssemos entender o que é saúde a partir desses lugares”, comenta Potira.

CUIDADO COLETIVO

Na Medicina Indígena, o cuidado de saúde não está preso a padrões de gêneros. “Cuidado de saúde para nós, povos indígenas, é um cuidado coletivo, que considera o processo de formação e acolhimento de mulheres e homens, com proteção, promoção, prevenção, cura e tratamento. Aqui, no Centro de Medicina Indígena, não olhamos gênero, cuidamos de pessoas, cuidamos dos corpos”, afirmou a representante Baré, reforçando que o Centro de Medicina Indígena é a consolidação de um sonho que virou uma ação. Potira, juntamente com o pesquisador da Fiocruz Amazônia, Júlio César Schweickardt e João Paulo de Lima Barreto participam de um grupo de trabalho da SESAI, composto por especialistas tanto da Academia quanto dos territórios indígenas para a construção de uma câmara técnica, para aprofundar a discussão acerca desse acolhimento pelo SUS.

Júlio César Schweickardt lembra que o temário central do 6º Encontro Norte da Rede Unida  foi “Florestania: descolonizar, respeitar, reconhecer e aprender com as práticas de cuidado na Amazônia”, exatamente com a finalidade de propor espaços de discussão, articulação e produção científica compartilhada em torno de temas como o da medicina dos povos da floresta, políticas de saúde e educação, projetos participativos que envolvem as instituições de ensino, sistema de saúde e movimentos sociais no âmbito local, regional e nacional.

CAMINHOS

“O Encontro de Medicina Indígena, com os pajés de vários territórios, faz parte do projeto Sonhação, e depois de cursos e formações realizadas, estamos entrando com a etapa da vivência com pajés tikuna, ianomâmis, uaretés. A ideia é fazer escutas sobre como eles pensam saúde, como se formam e qual a metodologia que utilizam. Ficarmos escutando os caminhos de como fazem saúde em cada território nos leva a entender que essas várias medicinas estão atuantes, são vivas, e elas acontecem no dia-a-dia das comunidades, e as políticas públicas não podem ignorar isso nem achar que isso não existe”, salienta Schweickardt, acrescentando que a luta do movimento político junto à SESAI é para que as medicinas indígenas possam ter um espaço de direito e de atuação junto às equipes. A causa já é defendida nos 34 DISEIS do País.

Presente no encontro, o pajé tikuna Oscar Angelo Guilherme, vindo do Alto Solimões conta que pela primeira vez participa de um evento com pajés e parteiras. “Muito bom ver o resultado do que queremos tornar-se realidade. As autoridades já sabem tudo e junto com SESAI vão melhorar as condições de trabalho para nós. Não ganhamos nada, não temos salário e isso é muito triste para todo mundo”, afirma o pajé.

O evento teve o apoio do Projeto Medicina Indígena e Bem Viver: Políticas Públicas e Desenvolvimento das Populações na Amazônia”, financiado pelo CNPPq, por meio do edital Pró Humanidades.

ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa

Fotos: Julio Pedrosa

 Fiocruz Amazônia e Prefeitura de Manaus iniciam instalação de armadilhas para controle do Aedes aegypti

Como forma de reduzir a proliferação do Aedes Aegypti e prevenir as doenças transmitidas pelo mosquito, a Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), e o Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) começaram a instalar Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs) no bairro Compensa, zona Oeste, na manhã desta segunda-feira, 30/10. Os dispositivos, que funcionam como armadilhas para o Aedes, estão sendo instalados em residências da área, considerada de alto risco de infestação.

Participaram da ação 33 colaboradores da Semsa Manaus e da Fiocruz Amazônia, que atuaram em duplas realizando visitas domiciliares para a colocação das estações. A previsão é de que, até o dia 9/11, sejam instaladas 1.200 EDLs em moradias no bairro da zona Oeste, onde residem mais de 94 mil pessoas. No primeiro dia, somente pela manhã, foram instaladas 117 armadilhas.

As EDLs utilizam tecnologia de baixo custo e estão entre as estratégias recomendadas pelo Ministério da Saúde para o enfrentamento de arboviroses no país. A iniciativa é coordenada pelo pesquisador da Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz, e foi desenvolvida como forma de preparação do município para o período de alta transmissão de dengue, zika e chikungunya.

