Congresso Brasileiro de História da Medicina recebe trabalhos até 30 de julho

Medicina e ambiente: articulações e desafios no passado, presente e futuro. Este é o tema comum do 3º Encontro Luso-Brasileiro de História da Medicina Tropical e do 23º Congresso Brasileiro de História da Medicina (CBHM), que serão realizados entre os dias 5 e 9 de novembro de 2018, na Escola Superior de Ciências da Saúde da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), situada à Avenida Carvalho Leal, 1777, bairro Cachoeirinha, Manaus (AM).

Os eventos têm o objetivo de discutir a história de doenças – em particular as chamadas “tropicais” ou “negligenciadas” – e a história das instituições e políticas de saúde do ponto de vista de seus determinantes socioambientais. Seus quatro eixos de reflexão são a produção e circulação de conhecimento e práticas médicas visando o controle, prevenção e tratamento em contextos nacionais, coloniais e pós-coloniais; redes transnacionais e transimperiais de circulação de atores, saberes, protocolos, espécimes e patógenos; intervenções sobre o ambiente e seus efeitos sobre o contato entre populações, parasitos e vetores; posicionamentos bioéticos sobre medicina e ambiente, nos domínios da saúde pública e do desenvolvimento científico, tecnológico e médico.

O 23º Congresso Brasileiro de História da Medicina Tropical será presidido por João Bosco Botelho, da Universidade do Estado do Amazonas e terá como vice-presidente Luiz Ayrton Santos Junior, da Universidade Federal e Universidade Estadual do Piauí. O 3º Encontro Luso-Brasileiro de História da Medicina Tropical terá como presidentes Jaime Larry Benchimol, da Casa de Oswaldo Cruz e Instituto Leônidas e Maria Deane da Fiocruz, e Isabel Amaral, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

TRABALHOS

As inscrições de trabalhos vão até 30 de julho. A secretaria dos eventos ficará a cargo de Claudio Peixoto, no Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia). Os trabalhos submetidos ao 3º Encontro – 23º Congresso deverão ser enviados a congressomanaus2018@gmail.com , com cópia para ima@fct.unl.pt .

Os trabalhos deverão obedecer ao seguinte formato: título e resumo estendido em português ou inglês (máximo de 500 palavras) e curta nota biográfica sobre autor(es) – máximo de 150 palavras, indicando filiação institucional e link para currículo do(s) autor(es).

Após aprovação pela Comissão Científica, os proponentes poderão submeter texto completo até 1º de outubro, para que sejam reproduzidos nos anais dos eventos. Uma vez aprovado o trabalho, o proponente deverá providenciar o pagamento da taxa de inscrição, conforme a indicação abaixo:

– 100 Euros ou R$ 400,00 para pesquisadores ou profissionais que venham a se inscrever até 30 de julho de 2018; 150 euros ou R$ 600,00 para os que se inscreverem após 30 de julho.

– 50 Euros ou R$ 200,00 para mestrandos e doutorandos de programas de pós-graduação e sócios da Sociedade Brasileira de História da Medicina; 75 Euros ou R$ 300,00 para os que se inscreverem após 30 de julho de 2018.

– 15 Euros ou R$ 60,00 para estudantes de graduação; 20 Euros ou R$ 80,00 para os que se inscreverem após 30 de julho de 2018.

Os dados para o pagamento são: Sociedade de Promoção da Casa de Oswaldo Cruz, CNPJ: 31.157.860/0001-67, Banco do Brasil, Agência: 0576-2, Conta corrente: 2487-2. Para pagamentos por meio de paypal, é preciso enviar e-mail à secretaria do Congresso – congressomanaus2018@gmail.com – para ser gerada a fatura.

Para mais informações, acesse o site do evento.

Fonte: COC/ Fiocruz

Fiocruz divulga nota contra flexibilização de lei sobre agrotóxicos

Em Nota Pública, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) se posiciona de forma contrária ao Projeto de Lei 6299/02, que trata do registro de agrotóxicos no país, com votação prevista no Congresso Nacional nesta terça-feira (8/5). Para a Fundação, o projeto visa alterar em profundidade o Marco Legal sobre o tema (lei 7.802/1989), negligenciando a promoção da saúde e a proteção da vida, e configurando uma desregulamentação que irá fragilizar o registro e reavaliação desses produtos no Brasil. A proposta significa um retrocesso que põe em risco a população, em especial grupos populacionais vulnerabilizados como mulheres grávidas, crianças e os trabalhadores envolvidos em atividades produtivas que dependem da produção ou uso desses biocidas.

A instituição vem produzindo pesquisas que evidenciam os impactos negativos dos agrotóxicos para a saúde, o ambiente e a sociedade. A Fiocruz ressalta que o cenário de enormes vulnerabilidades sociais e institucionais existentes na maioria dos territórios onde há uso de agrotóxicos, que interferem diretamente na ocorrência dos casos de intoxicação, constitui uma situação verdadeiramente preocupante, e que pode ter repercussões graves e irreversíveis para gerações atuais e futuras.

