COLEÇÃO BIOLÓGICA DO INSTITUTO LEÔNIDAS E MARIA DEANE – CBILMD
ILMD/Fiocruz Amazônia
ILMD/Fiocruz Amazônia
O Brasil destaca-se por ser detentor da maior biodiversidade do planeta e parte dela encontra-se na Região Amazônica. Essa tamanha variabilidade genética pode ganhar ainda mais valor quando devidamente organizada, classificada, documentada e disponível para acesso sempre que houver demanda, seja ela para pesquisa ou aplicações tecnológicas. Atento a isso, em 2001, o então Escritório Técnico da Fiocruz na Amazônia hoje Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) insere na sua política institucional a Coleção Biológica como um eixo agregador de suas linhas de pesquisas. As coleções biológicas são recursos estratégicos, de segurança nacional, que podem fazer parte da infraestrutura de inovação do país. As informações contidas nestas coleções são recursos-chave para que o país possa utilizá-las no estabelecimento de estratégias rápidas e eficientes para o desenvolvimento científico e tecnológico.
A Coleção Biológica do ILMD conta com 1455 amostras entre fungos filamentosos, leveduras e bactérias, identificadas, conservadas (sob óleo mineral e bloco de ágar em água destilada e meio liquido TBS-Glicerol 20%, ágar sólido estok). As culturas de fungos filamentosos estão parcialmente caracterizadas quanto à produção de antibiose e enzimas de interesse industrial. Os gêneros de fungo de maior ocorrência são Penicillium, Aspergillus e Trichoderma. Foram isolados dos mais diversos substratos da região Amazônica como, por exemplo, solo, água, plantas, frutos e ar. As amostras bacterianas são provenientes de amostras clínica (orofaringe e fezes humanas), meio ambiente (água dos rios, igarapés e vegetais e da microbiota bucal de animais). As principais bactérias são: Salmonella spp, Eschericha coli, Shigella spp e Neiseria meningitidis. Já iniciamos os procedimento para liofilização de todo o acervo da CBILMD. O acervo é de relevante importância uma vez que é composto de linhagens microbianas isoladas de diferentes substratos da Amazônia brasileiro, região ainda pouco explorada quanto à sua riqueza microbiana.
Fiocruz dá início ao seu VIII Congresso Interno
/em Notícias /por Marlucia Almeida“Onze de dezembro de 2017: um dia após a comemoração dos 69 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Fiocruz celebra seu VIII Congresso Interno, com o tema O futuro do SUS e da democracia. Que a democracia e a defesa dos direitos nos animem nessa jornada, que consolida a tradição da Fiocruz como instituição de ciência, educação, tecnologia e saúde, e seu compromisso frente aos imensos desafios colocados pela sociedade brasileira. Com unidade, com afirmação de nossa missão, estou certa que cumpriremos, com bastante firmeza, nosso papel em defesa da ciência e tecnologia, do SUS e da democracia em nosso país”.
Com essas palavras, a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, deu início ao VIII Congresso Interno, que acontece de hoje (11/12/17) a quinta-feira (14/12/17). O Congresso, implantado inicialmente na Fiocruz em 1988, durante a gestão do presidente Sergio Arouca, é a instância máxima de gestão democrática e participativa da Fundação.
Fizeram parte da mesa de abertura, além de Nísia, o vice-presidente de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Mario Moreira; Roberto Leher, Reitor da UFRJ; a deputada federal (PCdoB-RJ) Jandira Feghali; o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ildeu de Castro; Claudia Rose da Silva, representante do Museu da Maré; Fernando Pigatto, representante do Conselho Nacional de Saúde, Justa Helena Franco, presidente da Asfoc-SN; e Maiara de Carvalho, da Associação de Pós-Graduandos da Fiocruz.
