COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD
ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia
O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.
A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.
Inscrições para prova de Proficiência em Língua Inglesa estão abertas até 6/10
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) informa que estão abertas, até o próximo dia 6/10, as inscrições para a Prova de Proficiência em Língua Inglesa, que será ofertada este ano pela Vice-Diretoria de Educação, Informação e Comunicação (VDEIC) para todos os discentes de pós-graduação Stricto Sensu, do ILMD Fiocruz/ Amazônia, que ainda não comprovaram a proficiência em língua estrangeira. A prova acontecerá no dia 8/10, das 14h às 16h, no Salão Canoas, prédio Rio Amazonas. As inscrições devem ser feitas obrigatoriamente através do link https://forms.office.com/r/6vEeYwe4AT. Será permitido o uso de dicionário durante o exame.
O discente poderá solicitar à Coordenação do Programa/Curso dispensa da prova de língua inglesa, com o resultado de exames de proficiência com reconhecimento internacional, como: I – TOEFL (Test of English as a Foreign Language), TOEIC (Test of English for International Communication), IELTS (International English Language Testing System) e CPE in English; II – Certificados de Suficiência ou Proficiência em Língua Inglesa fornecidos por IES públicas brasileiras, com validade de 03 (três) anos até a data da solicitação do diploma. Nesses casos, o certificado deve trazer o resultado: aprovado ou proficiente. A lista de exames pode ser modificada de acordo com o Regulamento do Programa/Curso.
Centro de Estudos vai abordar o tema “Paratransgênese aplicada à saúde pública: estratégia alternativa para bloquear a transmissão de Plasmodium por mosquitos vetores da malária”
/em Notícias /por Julio OliveiraO Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) apresenta na sexta-feira, 12/09, às 10h (horário Manaus), a palestra “Paratransgênese aplicada à saúde pública: estratégia alternativa para bloquear a transmissão de Plasmodium por mosquitos vetores da malária”, a ser ministrada pelo pesquisador em Saúde Pública Elerson Matos Rocha, vinculado ao Laboratório de Diversidade Microbiana da Amazônia (DMAIS), do ILMD/Fiocruz Amazônia.
A palestra será moderada pela pesquisadora Ormezinda Fernandes, chefe do Laboratório DMAIS, e transmitida via Plataforma Zoom, através do link: https://us06web.zoom.us/j/89672801392?pwd=1RDO3nrXo2s6vcjW0e3of3qWugJOXO.1, utilizando ID da Reunião (896 7280 1392) e Senha de acesso (838391)
Na oportunidade, Elerson abordará a malária como um dos maiores desafios de saúde pública na Amazônia, ressaltando o papel central desempenhado pelos mosquitos do gênero Anopheles na transmissão dos protozoários do gênero Plasmodium. “Nesse contexto, compreender a biologia dos vetores e os mecanismos que sustentam a transmissão é essencial para o desenvolvimento de novas estratégias de controle. A paratransgênese surge como uma alternativa inovadora, baseada no uso de bactérias simbióticas naturalmente associadas aos mosquitos, modificadas para bloquear o desenvolvimento do parasita”, explica o pesquisador.
Elerson destaca que essa abordagem permite interferir diretamente no ciclo do patógeno dentro do vetor, reduzindo a capacidade de transmissão sem comprometer o ambiente. “Apresentarei resultados de pesquisas realizadas na Amazônia, que exploram a diversidade microbiana associada a mosquitos vetores e identificam linhagens bacterianas com potencial para aplicação em paratransgênese. Esses estudos revelam tanto os avanços já alcançados quanto os desafios que ainda precisam ser superados, incluindo questões técnicas, ecológicas e de biossegurança”, enfatiza.
O debate dará oportunidade também aos participantes discutirem acerca das perspectivas para o uso da paratransgênese como uma estratégia complementar às medidas tradicionais de controle vetorial, destacando seu potencial impacto na redução da transmissão da malária e outras doenças de relevância para a saúde pública na região amazônica.
SOBRE O PALESTRANTE
Graduado em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA, 2012), Elerson Rocha é mestre em Biotecnologia e Recursos Naturais da Amazônia pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA, 2015), com estudo comparativo da microbiota bacteriana cultivável associada a Anopheles darlingi e seu habitat. Doutor em Biotecnologia pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM, 2020), desenvolvendo o projeto Seleção de espécies bacterianas cultiváveis, simbiontes de Anopheles darlingi, para o controle da malária por paratransgênese.