CONFIRA A NOTA NA ÍNTEGRA:

“Nota pública contra a flexibilização da legislação de agrotóxicos

A expansão das commodities agrícolas impulsionou o mercado de agrotóxicos no Brasil, que hoje configura-se como um dos maiores consumidores de agrotóxicos do mundo. O uso desses biocidas representa um grave problema de saúde pública devido tanto à toxicidade dos produtos quanto às enormes vulnerabilidades socioambientais e político-institucionais que o país enfrenta.

As recentes mudanças na conjuntura política no país impuseram uma série de medidas na seguridade social, observadas principalmente a partir das perdas de direitos presentes na reforma trabalhista realizada sem um amplo debate junto à sociedade brasileira e também pela ameaça de uma reforma previdenciária, realizadas para atender aos interesses do grande capital. É neste bojo que se coloca a retomada da pauta das mudanças no marco legal de registro de agrotóxicos no país, cujas alterações propostas foram agrupadas em um conjunto de projetos de lei denominado “Pacote do Veneno”, capitaneado pelo agronegócio e que busca flexibilizar o registro de agrotóxicos ao alterar em profundidade a lei 7.802/1989, negligenciado a promoção da saúde e proteção da vida.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) tem como missão institucional promover a saúde e o desenvolvimento social, gerar e difundir conhecimento cientifico e tecnológico e ser um agente de cidadania, sendo pautada pelo compromisso ético de produção de uma ciência crítica e engajada em defesa da saúde e do ambiente. Historicamente, a instituição vem produzindo pesquisas que evidenciam os danos relacionados ao uso dos agrotóxicos para a saúde, o ambiente e a sociedade, demonstrando claramente seus impactos. Do mesmo modo, a Fiocruz tem divulgado notas públicas evidenciando estes impactos e alertando para o risco do uso de agrotóxicos. Assim, a Fiocruz não pode se eximir de posicionar-se publicamente diante de situações que representem a negação de seu compromisso ético e institucional, e mesmo do própria conhecimento científico.

Nesse contexto, a Fiocruz se coloca contrária ao Projeto de Lei 6.299/2002, com votação prevista para 8 de maio de 2018 no Congresso Nacional e que, se aprovado, irá fragilizar o registro e reavaliação de agrotóxicos no país, que hoje tem uma das leis mais avançadas no mundo no que se refere à proteção do ambiente e da saúde humana.

As principais mudanças propostas incluem:

  • A mudança do nome “agrotóxicos” pelas expressões “defensivo fitossanitário” e “produtos de controle ambiental” em uma estratégia que oculta as situações de risco ao comunicar uma falsa segurança desses produtos químicos;
  • A centralização do poder decisório sobre a regulação dos agrotóxicos no âmbito do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). De acordo com as alterações propostas, caberá ao Mapa a análise toxicológica e ecotoxicológica para a aprovação de registro de produtos, hoje atribuições da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Também caberá ao órgão o estabelecimento de diretrizes para reduzir os impactos dos agrotóxicos sobre o ambiente e a saúde humana, dentre outras funções. Com as mudanças estes órgãos passarão a ter papel meramente consultivo, em uma estratégia que suprime a atuação reguladora do Estado ao deixar decisões que deveriam ser técnicas nas mãos do mercado;
  • A inserção da análise de risco, permitindo que produtos que hoje têm o registro proibido em função do perigo que representam – como aqueles que causam câncer, mutações, desregulações endócrinas e más-formações congênitas – passem a ter o registro permitido se o risco for considerado “aceitável”, banalizando o risco.

As alterações propostas representam um retrocesso que põe em risco a população, em especial grupos populacionais vulnerabilizados como mulheres grávidas, crianças e os trabalhadores envolvidos em atividades produtivas que dependem da produção ou uso desses biocidas. Somando-se a isso o cenário de enormes vulnerabilidades sociais e institucionais existentes na maioria dos territórios onde há uso de agrotóxicos, que interferem diretamente na ocorrência dos casos de intoxicação, tem-se uma situação verdadeiramente preocupante, e que pode ter repercussões graves e irreversíveis para gerações atuais e futuras, com custos de curto, médio e longo prazo.

A regulação de agrotóxicos não pode ser tratada de forma simplista, com a proposição de mudanças voltadas para atender aos interesses do mercado. A falsa justificativa de que é preciso “dar celeridade aos processos de registro” trata as avaliações hoje conduzidas como burocracias desnecessárias que representam entraves à economia, sendo esse um entendimento equivocado e perigoso que pode trazer prejuízos incomensuráveis para a saúde, o ambiente e a sociedade. Ao invés de resolver a precarização técnica e humana da estrutura reguladora, propõem sua desregulação. É preciso que haja rigor no processo de avaliação e que sejam ofertados aos órgãos competentes, tais como a Anvisa e o Ibama, condições adequadas de trabalho – materiais e pessoais – para que o processo de avaliação e registro de agrotóxicos possa ser conduzido com todo o rigor necessário para a proteção da vida e a defesa de um ambiente equilibrado.

A Fiocruz reafirma seu compromisso de defender o ambiente e a saúde, compreendendo que os interesses econômicos jamais podem se sobrepor aos de defesa da vida.”

