{"id":30847,"date":"2020-01-31T17:44:44","date_gmt":"2020-01-31T21:44:44","guid":{"rendered":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/?p=30847"},"modified":"2020-02-04T15:46:47","modified_gmt":"2020-02-04T19:46:47","slug":"estudo-da-fiocruz-amazonia-comprova-transmissao-de-leishimaniose-visceral-por-novo-vetor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/?p=30847","title":{"rendered":"Estudo experimental da Fiocruz Amaz\u00f4nia comprova transmiss\u00e3o de Leishmaniose visceral por novo vetor"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Voc\u00ea sabe o que \u00e9 leishmaniose? Uma enfermidade antes restrita a zonas rurais, mas que com as altera\u00e7\u00f5es ambientais, como desmatamento e queimadas, tornou-se tamb\u00e9m um problema dos espa\u00e7os urbanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A leishmaniose pode ser definida como uma doen\u00e7a infecciosa n\u00e3o contagiosa, causada pelo protozo\u00e1rio do g\u00eanero <em>Leishmania<\/em>, essa doen\u00e7a \u00e9 transmitida pelo inseto hemat\u00f3fago, flebotom\u00edneo. Mas, no dialeto popular, \u00e9 conhecida como ferida brava ou calazar. \u201cAquela ferida que n\u00e3o sara nunca, que se voc\u00ea n\u00e3o tomar a medica\u00e7\u00e3o correta, n\u00e3o vai ter cura, vai se espalhar pelo corpo ou v\u00edsceras. Uma parasitose, \u00a0que pode ocorrer no corpo todo\u201d, explica Eric Marialva, mestre em Biologia da Intera\u00e7\u00e3o Pat\u00f3geno Hospedeiro, pelo Instituto Le\u00f4nidas &amp; Maria Deane (ILMD\/Fiocruz Amaz\u00f4nia), que abordou a tem\u00e1tica durante a realiza\u00e7\u00e3o de sua disserta\u00e7\u00e3o de mestrado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para compreender mais sobre a leishmaniose visceral, em especial sobre o protozo\u00e1rio <em>Leishmania infantum chagasi<\/em> e as formas de transmiss\u00e3o da doen\u00e7a, Eric Marialva, sob orienta\u00e7\u00e3o do pesquisador Felipe Arley Costa Pessoa, desenvolveram o estudo \u201cBionomia de <em>Migonemyia migonei<\/em> (Diptera, Psychodidae, Phlebotominae) em condi\u00e7\u00f5es experimentais\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estudo teve como principais resultados, a comprova\u00e7\u00e3o de um novo vetor de <em>Leishmania infantum chagasi<\/em>, novos m\u00e9todos de cria\u00e7\u00e3o em massa de <em>Migonemyia migonei<\/em> em laborat\u00f3rio e redescri\u00e7\u00e3o das fases imaturas desse vetor, que pode est\u00e1 causando \u00a0preocupa\u00e7\u00f5es \u00e0 sa\u00fade b\u00e1sica por transmitirem doen\u00e7as viscerais no Brasil e na Argentina.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-30851\" src=\"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/EDTA3.jpg\" alt=\"\" width=\"840\" height=\"254\" srcset=\"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/EDTA3.jpg 840w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/EDTA3-300x91.jpg 300w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/EDTA3-768x232.jpg 768w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/EDTA3-705x213.jpg 705w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/EDTA3-450x136.jpg 450w\" sizes=\"(max-width: 840px) 100vw, 840px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As \u00a0oito esp\u00e9cies de <em>Leishmania <\/em>catalogadas que causam enfermidades \u00e0 humanos no Brasil s\u00e3o: <em>Leishmania (V) braziliensis<\/em>, <em>Leishmania (V) guyanensis<\/em>, <em>Leishmania (V) lainsoni<\/em>, <em>Leishmania (L) amazonenses<\/em>, <em>Le.