COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD
ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia
O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.
A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.
Fiocruz Amazônia elabora Plano de Desenvolvimento Institucional 2018 – 2021
/em Notícias /por Carlos GomesEm abril de 2018 iniciou a caminhada para elaboração do, Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2018 – 2021 do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia). O PDI é o documento e instrumento de planejamento a ser considerado na gestão estratégica do Instituto nos próximos anos e será elaborado em alinhamento com as Teses e Diretrizes institucionais da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), elaboradas no VIII Congresso Interno da Instituição.
Durante a apresentação das Comissões formadas pelos delegados e observadores do VIII Congresso Interno da Fundação, e de bolsistas do Projeto de Gestão e Desenvolvimento Institucional (PGDI), o Diretor da Fiocruz Amazônia, Sérgio Luiz Bessa Luz, apresentou um balanço da participação dos representantes do ILMD/Fiocruz Amazônia no VIII Congresso, e enfatizou um marco importante para a Fiocruz na região: a aprovação da Tese 9 – “Tese Amazônia”, proposta pela Instituição.
TESE DA AMAZÔNIA
Discutida e aprovada no VIII Congresso Interno da Fiocruz, a TESE 9 (tese da Amazônia), pontua principalmente o reconhecimento da Amazônia como componente essencial do projeto de integração nacional e alvo do interesse internacional, além do papel estratégico na geração de conhecimento e inovação em saúde, em parceria com instituições da região, para a salvaguarda da soberania brasileira no território da Amazônia Legal.
Para Sérgio Luz, a participação de todos é fundamental para o alcance dos objetivos, de modo mais eficiente e efetivo, com a otimização de esforços e recursos pelo Instituto. “O comprometimento de todos, quer da administração superior como de toda a comunidade do ILMD, é requisito básico para que o PDI ILMD/Fiocruz Amazônia tenha sucesso. Nesse sentido, a metodologia proposta buscou o envolvimento de todos na etapa de diagnóstico institucional, e será a tônica nas próximas etapas, como a de consolidação do documento PDI, de execução, de acompanhamento e de avaliação do processo a ser desenvolvido”, destacou.
Na oportunidade, Sérgio Luiz destacou a decisão estratégica de esperar para produzir o PDI institucional, considerando sua reeleição e a possibilidade do PDI (2018-2021) ILMD/Fiocruz Amazônia ser fundamentado nas teses e diretrizes aprovadas no VIII Congresso Interno da Fiocruz e divulgadas em março de 2018. O diretor convidou todos a participarem efetivamente da elaboração do PDI, e atividades de construção do documento que será apresentado no Fórum das Unidades Regionais (FUR), a ser realizado em Manaus, no mês de agosto.
SOBRE O PDI
O PDI (2018-2021) – ILMD/Fiocruz Amazônia, caracteriza a identidade institucional da Fiocruz Amazônia, definindo sua missão e visão de futuro, além das estratégias, diretrizes e políticas a serem seguidas para o alcance de seus objetivos e metas. O documento elaborado deverá nortear a tomada de decisões em níveis estratégicos, táticos e operacionais, assegurando a prática de uma gestão democrática, responsável e transparente.
Para a Presidente da Comissão Executiva do PDI, Maria Olívia Simão, o plano possibilitará a construção de relevantes estratégias, que visam oportunizar o desenvolvimento da Fiocruz Amazônia. “A ideia é pensar a Instituição a médio e longo prazo. É claro que as urgências acontecem, os temas emergenciais surgem, mas precisamos nos planejar para fazer antecipadamente uma análise de contexto que revelam oportunidades para a instituição crescer, além de novas diretrizes e caminhos que podem ser trilhados para o processo de fortalecimento da atuação da Fiocruz no território Amazônico”, explicou.
