COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD
ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia
O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.
A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.
PPGBIO-Interação convoca para matrícula institucional em curso de Doutorado ofertado pela Fiocruz Amazônia
/em Notícias /por Carlos GomesO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por intermédio da Vice-Diretoria De Educação, Informação E Comunicação – VDEIC, convoca os candidatos aprovados e classificados no Processo Seletivo 2025, para o Curso de Doutorado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO Interação), para efetivação da Matrícula Institucional, visando o ingresso no 1º semestre de 2026.
Para conferir datas específicas, e os documentos necessários, acesse a página desta Chamada, disponibilizada no site https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=57686
A aula inaugural está prevista para o dia 04/03/2026. As disciplinas poderão ter início a partir de março de 2026, conforme cronograma de atividades a ser enviado posteriormente.
Para esclarecimentos das dúvidas sobre a matrícula, o candidato poderá encaminhar e-mail para seca.ilmd@fiocruz.br.
SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO
O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.
O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.
Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento / Fiocruz Amazônia
Fiocruz Amazônia divulga resultado preliminar da homologação das inscrições do curso de formação para trabalhadores e trabalhadoras do campo, floresta e águas
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) divulgou nesta quarta-feira, 4/02, a Ata do Resultado Preliminar da Homologação das Inscrições, referente ao Processo Seletivo do curso de aperfeiçoamento para trabalhadores e trabalhadoras que atuam no cuidado das populações do campo, floresta e águas, objeto da Chamada Pública número 012/2025.
No total, estão sendo oferecidas 800 vagas distribuídas nos cinco pólos educacionais do projeto (Manaus-AM, Belém-PA, Santarém-PA, Porto Velho-RO e Cruzeiro do Sul-AC). O público-alvo são trabalhadores, trabalhadoras e integrantes dos movimentos sociais populares que atuam no cuidado da população nos territórios de campos, floresta e águas nos quatro estados. As inscrições poderão ser feitas até o dia 29/01.
Confira AQUI o Resultado
O curso será oferecido na modalidade híbrida e o objetivo é promover a qualificação dos trabalhadores e trabalhadoras da Atenção Primária à Saúde que atuam no cuidado das populações do campo, floresta e águas, fortalecendo práticas situadas, dialogadas e integradas aos territórios. A coordenação do curso é do pesquisador em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia, Júlio Schweickardt.
O processo de seleção é realizado pela Comissão de Seleção nomeada para este fim, por meio da avaliação dos documentos e classificação dos candidatos. Podem se inscrever profissionais de saúde com formação técnica (técnicos, agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias), vinculados às equipes de atenção primária à saúde dos territórios selecionados.
Entre os objetivos específicos da formação, estão discutir processos de cuidado em saúde nos territórios; promover estratégias de intervenção que ampliem a integralidade da atenção e qualificar trabalhadores e trabalhadoras da APS que atuam em consonância com a Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo, da Floresta e das Águas (PNSIPCFA).
O curso tem carga horária total de 180 (cento e oitenta) horas, estruturado em trilhas formativas e ofertado com atividades síncronas, assíncronas e presenciais, com duração total de até 6 (seis) meses. As vagas estão distribuídas por estados – Belém (PA) 250, Santarém (PA) 100, Manaus (AM) 300, Cruzeiro do Sul (AC) 50 e Porto Velho (RO) 100.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Imagem: Mackesy Nascimento / Fiocruz Amazônia
PPGBIO-Interação convoca aprovados para matrícula institucional em curso de Mestrado ofertado pela Fiocruz Amazônia
/em Notícias /por Carlos GomesO Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), por intermédio da Vice-Diretoria De Educação, Informação E Comunicação – VDEIC, convoca os candidatos aprovados e classificados no Processo Seletivo 2025, para o Curso de Mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO Interação), para efetivação da Matrícula Institucional, visando o ingresso no 1º semestre de 2026.
