{"id":37991,"date":"2022-12-20T10:49:35","date_gmt":"2022-12-20T14:49:35","guid":{"rendered":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/?p=37991"},"modified":"2022-12-20T10:49:36","modified_gmt":"2022-12-20T14:49:36","slug":"fiocruz-amazonia-apresenta-resultados-do-projeto-de-fortalecimento-da-resposta-a-covid-19-em-territorios-indigenas-na-amazonia-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/?p=37991","title":{"rendered":"Fiocruz Amaz\u00f4nia apresenta resultados do projeto de fortalecimento da resposta \u00e0 COVID-19 em territ\u00f3rios ind\u00edgenas na Amaz\u00f4nia brasileira"},"content":{"rendered":"<section class=\"av_textblock_section \"  itemscope=\"itemscope\" itemtype=\"https:\/\/schema.org\/BlogPosting\" itemprop=\"blogPost\" ><div class='avia_textblock  '   itemprop=\"text\" ><p style=\"text-align: justify;\">Financiado pela Uni\u00e3o Europ\u00e9ia, por meio do European Civil Protection and Humanitarian Aid Operation (ECHO), o Instituto Le\u00f4nidas &amp; Maria Deane (ILMD\/Fiocruz Amaz\u00f4nia) apresentou ao Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia (UNICEF) um balan\u00e7o dos resultados do Projeto Sa\u00fade dos Povos Ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia, de fortalecimento da resposta da pandemia de COVID-19 em territ\u00f3rios ind\u00edgenas de quatro Estados da Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica (Par\u00e1, Maranh\u00e3o, Roraima e Amazonas). O projeto teve nove meses de dura\u00e7\u00e3o e o foco voltado para as \u00e1reas de vigil\u00e2ncia de base comunit\u00e1ria, nutri\u00e7\u00e3o, bem viver\/sa\u00fade mental e medicina ind\u00edgena, coordenado pelo Laborat\u00f3rio de Hist\u00f3ria, Pol\u00edticas P\u00fablicas e Sa\u00fade na Amaz\u00f4nia (LAHPSA), do ILMD. Situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia, desnutri\u00e7\u00e3o, adoecimento mental e degrada\u00e7\u00e3o ambiental causada pela presen\u00e7a do garimpo ilegal em alguns dos territ\u00f3rios foram as principais constata\u00e7\u00f5es do projeto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com a pesquisadora em Sa\u00fade P\u00fablica, da Fiocruz Amaz\u00f4nia, Michele Rocha de Ara\u00fajo Ell Kadri, coordenadora do Projeto ECHO, o fundo europeu deu continuidade a um projeto anterior mantido pelo UNICEF, em parceria com a Fiocruz, para diagn\u00f3stico da aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade mental de jovens ind\u00edgenas, permitindo a amplia\u00e7\u00e3o do raio de abrang\u00eancia do estudo, que passou a incluir quatro territ\u00f3rios, nas regi\u00f5es do Alto Solim\u00f5es, no Amazonas; Leste de Roraima, territ\u00f3rio Ianomami; Bacia do Tapaj\u00f3s, no Par\u00e1, territ\u00f3rio mundurucu; e a terra ind\u00edgena guajajara, no Maranh\u00e3o. \u201cCada um desses territ\u00f3rios tem uma especificidade muito pr\u00f3pria, situa\u00e7\u00f5es de viol\u00eancia que eles j\u00e1 v\u00eam sofrendo h\u00e1 muitos anos e que se agravaram no per\u00edodo da pandemia da COVID-19\u201d, explica El Kadri.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-gallery wp-image-37993\" src=\"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Encerramento-do-Projeto-ECHO-de-saude-indigena_Foto-Ingrid-Anne_Fiocruz-Amazonia_30.11.22-6-845x684.jpg\" alt=\"\" width=\"845\" height=\"684\" srcset=\"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Encerramento-do-Projeto-ECHO-de-saude-indigena_Foto-Ingrid-Anne_Fiocruz-Amazonia_30.11.22-6-845x684.jpg 845w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Encerramento-do-Projeto-ECHO-de-saude-indigena_Foto-Ingrid-Anne_Fiocruz-Amazonia_30.11.22-6-495x400.jpg 495w\" sizes=\"(max-width: 845px) 100vw, 845px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a pesquisadora, o projeto estava previsto inicialmente para ser uma resposta emergencial, tendo em vista o quadro de gravidade da infec\u00e7\u00e3o nas primeiras ondas de COVID-19 no Pa\u00eds e o reflexo da baixa cobertura vacinal que caracterizou o per\u00edodo, mas com o decorrer da implanta\u00e7\u00e3o das atividades os pesquisadores atestaram que, na verdade, a COVID-19 s\u00f3 intensificou o sofrimento que as comunidades j\u00e1 viviam. \u201cDestacamos a quest\u00e3o da desnutri\u00e7\u00e3o, decorrente da aus\u00eancia de recursos, a quest\u00e3o da viol\u00eancia presente nos territ\u00f3rios, onde o garimpo e a invas\u00e3o de terra para extra\u00e7\u00e3o de madeira s\u00e3o muito fortes e contribuem para a desnutri\u00e7\u00e3o dos povos ind\u00edgenas. A esperan\u00e7a \u00e9 de que consigamos reverter esse quadro, constru\u00eddo durante esse per\u00edodo de degrada\u00e7\u00e3o que vivemos, e possamos resgatar essa d\u00edvida que s\u00f3 aumentou perante os povos ind\u00edgenas nos \u00faltimos anos\u201d, afirma.