CCS/Fiocruz

Estudantes de medicina da Imperial College London ministram palestra no Centro de Estudos da Fiocruz Amazônia

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promoveu nesta sexta-feira, 4/5, a palestra “National Health Service (NHS): Passado, presente e futuro do sistema de saúde inglês”, ministrada pelos estudantes Tanaraj Perinpanathan, Joe Kempton e Kavian Kulasabanathan, da faculdade de medicina, da Imperial College London.

Os estudantes estão em intercâmbio na Fiocruz Amazônia, sob orientação do pesquisador Rodrigo Tobias, do Laboratório de História, Políticas Públicas e Saúde na Amazônia (LAHPSA). O objetivo dos alunos é desenvolver atividades para promover e prevenir doenças prevalentes na região amazônica, no âmbito da atenção primária à saúde.

O encontro abordou a atenção primária no Sistema de Saúde Inglês, além do trabalho das equipes multiprofissionais, compostas principalmente por médicos, enfermeiros, dentistas, psicólogos e fisioterapeutas.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

Estudo mostra que Método Wolbachia reduz transmissão do vírus Mayaro

Os mosquitos Aedes aegypti que carregam a bactéria Wolbachia têm a capacidade  reduzida de transmitir o arbovírus Mayaro. A descoberta está em um artigo publicado na última edição da revista científica online Scientific Reports, que integra o grupo Nature e abrange todas as áreas das ciências naturais. O estudo foi realizado por um grupo de pesquisadores do Instituto René Rachou (IRR), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), sediado na cidade de Belo Horizonte, e resultou no artigo “Wolbachia significantly impacts the vector competence of Aedes aegypti for Mayaro virus”.

A pesquisa foi feita a partir de um isolado do vírus circulante no Brasil, multiplicado em células do Aedes aegypti. O vírus foi misturado com sangue humano e utilizado para alimentar dois grupos de Aedes aegypti: mosquitos do campo e aquele que possuem em seu organismo a bactéria Wolbachia. A análise, realizada após a infecção dos mosquitos, mostrou que os Aedes aegypti com Wolbachia possuíam muito menos vírus na região da cabeça (local onde se encontram as glândulas salivares), enquanto que os mosquitos de campo (que não carrega a Wolbachia) se encontravam significativamente mais infectados com o vírus Mayaro.

Em outro ensaio realizado, a saliva dos mosquitos (com e sem Wolbachia) expostos ao vírus Mayaro foi extraída e, posteriormente, injetada em Aedes aegypti de campo, que ainda não haviam tido o contato com o vírus. O resultado apontou que, ao receber a saliva de mosquitos com Wolbachia, os mosquitos não sofreram a infecção, enquanto as salivas provenientes dos mosquitos controle se tornaram em sua maioria infectados. Esse ensaio, realizado em laboratório, mostra a capacidade reduzida de transmitir o vírus de mosquitos com Wolbachia.

“O estudo mostra que, potencialmente, o método que consiste em liberar Aedes aegypti com Wolbachia no ambiente para reduzir a capacidade de transmissão de doenças é eficaz para mais um arbovírus, além de dengue, Zika e chikungunya”, avaliou Luciano Moreira, pesquisador da Fiocruz e um dos autores do artigo. Moreira é o líder do World Mosquito Program (WMP) no Brasil, iniciativa internacional de combate a doenças por mosquitos e que, no país, é conduzida pela Fiocruz. O WMP está presente em outros 11 países da América do Sul, Ásia, Oceano Pacífico e Oceania.

Além de Moreira, assinam o artigo: Thiago Nunes Pereira, Marcele Neves Rocha, Pedro Henrique Ferreira Sucupira e Fabiano Duarte Carvalho, todos pesquisadores do IRR/Fiocruz. O artigo está disponível em: https://www.nature.com/articles/s41598-018-25236-8.

Febre Mayaro

O vírus Mayaro (MAYV) é um arbovírus da família Togaviridae, gênero Alphavirus, assim como o vírus Chikungunya (CHIKV), ao qual é relacionado genética e antigenicamente. A febre Mayaro, provocada pelo vírus, é uma zoonose silvestre transmitida principalmente pelo mosquito Haemagogus janthinomys. O Aedes aegypti, que é um mosquito urbano, têm a capacidade de atuar como vetor do vírus Mayaro, o que já foi demonstrado experimentalmente. Entretanto, não existe nenhum caso conhecido que tenha sido transmitido dessa forma.

“Nós ainda não identificamos Aedes aegypti na cidade de Manaus com o vírus Mayaro. Nossos pesquisadores identificam que há Mayaro circulando, mas não a forma como acontece a transmissão”, explicou Sérgio Luiz Bessa Luz, pesquisador e diretor do Instituto Leônidas e Maria Deane (ILMD) da Fiocruz, localizado em Manaus. Casos de febre Mayaro já foram notificados também nos estados de Pará, Tocantins e Goiás, segundo o Ministério da Saúde.

Por Glória Galembeck

 

Ministério da Saúde incentiva projetos inovadores com temas em gestão do trabalho em saúde

Até o dia 31 de julho de 2018, as secretarias estaduais e municipais de saúde e instituições públicas e privadas, sem fins lucrativos, poderão inscrever experiências exitosas em gestão do trabalho em saúde no prêmio “Inovasus 2018”.  A iniciativa do Ministério da Saúde irá premiar 10 projetos inovadores, com R$ 1 milhão, utilizados no Sistema Único de Saúde (SUS).

