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Inscrições para Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente devem ser feitas até 31 de julho

Professores do Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano) e Ensino Médio, incluindo Educação de Jovens e Adultos (EJA), têm até o dia 31 de julho para inscrever projetos na 9ª edição da Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). As inscrições encerram às 17h (horário de Brasília).

Os trabalhos inscritos devem abordar as temáticas saúde e meio ambiente e podem ser desenvolvidos nas seguintes modalidades: Produção Audiovisual, Produção de Texto e Projeto de Ciências. Para mais informações sobre as modalidades, CLIQUE.

Acesse AQUI ao regulamento da 9ª. Obsma.

A Obsma é um projeto da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação (VPEIC/Fiocruz), criado em 2001.  Sua finalidade é estimular a realização de ações e atividades educativas voltadas para os temas transversais de Saúde e de Meio Ambiente, permitindo aos professores ressignificarem  suas práticas docentes e animar os estudantes  a se aproximarem do conteúdo pedagógico, tudo isso sob um olhar voltado para realidade local.

Nesta edição, a Olímpiada além de motivar professores e alunos a refletirem sobre questões relacionadas à saúde, ao meio ambiente e suas interfaces com a educação,  ciência e tecnologia (C&T), também tem como finalidade  divulgar os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável  (ODS),  que são resultados de debates e negociações globais para a composição da agenda mundial adotada durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável de 2015, a Agenda 2030.

INSCRIÇÕES

As inscrições para a 9ª. Obsma serão recebidas até às 17h (horário de Brasília), do dia 31 de julho 2018. Depois de inscritos, os professores têm que enviar o material original, via Correios, até o dia 31 de agosto de 2018.

Para se inscrever, o professor deve estar cadastrado no site da Obsma, www.olimpiada.fiocruz.br . Vale ressaltar que, se o trabalho for orientado por mais de um professor, deve ser escolhido apenas um representante para efetuar a inscrição.

O material a ser enviado pelos Correios (textos, documentos, fotografias, vídeos, pendrives, CDs, DVDs etc.) deve ser remetido para o endereço da Coordenação Regional da Obsma, correspondente ao Estado de origem da escola participante.

PRÊMIO ANO OSWALDO CRUZ

Na sua 9ª edição a Obsma irá premiar um trabalho que tenha utilizado como referência bibliográfica artigos, capítulos, livros, teses, dissertações e outros recursos educacionais produzidos pela Fiocruz.

Para concorrer, o professor deve informar as fontes consultadas.

COORDENAÇÕES

A coordenação nacional da Obsma fica no Rio de Janeiro- RJ. As coordenações regionais estão assim distribuídas:  Regional Centro-Oeste (atende ao DF, GO, MS, MT, TO); Regional Minas/Sul (MG, PR, RS, SC); Regional Nordeste I (CE, MA, PB, PE, PI, RN); Regional Nordeste II (AL, BA, SE); Regional Norte (AC, AP, AM, PA, RO, RR); e Regional Sudeste (ES, RJ, SP).

O endereço de cada coordenação regional está disponível no site da Obsma, ou clique.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: divulgação

Inscrições para o PPGVIDA alteradas para os dias 10 e 11 de julho

A coordenação do curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), alterou o período de inscrição para aluno especial.

As inscrições estarão abertas nos dias 10 e 11 de julho. A mudança foi necessária devido a problemas técnicos no endereço eletrônico para envio de documentação.

A republicação do edital e demais informações sobre o processo seletivo encontram-se na  Plataforma SIGA, em http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=120. Vale lembrar que a plataforma SIGA só pode ser acessada através do navegador lnternet Explorer.

QUEM PODE SE INSCREVER?

  • Alunos de outros cursos de pós-graduação stricto sensu da Fiocruz;
  • Alunos de outros cursos de pós-graduação stricto sensu de outras instituições públicas e/ou privadas;
  • Alunos de curso de pós-graduação lato sensu da Fiocruz;
  • Alunos de outros cursos de pós-graduação lato sensu de outras instituições públicas e/ou privadas;
  • Candidatos com curso de pós-graduação lato sensu concluído, que não estejam no momento da inscrição fazendo outro curso lato sensu ou cursando stricto sensu.

