COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD
ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia
O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.
A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.
Divulgado resultado do processo seletivo para vagas de aluno Especial do DASPAM
/em Notícias /por Carlos GomesO Doutorado em Saúde Pública na Amazônia – DASPAM, programa em associação com o Instituto Leônidas & Maria Deane-ILMD-Fiocruz Amazônia, a Universidade Federal do Amazonas – UFAM e a Universidade Estadual do Amazonas – UEA, através da Vice-Diretoria de Educação, Informação e Comunicação, do ILMD/Fiocruz Amazônia, divulga o resultado do processo de seleção para candidatos externos, interessados nas disciplinas oferecidas para o 1º semestre de 2026.
Acesse aqui o resultado
As disciplinas serão ministradas na sede do ILMD/Fiocruz Amazônia, situado à Rua Teresina, 476. Adrianópolis. Manaus – AM.
SOBRE O DASPAM
O curso tem como objetivo capacitar pesquisadores para exercitar análises críticas, utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais aplicadas à saúde, e de outras áreas conexas; Desenvolver modelos analíticos de processos de saúde/doença/cuidados, tomando como referência o quadro epidemiológico, econômico, sócio antropológico, histórico, biológico e ambiental no cenário regional e suas interfaces com os contextos nacional e internacional de globalização da Amazônia; contribuir, teórica e tecnicamente, para a formulação, implementação e gestão de políticas setoriais, bem como atuar, neste campo, na docência e na pesquisa.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento
Fiocruz Amazônia propõe criação do Plano CASA voltado aos desafios da Saúde e do Ambiente durante oficina de planejamento estratégico da pesquisa
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) realizou, no início do mês de fevereiro, a primeira oficina de planejamento estratégico da pesquisa voltada para a elaboração do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) 2026-2030, com a missão de aprofundar o direcionamento do foco das pesquisas para os desafios da saúde e do clima na Amazônia, como forma de contribuir com a formulação de políticas públicas que ajudem a reduzir os impactos das mudanças climáticas na saúde das populações da região. A proposta lançada no evento foi a da criação do Plano CASA (Ciência Ambiente Sociedade Amazônia) com objetivo de posicionar a Fiocruz Amazônia como referência em pesquisa integrada saúde-ambiente-sociedade, gerando evidências que respondam aos problemas reais das populações vulnerabilizadas amazônicas. A oficina contou com a presença dos pesquisadores do ILMD/Fiocruz Amazônia, pesquisadores visitantes e representantes das Vices-Presidências de Pesquisa e Coleções Biológicas (VPPCB) e de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde (VPAAPS) e da Estratégia Fiocruz para a Agenda 2030 (EFA 2030).
O coordenador de Saúde e Ambiente da VPAAPS, Guilherme Franco Neto, enalteceu o esforço do ILMD/Fiocruz Amazônia em estabelecer essa discussão num momento crucial – pós-COP30 e de realização do X Congresso Interno da Fiocruz. “A Fiocruz Amazônia tem tido um papel fundamental na implementação das agendas estratégicas da Fiocruz, particularmente no que se refere à questão ambiental e climática, tendo um papel importante em todas as jornadas que a Fiocruz cumpriu em 2025”, enfatizou Franco Neto, destacando que a Fiocruz Amazônia foi a primeira unidade regional que trouxe um debate, já no ciclo de planejamento, frente aos novos desafios da crise climática e desarranjos ambientais, demonstrando a capacidade de liderança que o instituto tem, pensando a partir da Amazônia para o Mundo e vice-versa. “Estamos construindo uma agenda positiva que vai ter incidência importante para a população e fortalecimento das políticas públicas voltadas para a sustentabilidade do nosso país e do nosso planeta”, reforçou.
A diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, explica que a oficina teve como finalidade reunir o coletivo de servidores da Pesquisa e do Planejamento para uma reflexão sobre a Ciência que se pretende produzir neste quadriênio. “Dentro dessa agenda, apresentamos um termo de referência propondo que a agenda estratégica de pesquisa do ILMD/Fiocruz Amazônia, seja focada em eixos estratégicos, que chamamos de CASA, onde abordamos Ciência, Ambiente, Sociedade e Amazônia”, afirma Stefanie. Os quatro eixos centrais com o foco voltado para o rigor científico e inovação na produção do conhecimento, a compreensão e preservação dos ecossistemas amazônicos, engajamento e impacto nas comunidades locais e suas necessidades e integração da saúde humana com a saúde ambiental e animal na região.