Em junho de 2022, concluiu o primeiro pós-doutorado na Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP, Botucatu/SP), focado em mosquitos transgênicos (Aedes aegypti) utilizando CRISPR/Cas9, e outro pós-doutorado em dezembro de 2023 na UNESP, Botucatu/SP, com estudos sobre sistemas de atração e marcação de mosquitos, controle de mosquitos por laser e aplicação de agentes de controle com drones.
Em 2024, foi pesquisador bolsista no Programa de Capacitação Institucional (PCI) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), investigando a eficácia de bactérias simbiontes de Anopheles darlingi na inibição do desenvolvimento de Plasmodium vivax.
SOBRE O CENTRO DE ESTUDOS
O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde. Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Imagem: Mackesy Nascimento
Fiocruz abre processo de seleção para ingresso no programa de pré-incubação de startups FioBiz
/em Notícias /por Carlos GomesA Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio do Programa de Pré-incubação Fiobiz, torna público o edital nº 01/2025 – referente ao processo seletivo para ingresso no programa de pré-incubação de startups FioBiz, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). O projeto FioBiz é uma iniciativa do ILMD/Fiocruz Amazônia, de capacitação e mentorias para a inovação e o desenvolvimento de produtos e serviços de base tecnológica na área da saúde, com duração de 12 semanas. As inscrições iniciam nesta terça-feira, 10/9, e se estendem até o dia 18/9.
Inteiramente gratuito, o Programa de Pré-incubação FioBiz é realizado com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas – Fapeam, por meio do EDITAL N. º 011/2023 – Programa De Apoio à Incubadoras – PRÓINCUBADORAS. O presente Edital, convida os (as) interessados (as) a apresentarem proposta, nos termos estabelecidos.
Clique aqui para acessar o edital, e o formulário de submissão.
As equipes aprovadas, serão submetidas às sessões de capacitação com atividades teóricas e práticas de participação obrigatória, além das mentorias que visam apoiar o desenvolvimento integral de seus modelos de negócios. Serão 12 semanas de atividade, envolvendo: treinamentos, workshops, palestras, mentorias e avaliações que possibilitem mensurar o desempenho de cada equipe.
O Programa de Pré-incubação Fiobiz será realizado de forma hibrida, nas dependências do ILMD/Fiocruz Amazônia e de forma on-line. O processo de seleção envolve as seguintes etapas, sendo cada uma em caráter eliminatório: Análise da documentação; Análise da proposta de negócio, com base no pitch deck; Entrevista e apresentação da proposta para o Comitê de Avaliação; Assinatura do termo de compromisso e início das atividades.
Nessa edição do Programa de Pré-incubação Fiobiz serão disponibilizadas 05 (cinco) vagas, a serem preenchidas em ordem decrescente, pelas empresas classificadas nas etapas anteriores. Os empreendedores selecionados serão comunicados por e-mail e listagem divulgada no site institucional do ILMD, e deverão assinar o termo de compromisso em até 5 dias corridos, sob pena de desistência. O resultado final do processo seletivo, será divulgado no dia 26/9. As atividades iniciam no dia 29 de setembro.
ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento
Fiocruz atua no conceito de “Uma Só Saúde” com população ao longo da BR-319
/em Notícias /por Julio OliveiraA Fiocruz Amazônia, em parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp-SP) e o Instituto Evandro Chagas (IEC-PA), está realizando um levantamento sorológico inédito ao longo de um trecho de aproximadamente 800 quilômetros da BR-319 – estrada federal que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO) – visando identificar a presença de anticorpos contra patógenos causadores de doenças como leptospirose, hantavirose, febre Oropouche, dengue, febre Mayaro, chikungunya, entre outras.
O objetivo do estudo é avaliar, no contexto do conceito One Health (Uma Só Saúde), como a degradação ambiental pode influenciar a dinâmica de circulação de vírus emergentes e reemergentes na região amazônica. A abordagem considera a saúde humana, animal e ambiental de forma integrada, buscando compreender de que maneira o modo de vida local, a interação com a floresta e as transformações ambientais impactam o risco de doenças.