Acesse o edital Inovasus 2018

Regulamento do Prêmio Inovasus 2018

Para se inscrever, os interessados devem adequar seus projetos nos seguintes temas: Melhoria de Processos para o Fortalecimento da Gestão do Trabalho no SUS, Dimensionamento da Força de Trabalho no SUS, Combate à Discriminação no Local de Trabalho, Iniciativas Estaduais de Capilarização da Gestão do Trabalho nos Municípios e Práticas Integrativas e Complementares – PICS.

Além disso, as propostas apresentadas devem ser inovadoras, terem resultados positivos, caráter educativo, que possam ser adaptados à outras instituições, que tenham a participação dos trabalhadores e que demonstrem sustentabilidade. As inscrições dos trabalhos poderão ser realizadas, de forma gratuita, por meio de formulário eletrônico disponível no site: http://inovasus.navi.ifrn.edu.br/login

A diretora do Departamento de Gestão e da Regulação do Trabalho em Saúde (Degerts), Ana Paula Schiavone, fala da importância da iniciativa. “O prêmio vem para mostrar aquela boa prática que as secretarias fazem, no dia-a-dia do seu município ou no seu estado, que mudam a realidade do SUS. É Essa boa pratica que queremos conhecer e premiar, que queremos se possível replicar para todo o país. E esse incentivo do Ministério da Saúde poderá mudar ainda mais a realidade da das regiões brasileiras”, ressaltou.

O Prêmio Inovasus está em sua sexta edição e já premiou 97 projetos com mais de R$ 12,3 milhões. O intuito da iniciativa é proporcionar e dar visibilidade às experiências exitosas locais e permitir o fortalecimento da Gestão do Trabalho por meio de investimentos nas instituições e nas equipes de trabalho.

Além disso, o Ministério da Saúde busca promover a articulação de diversos atores, em prol da estruturação da política de Gestão do Trabalho entre os entes federativos, sempre trabalhando com os princípios constitucionais que regem a Administração Pública (legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, eficiência).

As inscrições dos trabalhos poderão ser realizadas, de forma gratuita, por meio de formulário eletrônico disponível no site: http://inovasus.navi.ifrn.edu.br/login

Agência Saúde, Por Victor Maciel

Fonte: Ministério da Saúde

Manaus sedia 13º Congresso Internacional da Rede Unida

Com o tema “Faz escuro, mas cantamos: redes em re-existência nos encontros das águas”, o Congresso Internacional da Rede Unida movimentará a agenda científica do País com a participação estimada de 3.000 congressistas e convidados nacionais e internacionais. O evento acontecerá no campus da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), no período de 30 de maio a 02 de junho de 2018, em Manaus (AM).

O Congresso tem como finalidade propor o debate em torno da saúde, da educação, da arte e cultura, da participação cidadã, da gestão e do trabalho em saúde na perspectiva do fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). O público-alvo é composto por trabalhadores da saúde, usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), pesquisadores, estudantes, professores, gestores e representantes de movimentos sociais.

A expectativa do presidente desta edição do Congresso, Rodrigo Tobias, é que os participantes vejam que a Região Amazônica não é somente o lugar da distância, da dificuldade, da falta de acesso, o lugar das carências e das doenças. “Esperamos que esse evento possa deixar nos congressistas a ideia de que a Amazônia também é um lugar de potencialidades, de produção de saúde, de vida, com suas especificidades. O nosso desejo é que os participantes reservem sua participação nesse congresso e desfrutem de tudo o que vai acontecer. Estamos trabalhando muito para que tudo saia bem”, declarou Tobias.

Atividades Internacionais

As atividades internacionais incluem cinco fóruns, que fomentam debates sobre temas da atualidade em relação à gestão da educação e do trabalho em saúde na perspectiva de diferentes países. Trata-se do V Fórum Internacional de Educação na Saúde, com a temática “Interprofissionalidade na formação e no trabalho em saúde: desafios às políticas e ao cotidiano”; do IV Fórum Internacional de Participação em Saúde, Políticas Públicas e Educação Cidadã, com o tema “A vitalidade da democracia quando as instituições padecem: a resistência cidadã como artesania de novos tempos”; do V Fórum Internacional de Atenção Básica/Primária em Saúde, com o tema “A atenção básica/primária nos sistemas de saúde universais: desafios e avanços após 40 anos de Alma Ata”; do IV Fórum Internacional de Cooperação em Saúde e Políticas Públicas, com o tema “Direitos humanos, políticas públicas e inclusão em tempos de austeridade: repercussões na gestão da educação e do trabalho na saúde”; e do I Fórum Internacional de Saúde do Migrante, com o tema “A dignidade e a saúde das pessoas em tempos sombrios: as fronteiras nacionais e a afirmação de direitos humanos”.

