COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD
ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia
O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.
A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.
Fiocruz Amazônia inicia novo módulo da especialização em Vigilância em Saúde
/em Notícias /por Marlucia Almeida“Aspectos Conceituais e Arcabouço Jurídico Político da Vigilância em Saúde” será o novo módulo do curso de especialização Vigilância em Saúde na Rede de Atenção Primária à Saúde, na Tríplice Fronteira do Alto Solimões, ofertado pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). A disciplina será ministrada de 20 a 24 de novembro, por Giovanny Vinícius Araújo de França, mestre e doutor em Epidemiologia pelo Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia da Universidade Federal de Pelotas-RS.
O objetivo do módulo é compreender os aspectos conceituais, as dimensões legais e operacionais da Vigilância em Saúde no Brasil e em regiões de fronteira, além de buscar entender o papel da rede de atenção primária no campo da Vigilância em Saúde.
A disciplina pretende oportunizar ao discentes: conhecer o histórico e conceitos básicos em vigilância em saúde; identificar as dimensões legais e operacionais das ações de Vigilância no Brasil e regiões de fronteira; conhecer o Regulamento Sanitário Internacional; caracterizar as quatro estratégias de Vigilância em Saúde (Vigilância Sanitária, Ambiental, Epidemiológica e da Saúde do Trabalhador) e seus perfis de atuação; identificar os perfis de atuação da rede de APS no campo da Vigilância em Saúde, além de conhecer os processos de trabalho em Vigilância em Saúde.
Na ementa do módulo estão os seguintes temas: histórico e conceitos básicos em vigilância em saúde, Dimensões legais e operacionais das ações de Vigilância no Brasil e regiões de fronteira, Regulamento Sanitário Internacional, Caracterização Geral e Perfil de Atuação das quatro estratégias de Vigilância em Saúde: Vigilância Sanitária, Ambiental, Epidemiológica e da Saúde do Trabalhador, Perfis de atuação da rede de APS no campo da Vigilância em Saúde, e os Processos de trabalho em Vigilância em Saúde.
SOBRE O CURSO
A especialização é resultado de parceria com a Opas, Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), Aisa-MS, Programa de Doenças Sexualmente Transmissíveis – Aids do Ministério da Saúde, Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas (Susam), Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM), Ifam/Campus Tabatinga, ProEpi/MS e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
A abertura do curso ocorreu no dia 23/10, no auditório do Instituto Federal do Amazonas (Ifam/Campus Tabatinga) e contou com a presença de autoridades, parceiros e alunos. Participam do curso 45 alunos, sendo 33 brasileiros e 12 profissionais da Colômbia e do Peru.
No primeiro módulo, foi ofertada aos alunos a disciplina “Políticas de saúde, o território e o contexto da APS em regiões de fronteira”, ministrada por professores da Associação Brasileira de Profissionais de Epidemiologia de Campo (ProEpi/MS).
Ascom/ ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Foto: Marlúcia Almeida
Fiocruz Amazônia inicia novo módulo da especialização em Vigilância em Saúde
/em Notícias /por João Oliveira“Aspectos Conceituais e Arcabouço Jurídico Político da Vigilância em Saúde” será o novo módulo do curso de especialização Vigilância em Saúde na Rede de Atenção Primária à Saúde, na Tríplice Fronteira do Alto Solimões, ofertado pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). A disciplina será ministrada de 20 a 24 de novembro, por Giovanny Vinícius Araújo de França, mestre e doutor em Epidemiologia pelo Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia da Universidade Federal de Pelotas-RS.
O objetivo do módulo é compreender os aspectos conceituais, as dimensões legais e operacionais da Vigilância em Saúde no Brasil e em regiões de fronteira, além de buscar entender o papel da rede de atenção primária no campo da Vigilância em Saúde.
A disciplina pretende oportunizar ao discentes: conhecer o histórico e conceitos básicos em vigilância em saúde; identificar as dimensões legais e operacionais das ações de Vigilância no Brasil e regiões de fronteira; conhecer o Regulamento Sanitário Internacional; caracterizar as quatro estratégias de Vigilância em Saúde (Vigilância Sanitária, Ambiental, Epidemiológica e da Saúde do Trabalhador) e seus perfis de atuação; identificar os perfis de atuação da rede de APS no campo da Vigilância em Saúde, além de conhecer os processos de trabalho em Vigilância em Saúde.