O trecho em estudo inclui comunidades como Igapó Açu e Realidade, além de diversos pequenos povoados ao longo da rodovia, onde são realizadas expedições periódicas do projeto. Cada expedição dura, em média, 20 dias, tempo suficiente para coletas de sangue, entrevistas com moradores e ações de educação em saúde. Denominado Rede Pampa-BR 319, o projeto começou há três anos e, ao final, pretende apresentar um diagnóstico integrado com dados ecológicos, demográficos e clínicos.
O trabalho é coordenado pelo pesquisador em Saúde Pública Pritesh Lalwani, da Fiocruz Amazônia, em parceria com os professores doutores José Luiz Modena (Unicamp-SP), que acompanha o trabalho no Amazonas, e Lívia Martins (IEC-PA), que desenvolve diagnóstico semelhante na região de mineração de Carajás, no sudeste do Pará. O projeto conta com financiamento das Fundações de Amparo à Pesquisa do Amazonas (FAPEAM), de São Paulo (FAPESP) e do Pará (FAPESPA), no âmbito do edital Amazônia+10, do Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap).
Segundo Lalwani, a relevância do projeto está na possibilidade de subsidiar políticas públicas voltadas para a população dessas áreas, a partir do conhecimento direto sobre o estado de saúde das pessoas que vivem nelas. “A ideia do projeto surgiu de um diálogo sobre o impacto histórico da abertura de estradas no Brasil, que em vários casos esteve associado ao aumento de doenças infecciosas. No caso da BR-319, parte da estrada já é asfaltada, mas há longos trechos sem pavimentação. Queremos entender como as pessoas vivem na região e quais os principais desafios de saúde existentes”, resume.
Das amostras humanas analisadas até o momento, mais de 50% das cerca de 300 pessoas testadas apresentaram resultado positivo para anticorpos IgM contra o vírus Oropouche (OROV), indicando infecção recente. O OROV é um arbovírus transmitido principalmente por pequenos insetos do gênero Culicoides (maruim ou mosquito-pólvora) e, até poucos anos atrás, sua ocorrência estava majoritariamente restrita ao bioma amazônico. No entanto, após uma grande epidemia de OROV na Amazônia brasileira em 2023-2024, surtos passaram a ser registrados em diferentes estados do Brasil e até em outros países da América Latina, aumentando a preocupação com seu potencial de dispersão. Por apresentar sintomas semelhantes aos de outras arboviroses, como febre, dor de cabeça e dores musculares, o OROV pode ser facilmente subdiagnosticado.
O pesquisador ressalta que compreender o impacto das ações humanas sobre o meio ambiente é essencial para antecipar e mitigar riscos sanitários. Embora a relação causal entre degradação ambiental e o surgimento de novas doenças infecciosas ainda esteja sendo investigada, estudos sugerem que mudanças no uso da terra, desmatamento e proximidade maior entre pessoas, animais domésticos e fauna silvestre podem estar associadas ao aumento de doenças zoonóticas. “Nosso projeto busca gerar evidências concretas para avaliar como esses fatores interagem. Alterações ambientais, como o desmatamento, podem modificar o habitat de vetores e reservatórios, criando condições que favorecem a transmissão de patógenos. Ao entender essas dinâmicas, podemos orientar medidas de prevenção mais eficazes”, explica.
O diagnóstico produzido pelo projeto servirá como linha de base para comparações futuras, especialmente após o recapeamento da BR-319, permitindo avaliar se as mudanças na infraestrutura e no uso da terra vão influenciar o risco e a ocorrência dessas doenças. “Com esses indicadores, poderemos propor estratégias e fortalecer o acesso do SUS a essas comunidades”, destaca.
INTEGRAÇÃO INSTITUCIONAL
O ILMD/Fiocruz Amazônia vem atuando para ampliar a integração institucional entre grupos de pesquisa em saúde e meio ambiente na Amazônia. Para a vice-diretora de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, Michele Rocha El Kadri, um diagnóstico organizacional feito entre 2015 e 2016 já apontava a transversalidade dos temas saúde e ambiente nas pesquisas da instituição.
