COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD
ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia
O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.
A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.
Pesquisa avalia vacina para cachorros no combate a leishmaniose
/em Notícias /por Marlucia AlmeidaUma das estratégias recentes no combate à leishmaniose visceral (LV) é o abate de cachorros que contém o parasita responsável pela doença, porém esse método de controle não tem sido efetivo. Com isso, pesquisadores constataram que a medida imunoprofilática através da vacina Leish-Tec® tem um efeito favorável no combate à doença somente em animais que não estão em áreas de alta transmissão, necessitando de melhorias. Os resultados foram publicados na revista PloS ONE.
O artigo Field trial of efficacy of the Leish-tec® vaccine against canine leishmaniasis caused by Leishmania infantum in an endemic area with high transmission rates, escrito pelos pesquisadores Gabriel Grimaldi Jr., da Fiocruz Bahia, e Antonio Teva e Fernanda Nunes, da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), além de pesquisadores de outras instituições do Brasil, aborda a utilização dessa vacina em cachorros e seus efeitos tanto na saúde coletiva como na do animal. Lançada no mercado desde 2008, a Leish-tec® é feita sem a inoculação de antígenos inativos na vacina, utilizando técnicas da Engenharia Genética Aplicada.
A pesquisa foi feita em uma área no Sudeste do Brasil, que é considerada altamente endêmica da leishmaniose. Antes da intervenção, os cães infectados foram abatidos e os restantes receberam três doses da vacina com o intervalo de 21 dias entre cada. Um ano após, outra dose de reforço imunológico foi aplicada. Para verificação dos resultados da pesquisa, foram feitos exames clínicos e pesquisa de anticorpos específicos em todos os cães de ambos os grupos.
Após os experimentos com os cães, notou-se que a vacina é segura para aplicação, após uma reação positiva dos animais, com a exceção de 11% que tiveram efeitos colaterais que duraram somente 4 dias. Além disso, os anticorpos que combateriam a doença começaram a ter resposta nos animais que receberam as doses, tendo alta com 1 mês após a aplicação.
Apesar dos resultados positivos, a pesquisa também concluiu que essa vacina, junto com o abate, não é efetivo em áreas de alta incidência da doença. Além disso, os pesquisadores expuseram que são necessárias melhoras para que a Leish-tec® seja melhor explorada em animais em campo, de forma que haja impacto positivo na incidência de casos de LV em humanos.
(Fiocruz Bahia)
Biblioteca Virtual reúne vida e obra do cientista Oswaldo Cruz
/em Notícias /por Marlucia AlmeidaPerfil biográfico. Trajetória científica. Objetos museológicos. Correspondências. Bibliografia. O maior acervo já reunido sobre a vida e a obra de Oswaldo Cruz (1872-1917) está disponível agora a apenas alguns cliques de distância. Resultado de um trabalho multiprofissional da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), a Biblioteca Virtual Oswaldo Cruz (BVOC) oferece a pesquisadores, estudantes e curiosos em geral uma plataforma digital inovadora, que marca o centenário da morte do cientista e celebra o Ano Oswaldo Cruz.
Até o momento, a biblioteca virtual multimídia abriga 239 imagens, 159 correspondências, 11 vídeos e seis músicas, além de linha do tempo e outros textos de referência e material de apoio. Todo o conteúdo é oferecido em português e inglês, com o objetivo de ampliar o acesso do público internacional à obra do cientista. Responsáveis pela coordenação e pesquisa histórica do projeto, as historiadoras da Casa de Oswaldo Cruz Nara Azevedo e Ana Luce Girão levaram cerca de cinco anos trabalhando na BVOC, ao lado de profissionais de Tecnologia da Informação (TI), Design, Comunicação, Biblioteconomia e Arquivo.
Estudiosas da vida e da obra do patrono da Fundação Oswaldo Cruz, Nara e Ana Luce afirmam que a indexação do conteúdo disponível na biblioteca virtual foi um dos maiores desafios do projeto. O cuidado com a classificação dos documentos foi fundamental para o desenvolvimento de um sistema de busca integrado, que também é apontado como um dos diferenciais da BVOC. O objetivo era construir uma narrativa histórica atraente e acessível tanto para pesquisadores das áreas das ciências e da saúde quanto para o público em geral.
