{"id":39320,"date":"2023-07-21T12:07:15","date_gmt":"2023-07-21T16:07:15","guid":{"rendered":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/?p=39320"},"modified":"2024-10-25T10:23:50","modified_gmt":"2024-10-25T14:23:50","slug":"fiocruz-amazonia-apresenta-resultados-do-trabalho-de-vigilancia-de-patogenos-em-workshop-da-oms-opas-em-manaus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/?p=39320","title":{"rendered":"Fiocruz Amaz\u00f4nia apresenta resultados do trabalho de vigil\u00e2ncia de pat\u00f3genos em workshop da OMS\/OPAS em Manaus"},"content":{"rendered":"<section class=\"av_textblock_section \"  itemscope=\"itemscope\" itemtype=\"https:\/\/schema.org\/BlogPosting\" itemprop=\"blogPost\" ><div class='avia_textblock  '   itemprop=\"text\" ><p style=\"text-align: justify;\">Pesquisadores do Instituto Le\u00f4nidas &amp; Maria Deane (ILMD\/Fiocruz Amaz\u00f4nia) apresentaram nesta quinta-feira, 20\/07, os resultados obtidos at\u00e9 agora com o trabalho de vigil\u00e2ncia de pat\u00f3genos emergentes e reemergentes circulantes na fauna silvestre e em casos humanos, realizado pela unidade, pesquisa que pode contribuir para o monitoramento eficaz e respostas mais r\u00e1pidas \u00e0s epidemias e pandemias futuras.\u00a0 O trabalho foi apresentado durante a Oficina T\u00e9cnica sobre Vigil\u00e2ncia Regional de Pat\u00f3genos Emergentes e Zoon\u00f3ticos com Potencial Epid\u00eamico e Pand\u00eamico, aberta nesta quinta-feira, 20\/07, em Manaus, numa realiza\u00e7\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) e Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana da Sa\u00fade (OPAS), com a parceria do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz), com a presen\u00e7a da chefe do Departamento de Prepara\u00e7\u00e3o e Preven\u00e7\u00e3o de Eventos Epid\u00eamicos e Pand\u00eamicos da OMS, Maria Van Kerkhove, e o coordenador da Unidade T\u00e9cnica de Prepara\u00e7\u00e3o, Vigil\u00e2ncia e Respostas \u00e0 Emerg\u00eancias e Desastres, da OPAS, no Brasil, Alexander Rosewell.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-gallery wp-image-39322\" src=\"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/914680b9-d4d0-4bdb-bd4c-56560962c82e-845x684.jpg\" alt=\"\" width=\"845\" height=\"684\" srcset=\"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/914680b9-d4d0-4bdb-bd4c-56560962c82e-845x684.jpg 845w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/914680b9-d4d0-4bdb-bd4c-56560962c82e-495x400.jpg 495w\" sizes=\"(max-width: 845px) 100vw, 845px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O workshop conta com a participa\u00e7\u00e3o de representantes de institui\u00e7\u00f5es de diferentes estados brasileiros e pa\u00edses com conectividade amaz\u00f4nica, a exemplo do Suriname, Col\u00f4mbia, Peru, Equador, Panam\u00e1, Suriname, Venezuela, al\u00e9m de Argentina e Estados Unidos. Os objetivos da oficina s\u00e3o: mapear as atividades de pesquisa de campo em andamento, ou planejadas, sobre os pat\u00f3genos emergentes, discutir poss\u00edveis estrat\u00e9gias para coordenar e fortalecer a\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 preven\u00e7\u00e3o, vigil\u00e2ncia, detec\u00e7\u00e3o oportuna, notifica\u00e7\u00e3o, prepara\u00e7\u00e3o e resposta em Sa\u00fade P\u00fablica para proteger a popula\u00e7\u00e3o humana; e propor planos para coordenar pesquisas aplicadas visando preencher lacunas de conhecimento sobre os referidos pat\u00f3genos. Juntos, os especialistas esperam, ao final do encontro, delinear um plano de colabora\u00e7\u00e3o para a vigil\u00e2ncia e investiga\u00e7\u00e3o de pat\u00f3genos com potencial epid\u00eamico e pand\u00eamico em reservat\u00f3rios de vida