“A análise de vários projetos mostrou que saúde e ambiente eram temas conectados, mas essa conexão nem sempre era percebida de forma explícita. Hoje, essa relação é vivida de forma muito concreta”, avalia.
Para El Kadri, o estudo sobre o impacto causado pelas mudanças climáticas e a degradação ambiental na saúde é uma das oportunidades de alavancar recursos e dar visibilidade as ações desenvolvidas no ILMD no protagonismo da agenda saúde e ambiente na Amazônia.
“Temos uma diversidade muito potente de expertise nos nossos laboratórios que vai desde a pesquisa clínica ao diálogo com medicina indígena, ou desde o desenvolvimento de novos testes diagnósticos à educação ambiental com comunidades. Além disso, somos reconhecidos como instituição de formação de pessoas para o SUS. A questão é como converter nosso capital político e científico em ações concretas na agenda da saúde nos territórios amazônicos. Nossa capacidade de influenciar políticas públicas de alimentação, saúde, saneamento, cultura de paz, etc, passa necessariamente pela nossa capacidade de trabalhar com as pessoas no território”, avalia.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Projeto Rede Pampa BR-319 / Divulgação
Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente da Fiocruz leva mensagem dos ODS à praça pública em evento que uniu sustentabilidade, música e arte em Manaus
/em Notícias /por Julio OliveiraAs temáticas ligadas aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Agenda 2030 da ONU, se transformaram em versos e rimas potentes durante a Batalha dos ODS, promovida pelos coletivos Batalha da Malta e Perifa Amazônia, em parceria com a Coordenação da Regional Norte da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma), da Fiocruz, e a Fundação Rede Amazônica, no evento Glocal Experience Amazônia. Movimentando a cena hip hop da cidade, a Batalha dos ODS levou um público diversificado a conhecer e refletir sobre os 18 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável com uma pegada musical a partir das experiências vivenciadas pelos MCs participantes. A atividade aconteceu no Largo de São Sebastião, no Centro de Manaus, onde diversas outras experiências de sustentabilidade, música e arte foram mostradas em oficinas, shows, paineis, master classes e debates, entre os dias 28 e 30/08.
De acordo com André Santos, assistente da Regional Norte da Obsma e integrante do Coletivo Perifa Amazônia, a Batalha dos ODS teve como objetivo colocar em discussão os 18 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável numa linguagem artística e voltada para a juventude. “Através do jogo de dados, era feita o sorteio do número correspondente ao de um dos ODS. Tão logo, anunciávamos qual seria o ODS fazíamos uma apresentação das metas referentes ao ODS sorteado e uma pequena explanação sobre os temas relacionados a ele, a exemplo de violência, empoderamento feminino, igualdade de gênero e igualdade étnico-racial (incorporado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva), sensibilizando os presentes e colocando em pauta uma discussão que para muitos naquele momento eram temas desconhecidos”, explica André.
Através da linguagem do hip hop, os MCs puderam conhecer e refletir sobre os ODS, tendo como base o repertório que já possuíam, mas também a realidade da comunidade e do movimento do qual fazem parte. Os vencedores da Batalha dos ODS foram os MCs W. Killer, Coy e Akbar. “A Batalha de Malta é uma das várias batalhas que acontecem em Manaus e das quais eles participam. Todos são moradores de bairros de periferia da cidade, alguns trabalham como ambulantes de rima, vivendo diferentes contextos de impactos socioambientais e trazem isso para a rima”, enfatiza André, que atua em parceria com Gabriel Lopes, integrante do coletivo Perifa Amazônia e, também, representante da Obsma Fiocruz.
A atividade, que aconteceu na lira do Teatro Amazonas (espaço situado entre as escadas que levam ao prédio histórico), abriu espaço também para a divulgação da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente da Fiocruz. Gabriel Lopes aproveitou o espaço para convidar os estudantes e professores do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental para se mobilizar nas escolas e participar da 13ª edição, que já está com inscrições abertas.
O Perifa Amazônia é um coletivo que atua nas periferias de Manaus levando a Cultura Hip Hop como ferramenta para Educação Climática e formando uma juventude que luta por justiça climática e se articula politicamente para construir suas comunidades. Seus integrantes são: Patrícia Patrocínio, Juliana Motta, Gabriel Lopes e André Santos.
