{"id":33126,"date":"2020-12-22T11:16:06","date_gmt":"2020-12-22T15:16:06","guid":{"rendered":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/?p=33126"},"modified":"2020-12-22T11:20:11","modified_gmt":"2020-12-22T15:20:11","slug":"pesquisadoras-da-fiocruz-amazonia-alertam-sobre-a-necessidade-de-prevencao-a-esporotricose","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/?p=33126","title":{"rendered":"Pesquisadoras da Fiocruz Amaz\u00f4nia alertam sobre a necessidade de preven\u00e7\u00e3o \u00e0 esporotricose"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO Brasil \u00e9 o pa\u00eds com o maior n\u00famero de casos de esporotricose felina no mundo. A doen\u00e7a ocorre no sul e sudeste do pa\u00eds h\u00e1 21 anos e na regi\u00e3o nordeste h\u00e1 5 anos. \u00c9 uma doen\u00e7a negligenciada e somente de notifica\u00e7\u00e3o compuls\u00f3ria em alguns munic\u00edpios espec\u00edficos\u201d, o alerta \u00e9 da pesquisadora em Sa\u00fade P\u00fablica\u00a0 e membro do Laborat\u00f3rio Diversidade Microbiana da Amaz\u00f4nia com Import\u00e2ncia para a Sa\u00fade \u2013 (Dmais) do Instituto Le\u00f4nidas &amp; Maria Deane (ILMD\/Fiocruz Amaz\u00f4nia), Ani Beatriz Matsuura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A recente confirma\u00e7\u00e3o de casos de esporotricose em Manaus preocupa pesquisadores, m\u00e9dicos veterin\u00e1rios e autoridades diante da necessidade de\u00a0 ado\u00e7\u00e3o de medidas de preven\u00e7\u00e3o e cuidados que a popula\u00e7\u00e3o deve ter para evitar o avan\u00e7o da doen\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre o assunto conversamos com Ani Beatriz Matsuura e com a pesquisadora e m\u00e9dica veterin\u00e1ria Alessandra Nava, do Laborat\u00f3rio Ecologia de Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis na Amaz\u00f4nia (EDTA-Fiocruz Amaz\u00f4nia).<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\">\n<li><strong>O que \u00e9 a esporotricose e o nome do fungo que a causa?<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ani Beatriz Matsuura<\/strong> &#8211; A esporotricose \u00e9 uma infec\u00e7\u00e3o f\u00fangica subcut\u00e2nea causada pelo fungo <em>Sporothrix<\/em>. A forma cl\u00ednica mais frequente \u00e9 caracterizada por m\u00faltiplas les\u00f5es cut\u00e2neas tanto no ser humano como em animais, principalmente em gatos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antigamente o agente causador era o <em>Sporothrix schenckii<\/em>. Essa esp\u00e9cie \u00e9 considerada um fungo patog\u00eanico de baixa virul\u00eancia. Em 2007, foi descrita uma nova esp\u00e9cie, o <em>Sporothrix brasiliensis,<\/em> que atualmente \u00e9 respons\u00e1vel por mais de 90% dos casos de esporotricose humana e felina no Brasil. <em>S. brasiliensis<\/em> \u00e9 considerada uma esp\u00e9cie mais adaptada ao parasitismo em mam\u00edferos do que <em>S. schenckii<\/em>.<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"2\">\n<li><strong>Quais as caracter\u00edsticas desse fungo e onde ele pode ser encontrado?<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ABM &#8211; <\/strong>Por mais de um s\u00e9culo, a esporotricose foi descrita como uma doen\u00e7a ligada a atividade ocupacional, como agricultura ou jardinagem. O fungo est\u00e1 na natureza, no solo, em plantas ou madeira, principlamente a esp\u00e9cie <em>S. schenckii<\/em>. Mas os pesquisadores ainda n\u00e3o encontraram <em>S. brasiliensis<\/em> em solo. No entanto, essa esp\u00e9cie \u00e9 a mais envolvida na transmiss\u00e3o da doen\u00e7a de gato para gato e tamb\u00e9m do gato para a pessoa. Ainda n\u00e3o se sabe porque os gatos tem uma alta susceptibilidade a infec\u00e7\u00e3o de <em>Sporothrix brasiliensis<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O fungo <em>Sporothrix<\/em> \u00e9 dim\u00f3rfico, que quer dizer que ele se apresenta de duas formas. Quando ele est\u00e1 na natureza ou quando \u00e9 cultivado em laborat\u00f3rio a temperatura ambiente (de 25C a 30C) ele apresenta filamentos, mas quando \u00e9 colocado a 37C ou est\u00e1 infectando o animal ou a pessoa, ele passa para a forma de levedura (forma unicelular).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A col\u00f4nia na temperatura ambiente \u00e9 numa cor acinzentada e apresenta crescimento lento. Quando \u00e9 feito o cultivo para ver se o fungo est\u00e1 na amostra biol\u00f3gica coletada \u00e9 necess\u00e1rio aguardar pelo menos 5 dias at\u00e9 se observar o crescimento. Mas esse tempo pode ser maior. Em geral se acompanha o cultivo at\u00e9 30 dias. S\u00f3 depois desse tempo, se n\u00e3o houver crescimento, que a cultura \u00e9 considerada negativa. Microscopicamente se observa filamentos e estruturas reprodutivas (conidi\u00f3foros com con\u00eddios) em forma de flor (margarida).