Fiocruz participa de homenagem ao líder Tukano Gabriel Gentil na comunidade Nossa Senhora do Livramento

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) participou, na manhã de sábado (1º/8), de uma homenagem à memória de Gabriel dos Santos Gentil, realizada na Oka Sérybi Gabriel Gentil, na comunidade Nossa Senhora do Livramento, situada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Tupé, em Manaus. A atividade contou com a presença do presidente da Fiocruz, Mario Moreira, de representantes da Presidência e de unidades da Fundação no Rio de Janeiro — entre eles, Akira Homma, que presidiu a Fiocruz entre 1989 e 1990 —, além da direção, pesquisadores e servidores da Fiocruz Amazônia.

Liderança do povo Tukano, Gabriel Gentil, também conhecido pelo nome indígena Sérybi, foi intelectual, pajé, escritor e artista. Em 2004, tornou-se o primeiro indígena a receber o título de Pesquisador Honorário da Fiocruz, em reconhecimento à sua trajetória e à sua contribuição para a preservação, a valorização e a difusão dos conhecimentos tradicionais indígenas. Falecido em 2006, deixou um importante legado intelectual, cultural e espiritual.

A Oka Sérybi Gabriel Gentil é um espaço de convivência e expressão social e cultural dedicado à memória da liderança Tukano e ao encontro entre diferentes formas de conhecimento. A homenagem, realizada 20 anos após sua morte, reuniu lideranças indígenas, familiares, artistas, intelectuais, representantes de instituições de ensino e pesquisa, amigos e admiradores de sua trajetória.

A atividade foi organizada por Olga Darc, antropóloga e servidora aposentada da Fiocruz, responsável pela manutenção e coordenação da Oka. Durante o encontro, ela manifestou o desejo de que o espaço também acolha pesquisas e outras atividades desenvolvidas pela Fundação, favorecendo a aproximação entre o conhecimento científico e os saberes indígenas, conforme representado pela trajetória de Gabriel Gentil como Pesquisador Honorário da Fiocruz.

A participação da Fundação reafirmou a relevância institucional do legado de Gabriel Gentil e abriu perspectivas para uma relação mais próxima entre a Fiocruz, a Oka e a comunidade. O espaço apresenta potencial para receber iniciativas de pesquisa, formação e intercâmbio construídas conjuntamente, com respeito aos conhecimentos indígenas, à autonomia comunitária e às características do território.

O encontro renovou, assim, o compromisso da Fiocruz com a valorização dos povos indígenas e com a construção de formas respeitosas e duradouras de diálogo entre ciência e saberes tradicionais na Amazônia.

Por ILMD/Fiocruz Amazônia

Fotos: Júlio Pedrosa / Fiocruz Amazônia