A Batalha da Malta promove eventos eventos semanais na “Praça da Matinha”, localizada ao lado do terminal 1, que visam desenvolver, profissionalizar e dar visibilidade a MCs de Manaus, fortalecendo a cultura Hip Hop. Seus integrantes são: Wesley Rocha, Amanda Martins e Leonardo Lima. A disputa entre os MC’s foi no formato de “Batalha do Conhecimento”. Na ocasião, foi utilizado o Tapetão dos ODS e cada participante teve 45 segundos para desenvolver suas rimas improvisadas. Após a performance dos MC’s, a decisão do vencedor era feita a partir do voto dos jurados convidados e do público.
13ª Edição da Olimpíada
A atividade integra o conjunto de ações da Regional Norte desenvolvidas para promover a divulgação da abertura das inscrições para a 13º edição da Olimpíada. Nesta edição, o Prêmio Menina Hoje, Cientista Amanhã, vai homenagear a cientista Juliana de Meis (1972–2021), e premiará projetos desenvolvidos por equipes exclusivamente formadas por estudantes e professoras do gênero feminino. As inscrições já estão abertas e seguem até 30 de junho de 2026. A participação é gratuita e pode ser feita diretamente no site oficial: www.olimpiada.fiocruz.br.
IGUALDADE ETNICO-RACIAL
A Coordenação da Regional Norte da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (OBSMA), da Fiocruz, decidiu incorporar o 18º Objetivo do Desenvolvimento Sustentável proposto pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante o discurso que realizou na Assembleia Geral da ONU, realizado em outubro de 2023. Em seu pronunciamento, Lula incluiu a igualdade étnico-racial como mais uma meta adotada de forma voluntária pelo Governo do Brasil. A partir da decisão de incorporação do 18º ODS, a Regional Norte da OBSMA acrescentou a meta definida pelo presidente à mandala dos ODS, ferramenta utilizada para apresentar e discutir a Agenda 2030 do Desenvolvimento Sustentável junto às escolas da rede pública e privada do País.
Como forma de difundir os ODS, a Olimpíada utiliza as metas durante dinâmicas com os alunos sobre os desafios globais. A coordenadora da Regional Norte da OBSMA, Rita Bacuri, pesquisadora social da Fiocruz Amazônia, explica a importância dos ODS para a Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente. “Foi com imensa satisfação que ouvimos do presidente Lula a informação de que o Brasil adotou de forma voluntária o compromisso de erradicar a desigualdade racial, incluindo nesse escopo as populações indígenas, quilombolas, caboclas, ribeirinhas e migrantes, razão pela qual incluiremos o termo “étnico-racial” ao ODS 18, no nosso jogo do tapetão das ODS, por meio do qual difundimos esses conceitos durante as oficinas junto a alunos e professores”, observa. Segundo Rita Bacuri, a iniciativa fortalece também o compromisso da Fiocruz enquanto instituição de saúde, pesquisa e ensino, com foco voltado para a redução das desigualdades na sociedade brasileira, em especial no Sistema Único de Saúde (SUS) e na Educação Básica, onde atua o projeto OBSMA atua.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Projeto Moetá cria jogo lúdico no formato de tabuleiro para divulgar níveis de atenção do SUS
/em Notícias /por Julio OliveiraO Projeto Moetá, desenvolvido com o objetivo de promover a educação, informação e comunicação em saúde, dentro do Programa Fortalece SUS, da Fiocruz Amazônia, entrou na fase de elaboração do jogo Trilhando o SUS, uma ferramenta que está sendo desenvolvida pelos bolsistas do projeto com o intuito de informar e divulgar, de forma prática e lúdica, sobre os níveis de atenção do SUS. O jogo, no formato tabuleiro, informará sobre quais os serviços do SUS disponíveis, quais são os profissionais envolvidos em cada um desses serviços e os locais onde os atendimentos de saúde são realizados.
De acordo com o coordenador executivo do Moetá, o enfermeiro Elton Aleme, o jogo surgiu como resultado das escutas realizadas nas comunidades por onde o Projeto Moetá vem desenvolvendo suas ações de orientação e informação em saúde. “O jogo é dividido em três níveis de atenção do SUS (Atenção Básica, Secundária e Terciária) e permite que os participantes percorram a trilha do SUS identificando cada função e serviço de acordo com os níveis de atendimento”, explica Aleme. Ao longo da trilha, são aplicadas perguntas, com respostas de múltipla escolha, em cada uma das estações.