Para conferir datas específicas, e os documentos necessários, acesse a página desta Chamada, disponibilizada no site https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=57679
A aula inaugural está prevista para o dia 04/03/2026. As disciplinas poderão ter início a partir de março de 2026, conforme cronograma de atividades a ser enviado posteriormente.
Para esclarecimentos das dúvidas sobre a matrícula, o candidato poderá encaminhar e-mail para seca.ilmd@fiocruz.br.
SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO
O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é curso strictu sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro no âmbito da maior biodiversidade mundial.
O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.
Estes diversos aspectos são os principais delineadores para escolha da área de concentração da Ciências Biológicas III, por esta ser uma área multidisciplinar e baseada no eixo bioquímica, genética, biológico, celular e molecular. Os alunos recebem uma formação em áreas estratégicas por sua importância e que precisam ser desenvolvidas no Estado.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento / Fiocruz Amazônia
Fiocruz Amazônia convoca para matrícula institucional os aprovados no processo seletivo para mestrado do PPGVIDA
/em Notícias /por Carlos GomesDe Educação, Informação E Comunicação – VDEIC, convoca os candidatos aprovados e classificados no Processo Seletivo 2025, para o Curso de Mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia – PPGVIDA, para efetivação da Matrícula Institucional, visando o ingresso no 1º semestre de 2026.
Para conferir datas específicas, e os documentos necessários, acesse a página desta Chamada, disponibilizada no site https://amazonia.fiocruz.br/?page_id=42573.
A aula inaugural está prevista para o dia 04/03/2026. As disciplinas poderão ter início a partir de março de 2026, conforme cronograma de atividades a ser enviado posteriormente.
Para esclarecimentos das dúvidas sobre a matrícula, o candidato poderá encaminhar e-mail para seca.ilmd@fiocruz.br.
SOBRE PPGVIDA
O Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.
O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.
ILMD / Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Imagem: Mackesy Nascimento
Fiocruz Amazônia capacitará 4.500 agentes de saúde em educação e saúde ambiental na capital e interior do Amazonas com apoio da Johnson & Johnson Foundation
/em Notícias /por Julio OliveiraCom a finalidade de qualificar 4.500 profissionais vinculados aos sistemas de saúde dos municípios do Amazonas, visando combater a desinformação acerca dos processos de adoecimento e reforçar a importância dos cuidados com a qualidade da água e a consciência sanitária na região amazônica para a redução da ocorrência de doenças, a Fiocruz Amazônia e a Johnson & Johnson, por meio da plataforma global de impacto social J&J CareCommunity, lançaram na sexta-feira, 30/01, o Projeto Educa Saúde Ambiental: formação continuada em saúde e ambiente na Amazônia. O curso oferecido tem carga horária de 20 horas e visa a formação de agentes comunitários de saúde, agentes de combate a endemias e agentes de saúde indígena, no monitoramento da qualidade da água utilizada em comunidades rurais ribeirinhas, localizadas em áreas remotas do Estado. O lançamento contou com a participação de representantes de instituições parceiras na execução do projeto, Escritório de Captação de Recursos da Fiocruz e Gerência de Comunicação Corporativa e Responsabilidade Social da Johnson & Johnson Foundation.
O projeto conta com a parceria do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM), Fundação de Vigilância em Saúde Dra Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), Escola de Saúde Pública da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa-Manaus). O curso, ao todo, já capacitou 140 agentes de saúde dos municípios do Careiro Castanho, Manacapuru e Manaus. Estruturado em cinco módulos, o curso é presencial, está sendo proposto para ter no máximo 30 participantes por turma de agentes e vai abranger, inicialmente, 22 municípios do Amazonas. São eles: Autazes, Atalaia do Norte, Benjamim Constant, Borba, Careiro Castanho, Careiro da Várzea, Coari, Humaitá, Iranduba, Itacoatiara, Lábrea, Manacapuru, Manaus, Manicoré, Maués, Nova Olinda do Norte, Parintins, Rio Preto da Eva, Santo Antonio do Içá, São Paulo de Olivença, Tabatinga, Tefé. O material didático utilizado foi produzido exclusivamente para o projeto, levando em consideração a vivência dos agentes nos seus territórios.
