{"id":41978,"date":"2024-01-31T16:04:58","date_gmt":"2024-01-31T20:04:58","guid":{"rendered":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/?p=41978"},"modified":"2024-03-02T16:11:13","modified_gmt":"2024-03-02T20:11:13","slug":"fiocruz-amazonia-coordena-estudo-para-caracterizacao-genomica-e-epidemiologica-dos-casos-de-febre-oropouche-na-regiao-amazonica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/?p=41978","title":{"rendered":"<strong>Fiocruz Amaz\u00f4nia coordena estudo para caracteriza\u00e7\u00e3o gen\u00f4mica e epidemiol\u00f3gica dos casos de Febre Oropouche na regi\u00e3o amaz\u00f4nica<\/strong>"},"content":{"rendered":"<section class=\"av_textblock_section \"  itemscope=\"itemscope\" itemtype=\"https:\/\/schema.org\/BlogPosting\" itemprop=\"blogPost\" ><div class='avia_textblock  '   itemprop=\"text\" ><p style=\"text-align: justify;\">O Instituto Le\u00f4nidas &amp; Maria Deane (ILMD\/Fiocruz Amaz\u00f4nia), por meio do N\u00facleo de Vigil\u00e2ncia de V\u00edrus Emergentes, Reemergentes ou Negligenciados, em parceria com diversas institui\u00e7\u00f5es, realizou a caracteriza\u00e7\u00e3o gen\u00f4mica e epidemiol\u00f3gica do surto do v\u00edrus Oropouche (OROV) que vem acontecendo desde 2022. O OROV \u00e9 end\u00eamico da Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica e vem registrando surtos no Brasil desde a d\u00e9cada de 70. A infec\u00e7\u00e3o pelo OROV causa sintomas semelhantes aos da dengue, podendo tamb\u00e9m causar encefalite. De acordo com o virologista e pesquisador da Fiocruz, Felipe Naveca, coordenador do N\u00facleo, foram analisadas 75 amostras coletadas entre dezembro de 2022 e janeiro de 2024, para as quais foi realizado o sequenciamento completo do genoma do v\u00edrus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO LACEN (Laborat\u00f3rio Central) de Roraima deu o primeiro alerta para esse surto de Oropouche, em seguida foram detectados casos confirmados pelo exame de RT-PCR no Amazonas, Rond\u00f4nia e Acre. No in\u00edcio de 2023, tivemos um pico de casos nesses estados, e, no final novembro, um forte aumento no Amazonas e no Acre. Por isso, desenvolvemos o protocolo para o sequenciamento viral e, at\u00e9 o momento, sequenciamos 75 amostras de 18 cidades desses quatro estados. Com a an\u00e1lise gen\u00f4mica, mostramos que esse v\u00edrus \u00e9 descendente de um OROV que circulou em 2015 em Tef\u00e9 e surgiu depois de eventos sucessivos de rearranjo viral. Tamb\u00e9m \u00e9 uma satisfa\u00e7\u00e3o ver que o protocolo de diagn\u00f3stico molecular que desenvolvemos anos atr\u00e1s, com financiamento do Programa de Infraestrutura para Jovens Pesquisadores \u2013 Programa Primeiros Projetos da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado do Amazona (PPP FAPEAM), foi usado em todos os casos agudos confirmados at\u00e9 agora\u201d, salienta Naveca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em artigo publicado pela Virological.org, intitulado \u201cO surgimento de um novo v\u00edrus Oropouche recombinante impulsiona surtos persistentes na regi\u00e3o amaz\u00f4nica brasileira de 2022 a 2024\u201d, Felipe Naveca e colaboradores apontam que o v\u00edrus Oropouche (OROV) \u00e9 um pat\u00f3geno transmitido no ciclo urbano principalmente por insetos conhecidos como maruim. No entanto, estudos apontam que mosquitos do g\u00eanero <em>Culex<\/em> tamb\u00e9m podem transmitir o v\u00edrus. No ciclo silvestre, mosquitos como o <em>Aedes serratus<\/em> e <em>Coquillettidia venezuelensis <\/em>podem atuar como vetores, tendo mam\u00edferos como pregui\u00e7as e primatas n\u00e3o humanos como reservat\u00f3rios principais. Nos \u00faltimos 70 anos, pelo menos 30 surtos humanos de OROV foram relatados em pa\u00edses latino-americanos (Brasil, Peru, Col\u00f4mbia, Guiana Francesa e Panam\u00e1). Devido ao ressurgimento recorrente de OROV nas popula\u00e7\u00f5es humanas da regi\u00e3o amaz\u00f4nica e ao aumento not\u00e1vel na incid\u00eancia e distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica das infec\u00e7\u00f5es relatadas por OROV nos \u00faltimos anos, \u00e9 considerado um dos arbov\u00edrus emergentes de maior risco para a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-38568 size-large\" src=\"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Dra.