COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD
ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia
O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.
A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.
Conferência no ILMD aborda interconexão de conhecimentos nas pesquisas sobre saúde
/em Notícias /por João OliveiraO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio do Laboratório Território, Ambiente, Saúde e Sustentabilidade (LTASS) promoveu nesta quarta-feira (13/12), a Conferência Ciências Sociais e Saúde: Diálogos de Fronteira. O evento reuniu pesquisadores e estudantes das ciências sociais e da saúde, e contou com a palestra “Malária e Ciências Sociais: a intermitência do diálogo com outros saberes”, ministrada pelo professor João Siqueira, antropólogo, doutor em Antropologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF)
A proposta da conferência foi possibilitar diálogos entre os saberes das ciências da saúde e das ciências sociais, apresentando recortes e referenciais teóricos, além de abordagens que podem contribuir com a complexificação das explicações de questões de saúde na Amazônia.
Para a pesquisadora responsável pelo evento, Fabiane Vinente, o objetivo principal foi alcançado. “Essa foi a primeira edição da conferência. A proposta principal foi estimular esse debate entre as ciências sociais e esses processos que normalmente são abordados por outras áreas do conhecimento.
João Siqueira atua em linhas de pesquisa que incluem Etnicidade, Estado e conflitos territoriais na Amazônia, e Doença e representação social. Em sua conferência, irá discutir a problemática do estudo da malária na perspectiva das ciências sociais e explorar a relação entre a representação da malária e as práticas de atenção e cuidado no processo saúde-doença, observando que, se por um lado a questão da malária pressupõe ações políticas e medidas interventivas que são operadas no campo da saúde pública, de outro lado, ela possibilita e até potencializa a problematização da ordem social vigente, tendo em vista que saúde e doença tendem a legitimar, no espaço público, a emergência de determinado problema social.
Durante a apresentação, Siqueira destacou a importância da interdisciplinaridade do conhecimento nas abordagens sobre a saúde. “É necessário essa interconexão de conhecimentos, de produção de conhecimento, de teorias sobre a realidade social, sobre a realidade da saúde pública. Esse diálogo precisa persistir, é fundamental que os pesquisadores, estudantes continuem instigando esse diálogo, adotando como identidade do Instituto, principalmente numa área como a Amazônia”.
LANÇAMENTO
No mesmo encontro João Siqueira lançou o livro “Uma doença, diversos olhares: Representação da malária em Nossa Senhora de Fátima, em Manaus”, da Editora Valer.
“Nessa primeira edição tivemos o Dr João Siqueira falando sobre a questão da Malária em Nossa Senhora de Fátima, e fazendo também o lançamento do livro. Esse material é fruto da dissertação dele, defendida aqui no ILMD, no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Saúde, Sociedade e Endemias na Amazônia”, explicou Vinente.
Segundo autor, o livro foi desenvolvido para responder um conjunto de questões com enfoque no problema histórico da incidência de malária em Manaus, delimitando uma análise sobre Nossa Senhora de Fátima, comunidade situada em área rural, às margens do igarapé Tarumã-mirim, distante 8km do perímetro urbano da capital. O livro discorre também sobre as práticas adotadas por um grupo de mães no enfrentamento de agravos pela infecção da doença.
A obra foi desenvolvida por meio do Programa Biblos, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), que visa apoiar a publicação de livros, manuais, números especiais de revistas e coletâneas científicas.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes
PPGVIDA promove oficina para discentes sobre publicações científicas
/em Outras /por João OliveiraO Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) realizou entre os dias 11 e 15 de dezembro, a oficina Publicações Científicas, voltada para discentes do programa. A atividade foi ministrada pelos pesquisadores sêniores do ILMD, Bernardo Horta, da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), e Carlos Coimbra, da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Segundo a coordenadora do PPGVIDA, Maria Luiza Garnelo, a oficina visa apoiar os discentes que concluíram o mestrado, no intuito de agilizar as publicações que expressarão produtos do processo formador no PPGVIDA, e que também são requisito de avaliação do programa na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
Para Horta, o trabalho de construção junto aos alunos tem o objetivo principal de desenvolver produtos que possam ser publicados em periódicos da área. “A ideia é trabalhar com os alunos que já concluíram o mestrado a transformação das dissertações em artigos, para que sejam submetidos a periódicos científicos. Estamos trabalhando com eles aspectos relacionado a como escrever um artigo”, explicou Horta.