Na ementa do módulo estão os seguintes temas: histórico e conceitos básicos em vigilância em saúde, Dimensões legais e operacionais das ações de Vigilância no Brasil e regiões de fronteira, Regulamento Sanitário Internacional, Caracterização Geral e Perfil de Atuação das quatro estratégias de Vigilância em Saúde: Vigilância Sanitária, Ambiental, Epidemiológica e da Saúde do Trabalhador, Perfis de atuação da rede de APS no campo da Vigilância em Saúde, e os Processos de trabalho em Vigilância em Saúde.
SOBRE O CURSO
A especialização é resultado de parceria com a Opas, Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), Aisa-MS, Programa de Doenças Sexualmente Transmissíveis – Aids do Ministério da Saúde, Secretaria Estadual de Saúde do Amazonas (Susam), Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM), Ifam/Campus Tabatinga, ProEpi/MS e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
A abertura do curso ocorreu no dia 23/10, no auditório do Instituto Federal do Amazonas (Ifam/Campus Tabatinga) e contou com a presença de autoridades, parceiros e alunos. Participam do curso 45 alunos, sendo 33 brasileiros e 12 profissionais da Colômbia e do Peru.
No primeiro módulo, foi ofertada aos alunos a disciplina “Políticas de saúde, o território e o contexto da APS em regiões de fronteira”, ministrada por professores da Associação Brasileira de Profissionais de Epidemiologia de Campo (ProEpi/MS).
Ascom/ ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Foto: Marlúcia Almeida
Palestra sobre empreendedorismo e café de negócios marcam 3º Workshop de Inovação
/em Notícias /por Marlucia AlmeidaPalestra com foco no empreendedorismo e um café de negócios projetado para aproximar empresas e investidores, possibilitando a troca de ideias e contatos marcaram a 3ª edição do Workshop do Inovação, realizado pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), em parceria com o Arranjo do Núcleo de Inovação Tecnológica da Amazônia Ocidental (Amoci/MCTIC) e Incubadora de Empresas do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).
O workshop fez parte da programação da 3ª Conferência sobre Processos Inovativos na Amazônia, promovida pelo Arranjo do Núcleo de Inovação Tecnológica da Amazônia Ocidental (Amoci/MCTIC), que aconteceu nos dias 13 e 14 de novembro, no Auditório da Ciência do Inpa.
O coordenador do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da Fiocruz Amazônia, André Luiz Mariuba, avalia a realização do evento de forma positiva. “Para nós essa terceira edição é sinal de amadurecimento do trabalho que estamos fazendo. Quando começamos em 2014 a experiência era zero.
INOVAÇÃO, CONEXÃO E INSPIRAÇÃO
O evento foi encerrado com a palestra “O papel do empreendedorismo no processo de inovação”, ministrada pelo professor Salvio Rizzato, que mostrou a importância de se praticar o empreendedorismo para que a inovação se torne realidade. “Costuma-se dizer que onde as pessoas comuns vêem problemas os empreendedores enxergam oportunidades, exatamente por causa da percepção diferenciada e o foco, principalmente, no mercado”, diz o professor.
Durante a palestra, Rizzato destacou que existem algumas entidades (incubadoras, aceleradoras, agentes de inovação, parques tecnológicos) que formam um ecossistema que ajudam os empreendedores, que têm ideias (soluções) capazes de mudar o mundo, a fazerem essas mudanças. “Esse ecossistema tem a força necessária para que essas mudanças não fiquem só na ideia, mas que possam ser multiplicadas”, ressalta.
Ainda durante o evento, jovens empreendedores de 16 empresas incubadas, pertencentes ao Arranj Amoci, mostraram o que podem oferecer aos potenciais investidores interessados em investir nos negócios deles para que possam crescer
Ascom ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
*Com informações da Ascom/Inpa
Evento na Fiocruz Amazônia comemora os 10 anos do Comitê de Controle da Tuberculose no Amazonas
/em Notícias /por Marlucia AlmeidaO Comitê Estadual de Controle da Tuberculose no Amazonas, promove nesta sexta-feira (17), às 9h, no Salão Canoas, auditório do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), cerimônia em comemoração aos seus 10 anos de trabalho, na prevenção e a disseminação de informações sobre o diagnóstico e tratamento da tuberculose.