Mario Moreira começou seu discurso agradecendo nominalmente os integrantes da Comissão Organizadora deste Congresso Interno, que teve, entre outras, a responsabilidade de definir a representação da plenária. “É a primeira vez que temos a presença de observadores externos, como o Conselho Gestor do Projeto Teias, o Museu da Maré, a Rede de Observatórios de Manguinhos, o Conselho Comunitário de Manguinhos, o Conselho Nacional de Saúde e a SBPC”, afirmou. “Também pela primeira vez, de forma oficial, contamos com a participação de estudantes num processo de escolha conduzida pela Associação de Pós-Graduação da Fiocruz”, disse o vice-presidente.
Documento de Referência
O Documento de Referência, debatido nas unidades, em câmaras técnicas e também em consulta interna, traz nesta edição um grau de aperfeiçoamento “O documento faz um diálogo com essa conjuntura complexa que vivemos e permite debater o futuro da Fiocruz. O documento foi elaborado a partir de grandes questões colocadas na trajetória da Fundação, organizado em questões, teses e diretrizes”, explicou Mario Moreira.
Espírito participativo
Roberto Leher, reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, instituição que se organiza para realizar seu Congresso Interno, falou sobre a inspiração deste evento para o que irão realizar. “Precisamos construir agendas que apaixonem a juventude, que apaixonem a luta social, para que, de fato, a agenda que podemos qualificar como de esquerda, aquela que tem em sua matriz as lutas socialistas, possa iluminar a energia criadora de toda juventude em defesa da democracia e dos movimentos sociais”, afirmou Leher.
Para Maiara Carvalho, representante dos estudantes da Fiocruz, o VIII Congresso já traz um grande diferencial em relação às edições anteriores, pois é a primeira vez que os estudantes participam como observadores, o que é um avanço. “Como pensar a Fiocruz sem lembrar daqueles que movem as suas engrenagens? Esse é um espaço de construção e consolidação da participação estudantil da Fiocruz”. Representante do Conselho Nacional de Saúde, Fernando Pigattto também ressaltou a crise política, econômica e social que o Brasil vive e falou sobre os atos de resistência que o Conselho tem organizado. “A Conferência Nacional de Vigilância em Saúde, que foi adiada, acontecerá de 27 de fevereiro a 2 de março. E a Fiocruz tem participado ativamente desses diálogos”, disse.
Um congresso que se abre para olhar externo. Foi assim que Claudia Rose, do Museu da Maré, definiu o VIII Congresso Interno. “Ele conta com a participação de instituições da sociedade civil, de movimentos sociais para juntos pensarmos em possíveis soluções ou indicativos de como devemos encaminhar e reportar as nossas ações”, afirmou a coordenadora. A coordenadora falou sobre “ a nossa frágil democracia”, termo usado em outras falas. “Se ela é frágil, é graças aos nossos movimentos, nossas lutas, nossas lideranças, nossas bandeiras. Se não fosse assim, nem essa frágil democracia existiria”, concluiu.
Assim como os demais integrantes da mesa, o presidente da SBPC, Ildeu de Castro, reforçou a importância do tema do VIII Congresso Interno, especialmente diante da grave crise política que o país enfrenta. “Não dá para ficar esperando salvadores da pátria. Nós temos que fazer isso de baixo para cima. Entidades como a Fiocruz têm o papel fundamental em pensar política pública para a ciência e a tecnologia, para a educação, para a saúde pública e para a economia do país”, disse. A presidente da Asfoc-SN, Justa Helena, também falou sobre a situação. “A despeito desse cenário complexo e de retrocessos, estamos aqui nesse processo congressual buscando contribuir com deliberações efetivas que possam defender e fortalecer a Fiocruz e apontar caminhos para consolidar a ciência, a tecnologia, a pesquisa, o SUS, e por conseguinte, a saúde pública brasileira”, disse.