REUNIÕES
As reuniões da Comissão Executiva designada pela Portaria n.º 17/2018 – GAB/ILMD/ Fiocruz Amazônia, para a elaboração da proposta do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI – 2018 – 2021) já estão acontecendo. O resultado dessas reuniões será ainda discutido com grupos focais e posteriormente pelo Conselho Deliberativo do ILMD e aprovado em Assembléia Geral.
A Comissão Executiva do PDI organiza e executa o processo conforme metodologia aprovada pela Comissão Central; pesquisa nos documentos oficiais dados que serão inseridos no documento; consolida os Eixos Temáticos Essenciais, além de elaborar o documento final do PDI (2018-2021) ILMD/Fiocruz Amazônia para encaminhamento a Comissão Central.
CONCEITO DA MARCA
Apresentada durante o lançamento do PDI ILMD/Fiocruz Amazônia, a marca remete a Tese 9 – Amazônia, apresentada pelo Instituto e aprovada no VIII Congresso Interno da Fiocruz. A formação do tronco da árvore representa o maior valor da Instituição: as pessoas, e por meio delas a parceria da Fiocruz com as demais instituições da região em um esforço de integração nacional.
As folhas diversas que brotam das pessoas remetem à diversidade Amazônica representada por diversos matizes, o ideal de sustentabilidade, o desafio do ILMD de se renovar sempre para se desenvolver como uma Unidade da Fiocruz compromissada com uma Amazônia soberana.
ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes
Divulgado resultado final do processo seletivo do PPGVIDA
/em Notícias /por Marlucia AlmeidaA Comissão de Seleção do curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou nesta terça-feira, 15/5, o resultado final da Chamada Pública Nº 001/2018.
Para resultados e outras informações sobre este processo seletivo, acesse a Plataforma Siga, da Fiocruz, no link http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=120
A seleção para o PPGVIDA aconteceu em três etapas. Foram oferecidas 17 vagas, distribuídas nas linhas de pesquisa: Fatores sociobiológicos no processo saúde-doença na Amazônia (6 vagas), e Processo saúde, doença e organização da atenção a populações indígenas e outros grupos em situações de vulnerabilidade (11 vagas).
Os candidatos aprovados ingressam no curso no segundo semestre deste ano.
SOBRE O CURSO
O curso de mestrado em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos, capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.
O PPGVIDA também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Mackesy Pinheiro
Evento na Fiocruz Amazônia aborda saúde mental no trabalho
/em Notícias /por Carlos GomesEm referência ao mês do trabalhador, o Sindicato dos Trabalhadores da Fiocruz no Amazonas (Asfoc-AM) promoveu na última sexta-feira, 11/5, no Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) a roda de conversa “Hora de ir ao trabalho, o que você sente nesse momento?”, ministrada pelas pesquisadoras e psicólogas, Rosângela Dutra de Moraes, e Socorro de Moraes Nina. O debate foi mediado pela pesquisadora, Amandia Braga Souza, do Laboratório de Situação de Saúde e Gestão do Cuidado às Populações em Situação de Vulnerabilidade (SAGESC/ILMD Fiocruz Amazônia).
O evento abordou as relações profissionais, situações de estresse, assédio moral, normas regulatórias, jornada de trabalho, além de trazer à tona fatores que afetam direta ou indiretamente a saúde mental do trabalhador. A atividade visou aproximar os profissionais e oportunizar um debate mais amplo sobre o tema “Saúde mental do trabalhador”.
Para a psicóloga Socorro Nina, reconhecimento é a palavra chave para estabelecer vínculos de afetividade e possibilidade de um lugar melhor para trabalhar. “A saúde mental relacionada ao trabalho vem sendo discutida no âmbito nacional, como uma possibilidade, de através da fala suscitarmos movimentos de saúde. Nós trabalhadores vivemos para o trabalho, mas viver para o trabalho é também viver para si, e reconhecer em si a possibilidade de viver melhor nesse lugar”, destacou.