Além de responder, o participante tomará conhecimento também acerca das missões referentes às atividades executadas no SUS, nas diferentes estações. “Por exemplo, ele terá que ir ao posto de saúde e identificar qual vacina é administrada em adolescentes para prevenção do câncer de colo de útero (HPV)”, exemplifica. Segundo o enfermeiro, o jogo é um produto que atende a um requisito do projeto que prevê a criação de uma ferramenta de educação em saúde.
“Adaptamos o jogo para que pudesse ser aplicado junto aos mais variados grupos sociais com os quais o Moetá desenvolve suas atividades, desde comunidades ribeirinhas, a movimentos sociais, idosos, crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, entre outros”, afirma o coordenador.
Em seu segundo ano de atividades, o Projeto Moetá já esteve em oito instituições realizando oficinas voltadas para a educação, informação e comunicação em saúde, com aproximadamente 200 oficinas realizadas. Na última quarta-feira, 3/09, a equipe do projeto esteve na comunidade de Balbina, município de Presidente Figueiredo. No próximo dia 17/09, estará na comunidade Abelha, localizada no Tarumã.
SOBRE O MOETÁ
O Projeto Moetá é um dos três subprojetos do Programa Fortalece SUS, desenvolvido pela Fiocruz Amazônia, com a finalidade de promover a formação de comunicadores populares especializados em saúde (CPES) para atuar na disseminação de informações científicas, garantindo uma linguagem atraente, acessível, utilizando metodologias de comunicação inclusiva e produzindo conteúdo informativo para a população em geral. No ano passado, o Moetá conseguiu realizar um total de 398 oficinas em 67 instituições de diferentes localidades e zonas de Manaus, alcançando aproximadamente 3,5 mil pessoas, a maioria estudantes da rede pública estadual com repasse de informações em saúde, atividades lúdicas, palestras e serviços de orientação e cuidados em saúde e meio ambiente.
A coordenadora geral do Programa Fortalece SUS, Rita Bacuri, que é pesquisadora social da Fiocruz Amazônia, explica que ao Moetá somam-se as atividades de outros dois projetos – Ágape (voltado para mulheres migrantes) e o Mestrado Profissional em Epidemiologia e Saúde da Mulher e da Criança (para profissionais da área da saúde). “Investir em ações de Educação em Saúde é fundamental para a promoção do SUS e sobretudo a popularização da Ciência. A Fiocruz, como produtora de conhecimento científico, tem o compromisso de fazer valer a máxima de que é preciso ir onde o povo está”, avalia Rita Bacuri. A abertura contou com a presença do boneco Oswaldinho, mascote da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma), da Fiocruz.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Fiocruz lança curso on-line e gratuito sobre saúde reprodutiva
/em Imagens, Notícias /por Julio OliveiraSeguindo a linha da qualificação de profissionais de saúde para atuarem com saúde materna, assistência ao parto e promoção da saúde reprodutiva, a Fiocruz lança o curso Pré-natal de qualidade, aconselhamento e dispensação de contraceptivos e prevenção da gravidez na adolescência — uma formação on-line, gratuita e autoinstrucional especialmente voltada a Agentes Comunitários de Saúde (ACS), mas aberta a todos os interessados na temática. O curso foi desenvolvido pelo Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e o Campus Virtual Fiocruz, e integra o projeto Formação de Profissionais do SUS em Saúde da Mulher.
O objetivo é oferecer subsídios para que os profissionais atuem com base em conhecimentos técnicos, mas, sobretudo, de forma humanizada, com práticas que fortaleçam o vínculo entre o ACS, as gestantes e suas famílias. A ideia é aprimorar a qualidade da atenção básica, construindo um cuidado integral, mais justo e efetivo para todos.
Conta com carga horária de 20h, divididas em quatro módulos e 15 aulas que abordam conteúdos essenciais que envolvem a organização do pré-natal, desde a identificação precoce da gestação até o puerpério, incluindo aspectos de nutrição e suplementação, infecções comuns (sífilis, HIV e hepatites), condições clínicas relevantes (hipertensão, diabetes e anemia), além de orientações sobre aconselhamento contraceptivo, prevenção da gravidez na adolescência e preparo para o parto, com foco na saúde materno-infantil.