“Toda vez que eu piso nesse território de resistência, que é a Fiocruz, eu saio daqui com a energia renovada”, afirmou a deputada federal Jandira Feghali. A parlamentar também falou sobre a situação em que se encontra o Congresso Nacional e a preocupação com a manutenção do SUS. “Quando pensamos em SUS, duas coisas nos vêm à cabeça: ‘Estado’ e ‘democracia”. Exatamente as duas coisas que mais estão sob risco nesse momento”, afirmou. “As pessoas, principalmente aqui no Rio, não acreditam mais que a política vale a pena. Mas o Rio de Janeiro é muito mais que essas figuras que isso que nós temos visto”.
Esperança equilibrista
Após a apresentação de um vídeo com fotos que narraram a trajetória dos Congressos Internos da Fiocruz, ao som de O bêbado e o equilibrista, de João Bosco & Aldir Blanc, Nísia Trindade usou a frase de Paulinho da Viola, “Quando penso no futuro, não esqueço de passado”, para reforçar o compromisso de contribuir para o progresso do país. “É fundamental que a gente assuma de forma assertiva, neste momento de VIII Congresso, a defesa do SUS e de um sistema de ciência, tecnologia e inovação a serviço de uma agenda de desenvolvimento para um país com mais justiça, igualdade e equidade. Isso precisa estar acima de possíveis divergências de menor valor”, falou a presidente. “Este é um ato cívico, não apenas pela Fiocruz. É um ato pela democracia no Brasil”, concluiu Nísia Trindade.
Aprovação do Regimento
Na segunda parte da manhã, a plenária deliberou sobre o Regimento do VIII Congresso Interno. A presidente Nísia apresentou o secretário-geral do Congresso Interno, o vice-presidente de Gestão e Desenvolvimento Institucional, Mário Moreira – tendo como eventual substituto o coordenador-geral de Gestão de Pessoas, Juliano Lima. Em seguida, submeteu à plenária o nome do superintendente do Canal Saúde, Arlindo Fábio Gómez de Sousa, para ser o relator. Os delegados aprovaram a indicação por unanimidade.
Na sequência, foram apresentadas algumas sugestões de alteração do Regimento que havia sido aprovado anteriormente pelo CD Fiocruz. Foi acatada pela plenária apenas a proposta do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict), para que a discussão das teses nos Grupos de Trabalho, a partir da tese três, seja realizada alternadamente.
Por exemplo, amanhã pela manhã (12/12), um terço dos grupos inicia a discussão da tese três; outro terço, pela tese quatro; e o último, pela tese cinco. O objetivo é garantir que ao final dia, quando o sistema for bloqueado, todas as teses recebam contribuições dos grupos, mesmo que alguma delas não tenha sido conclusivamente discutidas por algum grupo.
Cobertura: Erika Farias e Gustavo Carvalho | CCS * Fotos: Peter Ilicciev | CCS
Colaboração: Marlúcia Seixas | Fiocruz Amazônia
Seminário Internacional aborda doenças infecciosas negligenciadas da Amazônia
/em Notícias /por Marlucia AlmeidaIniciaram nesta quarta-feira (6/12), as apresentações de palestras do Seminário Internacional Doenças Infecciosas Negligenciadas da Amazônia, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro (PPGBIO-Interação), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).
As palestras são ministradas por pesquisadores convidados nacionais e internacionais que abordaram temas no campo das doenças infecciosas negligenciadas, pesquisas na região Amazônica e projetos em desenvolvimento.
Para o pesquisador da Fiocruz Amazônia, e organizador do evento, Dr. Paulo Nogueira, o tema proposto no seminário contempla demandas da sociedade, e destaca especificidades da região. “Nós estamos numa região tropical, vivemos em um país com desigualdades, é possível ver essas doenças negligencias causando sofrimento em várias pessoas. Nós temos os pesquisadores que estão estudando essas doenças, então essa é uma boa oportunidade de mostrar o que está sendo estudado em prol da saúde da sociedade”.
Compuseram a mesa de abertura do evento, o Vice-Diretor de Pesquisa e Inovação da Fiocruz Amazônia, Felipe Gomes Naveca; o pesquisador Eduardo Grault, da vice-presidência de Pesquisa e Coleções Biológicas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o coordenador do PPGBIO-Interação, Paulo Nogueira, e a pesquisadora Ottavia Romoli, entomologista do laboratório Mathilde Gendrin da filial guianense do Institut Pasteur de la Guyane.