Indexação, país da revista, classificação no Qualis da CAPES para a área de Saúde Coletiva, foram alguns dos temas abordados durante a oficina, em relação ao maior questionamento dos discentes: Em qual revista publicar? “Conversamos para que eles saibam o que é, como funciona, mas deixando aberto para que eles possam fazer suas escolhas”, salientou Coimbra.
O Qualis Periódicos é uma das ferramentas utilizadas para a avaliação dos programas de pós-graduação no Brasil. Tem como função auxiliar os comitês de avaliação no processo de análise e de qualificação da produção bibliográfica dos docentes e discentes dos programas de pós-graduação credenciados pela CAPES. Ao lado do sistema de classificação de capítulos e livros, o Qualis Periódicos é um dos instrumentos fundamentais para a avaliação do quesito produção intelectual, agregando o aspecto quantitativo ao qualitativo.
Coimbra destacou ainda que a iniciativa do programa é de grande relevância nesse processo acadêmico. “Essas oficinas são importantes, pois o tempo do mestrado raramente é suficiente para os alunos defenderem, cumprirem com todos os créditos e ter um artigo publicado, visto que esse é um processo que demora muito. Alguns estão escrevendo o primeiro artigo científico, então essa oportunidade que está sendo oferecida para os alunos aqui do ILMD é extremamente relevante, pois abre portas para estimular os alunos a tornem público os resultados dos seus estudos.
SOBRE O PPGVIDA
O Programa tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.
O PPGVIDA visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.
ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes
Conferência no ILMD aborda interconexão de conhecimentos nas pesquisas sobre saúde
/em Notícias, Outras /por Marlucia AlmeidaO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio do Laboratório Território, Ambiente, Saúde e Sustentabilidade (LTASS) promoveu nesta quarta-feira (13/12), a Conferência Ciências Sociais e Saúde: Diálogos de Fronteira. O evento reuniu pesquisadores e estudantes das ciências sociais e da saúde, e contou com a palestra “Malária e Ciências Sociais: a intermitência do diálogo com outros saberes”, ministrada pelo professor João Siqueira, antropólogo, doutor em Antropologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF)
A proposta da conferência foi possibilitar diálogos entre os saberes das ciências da saúde e das ciências sociais, apresentando recortes e referenciais teóricos, além de abordagens que podem contribuir com a complexificação das explicações de questões de saúde na Amazônia.
Para a pesquisadora responsável pelo evento, Fabiane Vinente, o objetivo principal foi alcançado. “Essa foi a primeira edição da conferência. A proposta principal foi estimular esse debate entre as ciências sociais e esses processos que normalmente são abordados por outras áreas do conhecimento.
João Siqueira atua em linhas de pesquisa que incluem Etnicidade, Estado e conflitos territoriais na Amazônia, e Doença e representação social. Em sua conferência, irá discutir a problemática do estudo da malária na perspectiva das ciências sociais e explorar a relação entre a representação da malária e as práticas de atenção e cuidado no processo saúde-doença, observando que, se por um lado a questão da malária pressupõe ações políticas e medidas interventivas que são operadas no campo da saúde pública, de outro lado, ela possibilita e até potencializa a problematização da ordem social vigente, tendo em vista que saúde e doença tendem a legitimar, no espaço público, a emergência de determinado problema social.
Durante a apresentação, Siqueira destacou a importância da interdisciplinaridade do conhecimento nas abordagens sobre a saúde. “É necessário essa interconexão de conhecimentos, de produção de conhecimento, de teorias sobre a realidade social, sobre a realidade da saúde pública. Esse diálogo precisa persistir, é fundamental que os pesquisadores, estudantes continuem instigando esse diálogo, adotando como identidade do Instituto, principalmente numa área como a Amazônia”.
LANÇAMENTO
No mesmo encontro João Siqueira lançou o livro “Uma doença, diversos olhares: Representação da malária em Nossa Senhora de Fátima, em Manaus”, da Editora Valer.
