COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD
ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia
O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.
A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.
Pesquisa avalia eficácia de medicamento para pé diabético
/em Notícias /por Carlos Gomes“Avaliação da eficácia e segurança do fator de crescimento epidérmico recombinante (FCEhr) intralesional em participantes com úlcera de pé diabético no Brasil”. Assim foi batizado o protocolo de pesquisa clínica conduzido pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz), que deverá envolver 304 participantes ao longo dos próximos seis meses. A iniciativa tem por objetivo avaliar a resposta dos pacientes brasileiros com diabetes e úlcera nos membros inferiores, caracterizando o quadro de pé diabético, ao medicamento cubano Heberprot-P®. Ao longo de oito semanas, metade desses 304 participantes da pesquisa receberá no mínimo 18 aplicações, por três vezes a cada semana, do produto. A outra metade, 152 participantes, receberá placebo.
A presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, Hermelinda Pedrosa, será a investigadora principal (PI, na sigla em inglês) do trabalho. De acordo com ela, o pé diabético é uma das complicações crônicas que provoca grande impacto nos custos e na qualidade de vida dos pacientes diabéticos. O recente estudo, Annual Direct Medical Costs of Diabetic Foot Disease in Brazil: A Cost of Illness Study, indica que nos países em desenvolvimento, 25% dos diabéticos desenvolverão pelo menos uma úlcera do pé durante a vida, ou seja, uma pessoa entre quatro terá problema nos pés, desencadeados pela Neuropatia e complicados por Doença Arterial Periférica e Infecção, resultando em amputações.
O trabalho é baseado na população com diabetes em 2014 (9,2 milhões de pessoas), abaixo da atual, cerca de 13 milhões (IDF, 2017), e estima 43.726 pacientes com úlceras no pé, metade com infecção, e 22.244 pacientes com diabetes mellitus foram hospitalizados para procedimentos relacionados a Pé diabético. O custo total com esta complicação totalizou US$ 361 milhões, e o custo médio mais alto foi entre aqueles submetidos a amputação. Em recente publicação da Associação Americana de Diabetes, de maio, as complicações mais onerosas são a doença arterial periférica e as neurológicas.
Úlcera do pé diabético
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), pé diabético é a “situação de infecção, ulceração ou também destruição dos tecidos profundos dos pés, associada a anormalidades neurológicas e vários graus de doença vascular periférica, nos membros inferiores de pacientes com diabetes mellitus”. O comprometimento dos nervos periféricos dos pés e pernas, a Neuropatia diabética, decorre do excesso de glicose circulante no sangue, hiperglicemia, não controlada ao longo dos anos, e provoca perda da sensibilidade dos pés associada a deformidades semelhantes às que ocorrem na Hanseníase. Úlceras em pés de pessoas com diabetes são de difícil cicatrização, principalmente quando se instala infecção.
Portanto, mesmo pequenos ferimentos nos pés desses pacientes podem se tornar um problema grave, levando– 40 mil por ano, no Brasil – à necessidade de amputação. Daí a importância de opções terapêuticas que colaborem para a cicatrização das úlceras, sobretudo se há neuropatia e má circulação, considerando-se que há aproximadamente 830 mil pessoas com esses problemas, segundo o estudo de 2014.
Hermelinda lembra que a descontinuidade das políticas públicas colabora para estes números, pois projeto iniciado de forma pioneira pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) do Distrito Federal, o “Salvando o Pé Diabético”, foi implementado na década de 1990 e contribuiu para a redução de 78% nas amputações. Os resultados fizeram com que o projeto se estendesse a outros estados, e até 2004 havia mais de 70 ambulatórios de Pé diabético na maioria dos estados brasileiros, após capacitação de médicos e enfermeiros, obtendo ainda reconhecimento internacional.