Segundo Naveca, um dos objetivos do evento é aumentar os laços de interação entre instituições internacionais que atuam nas mesmas áreas de pesquisa, promovendo a internacionalização dos cursos de pós-graduação do ILMD. “Esse evento promove uma grande discussão em torno de doenças que tem um impacto na saúde na região amazônica. Além disso, a ideia do evento é promover oportunidade para que os nossos alunos dos programas de pós-graduação da Instituição tenham um contato internacional com pesquisadores de Institutos, como o Instituto Pasteur, que trabalha com assuntos parecidos com os nossos.
Palestras
“The emergence of multi-drug resistant Pseudomonas aeruginosa in three Manaus ICUs” foi o título do estudo apresentado pela doutoranda, Paula Taquita, do Programa de Doutorado em Ciências – Cooperação IOC-ILMD.
“É um congresso desafiador, a barreira linguística é um problema, mas é uma coisa que precisa ser praticada, precisa ser treinada. Como ponta pé inicial foi uma ótima ideia, essa experiência vai facilitar para que nós possamos desenvolver mais a fluência e criar uma cultura para futuros eventos”, destacou Taquita, sobre a apresentação.
Os pesquisadores André Mariuba (ILMD), Antonia Franco (INPA), Priscila Aquino (ILMD), James Lee (ILMD), Claudia Rios (ILMD), Felipe Pessoa (ILMD), Stefanie Lopes (ILMD), Gisely Cardoso (FMT-HVD), Paulo Nogueira (ILMD), Alessandra Nava (ILMD), Benoit de Thoisy (Pasteur Cayenne; French Guyane), Pritesh Lalwani (ILMD), e Raquel Ferraz Nogueira também apresentaram estudos e projetos desenvolvidos dentro da temática.
A primeira atividade do seminário foi o minicurso “Ferramentas para o estudo das interações arbovírus-hospedeiro”, realizado na última segunda-feira (4/12). A programação segue até amanhã (7/12), na sede do Instituto, à rua Teresina, 476, Adrianópolis, Manaus (AM).
Acesse a programação.
SOBRE O PPGBIO-INTERAÇÃO
O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é um curso stricto sensu, que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro, no âmbito da maior biodiversidade mundial.
O Programa se enquadra na grande área em Parasitologia. A pesquisa e o ensino desenvolvidos no contexto do PPGBIO-Interação têm ênfases na ecoepidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores, fatores de virulência, e mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.
ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Estudo pretende contribuir com visibilidade e empoderamento social e político dos catadores de resíduos sólidos em Manaus
/em Notícias /por Marlucia Almeida“As redes vivas no trabalho dos catadores e catadoras de resíduos sólidos no município de Manaus/AM” é o título da dissertação da mestranda Denise Rodrigues Amorim, do Curso de Mestrado Acadêmico do Programa de Pós-graduação em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), apresentada na última quinta-feira (30/11), sob orientação do Dr. Júlio Schweickardth.
O objetivo do estudo foi investigar as redes vivas no trabalho dos catadores e catadoras de resíduos sólidos ligados a uma Associação de Catadores, organizados em torno do Movimento Nacional dos Catadores de Resíduos Sólidos (MNCR).
Segundo Denise, “o desenvolvimento desta pesquisa, a partir do estabelecimento de vínculo com os catadores, permitiu acompanhar o cotidiano de trabalho e de vida, conhecer as motivações e desafios da organização política destes atores, mapear as redes vivas construídas a partir do cotidiano do trabalho, permitindo a análise da rede social de agenciamento e encontros”.