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-gallery wp-image-37994\" src=\"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Encerramento-do-Projeto-ECHO-de-saude-indigena_Foto-Ingrid-Anne_Fiocruz-Amazonia_30.11.22-22-845x684.jpg\" alt=\"\" width=\"845\" height=\"684\" srcset=\"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Encerramento-do-Projeto-ECHO-de-saude-indigena_Foto-Ingrid-Anne_Fiocruz-Amazonia_30.11.22-22-845x684.jpg 845w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Encerramento-do-Projeto-ECHO-de-saude-indigena_Foto-Ingrid-Anne_Fiocruz-Amazonia_30.11.22-22-495x400.jpg 495w\" sizes=\"(max-width: 845px) 100vw, 845px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O projeto foi desenvolvido em quatro componentes: constru\u00e7\u00e3o de um sistema de vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica de base comunit\u00e1ria; a segunda, destinada a realizar a forma\u00e7\u00e3o em nutri\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a alimentar nas comunidades; a\u00a0 terceira, que prev\u00ea a cria\u00e7\u00e3o de planos de interven\u00e7\u00e3o para apoio \u00e0 sa\u00fade mental visando o combate \u00e0 viol\u00eancia dom\u00e9stica, abuso sexual, uso abusivo do \u00e1lcool e ao suic\u00eddio nos territ\u00f3rios, especialmente entre os jovens, e a quarta, voltada para a \u00e1rea da medicina tradicional ind\u00edgena visando o fortalecimento das redes nos quatro estados de atua\u00e7\u00e3o no projeto. Foram realizadas oficinas em Tabatinga e Benjamim Constant, no Alto Solim\u00f5es, Amazonas; no Lago Caracaran\u00e3, em Pacaraima, Roraima; em Jacareacanga, no Tapaj\u00f3s; e nos munic\u00edpios de Pindar\u00e9 e Barra do Corda, no Maranh\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNo tocante \u00e0 Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade de Base Comunit\u00e1ria, a ideia \u00e9 fazer com que a pr\u00f3pria comunidade trabalhe na identifica\u00e7\u00e3o daquilo que \u00e9 problema para ela, n\u00e3o s\u00f3 relacionados \u00e0 sa\u00fade, mas tamb\u00e9m \u00e0 infraestrutura, saneamento, limpeza p\u00fablica, destina\u00e7\u00e3o de res\u00edduos, inseguran\u00e7a alimentar, entre outros. Vimos, por exemplo,\u00a0 pessoas que produzem o alimento in natura, nos seus territ\u00f3rios, para vender e comprar alimento industrializado (embutidos). No que se refere \u00e0 Medicina Ind\u00edgena, incentivar o cultivo das plantas medicinais, o autocuidado por meio das pr\u00e1ticas terap\u00eauticas desenvolvidas pelos especialistas ind\u00edgenas\u201d, detalhou a pesquisadora, afirmando que o desafio \u00e9 dar continuidade a essas a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-gallery wp-image-37995\" src=\"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Encerramento-do-Projeto-ECHO-de-saude-indigena_Foto-Ingrid-Anne_Fiocruz-Amazonia_30.11.22-14-845x684.jpg\" alt=\"\" width=\"845\" height=\"684\" srcset=\"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Encerramento-do-Projeto-ECHO-de-saude-indigena_Foto-Ingrid-Anne_Fiocruz-Amazonia_30.11.22-14-845x684.jpg 845w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Encerramento-do-Projeto-ECHO-de-saude-indigena_Foto-Ingrid-Anne_Fiocruz-Amazonia_30.11.22-14-495x400.jpg 495w\" sizes=\"(max-width: 845px) 100vw, 845px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cTemos boas perspectivas de continuar trabalhando em cima dessas tem\u00e1ticas e o pr\u00f3prio UNICEF j\u00e1 sinalizou que h\u00e1 um interesse da comunidade internacional de continuar trabalhando nessa parceria com os povos ind\u00edgenas numa coopera\u00e7\u00e3o futura\u201d, adiantou El Kadri, lembrando que a vit\u00f3ria do Projeto ECHO \u00e9 a continuidade da parceria com o UNICEF. \u201c\u00c9 um importante reconhecimento do trabalho da Fiocruz Amaz\u00f4nia, o que nos fortalece tamb\u00e9m institucionalmente e faz com que sejamos de fato uma institui\u00e7\u00e3o que conecta essas pontas, agentes de