<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"3\">\n<li><strong>Como se d\u00e1 o cont\u00e1gio?<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ABM<\/strong> \u00a0&#8211; O cont\u00e1gio ocorre por inocula\u00e7\u00e3o do fungo atrav\u00e9s de um ferimento causado por um espinho, solo ou material org\u00e2nico em decomposi\u00e7\u00e3o contaminados, ou por arranh\u00f5es e mordidas de gatos doentes com o fungo. Raramente o cont\u00e1gio pode ser por inala\u00e7\u00e3o dos esporos do fungo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os gatos desempenham um papel fundamental como fonte de infec\u00e7\u00e3o porque tem uma grande quantidade de c\u00e9lulas de levedura nas les\u00f5es cut\u00e2neas e foi verificado a presen\u00e7a do fungo nas garras e na cavidade oral de animais doentes.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-33128\" src=\"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/olho_Ani-Beatriz-Matsuura-300x300.png\" alt=\"\" width=\"290\" height=\"290\" srcset=\"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/olho_Ani-Beatriz-Matsuura-300x300.png 300w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/olho_Ani-Beatriz-Matsuura-150x150.png 150w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/olho_Ani-Beatriz-Matsuura-36x36.png 36w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/olho_Ani-Beatriz-Matsuura-180x180.png 180w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/olho_Ani-Beatriz-Matsuura-120x120.png 120w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/olho_Ani-Beatriz-Matsuura-450x450.png 450w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/olho_Ani-Beatriz-Matsuura.png 500w\" sizes=\"(max-width: 290px) 100vw, 290px\" \/><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"4\">\n<li><strong>O humano pode transmitir a esporotricose ao animal?<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><strong>ABM <\/strong>&#8211; Na teoria poderia. Mas n\u00e3o \u00e9 o que tem acontecido. Caso a pessoa tenha uma les\u00e3o n\u00e3o tratada e se o gato arranhar essa les\u00e3o, o animal poderia ficar com as c\u00e9lulas do fungo nas suas garras e assim se infectar. Mas a quantidade de c\u00e9lulas do fungo em les\u00f5es de humanos \u00e9 em menor quantidade do que nos gatos, o que diminui essa possibilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O que se tem observado \u00e9 a transmiss\u00e3o do animal doente para o humano.<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"5\">\n<li><strong>Quais cuidados se deve ter para evitar a transmiss\u00e3o da doen\u00e7a?<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\">ABM &#8211; Quem tem animal com les\u00f5es precisa tomar muito cuidado quando for manipular o gato para n\u00e3o acontecer arranh\u00f5es ou mordidas e nem tocar as les\u00f5es cut\u00e2neas sem a m\u00e3o estar protegida com luvas. Caso a pessoa seja arranhada \u00e9 importante lavar a regi\u00e3o com sab\u00e3o e procurar assist\u00eancia m\u00e9dica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Precisa separar animal doente dos animais saud\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A caixa de transporte precisa ser limpa com \u00e1gua sanit\u00e1ria, assim como qualquer ambiente onde o animal fique.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Manter os animais em casa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fazer o tratamento seguindo as recomenda\u00e7\u00f5es do veterin\u00e1rio at\u00e9 o animal ser considerado curado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Caso o animal morra ele precisa ser incinerado e n\u00e3o jogar em qualquer lugar. O fungo que est\u00e1 no animal morto doente vai ficar no solo e deixar o ambiente contaminado e poder\u00e1 infectar outros animais.<\/p>\n<ol style=\"text-align: justify;\" start=\"6\">\n<li><strong>A esporotricose tem cura?<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ABM <\/strong>&#8211; Sim. Existe tratamento para a esporotricose e cura. Tanto para o animal quanto para os humanos. O importante \u00e9 procurar um m\u00e9dico ou veterin\u00e1rio assim que aparecer qualquer les\u00e3o e n\u00e3o deixar progredir.