“A Biblioteca Virtual Oswaldo Cruz é um trabalho de divulgação científica. Nós queremos oferecer o nosso conteúdo de maneira que um público leigo, mais amplo, também compreenda. Além de falar do patrono da Fiocruz, a nossa meta principal é divulgar o acervo da Casa de Oswaldo Cruz, na perspectiva da história e memória”, afirma Nara Azevedo.
CORRESPONDÊNCIA INÉDITA
A nova plataforma multimídia é sucessora da primeira biblioteca virtual sobre Oswaldo Cruz, lançada no início dos anos 2000. Coordenadora do primeiro e do atual projeto, Ana Luce Girão recorda o esforço da equipe para atualizar e repensar a organização do conteúdo, a partir de novas perspectivas tecnológicas e metodológicas. “O arquivo de Oswaldo Cruz foi organizado em 2000. A gente já teve para esse projeto acesso a uma documentação descrita, organizada e seriada. Isso permitiu uma visão mais ampla do nosso personagem”, explicou a pesquisadora.
Além da documentação sobre a vida pessoal e trajetória científica de um dos maiores cientistas brasileiros do século 20, que estão sob a guarda da Casa de Oswaldo Cruz, o novo site também apresenta material inédito, como a correspondência de Oswaldo Cruz, seja para os seus familiares, seja para colegas cientistas contemporâneos no Brasil e no exterior. O acervo com as cartas do cientista foi reforçado nos últimos anos, a partir da doação de material de seus herdeiros.
“Uma das características deste projeto é a riqueza e a diversidade de acervo: museológico, bibliográfico, arquivístico e o patrimônio edificado. Do ponto de vista da pesquisa, nós fizemos um trabalho maior agora com a correspondência e os documentos pessoais. Mas ainda temos cartas inéditas que não entraram na biblioteca”, explica Ana Luce.
A narrativa histórica proposta pela Biblioteca Virtual Oswaldo Cruz permite não somente uma visão aprofundada sobre a trajetória do cientista, mas também sobre o Brasil de sua época e as descobertas que revolucionaram a ciência no início do século XX. De acordo com Nara Azevedo, a intenção da BVOV é ir além do “discurso mitológico” sobre o patrono da Fiocruz, estabelecendo-se como uma fonte confiável e de referência sobre Oswaldo Cruz na rede mundial de computadores.
“Sempre se vê o Oswaldo Cruz sob um certo ângulo, consagrado pelo senso comum. Nós desejamos fugir dessa narrativa historiográfica que consagrou um mito em torno de sua figura. A originalidade da BVOC é oferecer informação baseada em pesquisa documental”, assinala a historiadora.
ACESSIBILIDADE E BUSCA INTEGRADA
O desenvolvimento da nova biblioteca virtual exigiu o trabalho coordenado de profissionais das mais diferentes áreas da Casa de Oswaldo Cruz, como Tecnologia da Informação (TI), Design e Comunicação. Para alcançar os objetivos propostos pela coordenação de pesquisa, especialistas de cada setor investiram na customização de novas tecnologias para incrementar a plataforma digital. Um dos orgulhos da equipe é justamente a acessibilidade, que permite o acesso de pessoas com deficiência visual ao conteúdo quase completo da BVOC.
“É um compromisso institucional trabalhar a acessibilidade nos produtos web da Casa de Oswaldo Cruz. Mas se trata de um projeto em construção. O que nós fizemos nesse primeiro momento foi construir a página, com seus elementos, de forma que pessoas cegas, que usam leitores de tela, não tivessem dificuldade alguma para acessar os conteúdos”, comenta Carolina Sacramento, da área de TI.
