{"id":38106,"date":"2023-01-18T15:47:34","date_gmt":"2023-01-18T19:47:34","guid":{"rendered":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/?p=38106"},"modified":"2024-11-08T09:56:18","modified_gmt":"2024-11-08T13:56:18","slug":"fiocruz-amazonia-integra-rede-para-investigacao-de-mordeduras-tropicais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/?p=38106","title":{"rendered":"Fiocruz Amaz\u00f4nia integra rede para investiga\u00e7\u00e3o de mordeduras tropicais"},"content":{"rendered":"<section class=\"av_textblock_section \"  itemscope=\"itemscope\" itemtype=\"https:\/\/schema.org\/BlogPosting\" itemprop=\"blogPost\" ><div class='avia_textblock  '   itemprop=\"text\" ><p style=\"text-align: justify;\">O Instituto Le\u00f4nidas &amp; Maria Deane (ILMD\/Fiocruz Amaz\u00f4nia) integra a Rede de Iniciativa Amaz\u00f4nica para Investiga\u00e7\u00e3o de Mordeduras Tropicais, um grupo internacional formado por especialistas e pesquisadores que trabalham com a quest\u00e3o das mordeduras tropicais e as diferentes formas de cont\u00e1gio, visando estabelecer par\u00e2metros que permitam identificar o perfil epidemiol\u00f3gico dos casos de mordeduras em humanos e animais em determinada regi\u00e3o, bem como prevenir poss\u00edveis ocorr\u00eancias de surtos causados por zoonoses emergentes que possam vir a ser\u00a0 transmitidas pela mordedura de animais como primatas e, sobretudo, morcegos que estejam contaminados com v\u00edrus e venham a transmitir para as pessoas. A m\u00e9dica veterin\u00e1ria e pesquisadora do ILMD Alessandra Nava representa a Fiocruz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em dezembro passado, o grupo se reuniu pela primeira vez no Brasil para interc\u00e2mbio de experi\u00eancias durante o Encontro Internacional da Iniciativa Amaz\u00f4nica para Investiga\u00e7\u00e3o de Mordeduras Tropicais &#8211; Preven\u00e7\u00e3o de Zoonoses Emergentes, ocorrido na Faculdade de Veterin\u00e1ria da Universidade Federal do Par\u00e1 (UFPA), em Bel\u00e9m, reunindo especialistas que integram a rede, entre os quais a professora Isis Abel Bezerra, da Universidade Federal do Par\u00e1 (UFPA); o m\u00e9dico epidemiologista peruano S\u00e9rgio Recuenco, professor da Faculdade de Medicina de San Fernando; Marco Vigilato, atual chefe de Zoonoses da Organiza\u00e7\u00e3o Panamericana da Sa\u00fade (OPAS), e Daniel Streicker, professor da Escola de Biodiversidade, Sa\u00fade \u00danica e Medicina Veterin\u00e1ria, da Universidade de Glasgow, na Esc\u00f3cia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alessandra Nava explica que o evento foi aberto e tratou sobre pat\u00f3genos emergentes fazendo a conex\u00e3o com animais silvestres e mudan\u00e7as ambientais. Ela destaca que a mordedura \u00e9 uma forma de cont\u00e1gio e o pat\u00f3geno mais emblem\u00e1tico \u00e9 o da Raiva, zoonose transmitida por um v\u00edrus mortal tanto para o homem quanto para o animal. \u201cFelizmente, trata-se de um pat\u00f3geno de alta letalidade mas baixa preval\u00eancia nos reservat\u00f3rios\u201d, explica a pesquisadora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nava lembra que o monitoramento das mordeduras de morcegos hemat\u00f3fago na popula\u00e7\u00e3o humana \u00e9 realizado no Amazonas pela Funda\u00e7\u00e3o de Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade (FVS), da Secretaria de Estado da Sa\u00fade (SES), e a an\u00e1lise das ocorr\u00eancias relacionando a vari\u00e1veis ambientais \u00e9 feita pela Fiocruz Amaz\u00f4nia. \u201cA abordagem da pesquisa da epidemiologia da raiva pela equipe da Fiocruz Amaz\u00f4nia envolver tamb\u00e9m um diagn\u00f3stico do acolhimento desse paciente espoliado, como o servi\u00e7o de sa\u00fade lida com a situa\u00e7\u00e3o, se os pacientes mordidos est\u00e3o procurando fazer a p\u00f3s-exposi\u00e7\u00e3o de forma adequada, bem como o perfil da popula\u00e7\u00e3o que sofre as mordeduras pelo morcego hemat\u00f3fago, o que \u00e9 fundamental para podermos fazer nossas proje\u00e7\u00f5es epidemiol\u00f3gicas\u201d, comentou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No ILMD\/Fiocruz Amaz\u00f4nia, o trabalho de investiga\u00e7\u00e3o \u00e9 desenvolvido por Alessandra Nava juntamente com o bi\u00f3logo e pesquisador Jos\u00e9 Joaquin Carvajal e os alunos do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o Condi\u00e7\u00f5es de Vida e Situa\u00e7\u00f5es na Amaz\u00f4nia. \u201cFazemos a investiga\u00e7\u00e3o das mordeduras no Amazonas, com uma s\u00e9rie hist\u00f3rica de registro de mordeduras em humanos e tentando fazer as rela\u00e7\u00f5es com as vari\u00e1veis sociais e ambientais para poder no futuro construir um modelo preditivo de locais com maior possibilidade de surto de raiva em humanos\u201d, explica Alessandra, que atualmente desenvolve projeto financiado pela Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), e realizado em parceria com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), de monitoramento de pat\u00f3genos em animais silvestres, incluindo o SARS-CoV-2.