“Nessa primeira edição tivemos o Dr João Siqueira falando sobre a questão da Malária em Nossa Senhora de Fátima, e fazendo também o lançamento do livro. Esse material é fruto da dissertação dele, defendida aqui no ILMD, no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Saúde, Sociedade e Endemias na Amazônia”, explicou Vinente.
Segundo autor, o livro foi desenvolvido para responder um conjunto de questões com enfoque no problema histórico da incidência de malária em Manaus, delimitando uma análise sobre Nossa Senhora de Fátima, comunidade situada em área rural, às margens do igarapé Tarumã-mirim, distante 8km do perímetro urbano da capital. O livro discorre também sobre as práticas adotadas por um grupo de mães no enfrentamento de agravos pela infecção da doença.
A obra foi desenvolvida por meio do Programa Biblos, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), que visa apoiar a publicação de livros, manuais, números especiais de revistas e coletâneas científicas.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes
Debates de teses marcam o segundo dia de Congresso Interno da Fiocruz
/em Notícias /por Marlucia AlmeidaO segundo dia de realização do VIII Congresso Interno da Fiocruz segue com os debates e deliberações dos enunciados das teses e suas diretrizes. O Congresso é a instância máxima de deliberação institucional e tem como objetivo aprovar as grandes estratégias e diretrizes institucionais para o período 2017-2020. O evento acontece no campus da Fiocruz, em Manguinhos, no Rio de Janeiro e reúne delegações eleitas em todas as unidades regionais.
A delegação do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) foi eleita no dia 26/11 e é composta por 7 delegados, 1 suplente e 2 observadores, além do diretor Sérgio Luz. Ao todo, o Congresso reúne 301 delegados, além dos observadores internos e externos. Esta edição do Congresso tem como tema “A Fiocruz e o futuro do SUS e da democracia”.
O VIII Congresso Interno funciona com 12 grupos de trabalho (Gts). Cada grupo conta com um coordenador, um relator e um relator- adjunto. Ao todo são 11 teses, com diretrizes político-institucionais que estão sendo debatidas na Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp) e na Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV).
Conheça as impressões da delegação do ILMD/Fiocruz Amazônia sobre os primeiros dias de Congresso:
Para Sônia de Oliveira, tecnologista em saúde pública, que integra o GT-7, esta edição do Congresso Interno está bem produtiva, uma vez que “o grupo é participativo, e o diferencial nesta edição é que os delegados já trouxeram suas teses e diretrizes reformuladas, para novas proposituras”.
Rodrigo Tobias, pesquisador, está no GT-6, e para ele os debates têm demonstrado conhecimento aprofundado dos delegados sobre os compromissos da Fiocruz. “O VIII Congresso Interno promete ser um evento que marcará a história da Fiocruz por debater e sinalizar proposições políticas e institucionais no cenário da saúde pública brasileira”.
Na opinião de Anízia Aguiar, analista de gestão em saúde pública, os debates têm sido “ricos e ratificam o compromisso da Fiocruz com o fortalecimento e consolidação do SUS, e o interesse da instituição em ampliar sua capacidade interna, além de fomentar a criação de redes interinstitucionais envolvendo o controle social, para fazer frente às demandas contemporâneas”.
Como observadora, Elisangela Bieler, acha esse momento importante para se conhecer profundamente a Fiocruz. “Nos debates os delegados não estão pensando apenas em suas unidades, mas pensando de forma coletiva, o que tem deixado o debate ainda mais rico”.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Marlúcia Seixas
ILMD/Fiocruz Amazônia lança revista de divulgação científica em versão digital
/em Notícias /por Marlucia AlmeidaCom a missão de divulgar à sociedade os frutos de esforços científicos, a ‘Fiocruz Amazônia Revista’, é lançada em versão digital, neste mês de dezembro, pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) que é um importante ambiente de pesquisas a serviço da saúde pública, localizado na capital amazonense.
“Este é um meio que complementa e fortalece ainda mais a política de comunicação institucional do ILMD/Fiocruz Amazônia, que já tem agregados outros produtos como o portal institucional, o mural, os eventos institucionais e científicos e as mídias sociais digitais”, destacou o diretor da instituição Sérgio Luz, na apresentação da publicação. A ideia de elaborar um produto tanto off line (impresso) quanto online (disponível na internet) amplia a abrangência deste importante veículo para os diversos públicos.