Rosângela Dutra, destacou que a atividade sinaliza o interesse da Instituição na promoção da saúde, e pontuou que ações como esta devem se tornar uma política Institucional de promoção a saúde. “Achei o evento muito oportuno por termos a presença do sindicato, do diretor e principalmente pelo fato das pessoas terem abordado o tema de maneira confiante, falando sobre aspectos pessoais, que nos fizeram perceber um clima de confiança, além do desejo sincero de fazer alguma coisa diferente do convencional para promover a saúde.
DIA DAS MÃES
Na oportunidade, a Asfoc-AM realizou ainda uma homenagem em referência ao Dia das Mães. A atração cultural ficou por conta do show da cantora Monalisa Roberta.
O servidores, bolsistas e colaboradores do IMD/Fiocruz Amazônia puderam saborear ainda um Rodízio de pizza, além de um prato especial, feito pelo pesquisador Pritesh Lalwani, uma das receitas premiadas durante o Superchef ILMD, promovido pelo Núcleo de Saúde do Trabalhador (NUST/ Fiocruz Amazônia).
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Foto: Marlúcia Seixas
Manaus receberá 3 mil pessoas para congresso da Rede Unida
/em Notícias /por Carlos GomesCom o tema “Faz escuro, mas cantamos: redes em re-existência nos encontros das águas”, o Congresso da Rede Unida movimentará a agenda científica do País com a participação estimada de 3.000 congressistas e convidados nacionais e internacionais. O evento será sediado no campus da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), no período de 30 de maio a 02 de junho de 2018, em Manaus (AM).
O Congresso tem como finalidade propor o debate em torno da saúde, da educação, da arte e cultura, da participação cidadã, da gestão e do trabalho em saúde na perspectiva do fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). O público-alvo é composto por trabalhadores da saúde, usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), pesquisadores, estudantes, professores, gestores e representantes de movimentos sociais.
A expectativa do presidente desta edição do Congresso, Rodrigo Tobias, é que os participantes vejam que a Região Amazônica não é somente o lugar da distância, da dificuldade, da falta de acesso, o lugar das carências e das doenças. “Esperamos que esse evento possa deixar nos congressistas a ideia de que a Amazônia, com suas especificidades, também é um lugar de potencialidades, de produção de saúde, educação e de vida. O nosso desejo é que os participantes desfrutem de tudo o que vai acontecer. Estamos trabalhando muito para que tudo saia bem”, declarou Tobias.
ATIVIDADES INTERNACIONAIS
As atividades internacionais incluem cinco fóruns, que fomentam debates sobre temas da atualidade em relação a gestão da educação e do trabalho em saúde na perspectiva de diferentes países.
Com presença confirmada, os fóruns terão representantes do Brasil, Bélgica, Chile, Colômbia, EUA, Espanha, Inglaterra, Itália, Nicarágua e Portugal.
O V Fórum Internacional de Educação na Saúde tem como temática a Interprofissionalidade na formação e no trabalho em saúde: desafios às políticas e ao cotidiano. O IV Fórum Internacional de Participação em Saúde, Políticas Públicas e Educação Cidadã vem com o tema A vitalidade da democracia quando as instituições padecem: a resistência cidadã como artesania de novos tempos.
O V Fórum Internacional de Atenção Básica/Primária em Saúde trará para o centro das discussões o tema A atenção básica/primária nos sistemas de saúde universais: desafios e avanços após 40 anos de Alma Ata. O IV Fórum Internacional de Cooperação em Saúde e Políticas Públicas abordará os Direitos humanos, políticas públicas e inclusão em tempos de austeridade: repercussões na gestão da educação e do trabalho na saúde. E o I Fórum Internacional de Saúde do Migrante terá como tema central A dignidade e a saúde das pessoas em tempos sombrios: as fronteiras nacionais e a afirmação de direitos humanos.