“São textos, dinâmicas, atividades práticas, exibição de vídeos, sempre valorizando o conhecimento e os saberes dos agentes”, explicou a coordenadora geral do projeto, Ani Beatriz Matsuura, que é pesquisadora em Saúde Pública da Fiocruz Amazônia. O evento de lançamento contou com a entrega simbólica de certificados aos Agentes de Combate a Endemias (ACEs), que participaram da formação. Representando a turma de Manacapuru, a enfermeira Flaviane Gomes, coordenadora da Atenção Básica do município, recebeu o documento e destacou a importância da formação para os ACS. “Conseguimos capacitar mais de 100 Agentes Comunitários de Saúde que atuam na zona rural do município com o curso da Fiocruz, que é de extrema importância para quem se encontra em localidades remotas, onde muitas das vezes a população não tem água potável e a única informação sobre os cuidados a serem tomados com a água é dada através dos ACS”, afirmou.
O risco de ingestão de água contaminada, segundo a enfermeira, aumenta no atual período de cheias dos rios. Situada na bacia do Solimões, Manacapuru possui inúmeras comunidades que sofrem com o isolamento na época da vazante e dependem unicamente da água do afluente para abastecer suas casas. “Estamos entrando justamente no período das cheias e a atuação dos ACS vai conseguir conscientizar e informar a população nesse momento sobre o uso correto da água, garantindo que ela esteja saudável para consumo”, observou Flaviane, destacando a relevância da parceria da Fiocruz com o município de Manacapuru ao abrir um leque de oportunidades de capacitação.
O fiscal sanitário Renato Limpa Ramos, da FVSRCP, falou em nome dos ACE que participaram da formação em Manaus. “Gostaria de expressar nosso mais profundo agradecimento pela semana de aprendizado. Foi, acima de tudo, um encontro entre conhecimento, território e compromisso com a Amazônia. Esse curso nos mostrou que qualidade da água não é apenas um parâmetro técnico, é dignidade, saúde, justiça ambiental e cuidado com quem vive nas margens dos rios e com quem vive no trabalho cotidiano da vigilância e da proteção da vida”, falou, emocionado, agradecendo a condução do processo formativo sob coordenação da Fiocruz e aos gestores que acreditam na capacitação como um investimento futuro.
A pesquisadora Ani Matsuura destacou o pioneirismo do Educa Saúde Ambiental enquanto projeto de formação continuada em saúde e ambiente voltada para os agentes de saúde na região amazônica. “Temos poucos cursos com essa temática e essa iniciativa se reveste de maior relevância diante do que está acontecendo na Amazônia, com impacto direto na saúde da população ribeirinha, cuja vida gira em torno da água, afetando em todos os aspectos, inclusive da alimentação. Sabemos que os agentes são os principais mediadores e reguladores do acesso ao serviço de saúde nesse contexto amazônico, pois formam uma grande rede de apoio para populações ribeirinhas e de áreas urbanas periféricas”, afirmou a coordenadora geral do projeto.
Matsuura enfatizou que os ACS são vitais para o acesso à saúde nessas localidades. “Por esta razão, o projeto propõe um treinamento interdisciplinar para melhorar a compreensão da conexão entre questões ambientais e de saúde, com o objetivo de qualificar melhor o agente de saúde a compreender os mecanismos que interrelacionam problemas ambientais aos problemas de saúde e como podem ser mitigados por meio da educação a partir de conhecimentos e saberes compartilhados”, explicou, durante apresentação do projeto. Segundo ela, o Educa Saúde Ambiental espera potencializar o papel dos agentes de saúde como mediadores entre o conhecimento científico e o tradicional, melhorando a saúde e a qualidade de vida das comunidades em meio aos desafios das mudanças climáticas.
