{"id":20743,"date":"2017-07-07T20:55:49","date_gmt":"2017-07-07T20:55:49","guid":{"rendered":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/?p=20743"},"modified":"2017-07-07T20:55:49","modified_gmt":"2017-07-07T20:55:49","slug":"estudo-avalia-potencial-de-urbanizacao-da-febre-amarela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/?p=20743","title":{"rendered":"Estudo avalia potencial de urbaniza\u00e7\u00e3o da febre amarela"},"content":{"rendered":"<p>Um estudo liderado pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC\/Fiocruz) em parceria com o Instituto Pasteur, na Fran\u00e7a, aponta para o potencial de re-emerg\u00eancia de transmiss\u00e3o urbana de febre amarela no Brasil, refor\u00e7ando a import\u00e2ncia de medidas preventivas, como a vacina\u00e7\u00e3o e o controle vetorial. Em laborat\u00f3rio, os cientistas mediram a efici\u00eancia de mosquitos urbanos e silvestres do Rio de Janeiro quanto ao potencial de transmitir o v\u00edrus da febre amarela. Os dados apontam que os insetos fluminenses das esp\u00e9cies <em>Aedes aegypti, Aedes albopictus, Haemagogus leucocelaenus e Sabethes albipirvus<\/em> s\u00e3o altamente suscet\u00edveis a linhagens virais tanto do Brasil, quanto da \u00c1frica. A compet\u00eancia vetorial dos mosquitos Aedes tamb\u00e9m foi verificada em Manaus e, em menor grau, em Goi\u00e2nia. A capacidade de transmiss\u00e3o desses vetores foi confirmada ainda para a cidade de Brazzaville, capital do Congo.<\/p>\n<p>Mosquitos dos g\u00eaneros Aedes, <em>Haemagogus<\/em> e <em>Sabethes<\/em> j\u00e1 s\u00e3o conhecidos h\u00e1 d\u00e9cadas pela ci\u00eancia como vetores do v\u00edrus da febre amarela. No entanto, sua efici\u00eancia para disseminar a doen\u00e7a pode variar devido \u00e0 diversidade de popula\u00e7\u00f5es de insetos e da combina\u00e7\u00e3o entre os insetos e as diferentes linhagens virais. Por isso an\u00e1lises locais, como a que acaba de ser realizada, s\u00e3o importantes. \u201cAtualmente o Brasil enfrenta epidemia decorrente do ciclo de transmiss\u00e3o silvestre de febre amarela. No entanto, temos de estar vigilantes sobre o potencial de dissemina\u00e7\u00e3o do v\u00edrus por esp\u00e9cies urbanas de mosquitos. Por isso estudos como esse s\u00e3o fundamentais\u201d, afirma Ricardo Louren\u00e7o de Oliveira, chefe do Laborat\u00f3rio de Mosquitos Transmissores de Hematozo\u00e1rios do IOC e um dos coordenadores da pesquisa. \u201cOs dados indicam que na hip\u00f3tese de o v\u00edrus ser introduzido na \u00e1rea urbana do Rio de Janeiro por um viajante infectado, existem m\u00faltiplas oportunidades para o in\u00edcio da transmiss\u00e3o local\u201d, acrescenta o pesquisador. Publicado na revista internacional <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41598-017-05186-3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Scientific Reports<\/a>, o trabalho tamb\u00e9m contou com a colabora\u00e7\u00e3o do Instituto Evandro Chagas, no Par\u00e1.<\/p>\n<div id=\"attachment_20744\" style=\"width: 650px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-20744\" class=\"size-full wp-image-20744\" src=\"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/17_07_07_ioc_rl-1.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"362\" srcset=\"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/17_07_07_ioc_rl-1.jpg 640w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/17_07_07_ioc_rl-1-300x170.jpg 300w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/17_07_07_ioc_rl-1-450x255.jpg 450w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><p id=\"caption-attachment-20744\" class=\"wp-caption-text\">Segundo Ricardo Louren\u00e7o, os resultados refor\u00e7am a import\u00e2ncia de medidas preventivas para evitar a transmiss\u00e3o da febre amarela nas \u00e1reas urbanas (foto: Gutemberg Brito, IOC\/Fiocruz)<\/p><\/div>\n<p>Para prevenir o transbordamento da doen\u00e7a do ciclo silvestre