A exposição do conteúdo na home e nas páginas internas da BVOC e o desenvolvimento de uma busca integrada, capaz de identificar diferentes mídias, como textos, imagens e áudios, também são apontados como trunfos do projeto. “O que foi mais inovador e difícil foi a busca integrada, que é um diferencial do projeto. A gente tinha fontes de informação muito heterogêneas e precisava se apropriar de uma nova ferramenta tecnológica”, diz Carolina.
A estrutura de informação do site também requereu um trabalho colaborativo e soluções inovadoras. “O layout e a organização da informação também foram de grande complexidade. Todo mundo teve que pensar um pouco diferente. Foi tudo muito integrado e não daria certo sem essa integração”, diz Claudia Souza e Silva, da área de Design. Outra preocupação da equipe é manter a atualização da biblioteca virtual, acrescentando novos conteúdos e refinando questões ligadas à tecnologia, como acessibilidade e busca. “A BVOC foi preparada para ser alimentada ao longo do tempo. Já era uma diretriz. Assim como será possível aproveitar as soluções que desenvolvemos em outros projetos da Casa de Oswaldo Cruz”, complementa Claudia.
*COC/Fiocruz
Projeto propõe alternativa para diagnóstico de meningites
/em Notícias /por Marlucia AlmeidaUm projeto para diagnóstico e caracterização das principais bactérias causadoras de meningites, elaborado por Ivano de Filippis, biólogo do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS/Fiocruz), foi aceito em outubro no InovaBio. O programa é uma iniciativa de Bio-Manguinhos que irá disponibilizar recursos para pesquisas ligadas a inovações na área de biotecnologia. “Estamos desenvolvendo não só a parte do diagnóstico, nosso estudo também pretende identificar qual o tipo de agente etiológico. Assim, saberemos se é necessário vacinar a população e se novas bactérias estão circulando, o que tornaria necessária a produção de uma nova vacina”.
O estudo ainda está na fase inicial e pretende ser uma alternativa rápida, econômica e eficaz aos métodos de diagnóstico convencionais vigentes. O kit, de fácil uso, utilizará uma pequena quantidade de material clínico. O projeto irá adaptar uma técnica de PCR normalmente empregada para diagnóstico de certos tipos de câncer. “Continua tendo a mesma sensibilidade e especificidade do método anterior, porém é muito mais barato e pode ser realizado em hospital público”, enfatiza o biólogo.
Para a produção do futuro kit em escala, é necessário seu aperfeiçoamento e uma empresa disposta a fabricá-lo. “O nosso objetivo é atender às necessidades do SUS, conforme proposta de Bio-Manguinhos”, conclui.
O QUE É MENINGITE?
A causa mais comum das meningites é a infecção por bactérias, fungos, vírus ou protozoários. A doença é uma inflamação das meninges – membranas que envolvem o cérebro – e pode causar lesões como cegueira, surdez e, dependendo da gravidade, até a morte.
Por: Gabrielle Araujo (INCQS/Fiocruz)
Obsma: professores de Porto Velho (RO) participam de oficina de audiovisual
/em Notícias /por João OliveiraCom muita atenção, curiosidade e entusiasmo professores de Porto Velho (RO) participaram ontem (22/11) da Oficina de Audiovisual, oferecida pela Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma).
No segundo dia de realização das Oficinas Pedagógicas da Obsma, ninguém ficou parado. Com as orientações recebidas do instrutor Wagner Nagib, e utilizando os recursos disponíveis – seus smartphones – os professores partiram para a prática e produziram vídeos com enfoques na saúde e no meio ambiente. Roteiro e produção ficaram por conta deles, que esbanjaram criatividade e sensibilidade na escolha dos temas.
Wagner Nagib apresentou aos professores possibilidades de produção audiovisual, mesmo diante da falta de equipamentos sofisticados ou mesmo de recursos financeiros. Os professores encararam o desafio e produziram material que lhes serve de inspiração para projetos a serem desenvolvidos em suas escolas.
O professor Odair José Ferreira, de São Francisco do Guaporé (RO), observou que o momento é propício para se adquirir novos conhecimentos, conhecer novos possíveis parceiros, e contribuir para a divulgação da Obsma nas escolas de sua região, bem como socializar com os colegas o conhecimento apreendido para a elaboração de novos projetos para a 9ª. Olimpíada.