O evento contará com a presença do Presidente da Frente Parlamentar Mista de Enfrentamento e Defesa dos Direitos da Pessoa com DST/HIV/Aids e Tuberculose (Frendhat), deputado Luiz Castro, e de representantes da Fiocruz Amazônia, Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SUSAM), Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), e da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS/AM).
O Comitê de Tuberculose, do qual fazem parte órgãos públicos e instituições filantrópicas, tem ampliado o trabalho educativo e de prevenção junto à população, esclarecendo causas, diagnóstico e tratamento da doença.
O trabalho tem como público principal alunos da rede pública de ensino, detentos do sistema prisional do Estado e moradores de rua. Constituído em 2007, o comitê é formado por representantes de instituições filantrópicas, das Secretarias Estadual e Municipal de Saúde e Educação, Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Secretaria Estadual de Justiça (Sejus), além de órgãos federais, como a Fiocruz e o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). As reuniões do comitê acontecem mensalmente na Policlínica Cardoso Fontes, Centro da cidade, onde são definidas as áreas de abordagem e as medidas que serão aplicadas.
Porto Velho (RO) recebe, pela primeira vez, as Oficinas Pedagógicas da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma). As oficinas acontecem de 21 a 23 de novembro, de 8h às 17h, no Rondon Palace Hotel, que fica na avenida Governador Jorge Teixeira, 491, no bairro Nossa Sra. das Graças.
A Obsma é um projeto educativo promovido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para estimular o desenvolvimento de atividades interdisciplinares nas escolas públicas e privadas de todo o País. Um de seus objetivos é reconhecer o trabalho desenvolvido por professores e alunos em prol da saúde e do meio ambiente.
A organização do evento em Porto Velho é feita pela Coordenação Regional Norte da Obsma, e acontece em parceria com a Secretaria de Estado de Educação de Rondônia(Seduc/RO), por meio do Programa Saúde na Escola (PSE).
A coordenadora Regional Norte da Obsma, Rita Bacuri, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), explica que as oficinas são destinadas a professores da educação básica de escolas públicas e privadas, interessados em abordar as temáticas de saúde e meio ambiente em sala de aula, utilizando recursos relacionados a projeto de ciências, produção de texto e produção audiovisual, que são as três modalidades da Obsma. Portanto, podem participar além dos professores do ensino de ciências, os de língua portuguesa, geografia, matemática, artes, química, biologia, filosofia, física e história, possibilitando, dessa forma, tratar da Saúde e do Ambiente de forma interdisciplinar, sob o olhar de diversas áreas.
A abertura das atividades acontece no dia 20/11, às 19h, no auditório do hotel Rondon Palace.
SERVIÇO
Oficinas Pedagógicas da Obsma em Porto Velho-RO
Abertura: 20/11/2017, às 19h
Data: 21 a 23/11/2017
Horário: 8h às 17h
Local: Rondon Palace Hotel – Av. Gov. Jorge Teixeira, 491 – Nossa Sra. das Graças, Porto Velho.
Público-alvo: professores da Educação Básica de Porto Velho
Parceria: Programa Saúde na Escola (PSE/Seduc-RO)
Informações: (69) 3216-5396 (Seduc) E-mail: olimpiada@fiocruz.br
SOBRE AS OFICINAS PEDAGÓGICAS
Para estimular educadores interessados em abordar as temáticas de saúde e meio ambiente em sala de aula, a Obsma oferece anualmente as Oficinas Pedagógicas, um canal de diálogo com professores de todo o Brasil.
As atividades procuram abordar as relações entre educação, saúde, meio ambiente e ciência, apresentando também aos participantes como podem trabalhar com os formatos projeto de ciências, produção de texto e produção audiovisual em sala de aula. Saiba mais sobre a 9ª edição.
Os temas e os conteúdos curriculares das áreas de saúde e meio ambiente abordados nas Oficinas compreendem um amplo leque de possibilidades, a partir da realidade local, regional e/ou nacional, com propostas pedagógicas e projetos construídos pelas escolas e seus professores, junto com os alunos.