financiamento e comunidades\u201d, observou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A chefe do Escrit\u00f3rio do UNICEF em Manaus, D\u00e9bora Nandja Madeira, ressaltou a import\u00e2ncia dos resultados do trabalho realizado pela Fiocruz Amaz\u00f4nia. \u201cEstamos aqui para discutir os resultados do Projeto Echo e em todas as componentes que ficaram sob a responsabilidade da Fiocruz foram apresentados resultados muito importantes. Foi um trabalho lind\u00edssimo o que fizeram e agora vamos rediscutir o relat\u00f3rio e as melhores recomenda\u00e7\u00f5es para que possamos submeter novamente aos doadores para que tenhamos a continuidade do projeto. Tivemos que impor muita velocidade para um projeto muito complexo, e o que conseguiram foi fant\u00e1stico\u201d, avaliou D\u00e9bora.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-gallery wp-image-37996\" src=\"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Encerramento-do-Projeto-ECHO-de-saude-indigena_Foto-Ingrid-Anne_Fiocruz-Amazonia_30.11.22-26-845x684.jpg\" alt=\"\" width=\"845\" height=\"684\" srcset=\"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Encerramento-do-Projeto-ECHO-de-saude-indigena_Foto-Ingrid-Anne_Fiocruz-Amazonia_30.11.22-26-845x684.jpg 845w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Encerramento-do-Projeto-ECHO-de-saude-indigena_Foto-Ingrid-Anne_Fiocruz-Amazonia_30.11.22-26-495x400.jpg 495w\" sizes=\"(max-width: 845px) 100vw, 845px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">El Kadri salienta que a Fiocruz trabalha junto \u00e0s comunidades, para fortalecer aquilo que existe no campo, no territ\u00f3rio de cada uma das regi\u00f5es. \u201cEntendo que esse foi um grande ganho, importante reconhecimento por parte da seriedade com que dedicamos nossa capacidade de realizar, mas tamb\u00e9m do f\u00e1cil acesso e do reconhecimento por parte dos territ\u00f3rios do trabalho que a Fiocruz realiza. Portanto, acredito que temos m\u00e9ritos e vit\u00f3rias a celebrar\u201d, finalizou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A EQUIPE<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m de Michele El Kadri, atuam nas coordena\u00e7\u00f5es do Projeto Sa\u00fade dos Povos Ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia Alessandra dos Santos Pereira, coordenadora das A\u00e7\u00f5es de Sa\u00fade Mental com Povos Ind\u00edgenas, os pesquisadores da Fiocruz Amaz\u00f4nia J\u00falio Cesar Schweickardt, chefe do LAHPSA (Medicina Ind\u00edgena), K\u00e1tia Lima e Fabiane Vinente. Atuaram na produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado e revis\u00e3o t\u00e9cnica do material Edilaise Santos Vieira (Tux\u00e1), Ednaldo dos Santos Rodrigues (xucuru), Iolete Ribeiro da Silva, Luciana Ouriques Ferreira, Miriam Dantas de Almeida. Jean Ricardo Maia, Maria Em\u00edlia Malveira, Vanessa Oliveira e Marluce Mineiro.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-gallery wp-image-37997\" src=\"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Encerramento-do-Projeto-ECHO-de-saude-indigena_Foto-Ingrid-Anne_Fiocruz-Amazonia_30.11.22-11-845x684.jpg\" alt=\"\" width=\"845\" height=\"684\" srcset=\"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Encerramento-do-Projeto-ECHO-de-saude-indigena_Foto-Ingrid-Anne_Fiocruz-Amazonia_30.11.22-11-845x684.jpg 845w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2022\/12\/Encerramento-do-Projeto-ECHO-de-saude-indigena_Foto-Ingrid-Anne_Fiocruz-Amazonia_30.11.22-11-495x400.jpg 495w\" sizes=\"(max-width: 845px) 100vw, 845px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As oficinas tiveram como finalidade capacitar profissionais de sa\u00fade, gestores e lideran\u00e7as comunit\u00e1rias sobre as especificidades em sa\u00fade mental com os povos ind\u00edgenas, buscando respeitar as especificidades culturais de cada territ\u00f3rio, sendo espa\u00e7o de escuta das demandas das comunidades, alinhando com a constru\u00e7\u00e3o de dispositivos de cuidados com a sa\u00fade integral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nas comunidades ind\u00edgenas do Alto Solim\u00f5es, foi observada forte influ\u00eancia religiosa, repasse de medicinas ind\u00edgenas e di\u00e1logo intergeracional. Entre os Yanomami, apesar da organiza\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria e da forte presen\u00e7a feminina, h\u00e1 um quadro