-Valdinete-Nascimento-sobre-Vigilancia-Genomica-17-1-1030x687.jpg\" alt=\"\" width=\"1030\" height=\"687\" srcset=\"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Dra.-Valdinete-Nascimento-sobre-Vigilancia-Genomica-17-1-1030x687.jpg 1030w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Dra.-Valdinete-Nascimento-sobre-Vigilancia-Genomica-17-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Dra.-Valdinete-Nascimento-sobre-Vigilancia-Genomica-17-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Dra.-Valdinete-Nascimento-sobre-Vigilancia-Genomica-17-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Dra.-Valdinete-Nascimento-sobre-Vigilancia-Genomica-17-1-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Dra.-Valdinete-Nascimento-sobre-Vigilancia-Genomica-17-1-1500x1000.jpg 1500w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/Dra.-Valdinete-Nascimento-sobre-Vigilancia-Genomica-17-1-705x470.jpg 705w\" sizes=\"(max-width: 1030px) 100vw, 1030px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 a emerg\u00eancia dos v\u00edrus Chikungunya (CHIKV) e do Zika (ZIKV) no Brasil, entre 2014-2015, o OROV era o arbov\u00edrus com maior incid\u00eancia no Brasil, superado apenas pelo v\u00edrus da dengue (DENV). O maior surto documentado de OROV no pa\u00eds foi relatado no final da d\u00e9cada de 1970, onde as estimativas apontam para mais de 100.000 casos humano, mas o verdadeiro fardo da doen\u00e7a induzida pelo OROV permanece desconhecido por falta de uma vigil\u00e2ncia sistem\u00e1tica. Entre janeiro de 2022 e janeiro de 2024, o OROV foi o segundo arbov\u00edrus mais frequentemente detectado na Amaz\u00f4nia, superado apenas pelo DENV.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o institui\u00e7\u00f5es parceiras desse projeto: Funda\u00e7\u00e3o de Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade Dra. Rosemary Costa Pinto, Laborat\u00f3rios Centrais de Sa\u00fade P\u00fablica do Acre, Amazonas, Rond\u00f4nia e Roraima, N\u00facleo de Doen\u00e7as de Transmiss\u00e3o Vetorial do Acre, Instituto Oswaldo Cruz (IOC\/Fiocruz), Instituto Carlos Chagas (ICC-Fiocruz), Instituto Aggeu Magalh\u00e3es (Fiocruz Pernambuco), Fiocruz Rond\u00f4nia e Universidade Federal do Esp\u00edrito Santo, Funda\u00e7\u00e3o Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas, Funda\u00e7\u00e3o de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado, Instituto Evandro Chagas, Secretaria de Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade e Ambiente (SVSA\/MS) e Coordena\u00e7\u00e3o Geral de Laborat\u00f3rios de Sa\u00fade P\u00fablica do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n<p><strong><em>ILMD\/Fiocruz Amaz\u00f4nia, por J\u00falio Pedrosa<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Fotos: Arquivo<\/em><\/strong><\/p>\n<\/div><\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foram analisadas 75 amostras coletadas entre dezembro de 2022 e janeiro de 2024, para as quais foi realizado o sequenciamento completo do genoma do v\u00edrus.<\/p>\n","protected":false},"author":60,"featured_media":40763,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"image","meta":{"footnotes":""},"categories":[15],"tags":[],"class_list":["post-41978","post","type-post","status-publish","format-image","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","post_format-post-format-image"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/41978","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/60"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=41978"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/41978\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":42344,"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/41978\/revisions\/42344"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/40763"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=41978"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=41978"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=41978"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}