<\/p>\n<p>O abandono de animais preocupa Alessandra Nava, que chama a aten\u00e7\u00e3o para a necessidade de diagn\u00f3stico correto e tratamento adequado para o animal acometido pela esporotricose.<\/p>\n<ol>\n<li><strong>No Amazonas n\u00e3o havia incid\u00eancia da esporotricose, o que pode ter acontecido para o surgimento da doen\u00e7a em Manaus?<\/strong><strong style=\"text-align: justify;\"><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-33127 alignright\" style=\"font-weight: 400;\" src=\"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/olho_Alessandra-Nava-300x300.png\" alt=\"\" width=\"290\" height=\"290\" srcset=\"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/olho_Alessandra-Nava-300x300.png 300w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/olho_Alessandra-Nava-150x150.png 150w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/olho_Alessandra-Nava-36x36.png 36w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/olho_Alessandra-Nava-180x180.png 180w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/olho_Alessandra-Nava-120x120.png 120w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/olho_Alessandra-Nava-450x450.png 450w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/olho_Alessandra-Nava.png 500w\" sizes=\"(max-width: 290px) 100vw, 290px\" \/><\/strong><\/strong><\/strong><\/strong><\/strong><\/strong><\/strong><\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Alessandra Nava<\/strong> &#8211; \u00c9 um fungo de distribui\u00e7\u00e3o mundial que est\u00e1 no ambiente de ocorr\u00eancia em climas tropicais. Ele n\u00e3o surgiu em Manaus, j\u00e1 estava no ambiente e as condi\u00e7\u00f5es que colaboraram com o surto \u00e9 o grande abandono de animais e a desinforma\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o quanto \u00e0 urg\u00eancia em castrar absolutamente os animais.<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li><strong> Quais animais podem ser atingidos por esse fungo?<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>AL<\/strong>\u00a0 &#8211; Todos\u00a0animais,<span style=\"text-align: justify;\">\u00a0por\u00e9m<\/span><span style=\"text-align: justify;\">\u00a0os gatos desenvolvem forma<\/span><span style=\"text-align: justify;\">s mais virulentas e de maior infectividade.<\/span><\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><strong>El<\/strong><strong>e se manifesta somente em ambiente urbano e em animais dom\u00e9sticos?<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>AL<\/strong> &#8211; Tem relatos de ca\u00e7adores adqu<span style=\"text-align: justify;\">irirem esporotricose ao se arranharem com tatu durante a ca\u00e7a.<\/span><\/p>\n<ol start=\"4\">\n<li><strong>O<\/strong><strong>\u00a0que f<\/strong><strong>azer ao se suspeitar da doen\u00e7a em um animal dom\u00e9stico?<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>AL<\/strong> &#8211; Lev<span style=\"text-align: justify;\">ar o animal p<\/span><span style=\"text-align: justify;\">ara o m\u00e9dico veterin\u00e1rio diagnosticar. O diagn\u00f3stico correto, o tratamento adequado e o cuidado ao tratar esse animal acometido, mantendo-o dentro de casa, bem nutrido e isolado dos outros anima<\/span><span style=\"text-align: justify;\">is durante tratamento, resolvem o problema.<\/span><\/p>\n<ol start=\"5\">\n<li><strong>Qual a media de tempo do tratamento da doen\u00e7a nos animais?\u00a0<\/strong><\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>AL<\/strong> &#8211; 2 meses a 1 ano .<\/p>\n<p>Em <a href=\"https:\/\/semsa.manaus.am.gov.br\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/3BAE5543-5907-4204-AEA1-CFDFF31638EB_bjnqnpbprtgkluizo2fygpjo-1.pdf\">Nota T\u00e9cnica<\/a> a Secretaria Municipal de Sa\u00fade de Manaus (Semsa) disponibiliza os telefones 0800 280 8 280 (de segunda a sexta-feira, no \u00a0hor\u00e1rio comercial) ou (92) 98842-8359\/98842-8484 e e-mail <a href=\"mailto:cczcidadao@pmm.am.gov.br\">cczcidadao@pmm.am.gov.br<\/a>, para orienta\u00e7\u00f5es aos donos de animais com suspeita da doen\u00e7a.<\/p>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><em><strong>ILMD\/Fiocruz Amaz\u00f4nia, por Marl\u00facia Seixas<\/strong><\/em><\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Foto: Fiocruz Imagens, por Raquel Portugal<\/strong><\/em><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cO Brasil \u00e9 o pa\u00eds com o maior n\u00famero de casos de esporotricose felina no mundo. 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