O Heberprot-P® é uma alternativa para diminuir as internações prolongadas e aos desafios trazidos pela descontinuidade das políticas, com a inexistência de uma linha de tratamento padrão. Criado no Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia (CIGB), em Havana, Cuba, o medicamento é aplicado no sistema de saúde cubano desde 2007, como parte do programa de assistência primária aos pacientes com úlcera diabética do país caribenho. Lá, seu uso foi aprovado após estudos com mais de quatro mil pacientes participantes. Desde o início de seu uso, os casos de amputação foram reduzidos em mais de 80%.
A pesquisa conduzida por Bio-Manguinhos/Fiocruz poderá confirmar se seu uso realmente acelera a cicatrização de úlceras profundas e complexas, tanto neuropáticas quanto isquêmicas, dos pacientes brasileiros com úlcera do pé diabético.
TRABALHO ABERTO À COLABORAÇÃO
Para pactuar como a pesquisa clínica será conduzida, Bio-Manguinhos/Fiocruz recebeu em meados de junho profissionais do Hospital Regional de Taguatinga (DF), da Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte, do Centro de Diabetes e Endocrinologia da Bahia, da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas, do Hospital Universitário Agamenon Magalhães (PE), da Universidade Federal da Paraíba, do Hospital de Servidores do Estado do Rio de Janeiro, do Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) e também do laboratório que desenvolveu o produto, o CIGB cubano.
O diretor do Instituto, Mauricio Zuma, lembrou a todos sobre a importância do estudo, que poderá beneficiar milhares de pessoas, e agradeceu aos profissionais pela parceria na captação e acompanhamento dos participantes do estudo. Coordenadora da Assessoria Clínica de Bio-Manguinhos/Fiocruz, Maria de Lourdes de Sousa Maia, lembrou que o trabalho junto aos 304 participantes terá de obedecer ao cronograma de seis meses, já que o trabalho está organizado a ter seu início, sustentação e conclusão.
Ela ressaltou ainda a importância de dialogar e esclarecer às associações de pacientes sobre a importância da empreitada. “Eles precisam ter a dimensão de que vamos iniciar este estudo clínico. Fazer a divulgação nos estados, envolver as equipes de Saúde da Família, empoderar, abrir as portas para a colaboração de novos atores”, destacou.
Hermelinda afirma que as atuais opções de tratamento em uso não conseguiram recomendação forte pela qualidade baixa das evidências e o Heberprot® é considerado, na revisão sistemática de 2016 pelo IWGDF (International Working Group on the Diabetic Foot), o qual ela representa no Brasil, “uma medicação promissora mas que requer um estudo de melhor desenho”. Por isso, o protocolo do estudo contou com a participação de experts internacionais do tema, William Jeffcoate e Fran Game, além da equipe brasileira.
“Há expectativa de que este estudo encontre respostas para questões até agora não respondidas nas pesquisas realizadas em Cuba. A perspectiva de ter um produto para acelerar a granulação e também promover o fechamento da úlcera de forma integral pode resultar em ganhos econômicos e sociais, com impactos diretos e indiretos sobre o Sistema Único de Saúde”, aposta Hermelinda.
Segundo o cronograma, os resultados completos podem estar disponíveis em cerca de um ano e meio. “São seis meses para obter os dados de cada participante. No entanto, o estudo tem alta complexidade de inclusão e exclusão de participantes, provenientes de um segmento de pacientes de difícil acompanhamento e o prazo pode ter de ser estendido”, concluiu Hermelinda.
Bio-Manguinhos/Fiocruz, por Paulo Schueler
Surto de sarampo no Amazonas reforça importância de vacinação
/em Notícias /por Carlos GomesCom o surto de sarampo no estado do Amazonas, o Ministério da Saúde reforça a importância da população se vacinar contra a doença. O número de casos no estado ultrapassou, pela primeira vez, Roraima, que tem registrado casos da doença desde fevereiro deste ano em virtude da entrada de venezuelanos no estado. Até o dia 20 de junho, foram confirmados 263 casos de sarampo no Amazonas, 1.368 permanecem em investigação e 125 foram descartados. No total, são 1.756 notificações no estado, sendo 82,1% (1.441) destes em Manaus.