selvagem, hospedeiros e vetores na regi\u00e3o amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O painel com os pesquisadores da Fiocruz Amaz\u00f4nia contou com a participa\u00e7\u00e3o de Maria Van Kerkove. O virologista Felipe Naveca, coordenador do N\u00facleo de Vigil\u00e2ncia de V\u00edrus Emergentes, Reemergentes ou Negligenciados, da Fiocruz Amaz\u00f4nia, destacou a import\u00e2ncia da vigil\u00e2ncia gen\u00f4mica no cen\u00e1rio p\u00f3s-pand\u00eamico, citando as descobertas feitas a partir do trabalho realizado pela Fiocruz Amaz\u00f4nia em parceria com os laborat\u00f3rios p\u00fablicos de refer\u00eancia dos Estados do Amazonas, Roraima, Acre e Rond\u00f4nia. \u201cS\u00f3 conseguimos avan\u00e7ar com parcerias fortes, diversas institui\u00e7\u00f5es comprometidas.\u00a0 Neste sentido temos trabalhado com outras unidades da Fiocruz, a Funda\u00e7\u00e3o de Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), OPAS e contado com investimentos de ag\u00eancias internacionais para realiza\u00e7\u00e3o de estudos\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Naveca, o Amazonas \u00e9 o Estado brasileiro com o maior n\u00famero de genomas do SARS-CoV-2 sequenciados em fun\u00e7\u00e3o do n\u00famero de casos confirmados. \u201cTemos desenvolvido um esfor\u00e7o muito grande desde o in\u00edcio da pandemia, que nos possibilitou, entre outros pontos, saber que a principal variante em circula\u00e7\u00e3o no Pa\u00eds, no momento, \u00e9 a XBB.1.5, e anteriormente nos levou \u00e0 descoberta da variante Gama, em 2021, permitiu que acompanh\u00e1ssemos a sua evolu\u00e7\u00e3o, numa popula\u00e7\u00e3o com uma alta imunidade h\u00edbrida, como a do Amazonas e, mais recentemente, foi poss\u00edvel mostrar como se deu a expans\u00e3o das variantes Delta e \u00d4micron. Foi e continua sendo um trabalho importante, especialmente em uma regi\u00e3o t\u00e3o severamente atingida como foi no Amazonas\u201d, afirmou Naveca.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-gallery wp-image-39323\" src=\"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/90e886bb-80db-4fa8-9b4e-d0daf0b0d637-845x684.jpg\" alt=\"\" width=\"845\" height=\"684\" srcset=\"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/90e886bb-80db-4fa8-9b4e-d0daf0b0d637-845x684.jpg 845w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/90e886bb-80db-4fa8-9b4e-d0daf0b0d637-495x400.jpg 495w\" sizes=\"(max-width: 845px) 100vw, 845px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir dos estudos gen\u00f4micos da Fiocruz Amaz\u00f4nia para as variantes Gama, Delta e \u00d4micron foi poss\u00edvel atestar tamb\u00e9m que o principal hub de dissemina\u00e7\u00e3o foi a partir de Manaus, capital do Estado, para outros munic\u00edpios. \u201cHouve tamb\u00e9m uma dissemina\u00e7\u00e3o menor de linhagens que foram introduzidas, por exemplo, pela Tr\u00edplice Fronteira Brasil\/Col\u00f4mbia\/Peru, e outras de outras fronteiras do Estado, mas invariavelmente\u00a0 Manaus foi o principal hub de dissemina\u00e7\u00e3o\u201d, observou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre as li\u00e7\u00f5es aprendidas com a pandemia, Naveca destaca que \u00e9 preciso capacitar as equipes de sa\u00fade localmente e em todas as \u00e1reas de vigil\u00e2ncia. \u201cTivemos a oportunidade de trabalhar n\u00e3o s\u00f3 no Amazonas, mas em outros tr\u00eas estados da Regi\u00e3o Norte, da chamada Amaz\u00f4nia Ocidental \u2013 Roraima, Acre e Rond\u00f4nia. Fizemos essa capacita\u00e7\u00e3o para as equipes dos LACENS Rond\u00f4nia, Roraima e Acre, n\u00e3o s\u00f3 na parte laboratorial mas tamb\u00e9m para a an\u00e1lise de dados nos laborat\u00f3rios centrais de cada estado, para que essas