As Oficinas Pedagógicas da Obsma estão sendo realizadas em Porto velho, no período de 21 a 23 de novembro, e acontecem com o apoio da Secretaria de Estado da Educação de Rondônia (Seduc-RO), por meio da Coordenação do Núcleo do Programa Saúde na Escola (PSE) e organização da Coordenação Regional Norte da Olimpíada.
SOBRE A OBSMA
A Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente é um projeto educativo bienal promovido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para estimular o desenvolvimento de atividades interdisciplinares nas escolas públicas e privadas de todo o país. Dentre os principais objetivos da Obsma, destacam-se o reconhecimento do trabalho desenvolvido por professores e alunos nas escolas e a cooperação com a divulgação de ações governamentais, criadas em prol da educação, da saúde e do meio ambiente.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Marlúcia Seixas
Equipes recebem treinamento sobre gerenciamento de resíduos
/em Notícias /por João OliveiraCom o objetivo de orientar quanto às normas vigentes de tratamento, descarte e destinação final de resíduos químicos e biológicos produzidos nos laboratórios de pesquisa do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), as equipes da Gerência do Laboratório de Multiusuários, do Serviço de Gestão de Infraestrutura (Seinfra) e alunos bolsistas receberam na terça-feira, 19/12, treinamento sobre “Gerenciamento de resíduos de serviços de saúde “.
O treinamento foi ministrado pela enfermeira Elizabete Rocha, da Norte Ambiental Tratamento de Resíduo Ltda., que discorreu sobre a Resolução 306/2004, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que dispõe sobre o regulamento técnico para gerenciamento dos resíduos do serviço de saúde, e sobre a Resolução 358/2005 – que aborda o tratamento e a disposição final dos resíduos de serviço de saúde e demais providências.
PPGVIDA promove oficina para discentes sobre publicações científicas
/em Notícias /por João OliveiraO Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) realizou entre os dias 11 e 15 de dezembro, a oficina Publicações Científicas, voltada para discentes do programa. A atividade foi ministrada pelos pesquisadores sêniores do ILMD, Bernardo Horta, da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), e Carlos Coimbra, da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Segundo a coordenadora do PPGVIDA, Maria Luiza Garnelo, a oficina visa apoiar os discentes que concluíram o mestrado, no intuito de agilizar as publicações que expressarão produtos do processo formador no PPGVIDA, e que também são requisito de avaliação do programa na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
Para Horta, o trabalho de construção junto aos alunos tem o objetivo principal de desenvolver produtos que possam ser publicados em periódicos da área. “A ideia é trabalhar com os alunos que já concluíram o mestrado a transformação das dissertações em artigos, para que sejam submetidos a periódicos científicos. Estamos trabalhando com eles aspectos relacionado a como escrever um artigo”, explicou Horta.
Indexação, país da revista, classificação no Qualis da CAPES para a área de Saúde Coletiva, foram alguns dos temas abordados durante a oficina, em relação ao maior questionamento dos discentes: Em qual revista publicar? “Conversamos para que eles saibam o que é, como funciona, mas deixando aberto para que eles possam fazer suas escolhas”, salientou Coimbra.
O Qualis Periódicos é uma das ferramentas utilizadas para a avaliação dos programas de pós-graduação no Brasil. Tem como função auxiliar os comitês de avaliação no processo de análise e de qualificação da produção bibliográfica dos docentes e discentes dos programas de pós-graduação credenciados pela CAPES. Ao lado do sistema de classificação de capítulos e livros, o Qualis Periódicos é um dos instrumentos fundamentais para a avaliação do quesito produção intelectual, agregando o aspecto quantitativo ao qualitativo.