Trabalhos submetidos

Esta edição no Amazonas fechou com o número de 3.420 submissões de trabalhos nacionais e internacionais. Realizado pela primeira vez no Norte do País, a região foi a que mais teve trabalhos submetidos, totalizando 1.652 submissões com destaque aos estados do Amazonas e Pará, com 913 e 641 trabalhos inscritos, respectivamente.  A região Nordeste ficou em segundo lugar com 628 trabalhos. Já o Sudeste figurou em terceira posição com 383 submissões. As regiões Sul e Centro-Oeste do Brasil tiveram 298 e 165 trabalhos submetidos, respectivamente. Da participação internacional, a Itália submeteu três trabalhos.

Nos congressos da Rede Unida são aceitos trabalhos para apresentação oral nas modalidades Távolas e Rodas de Conversa. Para os organizadores, o volume de trabalhos submetidos e aprovados aponta um Congresso com grande densidade técnico-científica, além da enorme diversidade de temas e de experiências locais que compõem uma programação atrativa para diferentes públicos.

Confira a programação de apresentação dos trabalhos

Segundo o coordenador Nacional da Rede Unida, Júlio César Schweickardt, a organização do Congresso é um dos desafios da atual coordenação, que tem dentre os seus objetivos mobilizar os vários setores e atores que atuam no contexto da saúde e da educação, incluindo usuários de serviços de saúde, membros de Conselhos de Saúde e trabalhadores do SUS, oportunizando um fórum especial de participação cidadã. “Ver com novos olhares a saúde pública brasileira, fortalecer o nosso Sistema Único de Saúde [SUS] e pensar na formação dos profissionais da área são algumas de nossas missões à frente da Rede Unida, uma instituição muito atuante e comprometida com as políticas de saúde no Congresso”, concluiu.

Programação

Além da apresentação dos trabalhos e da realização dos fóruns internacionais, a programação do congresso inclui atividades como Mostra Fotográfica, Lançamentos de livros, Seminários, encontros e oficinas, Conferências, Intervenções e muitas outras atividades contemplando os cinco eixos centrais: Educação, Trabalho, Gestão, Controle Social e Participação e Saúde, Cultura e Arte.

Inscreva-se e participe das atividades

Instituições parceiras

São parceiros desta edição a Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur), Conselho Nacional de Saúde (CNS), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ministério da Saúde (MS), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), Secretaria de Estado da Cultura (SEC), Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Secretaria Municipal de Educação (Semed), Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM) e ILMD/Fiocruz Amazônia, co-organizador do Congresso.

Sobre a Rede Unida

A Associação Brasileira da Rede Unida reúne projetos, instituições e pessoas interessadas na mudança da formação dos profissionais de saúde e na consolidação de um sistema de saúde equitativo e eficaz com forte participação social.

A principal ideia força da Rede Unida é a proposta de parceria entre universidades, institutos de pesquisa, serviços de saúde e organizações comunitárias. Não se trata de qualquer parceria: trata-se de uma modalidade de co-gestão do processo de trabalho colaborativo, em que os sócios compartilham poderes, saberes e recursos.

Por ser uma Associação de abrangência nacional, a Rede Unida prima por estimular a produção de estudos e pesquisas, desenvolvimento de tecnologias alternativas, produção e divulgação de informação e conhecimentos técnicos e científicos, que digam respeito às atividades de promoção da educação e da saúde em todo o País, bem como de proposição de novos modelos sócios produtivos e de sistemas alternativos de produção que fortaleçam o campo da saúde, a fim de garantir e ampliar a cidadania, os direitos humanos, a democracia e outros valores universais.

Nesse sentido, é tarefa prioritária da Rede Unida é reafirmar o processo histórico de luta pela reforma sanitária e democratização da saúde, com o objetivo de fortalecer o SUS por meio de mudanças na formação profissional em saúde.

Para tanto, é desafio da Rede induzir modelos de educação profissional interdisciplinares, multiprofissionais e que respeitem os princípios do controle social e do SUS e, assim, promover tessituras entre educação, saúde e sociedade a partir da formação de trabalhadores críticos e reflexivos, capazes de realizar leituras de cenário, identificar problemas e propor soluções no cotidiano de sua prática profissional e na organização do trabalho em saúde.

Agência Rede Unida de Comunicação, por Mirinéia Nascimento (Ascom/Rede Unida)

Gripes H2N3 e H3N2: virologista esclarece dúvidas sobre os tipos de vírus em circulação

Tradicionalmente, o inverno é tempo de gripe e de problemas respiratórios. A chegada da estação traz com ela o aumento do número de casos de adoecimento provocados pelo vírus Influeza. Em 2018, porém, têm causado preocupação boatos que circulam nas redes sociais e apontam a entrada no Brasil de um sorotipo responsável por milhares de casos nos Estados Unidos, o H3N2, e ocorrência de óbitos associados a outro sorotipo do vírus, o H2N3.

Em nota oficial, no entanto, o Ministério da Saúde já esclareceu que não existe circulação de vírus Influenza H2N3 no Brasil. A entidade reforçou que mantém vigilância sobre as variantes de Influenza presentes no país, a partir de uma rede de unidades sentinelas, e destacou que a vacina anualmente oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) protege contra as variações mais comuns em circulação dos vírus Influenza H1N1, H3N2 e Infleunza B.