equipes possam continuar conduzindo os trabalhos independentemente de estarmos l\u00e1 ou n\u00e3o\u201d, afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A emerg\u00eancia do Monkeypox e o aumento de casos de dengue com a introdu\u00e7\u00e3o de gen\u00f3tipos na regi\u00e3o, tamb\u00e9m geraram demandas para a Fiocruz Amaz\u00f4nia, conforme salientou Naveca. \u201cFomos demandados pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade para assumir como laborat\u00f3rio regional de refer\u00eancia em Monkeypox, para os estados do Amazonas, Rond\u00f4nia e Roraima. No tocante \u00e0s arboviroses, desde 2019 at\u00e9 2021, o dengue sorotipo 1 foi o mais prevalente. No entanto, em novembro de 2022, a equipe do LAFRON Amazonas reportou um aumento inesperado de casos de dengue numa \u00e9poca em que n\u00e3o era para estar ocorrendo tantos casos, e n\u00f3s imediatamente recebemos as amostras, fizemos o sequenciamento e identificamos uma introdu\u00e7\u00e3o do gen\u00f3tipo 2 (cosmopolita) do dengue sorotipo 2 naquela regi\u00e3o. Esse resultado, incluindo os genomas, foi imediatamente compartilhado em bancos de dados p\u00fablicos. Fizemos uma an\u00e1lise de reconstru\u00e7\u00e3o espa\u00e7o-temporal mostrando que se tratava de uma segunda introdu\u00e7\u00e3o no Brasil, vinda do Per\u00fa. A epidemiologia da dengue no Amazonas mudou e, desde essa introdu\u00e7\u00e3o, o dengue 2 rapidamente substituiu o dengue 1, dados dispon\u00edveis no relat\u00f3rio para o MS, assim como pr\u00e9-print\u201d, relembrou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Naveca citou ainda situa\u00e7\u00e3o parecida ocorrida em Roraima, quando a equipe do LACEN local identificou a introdu\u00e7\u00e3o do dengue sorotipo 3. \u201cEsse dado nos surpreendeu, uma vez que este sorotipo n\u00e3o causa epidemias h\u00e1 15 anos e nossas an\u00e1lises gen\u00f4micas, em colabora\u00e7\u00e3o com o CDC\/EUA, n\u00e3o s\u00f3 confirmaram o resultado do LACEN-RR, como mostraram que era uma linhagem para as Am\u00e9ricas, oriunda do subcontinente indiano\u201d, contou. Por fim, o virologista lembrou a emerg\u00eancia de casos do v\u00edrus Oropouche em Roraima, Amazonas, Rond\u00f4nia e Acre, confirmada pelos LACENs de cada Estado, utilizando o protocolo desenvolvido pelo ILMD\/Fiocruz Amaz\u00f4nia, ressaltando a necessidade de pesquisas cont\u00ednuas para a identifica\u00e7\u00e3o de novos v\u00edrus, a exemplo do novo flebov\u00edrus (v\u00edrus transmitido por flebotom\u00edneos), encontrados recentemente em uma \u00e1rea rural do munic\u00edpio de Presidente Figueiredo (AM).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-gallery wp-image-39324\" src=\"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/cfc1a9ad-bc91-4bd1-9b30-7a072c1fc444-845x684.jpg\" alt=\"\" width=\"845\" height=\"684\" srcset=\"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/cfc1a9ad-bc91-4bd1-9b30-7a072c1fc444-845x684.jpg 845w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2023\/07\/cfc1a9ad-bc91-4bd1-9b30-7a072c1fc444-495x400.jpg 495w\" sizes=\"(max-width: 845px) 100vw, 845px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>DESMATAMENTO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em sua palestra, a m\u00e9dica veterin\u00e1ria Alessandra Nava caracterizou a vigil\u00e2ncia de pat\u00f3genos circulantes na fauna silvestre, especificamente em popula\u00e7\u00f5es de morcegos e primatas, alertando sobre os riscos do desmatamento em \u00e1reas urbanas. \u201cTemos florestas lindas e maravilhosas, com esp\u00e9cies amea\u00e7adas, e que da noite para o dia viram um shopping. Essa \u00e9 uma din\u00e2mica \u00e9 constante e a rapidez com que acontece \u00e9 muito