“Demos início ao planejamento estratégico com a concordância da nossa comunidade, ouvindo sugestões de forma participativa, o que reafirma a nossa identidade de construção coletiva e democrática do planejamento do ponto de vista prático e pedagógico. É importante que, nesse tipo de movimento, as pessoas comecem a se sentir co-responsáveis também pela construção desse plano coletivo”, ressalta a vice-diretora de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, Michele Rocha El Kadri. Segundo ela, o momento é importante e apropriado para isso, “tendo em vista a chegada dos novos servidores, que foram apresentados durante a oficina e que já podem se sentir parte da história que está sendo construída na Amazônia, em pesquisa e saúde”, admitiu.
O plano CASA propõe a execução de um cronograma de ações para os próximos quatro anos, incluindo levantamento das necessidades de formação, dos indicadores mais sensíveis, criação de um programa de formação, captação de recursos para execução de projetos, para 2026. Em 2027, o plano prevê a produção de material didático, formação de facilitadores, formalização de parcerias/acordos de cooperação interinstitucionais, pactuação com as Secretarias de Saúde (Cosems) e qualificação de docentes. Para 2028 e 2029, a execução do programa de formação e avaliação dos indicadores.
Para o coordenador da EFA 2030, Paulo Gadelha, a realização da oficina foi um passo concreto na busca por soluções de problemas centrais que dizem respeito à região amazônica e o Brasil. “O ILMD/Fiocruz Amazônia sempre demonstrou um acúmulo e uma capacidade de pesquisa e de resposta fascinantes. Mais do que isso, essa oficina, como elemento estratégico, está demonstrando que a unidade tem lucidez de como orientar o processo do ponto de vista do que é mais central: responder a necessidade da população olhando para os temas cruciais que estamos vivendo, para os problemas contemporâneos, sustentabilidade, relação clima e saúde, olhando para os territórios e populações vulnerabilizadas, pensando nos conceitos de bem viver, territorialidade, da ação intersetorial. Tudo isso conversa de forma clara e amigável com o que a Fiocruz está pensando em nível nacional”, ressaltou Gadelha.
VIGILÂNCIA EM SAÚDE
Dias antes de embarcar para Genebra, na Suíca, para assumir a diretoria do Programa Especial para Pesquisa e Treinamento em Doenças Tropicais (TDR) da Organização Mundial de Saúde (OMS), o médico infectologista da Fiocruz, Marcus Vinicius Guimarães Lacerda, participou da reunião de planejamento e destacou a importância da pesquisa enquanto suporte para o fortalecimento da vigilância em saúde. “Quando a proposta é de ter um observatório enquanto produtor de síntese desse conhecimento, observatório de clima e saúde, dispositivos institucionais para dar suporte a essa lacuna de necessidade de fortalecimento de vigilância em saúde, entendo que o ILMD/Fiocruz Amazônia tem uma posição estratégica”, afirmou.