Confira mais informações no Campus Virtual Fiocruz
Fiocruz Amazônia inicia processo de seleção dos estudantes do Ensino Médio para a edição 2025 do Programa de Vocação Científica
/em Notícias /por Julio OliveiraA Coordenação do Programa de Vocação Científica (Provoc), do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), se reuniu nesta quarta-feira (3/09) para discutir o andamento do processo de seleção de estudantes de quatro escolas de Ensino Médio da Rede Estadual (Escola Estadual Sant’Ana, Escola Ângelo Ramazzotti, Escola Estadual Dom Pedro II e Escola Terezinha), de Manaus, que participarão como bolsistas do programa este ano. O programa é uma proposta educacional de iniciação científica destinada a jovens do Ensino Médio, com o objetivo de estimular a aprendizagem de conhecimentos técnicos e científicos por meio da experimentação de práticas de pesquisa.
De acordo com a coordenadora do Provoc, Anízia Aguiar, o programa este ano teve um total de 59 inscritos e 22 selecionados. “Os candidatos precisaram escrever uma Redação em que demonstrassem conhecimento a respeito do papel da Fiocruz na sociedade, além de demonstrar o seu interesse em ingressar no Programa. A pergunta principal era: Por que devo ser selecionado(a) para o Provoc?”, explica Anizia. Os aprovados nessa etapa foram entrevistados por um dos membros da equipe do Provoc ILMD/Fiocruz Amazônia – Edilson Soares (Gabinete Institucional), Marizete Duarte (Vice-Diretoria de Pesquisa e Inovação – VDPI), Josy Caldas (Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde – DMAIS), Tatiane Guimarães (VDPI), além das coordenadoras do Provoc Anízia Aguiar (Vice-Diretoria de Educação, Informação e Comunicação – VDEIC), Priscila Aquino (DMAIS) e Ormezinda Fernandes (DMAIS), que em 2025 passou a coordenar o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica – PBIC.
O Provoc é dividido em duas etapas: Iniciação e Avançado. A etapa Iniciação tem duração de 12 meses e é destinada a alunos do primeiro ano do Ensino Médio, enquanto a etapa Avançado tem duração de 22 meses e é destinada a alunos que concluíram a etapa Iniciação e estão cursando o segundo ano do Ensino Médio. Durante essas etapas, os estudantes desenvolvem projetos de pesquisa em ciência e tecnologia em saúde, sob a orientação de pesquisadores da Fiocruz.
“A reunião discutiu os detalhes do início das atividades do programa, incluindo a seleção de estudantes, a definição de orientadores e a estruturação dos projetos de pesquisa”, enfatiza Anízia, ressaltando que o cronograma de atividades prevê a finalização do processo de matrícula dos selecionados até o dia 26/09/2025, com ingresso imediato no Programa. Na sequência, a coordenação fará um evento de acolhimento dos novos bolsistas, com a participação dos pais e dos professores/gestores das escolas de Ensino Médio, além dos orientadores e da coordenação local e nacional do programa.
SOBRE O PROVOC
O Provoc busca promover a iniciação científica e contribuir para a melhoria da qualidade da formação de estudantes do ensino fundamental e médio. Os estudantes que participam do Provoc têm a oportunidade de desenvolver habilidades importantes, como pesquisa bibliográfica, leitura e fichamento de textos científicos, e elaboração de relatos de atividades. Além disso, o programa organiza eventos científicos, como a Jornada de Iniciação Científica e a Semana de Vocação Científica, onde os estudantes podem apresentar seus trabalhos e trocar experiências.
Com o início das atividades do Provoc, a Fiocruz Amazônia reafirma seu compromisso com a formação de jovens cientistas e a promoção da ciência e tecnologia na região. “O processo de seleção de 2025 constatou que o Provoc é um programa estratégico para a Fiocruz por sua capacidade de promover inclusão social e oportunidade de ascensão intelectual para jovens estudantes do Ensino Médio”, finaliza a coordenadora.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa /Ascom e Tatiane Figueiredo / VDPI