grande, sobretudo com o afrouxamento da prote\u00e7\u00e3o ambiental nos \u00faltimos quatro anos, o que levou a um aumento da frequ\u00eancia do contato dos humanos com animais silvestres e dom\u00e9sticos, o que possivelmente possa ser um fator desencadeador de emerg\u00eancias zoon\u00f3ticas\u201d, exemplificou, mostrando a imagem de uma \u00e1rea de floresta antropizada num bairro da Zona Norte de Manaus, que avan\u00e7a sobre uma \u00e1rea de prote\u00e7\u00e3o ambiental da cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em parceria com o N\u00facleo de Vigil\u00e2ncia de V\u00edrus Emergentes, Reemergentes ou Negligenciados, chefiado por Naveca, Alessandra disse que vem sendo poss\u00edvel desenvolver um projeto que visa mapear a diversidade de coronav\u00edrus em morcegos e primatas, entre outras esp\u00e9cies, no Amazonas. \u201cAl\u00e9m dos v\u00edrus, trabalhamos com outras doen\u00e7as negligenciadas como as filarioses, doen\u00e7as parasit\u00e1rias e monitoramento de raiva por meio dos registros de mordeduras que s\u00e3o mais constantes na regi\u00e3o. Nossa estrat\u00e9gia \u00e9 tentar entender e ter material para as pr\u00f3ximas emerg\u00eancias, raz\u00e3o pela qual iniciamos um biobanco, em parceria com o Cetas\/Ibama, onde coletamos material de esp\u00e9cies oriundas de todo o estado e disponibilizamos as amostras para outros pesquisadores\u201d, explica, acrescentando que muito mais do que encontrar v\u00edrus emergentes, a proposta \u00e9 a de entender as rela\u00e7\u00f5es e as frequ\u00eancias de contatos entre humanos e animais como gatilhos para situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia, o que se alinha ao que preconiza o painel de especialistas em Sa\u00fade \u00danica da OMS.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nava destacou a importancia das parcerias, citando a carta-compromisso firmada entre o Instituto Le\u00f4nidas &amp; Maria Deane (ILMD\/Fiocruz Amaz\u00f4nia), a Fiocruz Cear\u00e1 e a Plataforma Internacional para Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade (PICTIS) da Fiocruz, com sede em Portugal, para a cria\u00e7\u00e3o da primeira Rede de Vigil\u00e2ncia do Norte e Nordeste do Brasil em Monitoramento de Pat\u00f3genos Circulantes na Fauna Silvestre. O objetivo \u00e9 estabelecer as bases para a sistematiza\u00e7\u00e3o das atividades da Fiocruz no escopo da Sa\u00fade \u00danica (One Health) \u2013 que tem como base o entendimento de que as doen\u00e7as dos animais e dos humanos est\u00e3o associadas \u2013, fortalecendo a vigil\u00e2ncia e a pesquisa de pat\u00f3genos com car\u00e1ter zoon\u00f3tico e a capacidade de proporcionar melhores monitoramento e respostas \u00e0s epidemias. A carta \u00e9 assinada pelos diretores da Fiocruz Amaz\u00f4nia e da Fiocruz Cear\u00e1, Adele Schwartz Benzaken e Ant\u00f4nio Carlile Holanda de Lavor, respectivamente, e o coordenador do PICTIS, Jos\u00e9 Luiz Passos Cordeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>PROGRAMA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O workshop se encerrou nesta sexta-feira, 21\/07. Ao longo do dia, os participantes participaram de pain\u00e9is de discuss\u00e3o, com perguntas direcionadores sobre as capacidades nacionais\/subnacionais para a vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade P\u00fablica e detec\u00e7\u00e3o de pat\u00f3genos emergias, as lacunas existentes na regi\u00e3o amaz\u00f4nica, integra\u00e7\u00e3o da vigil\u00e2ncia em animais de cria\u00e7\u00e3o, vida selvagem e meio ambiente com a vigil\u00e2ncia em sa\u00fade p\u00fablica e a inova\u00e7\u00f5es que estejam sendo testadas. Haver\u00e1 tamb\u00e9m um painel sobre as iniciativas e atividades de pesquisa na regi\u00e3o amaz\u00f4nica brasileira, apresentado pela vice-presidente de Pesquisa e Cole\u00e7\u00f5es Biol\u00f3gicas da Fiocruz, Lourdes Oliveira, e a pesquisadora em Sa\u00fade P\u00fablica do Instituto Evandro Chagas, L\u00edvia Car\u00edcio Martins.