Clique aqui e saiba como levar as Oficinas Pedagógicas da Obsma para sua cidade
As Oficinas são realizadas com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia
Com informações da Obsma
Conferência discute processos inovativos na Amazônia
/em Notícias /por Marlucia AlmeidaCompartilhar conhecimentos na área da propriedade intelectual, transferência de tecnologia e promoção em ações de empreendedorismo, é um dos objetivos da 3ª Conferência sobre Processos Inovativos na Amazônia: interfaces entre ICT, empresários e investidores, que acontece desde ontem 13/11, no Auditório da Ciência, no Bosque da Ciência do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTIC). O evento é uma promoção do Arranjo do Núcleo de Inovação Tecnológica da Amazônia Ocidental (AMOCI/MCTIC).
Participaram da mesa de abertura o coordenador do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Luis André Morais Mariuba; a coordenadora de Ações Estratégicas do Inpa, Hillandia Brandão; o coordenador geral das Unidades de Pesquisas e Organizações Sociais do MCTIC, Luiz Henrique da Silva Borda; a coordenadora de Extensão Tecnológica e Inovação do Inpa, Noélia Falcão, e o gerente geral de Inovação do Senai, Marcelo Vieira de Aguiar.
Na Palestra Magna, Borda falou sobre a importância da quebra da barreira inserida dentro da Ciência e Tecnologia, em que a sociedade ainda desconhece a necessidade de atenção que a área possui. Borda alertou para a necessidade de maior crença e investimento das instituições privadas na área “Com investimento em Ciência, há inovação e, consequentemente, maior riqueza e desenvolvimento do país”, afirmou.
Durante o evento, ocorreu a Mesa Redonda sobre a Lei de Acesso a Biodiversidade (13.123/15)/Plataforma do Sistema Nacional de Gestão do Patrimônio Genético e do Conhecimento Tradicional Associado (SisGen), disponibilizada pelo Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGen). A mesa foi composta por Rosa Miriam de Vasconcelos (Embrapa), Luiz Antonio de Oliveira (Inpa) e Aline Morais (Fiocruz). Os palestrantes reforçaram a necessidade de conhecer e obedecer a lei para que haja a inovação.
SOBRE O AMOCI
Os Arranjos de Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT) foram criados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), operando em forma de rede colaborativa, para otimizar e compartilhar recursos, disseminar boas práticas de gestão da inovação e de proteção à propriedade intelectual e transferência de tecnologia.
O Arranjo AMOCI é sediado no Inpa e é composto por 23 Instituições Científicas e Tecnológicas (ICT) distribuídas no Amazonas, Acre, Roraima e Rondônia.
A Conferência é aberta ao público mediante inscrição. A entrada é gratuita e o público participante receberá certificado. Nos dois dias de atividades são realizadas palestras, oficinas, mesas redondas e workshop, com temas relacionados à lei de acesso à biodiversidade, formação tecnológica, propriedade intelectual, estratégias de transferência de tecnologia e inovação.
Segundo a coordenadora do Arranjo AMOCI, Noélia Falcão, que também é coordenadora de Extensão Tecnológica e Inovação do Inpa, a ideia é que haja a capacitação sobre a cultura e a prática da propriedade intelectual, que aliados ao empreendedorismo são fundamentais para a geração da inovação. “O conhecimento da gestão de propriedade intelectual e dos NIT é fundamental para a disponibilização das tecnologias desenvolvidas nas ICTs para o mercado”.
A proposta é capacitar recursos humanos do ecossistema de inovação. “ICTs, estudantes de pós-graduação, empresas, empreendedores e investidores que tenham interesse pelos temas estão convidados a participar”, diz Falcão. Veja a Programação completa aqui.
As palestras e as oficinas ocorrem em tempo integral, de 8h às 17h, no Auditório do Bosque da Ciência e na Casa de Vidro da Casa da Ciência, respectivamente.
OFICINAS
Para as oficinas sobre Empreendedorismo Ribeirinho (dia 13, das 9h às 11h), Negócios de Impacto Social, (dia 13, das 14 às 16h), Economia Criativa e Inovação (dia 14, das 14h às 16h) e sobre Modelos de Negócio (dia 14, das 9h às 11h) foram disponibilizadas 25 vagas para cada oficina. As apresentações serão ministradas pela Fundação Amazonas Sustentável (FAS), integrante do Arranjo AMOCI. Ao término, o público participante receberá certificado.