A mestranda explica que o estudo foi norteado pela questão de pesquisa: “Que redes vivas são construídas no trabalho por catadores e catadoras de resíduos sólidos, organizados em uma associação”? outro questionamento levantado durante a defesa, foi “como a saúde pode olhar para esse grupo social invisibilizado, compreendendo as suas lógicas de trabalho, de tempo, de vida, e pensar estratégias para também fazer parte das suas redes vivas promovendo o cuidado desses sujeitos?”.
METODOLOGIA
A abordagem cartográfica foi o método utilizado no trabalho, no intuito de ampliar a visão sobre as produções de vida dos sujeitos e mapear a realidade dos catadores. O estudo pretende contribuir com a visibilidade e o empoderamento social e político destes trabalhadores.
“O trabalho foi desafiador, do ponto de vista do método da cartografia, que nos exige uma implicação com os sujeitos de pesquisa. Como eu já venho de uma caminha na educação popular, e sou muito sensível com a questão da participação social, foi um exercício muito rico para mim”, destacou Denise.
Para ela, o estudo pode ainda colaborar com o fortalecimento da organização política e o protagonismo dos catadores enquanto movimento social, na inclusão sócio produtiva, no estímulo à participação social bem como subsidiar atuais e futuras políticas públicas no campo da Saúde Coletiva.
Schweickardth destacou a importância da devolutiva dos resultados obtidos, uma vez que a apresentação foi realizada para os próprios catadores, no galpão da Associação Nova Recicla, Zona Leste de Manaus. “Acredito que isso deveria ser um exercício de todos os trabalhos e pesquisas, de assumir esse compromisso com comunidades, com os sujeitos, com grupos, pois essa é uma responsabilidade social nossa como pesquisadores. A gente acaba indo além da pesquisa, articulando também ações que vão beneficiar o grupo. No caso da Denise, ela conseguiu que principalmente as mulheres voltassem a fazer o preventivo, cuidassem mais da saúde. Esses são os desdobramentos da pesquisa.
ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes.
Fotos: Eduardo Gomes
Projetos da Fiocruz Amazônia são apresentados para pesquisadores de Liverpool
/em Notícias /por Marlucia AlmeidaPesquisadores e estudantes do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) expuseram durante esta quarta-feira (29/11) trabalhos científicos desenvolvidos na Fiocruz Amazônia para pesquisadores da Liverpool School of Tropical Medicine (LSTM) que estão em Manaus para discutir sobre parasitologia, terapias e medicamentos.
O estudo “Flies in the ointment: Onchocerciasis vector bites are significantly reduced by the skin application of mineral oil during human landing catches”, foi apresentado pelo doutorando Túllio Ribeiro. Já o mestrando Yago Santos apresentou o projeto “Are standard Wolbachia detection tools over-estimating the prevalence of Wolbachia infections in mosquitoes?”.
Para Yago, a oportunidade de dialogar com os pesquisadores de Liverpool é de grande relevância para o desenvolvimento dos estudos realizados na Instituição. “Podemos apresentar os trabalhos para pesquisadores que possuem grandes experiências em áreas correlatas com as nossas e que puderam dar muitas contribuições para melhorar nossos trabalhos, aperfeiçoar detalhes para futuras publicações. É sempre importante falar do que estamos fazendo aqui na Fiocruz Amazônia principalmente para pesquisadores renomados, que futuramente podem viabilizar recursos para desenvolvermos novos projetos, novos desafios e perguntas.
Segundo o diretor do ILMD/Fiocruz Amazônia, Sérgio Luz, a visita dos pesquisadores possibilita colaboração com a LSTM. “São pesquisadores de uma instituição de grande importância na pesquisa, que tem tradição e trabalhos relevantes na parte de saúde pública. Essa parceria é uma oportunidade não só de se ter projetos de colaboração, mas também abre portas para outras cooperações que atendam aos nossos estudantes e corpo técnico não só em filárias, mas também em outros temas”.
Durante a manhã, os pesquisadores do LSTM estiveram na Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), para conhecer as instalações e pesquisas desenvolvidas na Instituição.
