DASPAM

Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia

O Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia – DASPAM está vinculado ao Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Unidade Técnico Científica da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) em Manaus – AM, ofertado em associação com a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

O Programa possui Nota 04Avaliação Quadrienal da CAPES 2021

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Missão e Objetivos


O DASPAM foi instituído com a missão de “formar docentes e pesquisadores altamente qualificados para produção de conhecimento científico/acadêmico e tecnológico, comprometidos com a busca de soluções que possam contribuir com transformações sociais e as melhorias das condições de saúde e vida de populações na Amazônia”, e possui os seguintes objetivos:

(a) Capacitar pesquisadores para exercitar análises críticas, utilizando, de forma integrada, conceitos e recursos metodológicos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais aplicadas à saúde, e de outras áreas conexas;

(b) Desenvolver modelos analíticos de processos de saúde/doença/cuidados, tomando como referência o quadro epidemiológico, econômico, socioantropológico, histórico, biológico e ambiental no cenário regional e suas interfaces com os contextos nacional e internacional de globalização da Amazônia;

c) Contribuir, teórica e tecnicamente, para a formulação, implementação e gestão de políticas setoriais, bem como atuar, neste campo, na docência e na pesquisa.

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Histórico


A Amazônia tem uma grande diversidade biológica, levando naturalistas e cientistas, desde o século XVIII, a percorrer os seus rios e lagos em busca de novas descobertas sobre as espécies. Combinado com essa riqueza natural, a Amazônia traz uma rica diversidade de povos, etnias, culturas, línguas e modos de ver o mundo. Assim, a região tem um grande potencial para pesquisa e divulgação dos conhecimentos, trazendo respostas para os problemas regionais, nacionais e mundiais. Além disso, as práticas e conhecimentos das populações originárias e da floresta nos trazem outros modos de interpretar e conhecer a relação entre os seres humanos e não-humanos. Desse modo, temos grandes desafios epistêmicos e metodológicos para uma produção de conhecimento que considere as dinâmicas ambientais e populacionais da região.

A ocupação da Amazônia, especialmente a partir da década de 1960, trouxe outros modos de se relacionar com o ambiente, motivados pelos modelos desenvolvimentistas do período. Assim, a floresta foi cortada por estradas, hidrelétricas, mineradoras, projetos de colonização que ampliaram a fronteira agrícola do país por meio do agronegócio. Este tipo de ocupação produziu fenômenos como as queimadas, desmatamento, garimpo, deslocamento e extermínio de populações originárias, causando situações ambientais, sociais e culturais que marcam o passado e o presente da região.

As instituições e pesquisadores locais e nacionais, desde as viagens de Oswaldo Cruz e Carlos Chagas no início do século XX, tem buscado responder às principais endemias presentes na região.  As doenças, sejam as emergentes e as reemergentes, necessitam de estudos para a produção do conhecimento, desenvolvimento de fármacos, métodos de diagnóstico e insumos que subsidiam as políticas públicas de saúde. Além disso, os estudos populacionais, gestão e redes de saúde, dinâmicas territoriais, políticas públicas específicas para o trabalho em saúde são estratégicas para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) adequado e específico para as responder às necessidades segundo as caraterísticas da Amazônia.

As instituições de ciência, tecnologia e inovação tem avançado na produção do conhecimento e na formação de pesquisadores e docentes. Destacamos aqui o papel estratégico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM) e das chamadas específicas do CNPq e CAPES para o fomento da pesquisa e o apoio em bolsas para os estudantes de Pós-Graduação. Dos 98 programas de pós-graduação em Saúde Coletiva no Brasil, apenas 5 estão na região Norte, mostrando a necessidade de financiamento e incentivo para o fortalecimento da área. A região possui apenas três mestrados acadêmicos e dois doutorados, sendo um deles resultado de uma parceria bem-sucedida entre a UFAC e a Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP/Fiocruz) e o DASPAM. No entanto, a oferta de ensino de pós-graduação, especialmente doutorado, ainda é insuficiente para responder à grande demanda de formação e de pesquisas

A capacidade de resposta das instituições aos principais problemas de saúde é prejudicada pela falta de sanitaristas e uma produção de um conhecimento pertinente às necessidades da região. Assim, o fortalecimento de programas de mestrado e doutorado é uma resposta, no nível regional, para a formação de pesquisadores e conhecimentos aplicados ao sistema de saúde e para as populações da Amazônia.  A criação do Doutorado Acadêmico em Saúde Pública na Amazônia – DASPAM, em 2020, vinculado ao Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), Unidade Técnico Científica da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) em Manaus – AM, em associação com a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), é um modo de fortalecer as instituições, o SUS e os modos de vida das populações amazônidas.

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Área de concentração e Linhas de Pesquisa


Possui uma área de concentração: Estudos de Processo Saúde/Doença/Atenção, que engloba duas linhas de pesquisa:

1) Linha 01: Monitoramento de Situações de Saúde, Vigilância e Controle de Agravos de Relevância Epidemiológica na Amazônia – voltada para o desenvolvimento de estudos epidemiológicos, vetoriais e de implementação de ferramentas aplicadas ao diagnóstico, tratamento e controle de doenças infecciosas de interesse em saúde pública na Amazônia.

2) Linha 02: Práticas, Saberes, Cuidados e Políticas Públicas de Saúde na Amazônia – propõe o desenvolvimento de pesquisas interdisciplinares orientadas para:

  • a) investigação de cotidianos, modos de vida, saberes e agravos de grupos vulneráveis e socioculturalmente específicos, assentados em espaços urbanos, fronteiriços, ribeirinhos e terras indígenas e suas interfaces com a produção psico-sociocultural de agravos;
  • b) análises de situações de saúde e medidas de controle de agravos de interesse em saúde pública;
  • c) planejamento, organização, gestão e avaliação de serviços e cuidados de atenção primária em saúde.

Como um curso implantado recentemente (2020), outorgou sua primeira Doutora que foi agraciada com o Prêmio Oswaldo Cruz de Teses 2023. Assim, o DASPAM parte do pressuposto de uma formação situada, com o compromisso de valorização das diferenças e a promoção da vida em diferentes territórios da Amazônia.

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Projetos de pesquisa


 

 

Coordenação do Curso


Portaria Nº 14, de 30 de janeiro de 2024 | Período de Vigência: 01 fevereiro de 2024 a 01 de fevereiro de 2028

 

 

Representante Discente


 

Portaria Nº 14, de 30 de janeiro de 2024 | Período de Vigência: 01 fevereiro de 2024 a 01 de fevereiro de 2028

 

 

Apoio Administrativo


Secretaria Acadêmica – SECA
seca.ilmd@fiocruz.br
(92) 3621-2302/50

Serviço de Pós-Graduação – POSGRAD
posgrad.ilmd@fiocruz.br
(92) 3621-2357/75