A revista conta, nesta primeira edição, com 72 páginas, 14 matérias e 06 sessões que abordam novidades em pesquisas e ações desenvolvidas pela equipe de colaboradores do ILMD a serviço da melhoria das condições de saúde da população.
Um dos diferenciais da revista é a proposta de uma linguagem coloquial e recursos que facilitem a interação com os leitores como o uso do QR Code para acessos direto a vídeos e materiais citados nas matérias e também a indicação de significados de termos técnicos em pequenas caixas de texto explicativos que simulam hiperlinks, alinhando a linguagem off-line a online.
Matéria de capa
A matéria de capa deste primeiro número especial é sobre o método inovador, desenvolvido na Fiocruz Amazônia, voltado para um diagnóstico molecular da infecção pelos vírus Mayaro e Oropouche, de forma precisa e simultânea. Esses vírus apresentam sintomas que podem ser confundidos com outras arboviroses, como por exemplo a dengue, e por este motivo muitos desses casos acabam sendo subnotificados. Especialista nessas arboviroses, o virologista e doutor em microbiologia Felipe Naveca, coordenador responsável pela invenção, disse que a pesquisa levou vários anos até chegar à patente. O leitor pode conferir a matéria completa na revista disponível no portal do ILMD.
Conteúdo de Divulgação Científica
Os leitores também podem conferir, nesta edição especial, uma entrevista exclusiva com a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, que fala sobre a condição de ser pioneira como mulher a conduzir uma importante instituição como a Fiocruz. Nísia também comenta sobre a Fiocruz Amazônia, que, na sua visão, exerce um papel fundamental na pesquisa e no ensino da região.
Outro destaque da publicação é uma matéria sobre a projeção internacional do Curso Técnico de Agente Comunitário Indígena de Saúde e projeto de Estações de Disseminação de Larvicida. Vale a pena conferir os detalhes dessas duas iniciativas.
Uma matéria esclarecedora sobre tuberculose e aspergilose pulmonar foi produzida para mostrar os estudos desenvolvidos na instituição sobre as doenças. Na matéria, pesquisadores sugerem a necessidade da criação de um protocolo de acompanhamento clínico e laboratorial.
Neste primeiro número, é divulgado o trabalho do Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS) da Fiocruz Amazônia. A matéria mostra uma das pesquisas relevantes do laboratório desenvolvido junto à comunidade do Lago do Limão, no município de Iranduba, que identificou microorganimos causadores de doenças na água e solo. Os resultados do projeto podem vir a auxiliar uma melhor tomada de decisão pelas autoridades de saúde para minimizar os problemas encontrados na comunidade. Já o Laboratório de Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas na Amazônia (DCDIA) traz nesta edição uma pesquisa que identifica resistência bacteriana nas UTIs de diferentes hospitais de Manaus e no Igarapé do Mindu.
Gestão e ações institucionais
A parte estratégica do ILMD/Fiocruz Amazônia também teve espaço nesta edição com a matéria sobre a Gestão Eficiente para o futuro com a apresentação do Diagnóstico institucional como marco zero para o planejamento de próximos passos, levado a público durante a Jornada de Pesquisa do ILMD, em 11 de abril deste ano. Um outro fato marcante retratado na revista é a Sessão Especial realizada pela Assembleia Legislativa do Estado em homenagem aos 23 anos do ILMD/Fiocruz Amazônia e Ano Oswaldo Cruz, que foi requerida pelo deputado Luiz Castro.
Os leitores também podem conferir a trajetória de 15 anos de serviços à comunidade da Biblioteca do ILMD, bem como uma reportagem sobre o processo de definição da nova identidade visual do ILMD/Fiocruz Amazônia com o propósito de alinhar estratégia de comunicação ao desenvolvimento institucional. As ações voltadas para a saúde dos trabalhadores da instituição como a implantação do Programa Circuito Saudável também tiveram espaço editorial garantido nesta edição.
Uma homenagem especial foi registrada nesta primeira edição para o pesquisador Antônio Levino por sua trajetória pessoal e profissional. A publicação traz ainda a notícia de que a pesquisadora Luiza Garnelo é a primeira a conquistar o III Prêmio Fiocruz Mulher de Ciências e Humanidades.
