{"id":23439,"date":"2018-01-19T20:56:40","date_gmt":"2018-01-19T20:56:40","guid":{"rendered":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/?p=23439"},"modified":"2018-01-19T20:56:40","modified_gmt":"2018-01-19T20:56:40","slug":"pesquisa-da-fiocruz-rondonia-aponta-sifilis-como-ist-mais-prevalente-em-quatro-unidades-prisionais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/?p=23439","title":{"rendered":"Pesquisa da Fiocruz Rond\u00f4nia aponta s\u00edfilis como IST mais prevalente em quatro unidades prisionais"},"content":{"rendered":"<p>Relat\u00f3rio anual de um projeto realizado pela Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz Rond\u00f4nia (Fiocruz Rond\u00f4nia), junto \u00e0 popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria do Estado, aponta a s\u00edfilis como a Infec\u00e7\u00e3o Sexualmente Transmiss\u00edvel (IST) mais prevalente entre detentos em, pelo menos, quatro unidades prisionais e uma Organiza\u00e7\u00e3o N\u00e3o Governamental (ONG), voltada para atendimento de egressos do sistema penitenci\u00e1rio. Com o apoio do Minist\u00e9rio P\u00fablico de Rond\u00f4nia, o estudo realizado em 2017 revela que, dos 846 reeducandos atendidos pela Funda\u00e7\u00e3o, 8,6% foram diagnosticados com s\u00edfilis.<\/p>\n<p>O dado \u00e9 apenas uma das conclus\u00f5es extra\u00eddas do projeto intitulado \u2018Preval\u00eancia de Hepatites Virais B, C e Delta, S\u00edfilis e HIV na popula\u00e7\u00e3o privada de liberdade em sistema prisional fechado no Estado de Rond\u00f4nia\u2019, desenvolvido pela Fiocruz-RO, em parceria com o MP, Centro de Pesquisa em Medicina Tropical de Rond\u00f4nia (Cepem); Ag\u00eancia de Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade (Agevisa); Secretaria de Estado da Sa\u00fade (Sesau) Secretaria de Estado da Justi\u00e7a (Sejus) e Faculdade de Rond\u00f4nia (Faro).<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio P\u00fablico de Rond\u00f4nia atuou na iniciativa, como mediador junto ao Governo do Estado de Rond\u00f4nia, visando articular a execu\u00e7\u00e3o dos estudos. O apoio da Institui\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m possibilitou que a Fiocruz obtivesse acesso aos dados referentes \u00e0 popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria do Estado e \u00e0s unidades prisionais.<\/p>\n<p><strong>N\u00daMEROS<\/strong><\/p>\n<p>Os n\u00fameros do estudo revelam que, do total de apenados submetidos aos exames, 1,4% apresentou resultado positivo para Hepatite B; 0,8% para Hepatite C e 1,4% para HIV. Os trabalhos foram realizados na Casa de Deten\u00e7\u00e3o Jos\u00e9 M\u00e1rio Alves, o Urso Branco; Unidade Penitenci\u00e1ria Aruana; Centro de Ressocializa\u00e7\u00e3o Vale do Guapor\u00e9 e Unidade Penitenci\u00e1ria Milton Soares de Carvalho (conhecido como 470), al\u00e9m da Associa\u00e7\u00e3o Cultural e de Desenvolvimento Do Reeducando e Egresso (Acuda).<\/p>\n<p>Ap\u00f3s os diagn\u00f3sticos, os pacientes foram encaminhados aos especialistas para iniciar acompanhamento cl\u00ednico e laboratorial.<\/p>\n<p>Dos 846 presos atendidos, 40,4% tinham entre 18 e 27 anos e 39,2% tinham entre 28 a 37 anos, representando uma popula\u00e7\u00e3o jovem. A etnia autodeclarada de modo mais recorrente foi a ra\u00e7a parda, com 59%, seguida de branco, 18%; e negro, 17,4%. J\u00e1 o grau de escolaridade dos reeducandos foi considerado baixo. Segundo os estudos, 3,5% do p\u00fablico foi formado por analfabetos; 55,9% n\u00e3o conclu\u00edram o ensino fundamental e apenas 2,5% tiveram acesso ao ensino superior. Pelo menos 2% iniciaram uma gradua\u00e7\u00e3o e 0,5% obtiveram diploma.<\/p>\n<p><strong>OBJETIVOS<\/strong><\/p>\n<p>Iniciado em 2016, o projeto tem como objetivo aferir o \u00edndice das doen\u00e7as junto \u00e0 popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria. Conforme detalham os respons\u00e1veis pela pesquisa, o m\u00e9dico infectologista Juan Miguel Villalobos Salcedo e a virologista Deusilene Souza Vieira,\u00a0 infec\u00e7\u00f5es sexualmente transmiss\u00edveis s\u00e3o consideradas um grande problema de sa\u00fade p\u00fablica no Brasil, tendo a regi\u00e3o Norte e, mais especificamente, o Estado de Rond\u00f4nia n\u00fameros expressivos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s doen\u00e7as.<\/p>\n<p>Apenas para se ter ideia do alarmante cen\u00e1rio local, dados apresentados pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade (2017) d\u00e3o conta de que a preval\u00eancia de HIV no Brasil \u00e9 de 0,39%. Somente no ano de 2017, foram detectados 16371 casos novos, Rond\u00f4nia, concentrou 0,8% (110\/16.371) casos.<\/p>\n<p>Os pesquisadores da Fiocruz justificam a import\u00e2ncia do estudo que v\u00eam sendo realizado n\u00e3o apenas pelo panorama j\u00e1 identificado no Estado, mas por considerar que a vulnerabilidade e a aus\u00eancia de pesquisas direcionadas a pessoas em situa\u00e7\u00e3o de encarceramento podem fazer desse p\u00fablico um foco de concentra\u00e7\u00e3o e dispers\u00e3o das doen\u00e7as para a popula\u00e7\u00e3o em geral.<\/p>\n<p>Assim, de acordo com os respons\u00e1veis pela pesquisa, os resultados obtidos poder\u00e3o colaborar para um melhor entendimento sobre a situa\u00e7\u00e3o das doen\u00e7as na popula\u00e7\u00e3o privada de liberdade e servir\u00e3o de base para analisar a efic\u00e1cia de a\u00e7\u00f5es preventivas na sociedade em geral e dentro do sistema prisional, de modo a propor mudan\u00e7as com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 preven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O projeto tem previs\u00e3o de continuidade para 2018 e 2019.<\/p>\n<h6><strong><em>Por: Ascom MP\/RO<\/em><\/strong><\/h6>\n<h6><strong><em>Fonte: Fiocruz Rond\u00f4nia <\/em><\/strong><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Relat\u00f3rio anual de um projeto realizado pela Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz Rond\u00f4nia (Fiocruz Rond\u00f4nia), junto \u00e0 popula\u00e7\u00e3o carcer\u00e1ria do Estado, aponta a s\u00edfilis como a Infec\u00e7\u00e3o Sexualmente Transmiss\u00edvel (IST) mais prevalente entre detentos em, pelo menos, quatro unidades prisionais e uma Organiza\u00e7\u00e3o N\u00e3o Governamental (ONG), voltada para atendimento de egressos do sistema penitenci\u00e1rio. 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