singular de fome, suic\u00eddio e falta de di\u00e1logo intergeracional. Entre as recomenda\u00e7\u00f5es, est\u00e3o: fortalecer as tradi\u00e7\u00f5es, saberes e medicinas ind\u00edgenas, promover o di\u00e1logo entre as gera\u00e7\u00f5es, desenvolver a\u00e7\u00f5es para a gest\u00e3o de conflitos, incentivar e fortalecer o protagonismo das mulheres, capacitar as equipes dos Distrito Sanit\u00e1rio Especial Ind\u00edgena com informa\u00e7\u00f5es sobre os povos, entre outras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No componente da Medicina Ind\u00edgena, se destacam tr\u00eas grandes concep\u00e7\u00f5es do sistema de conhecimento ind\u00edgena (Kihti-ukuse. Bahese, Bahsamori). Durante as oficinas foram abordados os diferentes aspectos das narrativas por meio das ferramentas de comunica\u00e7\u00e3o e o olhar conceitualmente descolonizado sobre pr\u00e1ticas de cuidado de sa\u00fade e cura dos povos ind\u00edgenas. Na programa\u00e7\u00e3o, exposi\u00e7\u00e3o sobre a import\u00e2ncia de Kihti ukuse (narrativas m\u00edticas), Bahsese (benzimetos) e Bahsamori (rituais), os tr\u00eas conceitos fundamentais do conhecimento pr\u00e1tico-cient\u00edfico dos povos ind\u00edgenas, al\u00e9m do sistema de cuidado de sa\u00fade e cura, com benzimentos e uso de plantas medicinais, enfrentamento \u00e0 Covid-19, orienta\u00e7\u00f5es sobre produ\u00e7\u00e3o de v\u00eddeos e atividades pr\u00e1ticas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os benzimentos e uso de plantas medicinais s\u00e3o duas pr\u00e1ticas frequentes de cuidado de sa\u00fade dos povos ind\u00edgenas. Os Bahesese s\u00e3o conjuntos de f\u00f3rmulas de \u201cbenzimentos\u201d usadas pelos especialistas ind\u00edgenas, mais conhecidos como paj\u00e9s. Eles s\u00e3o aplicados para preven\u00e7\u00e3o (wetidarese), prote\u00e7\u00e3o (bahsekamotase) e tratamentos (doatisebahsese). No tocante \u00e0s plantas medicinais, o uso \u00e9 ancestral. Os povos ind\u00edgenas t\u00eam pleno dom\u00ednio de v\u00e1rios tipos de ervas e plantas curativas para diversos tipos de doen\u00e7as e finalidades.\u00a0 Pr\u00e1ticas que h\u00e1 14 mil anos os povos ind\u00edgenas det\u00eam e praticam para se prevenir e curarem-se das doen\u00e7as e dos ataques n\u00e3o-humanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>PARCERIA COM CENTRO DE MEDICINA BAHSERIKOWI<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Criado em junho de 2017, o Centro de Medicina Ind\u00edgena Bahserikowi, em Manaus, faz o atendimento a 9.300 pessoas, desse total 99,98% n\u00e3o ind\u00edgenas, 80% mulheres de 30 a 60 anos de idade, oferecento cuidados para casos de desconfortos, dores no corpo, problemas de pele, psicol\u00f3gicos, de pele e relacionados ao ciclo menstrual, al\u00e9m de prote\u00e7\u00e3o de casa, fam\u00edlia e trabalho. \u201cEsta parceria foi fundamental para orienta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica intercultura de todo o projeto\u201d, finaliza Michele El Kadri.<\/p>\n<\/div><\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projeto teve nove meses de dura\u00e7\u00e3o e o foco voltado para as \u00e1reas de vigil\u00e2ncia de base comunit\u00e1ria, nutri\u00e7\u00e3o, bem viver\/sa\u00fade mental e medicina ind\u00edgena.<\/p>\n","protected":false},"author":20,"featured_media":37992,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":true,"template":"","format":"image","meta":{"footnotes":""},"categories":[15],"tags":[136,120,119,131],"class_list":["post-37991","post","type-post","status-publish","format-image","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-fiocruz","tag-fiocruz-amazonia","tag-ilmd","tag-ilmdfiocruz-amazonia","post_format-post-format-image"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/37991","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/20"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=37991"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/37991\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":37998,"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/37991\/revisions\/37998"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/37992"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=37991"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=37991"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=37991"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}