De janeiro a junho deste ano, a pasta encaminhou aos estados de Roraima e Amazonas o quantitativo de 711,4 mil doses da vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) para atender a demanda dos serviços de rotina e a realização de campanhas, ações de controle da doença e prevenção de novos casos nesses estados. Desse total, 487,4 mil doses foram para o Amazonas e 224 mil para Roraima.
De 14 a 27 de abril deste ano, o município de Manaus, com o apoio do Ministério da Saúde, antecipou a campanha contra o sarampo, prevista para agosto. O dia de mobilização desta ação foi realizado dia 14 de abril, para a vacinação de crianças de seis meses a cinco anos de idade e continua na rotina das unidades de saúde. Além de evitar novos casos da doença, a estratégia governamental quer impedir que o vírus volte a circular de forma sustentada no Brasil. Segundo informações repassadas pelo estado ao Ministério da Saúde, até o dia 18 de junho, foram vacinadas 155.510 crianças, alcançando uma cobertura de 81,2% do público-alvo composto por 191.585 pessoas.
O estado de Roraima também realizou campanha no período de março a abril em todo o estado (15 municípios). Nessa ação, foi avaliada a situação vacinal de 189.154 pessoas, sendo administradas 112.971 doses de vacina tríplice viral em brasileiros, venezuelanos e pessoas de outras nacionalidades. O estado de Roraima confirmou 200 casos da doença, 177 continuam em investigação e 35 foram descartados, totalizando 412 casos notificados. Dois casos de sarampo no estado evoluíram para óbito associado a comorbidades. Todos esses dados são preliminares e estão sujeitos a alterações.
AÇÕES CONTRA O SARAMPO
Desde fevereiro, o Ministério Saúde tem mantido equipes técnicas e treinadas nos estados do Amazonas e Roraima para acompanhar as ações e prestar orientação no enfrentamento da situação. A pasta tem realizado treinamentos para profissionais de saúde sobre aspectos gerais da doença e ações de vigilância epidemiológica. O objetivo é tornar os profissionais de saúde, que atuam na rede de saúde dos estados, sensíveis sobre os sinais e sintomas que definem um caso suspeito de sarampo.
Além disso, o Ministério da Saúde apoiou os gestores locais dos dois estados na revisão de prontuários e fichas de atendimento, com o intuito de encontrar casos de sarampo que não tenham sido identificados oportunamente. Também foi realizada intensificação vacinal nos estrangeiros presentes no posto da Polícia Federal, em Roraima.
Foi elaborado, ainda, um plano de fortalecimento da vigilância epidemiológica do sarampo no estado do Amazonas, considerando eixos prioritários de atuação: municípios com mais de 75 mil habitantes, Região Metropolitana de Manaus, Municípios Sede de DSEI, Municípios de fronteira com outros países, Municípios Polo e Comunicação. Para o enfrentamento da situação do sarampo no estado do Amazonas, estão em andamento o bloqueio vacinal, a varredura (vacinação casa a casa), a intensificação vacinal, assim como estratégias de isolamento de casos suspeitos/confirmados durante o período de transmissibilidade.
Entre 2013 e 2015, ocorreram surtos decorrentes de pacientes vindos de outros países, sendo registrados neste período 1.310 casos da doença. O maior número de casos foi registrado nos estados de Pernambuco e Ceará. Em 2016, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo, e atualmente empreende esforços para manter o certificado principalmente por meio do fortalecimento da vigilância epidemiológica, da rede laboratorial e de estratégias de imunização.
Agência Saúde, por Amanda Mendes
Alterada a data para inscrição de aluno especial do mestrado PPGVIDA
/em Notícias /por Marlucia AlmeidaAs inscrições para candidatos externos do curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) foram alteradas para os dias 4 e 5 de julho.
Acesse aqui a Republicação da Oferta de Vagas para Aluno Especial.
Estão sendo oferecidas 43 vagas, distribuídas em 4 disciplinas. As inscrições devem ser feitas por meio da plataforma SIGA em http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=120.