A lista dos candidatos selecionados será divulgada no dia 23 de julho de 2018, na Plataforma SIGA e no site da Fiocruz Amazônia.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Banco de Imagens ILMD/Fiocruz Amazônia

Divulgado o resultado do processo seletivo para iniciação científica da Fiocruz Amazônia

A coordenação do Programa de Iniciação Científica do Instituto Leônidas & Maria Deane (PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia) divulga o resultado do processo seletivo para bolsas de iniciação científica.

Foram selecionados 28 estudantes de cursos de graduação de instituições de ensino superior reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC).  Acesse aqui o resultado.

Os candidatos aprovados devem entregar documentação até o dia 11 de julho, na secretaria do PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia, à Rua Teresina, 476, Adrianópolis. Dúvidas podem ser encaminhadas  para o e-mail pic.ilmd@fiocruz.br.

As bolsas serão concedidas por um período de 12 meses, de 1º.  de agosto de 2018 até 30 julho de 2019, com possibilidades de renovação.

O PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia é desenvolvido em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e com Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec/Fiocruz).

SOBRE O PIC

O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação; contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa e inovação tecnológica nos Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado para a melhoria das condições sociossanitárias na Amazônia;  estimular pesquisadores produtivos a envolverem estudantes de graduação em suas atividades científicas, tecnológicas e profissionais; e proporcionar ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimular o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados ou alvo da pesquisa.

As bolsas são pagas diretamente aos bolsistas, mediante depósito mensal em conta bancária. O valor da mensalidade é estipulado pelo Conselho Diretor da Fapeam e pela Fiotec, conforme a vinculação da bolsa.

ILMD/Fiocruz Amazônia por Marlúcia Seixas
Foto: Eduardo Gomes

PPGBIO-Interação abre inscrições para aluno especial

A Vice-Diretoria de Ensino, Informação e Comunicação, do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia), informa que o curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Biologia da Interação Patógeno Hospedeiro (PPGBIO-Interação) recebe nos dias 5 e 6 de julho inscrições para candidatos externos.

As disciplinas ofertadas, o formulário de inscrição, o edital e demais informações estão disponíveis na Plataforma SIGA, em : http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=127. Acesse a Plataforma por meio do navegador lnternet Explorer.

QUEM PODE SE INSCREVER:

  • Alunos de outros cursos de pós-graduação stricto sensu da Fiocruz;
  • Alunos de outros cursos de pós-graduação stricto sensu de outras instituições públicas e/ou privadas;
  • Alunos de curso de pós-graduação lato sensu da Fiocruz;
  • Alunos de outros cursos de pós-graduação lato sensu de outras instituições públicas e/ou privadas;
  • Candidatos com curso de pós-graduação lato sensu concluído, que não estejam no momento da inscrição fazendo outro curso de lato sensu ou cursando stricto sensu.

SOBRE O CURSO

O PPGBIO-Interação é curso stricto sensu que tem como essência a dinâmica de transmissão das doenças e as interações moleculares e celulares da relação patógeno-hospedeiro, no âmbito da maior biodiversidade mundial.

O PPGBIO-Interação se enquadra na grande área em Parasitologia devido a pesquisa e ensino terem ênfase na eco-epidemiologia e biodiversidade de micro-organismos e vetores; fatores de virulência, mecanismos fisiopatológicos e imunológicos associados na interação parasito-hospedeiro.

Para mais informações sobre o curso, clique.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Banco de Imagens ILMD/Fiocruz Amazônia

Curso de mestrado PPGVIDA aumenta vagas para candidatos externos

Aumentou o número de vagas para candidatos externos  a disciplinas do curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

São mais 10 vagas ofertadas com a entrada da disciplina Epidemiologia II, ou seja, agora o processo seletivo oferece no total 53 vagas.

As inscrições podem ser feitas hoje e amanhã (4 e 5/7). O edital e demais informações sobre o processo seletivo encontram-se na  plataforma SIGA, em http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=120. Vale lembrar que a plataforma SIGA só pode ser acessada através do navegador lnternet Explorer.

QUEM PODE SE INSCREVER?