para o urbano, o estudo ressalta que \u00e9 essencial que as pessoas em contato com as \u00e1reas de mata onde h\u00e1 circula\u00e7\u00e3o da forma silvestre do agravo sejam imunizadas. Al\u00e9m disso, considerando o risco de introdu\u00e7\u00e3o a partir de outros pa\u00edses end\u00eamicos, a exig\u00eancia de vacina\u00e7\u00e3o para viajantes que visitam as cidades brasileiras deve ser avaliada. \u201cEliminar os criadouros e controlar a prolifera\u00e7\u00e3o do <em>Ae. aegypti<\/em> \u00e9 outra medida importante para evitar a re-emerg\u00eancia da febre amarela urbana no Brasil, al\u00e9m da quest\u00e3o b\u00e1sica e j\u00e1 amplamente conhecida de ser respons\u00e1vel pela transmiss\u00e3o dos v\u00edrus da dengue, zika e chikungunya\u201d, ressalta a entomologista Dinair Couto Lima, pesquisadora do mesmo Laborat\u00f3rio e primeira autora do artigo.<\/p>\n<p><strong>TESTES DE COMPET\u00caNCIA VETORIAL<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa contemplou mosquitos <em>Ae. aegypti<\/em> e <em>Ae. albopictus<\/em> de regi\u00f5es do Brasil com caracter\u00edsticas epidemiol\u00f3gicas variadas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 circula\u00e7\u00e3o do v\u00edrus da febre amarela. Na Amaz\u00f4nia, onde a forma silvestre da doen\u00e7a \u00e9 end\u00eamica \u2013 ou seja, os casos s\u00e3o registrados de forma sustentada \u2013 foram coletados e testados insetos de Manaus. No Centro-Oeste, que registra surtos c\u00edclicos de febre amarela silvestre e \u00e9 apontado como \u00e1rea de transi\u00e7\u00e3o entre a regi\u00e3o end\u00eamica e as \u00e1reas livres do agravo no pa\u00eds, os mosquitos foram capturados em Goi\u00e2nia. J\u00e1 no litoral do Sudeste, onde n\u00e3o havia notifica\u00e7\u00e3o de casos por mais de 70 anos, at\u00e9 o surto iniciado no final de 2016, os pesquisadores escolheram o Rio de Janeiro para as coletas. Neste caso, al\u00e9m dos Aedes, foram avaliados mosquitos silvestres das esp\u00e9cies <em>Hg. leucocelaenus<\/em> e <em>Sa. albipirvus<\/em>. O trabalho analisou ainda insetos <em>Ae. aegypti<\/em> e <em>Ae. albopictus<\/em> coletados em Brazzaville, no Congo, onde a febre amarela silvestre \u00e9 end\u00eamica, mas causada por linhagens virais diferentes das detectadas no Brasil.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o aos v\u00edrus da febre amarela, entre os sete gen\u00f3tipos que circulam no mundo, o estudo contemplou a linhagem sul-americana 1, predominante no Brasil, incluindo o subtipo 1D, respons\u00e1vel pela maioria dos casos at\u00e9 2001, e o subtipo 1E, majorit\u00e1rio nos \u00faltimos anos. Tamb\u00e9m foi utilizada uma linhagem da \u00c1frica ocidental, isolada no Senegal.<\/p>\n<div id=\"attachment_20745\" style=\"width: 650px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-20745\" class=\"size-full wp-image-20745\" src=\"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/17_07_07_ioc_mosquito.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"362\" srcset=\"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/17_07_07_ioc_mosquito.jpg 640w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/17_07_07_ioc_mosquito-300x170.jpg 300w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/17_07_07_ioc_mosquito-450x255.jpg 450w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><p id=\"caption-attachment-20745\" class=\"wp-caption-text\">Entre os vetores urbanos avaliados, os Ae. aegypti do Rio de Janeiro apresentaram maior potencial para disseminar o v\u00edrus da febre amarela (foto: Gutemberg Brito, IOC\/Fiocruz)<\/p><\/div>\n<p>Para realizar os testes, os pesquisadores coletaram ovos dos mosquitos nas cidades e em \u00e1reas de mata. Apenas no caso dos <em>Sa. albiprivus<\/em>, foram estudados insetos de uma col\u00f4nia mantida em laborat\u00f3rio no IOC desde 2013. Ap\u00f3s a eclos\u00e3o dos ovos, os mosquitos foram separados por esp\u00e9cie e