TRABALHOS SUBMETIDOS
Esta edição no Amazonas fechou com o número de 3.420 submissões de trabalhos nacionais e internacionais. Realizado pela primeira vez no Norte do País, a região foi a que mais teve trabalhos submetidos, totalizando 1.652 submissões com destaque aos estados do Amazonas e Pará, com 913 e 641 trabalhos inscritos, respectivamente. A região Nordeste ficou em segundo lugar com 628 trabalhos. Já o Sudeste figurou em terceira posição com 383 submissões. As regiões Sul e Centro-Oeste do Brasil tiveram 298 e 165 trabalhos submetidos, respectivamente. Da participação internacional, a Itália submeteu três trabalhos.
Nos congressos da Rede Unida são aceitos trabalhos para apresentação oral nas modalidades Távolas e Rodas de Conversa. Para os organizadores, o volume de trabalhos submetidos e aprovados aponta um Congresso com grande densidade técnico-científica, além da enorme diversidade de temas e de experiências locais que compõem uma programação atrativa para diferentes públicos.
Confira a programação de apresentação dos trabalhos: www.redeunida.org.br/pt-br/evento/5/menu/rodas-e-tavolas
Segundo o coordenador Nacional da Rede Unida, Júlio César Schweickardt, a organização do Congresso é um dos desafios da atual coordenação, que tem dentre os seus objetivos mobilizar os vários setores e atores que atuam no contexto da saúde e da educação, incluindo usuários de serviços de saúde, membros de Conselhos de Saúde e trabalhadores do SUS, oportunizando um fórum especial de participação cidadã. “Ver com novos olhares a saúde pública brasileira, fortalecer o nosso Sistema Único de Saúde [SUS] e pensar na formação dos profissionais da área são algumas de nossas missões à frente da Rede Unida, uma instituição muito atuante e comprometida com as políticas de saúde no Congresso”, concluiu.
PROGRAMAÇÃO
Além da apresentação dos trabalhos e da realização dos fóruns internacionais, a programação do congresso inclui atividades como Távolas Institucionais, Res-Publicas, Mostra Fotográfica, Lançamentos de livros, Seminários, encontros e oficinas, Conferências, Intervenções e muitas outras atividades com temas que contemplam os cinco eixos centrais do Congresso na área da Saúde, que são: Educação, Trabalho, Gestão, Controle Social e Participação e Saúde, Cultura e Arte.
Inscreva-se e participe das atividades: www.redeunida.org.br/pt-br/evento/5/menu/inscricoes
INSTITUIÇÕES PARCEIRAS
São parceiros desta edição a Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur), Conselho Nacional de Saúde (CNS), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ministério da Saúde (MS), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), Secretaria de Estado da Cultura (SEC), Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Secretaria Municipal de Educação (Semed), Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM) e ILMD/Fiocruz Amazônia, co-organizador do Congresso.
SOBRE A REDE UNIDA
A Associação Brasileira da Rede Unida reúne projetos, instituições e pessoas interessadas na mudança da formação dos profissionais de saúde e na consolidação de um sistema de saúde equitativo e eficaz com forte participação social.
A principal ideia força da Rede Unida é a proposta de parceria entre universidades, institutos de pesquisa, serviços de saúde e organizações comunitárias. Não se trata de qualquer parceria: trata-se de uma modalidade de co-gestão do processo de trabalho colaborativo, em que os sócios compartilham poderes, saberes e recursos.
Por ser uma Associação de abrangência nacional, a Rede Unida prima por estimular a produção de estudos e pesquisas, desenvolvimento de tecnologias alternativas, produção e divulgação de informação e conhecimentos técnicos e científicos, que digam respeito às atividades de promoção da educação e da saúde em todo o País, bem como de proposição de novos modelos sócios produtivos e de sistemas alternativos de produção que fortaleçam o campo da saúde, a fim de garantir e ampliar a cidadania, os direitos humanos, a democracia e outros valores universais.
Nesse sentido, é tarefa prioritária da Rede Unida é reafirmar o processo histórico de luta pela reforma sanitária e democratização da saúde, com o objetivo de fortalecer o SUS por meio de mudanças na formação profissional em saúde.