Manaus, Manacapuru e Careiro Castanho foram os primeiros municípios a receberem as equipes de facilitadores do projeto. As próximas turmas acontecerão em Borba, Autazes, Tabatinga e Presidente Figueiredo, em fevereiro e março. O projeto tem prazo de duração de 12 meses. Os módulos estão divididos em “Água e sociedade amazônica”, “Qualidade da água e monitoramento de microrganismos”, “Doenças veiculadas pela água, ambiente e prevenção”, “Saneamento, higiene e controle de microrganismos” e “Ações Integradas em Saúde Única”, trabalhando temáticas como acesso a água e o papel das mulheres, escassez da água, qualidade da água e a detecção de microrganismos, esgoto e leptospirose, hepatite A, diarreias infecciosas e parasitoses, infecções fúngicas, contaminação química dos rios e a água para consumo, higienização das mãos, desinfetantes e o controle de microrganismos.
DIÁLOGO COM O TERRITÓRIO AMAZÔNICO
O Projeto Educa Saúde Ambiental nasce com a proposta de reforçar a importância do diálogo, da cooperação e do compromisso com o Sistema Único de Saúde e o território amazônico. “Trata-se de uma ação construída de forma colaborativa, que nasce da escuta das realidades locais e da necessidade de fortalecer o Sistema Único de Saúde nos contextos mais remotos do nosso estado”, ressalta a diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, reconhecendo a importância das parcerias público-privadas para a execução das atividades propostas. “Destaco a interação e a importância do Escritório de Captação de Recursos da Fiocruz nesse diálogo com pessoas e cenários diferentes, mas que precisam convergir, em direção a uma sociedade mais justa e onde todos tenham bem-viver”, afirmou, destacando que na Amazônia, a relação entre saúde, ambiente e território é indissociável. “A qualidade da água é elemento central para prevenção de doenças e para a promoção da vida. Mais do que um curso, esse projeto representa o investimento em pessoas que estão na linha de frente do cuidado, que conhecem o território, as comunidades e seus desafios, é acima de tudo, uma aposta na educação como ferramenta de transformação social e na saúde como direito”, reforçou.
Presente ao lançamento, Bruno Barbosa Muniz, da área de Cooperação Internacional do Escritório de Captação de Recursos, observa que a parceria com a Johnson & Johnson Foundation demonstra como o diálogo qualificado com o setor privado pode viabilizar iniciativas estruturantes, com escala, foco territorial e impacto direto na vida das populações amazônicas. “Nosso papel é criar essas pontes, garantindo alinhamento institucional, transparência, rigor técnico e sustentabilidade das ações, para que projetos como o Educa Saúde Ambiental cheguem aos territórios onde são mais necessários e fortaleçam de forma concreta a atuação dos agentes de saúde e do SUS na Amazônia”, enfatizou.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Fotos: Michell Mello / Especial para o ILMD/ Fiocruz Amazônia e Júlio Pedrosa
Fiocruz Amazônia realiza Centro de Estudos sobre o tema “Mulheres e Meninas na Ciência: O Compromisso da Fiocruz com a Equidade na Pesquisa”
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove na próxima sexta-feira, 6/02, às 14h30, no Salão Canoas, um Centro de Estudos Extraordinário sobre o tema “Mulheres e Meninas na Ciência: O Compromisso da Fiocruz com a Equidade na Pesquisa”, com palestra presencial da vice-presidente de Pesquisa e Coleções Biológicas da Fiocruz, Alda Cruz. O encontro é uma iniciativa do projeto Encontro, Liderança, Amazônia e Saberes na Ciência (ELAS na Ciência), com apoio do Programa Mulheres e Meninas na Ciência da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC), da Fiocruz. O objetivo é estimular uma reflexão sobre a presença e a atuação de mulheres e meninas no campo científico, com ênfase especial nos obstáculos estruturais de gênero que ainda persistem na pesquisa realizada no Brasil e, também, ressaltar a atuação da Fiocruz como agente fundamental na promoção da equidade, da diversidade e do protagonismo feminino na produção científica em saúde, reconhecendo os avanços e os desafios que permanecem nesse cenário.