Pesquisadoras visitantes da Fiocruz Amazônia, Cláudia Codeço e Sandra Hacon reforçaram o papel fundamental do ILMD na construção dessa agenda de saúde, ambiente e sociedade para o País. “Um hub natural para a pesquisa territorializada no ambiente da Amazônia”, afirma Cláudia. “Fico muito feliz de poder participar desse processo e ver e sentir também como os profissionais do ILMD estão envolvidos com essa nova proposta. A Fiocruz Amazônia tem muito a acrescentar e as parcerias que ele já fez e está fazendo para desenvolver essa agenda são de máxima importância. Acredito que teremos uma proposta consolidada dentro de um processo de conhecimento e formação”, frisou Sandra Hacon.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa / Fiocruz Amazônia
Fiocruz Amazônia recebe alunos do curso de medicina do Programa EquiMED, da Universidade de Illinois (EUA)
/em Notícias /por Julio OliveiraA Fiocruz Amazônia recebeu na manhã da sexta-feira, 27/02, um grupo de alunos do curso de medicina da Universidade de Illionois (EUA) e das universidades federais do Amazonas (UFAM) e do Acre (UFAC), como parte de uma agenda de visitas realizadas pela universidade norte-americana ao Amazonas, dentro do Programa EquiMED (Equity Innovation Medicine), desenvolvido pela University of Illinois College of Medicine Peoria (UICOMP), nos Esados Unidos. O programa visa treinar futuros médicos a identificar lacunas na prestação de cuidados de saúde e criar soluções práticas e escaláveis para comunidades carentes. O intercâmbio com o Brasil, tem como focos inovação em saúde, equidade e saúde global. A visita à Fiocruz Amazônia teve como finalidade apresentar alguns dos projetos de pesquisa realizados pela instituição na área de Saúde Coletiva, possibilitando um contato com pesquisadores que puderam explanar sobre suas atividades e tirar dúvidas dos acadêmicos.
O grupo foi recepcionado pela vice-diretora de Pesquisa e Inovação do ILMD/Fiocruz Amazônia, Michele Rocha El Kadri, juntamente com pesquisadores da instituição – Alessandra Nava, Pritesh Lalwani, Rodrigo Tobias e Fernando Herkrath – que puderam apresentar a Fiocruz Amazônia e a importância do papel desempenhado pela instituição na região, por meio de projetos de pesquisa e intervenções nas áreas de Saúde Única, impacto do desmatamento na dinâmica de circulação de vírus na Amazônia, saúde indígena, saúde ribeirinha e educação em saúde. A equipe, composta por 14 estudantes, foi coordenada pelo diretor do EquiMED, John Vozenilek, que destacou a importância das experiências imersivas vivenciadas pelos estudantes na Amazônia, em especial na comunidade Acajatuba, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Rio Negro.
“Agradecemos a Fiocruz Amazônia pela oportunidade da visita e de conhecermos um pouco do importante trabalho desenvolvido na região, que muito apoiará os estudantes no desenvolvimento de competências para a resolução interdisciplinar de problemas, projetos de engenharia e melhoria de processos”, avaliou o diretor. Além da formação acadêmica, o EquiMED prevê investimentos diretos em projetos comunitários, produção de pesquisas publicáveis e fortalecimento de parcerias institucionais internacionais. A iniciativa busca posicionar regiões como a Amazônia no radar global da inovação em saúde, promovendo equidade, troca de conhecimento e soluções sustentáveis para sistemas públicos de saúde, como o SUS.
Na Fiocruz Amazônia, os alunos realizaram um tour pelas instalações do Laboratório de Vigilãncia de Vírus Emergentes, Reemergentes ou Negligenciados, que atua nas áreas de epidemiologia, prevenção e controle de doenças na Região Norte, sob a coordenação do virologista Felipe Gomes Naveca. Uma das acadêmicas brasileiras participantes do projeto, Ana Carolina Araújo Lima, estudante de Medicina da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), ressaltou a importância da imersão. “Estamos aqui conhecendo um pouco da realidade da saúde no Amazonas e é uma satisfação poder conhecer o trabalho desenvolvido pela Fiocruz e o quanto de pesquisa e inovação é feita aqui no coração da Amazônia. Foi muito bom conhecer as iniciativas e saber que está sendo feitas pelos pesquisadores que atuam aqui na região”, destacou.
SOBRE O PROGRAMA
O EquIMED (Equity Innovation Medicine) é um programa de concentração acadêmica de quatro anos da University of Illinois College of Medicine Peoria (UICOMP), nos EUA, projetado para treinar futuros médicos a identificar lacunas na prestação de cuidados de saúde e criar soluções práticas e escaláveis para comunidades carentes. Tem como principais características o foco em baixos recursos, treinando estudantes para trabalhar em ambientes rurais e urbanos com recursos limitados, tanto nos EUA quanto internacionalmente; parceria com OSF Innovation, utilizando o Jump Trading Simulation and Education Center para desenvolver ferramentas inovadoras, como simulações de medicina austera (medicina em ambientes difíceis); intercâmbio no Brasil (Amazônia e SP); e parcerias acadêmicas, colaborando com instituições brasileiras, e desenvolvimento de projetos em cooperação.