  • Alunos de outros cursos de pós-graduação stricto sensu da Fiocruz;
  • Alunos de outros cursos de pós-graduação stricto sensu de outras instituições públicas e/ou privadas;
  • Alunos de curso de pós-graduação lato sensu da Fiocruz;
  • Alunos de outros cursos de pós-graduação lato sensu de outras instituições públicas e/ou privadas;
  • Candidatos com curso de pós-graduação lato sensu concluído, que não estejam no momento da inscrição fazendo outro curso lato sensu ou cursando stricto sensu.

A lista dos candidatos selecionados será divulgada no dia 20 de julho de 2018, na Plataforma SIGA e no site da Fiocruz Amazônia.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Banco de Imagens ILMD/Fiocruz Amazônia

 

Alterada a data para inscrição de aluno especial do mestrado PPGVIDA

As inscrições para candidatos externos do curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) foram alteradas para os dias 4 e 5 de julho.

Acesse aqui a Republicação da Oferta de Vagas para Aluno Especial.

Estão sendo oferecidas 43 vagas, distribuídas em 4 disciplinas. As inscrições devem ser feitas por meio da plataforma SIGA em http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=120.

Vale lembrar que a plataforma SIGA só pode ser acessada através do navegador lnternet Explorer.

QUEM PODE SE INSCREVER?

  • Alunos de outros cursos de pós-graduação stricto sensu da Fiocruz;
  • Alunos de outros cursos de pós-graduação stricto sensu de outras instituições públicas e/ou privadas;
  • Alunos de curso de pós-graduação lato sensu da Fiocruz;
  • Alunos de outros cursos de pós-graduação lato sensu de outras instituições públicas e/ou privadas;
  • Candidatos com curso de pós-graduação lato sensu concluído, que não estejam no momento da inscrição fazendo outro curso lato sensu ou cursando stricto sensu.

Para mais informações sobre disciplinas oferecidas, documentação e inscrição acesse o edital.

A lista dos candidatos selecionados será divulgada no dia 20 de julho de 2018, na Plataforma SIGA e no site da Fiocruz Amazônia.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: Banco de Imagens ILMD/Fiocruz Amazônia

Curso de mestrado da Fiocruz Amazônia oferece vagas para candidatos externos

O curso de mestrado do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Condições de Vida e Situações de Saúde na Amazônia (PPGVIDA) do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia) está oferecendo para o segundo semestre deste ano 43 vagas para interessados em cursar disciplinas como aluno especial.

As inscrições podem ser feitas nos dias 2 e 3 de julho, por meio da plataforma SIGA em http://www.sigass.fiocruz.br/pub/inscricao.do?codP=120. Vale lembrar que a plataforma SIGA só pode ser acessada através do navegador lnternet Explorer.

QUEM PODE SE INSCREVER?

  • Alunos de outros cursos de pós-graduação stricto sensu da Fiocruz;
  • Alunos de outros cursos de pós-graduação stricto sensu de outras instituições públicas e/ou privadas;
  • Alunos de curso de pós-graduação lato sensu da Fiocruz;
  • Alunos de outros cursos de pós-graduação lato sensu de outras instituições públicas e/ou privadas;
  • Candidatos com curso de pós-graduação lato sensu concluído, que não estejam no momento da inscrição fazendo outro curso lato sensu ou cursando stricto sensu.

Para mais informações sobre disciplinas oferecidas, documentação e inscrição acesse o edital.

A lista dos candidatos selecionados será divulgada no dia 20 de julho de 2018, na Plataforma SIGA e no site da Fiocruz Amazônia.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Imagem: Banco de Imagens ILMD/Fiocruz Amazônia

Estudo da Fiocruz Amazônia aponta que municípios amazonenses precisam potencializar seu protagonismo nas demandas de saúde

Municípios do Amazonas precisam superar a relação de dependência do Estado em relação à atenção primária à saúde (APS) e à rede de urgência e emergência (RUE), é o que aponta estudo de pesquisadores do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia).

O estudo publicado na Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil sugere que os municípios amazonenses precisam potencializar seu protagonismo e cumprir seus papéis na gestão das redes, instituindo um planejamento capaz de fortalecer a atenção primária à saúde, de reduzir as desigualdes e de dar respostas adequadas às necessidades de saúde de suas localidades.