O evento marca a abertura da temporada 2026 dos Centros de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia e terá como público-alvo alunas e pesquisadoras da instituição. De acordo com a coordenadora do Projeto ELAS na Ciência, a tecnologista em Saúde Pública Djane Baía, a ideia nasceu da necessidade de fortalecer o protagonismo feminino do ILMD/Fiocruz Amazônia e de meninas de escola pública periférica de Manaus, com atividades de conscientização, inserção e científicas. “Na escola, nosso objetivo é atingir pelo menos 100 meninas e, na Fiocruz Amazônia, pesquisadoras e alunas pós-graduandas, que são a grande maioria na instituição”, afirma Djane, ressaltando que o Programa Mulheres e Meninas na Ciência é uma atividade que a Fiocruz vem realizando há anos, dentro da rotina da política de igualdade de gênero da instituição.
A coordenadora ressalta que receber a vice-presidente de Pesquisa e Coleções Biológicas da Fiocruz para um encontro com o público feminino é trazer para a instituição a oportunidade de um contato direto com uma pesquisadora que assumiu um cargo estratégico na Fiocruz, e uma fonte de inspiração e discussão sobre uma maior inserção das mulheres e futuras cientistas. As ações do Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência recebem o apoio da Coordenação de Divulgação Científica, da Vice-Presidência de Informação, Educação e Comunicação (CDC/VPEIC), da Fiocruz.
SOBRE A PALESTRANTE
Alda Cruz é carioca e graduada em Medicina, com mestrado (1993) e doutorado (1999) em Medicina Tropical pela Fiocruz (1993). Especialista em Doenças Infecciosas e Parasitárias, cursou residência médica no Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro. É Pesquisadora em Saúde Pública do Laboratório Interdisciplinar de Pesquisas Médicas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), e professora associada da Disciplina de Parasitologia da Faculdade de Ciências Médicas da UERJ. É membro titular da Academia de Medicina do Rio de Janeiro e integrante do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Neuroimunomodulação (INCT-NIM).
No IOC-Fiocruz, coordenou o Programa de Pós-graduação em Medicina Tropical no período 2009-2011. Jovem Cientista do Estado do Rio de Janeiro (2009-2012) e Cientista de Nosso Estado (desde 2013) pela Faperj, Alda atuou como Pesquisadora Visitante Senior da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado, Governo do Amazonas de setembro de 2012 a agosto de 2014. Coordenou o Centro de Estudos do Instituto Oswaldo Cruz no período de agosto de 2013 a julho 2017 e participou da implantação da pós-graduação em Ciências da Saúde de Moçambique (2008), onde é docente.