Em fevereiro deste ano, a equipe EquIMED da UICOMP esteve durante 14 dias na comunidade Acajatuba, no Amazonas, para conhecer e entender as necessidades locais e estabelecer as bases para soluções de saúde. A missão inclui imersões de duas semanas para aprender sobre a prestação de cuidados em áreas de difícil acesso.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa / Fiocruz Amazônia
Fiocruz Amazônia inicia defesas de dissertações do mestrado em Saúde Coletiva voltado para a formação da primeira turma de sanitaristas indígenas do Alto Solimões
/em Notícias /por Julio OliveiraO curso de mestrado em Saúde Coletiva, oferecido pela Fiocruz Amazônia, dentro do Programa de Pós-Graduação em Condições de Vida e Saúde na Amazônia (PPGVIDA), deu início, nesta sexta-feira, 27/02, ao período de defesas de dissertação da primeira turma de sanitaristas indígenas do Alto Solimões, no Amazonas. A defesa de dissertação é a etapa final e pública do mestrado, onde o candidato apresenta seus resultados e é avaliado por uma banca sobre a robustez teórica e metodológica de sua pesquisa. “Estamos muito felizes com o resultado dessa etapa do processo de formação da nossa primeira turma de mestrado oferecida na região da Tríplice Fronteira apenas com alunos indígenas. Tivemos a apresentação de uma bela dissertação do cirurgião-dentista Ozeir Cavalcante Fernandes, que pertence à etnia Ticuna e acabou de apresentar um estudo na área de saúde bucal indígena com uma banca muito bem qualificada que o aprovou com louvor”, comemorou a pesquisadora sênior da Fiocruz Amazônia, Luiza Garnelo, coordenadora do curso de mestrado fora da sede.
Em março, serão realizadas várias defesas na cidade de Tabatinga e, na sequência, no mês de abril, está prevista a realização de um evento, na sede da Fiocruz Amazônia, em Manaus, com a finalidade de apresentar a produção de intelectuais indígenas em programas de pós-graduação no campo da saúde, contando também com novas defesas de mestrandos indígenas do PPGVIDA, voltadas à formulação de políticas públicas de saúde para essas populações. Ao todo, a turma do Alto Solimões é formada por 15 indígenas de etnias variadas. O primeiro a defender a dissertação foi o discente Ozeir Cavalcante Fernandes, natural de uma comunidade indígena do município de Benjamin Constant. Orgulhoso do resultado obtido, Ozeir afirma esperar que novas iniciativas como a do mestrado em Saúde Coletiva da Fiocruz Amazônia continuem sendo oferecidas a indígenas de todo o território nacional.
“Nossa expectativa é de que experiências como essa não sejam únicas e possam se ampliar para que mais indígenas tenham oportunidade de qualificação acadêmica”, destacou Ozeir, emocionado. Graduado em odontologia pela Faculdade Metropolitana de Manaus (Fametro), ele, hoje, atua como dentista do Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami (DSEI Yanomami), em Roraima. Na sua pesquisa, intitulada “Utilização dos serviços de saúde bucal pela população indígena adulta do Polo Base Filadélfia, Benjamin Constant, Amazonas”, Ozeir avaliou as práticas de cuidado e os fatores relacionados ao uso dos serviços de saúde bucal, tendo como orientador o pesquisador em saúde pública da Fiocruz Amazônia, Fernando Herkrath.
Para Herkrath, a oportunidade de orientar um aluno da primeira turma de sanitaristas indígenas do Brasil foi um privilégio e tem muito significado. “Iniciativas como esta contribuem para fortalecer a identidade e autonomia dos povos indígenas e possibilitam a produção de conhecimento acadêmico que valorize os saberes tradicionais”, afirmou o pesquisador, que compôs a banca examinadora, juntamente com o pesquisador da ENSP Rui Arantes, renomado especialista em saúde bucal indígena do País, como avaliador externo ao programa, e a pesquisadora Luiza Garnelo (avaliadora interna).