Sergio explica que a estratégia vem sendo trabalhada há três anos. “Começamos esse trabalho no bairro Tancredo Neves, em Manaus, em seguida trabalhamos em Manacapuru, onde conseguimos um excelente resultado e depois o Ministério da Saúde nos procurou e expandimos essa estratégia para mais oito cidades no Brasil. Importante ressaltar que estratégia feita por um grupo da Fiocruz Amazônia, ou seja, feita pelo SUS para o SUS”, destacou o pesquisador.

O coordenador técnico da estratégia na Fiocruz Amazônia, José Joaquín Carvajal Cortés, relata que o trabalho de implantação das estações está começando agora a fim de coincidir com o início do período das chuvas na região, quando costuma aumentar a proliferação do Aedes.

“Com essa armadilha, a gente faz da femêa do mosquito uma ‘aliada’. Isso porque ela, depois de pousar na estação, vai levando de criadouro em criadouro o larvicida, que atrofia o desenvolvimento das formas maduras do mosquito, até que morram”, aponta o coordenador. “Nesse ano acreditamos que vamos conseguir reduzir ao máximo a infestação no bairro da Compensa”.

MONITORAMENTO

O chefe da Divisão de Controle de Doenças Transmitidas por Vetores, da Semsa, Alciles Comape, reforça que a Secretaria, juntamente com a Fiocruz Amazônia tem consolidado a parceria, realizando o monitoramento do Aedes desde 2017 nos bairros Glória, Santo Antônio, São Raimundo e Compensa, todos na zona Oeste da capital.

Sergio Luz observa que a distribuição das EDL’s em áreas sucessivas pode ser implantada em imóveis de cidades de grande porte, altamente infestadas de Aedes spp., desde áreas urbanas periféricas até o interior da malha urbana. A implantação das EDL’s será sucessiva no tempo, partindo de uma área mais periférica (período 1), seguida de áreas concomitantes (período 2), até uma área mais interna (período 3) e assim sucessivamente. A manutenção das EDL’s deve ser feita de modo permanente.

A chefe do setor de Endemias do Distrito de Saúde (Disa) Oeste da Semsa Manaus, Carol Souza, explicou que a ação desta terça-feira dá continuidade a um trabalho desenvolvido pela secretaria e pela Fiocruz Amazônia há três anos, na região da Compensa. A pasta municipal e a instituição atuam em parceria em ações de monitoramento do Aedes desde 2017.

“Por conta da equipe municipal de endemias conhecer o território, ela atua apoiando a entradas nas residências com toda a presteza, cuidado, responsabilidade e compromisso, para os servidores da Fiocruz darem continuidade a esse trabalho”, explica.

A doméstica Nelcilene Brito foi uma das moradoras visitadas pelas equipes da Fiocruz e da Semsa Manaus. Ela lembrou que sofreu com a dengue em duas ocasiões, e destacou o papel da ação para a prevenção e conscientização da população para o combate ao Aedes.

“É muito importante para prevenção de doenças e promoção da saúde. E vai incentivar as pessoas a ter mais cuidado com a saúde e combater o mosquito, colocando areia nas vasilhas, por exemplo”, conta.

Comissão Eleitoral da Fiocruz Amazônia divulga nome de candidata inscrita para o cargo de Diretora

A Comissão Eleitoral instituída para organizar e coordenar os trabalhos relativos à eleição para o cargo de Diretor(a) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), para o biênio 2023-2025, em cumprimento ao Calendário Eleitoral,  divulga a inscrição da candidata Stefanie  Costa Pinto Lopes.

A homologação da inscrição foi feita pelo Conselho Diretivo da Unidade (CD-ILMD/Fiocruz Amazônia) ontem, 26/10. As inscrições ocorreram no período de 17 a 25 de outubro. O prazo para impugnação será até 30/10 de 2023.

A análise dos recursos ocorrerá entre os dias 31/10 e 1/11. O resultado dos recursos será divulgado ainda no dia 1/11.

Confira aqui o calendário.