g\u00eanero. Grupos de f\u00eameas foram alimentados com amostras de sangue contendo v\u00edrus da febre amarela de diferentes linhagens. A capacidade de transmiss\u00e3o dos insetos foi medida pela presen\u00e7a de part\u00edculas virais infectantes \u2013 capazes de causar infec\u00e7\u00e3o \u2013 na saliva dos insetos ap\u00f3s a ingest\u00e3o do sangue com v\u00edrus. Quando testadas as linhagens virais brasileiras, o potencial para propaga\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a foi confirmado para todas as popula\u00e7\u00f5es de mosquitos. Apenas os <em>Ae. albopictus<\/em> de Manaus n\u00e3o se mostraram capazes de transmitir a linhagem viral africana.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de confirmar o potencial de transmiss\u00e3o da febre amarela nas diferentes regi\u00f5es, o estudo aponta que a efici\u00eancia para propagar o v\u00edrus varia entre as popula\u00e7\u00f5es de mosquitos. Entre os vetores urbanos brasileiros, os <em>Ae. aegypti<\/em> do Rio de Janeiro apresentaram o maior potencial para disseminar o agravo, com mais de 10% dos mosquitos apresentando part\u00edculas virais infectantes na saliva 14 dias ap\u00f3s a alimenta\u00e7\u00e3o, independentemente da linhagem viral considerada. \u201cDe forma geral, verificamos que os <em>Ae. aegypti<\/em> e <em>Ae. albopictus<\/em> do Rio de Janeiro e de Manaus foram mais suscet\u00edveis para transmitir os v\u00edrus da febre amarela, enquanto os insetos de Goi\u00e2nia mostraram-se capazes de propagar a doen\u00e7a, mas com muito menos efici\u00eancia\u201d, comenta Ricardo.<\/p>\n<p>Os vetores silvestres do Rio de Janeiro apresentaram capacidade ainda maior para dissemina\u00e7\u00e3o do agravo. Dependendo da linhagem do v\u00edrus considerada, 10% a 20% dos <em>Hg. leucocelaenus<\/em> apresentaram part\u00edculas infectantes na saliva 14 dias ap\u00f3s a ingest\u00e3o de sangue infectado. J\u00e1 entre os <em>Sa. albipirvus<\/em>, esse percentual variou de 23% a 31%. N\u00edveis semelhantes de compet\u00eancia vetorial foram observados entre os mosquitos <em>Ae. aegypti<\/em> e <em>Ae. albopictus<\/em> de Brazzaville, no Congo, o que, segundo os cientistas, refor\u00e7a o potencial para transmiss\u00e3o da febre amarela urbana na tamb\u00e9m na \u00c1frica ocidental. De acordo com Dinair Couto, caracter\u00edsticas comportamentais dos mosquitos <em>Ae. aegypti<\/em> e <em>Ae. albopictus<\/em> podem contribuir para a reurbaniza\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a.<\/p>\n<div id=\"attachment_20746\" style=\"width: 650px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-20746\" class=\"size-full wp-image-20746\" src=\"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/17_07_07_ioc_tela_0.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"362\" srcset=\"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/17_07_07_ioc_tela_0.jpg 640w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/17_07_07_ioc_tela_0-300x170.jpg 300w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/17_07_07_ioc_tela_0-450x255.jpg 450w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><p id=\"caption-attachment-20746\" class=\"wp-caption-text\">De acordo com Dinair Couto, caracter\u00edsticas comportamentais dos mosquitos Ae. aegypti e Ae. albopictus podem contribuir para a reurbaniza\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a (foto: Gutemberg Brito, IOC\/Fiocruz)<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>COMPARA\u00c7\u00d5ES DO POTENCIAL DE TRANSMISS\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>Os dados indicam que a compet\u00eancia vetorial dos mosquitos Aedes para transmitir a febre amarela \u00e9 menor do que para a dissemina\u00e7\u00e3o de outras arboviroses. Em 2014, um estudo tamb\u00e9m liderado pelo IOC em parceria com o Instituto Pasteur apontou que 80% dos <em>Ae. aegypti<\/em> e 95% dos <em>Ae. albopictus<\/em> de algumas