O Mestrado em Saúde Coletiva, na modalidade sala estendida (realizado fora da sede da instituição) foi o primeiro no País voltado exclusivamente para indígenas, e um desafio para a Fiocruz Amazônia. Luiza Garnelo destaca a importância fundamental das parcerias para o êxito da iniciativa. “Contamos com o apoio da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), que concedeu 15 bolsas de estudo além de recursos para auxílio em pesquisa para os indígenas aprovados, e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio de projeto aprovado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. “Sem essas parcerias, seria impossível realizar essa empreitada, vencendo tantos desafios logísticos”, enfatizou Garnelo. O processo seletivo reuniu Tikunas, Kambebas, Kaikanas, Marubos, Kokamas e Kanamaris, dos municípios de Tabatinga, Benjamim Constant, Atalaia do Norte, Amaturá e Santo Antônio do Içá.
A pesquisadora ressalta que o objetivo é qualificar indígenas graduados em diversas áreas de conhecimento para que possam atuar no campo da saúde coletiva e desenvolver atividades afins, atuando nas instituições que existem na região e contribuindo para melhoria da prestação dos serviços de saúde indígena e na própria atenção primária dos municípios. “Como sanitarista indígena, os profissionais podem atuar de forma qualificada na implantação de atividades de gestão, monitoramento, avaliação, vigilância em saúde e processos investigativos que são necessários para subsidiar e melhorar a qualidade das ações de saúde”, explica Luiza.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Fotos: Júlio Pedrosa
Fiocruz Amazônia divulga resultado final e convocação para a etapa de formação do processo seletivo de bolsistas de pesquisa do Projeto Diagnóstico das UBS Fluviais
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou nesta sexta-feira, 27/02, a ata de homologação da convocação dos candidatos aprovados nas Etapas 1 e 2, do processo seletivo do Projeto Diagnóstico Situacional das Unidades Básicas de Saúde Fluviais (UBSF), do Instituto Leônidas & Maria Deane – Fiocruz Amazônia, conforme disposto na Chamada Pública que rege o certame. Foram convocados(as) 25 candidatos(as) selecionados(as), para participação obrigatória na Etapa 3, referente à Formação Técnica em Pesquisa de Campo, de caráter eliminatório.
A formação ocorrerá presencialmente, no mês de março de 2026, na sede da Fiocruz Amazônia, em Manaus/AM, com cronograma detalhado a ser encaminhado aos(às) participantes por e-mail, contendo datas, horários e orientações complementares. Confira AQUI a lista nominal dos candidatos convocados com a respectiva indicação de expedição.
O projeto é realizado pelo Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa), em parceria com o Ministério da Saúde (MS). O objetivo da seleção será a formação de equipes de campo que atuarão no mapeamento dos desafios e potencialidades para o pleno funcionamento das UBS Fluviais em operação nos estados do Amazonas, Pará e Amapá. Inicialmente, serão oferecidas 15 vagas de pesquisador e assistente de pesquisa para os estados do Amazonas e Pará, com um total de cinco expedições previstas para acontecer entre os meses de abril e junho de 2026.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Michell Mello / Fiocruz Amazônia Revista
Fiocruz Amazônia realiza abertura do Ano Letivo 2026 com workshop e aula inaugural sobre o tema “Impactos Globais e Locais da Tríplice Crise Planetária”
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) fará a abertura do Ano Letivo 2026 com a realização, no dia 5/03, às 13h, da Aula Inaugural, com palestra da pesquisadora sênior da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz) e pesquisadora visitante da Fiocruz Amazônia, Sandra Hacon, sobre o tema “Impactos Globais e Locais da Tríplice Crise Planetária”. No dia 10/03, acontecerá o VIII Workshop da Pós-Graduação, como parte da programação, com a finalidade de apresentar temas específicos, relacionados ao funcionamento dos cursos de pós-graduação da instituição, bem como missão e formas de apoio ao estudante. Em 2025, os programas de pós-graduação da Fiocruz Amazônia formaram 34 novos mestres e 17 novos doutores, com um total de 60 novos alunos distribuídos nos quatro PPGs. A expectativa da Vice-Diretoria de Educação, Informação e Comunicação (VDEIC) é que, em 2026, haja a formação de 60 novos mestres e doutores. De 2017 até agora, a instituição já formou 240 mestres e doutores.