Vale lembrar que a plataforma SIGA só pode ser acessada através do navegador lnternet Explorer.
QUEM PODE SE INSCREVER?
Para mais informações sobre disciplinas oferecidas, documentação e inscrição acesse o edital.
A lista dos candidatos selecionados será divulgada no dia 20 de julho de 2018, na Plataforma SIGA e no site da Fiocruz Amazônia.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Banco de Imagens ILMD/Fiocruz Amazônia
Percentual de homens com diabetes cresce no Brasil
/em Notícias /por Carlos GomesO percentual de homens que apresentaram diagnóstico médico de diabetes aumentou 54%, entre os anos de 2006 e 2017. Os dados, da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), servem para alertar a população no Dia Nacional de Controle do Diabetes, celebrado anualmente no dia 27 de junho. Há 11 anos, o percentual de homens que tinham sido diagnosticados com a doença era de 4,6%, agora o índice passou para 7,1%. Apesar de apresentarem percentual mais elevado em 2017, as mulheres (8,1%) tiveram um crescimento de 28,5% no mesmo período.
“O diabetes é uma doença crônica que pode ser evitada, desde que hábitos saudáveis, como uma alimentação adequada e a prática de atividade física, sejam adotados. O objetivo do Vigitel é monitorar anualmente esses fatores de risco e proteção para doenças crônicas e, com isso, acompanhar indicadores de saúde que dão subsídio a formulação e reformulaçao de políticas públicas”, declarou Marta Coelho.
A pesquisa trouxe, também, que o indicador de diabetes aumenta com a idade, principalmente entre idosos com mais de 65 anos (24%) e é maior entre os com menor escolaridade, que frequentaram a escola por até oito anos (14,8%). Já entre as capitais, a frequência do diagnóstico médico de diabetes variou entre 4,5% em Palmas e 8,8% no Rio de Janeiro.
Quando comparamos os sexos, os homens de Boa Vista (9,0%), Belo Horizonte (8,6%) e Porto Alegre (8,3%), possuem os maiores percentuais, enquanto que os de Palmas (3,7%), Cuiabá (4,2%) e Teresina (4,6%), os menores. Entre mulheres, o diagnóstico de diabetes foi mais frequente em Vitória (10,3%), Rio de Janeiro (10,3%) e Recife (8,8%), e menos frequente em Palmas (5,1%), Macapá (5,2%), Florianópolis (5,6%) e São Luís (5,6%).
Entre 2010 e 2016, o diabetes já vitimou com óbitos 406.452 pessoas no Brasil. De acordo com o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), o número cresceu 11,8% no período, saindo de 54.877 mortes para 61.398 no ano de 2016. Dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH) apontam que a quantidade de internações teve queda de 8,7%: foram 148.384 em 2010 e 135.364, em 2016. O diabetes é responsável por complicações, como a doença cardiovascular, a diálise por insuficiência renal crônica e as cirurgias para amputações dos membros inferiores.
TRATAMENTO DO DIABETES NO SUS
Para os que já têm diagnóstico de diabetes, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferta gratuitamente, já na atenção básica – porta de entrada do SUS, atenção integral e gratuita, desenvolvendo ações de prevenção, detecção, controle e tratamento medicamentoso, inclusive com insulinas. Para monitoramento do índice glicêmico, ainda está disponível nas unidades de Atenção Básica de Saúde, reagentes e seringas.
O programa Aqui Tem Farmácia Popular, parceria do Ministério da Saúde com mais de 34 mil farmácias privadas em todo o país, também distribui medicamentos gratuitos, entre eles o cloridrato de metformina, glibenclamida e insulinas.
INCENTIVO A HÁBITOS SAUDÁVEIS
O incentivo para uma alimentação saudável e balanceada e a prática de atividades físicas é prioridade do Governo Federal. Uma portaria do Ministério da Saúde proíbe venda, promoção, publicidade ou propaganda de alimentos industrializados ultraprocessados com excesso de açúcar, gordura e sódio e prontos para o consumo dentro das dependências do órgão.