Alda ocupou também a chefia do Laboratório Interdisciplinar de Pesquisas Médicas do IOC/Fiocruz (07/2015 a 02/2023), tendo sido ainda diretora do Departamento de Doenças Transmissíveis (Pós-doutorado em SUS) e Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente/Ministério da Saúde (03/2023 a 03/2025). Suas principais linhas de pesquisa versam sobre imunopatogênese das leishmanioses (resposta imune efetora, estudo do infiltrado inflamatório das lesões e modelo golden hamster), co-infecção “Leishmania”/HIV e desenvolvimento de vacinas contra leishmaniose. Mais recentemente vem atuando na linha de epidemiologia, patogeênese e educação em saúde em parasitoses intestinais.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Júlio Pedrosa
Imagem: Mackesy Nascimento / Fiocruz Amazônia
Fiocruz Amazônia participa de IX Workshop da Visibilidade Trans reforçando a importância da equidade de gênero e do combate à transfobia
/em Notícias /por Julio OliveiraO Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) participa nos dias 30 e 31/01, do IX Workshop da Visibilidade Trans, promovido pela Associação das Travestis, Transexuais e Transgêneros do Amazonas (Assotram), com a finalidade de colocar em pauta questões referentes à saúde, trabalho, direitos e inclusão para a população trans do Estado. O evento, em alusaão ao Dia Nacional da Visibilidade Trans (29/01), acontecerá das 8h às 18h, na Augusta Haus, situada na Avenida Petro Teixeira. 2673, no Dom Pedro, Zona Centro-Oeste de Manaus. Representando a Fiocruz Amazônia, a pesquisadora social Rita Bacuri, participará da mesa de abertura fazendo um apanhado sobre a atuação da Fiocruz na área de pesquisa voltada para a saúde da comunidade trans do Amazonas. De acordo com a Assotram, o workshop é voltado ao debate sobre os desafios enfrentados pela população trans, como o acesso à saúde, a empregabilidade e o enfrentamento à discriminação. A programação reunirá profissionais, representantes da sociedade civil e de órgãos governamentais, com foco na construção de políticas públicas e práticas mais inclusivas, além de ações de conscientização e fortalecimento da autonomia da comunidade trans.
Para Rita Bacuri, a data comemorativa à Visibilidade Trans reveste-se de significativa importância por representar um ato político de resistência contra a transfobia e a pressão sistemática que as pessoas trans enfrentam diariamente. “Enquanto Fiocruz, temos um compromisso importante com a luta por direitos, igualdade e justiça para com essa comunidade, que é constantemente marginalizada e violentada no seu dia a dia”, afirma a pesquisadora, acrescentando que ser trans é um ato político e a visibilidade uma atitude de liberdade e emancipação. “Parabenizamos a Assotram pela iniciativa e, para nós, enquanto Fiocruz, a hora é de ampliar essas vozes, questionar as normas vigentes e contribuir para a construção de um mundo onde todas as identidades sejam respeitadas e valorizadas”, enfatizou Rita Bacuri
A pesquisadora destaca o compromisso da Fiocruz com a luta pela equidade, diversidade e inclusão. Desde março de 2023, a Fundação conta com a Coordenação de Equidade, Diversidade, Inclusão e Políticas Afirmativas (Cedipa), cujo objetivo é implementar ações que assegurem a efetivação das políticas institucionais da Fiocruz para equidade, diversidade, inclusão e políticas afirmativas, reconhecendo a pluralidade da instituição como um valor. Coordenada pela tecnologista em Saúde Pública Hilda da Silva Gomes, a Cedipa possui linhas de ação pautadas num trabalho que potencializa e fortaleça as dimensões presentes nos enfrentamentos ao racismo, capacitismo, machismo, misoginia, xenofobia, LGBTIfobia e diferentes violências de gênero e violações que comprometam o direito à vida das pessoas.
SAÚDE DA COMUNIDADE TRANS
A Fiocruz Amazônia foi pioneira na execução de um projeto voltado para a saúde da comunidade trans. O TransOdara foi concebido com a finalidade de construir uma rede de pesquisa, para verificar a prevalência de sífilis e de outras Infecções Sexualmente Transmissiveis (ISTs), além de compreender os significados atribuídos a essas doenças em travestis e mulheres trans. O estudo, realizado entre os anos de 2019 e 2021, tem caráter transversal e abordagem quantitativa e qualitativa, tendo sido realizado, além de Manaus, em outras quatro capitais brasileiras: São Paulo (SP – região Sudeste), Campo Grande (MS – região Centro-Oeste), Porto Alegre (RS – região Sul) e Salvador (BA – região Nordeste).