O vice-diretor de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz Amazônia, Cláudio Peixoto, explica a importância desse primeiro contato entre alunos e a instituição. “A aula inaugural é importante para a integração e orientação dos estudantes”, reforça. Segundo Peixoto, a escolha do tema “Impactos Globais e Locais da Tríplice Crise Planetária”, com a participação da pesquisadora da ENSP, Dra. Sandra Hacon, é profundamente relevante e estrategicamente alinhada às áreas de Saúde e Ambiente. “A ‘Tríplice Crise Planetária’ – que engloba as mudanças climáticas, a perda de biodiversidade e a poluição – tem implicações diretas e severas na saúde humana e nos ecossistemas. A Fiocruz, sendo uma instituição focada em saúde pública e pesquisa biomédica, naturalmente integra a dimensão ambiental em suas análises, o que é ainda mais premente no contexto amazônico”, enfatiza.
Cláudio Peixoto destaca que a presença da pesquisadora Sandra Hacon, da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), reforça essa conexão, dada a expertise da ENSP em saúde coletiva e seus determinantes socioambientais. “Essa escolha reflete, mais do que uma reafirmação e um aprofundamento de uma orientação já existente na vocação do ILMD/Fiocruz Amazônia, porém com urgência e centralidade elevadas. Historicamente, reconhecemos a interdependência entre saúde, ambiente e sociedade, e por isso reafirmamos nosso compromisso socioambiental, com o SUS e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”, salientou, acrescentando que o tema ajuda na formação de pesquisadores e profissionais capazes de abordar problemas complexos de forma interdisciplinar, com foco na saúde pública e as peculiaridades amazônicas.
WORKSHOP
A programação da Aula Inaugural 2026 foi dividida em dois dias com o objetivo de melhor acolher os estudantes e apresentar a instituição. “Além de apresentar a estrutura institucional, queremos mostrar o suporte por trás da marca Fiocruz e as expectativas do ambiente de pós-graduação, facilitar a integração com docentes e coordenadores e propiciar um ambiente de networking, elementos essenciais para a construção de um senso de comunidade”, explicou.
Segundo Cláudio, o workshop proporciona um mapa inicial da jornada acadêmica, munindo os estudantes de informações essenciais para o desenvolvimento deles durante o curso e promovendo um senso de pertencimento à instituição desde o início de sua trajetória. “São apresentados serviços essenciais como a Secretaria Acadêmica, Pós-Graduação e Biblioteca, além de mecanismos de representação discente (APG) e oportunidades de conhecer os núcleos pesquisa e inovação e a comissão de biosegurança (NIT, CIBIO)”, afirma.
Até o dia 26/02, o total de matrículas ativas de veteranos era de 159 alunos, distribuídos entre o DASPAM (53), PPGVIDA (43), PPGBIO-Interação (Mestrado: 14 e Doutorado: 40) e PROFSAÚDE (9). A solenidade de abertura do Ano Letivo contará com a presença da diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, que fará a saudação aos novos alunos e a saudação de boas-vindas (em vídeo) da pesquisadora Enirtes Caetano, do Departamento de Epidemiologia e Métodos Quantitativos em Saúde e docente permanente dos Programas de Pós-graduação Epidemiologia em Saúde Pública, acadêmico e profissional, da ENSP/Fiocruz.
SOBRE A PALESTRANTE
Sandra de Souza Hacon é bióloga, graduada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, com mestrado em Controle da Poluição Ambiental – Mancherter University, Reino Unido (1981) e doutorado em Geociências (Geoquímica Ambiental) pela Universidade Federal Fluminense (1996). Lotada na Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz, integra os programas de pós-graduação de mestrado e de doutorado em Ciências Ambientais da Universidade Estadual de Mato Grosso e da Escola Nacional de Saúde Pùblica da Fiocruz. Atua na área de Avaliação de Risco à Saúde Humana, Ecotoxicologia, Gestão Integrada de Saúde e Ambiente e Avaliação de Impactos à Saúde das Mudanças Climáticas e de Grandes Empreendimentos.