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir do workshop, a OMS\/OPAS pretende catalogar as atividades de pesquisas aplicadas em andamento, e planejadas, na regi\u00e3o Amaz\u00f4nica relacionadas \u00e0 vigil\u00e2ncia, detec\u00e7\u00e3o precoce, diagn\u00f3stico e resposta a pat\u00f3genos emergentes e zoon\u00f3ticos com potencial epid\u00eamico e pand\u00e9mico, al\u00e9m de elaborar um resumo executivo para as autoridades nacionais brasileiras a ser apresentado na Reuni\u00e3o dos Presidentes dos Pa\u00edses da Bacia Amaz\u00f4nica em agosto de 2023, reportar a identifica\u00e7\u00e3o das principais lacunas na vigil\u00e2ncia, diagn\u00f3stico e pesquisa aplicada\/de campo, bem como propor atividades necess\u00e1rias para preench\u00ea-las, e por fim elaborar propostas de a\u00e7\u00f5es e atividades priorit\u00e1rias necess\u00e1rias para melhorar a preven\u00e7\u00e3o, vigil\u00e2ncia, detec\u00e7\u00e3o precoce, notifica\u00e7\u00e3o, prepara\u00e7\u00e3o e resposta a pat\u00f3genos com potencial epid\u00eamico e pand\u00eamico na regi\u00e3o Amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A OPAS\/OMS organiza esta oficina t\u00e9cnica em estreita colabora\u00e7\u00e3o com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, a Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz) e outros parceiros brasileiros. Com base em uma oficina semelhante realizada no Panam\u00e1, em abril de 2022 &#8211; organizada conjuntamente por Funda\u00e7\u00e3o Rockefeller, <em>Instituto Conmemorativo Gorgas<\/em>, e a Unidade de Gest\u00e3o de Amea\u00e7as Infecciosas da OPAS \u2014 bem como uma s\u00e9rie de oficinas t\u00e9cnicas organizadas pela Unidade de Doen\u00e7as Emergentes e Zoonoses da OMS, em sua sede, busca ampliar a compreens\u00e3o das atividades atuais de pesquisa e vigil\u00e2ncia de pat\u00f3genos emergentes e zoon\u00f3ticos com potencial epid\u00eamico e pand\u00eamico na vida selvagem do mundo inteiro.<\/p>\n<p><em>ILMD\/Fiocruz Amaz\u00f4nia, Por J\u00falio Pedrosa<\/em><\/p>\n<p><em>Fotos: J\u00falio Pedrosa<\/em><\/p>\n<\/div><\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>.  O trabalho foi apresentado durante a Oficina T\u00e9cnica sobre Vigil\u00e2ncia Regional de Pat\u00f3genos Emergentes e Zoon\u00f3ticos com Potencial Epid\u00eamico e Pand\u00eamico<\/p>\n","protected":false},"author":20,"featured_media":39321,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":true,"template":"","format":"image","meta":{"footnotes":""},"categories":[15],"tags":[136,120,119,131],"class_list":["post-39320","post","type-post","status-publish","format-image","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-fiocruz","tag-fiocruz-amazonia","tag-ilmd","tag-ilmdfiocruz-amazonia","post_format-post-format-image"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/39320","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/20"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=39320"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/39320\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":49560,"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/39320\/revisions\/49560"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/39321"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=39320"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=39320"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=39320"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}