Rita Bacuri coordenou a pesquisa em Manaus e relembra que a realização do projeto só foi possível devido ao apoio solidário das instituições locais e o empenho da equipe executiva formada por diferentes profissionais da saúde e principalmente a participação das mulheres trans e das travestis. Em Manaus, o TransOdara foi realizado no ambulatório de Diversidade Sexual da unidade de saúde Policlínica Codajás, no bairro da Cachoeirinha, Zona Sul, e ultrapassou a meta inicial de atendimento. Foram oferecidos os serviços de consulta médica, exames ginecológicos, ultrassonografia, mamografia, exames laboratoriais, vacinas e testagem para o vírus HIV e outras ISTs, todos de maneira gratuita.
O IX Workshop da Visibilidade Trans contará com a presença de representantes da Secretaria de Educação do Estado (Seduc), Secretaria Municipal de Educação (Semed), Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (Semasc), Secretaria Municipal de Saúde (Semsa-Manaus), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-Seccional AM), Fundação de Vigilância em Saúde Dra Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), Policlínica Codajás, Fundação de Medicina Tropical Dr Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejusc), Defensoria Pública do Estado do Amazonas, Ministério Público do Amazonas (MPAM), Ministério Público do Trabalho (MPT). A presidente da Assotram, Rebeca Monteiro de Carvalho, explica que o Workshop abrirá espaço para apresentações e debates em plenária com a participação dos presentes, além de ser uma oportunidade de atualização de conhecimentos, discussão acerca dos desafios vividos hoje pela comunidade trans e aprendizado. “É importante que o evento reúna o maior número possível de representantes do movimento trans local como forma de marcarmos presença e reafirmarmos o nosso compromisso em favor da população trans do Amazonas”, afirmou.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Foto: Júlio Pedrosa e Imagem: Divulgação/Assotram
Fiocruz Amazônia qualifica agentes de saúde na capital e interior do Amazonas em “Qualidade da água e Consciência Sanitária”
/em Notícias /por Julio OliveiraA Fiocruz, por meio do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), deu início, neste mês de janeiro, ao projeto “Educa Saúde Ambiental: formação continuada em saúde e ambiente na Amazônia”, desenvolvido em parceria com o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM) e a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), visando a formação de agentes comunitários de saúde, agentes de combate a endemias e agentes indígenas de saúde, no monitoramento da qualidade da água utilizada em comunidades rurais ribeirinhas, localizadas em áreas remotas do Estado. O projeto tem como finalidade qualificar 4.500 profissionais vinculados ao sistema único de saúde nos municípios, visando combater a desinformação acerca dos processos de adoecimento e a importância dos cuidados com a qualidade da água e a consciência sanitária na Amazônia para a redução da ocorrência de doenças. O curso, com carga horária de 20 horas, será oferecido a diferentes turmas ao longo deste ano.
Na próxima sexta-feira, 30/01, a coordenação geral do projeto realizará um seminário na sede da Fiocruz Amazônia, em Manaus, com a finalidade de marcar o lançamento oficial do projeto, que já iniciou as formações de turmas de agentes comunitários de saúde na capital e interior. Na oportunidade, estarão presentes as instituições envolvidas no apoio e execução da iniciativa, juntamente com o Escritório de Captação de Recursos, vinculado à Diretoria Executiva da Fiocruz, responsável pela articulação interinstitucional.
O seminário acontecerá no auditório do Salão Canoas, das 9h às 12h, contando com a presença de representantes da Secretaria de Estado da Saúde (SES-AM), Fundação de Vigilância em Saúde Dra Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) e Cosems-AM e agentes de saúde, que serão recebidos pela diretora da Fiocruz Amazônia, Stefanie Lopes, e os integrantes da coordenação do projeto. Após a apresentação pela coordenação geral, será realizada uma mesa-redonda com o tema “Território, saúde e ambiente: os agentes de saúde como protagonistas das transformações locais”, com a finalidade de estabelecer um diálogo entre gestores, pesquisadores, trabalhadores em saúde sobre o papel estratégico dos ACS, ACE e AIS e a importância das parcerias interinstitucionais na promoção da saúde e sustentabilidade nos territórios amazônicos.