popula\u00e7\u00f5es das Am\u00e9ricas t\u00eam potencial para transmitir o v\u00edrus chikungunya apenas sete dias ap\u00f3s ingerir sangue infectado. Com rela\u00e7\u00e3o ao v\u00edrus zika, uma pesquisa publicada pelo mesmo grupo de cientistas em 2016 indicou que 60% a 93% dos <em>Ae. aegypti<\/em> do Rio de Janeiro podem disseminar a doen\u00e7a 14 dias ap\u00f3s a ingest\u00e3o de sangue infectado com linhagens virais isoladas no estado. No entanto, segundo os cientistas, considerando os h\u00e1bitos comportamentais do <em>Ae. aegypti<\/em> e a grande frequ\u00eancia desse vetor nos ambientes urbanos brasileiros, os n\u00edveis verificados na pesquisa s\u00e3o suficientes para apontar o risco de transmiss\u00e3o urbana da febre amarela.<\/p>\n<p>De acordo com os pesquisadores, o <em>Ae. aegypti<\/em> tem alto potencial para disseminar doen\u00e7as devido ao contato constante com as pessoas: o mosquito estabelece seus criadouros dentro ou pr\u00f3ximo das resid\u00eancias e se alimenta preferencialmente de sangue humano. Desta forma, o cen\u00e1rio observado no Rio de Janeiro, onde foram verificados os maiores n\u00edveis de compet\u00eancia vetorial dos mosquitos urbanos, al\u00e9m de alta capacidade de transmiss\u00e3o dos insetos silvestres, refor\u00e7a a necessidade de alerta. \u201cA febre amarela est\u00e1 \u00e0s portas das cidades mais povoadas da costa atl\u00e2ntica brasileira, zona com uma das maiores densidades humanas de toda a Am\u00e9rica do Sul. A epidemia registrada em Angola, na \u00c1frica, no ano passado exemplifica a amea\u00e7a que isso representa. A partir de Angola, a doen\u00e7a chegou a pa\u00edses vizinhos, como a Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo e Uganda. A maioria dos casos foi registrada nas cidades, sugerindo a participa\u00e7\u00e3o de vetores urbanos, especialmente o <em>Ae. aegypti<\/em>\u201d, ressalta Ricardo.<\/p>\n<p>Encontrado em matas, ambientes rurais, quintais e peridomic\u00edlios, os <em>Ae. albopictus<\/em> tamb\u00e9m podem contribuir para a urbaniza\u00e7\u00e3o da febre amarela. Segundo os cientistas, estes mosquitos se reproduzem em \u00e1reas com maior cobertura vegetal e costumam picar animais silvestres e dom\u00e9sticos, al\u00e9m do homem. \u201cOs mosquitos Ae. albopictus podem se mover facilmente da floresta para locais periurbanos, e os maiores \u00edndices de infesta\u00e7\u00e3o por essa esp\u00e9cie no Brasil s\u00e3o relatados nas regi\u00f5es Sudeste e Sul, onde a febre amarela est\u00e1 circulando atualmente. Assim, devemos considerar a hip\u00f3tese de que os insetos Ae. albopictus podem desempenhar o papel de \u2018vetor de ponte\u2019, ligando o ciclo silvestre ao ciclo urbano do agravo\u201d, pondera Dinair.<\/p>\n<p>Nas \u00e1reas peridomiciliares, as mesmas medidas adotadas contra o Ae. aegypti s\u00e3o importantes para combater o Ae. albopictus, incluindo evitar o ac\u00famulo de \u00e1gua parada em garrafas, pratos de plantas e outros objetos deixados em quintais, assim como realizar a manuten\u00e7\u00e3o de calhas, instalar telas em ralos nesses ambientes e manter caixas d\u2019\u00e1gua e outros dep\u00f3sitos bem vedados. A vacina\u00e7\u00e3o, nas localidades onde a imuniza\u00e7\u00e3o \u00e9 indicada pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, tamb\u00e9m \u00e9 fundamental para a preven\u00e7\u00e3o da febre amarela.<\/p>\n<p><strong><em>Por Ma\u00edra Menezes (IOC\/Fiocruz)<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Fonte: AFN<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo liderado pelo Instituto Oswaldo Cruz (IOC\/Fiocruz) em parceria com o Instituto Pasteur, na Fran\u00e7a, aponta para o potencial de re-emerg\u00eancia de transmiss\u00e3o urbana de febre amarela no Brasil, refor\u00e7ando a import\u00e2ncia de medidas preventivas, como a vacina\u00e7\u00e3o e o controle vetorial. 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