A pasta também adotou internacionalmente metas para frear o crescimento do excesso de peso e obesidade no país. Durante o Encontro Regional para Enfrentamento da Obesidade Infantil, realizado em março de 2017 em Brasília, o país assumiu como compromisso deter o crescimento da obesidade na população adulta até 2019, por meio de políticas intersetoriais de saúde e segurança alimentar e nutricional; reduzir o consumo regular de refrigerante e suco artificial em pelo menos 30% na população adulta, até 2019; e ampliar em no mínimo de 17,8% o percentual de adultos que consomem frutas e hortaliças regularmente até 2019.
Outra ação para a promoção da alimentação saudável foi a publicação do GUIA ALIMENTAR PARA A POPULAÇÃO BRASILEIRA, em 2014. Reconhecida mundialmente pela abordagem integral da promoção à nutrição adequada, a publicação orienta a população com recomendações sobre alimentação saudável e para fazer de alimentos in natura ou minimamente processados a base da alimentação. Em parceria do Ministério da Saúde com a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA) por meios de acordos voluntários, foram retirados mais de 17 mil toneladas de sódio dos alimentos processados e ultraprocessados em quatro anos. O país também incentiva práticas promotoras da saúde, como práticas corporais e de atividades físicas e alimentação saudável por meio do Programa Academia da Saúde com mais 3.800 polos habilitados e do Programa Saúde na Escola.
Agência Saúde, Por Victor Maciel
Fiocruz lança selo em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS)
/em Notícias /por Carlos GomesEm alusão aos 30 anos do Sistema Único de Saúde (SUS), completos em 2018, o serviço de Multimeios do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz) lançou o selo Aqui Somos SUS, em parceria com a Coordenação de Comunicação Social (CCS/Fiocruz). A arte traz o slogan Aqui Somos SUS e a logomarca do Sistema Único de Saúde destacada dentro de um balão de localização, nas cores azul e cinza.
O mote é fortalecer a imagem do SUS, podendo ter aplicações em espaços físicos, produtos, serviços e iniciativas realizadas nos âmbitos federal, estadual e municipal. “A ideia é não apenas divulgar o SUS, mas assumir que somos parte dele. A Biblioteca de Manguinhos, por exemplo, é uma produção do SUS. Não se trata apenas das mazelas que os meios de comunicação tentam mostrar todos os dias. O SUS é muito mais do que isso”, defende o diretor do Icict/Fiocruz, Rodrigo Murtinho.
Dessa forma, a Fiocruz já vem utilizando o selo em suas unidades, peças de divulgação de atividades técnico-científicas, publicações e também nos sites institucionais como o Portal Fiocruz e a Agência Fiocruz de Notícias. Também pode ser utilizada pelas unidades e instituições parceiras, incluindo projetos e programas interinstitucionais, além de estar à disposição de trabalhadores da saúde, estudantes e demais interessados.
O uso está disponível em acesso aberto, desde que respeitadas as regras de aplicação. Foi criada uma área do Portal Fiocruz para disseminação do selo, onde estão disponíveis o manual de aplicação e os arquivos para download, nos formatos PDF ou vetorial. “O selo foi elaborado de modo a não interferir na compreensão das mensagens das peças gráficas onde será aplicado”, explica a designer Patrícia Ferreira, chefe do Multimeios.
O selo Aqui Somos SUS está disponível no Portal Fiocruz.
Icict/Fiocruz, por André Bezerra
Condições de vida e saúde em unidade de conservação será tema do Centro de Estudos do ILMD
/em Notícias /por Carlos GomesO Centro de Estudos do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove na próxima sexta-feira, 20/6, a partir de 9h, na Sala 101, 1º andar, na sede do Instituto, a palestra “Condições de vida e de saúde no contexto de uma unidade de conservação ambiental de uso sustentável na Amazônia brasileira”, a ser ministrada por Marcílio Sandro de Medeiros, pesquisador da Fiocruz Amazônia.