Para mais informações sobre o processo eleitoral da Unidade da Fiocruz no Amazonas acesse:

Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia

Fiocruz Amazônia participa da Reunião Nacional de Preparação para o Período de Alta Transmissão de Arboviroses

A Fiocruz Amazônia participa até sexta-feira, 27/10, em Brasília, da Reunião Nacional de Preparação para o Período de Alta Transmissão de Arboviroses. A finalidade é de apresentar para os representantes das Vigilâncias em Saúde e dos programas de controle dos Estados e Municípios a estratégia de controle vetorial de Aedes aegypti, através das Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDL), tecnologia de baixo custo, idealizada pelos pesquisadores Sergio Luz, Joaquin Carvajal e Fernando Abad Franch, do Núcleo de Patógenos, Reservatórios e Vetores na Amazônia (PReV Amazônia/EDTA), que utiliza a própria fêmea de Aedes para disseminar larvicida a outros focos de proliferação do mosquito, transmissor da dengue, Zika e chikungunha. A estratégia pode reduzir até 10 vezes a infestação do mosquito e a incidência da dengue em até 30%.

O objetivo da Reunião é atualizar as vigilâncias de arboviroses das secretarias estaduais e municipais de Saúde, das capitais e municípios, selecionados para revisão dos planos de contingência e troca de experiências sobre organização dos serviços, diagnóstico laboratorial, estratificação de risco intramunicipal e incorporação de novas tecnologias para o controle vetorial. O evento é promovido pelo Departamento de Doenças Transmissíveis – DEDT e Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) do Ministério da Saúde. No total, foram selecionados 27capitais e 15 outros municípios do País para participar do encontro.

As Estações Disseminadoras utilizam a fêmea do mosquito como aliada dos programas de controle, especialmente em áreas de difícil acesso e com predominância de criadouros crípticos, capaz de controlar a proliferação dos focos do vetor. As estações utilizam basicamente água em um recipiente plástico de dois litros coberto com um tecido sintético impregnado com larvicida (piriproxifeno). As EDLs já foram testadas e aprovadas em 14 cidades brasileiras e em duas cidades da Colômbia (Letícia, na fronteira com o Brasil, e Santa Marta), onde foram instaladas mais de 2.000 estações.

O pesquisador da Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz, coordenador do Núcleo de Patógenos Reservatórios e Vetores na Amazônia (PREV-Amazônia), vinculado ao Laboratório Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA), explica que as estações disseminadoras atraem as fêmeas do Aedes aegypti para que ponham ovos. “Quando pousam nas armadilhas, partículas do larvicida se impregnam no corpo e nas pernas do mosquito. Com as pernas impregnadas com o larvicida, ao visitarem outros criadouros, as fêmeas terminam contaminado outros recipientes, e consequentemente impedindo o desenvolvimento das larvas e pupas”, explica.

Joaquin Carvajal, que participa da reunião em Brasília, ressalta que a transferência tecnológica ao MS para o controle do Aedes com as EDLs vem sendo implementado desde 2022 e visa exatamente ajudar os programas de controle de vetores oferecendo novas alternativas complementares às atividades de controle rotineiras. Joaquin apresentou a estratégia das EDLs, salientando a importância da inclusão das novas alternativas de controle para o país, especialmente em um momento com um cenário provável de aumento de casos de arboviroses pelo fenómeno do Niño e a circulação do sorotipo DENV-3 na região das Américas.

A reunião organizada pelo Ministério da Saúde ressalta que “a finalidade é se preparar para o período de Alta Transmissão de Arboviroses, além de conhecer a operacionalização prevista da aplicação das novas estratégias na prática, na escala real dos programas de controle, em diferentes cenários de cidades”. Dessa forma, segundo Joaquim, foi possível mostrar os procedimentos operacionais da estratégia de EDLs construídos com equipes de várias cidades participantes da reunião, com os meios e recursos disponíveis.

TRANSFERÊNCIA 

Numa carta-acordo firmada entre a Fiocruz Amazônia e a Organização Panamericana de Saúde (OPAS), no Brasil, com mediação do Ministério da Saúde, foram definidas as ferramentas de transferência tecnológica que serão utilizadas para a expansão da estratégia no País, com orientações básicas para implementação das estações e um curso virtual (https://campusvirtual.fiocruz.br/gestordecursos/hotsite/EDL) capacitando gestores e técnicos de saúde para combater doenças transmitidas por mosquitos, esclarecendo dúvidas e sendo certificados. O treinamento virtual é autoinstrucional em dois módulos nas modalidades síncrona e assíncrona, mostrando o passo a passo do processo de montagem das armadilhas, a implantação e manutenção das estações disseminadoras com o larvicida pyriproxyfen – de uso aprovado pelo Ministério da Saúde.