Sandra coordena vários projetos de pesquisa financiados pelo CNPq, FAPERJ, FINEP, CAPES, setor privado, atua como pesquisadora em projetos interdisciplinares com a UNEMAT, INPE, UNB, USP, UFRN, USP, PUC/RJ, UFCE, FIOCRUZ, projetos internacionais com a Universidade de Exeter no Reino Unido, Instituto Tropical de Epidemiologia e Sáude Pública de Basel e a Universidade de Basel na Suiça. Representante do Brasil no GT do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente referente ao Programa de Monitoramento da Implementação da Convenção de Stockholm por indicação do Ministério do Meio Ambiente. É também integrante da parceria Fiocruz- Opas/OMS do Centro Colaborador em Saúde Pública e Ambiental da Organização Pan-Americana da Saúde / Organização Mundial da Saúde (Opas/OMS).
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Imagem: Mackesy Nascimento / Fiocruz Amazônia. Foto: Júlio Pedrosa
Fiocruz Amazônia leva imersão científica à escola estadual da periferia de Manaus dentro do Programa Mulheres e Meninas na Ciência, de 3 a 5/03
/em Notícias /por Julio OliveiraO Projeto Encontro, Liderança, Amazônia e Saberes (ELAS) na Ciência, desenvolvido pela Fiocruz Amazônia, por meio do Programa Mulheres e Meninas na Ciência, da Fiocruz, levará nos próximos dias 3, 4 e 5 de março, uma experiência imersiva para alunos da rede estadual de ensino, da Escola Estadual Ernesto Penafort, no bairro São José, Zona Leste de Manaus. A atividade tem como objetivo promover a equidade de gênero na ciência, fortalecendo o interesse e o protagonismo de meninas da Educação Básica na carreira científica. Para isso, incluirá também meninos, com a intenção de engajá-los como aliados na valorização e no incentivo à participação feminina na ciência. O projeto permitirá despertar a vocação científica, em parceria com instituições da sociedade civil e do poder público local.
Estarão participando ao longo dos três dias representantes do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres, Conselho Estadual dos Direitos das Crianças e Adolescentes, Associação Brasileira de Enfermagem, Programa de Educação Tutorial do Ministério da Educação (MEC/PET Farmácia /UFAM), CPRM-Serviço Geológico do Brasil, Vice-Presidência de Informação, Educação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz), Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (OBSMA/Fiocruz), Programa Fortalece SUS Conselho Municipal de Saúde, Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Universidade Nilton Lins, Uninorte e Instituto de Ciências Periféricas (ICP), juntamente com os laboratórios de História e Políticas Públicas de Saúde da Amazônia (LAHPSA), Diversidade Microbiana com Importância para a Saúde (DMAIS), Ecologia de Doenças Transmissíveis na Amazônia (EDTA), Situação de Saúde e Gestão do Cuidado de Populações Indígenas e outros grupos vulneráveis (SAGESPI), Instituto de Pesquisas Clínicas Carlos Borborema (IPCCB) e Diagnóstico e Controle de Doenças Infecciosas na Amazônia (DCDIA), da Fiocruz Amazônia.
A estimativa é de que mais de 1,5 mil estudantes participem nos três dias de atividades, que acontecerão em turmas e turnos diferentes, com 14 salas temáticas em uma grande mostra de ciências, seguida de palestras e rodas de conversa com alunas, professores e pesquisadoras. A tecnologista em saúde pública da Fiocruz Amazônia e coordenadora do ELAS na Ciência, Djane Baía, explica que a finalidade principal é proporcionar a aproximação de jovens estudantes de áreas periféricas da cidade à Fiocruz, instituição que há 126 anos desenvolve a Ciência no Brasil, com foco na Saúde Pública, esse é um compromisso institucional com a sociedade brasileira.
