{"id":40997,"date":"2023-12-05T08:17:43","date_gmt":"2023-12-05T12:17:43","guid":{"rendered":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/?p=40997"},"modified":"2025-08-13T10:15:07","modified_gmt":"2025-08-13T14:15:07","slug":"estudo-revela-que-coloracao-dos-rios-esta-relacionada-com-a-incidencia-de-malaria-na-amazonia-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/?p=40997","title":{"rendered":"Estudo revela que colora\u00e7\u00e3o dos rios est\u00e1 relacionada com a incid\u00eancia de mal\u00e1ria na Amaz\u00f4nia brasileira"},"content":{"rendered":"<section class=\"av_textblock_section \"  itemscope=\"itemscope\" itemtype=\"https:\/\/schema.org\/BlogPosting\" itemprop=\"blogPost\" ><div class='avia_textblock  '   itemprop=\"text\" ><p style=\"text-align: justify;\">A Fiocruz Amaz\u00f4nia, em parceria com a Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e Instituto Franc\u00eas de Pesquisa para o Desenvolvimento, realizou estudo com abordagem in\u00e9dita na avalia\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o entre colora\u00e7\u00e3o de rios com a incid\u00eancia da mal\u00e1ria. Segundo a pesquisa, liderada pela pesquisadora Fernanda Fonseca, vice-chefe do Laborat\u00f3rio de Modelagem em Estat\u00edstica, Geoprocessamento e Epidemiologia (LEGEPI), observou-se uma rela\u00e7\u00e3o entre os dois fatores, raz\u00e3o pela qual, em situa\u00e7\u00f5es extremas, as localidades pr\u00f3ximas aos rios de colora\u00e7\u00e3o preta apresentam maior incid\u00eancia de mal\u00e1ria, quando comparados aos chamados rios de \u00e1guas brancas, que possuem cores turvas e barrentas, como \u00e9 o caso do Solim\u00f5es, Amazonas, Madeira e Juru\u00e1. Os resultados do trabalho, publicado em artigo cient\u00edfico no Malaria Journal (<a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1186\/s12936-023-04789-8\">https:\/\/doi.org\/10.1186\/s12936-023-04789-8<\/a>), apontam que as \u00e1guas do rios de cor escura, a exemplo do Rio Negro, por carregarem menos sedimentos e serem mais \u00e1cidas, podem favorecer a prolifera\u00e7\u00e3o do mosquito <em>Anopheles darlingi<\/em>, transmissor da doen\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O trabalho \u00e9 de autoria dos pesquisadores em Sa\u00fade P\u00fablica da Fiocruz Amaz\u00f4nia Fernanda Fonseca, Jesem Orellana e Antonio Balieiro, Naziano Filizola (INPA); Jean-Michel Martinez (Instituto Franc\u00eas de Pesquisa para o Desenvolvimento) e James Dean Santos (UFAM). Os resultados, segundo os autores, ajudam a identificar os locais com maior risco de transmiss\u00e3o de mal\u00e1ria, o que pode contribuir para um planejamento mais preciso de a\u00e7\u00f5es voltadas ao controle da doen\u00e7a na regi\u00e3o. De acordo com Fernanda Fonseca, a pesquisa foi realizada em uma regi\u00e3o com caracter\u00edsticas hidrogr\u00e1ficas heterog\u00eaneas o suficiente para permitir uma an\u00e1lise que contrastasse as diferentes cores dos rios e abrangendo o Estado do Amazonas, em quase sua totalidade. O trabalho foi tema recente de reportagem da Revista Forbes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-40998\" src=\"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/IMG_6196-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"710\" height=\"473\" srcset=\"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/IMG_6196-300x200.jpg 300w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/IMG_6196-1030x687.jpg 1030w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/IMG_6196-768x512.jpg 768w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/IMG_6196-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/IMG_6196-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/IMG_6196-1500x1000.jpg 1500w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/IMG_6196-705x470.jpg 705w\" sizes=\"(max-width: 710px) 100vw, 