Coimbra destacou ainda que a iniciativa do programa é de grande relevância nesse processo acadêmico. “Essas oficinas são importantes, pois o tempo do mestrado raramente é suficiente para os alunos defenderem, cumprirem com todos os créditos e ter um artigo publicado, visto que esse é um processo que demora muito. Alguns estão escrevendo o primeiro artigo científico, então essa oportunidade que está sendo oferecida para os alunos aqui do ILMD é extremamente relevante, pois abre portas para estimular os alunos a tornem público os resultados dos seus estudos.
SOBRE O PPGVIDA
O Programa tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.
O PPGVIDA visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.
ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes
Tese da Amazônia é aprovada no VIII Congresso Interno da Fiocruz
/em Notícias /por João OliveiraEncerrou ontem (14/12) o VIII Congresso Interno da Fiocruz. Durante a última sessão plenária foi aprovada a Tese 9, proposta pelos servidores e demais membros da comunidade do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). A tese da Amazônia, como foi por diversas vezes chamada, não se fechou no bioma, mas no reconhecimento de que a Amazônia é estratégica para a humanidade e de que a Fiocruz pode cooperar, com outras instituições da região, na geração de conhecimento e inovação em saúde.
A Fiocruz está presente na Amazônia com duas unidades: no Amazonas e em Rondônia. Para a presidente da Fiocruz e do Congresso Interno, Nísia Trindade, a Tese 9 veio como uma proposta nova e de importância reconhecida por todos os grupos de trabalho e delegações. Na oportunidade, ela congratulou-se com os delegados que coletivamente defenderam a importância estratégica da Amazônia para a Fiocruz.
A delegação do ILMD/Fiocruz Amazônia comemorou a aprovação da Tese 9 e suas diretrizes. Para o diretor, Sérgio Luz, a aprovação da Tese como uma das grandes estratégias e diretrizes institucionais para o período 2017-2020, traz grandes benefícios para a Fiocruz e para a Região Amazônica na área da saúde, educação, ciência, tecnologia e inovação.
Ricardo Godoi, diretor da Fiocruz Rondônia e um dos defensores da Tese 9, lembrou que a Fiocruz na Amazônia é ILMD e Rondônia, e que muitas vezes, na Região, estas unidades são convidadas por outras instituições para cooperarem com importantes projetos de tecnologia e inovação em saúde.
O VIII Congresso Interno da Fiocruz aconteceu no período de 11 a 14/12, no campus da Fiocruz, em Manguinhos, no Rio de Janeiro, e teve como objetivo debater e aprovar as grandes estratégias e diretrizes institucionais para o período 2017-2020, bem como contribuir para a sua implementação, a partir do documento de referência “A Fiocruz e o Futuro do SUS e da Democracia”.
OPINIÃO DOS DELEGADOS DA AMAZÔNIA
Sonia Oliveira: Gostei muito de poder ter participado deste congresso, foi muito enriquecedor. Cada momento ficará marcado na memória, no coração e na história, com a aprovação da Tese 9.
Rodrigo Tobias: O sucesso do congresso foi brindado com nossa tese amazônica aprovada. Isso foi fruto de trabalho de todos, desde a gestão que trouxe a causa como possibilidade, a construção da tese, a discussão de grupos ainda em Manaus, a eleição de delegados, a nossa atuação coordenada, colaborativa e solidária no ato da participação dos grupos no RJ e a aprovação da plenária final do congresso. Isso significa mais trabalho, mais responsabilidade e empenho em aproximar a Fiocruz da sociedade e canalizar esforços das outras unidades, para a nossa realidade amazônica. Considero a Amazônia a principal fronteira científica do Brasil e, sendo assim, vamos fazer jus à nossa missão institucional na Região.
Aldemir Maquiné: Esse congresso me remeteu há 15 anos, quando
participei pela primeira vez de um Congresso Interno da Fiocruz. Cada Congresso é único. Nesta edição, no meu grupo de trabalho, nós tivemos ao nosso lado pessoas que desenvolvem trabalhos na Amazônia e que entenderam a Tese 9, como uma proposta estratégica da Fiocruz. A aprovação desta Tese mostra a maturidade do ILMD/Fiocruz Amazônia na sua propositura e da Fiocruz por perceber a importância estratégica da Região.