Para tanto, é desafio da Rede induzir modelos de educação profissional interdisciplinares, multiprofissionais e que respeitem os princípios do controle social e do SUS e, assim, promover tessituras entre educação, saúde e sociedade a partir da formação de trabalhadores críticos e reflexivos, capazes de realizar leituras de cenário, identificar problemas e propor soluções no cotidiano de sua prática profissional e na organização do trabalho em saúde.
Agência Rede Unida de Comunicação, por Mirinéia Nascimento (Ascom/Rede Unida)
Centro de Estudos abordará prevalência de bactéria causadora da meningite meningocócica em populações indígenas do Amazonas
/em Notícias, Outras /por Carlos GomesO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove na próxima sexta-feira, 11/5, a partir de 9h, na sala de aula 2, prédio anexo da Instituição, a palestra “Investigação da infecção subclínica de Neisseria meningitidis em populações indígenas do Amazonas”, a ser ministrada pela pesquisadora, Kátia Maria da Silva Lima, Tecnologista do Laboratório Diversidade Microbiana da Amazônia com Importância para a Saúde (DMAIS/ILMD Fiocruz Amazônia).
O estudo que será apresentado faz parte dos resultados da tese de doutorado da pesquisadora. “Nosso objetivo foi estudar a prevalência da infecção assintomática por Neisseria meningitidis, bactéria que causa a meningite meningocócica (tipo C). Estudamos a prevalência dessa bactéria nos indígenas assintomáticos, ou seja, aqueles indígenas que não estão com a doença, mas que ao fazermos a coleta na nasofaringe, identificamos a presença da bactéria”, explicou.
A meningite meningocócica é um tipo de meningite bacteriana que é causada pela bactéria Neisseria Meningitidis. Para a pesquisadora, o estudo possui grande importância ao identificar a prevalência da bactéria entre os indígenas, por ser uma população que reside em lugares de difícil acesso, longe de laboratórios e hospitais que possam dar uma assistência adequada para casos de meningite.
Segunda Kátia, a pesquisa possibilitou o levantamento de dados secundários sobre a doença em populações indígenas no Amazonas, além de importantes informações sobre a cobertura vacinal, através da carteira de vacinação dos indígenas, visando entender um pouco mais a epidemiologia da doença nessas áreas. Participaram da pesquisa três aldeias indígenas de etnias diferentes: Mura, Munduruku e Mura Pirahã.
SOBRE A PALESTRANTE
Katia Lima é doutora em Ciências pelo Programa de Pós-graduação em Medicina Tropical do Instituto Oswaldo Cruz (IOC), mestra em Sociedade e Cultura na Amazônia, graduada em Serviço Social pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Atualmente é Tecnologista do ILMD/ Fiocruz Amazônia. Possui experiência na área da Saúde Pública, com ênfase em Análise das Condições socioambientais e Saúde na Amazônia, atuando principalmente nos seguintes temas: Políticas de Saúde, Saúde Indígena, Meningite, Leptospirose.
CENTRO DE ESTUDOS
O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.
Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.
ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Opas/OMS promove 10ª edição do prêmio Campeões contra a malária nas Américas
/em Notícias /por Carlos GomesProgramas locais, nacionais e internacionais com abordagens inovadoras para superar os desafios impostos pela malária no continente americano são convidados a participarem do prêmio “Campeões contra a malária nas Américas” deste ano, lançado no dia 25/4.
O prêmio, que já está em sua 10ª edição, busca encontrar programas ou esforços de combate à malária que demonstrem ênfase significativa na criação de capacidades como componente essencial da eliminação da doença e da prevenção de seu restabelecimento. Os ganhadores receberão uma série de benefícios para seus respectivos projetos e instituições, incluindo oportunidades de capacitações, uma ampla rede de colaboração técnica e a distinção de serem modelos e inspirações para a batalha global contra a malária. As nomeações serão aceitas até 25 de junho de 2018.