“Nós do ILMD/Fiocruz Amazônia, com o apoio dos parceiros das outras instituições, iremos até a periferia de Manaus, onde os jovens nos esperam com a curiosidade dos cientistas”, afirma Djane, acrescentando que também será oferecida a prestação de serviços de saúde, como aferição de pressão arterial, testagem rápida para adultos e avaliação do Índice de Massa Corporal (IMC), preventivo para mulheres adultas e adolescentes acompanhadas de responsáveis, com a presença do “Trailer da Ciência”, da Fiocruz Amazônia, que estará estacionado na entrada da escola, durante os três dias. Os serviços serão disponibilizados para a comunidade do bairro.
Na programação do evento, constam palestras sobre a importância do papel feminino na Ciência, com homenagens às grandes mulheres cientistas brasileiras, com a presença da coordenadora nacional de Divulgação Científica da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, a historiadora e pesquisadora da Fiocruz Cristina Araripe, que coordena o Programa Mulheres e Meninas na Ciência e da e a Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma/Fiocruz).
A coordenadora da Regional Norte da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente, a pesquisadora social Rita Bacuri, destaca que o evento será estratégico para a divulgação da 13ª edição da Obsma/Fiocruz, incentivando professores e estudantes a participarem com projetos voltados à saúde e ao meio ambiente, desenvolvidos na escola e na comunidade. “Também será uma oportunidade propícia para divulgar o Prêmio Meninas Hoje, Cientistas Amanhã, que incentiva projetos escolares em saúde e meio ambiente, especificamente, desenvolvidos por professoras e alunas”, afirma Bacuri.
CONTEXTO INSTITUCIONAL
Criado em 2019, o Programa Mulheres e Meninas na Ciência (PMMC) é uma iniciativa da Fiocruz vinculada à Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), com foco na promoção da equidade de gênero na ciência. O programa tem como objetivo promover um ambiente científico mais justo, diverso e inclusivo, ampliando as oportunidades, a visibilidade e a permanência de meninas e mulheres nas carreiras científicas. Entre as ações desenvolvidas, estão a aproximação de estudantes do Ensino Médio que se identifiquem com o gênero feminino do ambiente de pesquisa da Fiocruz; a valorização de pesquisadoras e suas contribuições para a ciência e a saúde pública; a promoção de oficinas, rodas de conversa, visitas técnicas, mentorias e atividades práticas em laboratórios e espaços de pesquisa; promoção do debate sobre gênero na ciência e organização de eventos, como acelebração do Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência;
O Programa Mulheres e Meninas na Ciência é vinculado à Coordenação de Divulgação Científica, da Vice-Presidência de Informação, Educação e Comunicação (CDC/VPEIC), da Fiocruz. Este ano, o Edital Mais Meninas aprovou projetos da Fiocruz (unidades do Rio de Janeiro), Fiocruz Amazônia, Fiocruz Ceará, Fiocruz Minas, Fiocruz Mato Grosso do Sul, Fiocruz Rondônia, Fiocruz Paraná, Fiocruz Pernambuco e Fiocruz Piauí.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Eduardo Gomes e Júlio Pedrosa/ Fiocruz Amazônia
Fiocruz Amazônia divulga lista dos candidatos convocados para entrevistas do processo seletivo do Projeto Diagnóstico Situacional das UBS Fluviais
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou nesta última sexta-feira, 20/02, a lista de convocação dos candidatos selecionados na Etapa 1 do Processo Seletivo do Projeto Diagnóstico Situacional das UBS Fluviais para as entrevistas (Etapa 2). O projeto é realizado pelo Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (Lahpsa), em parceria com o Ministério da Saúde (MS). O objetivo da seleção será a formação de equipes de campo que atuarão no mapeamento dos desafios e potencialidades para o pleno funcionamento das UBS Fluviais em operação nos estados do Amazonas, Pará e Amapá. Inicialmente, serão oferecidas 15 vagas de pesquisador e assistente de pesquisa para os estados do Amazonas e Pará, com um total de cinco expedições previstas para acontecer entre os meses de abril e junho de 20. As entrevistas estão sendo feitas de modo virtual, conforme a lista dos candidatos selecionados publicada, contendo data, horário e link de acesso à plataforma de entrevista.
Confira AQUI a lista.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Imagem: Mackesy Nascimento / Fiocruz Amazônia