Segundo a coordenadora geral do projeto, a pesquisadora em Saúde Pública, da Fiocruz Amazônia, Ani Beatriz Matsuura, pelo menos 22 dos 62 municípios do Estado do Amazonas já confirmaram adesão ao projeto, para a formação de turmas ao longo deste ano. Manaus, Careiro Castanho e Manacapuru foram os primeiros municípios a receberem as equipes de facilitadores do projeto. Em seguida, ocorrerão formações em Borba, Autazes, Tabatinga, Presidente Figueiredo, nos meses de fevereiro e março. As demais turmas ainda estão sendo definidas. Em Manaus, a primeira turma é composta por Agentes de Combate a Endemias da Fundação de Vigilância em Saúde Dra Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP). A formação teve início nesta terça-feira, 27/01, e se estenderá até a quinta-feira, 29/01.
Nos dias 19, 20 e 21/01, duas equipes de facilitadores do projeto estiveram nos municípios de Manacapuru e Careiro Castanho, distantes, respectivamente, 98 e 124 quilômetros de Manaus, para a realização das primeiras formações de turmas de ACS do projeto no interior.
Ani Matsuura explica que o curso aborda a questão da água sob vários aspectos, entre eles o das doenças veiculadas pela água, os conceitos de potabilidade e os riscos de contaminação da água para o consumo humano. O curso tem um total de cinco módulos que abordam diferentes temáticas como “Acesso a água e o papel das mulheres”, “Escassez da água”, “Qualidade da água e a detecção de microrganismos”, “Esgoto e leptospirose”, “Água e hepatite A”, “Diarreias infecciosas e parasitoses”, “Infecções fúngicas”, “Contaminação química dos rios e a água para consumo”, “Higienização das mãos”, “Desinfetantes e o controle de microrganismos”. As aulas são compostas por atividades práticas e coletivas, estimulando o protagonismo comunitário.
“Com o curso, esperamos obter uma maior compreensão das relações entre ambiente e saúde, especialmente sobre os mecanismos de transmissão de doenças relacionadas à água contaminada, como leptospirose, hepatite A, diarreias infecciosas, parasitoses e infecções fúngicas”, explica a pesquisadora. A iniciativa pretende também fortalecer a capacidade dos profissionais para identificar e orientar a população local sobre práticas de higiene, saneamento básico e cuidados com a qualidade da água, promovendo ações de prevenção; capacitação inicial e aumento do conhecimento dos ACS, ACE e AIS sobre os impactos da seca e cheias na qualidade da água e na saúde das populações ribeirinhas.
O projeto tem também, entre outras expectativas, promover o engajamento ativo dos participantes nas atividades formativas, com aplicação prática dos conhecimentos adquiridos em suas rotinas de trabalho e nas comunidades onde atuam, além de desenvolver redes de comunicação e colaboração entre os agentes de saúde e suas comunidades para troca de informações e suporte mútuo.
A equipe responsável pela execução do projeto é composta pelas pesquisadoras Ani Beatriz Jackisch Matsuura (coordenação geral), Cláudia Nayara da Silva Alves (coordenação executiva/campo), Ormezinda Celeste Cristo Fernandes, Priscila Ferreira de Aquino e Luciete Almeida Silva (coordenação pedagógica/conteudistas). Durante o seminário de lançamento do projeto, além da celebração da parceria, será feita a entrega simbólica de certificados para os agentes de saúde que participaram da formação no mês de janeiro.
ILMD/Fiocruz Amazônia, Por Júlio Pedrosa
Imagem:Mackesy Nascimento / Fiocruz e Fotos: Júlio Pedrosa e Eduardo Gomes