O objetivo da competição é encontrar e homenagear as iniciativas que contribuíram significativamente para o combate à malária em países e comunidades nas Américas e além. Os projetos vencedores devem demonstrar seu êxito na prevenção, controle, eliminação ou prevenção do restabelecimento da doença.
Os prêmios são patrocinados pela Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), Fundação das Nações Unidas, Instituto Milken da Universidade George Washington (MISPH), Escola de Saúde Pública Bloomberg para Programas de Comunicação de Johns Hopkins (JHU-CCP), o Consórcio Global de Saúde da Escola Stempel de Saúde Pública e Trabalho Sociais da Universidade Internacional da Flórida (FIU-GHC) e Sociedade Norte-Americana de Medicina Tropical e Higiene (ASMTH).
RUMO À ELIMINAÇÃO DA MALÁRIA
Em 2016, sete países da região (Belize, Costa Rica, Equador, El Salvador, México, Paraguai e Suriname) foram incluídos pela OMS no grupo dos 21 países do mundo com potencial para eliminar a transmissão local da malária até 2020. Os processos de certificação de eliminação para a Argentina e o Paraguai estão em andamento.
Entre 2000 e 2016, os casos de malária nas Américas tiveram uma redução de 16%. Apesar de uma diminuição contínua nos casos da doença na região de 2005 a 2014, os números aumentaram mais uma vez em 2015, 2016 e, mais recentemente, em 2017, em vários países. O progresso ao longo do caminho para a eliminação da malária na região pode ser comprometido se a vigilância e outras intervenções-chave para a malária não forem mantidas ou fortalecidas.
O tema do Dia Mundial da Malária deste ano – “Prontos para combater a malária” – ressalta a energia coletiva e o compromisso da comunidade global em se unir em torno do objetivo comum de um mundo livre da doença. Em 2018, a campanha destaca os progressos alcançados no combate à doença, ao mesmo tempo em que chama a atenção para as tendências preocupantes captadas no Relatório Mundial da Malária de 2017. Para reforçar o compromisso das Américas com a eliminação da malária e a prevenção de seu restabelecimento, o prêmio reconhecerá esforços que demonstrem:
As indicações para o prêmio serão aceitas até 25 de junho de 2018. Mais informações podem ser encontradas neste link.
Os três primeiros indicados serão convidados para participar de um evento regional em comemoração ao Dia da Malária nas Américas, marcado para 6 de novembro deste ano, onde o “Campeão contra a malária nas Américas” será homenageado.
Entre os vencedores anteriores, estão o Plano Binacional para a Eliminação da Malária na Isla Hispaniola-Quanaminthe-Dajabon, um projeto entre o Haiti e a República Dominicana para reduzir os novos casos nas fronteiras (2017); o Plano de Eliminação da Malária 2015-2020 do Ministério da Saúde da Costa Rica (2016); o Programa Nacional para a Prevenção e Controle da Malária do Brasil (2015); e o Centro Nacional de Controle de Doenças Tropicais da República Dominicana (2014), entre outros.
Por Opas/OMS
Divulgados resultados da 3ª etapa do processo seletivo do PPGVIDA
/em Notícias /por Carlos GomesA Comissão de Seleção do mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou os resultados das provas da 3ª etapa do processo seletivo 2018.
Para os resultados e outras informações sobre este processo seletivo, acesse a Plataforma Siga, da Fiocruz, no link http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=120
A seleção para o PPGVIDA acontece em três etapas. Estão sendo oferecidas 17 vagas, distribuídas nas linhas de pesquisa: Fatores sociobiológicos no processo saúde-doença na Amazônia (6 vagas), e Processo saúde, doença e organização da atenção a populações indígenas e outros grupos em situações de vulnerabilidade (11 vagas).
SOBRE O CURSO
O curso de Mestrado de Condições de vida e situações de saúde na Amazônia tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos, capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.