Sessões
A publicação conta com sessões que trazem informações adicionais aos leitores, como o espaço Em campo que tem a proposta de mostrar a cada edição a experiência dos pesquisadores em suas atuações. Nesta edição, a pesquisadora Michele El Kadri, do Laboratório de História Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa), trouxe seu relato intitulado ‘A Ciência presente no lugar ou o lugar presente na ciência?’.
Outra sessão é a Saúde em Nota que traz informações rápidas e objetivas sobre fatos que vão ocorrer ou que vão acontecer na instituição; o Calendário da Saúde divulga a cada edição os principais eventos e datas nacionais relacionadas à temática; Já o Multimídia mostra dicas de documentários, filmes e aplicativos relacionados à saúde; Sua leitura é um espaço voltado para indicações de obras disponíveis na bilbioteca; e Na essência, tem a proposta de compartilhar uma breve trajetória histórica de importantes pesquisadores que impactaram na pesquisa científica voltada a melhoria das condições de vida e saúde da sociedade.
Por Cristiane Barbosa
Imagem: Mackesy Pinheiro
Ciências Sociais e Saúde: diálogos de fronteira será tema de conferência no ILMD
/em Notícias /por Marlucia AlmeidaO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por meio do Laboratório Território, Ambiente, Saúde e Sustentabilidade (LTASS) realiza amanhã (13/12), as Conferências Ciências Sociais e Saúde: Diálogos de Fronteira.
O evento tem inscrições gratuitas que podem ser feitas no dia e local de sua realização.
O encontro tem por objetivo explorar as possibilidades de diálogo entre os saberes das ciências da saúde e das ciências sociais, mostrando de que forma recortes teóricos, referenciais teóricos e abordagens podem contribuir para uma bem-vinda complexificação das explicações de questões de saúde na Amazônia.
Segundo a pesquisadora responsável pelo evento, Fabiane Vinente, a primeira edição das Conferências Ciências Sociais e Saúde: Diálogos de Fronteira terá como convidado o professor João Siqueira, antropólogo, doutor em Antropologia pela Universidade Federal Fluminense (UFF), que ministrará a palestra “Malária e Ciências Sociais: a intermitência do diálogo com outros saberes”
João Siqueira atua em linhas de pesquisa que incluem Etnicidade, Estado e conflitos territoriais na Amazônia, e Doença e representação social. Em sua conferência, irá discutir a problemática do estudo da malária na perspectiva das ciências sociais e explorar a relação entre a representação da malária e as práticas de atenção e cuidado no processo saúde-doença, observando que, se por um lado a questão da malária pressupõe ações políticas e medidas interventivas que são operadas no campo da saúde pública, de outro lado, ela possibilita e até potencializa a problematização da ordem social vigente, tendo em vista que saúde e doença tendem a legitimar, no espaço público, a emergência de determinado problema social.
No mesmo encontro João Siqueira irá lançar o livro “Uma doença, diversos olhares: Representação da malária em Nossa Senhora de Fátima, em Manaus”, da Editora Valer.
SERVIÇO
Evento: Conferências Ciências Sociais e Saúde: Diálogos de Fronteira
Quando? 13/12/2017
Onde? Sede da Fiocruz Amazônia, no Salão Canoas, à rua Teresina, 476, Adrianópolis – Manaus (AM).
Horário? De 14h30 às 17h
Informações com Edmilson Bibiani (Eventos), pelo telefone (92)3621-2430
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagens: divulgação
Debates de teses marcam o segundo dia de Congresso Interno da Fiocruz
/em Notícias /por João OliveiraO segundo dia de realização do VIII Congresso Interno da Fiocruz segue com os debates e deliberações dos enunciados das teses e suas diretrizes. O Congresso é a instância máxima de deliberação institucional e tem como objetivo aprovar as grandes estratégias e diretrizes institucionais para o período 2017-2020. O evento acontece no campus da Fiocruz, em Manguinhos, no Rio de Janeiro e reúne delegações eleitas em todas as unidades regionais.
A delegação do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) foi eleita no dia 26/11 e é composta por 7 delegados, 1 suplente e 2 observadores, além do diretor Sérgio Luz. Ao todo, o Congresso reúne 301 delegados, além dos observadores internos e externos. Esta edição do Congresso tem como tema “A Fiocruz e o futuro do SUS e da democracia”.