Sob o título “Rede regional de saúde no contexto Amazônico: o caso de Manaus, entorno e Alto Rio Negro”, o artigo que tem como autores Amandia Braga Lima Sousa, Luiza Garnelo, Paulo Henrique dos Santos Mota, e Aylene Bousquat, analisou, a partir  das falas de gestores e profissionais de saúde,  as dimensões da política, estrutura e organização na construção das redes de atenção à saúde (RAS) em Manaus, Careiro da Várzea e São Gabriel da Cachoeira.

“O estudo demonstra que há um fraco protagonismo dos municípios na gestão das políticas de saúde e, em particular na política de regionalização em saúde, que foi o que analisamos mais diretamente”, destaca Luiza Garnelo.

No Brasil existem marcantes desigualdades regionais, que se expressam social e economicamente, explica Amandia Sousa. Na região amazônica, isso se sobressai diante de um contexto histórico, que concentrou recursos econômicos e populacionais em alguns pontos da região que contrastam das demais localidades, marcadas pelo isolamento, rarefação e ausência de políticas públicas, inclusive de saúde.

Um exemplo dessa realidade é Manaus que concentra 53,3% dos leitos de internação, 100% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), 94,7% da urgência e emergência do Estado, 76,1% dos profissionais médicos e 100% dos aparelhos de tomografia e ressonância magnética, o que obriga os usuários a se deslocarem para a capital, até mesmo para realização de exames simples e consultas com especialistas, que não existem nos municípios menores.

O QUE PODE SER FEITO?

Luiza Garnelo dispõe o problema e seus encaminhamentos em dois níveis: setorial, e suprassetorial.  O nível setorial, situa-se no âmbito do sistema de saúde e implica na promoção de qualificação dos gestores e assessores, para ampliar seus domínios dos processos de gestão e do manejo de ferramentas de planejamento estratégico, para otimizar o uso dos recursos já disponíveis e definir prioridades, conforme as regionais, além de gerar pauta de reivindicações a serem negociadas junto aos governos estadual e federal,  para investimentos em informatização, em rede de serviços de saúde e contratação de pessoal (de execução e de gestão das ações de saúde), visando facilitar o aprimoramento da capacidade gestora dos municípios e dar continuidade às ações estratégicas, mesmo diante da mudança de gestores, o que costuma ocorrer pós processos eleitorais.

O nível suprassetorial encontra-se num plano mais amplo da transparência de gestão e democratização das relações sociais e da tomada de decisão,  o que requer a ampliação da capacidade técnica de gestão e do protagonismo dos entes a partir do comprometimento político dos dirigentes com a descentralização do poder, com uma distribuição mais igualitária dos recursos, para as necessidades dos grupos mais vulneráveis da sociedade.

“Parlamentares, dirigentes institucionais e líderes da sociedade civil precisam se unir para lutar por adicionais de financiamento em saúde, para lidar com as peculiaridades das condições sociais e ambientais amazônicas, que encarecem o custo dos procedimentos e de pessoal de saúde, e que hoje não estão contemplados na política de custeio do SUS”, sugere Luisa Garnelo.

A PESQUISA

Dentre as regiões de saúde do Amazonas, Manaus, entorno e Alto Rio Negro destacam-se por reunir mais de 60% da população do Estado, e por evidenciar o contraste entre a tentativa de construção de estratégias capazes de uma maior distribuição dos serviços e a concentração destes na capital, perpetuando a concentração dos recursos de saúde em Manaus, o que vai na contramão de uma proposta de regionalização.

Os municípios estudados foram selecionados segundo alguns critérios: Manaus, por ser polo de saúde da região; São Gabriel da Cachoeira, por ser o município mais distante do polo e por apresentar população e número de serviços de saúde intermediários para a região; e Careiro da Várzea, por ser próximo a Manaus, mas não acessível por via terrestre e, por dispor de pequeno número de estabelecimentos de saúde e habitantes.

O estudo demonstrou uma prioridade significativa para os cuidados em urgência em detrimento da construção de uma atenção primária em saúde, especialmente no que diz respeito à sua atuação enquanto coordenadora do cuidado, o que seria essencial por serem regiões rurais com características específicas, que demandam um alto custo para saúde com agravamento dos casos. Além disso, a Telessaúde foi avaliada positivamente pelo seu potencial na região.