Em entrevista para o Portal Fiocruz, o virologista Fernando Motta, pesquisador do Laboratório de Vírus Respiratórios e do Sarampo do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), reforçou que a variante H2N3 não circula entre a população humana e explicou detalhes sobre a disseminação do vírus Infleunza A (H3N2) em nosso território.

O que é o vírus H3N2 e quais os sintomas da gripe que ele provoca?

Fernando Motta (IOC/Fiocruz): O vírus H3N2 é um dos subtipos do vírus influenza A, por isso chamamos de influenza A(H3N2). Os sintomas provocados por este vírus são os clássicos da clínica de gripe: febre alta com início agudo, cefaleia, dores articulares, constipação nasal e inflamação de garganta e tosse. Em alguns casos pode haver vômito e diarreia, sendo estas manifestações pouco frequentes e mais comuns em crianças.

Quais são as cepas de Influenza mais associadas aos casos de “gripe comum” no Brasil? O H3N2 é uma delas?

Todos os anos, as epidemias de influenza são provocadas por variantes de três vírus principais, dois do tipo A: influenza A(H1N1)pdm09 e A(H3N2), e o influenza B, que não tem subtipos. Estes são os vírus que circulam na população humana, podendo haver maior circulação de um ou de outro. O vírus H3N2 tem circulado de modo preponderante desde 2015 no Brasil e no mundo. Por ser um vírus que há décadas adaptado à população humana, ele apresenta um perfil clássico de acometimento de pessoas nos extremos de faixa etária, crianças e idosos, que podem apresentar complicações com necessidade de internação.

Então a entrada no H3N2 no Brasil não é inédita?

Na verdade, os vírus do subtipo H3N2 são bem conhecidos da população humana, em todos os países, inclusive nos EUA e no Brasil. São considerados sazonais desde a pandemia de 1968 (gripe de Hong Kong), quando foram introduzidos na população humana. Logo, são os vírus influenza mais bem adaptados, após quatro décadas de convivo com o ser humano. Não há ineditismo, nesse sentido.

Na sua visão, no que se refere à circulação desse vírus, há motivo para mais preocupação do que nos invernos anteriores?

Apesar de conhecido, a cada ano pequenas mutações podem gerar alterações nos vírus e dar origem a cepas com diferentes comportamentos. Cada epidemia deve ser acompanhada nas diferentes regiões do país. Porém não há motivo para alarmes. A rede de vigilância de Influenza do Ministério da Saúde acompanha semanalmente os casos e a evolução dos vírus de modo a estar apto a intervir no caso de uma mudança de cenário. Enquanto referência nacional em Influenza junto ao Ministério da Saúde, nosso Laboratório atua diretamente nessas atividades de monitoramento.

Então a variante em circulação do vírus H3N2 não é mais agressiva do que o normal?

Trata-se apenas de um boato. Não há qualquer evidência nesse sentido.

O vírus H3N2 poderia causar uma pandemia como a do Infleunza A (H1N1) em 2009?

O vírus H3N2 foi introduzido há décadas na população humana por um processo similar ao que ocorreu em 2009, em um evento de abrangência global – em uma pandemia. A transmissão dos dois é a mesma e o H3N2 só provocaria uma nova pandemia se ocorresse a recombinação de material genético oriundo de uma variante de influenza não humano (por exemplo, se ocorresse um rearranjo genético com amostras de influenza suínas ou aviárias).

Outro boato em circulação, desmentido pelo Ministério da Saúde, fala sobre casos associados ao Influenza H2N3 no Brasil. Esse vírus pode identificar populações humanas?

Não. Isso também não passa de boato. O vírus H2N3 é outro subtipo do vírus influenza A. No entanto, sua circulação está restrita a animais. Nunca foi identificado em humanos em nenhuma região do mundo.

Boatos como esse sempre causam medo de uma pandemia na população. Você poderia explicar como esse tipo de episódio acontece?

Novas cepas do vírus influenza que aparecem em pandemias tiveram algum tipo de rearranjo genético, a partir da mistura entre vírus. Isso pode ocorrer no processo de replicação do vírus quando um mamífero (uma pessoa ou um animal) está infectado por mais de um vírus de Influenza ao mesmo tempo: nesse caso, a célula infectada pode misturar o material genético dos vírus, dando origem a um novo vírus. Isso é diferente do processo de evolução que os vírus Influenza estão constantemente sofrendo, pequenas mutações que ocorrem naturalmente no ambiente e não são capazes de gerar um vírus com potencial pandêmico.

A vacina contra a gripe oferecida pelo SUS no Brasil imuniza contra os vírus de gripe mais comuns em circulação? O Infleunza H3N2 está entre eles?

Sim. A vacina oferecida no Sistema Único de Saúde (SUS) prevê cepas dos subtipos A(H1N1, A(H3N2) e B, ajustadas para serem as mais próximas possíveis dos vírus circulantes na população. Por isso, é importante a vacinação a cada nova campanha, para sempre se estar imunizado com o vírus mais próximo possível daqueles circulantes no país.

Quem tomou a vacina no ano passado ou nos anos anteriores deve se vacinar novamente contra a gripe?