A palestra abordará as condições de vida e saúde de ribeirinhos, no âmbito de unidade de conservação ambiental de uso sustentável na Amazônia brasileira. O baixo envolvimento dos ribeirinhos em relação ao controle social e ao apoio comunitário, e as possíveis conseqüências de problemas na interação biocomunal e política serão alguns dos tópicos abordados na apresentação.
O intuito é promover o debate sobre como o Estado brasileiro tem estruturado a política de áreas protegidas e assegurado os bens e serviços sociais, em especial aqueles relacionados ao acesso dos serviços públicos de saúde às populações ribeirinhas, nesses territórios.
SOBRE O PALESTRANTE
Marcílio é Doutor em Direitos Humanos, Saúde Global e Políticas da Vida em co-tutela pelo Instituto Aggeu Magalhães da Fundação Oswaldo Cruz e Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra.
É pesquisador na área de saúde e ambiente da Fiocruz Amazônia. Atua nas seguintes subáreas da Saúde Coletiva: atenção à saúde dos povos dos campos, florestas e águas, vigilância da saúde ambiental, sistema de informação e magistério do ensino superior.
CENTRO DE ESTUDOS
O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.
Os eventos são gratuitos e as atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.
ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Foto: Arquivo do Pesquisador
Curso de mestrado da Fiocruz Amazônia oferece vagas para candidatos externos
/em Notícias /por Marlucia AlmeidaO curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) está oferecendo para o segundo semestre deste ano 43 vagas para interessados em cursar disciplinas como aluno especial.
As inscrições podem ser feitas nos dias 2 e 3 de julho, por meio da plataforma SIGA em http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=120. Vale lembrar que a plataforma SIGA só pode ser acessada através do navegador lnternet Explorer.
QUEM PODE SE INSCREVER?
Para mais informações sobre disciplinas oferecidas, documentação e inscrição acesse o edital.
A lista dos candidatos selecionados será divulgada no dia 20 de julho de 2018, na Plataforma SIGA e no site da Fiocruz Amazônia.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Banco de Imagens ILMD/Fiocruz Amazônia
Estudo da Fiocruz Amazônia aponta que municípios amazonenses precisam potencializar seu protagonismo nas demandas de saúde
/em Notícias /por Marlucia AlmeidaMunicípios do Amazonas precisam superar a relação de dependência do Estado em relação à atenção primária à saúde (APS) e à rede de urgência e emergência (RUE), é o que aponta estudo de pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).
O estudo publicado na Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil sugere que os municípios amazonenses precisam potencializar seu protagonismo e cumprir seus papéis na gestão das redes, instituindo um planejamento capaz de fortalecer a atenção primária à saúde, de reduzir as desigualdes e de dar respostas adequadas às necessidades de saúde de suas localidades.
Sob o título “Rede regional de saúde no contexto Amazônico: o caso de Manaus, entorno e Alto Rio Negro”, o artigo que tem como autores Amandia Braga Lima Sousa, Luiza Garnelo, Paulo Henrique dos Santos Mota, e Aylene Bousquat, analisou, a partir das falas de gestores e profissionais de saúde, as dimensões da política, estrutura e organização na construção das redes de atenção à saúde (RAS) em Manaus, Careiro da Várzea e São Gabriel da Cachoeira.
“O estudo demonstra que há um fraco protagonismo dos municípios na gestão das políticas de saúde e, em particular na política de regionalização em saúde, que foi o que analisamos mais diretamente”, destaca Luiza Garnelo.
No Brasil existem marcantes desigualdades regionais, que se expressam social e economicamente, explica Amandia Sousa. Na região amazônica, isso se sobressai diante de um contexto histórico, que concentrou recursos econômicos e populacionais em alguns pontos da região que contrastam das demais localidades, marcadas pelo isolamento, rarefação e ausência de políticas públicas, inclusive de saúde.