O encontro tem programação defina até amanhã (30/11). Veja abaixo:
EVENT PROGRAMME FOR THE 30.11.2017
9:00- 12:00 –Project proposal wrapping up meeting: closed session
During this session, the LSTM team and Fiocruz researchers will select specific research project proposals and specific funding calls that collaborative joint grant applications can be submitted to. The LSTM team and Fiocruz researchers will decide on a firm agenda for the preparation of grant-application submission with clearly delineated tasks for each of the applicants.
12-00-14-00 – Special lunch
Dr Luz will take our LSTM guest to a special restaurant so our guest can sample the best of traditional Amazonia food and drink.
14-00- 17:00 –Project proposal spill-over meeting or free session.
Depending on the progress of the meeting and the desires of our LSTM guests, this session can be used to resolve out-standing issues from earlier discussions or can be used for tourist activities. The Brazilian Amazon has a lot to offer tourists and we will be glad to show our guests the parts that most interest them. They will, of course, need to remember their swimming trunks if the decide they want to swim with our pink river dolphins.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes
Foto: Eduardo Gomes
Congresso internacional da Rede Unida recebe inscrições de propostas até 25 de janeiro.
/em Notícias /por Marlucia AlmeidaAs inscrições para apresentação de propostas para a Programação do 13º Congresso Internacional da Rede Unida estão abertas até 25 de janeiro de 2018. O Congresso propõe o debate em torno da saúde, educação, arte e cultura, da participação cidadã, da gestão e do trabalho em saúde na perspectiva do fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e podem participar trabalhadores da saúde, usuários do SUS, pesquisadores, estudantes, professores, gestores e representantes de movimentos sociais.
Com o tema central “Faz escuro, mas cantamos: redes em re-existência nos encontros das águas”, o 13º Congresso Internacional da Rede Unida será um grande encontro, permeado por compartilhamento de saberes, reflexões-críticas, aprendizados, cultura e arte.
O evento acontecerá de 30 de maio a 02 de junho de 2018, em Manaus (AM), na Universidade Federal do Estado do Amazonas (Ufam).
INSCREVA-SE AQUI!
As atividades científicas e sociais previstas durante o 13º Congresso Internacional da Rede Unida estão organizadas em:
Atividades temáticas: Fóruns, távolas, sessões de apresentação oral, Rodas, Res-Públicas e produção de arte;
Távolas: dois ou mais convidados respondem a questões formuladas por um debatedor e também questões vindas da plateia;
Res-Pública: espaço de diálogo e interlocução com representantes de órgãos governamentais acerca das políticas públicas em desenvolvimento;
Rodas de conversa, com apresentação de trabalhos: os trabalhos aprovados pela Comissão Científica serão reunidos por temas e distribuídos em mesas de debate, onde todos serão apresentados e debatidos;
Fóruns Nacionais e Internacionais: espaço para entidades e/ou segmentos debaterem questões e temas relacionados às suas práticas, que resulte em um texto propositivo;
Saúde Fazendo Arte: programação científico-cultural com diferentes formatos destinada à troca de experiências e sensibilização a partir de saberes cotidianos e com o protagonismo de atores do sistema de saúde. Inclui performances artísticas e intervenções na cidade, também realizadas em espaços distintos do espaço específico do Congresso.
Atividades Articuladoras: Saúde fazendo arte; Feira / Mostra de iniciativas: sistemas locorregionais, tecnologias em saúde, fotos, vídeos; Seminários e encontros nacionais e internacionais; Mobilização durante o congresso: telões, twitter, rádio web, outras mídias.
Projeções: Mídias relativas aos temas do congresso deverão ser apresentadas, compondo o rol de atividades científicas conduzidas por um moderador;
Intervenções: esquetes e ações serão realizadas durante o evento com o propósito de produzir impacto e reflexões sobre temas relativos ao congresso;
Feira-exposição: Espaço aberto de stands para que movimentos e grupos sociais possam expor seus produtos e práticas;
Tendas: espaços de encontros, articulação, exposição e serviços com um eixo comum, agregando pares de forma livre e auto-organizada.
