{"id":19592,"date":"2017-03-29T13:54:04","date_gmt":"2017-03-29T13:54:04","guid":{"rendered":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/?p=19592"},"modified":"2017-03-29T15:32:54","modified_gmt":"2017-03-29T15:32:54","slug":"flebotomos-apresentam-facilidade-de-adaptacao-em-areas-de-peridomicilios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/?p=19592","title":{"rendered":"Fleb\u00f3tomos apresentam facilidade de adapta\u00e7\u00e3o em \u00e1reas de peridomic\u00edlios"},"content":{"rendered":"<p>Associados geralmente a \u00e1reas de florestas, alguns insetos apresentam facilidade de adapta\u00e7\u00e3o e prov\u00e1vel reprodu\u00e7\u00e3o em \u00e1reas de peridomic\u00edlio. O alerta foi feito no \u00faltimo encontro do Centro de Estudos do Instituto Maria e Le\u00f4nidas Deane (ILMD\/ Fiocruz Amaz\u00f4nia), durante a palestra \u201cOs flebotom\u00edneos est\u00e3o se tornando sinantr\u00f3picos na Amaz\u00f4nia Central\u201d, ministrada pelo pesquisador e professor do ILMD, Dr. Felipe Arley Pessoa.<\/p>\n<p>Segundo Pessoa, \u201cdurante muitos anos os fleb\u00f3tomos, vetores de leishmaniose, foram associados a \u00e1reas de floresta ou \u00e1reas tipicamente rurais\u201d. Acreditava-se que ao adentrarem as florestas, em contato com os insetos infectados, as pessoas eram contaminadas e posteriormente desenvolveriam sintomas da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, pesquisas realizadas no Nordeste e no Suldeste do Brasil, indicam que duas esp\u00e9cies apresentaram bom desenvolvimento no conv\u00edvio humano. \u201cEsses insetos possuem um \u00edndice de abund\u00e2ncia muito grande no peridomic\u00edlio, mas quando voc\u00ea vai investigar a quantidade de esp\u00e9cies de fleb\u00f3tomos associados com sua abund\u00e2ncia, o valor fica muito baixo. Em uma regi\u00e3o que encontrar\u00edamos entre 25 e 30 esp\u00e9cies de flebotom\u00edneos, apenas duas ou tr\u00eas estavam associadas ao ambiente urbano\u201d, explicou Pessoa.<\/p>\n<p>Apesar de estar sendo pouco acompanhado na Regi\u00e3o Amaz\u00f4nica, o pesquisador ressalta que alguns estudos realizados na Comunidade do Rio Pardo, distante aproximadamente 200 quil\u00f4metros de Manaus, mostram que o comportamento dos insetos pode estar avan\u00e7ando pr\u00f3ximo ao conv\u00edvio humano. \u201cAqui na regi\u00e3o Amaz\u00f4nica, estamos conseguindo acompanhar em um projeto com flebotom\u00edneos, e observamos que o \u00edndice de diversidade e abund\u00e2ncia desses insetos em \u00e1reas de peridomic\u00edlio s\u00e3o muito pr\u00f3ximo do que estamos encontrando em floresta\u201d.<\/p>\n<p><strong>FLEB\u00d3TOMOS<\/strong><\/p>\n<p>Os fleb\u00f3tomos s\u00e3o pequenos insetos, que chegam a medir de 1 a 3 mm de comprimento, e podem ser encontrados ao redor das resid\u00eancias em locais sombreados e com mat\u00e9ria org\u00e2nica, como galinheiros, chiqueiros, canis e em lixeiras. As f\u00eameas precisam ingerir sangue para o desenvolvimento dos ovos e, dessa forma, picam tanto o c\u00e3o quanto o homem, principalmente durante a esta\u00e7\u00e3o chuvosa quando invadem as resid\u00eancias.<\/p>\n<p>Ao picar o c\u00e3o ou o homem, o fleb\u00f3tomo pode transmitir o protozo\u00e1rio chamado <em>Leishmania chagasi<\/em>, respons\u00e1vel, no Brasil, pela <strong>Leishmaniose visceral e tegumentar<\/strong>. Uma vez infectado o c\u00e3o torna-se reservat\u00f3rio da doen\u00e7a, e pode ser fonte de infec\u00e7\u00e3o para outros animais ou mesmo para seres humanos que vivem ao seu redor.<\/p>\n<div id=\"attachment_19594\" style=\"width: 650px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-19594\" class=\"wp-image-19594 size-full\" src=\"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/IMG_1952.jpg\" alt=\"(Foto: Eduardo Gomes)\" width=\"640\" height=\"427\" srcset=\"https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/IMG_1952.jpg 640w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/IMG_1952-300x200.jpg 300w, https:\/\/amazonia.fiocruz.br\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/IMG_1952-450x300.jpg 450w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><p id=\"caption-attachment-19594\" class=\"wp-caption-text\">(Foto: Eduardo Gomes)<\/p><\/div>\n<p><strong>CENTRO DE ESTUDOS<\/strong><\/p>\n<p>O Centro de Estudos do ILMD\/Fiocruz Amaz\u00f4nia \u00e9 um n\u00facleo que oportuniza encontros, palestras, semin\u00e1rios e debates sobre diversos temas ligados \u00e0 pesquisa e ao ensino para a promo\u00e7\u00e3o da sa\u00fade.<\/p>\n<p>Os eventos ocorrem \u00e0s sextas-feiras e deles podem participar estudantes de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, pesquisadores, professores e trabalhadores da \u00e1rea da Sa\u00fade. A entrada \u00e9 franca.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Associados geralmente a \u00e1reas de florestas, alguns insetos apresentam facilidade de adapta\u00e7\u00e3o e prov\u00e1vel reprodu\u00e7\u00e3o em \u00e1reas de peridomic\u00edlio. 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