{"id":24045,"date":"2018-03-05T19:59:49","date_gmt":"2018-03-05T19:59:49","guid":{"rendered":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/?p=24045"},"modified":"2018-03-05T20:09:40","modified_gmt":"2018-03-05T20:09:40","slug":"fiocruz-desenvolve-molecula-para-tratamento-de-leucemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/?p=24045","title":{"rendered":"Fiocruz desenvolve mol\u00e9cula para tratamento de leucemia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Os resultados de uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto Carlos Chagas (ICC\/ Fiocruz Paran\u00e1) abrem novas perspectivas para o tratamento de c\u00e2ncer, em especial da Leucemia Linf\u00f3ide Aguda (LLA). Tratada desde 1970 com terapia que inclui a enzima asparaginase extra\u00edda de bact\u00e9rias, a doen\u00e7a atinge com mais frequ\u00eancia crian\u00e7as e jovens. No Brasil, cerca de 4 mil pacientes dependem deste tipo de medicamento, importado e utilizado pelos servi\u00e7os de oncologia do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS). O estudo desenvolveu uma vers\u00e3o inovadora da asparaginase humana, que passou a ter maior atividade bioqu\u00edmica ap\u00f3s mudan\u00e7as em sua estrutura, o que confere a ela um potencial terap\u00eautico. A descoberta feita pelos inventores Stephanie Bath de Morais, Nilson Zanchin e Tatiana Brasil, com pedido de patente j\u00e1 depositada, abre perspectivas para o tratamento com uma enzima mais especifica e menos t\u00f3xica, uma contribui\u00e7\u00e3o importante para o tratamento da leucemia infantil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u201cA enzima obtida a partir de bact\u00e9rias, embora efetiva no tratamento, provoca uma rea\u00e7\u00e3o forte do sistema imunol\u00f3gico, causando diversos efeitos colaterais no paciente. A vantagem de se utilizar no tratamento uma prote\u00edna de origem humana seria a diminui\u00e7\u00e3o dos efeitos colaterais decorrentes do reconhecimento de uma mol\u00e9cula estranha. As c\u00e9lulas humanas produzem a asparaginase, por\u00e9m a prote\u00edna nativa n\u00e3o apresenta atividade suficiente para utiliza\u00e7\u00e3o como medicamento. Utilizando a expertise do nosso grupo, nosso objetivo foi o de investigar a estrutura dessa mol\u00e9cula. Ent\u00e3o, foram realizadas mudan\u00e7as na sua estrutura que resultaram em atividade compat\u00edvel com potencial uso terap\u00eautico\u201d, explica a pesquisadora do Laborat\u00f3rio de Prote\u00f4mica e Engenharia de Prote\u00ednas, Tatiana Brasil. \u201cEm quatro anos de pesquisa, identificamos as mudan\u00e7as necess\u00e1rias na estrutura da asparaginase humana e produzimos uma mol\u00e9cula inovadora no laborat\u00f3rio\u201d, comemora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m da diminui\u00e7\u00e3o dos efeitos colaterais causados pelo medicamento dispon\u00edvel hoje no mercado, a descoberta pode abrir a possibilidade de produ\u00e7\u00e3o nacional de um biof\u00e1rmaco com utiliza\u00e7\u00e3o essencial no tratamento da leucemia. \u201cHoje, o Brasil importa a asparaginase bacteriana que \u00e9 utilizada nos servi\u00e7os de oncologia cadastrados pelo SUS. Com a produ\u00e7\u00e3o nacional dessa mol\u00e9cula humana inovadora, ter\u00edamos a possibilidade de melhorar o tratamento, baratear o custo e reduzir a depend\u00eancia das importa\u00e7\u00f5es\u201d, ressalta Tatiana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os resultados tamb\u00e9m refor\u00e7am a caracter\u00edstica de inova\u00e7\u00e3o das pesquisas desenvolvidas nos laborat\u00f3rios da Fiocruz Paran\u00e1. O grupo foi orientado, durante todo o processo de prote\u00e7\u00e3o patent\u00e1ria, pelo N\u00facleo de Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica da Fiocruz Paran\u00e1. \u201cPassamos por duas avalia\u00e7\u00f5es e nossa descoberta est\u00e1 com o pedido de patente depositada. N\u00e3o encontramos dificuldade no processo de prote\u00e7\u00e3o, pois os profissionais da Fiocruz nesta \u00e1rea estiveram presentes desde o in\u00edcio do projeto\u201d, lembra a pesquisadora. \u201cNosso pr\u00f3ximo passo \u00e9 otimizar o processo de produ\u00e7\u00e3o, e produzirmos a mol\u00e9cula humana modificada em quantidade suficiente para que possamos realizar os testes pr\u00e9-cl\u00ednicos a fim confirmar o potencial farmacol\u00f3gico dessa enzima\u201d, finaliza Tatiana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conhe\u00e7a a atua\u00e7\u00e3o do Laborat\u00f3rio de Prote\u00f4mica e Engenharia de Prote\u00ednas da Fiocruz Paran\u00e1<strong> <a href=\"http:\/\/www.icc.fiocruz.br\/lpep\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a><\/strong>.<\/p>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Fiocruz Paran\u00e1, por Renata Fontoura<\/em><\/strong><\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><strong><em>Fonte: AFN Not\u00edcias<\/em><\/strong><\/h6>\n<h6 style=\"text-align: justify;\"><em><strong>Foto: Fiocruz Paran\u00e1<\/strong><\/em><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os resultados de uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto Carlos Chagas (ICC\/ Fiocruz Paran\u00e1) abrem novas perspectivas para o tratamento de c\u00e2ncer, em especial da Leucemia Linf\u00f3ide Aguda (LLA). 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