710px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As an\u00e1lises incorporam dados de 50 dos 62 munic\u00edpios do Estado do Amazonas e foram efetuadas a partir de imagens de sat\u00e9lite do aplicativo Google Earth, de dados do Sistema Nacional de Informa\u00e7\u00f5es sobre Recursos H\u00eddricos (SNIRH), da base de dados do Observat\u00f3rio do Ambiente, Pesquisa em Hidrologia e Geodin\u00e2mica da bacia Amaz\u00f4nica e do Sistema de Vigil\u00e2ncia Epidemiol\u00f3gica de Mal\u00e1ria (SIVEP-Mal\u00e1ria), do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNo Brasil, a mal\u00e1ria est\u00e1 concentrada na regi\u00e3o amaz\u00f4nica e os rios desempenham um papel importante no ciclo de vida da doen\u00e7a, uma vez que o vetor se reproduz em ambientes aqu\u00e1ticos\u201d, aponta o resumo da pesquisa. As \u00e1guas dos rios da Amaz\u00f4nia possuem diferentes caracter\u00edsticas qu\u00edmicas, devido principalmente \u00e0 geologia da regi\u00e3o, ao tipo de vegeta\u00e7\u00e3o, \u00e0 presen\u00e7a de organismos em decomposi\u00e7\u00e3o e ao clima. A pesquisa analisou os dados de incid\u00eancia de mal\u00e1ria, entre os anos 2003 a 2019, de 50 munic\u00edpios do Estado do Amazonas localizados \u00e0s margens de rios de \u00e1gua preta, branca e mista (preta e branca), com uma probabilidade de 99%; \u201cNesse contexto, o estudo prop\u00f4s realizar uma abordagem baseada em hip\u00f3teses que correlacionaram as cores das \u00e1guas e a incid\u00eancia da doen\u00e7a, a fim de determinar se as caracter\u00edsticas do tipo de cor da \u00e1gua influenciam na distribui\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a\u201d, explica Fernanda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisadora ressalta que, apesar dos avan\u00e7os dos \u00faltimos anos na elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, em 2021 pa\u00edses como Venezuela, Brasil e Col\u00f4mbia foram respons\u00e1veis por quase 80% dos casos na regi\u00e3o das Am\u00e9ricas. \u201cA situa\u00e7\u00e3o epidemiol\u00f3gica continua preocupante e desafios como ter dados confi\u00e1veis sobre a incid\u00eancia e distribui\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, bem como estrat\u00e9gias adaptadas localmente para melhorar o diagn\u00f3stico precoce ou o acesso oportuno ao tratamento, continuam sendo desafios importantes, especialmente em grupos e regi\u00f5es vulner\u00e1veis\u201d, afirma a pesquisadora, citando como exemplos os povos ind\u00edgenas que vivem em \u00e1reas remotas e degradadas, geralmente de dif\u00edcil acesso ou insuficientemente alcan\u00e7adas pelos servi\u00e7os de sa\u00fade, como o que se observa em \u00e1reas de explora\u00e7\u00e3o madeireira ilegal e extra\u00e7\u00e3o mineral na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estudo revela que, comparando os valores mais baixos do indicador de incid\u00eancia de mal\u00e1ria (IPA) entre as tr\u00eas cores de \u00e1gua avaliadas, os n\u00edveis m\u00e9dios dos rios de \u00e1guas pretas foram substancialmente superiores aos outros dois, uma vez que a probabilidade de incid\u00eancia da mal\u00e1ria \u00e9 maior nos rios de \u00e1guas pretas, em compara\u00e7\u00e3o aos rios de \u00e1guas brancas e de \u00e1guas mistas, ficou pr\u00f3ximo de 99%, em ambas as compara\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>AMAZONAS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fernanda observa que, como o Amazonas tem sido historicamente um dos estados com maior incid\u00eancia da doen\u00e7a no Brasil, a partir de 2002, o Programa Nacional de Controle da Mal\u00e1ria, do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, incentivou fortemente o Estado no enfrentamento da doen\u00e7a. Foram desenvolvidas a\u00e7\u00f5es de fortalecimento da gest\u00e3o local, com apoio t\u00e9cnico, maior acesso a mosquiteiros inseticidas de longa