Sim. As vacinas são atualizadas para cada epidemia, e mesmo que apenas um componente seja alterado é importante a renovar a vacinação. Outro aspecto desejado com a nova vacinação é o efeito de ‘boost’ provocado pela nova vacina, reforçando as defesas ativadas no ano anterior.

A campanha de vacinação é indicada para idosos acima de 60 anos, crianças entre seis meses e cinco anos, gestantes, mulheres até 45 dias após o parto, trabalhadores de saúde, povos indígenas, portadores de doenças crônicas e professores da rede pública e particular. Quem não está nesses grupos, como deve se prevenir?

A vacina pode ser tomada por toda a população salvo contra indicação médica ou alergia a componentes da vacina (a vacina é produzida em ovos). Ela é oferecida pelo Sistema Único de Saúde, gratuitamente, nos postos de saúde. Também pode ser encontrada em clínicas especializadas. Nesse caso, é importante estar atento para a validade do produto e se realmente tem a composição recomendada pela OMS para aquele ano epidêmico. Para todas as pessoas, a recomendação de prevenção é lavar constantemente as mãos com água e sabão, cobrir a boca ao tossir, evitar o contato com pessoas doentes e aglomerações.

Qual é o tratamento indicado para a gripe do H3N2?

O subtipo H3 segue a mesma recomendação preconizada para todos os influenza sazonais humanos. Acompanhamento de suporte pra casos sem complicação e sendo necessário, internação e uso de medicamento antiviral específico.

Por Marcelo Garcia (Portal Fiocruz)

Seminário na Fiocruz Amazônia aborda educação permanente e saúde da família

Com o tema “Campo (Inter)disciplinar da Saúde da Família: a interface com a educação e o cotidiano do trabalho na atenção básica”, teve início nesta quarta-feira, 26/4, o Seminário Saúde da Família, promovido pelo Programa de Mestrado Acadêmico em Saúde da Família (ProfSaúde), desenvolvido no Amazonas pelo Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) e Escola de Saúde da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em rede com diversas instituições de ensino e pesquisa brasileiras.

O seminário acontece até amanhã, 27/4, e pretende promover reflexão sobre processos educativos na prática da atenção básica. Além disso, estão sendo realizadas aulas de qualificação de projetos dos mestrandos no âmbito da temática “Saúde da Família”. O evento reúne gestores, trabalhadores de saúde, estudantes de graduação e pós-graduação na área da saúde.

Para o Coordenador do ProfSaúde/ILMD Fiocruz Amazônia, Rodrigo Tobias, o programa possui grande relevância por atuar principalmente na geração de conhecimento de profissionais que atua diretamente na atenção básica, proporcionando intervenções diretas ao Sistema Único de Saúde (SUS). “Esse é a missão de um programa profissionalizante em saúde da família, pensar soluções práticas para intervenção de um SUS com qualidade. Isso é importante para a sociedade, pois não se trata simplesmente de um investimento no conhecimento, mas no investimento do conhecimento de profissionais da saúde que fazem acontecer a Atenção Básica e primária em seus lugares, no Estado do Amazonas”, destacou.

Compuseram a mesa de abertura do evento, a coordenadora do ProfSaúde/ UEA, Ângela Xavier; o coordenador ProfSaúde/ ILMD Fiocruz Amazônia, Rodrigo Tobias; o secretário municipal de saúde de itapiranga (AM), Jairo Pereira, representando o presidente do Conselho Estadual dos Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM); a gerente da Rede de Cuidados Crônicos da Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA), Luana Amaral, representando o secretário municipal de saúde de Manaus, Marcelo Magaldi; o diretor do Departamento de Atenção Básica da Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas (Susam), e a assessora da diretoria do ILMD/Fiocruz Amazônia, Maria Olivia Simão.

O evento contou com a aula magna “Educação permanente e atenção básica: Complexidade no trabalho e aprendizagem no cotidiano”, ministrada pelo pesquisador Alcindo Ferla, docente do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva (PPGCol), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

O palestrante destacou a relevância do programa de mestrado profissionalizante para as instituições de ensino e pesquisa no Amazonas. “Essa dinâmica de instituições de referência no ensino e na pesquisa trazerem profissionais que atuam no cotidiano do trabalho assistencial é uma via de duas mãos sempre. Precisamos reconhecer a importância e ousadia do Instituto, pois esse mestrado vai além das questões epistemológicas de renovação do conhecimento que faz bem para as Instituições de pesquisa e ensino”, pontou Ferla.

Para a Coordenadora do ProfSaúde/UEA, Angela Xavier, a qualificação desta primeira turma apresenta resultados bastante positivos. “Essa aproximação que estamos trazendo do conhecimento científico com a prática, e com esses profissionais que estão na ponta, é extremamente importante, e nos possibilita observar o progresso dos alunos nessa primeira parte do mestrado, visto que eles estão conseguindo levar um pouco desse conhecimento para o processo de trabalho deles, levando mudanças e reflexões sobre de trabalho que eles desenvolvem na ponta, nas unidades de saúde”, disse.

SOBRE O PROGRAMA

O ProfSaúde é um programa de pós-graduação stricto sensu realizado em rede, que tem por finalidade formar profissionais de saúde que atuam na Saúde da Família/Atenção Básica. Além disso, o programa pretende fomentar a produção de novos conhecimentos e inovações na atenção básica no País, respeitando a diversidade regional e integrando instituições acadêmicas e gestores da saúde pública.