O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.
ASCOM ILMD/Fiocruz Amazônia
Imagem: Mackesy Pinheiro
Congresso Brasileiro de História da Medicina recebe trabalhos até 30 de julho
/em Notícias /por Carlos GomesMedicina e ambiente: articulações e desafios no passado, presente e futuro. Este é o tema comum do 3º Encontro Luso-Brasileiro de História da Medicina Tropical e do 23º Congresso Brasileiro de História da Medicina (CBHM), que serão realizados entre os dias 5 e 9 de novembro de 2018, na Escola Superior de Ciências da Saúde da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), situada à Avenida Carvalho Leal, 1777, bairro Cachoeirinha, Manaus (AM).
Os eventos têm o objetivo de discutir a história de doenças – em particular as chamadas “tropicais” ou “negligenciadas” – e a história das instituições e políticas de saúde do ponto de vista de seus determinantes socioambientais. Seus quatro eixos de reflexão são a produção e circulação de conhecimento e práticas médicas visando o controle, prevenção e tratamento em contextos nacionais, coloniais e pós-coloniais; redes transnacionais e transimperiais de circulação de atores, saberes, protocolos, espécimes e patógenos; intervenções sobre o ambiente e seus efeitos sobre o contato entre populações, parasitos e vetores; posicionamentos bioéticos sobre medicina e ambiente, nos domínios da saúde pública e do desenvolvimento científico, tecnológico e médico.
O 23º Congresso Brasileiro de História da Medicina Tropical será presidido por João Bosco Botelho, da Universidade do Estado do Amazonas e terá como vice-presidente Luiz Ayrton Santos Junior, da Universidade Federal e Universidade Estadual do Piauí. O 3º Encontro Luso-Brasileiro de História da Medicina Tropical terá como presidentes Jaime Larry Benchimol, da Casa de Oswaldo Cruz e Instituto Leônidas e Maria Deane da Fiocruz, e Isabel Amaral, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.
TRABALHOS
As inscrições de trabalhos vão até 30 de julho. A secretaria dos eventos ficará a cargo de Claudio Peixoto, no Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia). Os trabalhos submetidos ao 3º Encontro – 23º Congresso deverão ser enviados a congressomanaus2018@gmail.com , com cópia para ima@fct.unl.pt .
Os trabalhos deverão obedecer ao seguinte formato: título e resumo estendido em português ou inglês (máximo de 500 palavras) e curta nota biográfica sobre autor(es) – máximo de 150 palavras, indicando filiação institucional e link para currículo do(s) autor(es).
Após aprovação pela Comissão Científica, os proponentes poderão submeter texto completo até 1º de outubro, para que sejam reproduzidos nos anais dos eventos. Uma vez aprovado o trabalho, o proponente deverá providenciar o pagamento da taxa de inscrição, conforme a indicação abaixo:
– 100 Euros ou R$ 400,00 para pesquisadores ou profissionais que venham a se inscrever até 30 de julho de 2018; 150 euros ou R$ 600,00 para os que se inscreverem após 30 de julho.
– 50 Euros ou R$ 200,00 para mestrandos e doutorandos de programas de pós-graduação e sócios da Sociedade Brasileira de História da Medicina; 75 Euros ou R$ 300,00 para os que se inscreverem após 30 de julho de 2018.
– 15 Euros ou R$ 60,00 para estudantes de graduação; 20 Euros ou R$ 80,00 para os que se inscreverem após 30 de julho de 2018.
Os dados para o pagamento são: Sociedade de Promoção da Casa de Oswaldo Cruz, CNPJ: 31.157.860/0001-67, Banco do Brasil, Agência: 0576-2, Conta corrente: 2487-2. Para pagamentos por meio de paypal, é preciso enviar e-mail à secretaria do Congresso – congressomanaus2018@gmail.com – para ser gerada a fatura.
Para mais informações, acesse o site do evento.
Fonte: COC/ Fiocruz