dura\u00e7\u00e3o, testes de diagn\u00f3stico convencionais e r\u00e1pidos, melhorias nas redes de laborat\u00f3rios de diagn\u00f3stico, educa\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria e forma\u00e7\u00e3o de trabalhadores em sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estudo mostrou que havia uma tendencia favor\u00e1vel de diminui\u00e7\u00e3o da incid\u00eancia de mal\u00e1ria no Amazonas, entre 2003 e 2019. No entanto, o epidemiologista Jesem Orellana, chefe do LEGEPI, destaca que mais recentemente o cen\u00e1rio se tornou desfavor\u00e1vel, j\u00e1 que em 2021, o Amazonas estava entre os cinco estados da regi\u00e3o amaz\u00f4nica que n\u00e3o atingiram a meta m\u00e1xima para casos aut\u00f3ctones, com 17,4% (60.380) casos a mais que o esperado (51.416). Outra informa\u00e7\u00e3o que tamb\u00e9m mostra o agravamento da situa\u00e7\u00e3o epidemiol\u00f3gica da mal\u00e1ria no Amazonas \u00e9 a dos munic\u00edpios amaz\u00f4nicos considerados de alto risco, j\u00e1 que dos 29 munic\u00edpios classificados como de alto risco pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, 14 ou cerca de metade estavam no Amazonas em 2021. (ver: <a href=\"https:\/\/www.gov.br\/saude\/pt-br\/assuntos\/saude-de-a-a-z\/m\/malaria\/situacao-epidemiologica-da-malaria\/boletins-epidemiologicos\">https:\/\/www.gov.br\/saude\/pt-br\/assuntos\/saude-de-a-a-z\/m\/malaria\/situacao-epidemiologica-da-malaria\/boletins-epidemiologicos<\/a> -de-malaria\/boletim -epidemiologico-vol-53-no17-2022-panorama-epidemiologico-da-malaria-em-2021-buscando-o-caminho-para-a-eliminacao-da-malaria-no-brasil\/view).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Jesem Orellana ainda destaca o pioneirismo do estudo, j\u00e1 que explora n\u00e3o apenas um tema pouco compreendido, como tamb\u00e9m combina expertises de cientistas do campo da hidrologia, geoprocessamento e sensoriamento remoto, estat\u00edstica e matem\u00e1tica aplicada \u00e0 sa\u00fade e epidemiologia. \u201cTrabalho interdisciplinar crucial \u00e0 consolida\u00e7\u00e3o de redes de coopera\u00e7\u00e3o em pesquisa e para o entendimento mais ampliado de problemas sanit\u00e1rios desafiadores como \u00e9 o caso da elimina\u00e7\u00e3o da mal\u00e1ria\u201d, ponderou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pesquisador Antonio Balieiro, que participou da constru\u00e7\u00e3o do modelo estat\u00edstico desenvolvido especialmente para a an\u00e1lise dos dados coletados, explica que foram utilizados os m\u00e9todos da infer\u00eancia bayesiana, que consiste na avalia\u00e7\u00e3o de hip\u00f3teses pela m\u00e1xima verossimilhan\u00e7a; modelos din\u00e2micos e mistura de distribui\u00e7\u00f5es de probabilidades. \u201cNa verdade, o respons\u00e1vel pela constru\u00e7\u00e3o de um modelo espec\u00edfico para trabalhar com os dados que t\u00ednhamos em m\u00e3os sobre mal\u00e1ria foi o professor James Dean, da UFAM, um dos colaboradores do artigo. Desenvolvemos um primeiro modelo mas percebemos que precisar\u00edamos ter uma estat\u00edstica mais refinada para\u00a0 analisar esses dados e a expertise do professor James foi fundamental\u201d, explicou Balieiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A expectativa \u00e9 de que os resultados ajudem a melhorar o controle ou a elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a, ampliando o conhecimento sobre a identifica\u00e7\u00e3o de \u00e1reas suscet\u00edveis ou de maior risco de transmiss\u00e3o. \u201cNossos resultados podem ser extrapolados para regi\u00f5es com caracter\u00edsticas sanit\u00e1rias e hidrol\u00f3gicas semelhantes \u00e0s observadas na Amaz\u00f4nia brasileira\u201d, afirmou Fernanda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-41001\" src=\"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/IMG_6195-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"683\" height=\"455\" srcset=\"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/IMG_6195-300x200.jpg 