O Programa é reconhecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) do Ministério da Educação, resultado da parceria entre a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e conta com o apoio da Associação Brasileira de Educação Médica (Abem), da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC) e dos ministérios da Saúde e da Educação.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes

 

 

 

Divulgados resultados da 2ª etapa do processo seletivo do PPGVIDA 

A Comissão de Seleção do mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), divulgou os resultados das provas da 2ª etapa do processo seletivo 2018.

Para os resultados e outras informações sobre este processo seletivo, acesse a Plataforma Siga, da Fiocruz, no link http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=120

A seleção para o PPGVIDA acontece em três etapas. Estão sendo oferecidas 17 vagas, distribuídas nas linhas de pesquisa: Fatores sociobiológicos no processo saúde-doença na Amazônia (6 vagas), e Processo saúde, doença e organização da atenção a populações indígenas e outros grupos em situações de vulnerabilidade (11 vagas).

SOBRE O CURSO

O curso de Mestrado de Condições de vida e situações de saúde na Amazônia tem como objetivo capacitar profissionais para desenvolver modelos analíticos, capazes de subsidiar pesquisas em saúde, apoiar o planejamento, execução e gerenciamento de serviços e ações de controle e o monitoramento de doenças e agravos de interesse coletivo e do Sistema Único de Saúde na Amazônia.

O programa também visa planejar, propor e utilizar métodos e técnicas para executar investigações na área de saúde, mediante o uso integrado de conceitos e recursos teórico-metodológicos advindos da saúde coletiva, biologia parasitária, epidemiologia, ciências sociais e humanas aplicadas à saúde, comunicação e informação em saúde e de outras áreas de interesse acadêmico, na construção de desenhos complexos de pesquisa sobre a realidade amazônica.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas 
Imagem: Mackesy Pinheiro

Palestra no ILMD aborda micologia médica e bioprospecção de substâncias de interesse farmacêutico

O Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) promove na próxima sexta-feira, 27/4, a partir de 9h, no Salão Canoas, auditório da Instituição, a palestra “Atuação do laboratório de Micologia do INPA em micologia médica e na bioprospecção de substâncias de interesse farmacêutico”, a ser ministrada pelo pesquisador, João Vicente Braga de Souza, Biotecnólogo do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

Durante a apresentação, o pesquisador irá abordar as pesquisas em candidose, hostoplasmose e criptococose, realizadas no Laboratório de Micologia do Inpa. “Falaremos das pesquisas de bioprospecção de substâncias de interesse farmacêutico, especificamente, dos bioprocessos para produção de pigmentos, biosurfactantes e antimicrobianos, Além disso, abordaremos os estudos que nosso laboratório vem trabalhando ao longo dos últimos 10 anos no diagnóstico molecular e na caracterização dos agentes causadores de micoses profundas”, destacou.

Para João Vicente, a Amazônia é detentora de rica biodiversidade, ainda que seus fungos e bactérias tenham sido pouco estudados quanto ao valor biotecnológico. “As pesquisas de bioprospecção na Amazônia podem resultar em novos antibióticos, corantes, enzimas de origem microbiana. Esses produtos possuem demanda de indústrias de alimentos e farmacêutica. Acreditamos que o Brasil precisa aumentar o esforço de bioprospecção da Amazônia de forma a vislumbrarmos o potencial econômico que a bioindústria pode ter a partir da nossa diversidade regional.

SOBRE O PALESTRANTE

João Vicente Braga é graduado em Farmácia pela Universidade do Amazonas (UA), Especialista em Biotecnologia pela Universidade Federal de Lavras (UFLA), Doutor em Biotecnologia Industrial pela Escola de Engenharia de Lorena da Universidade de São Paulo (EEL-USP), e possui pós-Doutorado em Biotecnologia pela Cranfield University.

Atualmente é Biotecnólogo do Inpa, onde também atua como responsável pelo Laboratório de Micologia da Instituição. Alem disso, é professor permanente do Programa de Pós-graduação em Ciências Farmacêuticas da Universidade Federal do Amazonas (PPGCF/UFAM) e do Programa de Pós-Graduação de Biodiversidade e Biotecnologia da Rede de Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal (BIONORTE).

Atua no desenvolvimento de pesquisas sobre a produção fúngica de bioativos de interesse farmacêutico (antifúngicos, biosurfactantes e colorantes) e também no desenvolvimento de ferramentas moleculares, aplicadas ao diagnóstico e caracterização de agentes causadores de micoses invasivas.

CENTRO DE ESTUDOS

O Centro de Estudos do ILMD/Fiocruz Amazônia é um núcleo que oportuniza encontros, palestras, seminários e debates sobre diversos temas ligados à pesquisa e ao ensino para a promoção da saúde.

Os eventos são gratuitos e ocorrem às sextas-feiras. As atividades são destinadas a estudantes de graduação e pós-graduação, pesquisadores, professores e trabalhadores da área da Saúde.

ILMD/ Fiocruz Amazônia, por Eduardo Gomes