Seminário em Manaus discute capacidade brasileira de produzir vacinas e enfrentar novas pandemias

O sistema vacinal brasileiro, a situação do Brasil em relação à produção de vacinas e a preparação do país para novas pandemias foram os temas debatidos nesta quarta-feira (25/10), em Manaus (AM), no seminário Desigualdades, Vacinas e Pandemias, organizado pela Oxfam Brasil e Fiocruz Amazônia. Dezenas de representantes de movimentos sociais, comunidades tradicionais e indígenas, de universidades e do Ministério da Saúde participaram do encontro, que contou com cinco mesas de discussão.

Durante o evento foram lançadas também duas notas técnicas: Capacidade de Produção de Vacinas no Brasil e Horizontes para o Gasto Público em Saúde no Contexto do novo Arcabouço Fiscal. Stefanie Lopes, diretora em exercício do Instituto Leônidas e Maria Deane – Fiocruz Amazônia, e Jefferson Nascimento, coordenador da área de Justiça Social e Econômica da Oxfam Brasil, deram as boas-vindas aos participantes do seminário, lembrando que Manaus e região foram muito impactadas pela pandemia de covid-19.

Stefanie Lopes lembrou o impacto sofrido pela população do Amazonas com a pandemia de Covid-19 e, por isso, a discussão promovida pelo seminário foi muito bem-vinda, especialmente sendo realizado em Manaus. “Ninguém aqui no Amazonas não sofreu com a pandemia de Covid-19 ou não perdeu um ente querido. Por isso, precisamos mais e mais pensar criticamente sobre as questões que estão em debate aqui, as desigualdades, o acesso à saúde, a soberania do país, e a produção e distribuição vacinal”, salientou.

“É muito importante a gente pensar nesse contexto de desigualdade vacinal analisando o período que a gente passou no contexto da covid-19”, afirmou Jefferson Nascimento. “O Brasil foi um país extremamente impactado pela pandemia e algumas regiões foram mais impactadas do que outras. Então, ter este evento aqui em Manaus, na Amazônia, uma região que foi muito impactada pela covid-19, ajuda a jogar luz nesse cenário, e discutir o que o Brasil pode fazer para se preparar para uma próxima pandemia.”

MOMENTO PREOCUPANTE

O primeiro painel do dia, mediado por Ana Maria de Brito, coordenadora da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), foi dedicado a um retrospecto dos 50 anos do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde e os desafios do acesso à vacina no Brasil, em que Jadher Percio, do Departamento de Imunizações do Ministério da Saúde, mostrou as conquistas do programa e sua importância para a segurança de saúde dos brasileiros. No entanto, desde 2016, os então bons índices de imunização foram caindo e estão em níveis preocupantes agora, com a população cada vez mais resistente às vacinas, como mostrou Andrea Brandão Beber, da Fiocruz Amazônia. “Oswaldo Cruz (médico e sanitarista brasileiro) se assustaria muito com as resistências que temos hoje às vacinas”.

Tatyana Ramos Amorim, diretora-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde Rosemary Costa Pinto, do Estado do Amazonas, reforçou a preocupação, afirmando que há alto risco para diversas doenças hoje, como a poliomielite, devido à baixa imunização verificada nos últimos anos. “A desinformação e as fakenews são fatores negativos que impactam esses resultados e foram decisivos nos últimos anos para os baixos resultados atuais”, disse Tatyana, lembrando, entretanto, que o Brasil tem toda a capacidade para reverter o cenário.

RACISMO INSTITUCIONAL

Os dois painéis seguintes do seminário foram dedicados à desigualdade do acesso às vacinas em diferentes regiões e setores de maior vulnerabilidade da sociedade brasileira, como as comunidades quilombolas e indígenas, bem como os gargalos existentes na produção e distribuição pelo país e o orçamento público. “Doeu muito ver muitos dos nossos morrerem por falta de vacina”, afirmou Teresa de Jesus da Silva, da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq), lembrando a luta que os quilombolas tiveram no Supremo Tribunal Federal (STF) para que fossem considerados grupos prioritários na vacinação contra a covid-19. “Hoje o povo quilombola voltou a ter voz e vez. Queremos e merecemos dignidade e políticas públicas.”

Marcivana Sateré Mawé, da Coordenação dos Povos Indígenas de Manaus e Entornos (Copime), mostrou pesquisa realizada com comunidades indígenas do Amazonas revelando os principais motivos pelos quais essas populações não se vacinaram – preferência a prevenção com remédios tradicionais e a falta de acesso à vacina estavam entre as mais votadas. “Este espaço (o seminário) é importante para a gente construir caminhos para que não se repita uma realidade tão dolorida que sofremos durante a pandemia.”