300w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/IMG_6195-1030x687.jpg 1030w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/IMG_6195-768x512.jpg 768w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/IMG_6195-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/IMG_6195-2048x1365.jpg 2048w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/IMG_6195-1500x1000.jpg 1500w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2023\/12\/IMG_6195-705x470.jpg 705w\" sizes=\"(max-width: 683px) 100vw, 683px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>SEDIMENTOS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A presen\u00e7a de sedimentos suspensos nos rios, que geralmente s\u00e3o areia, part\u00edculas de argila e lodo, modifica as caracter\u00edsticas da \u00e1gua como suas propriedades f\u00edsico-qu\u00edmicas e, principalmente, a cor das \u00e1guas. Estas podem prejudicar ou favorecer os locais de reprodu\u00e7\u00e3o dos vetores da mal\u00e1ria e, consequentemente, ter impacto na transmiss\u00e3o da doen\u00e7a. Na Amaz\u00f4nia, as cores dos rios s\u00e3o classificadas como \u00e1guas brancas, pretas ou claras. Os rios de \u00e1guas brancas transportam grande quantidade de sedimentos em suspens\u00e3o e possuem pH pr\u00f3ximo do neutro. Dentre eles, destacam-se os rios Madeira, Purus, Juru\u00e1 e Solim\u00f5es\/Amazonas. J\u00e1 os rios de \u00e1guas pretas, recebem esse nome devido \u00e0 sua cor caracter\u00edstica, que resulta das subst\u00e2ncias neles dissolvidas. Esses rios possuem pH \u00e1cido, carregam muita mat\u00e9ria org\u00e2nica e apresentam baixa concentra\u00e7\u00e3o de sedimentos suspensos em suas \u00e1guas. O maior deles \u00e9 o Rio Negro. Finalmente, os rios de \u00e1guas claras (por exemplo, o rio Tapaj\u00f3s) apresentam colora\u00e7\u00e3o esverdeada ou s\u00e3o transparentes. Esses rios carregam pequena quantidade de sedimentos dissolvidos, possuem certo n\u00edvel de mat\u00e9ria org\u00e2nica dissolvida e pH pr\u00f3ximo do neutro. Nesse contexto, o estudo prop\u00f4s realizar uma abordagem baseada em hip\u00f3teses, que correlacionam as cores das \u00e1guas dos rios da Amaz\u00f4nia e a incid\u00eancia da mal\u00e1ria, a fim de avaliar se as caracter\u00edsticas do tipo de cor da \u00e1gua influenciam na distribui\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a.<\/p>\n<\/div><\/section><br \/>\nILMD\/Fiocruz Amaz\u00f4nia, por J\u00falio Pedrosa<br \/>\nFotos: J\u00falio Pedrosa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa observou que localidades pr\u00f3ximas aos rios de colora\u00e7\u00e3o preta apresentam maior incid\u00eancia de mal\u00e1ria, quando comparados aos chamados rios de \u00e1guas brancas, que possuem cores turvas e barrentas <\/p>\n","protected":false},"author":60,"featured_media":40999,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"image","meta":{"footnotes":""},"categories":[15],"tags":[],"class_list":["post-40997","post","type-post","status-publish","format-image","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","post_format-post-format-image"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/40997","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/60"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=40997"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/40997\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":55439,"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/40997\/revisions\/55439"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/40999"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=40997"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=40997"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=40997"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}