Rede Unida, por Mirineia Nascimento
Edição: Eduardo Gomes. Ascom, ILMD/ Fiocruz Amazônia.
Obsma conclui Oficinas Pedagógicas em Porto Velho
/em Notícias /por João OliveiraEncerraram ontem, 23/11, as Oficinas Pedagógicas da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma), em Porto Velho (RO). A abertura do evento foi na segunda-feira (20/11). Depois, foram 3 dias dedicados ao diálogo e orientação a professores sobre como abordar com seus alunos as temáticas de saúde e meio ambiente, a partir de recursos relacionados a projeto de ciências, produção de texto e produção audiovisual, que são as modalidades da Olimpíada.
No último dia, foi ministrada pela professora Alcione de Araújo, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e colaboradora da Obsma, a oficina de produção textual. No dia 22/11, ocorreu a oficina de audiovisual, com o programador e produtor visual Wagner Nagib. No primeiro dia, projeto de ciências, com Cristina Araripe, pesquisadora da Fiocruz e coordenadora nacional da Obsma.
A Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente é um projeto educativo bienal promovido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para estimular o desenvolvimento de atividades interdisciplinares nas escolas públicas e privadas de todo o país.
As Oficinas Pedagógicas da Obsma em Porto Velho foram organizadas pela Coordenação Regional Norte, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação de Rondônia (Seduc-RO), por meio da Coordenação do Núcleo do Programa Saúde na Escola (PSE).
Segundo a coordenadora do PSE, Maria Inês Fernandes, a expectativa é de que os professores que participaram das atividades pedagógicas da Obsma, tornem-se multiplicadores do conhecimento adquirido e possam contribuir para que mais educadores de Rondônia, inscrevam projetos na Olimpíada.
Participaram das oficinas professores dos 52 municípios de Rondônia. Alguns educadores chegaram a viajar por 11 horas de ônibus até chegar ao Rondon Palace Hotel, local onde foram ministradas as Oficinas.
A coordenadora Regional Norte da Obsma, Rita Bacuri, ressaltou a importância do envolvimento e empenho da Seduc e do PSE, para prover condições para participação dos professores nas atividades pedagógicas, e espera que a 9ª. edição da Obsma seja contemplada com muitas inscrições de professores de Rondônia.
No encerramento, além das palavras de agradecimento e motivação para impulsionar novos projetos, houve também sorteios de camisas e canecas.
Confira as fotos das Oficinas Pedagógicas em Porto Velho.
Saiba mais sobre as Oficinas Pedagógicas da Obsma
Saiba como organizar Oficinas Pedagógicas na sua cidade/região?
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Marlúcia Seixas
Oficinas Pedagógicas da Obsma começam em Porto Velho (RO)
/em Notícias /por João OliveiraIniciaram nesta terça-feira (21/11) as Oficinas Pedagógicas da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma), em Porto Velho (RO). As oficinas acontecem até 23 de novembro, de 8h às 17h, no Rondon Palace Hotel, que fica no bairro Nossa Sra. das Graças.
A abertura do evento aconteceu na segunda-feira, 20/11, no mesmo local onde estão sendo realizadas as oficinas, e contou com a presença da coordenadora Estadual do Núcleo do Programa Saúde na Escola (PSE), Maria Inês Fernandes, da diretora Geral de Educação da Secretaria de Estado da Educação de Rondônia (Seduc-RO), Angélica Aires, da pesquisadora do Laboratório de Microbiologia e representante da Fiocruz Rondônia, Najla Benevides Matos, da coordenadora nacional da Obsma e pesquisadora da Fiocruz, Cristina Araripe, além da coordenadora Regional Norte da Obsma, Rita Bacuri, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e de professores.
