{"id":34237,"date":"2021-05-07T13:33:45","date_gmt":"2021-05-07T17:33:45","guid":{"rendered":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/?p=34237"},"modified":"2021-05-07T13:36:37","modified_gmt":"2021-05-07T17:36:37","slug":"estudo-investiga-excesso-de-mortes-por-causas-respiratorias-durante-a-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/?p=34237","title":{"rendered":"Estudo investiga excesso de mortes por causas respirat\u00f3rias durante a pandemia"},"content":{"rendered":"<section class=\"av_textblock_section \"  itemscope=\"itemscope\" itemtype=\"https:\/\/schema.org\/BlogPosting\" itemprop=\"blogPost\" ><div class='avia_textblock  '   itemprop=\"text\" ><p style=\"text-align: justify;\">Liderado pelo epidemiologista Jesem Orellana, pesquisador do Instituto Le\u00f4nidas &amp; Maria Deane (ILMD \/ Fiocruz Amaz\u00f4nia), um estudo realizado em oito metr\u00f3poles brasileiras, com adultos acima de 19 anos, investiga o excesso de mortes por causas respirat\u00f3rias e, suas trajet\u00f3rias, durante os seis primeiros meses da pandemia de Covid-19<em>. <\/em>Segundo o pesquisador, o estudo apresenta um indicador \u00fatil para medir o tamanho da subnotifica\u00e7\u00e3o de mortes espec\u00edficas por Covid-19. Colaboraram com o estudo os pesquisadores Lihsieh Marrero, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e, Bernardo Lessa Horta, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Publicado pela Revista <a href=\"http:\/\/cadernos.ensp.fiocruz.br\/csp\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Cadernos de Sa\u00fade P\u00fablica<\/a>, da Escola Nacional de Sa\u00fade P\u00fablica S\u00e9rgio Arouca (<a href=\"http:\/\/ensp.fiocruz.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ENSP<\/a>), da Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (<a href=\"https:\/\/portal.fiocruz.br\/sites\/portal.fiocruz.br\/files\/documentos\/boletim_covid_2021-semana10.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Fiocruz<\/a>), o artigo &#8220;Excesso de mortes por causas respirat\u00f3rias em oito metr\u00f3poles brasileiras durante os seis primeiros meses da pandemia de COVID-19&#8221;, apresenta dados sobre o excedente n\u00famero de mortes por causas respirat\u00f3rias, entre elas: influenza, pneumonias, bronquites, outras doen\u00e7as pulmonares obstrutivas cr\u00f4nicas, insufici\u00eancia respirat\u00f3ria aguda ou cr\u00f4nica, insufici\u00eancia respirat\u00f3ria ou transtorno respirat\u00f3rio n\u00e3o especificado e, outras mortes codificadas com sintomas respirat\u00f3rios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"http:\/\/cadernos.ensp.fiocruz.br\/csp\/artigo\/1386\/excesso-de-mortes-por-causas-respiratorias-em-oito-metropoles-brasileiras-durante-os-seis-primeiros-meses-da-pandemia-de-covid-19\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Leia o artigo na \u00edntegra<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os resultados do estudo sugerem que o indicador de mortes excedentes por causas respirat\u00f3rias \u00e9 uma alternativa, n\u00e3o s\u00f3 para auxiliar no dimensionamento do real impacto da pandemia de COVID-19 e, sua evolu\u00e7\u00e3o em diferentes contextos, mas tamb\u00e9m para alertar sobre a necessidade de aperfei\u00e7oamento de Sistemas de Informa\u00e7\u00f5es sobre Mortalidade e, para o adequado planejamento de a\u00e7\u00f5es voltadas \u00e0 mitiga\u00e7\u00e3o da pandemia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEste indicador \u00e9 mais robusto que os de sepultamentos, mortalidade geral e mortes naturais, muitas vezes mal-empregados e, mal interpretados por pessoas comuns e tomadores de decis\u00e3o. O indicador de mortes excedentes por causas respirat\u00f3rias poderia substituir, quase que em tempo real, o problem\u00e1tico indicador de mortalidade espec\u00edfica por Covid-19, normalmente subnotificado, e que sofre com o grave problema do atraso na finaliza\u00e7\u00e3o e lan\u00e7amento oficial desses dados pelos servi\u00e7os de sa\u00fade. Em suma, o indicador de mortes excedentes por causas respirat\u00f3rias, n\u00e3o \u00e9 o indicador perfeito que, ali\u00e1s, n\u00e3o existe. Mas, tem o potencial de fornecer informa\u00e7\u00f5es mais precisas sobre for\u00e7a da mortalidade por Covid-19 e sua evolu\u00e7\u00e3o ao longo do tempo, em cen\u00e1rios epid\u00eamicos. Ademais, trata-se de recurso relativamente simples do ponto de vista operacional e de baixo custo para os servi\u00e7os de sa\u00fade\u201d, esclarece Orellana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foram inclu\u00eddas nas an\u00e1lises, oito metr\u00f3poles regionais, duas da Regi\u00e3o Sudeste (Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo), duas da Regi\u00e3o Nordeste (Fortaleza e Recife), duas da Regi\u00e3o Norte (Manaus e Bel\u00e9m), uma da Regi\u00e3o Centro-oeste (Cuiab\u00e1) e outra da Regi\u00e3o Sul do Brasil (Curitiba). As cidades foram inseridas na pesquisa por serem as capitais com mais mortes nas regi\u00f5es, respectivamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estudo, destacou que entre 23 de fevereiro e 8 de agosto de 2020, foram registradas 46.028 mortes por causas respirat\u00f3rias nas 8 capitais, sendo 12.264 em S\u00e3o Paulo (SP), 13.025 no Rio de Janeiro (RJ), 6.585 em Fortaleza (CE), 5.087 em Recife (PE), 3.621 em Bel\u00e9m (PA), 3.003 em Manaus (AM), 1.275 em Curitiba (PR) e 1.168 em Cuiab\u00e1 (MT). Com base nos valores supracitados para 2020, os pesquisadores apontam que seriam esperados 11.160 \u00f3bitos por causas respirat\u00f3rias nas 8 capitais, resultando em um excesso de mortes de 312%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Jesem, o expressivo excesso de mortes por causas respirat\u00f3rias, j\u00e1 era esperado, devido ao \u201cproblema da baixa e pouco eficiente testagem para o novo Coronav\u00edrus no pa\u00eds\u201d, especialmente em regi\u00f5es metropolitanas onde a epidemia se comportou de forma mais agressiva, como em Manaus, Bel\u00e9m, Fortaleza e na Cidade do Rio de Janeiro, em 2020.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEste talvez seja um dos grandes combust\u00edveis para a ampla difus\u00e3o do novo coronav\u00edrus no pa\u00eds, pois ao deixarmos de testar continuamente um grande n\u00famero de pessoas, acabamos perdendo a capacidade de monitorar corretamente a din\u00e2mica da epidemia ou o comportamento da doen\u00e7a no n\u00edvel populacional. \u00c9 como se estiv\u00e9ssemos sempre atrasados ou perdendo as oportunidades de intervir precocemente para limitar a dissemina\u00e7\u00e3o viral. O racioc\u00ednio \u00e9 bem simples, se n\u00e3o identifico precocemente pessoas infectadas, n\u00e3o consigo acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o dos casos, n\u00e3o consigo rastrear seus contatos e, menos ainda, isol\u00e1-los. Com isso, temos uma silenciosa dissemina\u00e7\u00e3o viral, a qual s\u00f3 \u00e9 notada depois que as tristes, dispendiosas e evit\u00e1veis estat\u00edsticas de interna\u00e7\u00e3o hospitalar aumentam ou mesmo a mortalidade, em geral, tarde demais\u201d, pontua Jesem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os pesquisadores acreditam que seria prudente as autoridades sanit\u00e1rias e pesquisadores investirem na revis\u00e3o das causas de mortes associadas a sintomas respirat\u00f3rios, com maior aten\u00e7\u00e3o aos meses mais cr\u00edticos da epidemia e, em regi\u00f5es sabidamente mais afetadas ou com menor tradi\u00e7\u00e3o em vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e laboratorial, como Manaus, na regi\u00e3o norte, que at\u00e9 hoje n\u00e3o possui o Servi\u00e7o de Verifica\u00e7\u00e3o de \u00d3bitos (SVO), fundamental para garantir maior cobertura e qualidade \u00e0s estat\u00edsticas de mortalidade.<\/p>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><em><strong>ILMD\/Fiocruz Amaz\u00f4nia, Por Eduardo Gomes<\/strong><\/em><\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Imagem: Mackesy Nascimento<\/strong><\/em><\/h6>\n<\/div><\/section>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores apontam excesso de mortes de 312%. <\/p>\n","protected":false},"author":20,"featured_media":34238,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":true,"template":"","format":"image","meta":{"footnotes":""},"categories":[15],"tags":[317,871,915,136,120,119,131,893,122],"class_list":["post-34237","post","type-post","status-publish","format-image","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","tag-ciencia","tag-covid-19","tag-epidemiologia","tag-fiocruz","tag-fiocruz-amazonia","tag-ilmd","tag-ilmdfiocruz-amazonia","tag-pandemia","tag-saude","post_format-post-format-image"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/34237","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/20"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=34237"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/34237\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":34240,"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/34237\/revisions\/34240"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/34238"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=34237"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=34237"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=34237"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}