Um exemplo dessa realidade é Manaus que concentra 53,3% dos leitos de internação, 100% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), 94,7% da urgência e emergência do Estado, 76,1% dos profissionais médicos e 100% dos aparelhos de tomografia e ressonância magnética, o que obriga os usuários a se deslocarem para a capital, até mesmo para realização de exames simples e consultas com especialistas, que não existem nos municípios menores.
O QUE PODE SER FEITO?
Luiza Garnelo dispõe o problema e seus encaminhamentos em dois níveis: setorial, e suprassetorial. O nível setorial, situa-se no âmbito do sistema de saúde e implica na promoção de qualificação dos gestores e assessores, para ampliar seus domínios dos processos de gestão e do manejo de ferramentas de planejamento estratégico, para otimizar o uso dos recursos já disponíveis e definir prioridades, conforme as regionais, além de gerar pauta de reivindicações a serem negociadas junto aos governos estadual e federal, para investimentos em informatização, em rede de serviços de saúde e contratação de pessoal (de execução e de gestão das ações de saúde), visando facilitar o aprimoramento da capacidade gestora dos municípios e dar continuidade às ações estratégicas, mesmo diante da mudança de gestores, o que costuma ocorrer pós processos eleitorais.
O nível suprassetorial encontra-se num plano mais amplo da transparência de gestão e democratização das relações sociais e da tomada de decisão, o que requer a ampliação da capacidade técnica de gestão e do protagonismo dos entes a partir do comprometimento político dos dirigentes com a descentralização do poder, com uma distribuição mais igualitária dos recursos, para as necessidades dos grupos mais vulneráveis da sociedade.
“Parlamentares, dirigentes institucionais e líderes da sociedade civil precisam se unir para lutar por adicionais de financiamento em saúde, para lidar com as peculiaridades das condições sociais e ambientais amazônicas, que encarecem o custo dos procedimentos e de pessoal de saúde, e que hoje não estão contemplados na política de custeio do SUS”, sugere Luisa Garnelo.
A PESQUISA
Dentre as regiões de saúde do Amazonas, Manaus, entorno e Alto Rio Negro destacam-se por reunir mais de 60% da população do Estado, e por evidenciar o contraste entre a tentativa de construção de estratégias capazes de uma maior distribuição dos serviços e a concentração destes na capital, perpetuando a concentração dos recursos de saúde em Manaus, o que vai na contramão de uma proposta de regionalização.
Os municípios estudados foram selecionados segundo alguns critérios: Manaus, por ser polo de saúde da região; São Gabriel da Cachoeira, por ser o município mais distante do polo e por apresentar população e número de serviços de saúde intermediários para a região; e Careiro da Várzea, por ser próximo a Manaus, mas não acessível por via terrestre e, por dispor de pequeno número de estabelecimentos de saúde e habitantes.
O estudo demonstrou uma prioridade significativa para os cuidados em urgência em detrimento da construção de uma atenção primária em saúde, especialmente no que diz respeito à sua atuação enquanto coordenadora do cuidado, o que seria essencial por serem regiões rurais com características específicas, que demandam um alto custo para saúde com agravamento dos casos. Além disso, a Telessaúde foi avaliada positivamente pelo seu potencial na região.
Os critérios analisados foram as dimensões da política, estrutura e organização de estabelecimentos, e ações de saúde, aprofundando a observação sobre dois elementos essenciais dentro das redes de atenção à saúde (RAS): a atenção primária à saúde (APS), devido ao seu papel de porta de entrada e coordenação do sistema, e a rede de urgência e emergência (RUE), por seu papel estruturante na construção das redes de atenção na região.
Acesse aqui o artigo na integra.
A pesquisa revela ainda que por se tratar de uma região com questões históricas, geográficas, sociais e culturais específicas, as políticas pensadas para a Amazônia, no âmbito federal, necessitam de contrapropostas locais que sinalizem a melhor forma de implantação, de acordo com as demandas específicas. Neste sentido, há necessidade da regionalização e da construção de redes de atenção à saúde como potencialidades para diminuir as desigualdades e as concentrações no âmbito dos recursos de saúde.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: divulgação