Segundo Maria Inês Fernandes, as Oficinas já estavam no planejamento do PSE desde o ano passado. Agora, o objetivo é que os professores que participam deste momento possam tornar-se multiplicadores e, dessa forma, o Programa venha a alcançar um número maior de pessoas qualificadas para o desenvolvimento de projetos nas áreas de saúde e meio ambiente, e que se sintam aptos a concorrerem na Obsma.
Cristina Araripe lembrou que a Olimpíada trabalha na perspectiva de melhorar as condições de vida das populações, daí a importância do desenvolvimento de projetos com temas relacionados à saúde e ao meio ambiente nas escolas, de modo transversal, de acordo a realidade local, e com propostas e projetos pedagógicos construídos por professores e alunos.
Em Porto Velho, participam das oficinas 80 professores, de 52 municípios de Rondônia. A maioria não conhecia a Obsma, mas em 2012, a professora Carmem Silvia de Andrade Corrêa, de Porto Velho, foi premiada na 6ª. Obsma com um trabalho sobre a dengue. Agora, ela participa das Oficinas Pedagógicas para se qualificar e receber mais estímulos para o desenvolvimento de novos projetos com seus alunos.
O professor Rildo Nilo da Silva, do município Pimenta Bueno (RO), que trabalha com as disciplinas de Biologia, Ciências e Artes, também espera que as Oficinas lhe inspirem a desenvolver novos projetos na escola, e quer receber sugestões de plataformas e outros meios de capacitação profissional.
Para a coordenadora Regional Norte da Obsma, Rita Bacuri, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), o apoio do PSE e da Seduc de Rondônia para o desenvolvimento das Oficinas Pedagógicas, marcam o sucesso do evento. Ela lembra que as oficinas são destinadas a professores da educação básica, de escolas públicas e privadas. Os interessados em participar da Olimpíada podem concorrer com projetos nas áreas de saúde e meio ambiente, desenvolvidos com os alunos, a partir de recursos relacionados a projeto de ciências, produção de texto e produção audiovisual, que são as três modalidades da Obsma.
No dia 22/11, a oficina será de produção audiovisual na educação básica, com o professor Wagner Nagib, da Fiocruz Paraná, que abordará a utilização da tecnologia como ferramenta potencializadora do ensino e aprendizado. Na parte da tarde, acontecerão atividades práticas.
No dia 23/11, a oficina será de produção textual, com a professora Alcione de Araújo, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e colaboradora da Obsma.
SOBRE A OBSMA
A Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente é um projeto educativo bienal promovido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para estimular o desenvolvimento de atividades interdisciplinares nas escolas públicas e privadas de todo o país. Dentre os principais objetivos da Obsma, destacam-se o reconhecimento do trabalho desenvolvido por professores e alunos nas escolas e a cooperação com a divulgação de ações governamentais, criadas em prol da educação, da saúde e do meio ambiente.
ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Marlúcia Seixas
Divulgada classificação final do processo seletivo para o mestrado PPGBIO-Interação
/em Notícias /por Marlucia AlmeidaDivulgada nesta sexta-feira (17/11), a classificação final do processo seletivo Nº003/2017 do curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).
O resultado pode ser acessado em http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=127
Conforme edital, a publicação da lista final de selecionados será divulgada no dia 23 de novembro.
O candidato aprovado deverá efetuar sua matrícula institucional nos dias 27 e 28 de fevereiro, de 2018, de 8h às 12h, e de 13h às 16h, na Secretaria Acadêmica (SECA), no prédio anexo do ILMD/ fiocruz Amazônia, situado à Rua Teresina, 476, bairro Adrianópolis, Manaus.
PPGBIO-INTERAÇÃO
O Programa de Pós-Graduação em Biologia da Interação Patógeno-Hospedeiro é um curso stricto sensu, que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro, no âmbito da maior biodiversidade mundial.
O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na ecoepidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.
As aulas devem iniciar em março de 2018. Este processo seletivo é para a formação da segunda turma do PPGBIO-Interação.
Ascom-ILMD/Fiocruz Amazônia.
Foto: Divulgação