Divulgado o resultado da terceira etapa do processo seletivo para o mestrado PPGBIO-Interação
/em Notícias /por Marlucia AlmeidaDivulgado o resultado da terceira etapa do processo seletivo Nº003/2017 do curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).
O resultado pode ser acessado em http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=127
O início das aulas está previsto para o dia 5 de março de 2018.
PPGBIO-INTERAÇÃO
O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é um curso stricto sensu, que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro, no âmbito da maior biodiversidade mundial.
O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na ecoepidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.
As aulas devem iniciar em março de 2018. Este processo seletivo é para a formação da segunda turma do PPGBIO-Interação.
Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia.
Foto: Divulgação
Pré-natal é essencial para o diagnóstico precoce de doenças raras
/em Notícias /por Marlucia AlmeidaÉ importante saber que genético nem sempre é sinônimo de hereditário, ou seja, que passa de pai para filho ou será transmitido às gerações seguintes. Da mesma forma, é preciso distinguir as doenças hereditárias das congênitas, ou seja, cujos sintomas aparecem já no nascimento ou nos primeiros anos de vida. Certas desordens podem demorar décadas para apresentar sintomas. Uma patologia que começa a se manifestar aos 50 anos de idade pode ter sido herdada, mas é importante frisar que há casos em que uma anomalia em determinado gene é transmitida silenciosamente por dezenas de gerações até comprometer, de fato, a saúde de um membro da família.
Por isso, os exames do pré-natal são essenciais para apontar eventuais problemas, oferecendo aos pais condições de enfrentar a situação precocemente, o que, na maioria das vezes, garante melhor qualidade de vida à criança. “Cabe ao obstetra unir a história familiar aos resultados dos testes, a fim de interpretar se há risco aumentado para determinada doença rara. Se houver, o ideal é encaminhar o casal ao aconselhamento genético, para orientações especificas”, salientou Dafne Horovitz, coordenadora clínica do Centro de Genética Médica do Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz).
Mesmo que não exista nenhuma suspeita, os obstetras tendem a solicitar algumas avaliações de rotina, como as ecografias obstétricas, realizadas em dois momentos distintos da gestação: entre a 11ª e a 14ª semanas e entre a 20ª e a 23ª. “A ecografia obstétrica com medida da translucência nucal é realizada durante o exame de ultrassom de primeiro trimestre (entre 11 e 13 semanas) e tem como objetivo medir uma prega na nuca do feto, já que determinadas síndromes cromossômicas promovem acúmulo de líquido nessa região, alterando sua medida. Durante esse exame, também se verifica a presença do osso nasal, cuja ausência é mais um indicador de anormalidade, e o fluxo no ducto venoso, que quando alterado pode ser indicativo de alterações no coração do feto”, explicou a especialista.
O resultado da translucência nucal pode ser combinado com o de um exame feito a partir de uma amostra de sangue da mãe, em que são dosadas duas substâncias, o BHCG livre e o PAPPA, ajudando a identificar possíveis alterações cromossômicas no bebê. No entanto, é preciso ter em mente que o teste indica apenas uma probabilidade, pois é passível de resultado falso-positivo e falso-negativo. “A associação dos dois testes é uma estratégia que aumenta muito a confiabilidade do resultado. Para se ter uma ideia, a medida isolada da translucência nucal (associada à idade materna) garante uma taxa de detecção em torno de 60%. Ao incluir a avaliação bioquímica, esse índice passa a ser superior a 90%”, esclareceu Dafne Horovitz.
O obstetra pode, ainda, lançar mão de recursos como o diagnóstico pré-natal não invasivo (que localiza anomalias cromossômicas por meio de uma amostra de sangue da mãe) e outros mais invasivos, como a biópsia do vilo corial ou a amniocentese, a fim de confirmar ou descartar uma eventual suspeita—estes últimos devem ficar restritos aos casos em que há forte suspeita de alteração cromossômica no feto, por conta de múltiplas malformações visíveis na ecografia, por exemplo, ou de risco aumentado para alterações cromossômicas ou para doenças genéticas. “A ecografia morfológica pode ser realizada entre 20 e 24 semanas de gravidez e visa avaliar detalhadamente a anatomia do feto, com o intuito de diagnosticar ou descartar malformações fetais”, elucidou Dafne Horovitz.