Os critérios analisados foram as dimensões da política, estrutura e organização de estabelecimentos, e ações de saúde, aprofundando a observação sobre dois elementos essenciais dentro das redes de atenção à saúde (RAS):  a atenção primária à saúde (APS), devido ao seu papel de porta de entrada e coordenação do sistema, e a rede de urgência e emergência (RUE), por seu papel estruturante na construção das redes de atenção na região.

Acesse aqui o artigo na integra.

A pesquisa revela ainda que por se tratar de uma região com questões históricas, geográficas, sociais e culturais específicas, as políticas pensadas para a Amazônia, no âmbito federal, necessitam de contrapropostas locais que sinalizem a melhor forma de implantação,  de acordo com as demandas específicas. Neste sentido, há necessidade da regionalização e da construção de redes de atenção à saúde como potencialidades para diminuir as desigualdades e as concentrações no âmbito dos recursos de saúde.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Foto: divulgação

Oficinas culinárias e atendimentos fazem parte da segunda edição do Programa Circuito Saudável na Fiocruz Amazônia

Dando continuidade às atividades do Programa Circuito Saudável, o Núcleo de Saúde do Trabalhador (NUST), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/ Fiocruz Amazônia) iniciará no próximo dia 20, o atendimento individual clínico nutricional para os trabalhadores que fazem parte da segunda turma do Programa.

Segundo a nutricionista do Nust-Fiocruz Amazonas, Sarah Cordeiro, nesse grupo estão sendo atendidos 20 trabalhadores do ILMD e seus familiares. “A expectativa é incentivar essa turma a adotar hábitos de vida mais saudáveis, através do resgate da prática culinária, além de promover interação social no ambiente de trabalho”, explica.

Uma das atividades oferecidas nesta segunda edição do Programa Circuito Saudável foi a Oficina Culinária, realizada no último dia 5/6, na Oca da farinha, na qual foram elaborados os seguintes pratos: sanduíche natural prático, patê de ricota termogênico, tapiocas coloridas, bolinho de banana e aveia na caneca, além de café estimulante e suco verde.

A Oficina Culinária teve como prática educativa o tema “Lavagem das mãos: pontos críticos no controle da higienização”, comentários sobre as “Propriedades funcionais das receitas produzidas” e, ao final, degustação das receitas.

Para Luciene Araújo, chefe do Serviço de Gestão do Trabalho (Seget-Fiocruz Amazônia) e uma das integrantes da segunda turma do Programa Circuito Saudável, “a mudança de hábito alimentar depende muito de cada pessoa, no entanto, as atividades do Programa e os encontros da turma servem para incentivar o grupo a adoção de práticas alimentares mais saudáveis”.

CIRCUITO SAUDÁVEL

O Programa Circuito Saudável é uma iniciativa da Coordenação de Saúde do Trabalhador (CST/Fiocruz). Na Fiocruz Amazônia é desenvolvido pelo Nust. Seu objetivo é conscientizar a comunidade Fiocruz para a adoção de hábitos alimentares balanceados e de prática esportiva, visando transmitir conhecimentos sobre alimentação saudável e formar agentes multiplicadores, além de melhorar a qualidade da saúde, controle das doenças crônicas não transmissíveis e melhorar o perfil de sobrepeso e obesidade na instituição.

Sarah Cordeiro adianta que as inscrições para uma nova turma do Programa Circuito Saudável, na Fiocruz Amazônia, estarão abertas a partir do próximo mês de julho.

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Eduardo Gomes

 

Reunião Anual de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia encerra com premiação de projetos

Em meio a emoções e alegrias encerrou nesta sexta-feira, 8/6, a 15ª Reunião Anual de Iniciação Científica (Raic), do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia). O evento que iniciou na quarta-feira, 6/6, com a palestra “2045, o ano em que o homem se tornou imortal”, ministrada pelo professor emérito do Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Gilberto Barbosa Domont, encerrou com a premiação de projetos que se destacaram em suas respectivas áreas.