Priscila Aquino: O Congresso Interno da Fiocruz foi uma oportunidade única de imergir na política institucional e discutir os direcionamentos que guiarão os próximos 4 anos da instituição. Acredito na necessidade da Fiocruz reforçar seu papel estratégico na Amazônia.
Cláudio Peixoto: Sucesso é a palavra que reflete esse momento.
Anízia Aguiar: Estou feliz e agradecida. Feliz por ter tido, finalmente, a oportunidade de participar do Congresso Interno da Fiocruz, com toda a riqueza que ele contém.Foi lindo ver a defesa das teses e o conteúdo delas sempre interessado na equidade, na justiça e no bem estar social, buscando garantir que a Fiocruz mantenha sua capacidade de continuar atuando como instituição de Estado.
Cláudia Rios: O primeiro sentimento com a aprovação da Tese 9 é de alivio, por termos, pela primeira vez, conseguido aprovar uma tese. Isso é fundamental. Daqui pra frente, temos que analisar tudo que foi discutido e aprovado, e começar a planejar o que vamos fazer para alcançar o que foi proposto. Vamos ter que trabalhar muito e contar com o comprometimento de todos, para atender a essas diretrizes.
As teses aprovadas no VIII Congresso Interno da Fiocruz serão posteriormente encaminhadas para homologação do Conselho Deliberativo da Fiocruz.
ILMD/Fiocruz Amazonia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Marlúcia Seixas
PPGVIDA promove oficina para discentes sobre publicações científicas
/em Notícias /por Marlucia AlmeidaO Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) realizou entre os dias 11 e 15 de dezembro, a oficina Publicações Científicas, voltada para discentes do programa. A atividade foi ministrada pelos pesquisadores sêniores do ILMD, Bernardo Horta, da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), e Carlos Coimbra, da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Segundo a coordenadora do PPGVIDA, Maria Luiza Garnelo, a oficina visa apoiar os discentes que concluíram o mestrado, no intuito de agilizar as publicações que expressarão produtos do processo formador no PPGVIDA, e que também são requisito de avaliação do programa na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
Para Horta, o trabalho de construção junto aos alunos tem o objetivo principal de desenvolver produtos que possam ser publicados em periódicos da área. “A ideia é trabalhar com os alunos que já concluíram o mestrado a transformação das dissertações em artigos, para que sejam submetidos a periódicos científicos. Estamos trabalhando com eles aspectos relacionado a como escrever um artigo”, explicou Horta.
Indexação, país da revista, classificação no Qualis da CAPES para a área de Saúde Coletiva, foram alguns dos temas abordados durante a oficina, em relação ao maior questionamento dos discentes: Em qual revista publicar? “Conversamos para que eles saibam o que é, como funciona, mas deixando aberto para que eles possam fazer suas escolhas”, salientou Coimbra.
O Qualis Periódicos é uma das ferramentas utilizadas para a avaliação dos programas de pós-graduação no Brasil. Tem como função auxiliar os comitês de avaliação no processo de análise e de qualificação da produção bibliográfica dos docentes e discentes dos programas de pós-graduação credenciados pela CAPES. Ao lado do sistema de classificação de capítulos e livros, o Qualis Periódicos é um dos instrumentos fundamentais para a avaliação do quesito produção intelectual, agregando o aspecto quantitativo ao qualitativo.
Coimbra destacou ainda que a iniciativa do programa é de grande relevância nesse processo acadêmico. “Essas oficinas são importantes, pois o tempo do mestrado raramente é suficiente para os alunos defenderem, cumprirem com todos os créditos e ter um artigo publicado, visto que esse é um processo que demora muito. Alguns estão escrevendo o primeiro artigo científico, então essa oportunidade que está sendo oferecida para os alunos aqui do ILMD é extremamente relevante, pois abre portas para estimular os alunos a tornem público os resultados dos seus estudos.
SOBRE O PPGVIDA
O Programa tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.
O PPGVIDA visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.
ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Fotos: Eduardo Gomes