O epidemiologista e pesquisador da Fiocruz Amazônia, Jesem Orellana, destacou dados recentes para exemplificar a desigualdade da cobertura vacinal no Amazonas. Segundo ele, faltam investimentos na Atenção Básica. “Os dados são de outubro deste ano e demonstram a disparidade existente na cobertura vacinal de cidades amazonenses cujo acesso se dá por via terrestre e outras em que só se chega por via fluvial ou aérea, citando os municípios de São Paulo de Olivença, Santa Isabel do Rio Negro e Atalaia do Norte. “As coberturas vacinais são desiguais”, observou.

COMUNICAÇÃO PERIFÉRICA

A penúltima mesa do encontro foi dedicada aos coletivos de comunicação que produziram reportagens sobre o impacto da pandemia nas periferias brasileiras. Participaram Elaíze Farias (Amazônia Real, de Manaus), Thiago Borges (Periferia em Movimento, de São Paulo), Letícia Pasuch (Nonada, de Porto Alegre) e Ronaldo Matos (Desenrola e Não Me Enrola, de São Paulo). “É importante descentralizar a cobertura jornalística sobre acesso a serviços de saúde e a cobertura vacinal nas periferias, favelas, quilombos e territórios indígenas, e principalmente construir um futuro em que se promova um letramento midiático dessa população para que ela valorize o consumo da informação confiável como instrumento de combate ao negacionismo e também à desinformação”, afirmou Ronaldo, que coordenou a mesa.

Letícia Pasuch contou em sua apresentação como foi feita a reportagem com o jornal Boca de Rua, “que teve papel importante em conscientizar a população de rua de Porto Alegre e as autoridades locais sobre a importância da vacinação e como enfrentar a pandemia da melhor maneira”. Para Thiago Borges, o negacionismo e a precariedade da vida das pessoas das periferias de São Paulo foram fatores que impactaram decisivamente na falta de acesso à vacinação. “Discutimos muito a necessidade de readequação das estratégias adotadas nas campanhas de vacinação em São Paulo, não só contra a Covid-19 mas também para outras doenças”.

REGRAS DO JOGO

Na última mesa do seminário, o tema central foi como a propriedade intelectual sobre vacinas tem impacto direto na saúde pública das pessoas. Jorge Bermudez (ENSP/Fiocruz), Marina Paullelli (Idec) e Rafael Silva (Universidades Aliadas por Medicamentos Essenciais) defenderam o licenciamento compulsório das patentes para facilitar a produção de vacinas no país, para evitar a repetição dos erros e problemas verificados durante a pandemia de covid-19 no Brasil e no mundo.

O encontro foi encerrado Eloísa Machado, da FGV Direito São Paulo, que defendeu a mudança nas regras do jogo em relação à produção e distribuição de vacinas para impedir novas tragédias. “Temos que fazer um enfrentamento desse modelo de desenvolvimento, que só aprofunda as desigualdades no acesso à saúde pública.” Eloísa defendeu ainda a tese da desobediência civil para quebrar patentes, “para a gente ter alguma chance de mudar essas regras”.

Com informações de Ascom/Oxfam Brasil

Dados registrados

Número de registro, nome da espécie, autor, variedade, observação taxonômica, anamorfo, teleomorfo, número da coleção, data de entrada, doador, data e local de isolamento, identificação segundo o doador, nome antigo, coleções onde está depositada, substrato, hospedeiro, categoria do tipo, sexualidade, modo de preservação, fotos e imagens macro e microscópicas, aplicações e outras informações.

Público alvo

Pesquisadores, empresas privadas, instituições de pesquisa e outras coleções de cultura.

Serviços oferecidos

Aquisição, depósito, distribuição, preservação de bactérias, fungos filamentosos, leveduras e plasmídeos;

Caracterização de microrganismos, pesquisa e treinamento;

Realiza cursos sobre sistemática em fungos filamentosos, presta serviço de consultoria, emitindo laudos técnicos a terceiros. Orientação de teses de mestrado, doutorado e pessoal técnico especializado.

Coleção de Bactérias
Coleção de Fungos

Curadora

Ormezinda Celeste Cristo Fernandes

Contato

E-mail – ofernandes@amazonia.fiocruz.br
Endereço para correspondência – Rua Teresina, 476 – Adrianópolis – CEP – 69057-070

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