INVESTIGAÇÃO
Os únicos exames disponíveis para confirmar com segurança o diagnóstico de algumas doenças durante a gestação são a amniocentese, a cordocentese e a biópsia do vilocorial, cujo inconveniente comum é o fato de serem invasivos, representando risco, mesmo que pequeno, à gestação.
Cariótipo fetal: visa analisar a quantidade e a estrutura dos cromossomos em uma célula. Com uma amostra de células (que pode ser obtida de uma amostra de sangue, por amniocentese ou por biópsia de vilo corial) é realizada uma cultura celular. Esta cultura é interrompida na fase de duplicação celular chamada de metáfase. Nesta fase o material cromossômico está condensado, formando os cromossomos. Os cromossomos são corados e algumas regiões ficam escuras e outras claras. Estas regiões são chamadas de “bandas” e são elas que permitem o estudo da estrutura dos cromossomos. Este material é então estudado em sua quantidade e formação estrutural. Este exame analisa apenas os cromossomos (número e formato), as doenças que estão localizadas nos genes fetais ou pequenos rearranjos e deleções não podem ser identificado. Atualmente tambem é possivel a analise cromossômica através de uma técnica denominada array-CGH, que pode detectar alteracoes menores e não visíveis no cariótipo tradicional, como pequenos ganhos e perdas de material cromossômico.
Amniocentese*: é realizado com o auxílio de uma agulha para puncionar uma amostra de líquido amniótico e analisá-la em laboratório. Ele é capaz de confirmar se o bebê tem ou não determinado problema, mas só é indicado se houver suspeita, com base em alterações em exames anteriores ou doença hereditária na família. Realizado a partir de 15 semanas de gravidez, é capaz de acusar centenas de doenças, como a anemia falciforme ou talassemia, a distrofia muscular e a fibrose cística. Se não houver outra indicação específica de investigação, habitualmente serão rastreadas alterações cromossômicas por meio do cariótipo fetal.
Cordocentese*: é feito a partir de 18 semanas de gestação e requer a retirada de uma amostra de sangue do bebê, por meio do cordão umbilical, para investigar anomalias cromossômicas, além de doenças como toxoplasmose, rubéola, anemia ou citomegalovírus. Se não existir outra indicação específica de investigação, habitualmente serão rastreadas alterações cromossômicas, por meio do cariótipo fetal.
Biópsia do vilo corial: por meio de uma punção, entre 10 e13 semanas, realizada com uma agulha, o especialista retira uma amostra de tecido da placenta, cujo material genético é idêntico ao do bebê, e o analisa em laboratório, rastreando alterações como a síndrome de Turner, a fibrose cística e a anemia falciforme. Se não houver outra indicação específica de investigação, habitualmente serão rastreadas alterações cromossômicas, por meio do cariótipo fetal.
DIAGNÓSTICO
Uma grande evolução na medicina diagnóstica pré-natal se deu há três anos, com o advento do Teste Pré-Natal Não-Invasivo – NIPT (non-invasive prenatal testing), que possibilita identificar ou descartar problemas genéticos no bebê, a partir de uma amostra de sangue da mãe, com um índice de acerto de 99% para as síndromes de Down, de Patau, de Edwards, de Klinefelter e de Turner. Disponível só na rede particular, ele é feito a partir de nove semanas de gravidez e o resultado sai em poucos dias. Importante ressaltar que este exame não substitui os métodos invasivos citados, pois não permite uma análise completa dos cromossomos, mas apenas uma avaliação especifica para as síndromes investigadas. Todo exame alterado deve ser confirmado, idealmente, por uma avaliação direta do material fetal (amniocentese ou cordocentese). É questionável, também, o uso deste tipo de exame em caso de malformação confirmada no feto, considerando que a análise por meio da amniocentese ou da cordocentese é mais completa. O NIPT é geralmente indicado para gestantes de menor risco para anomalias cromossômicas ou com idade materna avançada e sem histórico familiar de alterações.
*Exames realizados no IFF/Fiocruz.
Por: Juliana Xavier (IFF/Fiocruz)