Na avaliação da coordenadora do Programa de Iniciação Científica e Tecnológica (PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia), Stefanie Lopes, “a 15ª. Raic foi um sucesso. Nós fomos brindados com uma palestra de abertura que trouxe contestações e inquietações sobre ciências, o que foi muito especial; além disso, as apresentações foram de qualidade, contamos com o envolvimento dos orientadores, e as bancas entenderam a finalidade da Raic, que é, principalmente, estimular os estudantes para o pensamento científico”, destacou.

Foram apresentados nos três dias de Raic, 33 projetos, distribuídos em 5 categorias (Eco-Epidemiologia; Biotecnologia; Saúde, Sociedade e Ambiente; Microbiologia; e Parasitologia), contando com 26 orientadores e 15 avaliadores externos.

Para a estudante do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da Universidade do Estado do Amazonas, Gigliola D’Elia, que pela primeira vez participa da Raic, a experiência da iniciação científica na Fiocruz Amazônia, está sendo ótima. “Aprendi muito com a Raic, pois os estudantes têm a oportunidade de disseminar para as outras pessoas o que estão pesquisando. Fiquei muito nervosa na apresentação, mas gostei muito”, declarou.

PREMIAÇÃO

Seis projetos destacaram-se da 15ª Raic, sendo um em cada categoria e um como Projeto Inovador.

André Mariuba, coordenador do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT/Fiocruz Amazônia), explica que o destaque como Projeto Inovador é destinado ao projeto de pesquisa que leva ao desenvolvimento de tecnologia e/ou produto, portanto, concorrem somente os projetos que ofereçam essa possibilidade.

Confira os destaques:

  • Categoria Eco-Epidemiologia: Heliana Christy Matos Belchior, orientada por Claudia Ríos Velásquez;
  • Categoria Biotecnologia: Gigliola Mayara Ayres D’Eli, orientada por Josy Caldas Rodrigues;
  • Categoria Saúde, Sociedade e Ambiente: Aryanne dos Santos Chaves, orientada por Amandia Sousa;
  • Categoria Microbiologia: Kemily Nunes da Silva, orientada por Priscila Ferreira de Aquino;
  • Categoria Parasitologia: Francy’s Sayara de Araújo, orientada por Stefanie Costa Pinto Lopes;
  • Projeto Inovador: Macejane Ferreira de Souza, orientada por Stefanie Costa Pinto Lopes.

SOBRE A RAIC

A Raic é um evento que acontece anualmente em todas as unidades da Fiocruz. Durante a Raic, os bolsistas do PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia apresentam os resultados dos projetos desenvolvidos no período de vigência do Programa, por meio da exposição e discussão de seus trabalhos, para avaliação dos projetos e intercâmbio de experiências entre estudantes, pesquisadores e demais profissionais. Essa experiência reforça a importância da iniciação científica na construção do conhecimento e incentiva os jovens pesquisadores a prosseguirem nas carreiras acadêmicas.

Da 15ª. Raic participaram estudantes das seguintes universidades: Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Instituto Federal do Amazonas (Ifam), Faculdade Metropolitana de Manaus  (Fametro), Faculdade  Estácio de Sá, Faculdade Fucapi, Universidade Nilton Lins, Universidade Paulista (Unip), e Centro Universitário do Norte (UniNorte).

SOBRE O PIC

O Programa de Iniciação Científica da Fiocruz Amazônia tem como objetivos despertar a vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes de graduação; contribuir para a formação de recursos humanos para a pesquisa e inovação tecnológica nos Determinantes Socioculturais, Ambientais e Biológicos do Processo Saúde-Doença-Cuidado para a melhoria das condições sociossanitárias na Amazônia;  estimular pesquisadores produtivos a envolverem estudantes de graduação em suas atividades científicas, tecnológicas e profissionais; e proporcionar ao bolsista, orientado por pesquisador qualificado, a aprendizagem de técnicas e métodos de pesquisa, bem como estimular o desenvolvimento do pensamento científico e da criatividade, decorrentes das condições criadas pelo confronto direto com os problemas estudados ou alvo da pesquisa.

O PIC-ILMD/Fiocruz Amazônia é desenvolvido em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e com Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec/Fiocruz).

ILMD/Fiocruz Amazônia, por Marlúcia Seixas
Fotos: Eduardo Gomes