(V) shawi,<\/em> <em>Le. (V) naiffi<\/em> e <em>Le. (V) lindenbergi<\/em>, sendo essas sete causadoras da forma tegumentar\u00a0 \u00a0e <em>Leishmania (L) chagasi<\/em>, da forma visceral<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>PESQUISA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa de Eric Marialva enfatizou mais um vetor para se tomar cuidado no combate, j\u00e1 que o inseto <em>Migonemyia migonei<\/em> est\u00e1 vivendo ao mesmo tempo com a outra esp\u00e9cie j\u00e1 conhecida das pessoas, o <em>Lutzomyia longipalpis<\/em>. Ent\u00e3o, as duas esp\u00e9cies preocupam e exigem para seu controle, cuidados com a limpeza do ambiente, para evitar a prolifera\u00e7\u00e3o desses mosquitos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estudo definiu caracter\u00edsticas morfol\u00f3gicas das larvas do flebotom\u00edneo, para destacar aspectos como a taxonomia (classifica\u00e7\u00e3o, descri\u00e7\u00e3o e identifica\u00e7\u00e3o dos organismos), filogenia (rela\u00e7\u00e3o evolutiva entre grupos de organismos) e a evolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-30850\" src=\"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/edta1.jpg\" alt=\"\" width=\"630\" height=\"414\" srcset=\"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/edta1.jpg 630w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/edta1-300x197.jpg 300w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/edta1-450x296.jpg 450w\" sizes=\"(max-width: 630px) 100vw, 630px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra importante descoberta est\u00e1 relacionada \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de coloniza\u00e7\u00e3o de <em>Migonemyia migonei<\/em> em laborat\u00f3rio, com o intuito de verificar informa\u00e7\u00f5es relevantes sobre o inseto, como ciclo de vida, fertilidade, fecundidade, longevidade e prefer\u00eancia de oviposi\u00e7\u00e3o (deposi\u00e7\u00e3o de ovos por f\u00eameas de animais invertebrados). Essas informa\u00e7\u00f5es serviram para auxiliar na coloniza\u00e7\u00e3o em massa dessa esp\u00e9cie em condi\u00e7\u00f5es laboratoriais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estudo verificou ainda, o desenvolvimento do modelo de transmiss\u00e3o de <em>Leishmania infantum chagasi<\/em>, atrav\u00e9s da picada de indiv\u00edduos colonizados. \u201cUm dos experimentos realizados foi a infec\u00e7\u00e3o de <em>Migonemyia migonei <\/em>com <em>Leishmania infantum chagasi<\/em>. Ap\u00f3s sete dias era feita a transmiss\u00e3o para um vertebrado em modelo murino. Conseguimos fazer a \u00a0transmiss\u00e3o em vivo\u201d, relata Eric Marialva, sobre os m\u00e9todos e experi\u00eancias utilizadas no estudo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com esse estudo, foi poss\u00edvel incriminar mais um vetor de <em>Leishmania infantum chagasi<\/em> na Am\u00e9rica Latina. Essa informa\u00e7\u00e3o aciona um alerta para a Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade, pois mais um vetor \u00e9 capaz de transmitir a leishmaniose.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para saber mais sobre a pesquisa,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.arca.fiocruz.br\/bitstream\/icict\/32458\/2\/Disserta%c3%a7%c3%a3o%20Eric%20Marialva.pdf\">acesse aqui o artigo na \u00edntegra<\/a>.<\/p>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><em><strong>ILMD\/Fiocruz Amaz\u00f4nia, por Diovana Rodrigues<\/strong><\/em><\/h6>\n<h6><em><strong>Fotos \/ Imagens: Acervo EDTA\/ILMD Fiocruz Amaz\u00f4nia<\/strong><\/em><\/h6>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea sabe o que \u00e9 leishmaniose? Uma enfermidade antes restrita a zonas rurais, mas que com as altera\u00e7\u00f5es ambientais, como desmatamento e queimadas, tornou-se tamb\u00e9m um problema dos espa\u00e7os urbanos. A leishmaniose pode ser definida como uma doen\u00e7a infecciosa n\u00e3o contagiosa, causada pelo protozo\u00e1rio do g\u00eanero Leishmania, essa doen\u00e7a \u00e9 transmitida pelo inseto hemat\u00f3fago, flebotom\u00edneo. 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