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEm s\u00e9rie hist\u00f3rica de sete anos de monitoramento, temos aproximadamente 2,4 mil registros de mordeduras em humanos, mas a casu\u00edstica de raiva em pessoas \u00e9 muito baixa, embora saibamos que \u00e9 uma roleta russa\u201d, admitiu Nava. A pesquisadora adianta que o pr\u00f3ximo encontro da rede dever\u00e1 acontecer em 2024, na sede da Fiocruz Amaz\u00f4nia, em Manaus. \u201cNosso objetivo num futuro pr\u00f3ximo \u00e9 o de criar o Laborat\u00f3rio de Raiva no ILMD\/Fiocruz Amaz\u00f4nia, com apoio e credenciamento do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, para a realiza\u00e7\u00e3o de diagn\u00f3sticos de sorologia e vigil\u00e2ncia gen\u00f4mica, contando com o apoio da FVS no encaminhamento de amostras. \u00c9 de suma import\u00e2ncia entender, por exemplo, se a vacina funciona e a poss\u00edvel descoberta de variantes do v\u00edrus cada vez que se encontra um caso positivo de raiva\u201d, explicou.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-gallery wp-image-38108\" src=\"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/c3dedb9e-4960-4199-8539-94f8d0f05303-845x684.jpg\" alt=\"\" width=\"845\" height=\"684\" srcset=\"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/c3dedb9e-4960-4199-8539-94f8d0f05303-845x684.jpg 845w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2023\/01\/c3dedb9e-4960-4199-8539-94f8d0f05303-495x400.jpg 495w\" sizes=\"(max-width: 845px) 100vw, 845px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>VARI\u00c1VEL AMBIENTAL<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a veterin\u00e1ria, qualquer mam\u00edfero pode transmitir a raiva. \u201cAnimais dom\u00e9sticos, como cachorro e gato, possuem uma boa cobertura vacinal, o que n\u00e3o significa dizer que n\u00e3o possam transmitir a doen\u00e7a. Nunca devemos relaxar em rela\u00e7\u00e3o a isso. No Nordeste, as \u00faltimas ocorr\u00eancia de casos de raiva em humanos, por exemplo, est\u00e3o ligadas a primatas, da\u00ed a import\u00e2ncia de investiga\u00e7\u00e3o da epidemiologia da doen\u00e7a em diferentes cen\u00e1rios, entendendo as diferentes paisagens e quando e como elas se tornam pertinentes para o surto de raiva\u201d, disse. Um dos cen\u00e1rios prop\u00edcios, segundo a pesquisadora, \u00e9 o do desmatamento para coloca\u00e7\u00e3o de gado. \u201cEm outros pa\u00edses, foi poss\u00edvel mostrar que h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o entre o desmatamento e a migra\u00e7\u00e3o de morcegos hemat\u00f3fagos. O morcego migra e acaba espoliando o gado e as pessoas, tornando-se a paisagem do desmatamento pertinente para o surto de raiva\u201d, alertou.<\/p>\n<p><em>ILMD\/Fiocruz Amaz\u00f4nia, Por J\u00falio Pedrosa<\/em><\/p>\n<p><em>Fotos: J\u00falio Pedrosa e Divulga\u00e7\u00e3o\/Fiocruz Amaz\u00f4nia<\/em><\/p>\n<\/div><\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O pr\u00f3ximo encontro da rede dever\u00e1 acontecer em 2024, na sede da Fiocruz Amaz\u00f4nia, em Manaus. <\/p>\n","protected":false},"author":20,"featured_media":38107,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":true,"template":"","format":"image","meta":{"footnotes":""},"categories":[15],"tags":[1004,136,120,131],"class_list":["post-38106","post","type-post","status-publish","format-image","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-alessandra-nava","tag-fiocruz","tag-fiocruz-amazonia","tag-ilmdfiocruz-amazonia","post_format-post-format-image"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/38106","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/20"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=38106"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/38106\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":49659,"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/38106\/revisions\/49659"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/38107"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=38106"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=38106"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=38106"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}