O VIII Congresso Interno funciona com 12 grupos de trabalho (Gts). Cada grupo conta com um coordenador, um relator e um relator- adjunto. Ao todo são 11 teses, com diretrizes político-institucionais que estão sendo debatidas na Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp) e na Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV).
Conheça as impressões da delegação do ILMD/Fiocruz Amazônia sobre os primeiros dias de Congresso:
Para Sônia de Oliveira, tecnologista em saúde pública, que integra o GT-7, esta edição do Congresso Interno está bem produtiva, uma vez que “o grupo é participativo, e o diferencial nesta edição é que os delegados já trouxeram suas teses e diretrizes reformuladas, para novas proposituras”.
Rodrigo Tobias, pesquisador, está no GT-6, e para ele os debates têm demonstrado conhecimento aprofundado dos delegados sobre os compromissos da Fiocruz. “O VIII Congresso Interno promete ser um evento que marcará a história da Fiocruz por debater e sinalizar proposições políticas e institucionais no cenário da saúde pública brasileira”.
Na opinião de Anízia Aguiar, analista de gestão em saúde pública, os debates têm sido “ricos e ratificam o compromisso da Fiocruz com o fortalecimento e consolidação do SUS, e o interesse da instituição em ampliar sua capacidade interna, além de fomentar a criação de redes interinstitucionais envolvendo o controle social, para fazer frente às demandas contemporâneas”.
Como observadora, Elisangela Bieler, acha esse momento importante para se conhecer profundamente a Fiocruz. “Nos debates os delegados não estão pensando apenas em suas unidades, mas pensando de forma coletiva, o que tem deixado o debate ainda mais rico”.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Marlúcia Seixas
Premiação marca confraternização dos servidores da Fiocruz Amazônia
/em Notícias /por Marlucia AlmeidaMúsica, comida e alegria regaram a festa de confraternização de Natal dos servidores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), ocorrida na última quinta-feira, 7/12. O evento promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores da Fiocruz (Asfoc – AM) teve dois momentos especiais: a premiação das equipes vencedoras da Gincana Ilmd saudável, e o anúncio de que em breve será assinado um convênio entre Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Universidade de São Paulo (USP) e Fiocruz Amazônia para a promoção de um curso de pós- graduação stricto sensu na área de gestão para servidores do Instituto.
O anúncio do curso foi feito pelo vice diretor de Gestão, Carlos Carvalho, acompanhado por representantes da UEA. “Este foi o melhor presente de Natal para os servidores da Fiocruz Amazônia”, comentou André Oliveira, representante da Asfoc -AM.
O mesmo sentimento foi compartilhado pelo servidor Aldemir Maquiné. Ele comenta que o curso de pós graduação para os servidores da área de Gestão do ILMD /Fiocruz Amazônia “é um anseio antigo, e que há mais de anos os servidores esperavam por essa oportunidade, que em breve estará sendo formalizada com duas importantes universidades, o que o torna ainda mais especial”.
GINCANA ILMD SAUDÁVEL
A gincana é uma ação do NUST/ILMD e tem como proposta trabalhar e dinamizar todas as ações desenvolvidas pelo Núcleo, por meio de competição entre equipes, baseada em desafios lançados quinzenalmente. Os desafios propostos, estiveram relacionados à saúde do trabalhador e à segurança no trabalho, na perspectiva da promoção e prevenção em saúde.
Para reunir informações sobre saúde do trabalhador e hábitos de vida saudável, alimentação e integrar os colaboradores da Unidade, foi criada a fanpage do Nust/ILMD e um grupo fechado no Facebook. Nesta primeira edição participaram 17 equipes.
Para Rafael Petersen, do Núcleo de Saúde do Trabalhador (Nust/ILMD), a gincana foi considerada a um sucesso. “A gincana foi uma surpresa para nós, pois envolveu toda a comunidade do ILMD, até as pessoas que não participaram da gincana foram envolvidas pelos desafios proposto, e isso proporcionou um efeito ainda maior que o esperado”, disse.
Além dos servidores, participaram da festa de confraternização e da Gincana Ilmd + Saudável: terceirizados, bolsistas e estagiários.
ILMD /Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos Marlúcia Seixas